A organização da Feira do Livro de 2019 anunciou nesta quarta-feira da patrona do evento. Será a professora e escritora de Marô Barbieri, a quarta mulher a ocupar o posto consecutivamente. Antes dela foram escolhidas Cíntia Moscovich, Valesca de Assis e Maria Carpi. Ao todo, oito mulheres já exerceram o patronato. A feira em sua 65º edição tem como tema “Curiosidade é o que nos move”,
O anúncio foi feito na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre. A Feira do Livro de Porto Alegre chega, em 2019, à sua 65ª edição, ininterrupta, na Praça da Alfândega. A maior feira a céu aberto da América Latina teve a montagem iniciada na segunda-feira passada e será realizada entre os dias 1º e 17 de novembro.
“Sou professora, escritora de livros para jovens, mediadora de leitura e contadora de histórias. O professor e os contador de histórias são os primeiros mediadores de leitura, junto com os pais, que os pequenos leitores têm, pois eles fazem o conteúdo do livro chegar de uma forma agradável, lúdica, interpretativa. O Brasil é um dos melhores países do mundo em termos de literatura feita para jovens. Creio que meu trabalho na Feira será uma extensão do que já faço há décadas nestas funções que exerço”, declarou Marô, logo após ser eleita patrona.
Edição com mudanças
A edição deste ano terá mudanças em relação a Feiras anteriores. Segundo o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Isatir Bottin Filho, esse ano não haverá praça de alimentação, por causa das obras no Centro Cultural da Caixa, que diminuíram o espaço disponível. Ao todo, serão 106 expositores, sendo 86 na área geral, 13 na área infantil e sete no setor internacional. A área infantil funcionará das 9h às 20h30min, enquanto as áreas geral e internacional abrem das 12h30min às 20h30min, exceto aos sábados, quando as atividades começam às 10h.
Para Jussara Rodrigues, que coordena a área geral da Feira do Livro, a diversidade será um dos eixos principais da programação, com espaço para autores ligados à literatura indígena e afro-brasileira, inclusive na área infantil. Atividades musicais e teatrais, além da realização de oficinas e atividades ligadas ao cinema e à literatura de cordel, também estão na agenda, com cerca de 500 atividades ao todo.
A programação completa está disponível no site http://www.feiradolivro-poa.com.br/.
Autor: da Redação
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Marô Barbieri escolhida patrona da 65º Feira do Livro de Porto Alegre
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Exposição traz a temática da linha como fio condutor e de conexão entre os trabalhos de 16 artistas.
“Alinhando”, nova exposição no Aberto Caminho de Artes tem curadoria de Ana Zavadil. Coquetel de inauguração da exposição acontecerá sábado, dia 19, das 11h às 15h, na Rua Dr. Armando Barbedo, nº 356 no Bairro Tristeza, em Porto Alegre/RS.

Obra de Alexandra Eckert/ Divulgação
A nova exposição do espaço cultural Aberto Caminho de Artes traz como temática as linhas como fios condutores e de conexões entre as obras dos artistas convidados para expor. Ao todo, 16 profissionais da arte vão divulgar seus trabalhos, com linguagens diferentes, falando sobre a linha. Os traços vão aparecer em desenhos sobre tela, sobre papel em objetos, na fotografia, no trabalho de colagem, na pintura e na tecelagem.

Obra de Anete Schöroder/ Divulgação
Conforme a curadora da exposição, Ana Zavadil, a diversidade dos trabalhos evidencia o potencial criativo de cada artista narrando uma história. “Por meio da curadoria, todas essas histórias unidas contam uma história maior. E, com isso, o exercício de liberdade de cada artista é colocado à prova em um mesmo local e, sendo ele pequeno, propicia um confronto direto do espectador com as obras no tempo e no espaço”, pontua a historiadora da Arte e professora.

Obra de Bia Dorfmann/ Divulgação
O nome da exposição, “Alinhando”, para além do significado de enfileirar e ajustar, está mais para a questão de compor uma ordem visual dentro do espaço expositivo. Para Ana, “a linha desnuda-se em potência em cada obra. E o diálogo entre elas impõe um ritmo à exposição que, longe de ser somente contemplativa, torna-se reveladora e reflexiva”, explica.

Obra de Clara Koppe/ Divulgação
A mostra conta com o apoio cultural da Associação Chico Lisboa. Ana Zavadil é mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria, historiadora da Arte e professora.
Com obras de Alexandra Eckert, Anete Schroder, Beatriz Harger, Bia Dorfman, Clara Koppe, Denise Wichmann, Elzi Mezzomo, Gelson Soares, Isa Doris Teixeira de Macedo, Leonice Araldi, Liane Borgheti Krenzinger, Lorena Steiner, Mery Bavia , Ricardo Fonseca ,Tomas Barth e Wischral

Obra de Elzi Mezzomo/ Divulgação
O que : Abertura da exposição “Alinhando”;
Quando: No sábado, 19 de outubro, das 11h às 15h/ até 30 de novembro; (Entrada franca)
Onde: Rua Doutor Armando Barbedo, 356, bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre;
Contatos: abertoartes@gmail.com
(51) 3516 2259
(51) 99930 1911 – Marla Trevisan
Horário de visitação do Aberto:
De terça-feira a sexta-feira, das 13h30 às 18h
Aos sábados, das 13h às 17h

Isa Dóris Teixeira de Macedo/ Divulgação

Leonice Araldi/ Divulgação -
Composta de imagens, vídeos e sons, exposição "O Silêncio que Grita", no Paço Municipal
A Prefeitura Municipal de Porto Alegre e a Fundação Brasil Meu Amor (FBMA) trazem para a cidade a exposição O Silêncio que Grita, em cartaz até 7 de novembro, no Paço dos Açorianos (Praça Montevidéu, 10). A visitação é de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio-dia e das13h30 às 18h. Entrada gratuita.
Composta de imagens, vídeos e sons, O Silêncio que Grita faz com que sejam lembrados aqueles que colocaram um tijolo em direção à liberdade e as mais relevantes construções da civilização humana.
Os painéis da instalação unem os povos, grandes sonhadores e líderes do passado e do presente, apagando a linha imaginária do tempo. A obra é também um grito de alerta: o Brasil livre, sonhado por JK e tantos outros, precisa de todos, novos candangos, para cumprir o destino de ser o melhor país do mundo.
A exposição é um dos projetos da Fundação Brasil Meu Amor, juntamente com o espetáculo “JK, Um Reencontro com o Brasil” em turnê pelo Brasil desde 2017 e visto por mais de 20 mil pessoas, entre outras ações.
E na terça-feira, 22 , também no Paço dos Açorianos, será realizado o coquetel de lançamento dos livros “O Silencio que Grita” e “Brasil Meu Amor – Substituindo o Jeitinho pelo Talento”, cujo autor, Jean Obry, é presidente da Fundação Brasil Meu Amor.
Trechos do livro “O Silêncio Que Grita”, de Jean Obry, idealizador, fundador e Presidente da FBMA, formam um fio condutor que amalgama a verdadeira essência do brasileiro, despertando um profundo sentimento de amor ao Brasil, de pertencimento e cidadania. Uma verdadeira “injeção de brasilidade”, que oferece um resgate da história de nosso País.
Os livros
“O Silêncio que Grita” e “Brasil Meu Amor – Substituindo o Jeitinho pelo Talento”, ambos de autoria de Jean Obry, presidente da Fundação Brasil Meu Amor, os livros buscam resgatar o entendimento sobre questões históricas que bloqueiam o desenvolvimento do nosso Brasil.
No livro “O Silêncio que Grita” o ponto de partida foi contar a história de JK, porém atrelados à trajetória de Juscelino. Nesta obra o autor nos convida a olhar para nós mesmos enquanto personagens da nossa própria biografia e da História maior da qual fazemos parte, a História do Brasil, que, de pano de fundo a princípio, cresce e rouba a cena em muitos capítulos, levando-nos mesmo a desconfiar seja ele, o Brasil, o personagem principal.
Já “Brasil Meu Amor – Substituindo o Jeitinho pelo Talento” é antes de tudo uma reflexão do autor sobre o potencial de cada Brasileiro. Visto de forma científica e precisa, o escritor observa como incorporar cada um ao seu microcosmo e projetá-lo em um novo sistema político e social a ser aplicado na realidade nacional.
Jean Obry
Segundo o material de divulgação do evento, ele é um experimentador da vida, com uma formação bastante eclética e ampla, que lhe permitiu se aprofundar em diversos campos do conhecimento, dentre os quais Psicossomática, Grafologia, Psicanálise e Sociologia.
Antes de se fixar no Brasil, que escolheu como pátria, percorreu muitas regiões do planeta, abastecendo-se de sabedoria e experiências incomuns, que somadas ao seu conhecimento, ao seu potencial instintivo, espiritualista e de pesquisador, fizeram dele um humanista engajado em ações concretas para o crescimento das pessoas e para uma sociedade mais justa e talentosa.
Atualmente, preside a Federação Brasileira de Grafologia Crepièux-Jamin, e é o Presidente da Fundação Brasil Meu Amor, da qual foi idealizador e criador.
Fundação Brasil Meu Amor (FBMA)
Há dois anos, 135 brasileiros que representam a diversidade de nossa sociedade, junto com seu Fundador, Jean Obry, criaram a Fundação Brasil Meu Amor (FBMA).
Com projetos culturais, educacionais e artísticos e de tecnologia de ponta, a Fundação busca construir um Brasil unido, onde os brasileiros consigam ter um denominador comum que os reúna em torno de um mesmo objetivo e, assim, sejam capazes de reconhecer a grandeza de seu passado, se desenvolver no presente e conquistar um futuro próspero.
A Fundação acredita que é possível recriar a realidade, fazer um novo começo, cuidar do ser, cuidar do outro, cuidar do Brasil e dos brasileiros. Como disse Juscelino Kubitschek, “Temos que somar e não dividir. Porquê da soma de opiniões e tendências é que se forma, na conciliação das contradições, inspiradas no amor ao Brasil, o patrimônio nacional da originalidade brasileira”.
Unesco
O conjunto urbano de Brasília é o único bem contemporâneo reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco. Esta distinção assegura o legado recebido no passado e que vivemos no presente, possa ser transmitido às futuras gerações. Nesse sentido, a FBMA tem alguns parceiros e um deles é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que há 82 anos preserva e promove o patrimônio cultural do Brasil.
Serviço
Exposição O Silêncio que Grita
Local: Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico Porto Alegre
Visitação: até 7 de novembro
Dias e Horários: Segunda a sexta-feira – das 9h ao meio-dia – e das13h30 às 18h
Lançamento dos livros
Local: Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico Porto Alegre
Data: 22.10 (segunda-feira)
Horário: 18h30 -
Escola de Música da Ospa abre 69 vagas
A Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) lançou dia 14 de outubro um novo edital para a seleção de até 69 novos alunos para o Conservatório Pablo Komlós em 2020.As vagas são para jovens instrumentistas e prática coral. As inscrições podem ser feitas até 25 de outubro pelo site da Ospa.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas on-line através do formulário disponível no site da Ospa. É obrigatória a leitura prévia do edital completo, também disponível no site da orquestra, onde está especificada a documentação que deve ser apresentada para a audição.No início de 2019, 107 vagas foram abertas. Neste novo edital, 69 novas oportunidades são disponibilizadas. Na seleção de instrumentistas, o candidato deve ter, no mínimo, oito anos completos até o início do ano letivo de 2020 e estar comprovadamente matriculado no ensino regular ou ter concluído o Ensino Médio. O músico também deve ter o instrumento pertinente à vaga concorrida.
As modalidades são as seguintes:
– violino
– viola de arco
– violoncelo
– contrabaixo acústico tocado com arco
– flauta transversal
– oboé
– clarinete
– fagote
– trompa
– trompete
– eufônio
– tuba
– percussão
– prática coral
Para quem pretende integrar o Coro Jovem da Escola de Música da Ospa, é preciso ter entre 8 e 20 anos e, assim como os instrumentistas, estar comprovadamente matriculado no ensino regular ou ter concluído o Ensino Médio. A seleção nessa categoria disponibiliza vagas para estudantes de baixa renda e para pessoas com deficiência.
O local e o horário dos testes serão encaminhados por e-mail até 1º de novembro e o exame ocorre entre 11 e 22 de novembro. A seleção consiste em uma audição que irá determinar o desempenho musical do candidato, sob avaliação de músicos do Conservatório Pablo Komlós e da própria Ospa.
É necessário ter domínio da execução do instrumento escolhido, da leitura de partitura musical e tempo disponível para ensaios, que iniciam em 2 de março. As peças que serão avaliadas para cada modalidade podem ser acessadas na ficha de inscrição.
Mais informações pelo telefone (51) 3228-6737 ou pelo e-mail escolademusica.ospa@gmail.com.
A Escola de Música da Ospa
Fundada em 1972, a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós promove formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, oferecendo oportunidade de profissionalização na área. Grande parte dos instrumentistas que hoje integram a Ospa estudaram na instituição, bem como muitos músicos que atuam em outras orquestras ou nas mais diferentes áreas da música, no Brasil e no exterior.
A escola, coordenada por Diego Grendene de Souza, atende em torno de 200 alunos. Todos os professores são instrumentistas da Ospa. Além disso, a instituição conta com grupos orquestrais, regidos por Arthur Barbosa e Wilthon Matos, e com um coro regido por Cosmas Grieneisen. Mantém projetos de inserção social como o Escola da Ospa na comunidade, que leva recitais de grupos de alunos em lugares como hospitais, escolas, lares de idosos e praças, e o Recitais na Biblioteca, que promove apresentações de estudantes avançados na Biblioteca Pública do Estado do RS.
Clique aqui (http://docs.google.com/forms/d/1pw1CAyoIT16ZOS9Aozho_HVKgfu664J6j7I1d2RXYTg/viewform?edit_requested=true#responses_) para acessar a ficha de inscrição
Para mais informações, acesse o site da Ospa (http://www.ospa.org.br)
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Uma discussão psicanalítica de "Terra Estrangeira", de Walter Salles e Daniela Thomas.
Ponto de encontro de apreciadores da arte cinematográfica e da psicanálise, o seminário O Divã e a Tela deste mês apresenta Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas. Ambientado durante o primeiro governo eleito pós-ditadura militar, quando Collor promoveu um desmonte dos órgãos federais de apoio ao cinema, do Ministério da Cultura e das leis de incentivo, além de congelar poupanças, Terra Estrangeira assegurou uma retomada da produção de filmes, iniciada por Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil, de Carla Camurati.
O filme revela um momento de falta de perspectivas, resultado de uma política econômica devastadora, da destruição de sonhos e de um período em que os brasileiros começam a emigrar para Portugal. A narrativa tem início em São Paulo, onde o estudante de física Paco (Fernando Alves Pinto), que sonha ser ator, depara-se com a morte da mãe (Laura Cardoso). Ela sonhava em rever sua cidade na Espanha, porém não consegue sobreviver ao confisco de suas economias. Sem dinheiro para viajar, Paco aceita a oferta de um traficante de jóias (Luís Melo) para levar uma encomenda a Portugal. Lá chegando, vem a conhecer Alex (Fernanda Torres ) e seu namorado músico (Alexandre Borges).
A vida em Lisboa é dura, permeada por um sentimento de falta de pertencimento. A desorientação geográfica e emocional se revela na vida cotidiana dos imigrantes que precorrem suas ruas. Ainda assim, os caminhos de Alex e Paco se aproximam, levando-os a um destino desafiador. Filmado em preto e branco, com direção de fotografia de Walter Carvalho, Terra Estrangeira tem trilha sonora de José Miguel Wisnik, acrescida pelo clássico Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão).
O seminário O Divã e a Tela, que está completando 15 anos em 2019, é uma programação mensal que acontece nas sextas-feiras na Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Os encontros promovem o debate e a troca de ideias entre os apreciadores do cinema e das artes.
Data: 18 de outubro (sexta-feira)
Hora: 19h
Local: Sede da APPOA (Faria Santos, 258 – Petrópolis)
Coordenação: psicanalistas Enéas de Souza e Robson de Freitas Pereira
Promoção: Instituto APPOA – Linha de Trabalho Sujeito e Cultura
Próximas atrações
22 de novembro – Era uma Vez no Oeste, de Sergio Leone (1969)
12 de dezembro – Matrix, de Lana Wachowski e Lilly Wachowski (1999)
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Ospa toca Mozart e Tchaikovsky, sob regência do maestro islandês Gudni Emilsson
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) apresenta uma seleção especial da música de concerto pela Série Pablo Komlós. No próximo sábado, dia 19, às 17h, dois dos maiores nomes da música clássica são revisitados. Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) ganham destaque na programação conduzida pelo premiado maestro islandês Gudni Emilsson, regente titular da Filarmônica da Tailândia. No solo, a renomada flautista Claudia Nascimento junta-se à sinfônica. Os ingressos estão disponíveis por valores entre R$ 10 e 40 através do site da Uhuu, na bilheteria do Teatro do Bourbon Country ou no local, no dia do evento, das 14h às 17h, mediante disponibilidade.
Sobre o Programa
A apresentação tem inicio com a obra “O Concerto de Flauta Nº 1 em Sol maior, K. 313”, escrita em 1778 por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Encomendado pelo flautista holandês Ferdinand De Jean em 1777, o compositor deveria fornecer quatro quartetos de flauta e três concertos de flauta, mas ele apenas completou dois dos três concertos, sendo K. 313 o primeiro. A peça é pontuada para um conjunto padrão de cordas orquestrais, dois oboés (que são substituídos por duas flautas no movimento Adagio) e dois chifres. A composição é dividida em três movimentos: Allegro maestoso, Adagio ma non troppo e Rondo: Tempo di Menuetto.
Na segunda parte do programa, a orquestra executa “Sinfonia No. 6, Op.74 “Patética”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), que é cercada de mistérios. O compositor finalizou a peça em agosto de 1893 e regeu sua estreia dois meses depois, em São Petersburgo, nove dias antes de falecer, vítima de cólera. O retrato intimista da obra gerou má repercussão do público. Quando o assunto era sinfonia, a plateia esperava ouvir uma música que explorasse a grandiosidade temática. A Sexta Sinfonia, por sua vez, inicia e termina com melancolia. Tchaikovsky não gostou da recepção da peça e resolveu refazer alguns trechos, além de acrescentar o título de “Patética”. Desde então, criou-se um imaginário em torno da obra e de sua morte inesperada.
Gudni Emilsson (ISL)
Islandês, estudou piano e regência na Alemanha com Walter Hugler e Miguel Monroy. Recebeu diversos prêmios, como o Herbert von Karajan (Áustria), Richard Wagner (Alemanha), Lind Artist (Islândia) e Masaryk Artist (República Checa). Como maestro convidado e em festivais, regeu importantes orquestras de todos os continentes. É diretor artístico e maestro da Orquestra de Câmara de Tubingen, diretor artístico e adido cultural do Festival de Música Clássica da universidade da mesma cidade, regente da Camerata Bohemica Prague e, desde 2005, maestro titular da Filarmônica da Tailândia, em Bangkok.
Claudia Nascimento (flauta – Brasil)
Renomada flautista, foi premiada duas vezes no Concurso Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório e vencedora do XIV Concours Européen de Musique, na Picardia. Bacharel em Flauta pela Universidade Estadual Paulista, em 2001, foi agraciada com uma bolsa de estudos pela Fundação Vitae para se aperfeiçoar no Conservatório Nacional Regional de Rueil-Malmaison, em Paris, onde obteve o Premier Prix Superieur e, por unanimidade, o Prix d’Excelence e de Perfectionement. Na França, recebeu importantes prêmios em conservatórios, retornando ao Brasil com uma bagagem para atuar pelos mais importantes festivais de música e orquestras do país. Ocupou o cargo de solista na Orquestra Sinfônica Brasileira e, atualmente, integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Concerto da Série Pablo Komlós | Porto Alegre
Quando: 19 de outubro de 2019, sábado, às 17h
Onde: Casa da OSPA (Centro Adminstrativo Fernando Ferrari (CAFF) – Av. Borges de Medeiros, 1501 – Cidade Baixa)Ingressos:
Valores: Valores: R$ 40 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões) e R$ 10 (para estudantes, exceto camarote) mais taxa de conveniência, com desconto de 50% para seniores, sócios do Clube do Assinante ZH, doadores de sangue e pessoas com deficiência e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari Bourbon, Panvel e para clientes do Banrisul.
Venda online: no site da Uhuu em http://bit.ly/ospa_pablokomlos15 (Inclui taxa de conveniência).
Venda física: na Casa da OSPA, no dia do evento, das 14h às 17h; ou na bilheteria do Teatro do Bourbon Country. Sujeito à disponibilidade de ingressos.
Bilheteria: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.
PROGRAMA
Mozart, W.A.: Concerto No.1 em Sol Maior para flauta e orquestra, K.313
I. Allegro Maestoso
II. Adagio ma non troppo
III. Rondo. Tempo di Menuetto
Tchaikovsky, P.: Sinfonia No. 6, Op.74 “Patética”
I. Adagio – Allegro non troppo
II. Allegro con grazia
III. Allegro molto vivace
IV. Adagio lamentoso
Regente: Gudni Emilsson (ISL)Solista: Claudia Nascimento (flauta – Brasil)
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Rodrigo Munari comemora 30 anos de carreira com show e lançamento de livro
O cantautor e escritor Rodrigo Munari vai comemorar 30 anos de carreira com o show “As histórias por trás das canções”. As apresentações ocorrem nos dias 19 e 20 de outubro (sábado e domingo), às 20h, no Teatro CHC Santa Casa. No repertório, “Ela é minha namorada”, “Meu retorno” (sucesso na época em que integrou Os Serranos), “Romance das Duas Flores”, Diferenças” e “Traz de volta a minha vida” (tema da novela Paraíso).“Para completar três décadas de trabalho totalmente dedicado à música é preciso ter a capacidade de ainda se emocionar com cada criação e se reinventar. Perceber que não somos seres estáticos, principalmente o artista. É fundamental estar em movimento constante”.
Foto:Felipe-Munari./ Divulgação O show contará com a participação especial de Sofia Munari, filha de Rodrigo,
interpretando “Vai cantar No azul do teu olhar”. Aos 16 anos, Sofia vem se revelando no cenário musical do RS como cantora e compositora. O artista também apresentará canções inéditas, como “Teu Love” e “Rumo Certo”.
30 anos de carreira em livro As duas noites também serão de lançamento do livro autobiográfico musical “As histórias por trás das canções”. Editada pela Munari Produções, nesta primeira obra, Rodrigo conta em primeira pessoa suas histórias e o contexto em que algumas de suas músicas foram criadas.Sobem ao palco com Rodrigo Munari os músicos Diego Banega (baixo), Gilberto Oliveira (violão e guitarra), Tiago Lewis (piano) e Vaney Bertotto (bateria).Sobre o artista
Cantor, compositor e escritor, Rodrigo Munari começou a carreira como vocalista do grupo Os Serranos, com o qual ganhou Disco de Ouro com “Sucessos Gaúchos”. Depois formou, ao lado do irmão, a dupla Enzo e Rodrigo e, desde o final de 2014, está em carreira solo com um trabalho que une música e literatura. Duas de suas obras foram trilha de novela da TV Globo: “Traz de volta a minha vida” (Paraíso/ 2009) e “Ela é minha namorada” (Êta mundo bom!/ 2016).Em 2015 fez turnê pelo Brasil com o show “Rodrigo Munari Quarteto” e lançou o
livro/audiolivro “Romance das Duas Flores”. No ano seguinte, emplacou os DVDs “Histórias, Romances e Canções” e “Confissões”. Sua música o levou também à China, Portugal, Argentina, Uruguai e Paraguai.Na literatura, foi patrono da Feira do Livro dos municípios de Agudo, Nova Santa Rita e, em 2019, exercerá a função em Torres e na Feira do Livro Infantil da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Um de seus livros, “Diferenças”, fala em inclusão, diversidade, tolerância, celebra as diferenças, a ética, o crescimento e a solidariedade. Agora prepara o lançamento de três obras infanto-juvenis sobre valorização do idoso, educação financeira e educação ambiental.Serviço:
“As histórias por trás das canções” – 30 anos de carreira de Rodrigo Munari
Quando: 19 e 20 de outubro | Sábado e domingo | 20 horas
Local: Teatro CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75)
Ingressos: R$ 50,00
Ingressos antecipados: www.rodrigomunari.com.brLançamento do livro “As Histórias por Trás das Canções”
Editora: Munari Produções | Ano 2019 | 112 páginas
Valor: R$ 30,00 -
Revista digital "Rua da Margem" , sobre lugares e pessoas, faz campanha para virar livro
Rua da Margem (www.ruadamargem.com) é uma revista digital que traz à tona uma Porto Alegre que pouco aparece por aí – a cidade do Barão da João Alfredo, do Ildo da Lanchera, do Sid do Bambu’s, da cantora Valéria, do Pé Palito, do seu Cláudio do Parangolé. Uma cidade plural e diversa, vaidosa de sua história e aberta à cena contemporânea. Agora, as melhores histórias que já passaram pelo site – sobre pessoas e lugares que merecem tinta e papel – estarão reunidas em livro e o portal está promovendo uma campanha na plataforma do Catarse para custear a produção da obra.

Luísa Rosa e Paulo César Teixeira criadores do Rua da Margem 3 O link no Catarse: www.catarse.me/livro_ruadamargem.
A vaquinha eletrônica no Catarse prevê diferentes modalidades de apoio, com valores entre R$ 10 e R$ 70, trazendo como recompensas desde agradecimento nominal no site até direito a um jantar do projeto de cozinha artesanal Mucho Gosto no bar Guernica, na Travessa dos Venezianos, ou a um chope artesanal no bar I Love CB, na Rua da República, passando ainda por brindes como chaveiros e porta-livros produzidos em tecido pela marca A Mãe Que Faz.

Personagem; Mãe Ieda Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre, livro editado pela Libretos, reúne textos publicados desde outubro de 2017, quando o site foi criado pelo jornalista Paulo César Teixeira e a publicitária Luísa Rosa (pai e filha). As matérias destacam cenários e personagens que encantam e ajudam a transformar a capital do RS num lugar mais saudável e prazeroso de se viver. Além disso, a obra vai trazer reportagens inéditas, especialmente produzidas para o livro, que recontam a história da Cidade Baixa guiadas pelos olhos de antigos moradores do bairro.

Personagem do livro: Celso Finato O lançamento de Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre está marcado para o dia 8/11, com sessão de autógrafos às 17h na Feira do Livro de Porto Alegre. Ainda no dia 8/11, o autor estará autografando a obra também no bar Guernica, na Travessa dos Venezianos, 44, a partir das 19h 30min. Logo depois, acontecerá o show “Elisa Meneghetti Canta Nei Lisboa”, com Elisa acompanhada ao violão por Filipi Narcizo.
Sobre o autor
Paulo César Teixeira publicou Esquina Maldita (2012), Nega Lu – Uma Dama de Barba Malfeita (2015) e Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão (2010), livros também editados pela Libretos, que buscam construir uma “arqueologia das sombras” de Porto Alegre, revelando ou reconstituindo figuras e espaços desconhecidos do grande público. Como jornalista, Paulo César, o Foguinho, tem textos publicados nas revistas Istoé, Veja, Época e Carta Capital e nos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora e Jornal do Comércio. Ganhou o Prêmio ARI (Associação Riograndense de Imprensa) de Reportagem Cultural, em 2005 e 2008, por Um certo Erico Verissimo e A Rua da Margem, ambas as matérias publicadas pela revista Aplauso.

Personagem do livro, Sérgio Traunetti SERVIÇO:
Livro: Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre, de Paulo César Teixeira
Lançamento: 8/11 na Feira do Livro, com autógrafos às 17h, e no bar Guernica, a partir das 19h 30min, com autógrafos e, logo depois, show Elisa Meneghetti Canta Nei Lisboa. Link do Rua da Margem no Catarse: www.catarse.me/livro_ruadamargem
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Música de câmara do Madrigal Nestor Wennholz no projeto Clássicos na Pinacoteca
A próxima edição do programa Clássicos na Pinacoteca será dedicada à harmonia de vozes do Madrigal Nestor Wennholz. O evento será realizado na quinta-feira, 17, às 18h30, na Pinacoteca Ruben Berta(rua Duque de Caxias, 973). O ingresso é uma contribuição espontânea. A lotação da sala é de 50 lugares.
Com formação vocal de naipes masculinos, o grupo que atua desde 2015, presta uma homenagem na sua denominação ao maestro gaúcho Nestor Miguel Wennholz (1931-2008), cuja obra conferiu especial atenção à música coral. No repertório, música erudita “ A capella”, dos períodos renascentista, barroco e romântico, sem deixar de visitar oportunamente outros gêneros e estilos musicais. O diretor artístico é o regente Lucas Alves e a orientação vocal fica a cargo do tenor lírico e professor Flávio Leite.
Demais integrantes do Madrigal: José Marcos Neutzling e Lucas Alves (tenores I), Rogério Ienczak Gomes e Ricardo Ortega (tenores II), João Ricardo Mansuero e Roberto Moreira (barítonos), Tarcísio Körbes e José Mariano Bersch (baixos). Os ensaios do grupo são realizados na Casa da Música POA.
PROGRAMA
Sicut Cervus – Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
The Rose – Ola Gjeilo (1978)
Lullaby – Daniel Elder (1986)
Cantique de Jean Racine – Gabriel Fauré (1827-1924)
Come Again – John Dowland (1563-1626)
If Ye Love Me – Thomas Tallis (c.1505-1585)
Finlândia – Jean Sibelius (1865-1957)
De “Quatre Petites Prières”, II, III, IV – Francis Poulenc (1899-1963)
La, La, La, Je N’e L’ose Dire – Pierre Certon (1510-1572)
Abendlied – Josef Rheinberger (1839-1901)
Ubi Caritas – Ola Gjeilo (1978)
Ave Maria – Franz Biebl (1906-2001)
Pater Peter Pomp – W.A.Mozart (1756-1791)
Bridge Over Troubled Water – Paul Simon (1941)
Clássicos na Pinacoteca
MADRIGAL NESTOR WENNHOLZ
17 de outubro, quinta-feira, 18h30
Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973
Centro Histórico – Porto Alegre
Contribuição espontânea (lotação: 50 lugares)
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Adriana Giora expõe "No limiar do jardim", instalação de grandes dimensões, no MARGS
Adriana Giora apresenta no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) a exposição “Adriana Giora – No limiar do jardim”. Com curadoria de André Venzon, a mostra tem lugar na sala Oscar Boeira do museu, com abertura no dia 15 de outubro, (terça), das 18h às 21h. Trata-se de uma instalação de grandes proporções, com peças suspensas em cerâmica branca, que ocupará a totalidade da sala expositiva e que representa um jardim imaginário, na qual será possível reconhecer a presença de métodos artesanais e de recursos tecnológicos em uma produção que mescla o primitivo e o contemporâneo.
No dia 16 de novembro, às 17h, integrando a programação da Feira do Livro, ocorre no auditório do MARGS uma conversa com a artista Adriana Giora e o curador André Venzon sobre a exposição. Na sequência, às 18h30, será realizado o lançamento do catálogo da exposição, em sessão de autógrafos com a artista. A exposição segue em exibição até dia 08 de dezembro. O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

TEXTO CURATORIAL
Tudo isso está bem dito…
mas devemos cultivar nosso jardim.
Cândido, Voltaire, 1759.
“A cerâmica, em geral, tem sido pouco reconhecida no circuito de arte do Brasil, e lida com segregação e diminuição perante outras formas de investigação artística. Apesar disso, é inegável a sua importância crescente enquanto comunidade específica e como afirmação de individualidades geradoras de processos significativamente enriquecedores. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul já ocupou importante papel como agente de legitimação dessa linguagem no cenário artístico regional ao participar da organização do Salão de Cerâmica, promovido pela Associação de Ceramistas do Rio Grande do Sul – ACERGS.
A arte cerâmica exige, como em outros campos da experiência artística, o envolvimento contínuo e integral, tanto mental quanto físico, para sua concepção. Há 35 anos, a artista Adriana Giora, motivada por esse campo e atraída por suas especificidades, transformou a cerâmica em sua própria experiência vital. Tendo como mestre a artista Tania Resmini, cuja obra é reconhecida pela aplicação de procedimentos contemporâneos em paralelo aos valores tradicionais presentes na cerâmica, Giora estudou profundamente a prática, depois de um longo período dedicado à área de gestão profissional.
No caso da artista, que é igualmente mulher e mãe, a cerâmica vem recobrar também o mito da origem, da gênese e da fecundação. O movimento feminino de gerir, como no ato divino, compactua com a gestualidade manual que do barro fizeram os primeiros seres, habitantes de nosso imaginário e sentido. A cerâmica mostra-se como um dos elementos originários de criação do ser humano, a modelagem primordial da terra e a dominação da forma pelo sujeito. Em diferentes tempos e lugares, essa situação tem sido um dos fatores capazes de explicar, por exemplo, por que no século XXI ainda somos movidos pelo desejo do fazer à mão. O gesto de moldar a terra, essa ordem indomável e primitiva, fascina e assusta. Nesta exposição, que ressalta a harmonia entre a delicadeza dos cipós, constituídos por milhares de pequenas peças, e a natureza contrastante de severidade absoluta dos cactos, Adriana consentiu ao barro suas impressões digitais, escolhendo a aparente fragilidade da cerâmica para transmitir uma personalidade corajosa, permitindo ao seu trabalho a conquista da rebeldia na forma e da grandeza nos volumes.
O barro se mantém presente ao longo de toda a nossa história enquanto humanidade. Se é que não tenhamos dele realmente sido feitos, foram de adobe as primeiras casas erigidas, como também eram de barro as ânforas nas quais guardavam-se água e grãos. Submetida ao fogo, a cerâmica nos deu abrigo, retirando-nos de nossa condição de nomadismo. Os primeiros instrumentos de alfabetização surgiram com a escrita cuneiforme, em placas de argila. Há, em toda a genealogia dessa matéria, a participação em nossas vidas de maneira utilitária, embora tenhamos aprimorado nossos conhecimentos em sua constituição artística e, com isto, somos capazes de planejar e construir novas significações para o seu uso. Trata-se de um modo direto de ampliar um diálogo interior, permitindo que diversas expressões se manifestem e nos mostrem novos e melhores caminhos, equilibrados e em consonância com os objetivos mais profundos de cada um.
A interatividade entre a técnica e a natureza presente em mais recente mostra individual, “O Jardim Secreto”, é a marca de um trabalho consciente de seu tempo e lugar que resulta no reconhecimento desta exposição atual. Novas experiências conduziram a artista a uma maior conciliação entre métodos artesanais e a utilização de recursos tecnológicos. Sua pesquisa não possui caráter acadêmico, mas sua condição investigativa acaba por ser em todos os aspectos: no estudo das formas, dos suportes e dos materiais; na capacidade de refletir sobre seus próprios processos e no esforço para estabelecer relações com o universo da arte para além de uma experiência pessoal.
A exposição “No limiar do jardim”não pretende mostrar um percurso artístico ou uma trajetória de vida, mas a fronteira existente entre uma experiência vital, de uma vivência não acadêmica, e uma concepção artística que se afirma na consolidação de seu trabalho. Assim como é necessário retornar às origens para entender o processo, muitas vezes também é preciso desconstruir para entender o mecanismo da construção, a consciência do memento mori para a compreensão do sentido da vida. Como toda criação enseja uma mudança, uma identidade na qual tudo se repete e nada mais é o mesmo, com as mesmas características e significados, desta forma também é o jardim, a ideia de retorno ao Éden, o lugar que nos originou e nos aguarda.
Adriana habita este e outros jardins em seu pensamento. É nesse lugar semiconsciente da inspiração que sente verdadeiramente. Em suas instalações cerâmicas, a vida é transformada em jardim, partindo da dualidade relacional entre o interior e o exterior, objetos e pessoas. Caminhar por meio de cipós e cactos pode deslocar o nosso olhar das paredes que ladeiam as demais galerias repletas de quadros, permitindo-nos explorar um pouco mais outros sentimentos em relação ao jardim, este espaço simbólico na história da arte e em nossas vidas, um lugar onde passamos tempo com quem amamos.
Essa imagem do jardim parece algo antagônico se comparada ao mundo de miséria e violência que vivenciamos diariamente. Ao mesmo tempo em que cultivamos nossos jardins, somos rodeados por um vazio muito grande. Aqui, no entanto, o público é convidado a habitar momentaneamente o jardim da artista. Aromas, formas, luzes e sons tentam materializar a ideia de um jardim, como fonte de inspiração, confiança, amor e afeto físico. A lembrança dos jardins que já conhecemos é ativada, e a experiência é mais importante do que a obra em si. A experiência com o lugar é a obra de fato”.
André Venzon- Artista visual, curador e gestor cultural. Mestre em Poéticas Visuais pelo PPGAV-IA/UFRGS

SOBRE A ARTISTA
É natural da cidade de Salto no Uruguai (1957), vive e trabalha em Porto Alegre. Adriana Giora foi vice-presidente da Associação de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul (2016-2018), artista visual e ceramista estudou escultura e cerâmica com Adma Corá, Tânia Resmini, Claudia Carvalho, Jane da Cunha e Silva e Ítalo Giora. Também estudou história da arte com Edgardo Giora e Maria Helena Bernardes.
Exposições Individuais:
2017 O Jardim Secreto, Fundarte Montenegro, RS; 2016 O Jardim Secreto, Espaço Cultural IAB, Porto Alegre/RS Exposições Coletivas: 2018 Memórias, Doações MACRS 2015-2018, MACRS, Porto Alegre, RS; Placentária, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS; 2017Cerâmicas, Espaço Cultural São Lucas, PUCRS, Porto Alegre, RS; Novas Paisagens, Galeria Arte & Fato, Porto Alegre, RS; La Cumparsita Assim Somos e Assim nos Vemos 100 Anos Depois, Galeria de Artes
Grêmio Náutico União, Porto Alegre, RS; 2016. Paisagem (In)Certa, Centro de Exposições Subte, Montevidéu, Uruguai; Dia dos Escultores, AEERGS, Instituto Estadual de Artes Plásticas (IEAV), Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre/RS; 2015 I Bienal C – Mostra Conversas Paralelas na Casa de Cultura Mário Quintana; 2014 Arte + Arte – Visões da Liberdade, Associação Chico Lisboa, Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS; 2013 Empilháveis, Galeria de Arte do DMAE, Porto Alegre/RS; Mural Coletivo Pasage Saltimbanki, Municipio de Quilmes, Argentina; 2012 Exposição Espaço Massa Movimento, Espaço IAB, Porto Alegre, RS; 2009ACERGS Panorâmica no Espaço Cultural do Ministério Público, Porto Alegre, RS; ACERGS, O Pote Histórico, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS.
SOBRE O CURADOR
André Venzon (Porto Alegre/RS, 1976)
Artista visual, gestor cultural e curador. Bacharel em Artes Visuais pela UFRGS. Especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona/ESP. Licenciando em Artes Visuais e Mestre em Poéticas Visuais, pelo PPGAV-IA/UFRGS. Presidiu a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa; foi Conselheiro de Cultura e Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul; Membro do Colegiado Nacional de Artes Visuais. Dirigiu o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e durante a sua gestão o Museu recebeu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas como destaque em espaço institucional, além de vencer duas vezes o Prêmio Marcantonio Villaça para aquisição de acervos. Participou do programa “Museum Study Tour”, intercâmbio entre representantes de alguns dos mais importantes museus da Escócia, Inglaterra e Brasil, a convite do British Council. Integrou com Mônica Zielinsky o Conselho Curatorial do projeto RS Contemporâneo do Santander Cultural de Porto Alegre, onde também realizou a curadoria da exposição “Nem eu, nem tu: nós – a obra de Karin Lambrecht e o olhar do colecionador”, dentro do projeto Pensamentos Curatoriais. Atualmente é coordenador da Galeria Ecarta e integra os cargos de diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais – IEAVi, do Museu de Arte Contemporânea do RS – MAC-RS e do Centro de Desenvolvimento da Expressão – CDE.
SERVIÇO
Exposição “Adriana Giora – No limiar do jardim”
Curadoria: André Venzon
Abertura dia 15 de outubro de 2019, das 18h às 21h
Visitação de 16 de outubro a 08 de dezembro de 2019
Galeria Oscar Boeira do MARGS
Entrada franca
“Conversas com Artistas” e Lançamento de Catálogo
Dia 16 de novembro, às 17h
Sessão de autógrafos: 18h30min.
No Auditório do MARGS. Entrada Franca
