Grupo Gralha Azul abre exposição com trabalhos de sua autoria e dos coletivos NAVI, Derivações e Projeto Circular Feevale, além de criações de artistas individuais
O grupo Gralha Azul, de Porto Alegre, acostumado a participar de Bienais de Livro de Artista e exposições no país e exterior, abre mostra no sábado (19/10), às 11h, na Galeria 506. Criado há 15 anos e composto exclusivamente por mulheres, o grupo se dedica à confecção de Livro de Artista e ao estudo e reflexão dessa categoria de arte.
A exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva” conta com a participação dos grupos NAVI – Núcleo de Artes Visuais, de Caxias do Sul, Derivações, da Capital, e Projeto Circular Feevale, de Novo Hamburgo, além de outros artistas convidados, como Luise Weis, de São Paulo. A visitação aos trabalhos na Galeria 506 irá até 30 de novembro.
Integrantes do Gralha Azul e convidadas na inauguração do novo ateliê do grupo – Divulgação
O Gralha Azul mantém reuniões semanais sob a coordenação da artista visual Mara Caruso, graduada pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora aposentada de Livro de Artista do Atelier Livre de Porto Alegre. As técnicas de elaboração dos livros variam de manuais, com desenhos, pinturas e carimbos, a digitais, quando as imagens criadas são manipuladas através de softwares de edição de imagens e posteriormente impressas.
Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação
Edições de tiragens pequenas de Livros de Artista são feitas sobre diversos papeis, a laser ou de processos fotográficos de impressão mineral, enquanto que edições maiores são impressas em gráficas. Muitos dos livros do Gralha Azul, que se originou da Oficina do Livro de Artista do Atelier Livre da Prefeitura, são produzidos coletivamente, não excluindo a produção de livros individuais.
O grupo é convidado, ou selecionado em convocatórias, para exposições em países da Europa e América do Norte. Participam dele atualmente, além de Mara, as artistas Ermínia Marasca Soccol, Jane Sperandio Balconi, Jussara Leite Kronbauer, Leci Bohn, Luiza Gutierrez, Maria do Carmo Toniolo Kuhn, Sirlei Caetano, Tania Luzzatto e Therezinha Fogliato Lima.
Pelo NAVI, fundado em 1988, a mostra exibe livros de Ana Maria Vergamini, Lourdes Barazetti Slomp e Suzana Maria Maino. O Derivações é integrado por Estelita Branco, Leci Bohn, Mara Caruso e Sandra Fraga.
.Grupo Gralha Azul -Divulgação
O Projeto Circular Feevale participa com o Livro de Artista “Imigração/migração: nossas reflexões e questões afetivas”, serigrafia sobre papel e capa em MDF, 35 X 25 X 1,5 cm, 2024.
Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação
O grupo é composto por Alexandra Eckert (coordenadora), Ana Clara Dieter, Ariadny Amaral, Camila Gonçalves Fontoura, Camila Marques, Carin Toscani, Chandra Machado, Emilly Cobs, Faun Antunes, Fernanda Nielsen, Gabriela Soares Hermes (Mabel),| Juliana Justino, Kayo Viana Saldanha da Silva, Kia Santos, Marcio de Souza Pinto, Marinêz Roduite, Matheus Lovatto (Loloviz), Maurício Hilgert, Paula Goulart da Silva, Paulo Belloni, Pietra Cooper e Sofia Silva
Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação
Independentemente de quem o produz, o Livro de Artista é concebido sob o signo da liberdade criativa, a partir de uma ideia artística, e até pode, em sua aparência e conteúdo, nada lembrar o livro convencional conhecido por todos. Por exemplo, o Livro de Artista pode ser uma escultura, de papel ou de outros materiais, e por aí afora vão as inúmeras possibilidades.
Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação
SERVIÇO
Exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva”
Abertura: 19/10 (sábado), às 11h
Visitação: até 30/11
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h.
Visitas agendadas pelo fone 51 9 8209 3526
Endereço: Avenida Nova York, 506. Bairro Auxiliadora. Porto Alegre
No dia 25 de outubro (sexta-feira), o guitarrista, compositor e arranjador James Liberato celebra 40 anos de trajetória com o espetáculo “Jazz da Terra”. A apresentação reunirá músicos que acompanham o artista ao longo do tempo, como Amauri Iablonovsky (sax e flauta), Ronie Martinez (bateria), Everson Vargas (baixo) e Luis Henrique New (piano), e contará com as participações especiais de Anacris Bizarro (vocal), Thiago Colombo (violino) e Pablo Schinke (cello).
Nessas quatro décadas, James consolidou seu nome na música instrumental brasileira e no jazz, explorando diversas formações e estilos. O título “Jazz da Terra” carrega um forte simbolismo: foi o nome de seu primeiro espetáculo, em setembro de 1985, no antigo Teatro de Câmara. “O show de 40 anos será o momento em que volto ao início da minha carreira, revisitando minhas composições até o presente momento, tendo ao meu lado músicos que percorreram essa trajetória junto comigo”, destaca.
O repertório começa nos anos 1980, marcado pela exploração do jazz, fusion, rock e baladas, perpassando por sua imersão na música brasileira em suas últimas composições e incorporando ritmos tradicionais como baião e choro: No “Rain Song”, “Baião da Amizade”, “Litorânea”, “Espelho D’água”, “Velha Nogueira”, “Trilhos de Aço”, “Frevo bandido”, “Empty Soul”, “Nordestão”, “Oriental Wind”, “Piázolando”, “Sete Chaves”, “Choro Torto”, composta em parceria com Carlos Branco, e “Amor e Música”, com Anacris Bizarro.
James Liberato3 – Foto Daniel Musskopf/ Divulgação
Vencedor de quatro prêmios Açorianos de Música (1991, 1995, 2004, 2020), James Liberato construiu uma sólida carreira. Gravou cinco álbuns e participou de inúmeros projetos como produtor e arranjador. O primeiro CD instrumental, “Off Road”, foi lançado em 1995. Depois vieram “Sons do Brasil e do mundo” em 1998, “Sotaque Brasil” em 2001 e “Manacô” em 2019. Ainda produziu com o grupo Trezegraus, em 1999, o CD de mesmo nome, e, em 2023, “Aos que chegam”, com composições de Raul Boeira.
Em seu álbum mais recente, “Manacô (2020), o artista reflete uma transição natural do músico e do ser humano. “Tenho estudado muito a música brasileira nos últimos anos e minhas composições buscam misturar a linguagem do jazz e do instrumental com as raízes da nossa terra. Tanto nos timbres quanto nos ritmos e instrumentos, existe uma clara manifestação da cultura brasileira – já existia nos trabalhos anteriores com doses menores –, sem jamais deixar de lado bons improvisos que vem da raiz do jazz.
ames Liberato1 – Foto Daniel Musskopf/ Divulgação
SERVIÇO
JAZZ DA TERRA – 40 anos de carreira de James Liberato
Quando: 25 de outubro | Sexta-feira | 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel (Multipalco Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n)
Ingressos: R$80 Inteira e R$40 Meia-entrada
O livro Ruy Carlos Ostermann – um encontro com o Professor, estará disponível nas livrarias da cidade a partir de 19 de outubro. Ainda em fase de pré-venda até dia 18, o livro já é um sucesso segundo o material de divulgação. Escrita pelo jornalista e também comentarista esportivo Carlos Guimarães, esta obra já está fazendo história. Guimarães resgata, em forma de memória biográfica, a vida e a carreira de Ruy, o mais conhecido comentarista esportivo do Rio Grande do Sul, e que, para além de sua atuação na imprensa gaúcha, teve um importante papel na sociedade e nas áreas pública e cultural, com contribuição efetiva para a construção social nestas áreas. Seu legado como comentarista, homem público e membro atuante na cultura gaúcha, estão presentes nesse belo livro de mais de 400 páginas. Confira detalhes www.umencontrocomoprofessor.com.br.
Tudo começou com o encontro entre a jornalista, produtora e filha de Ruy, Cristiane Ostermann, com Diogo Bitencourt, da FootHub, plataforma de educação e gestão no futebol. O ano era 2018 e a FootHub estava encarregada de organizar programas sobre a Copa de Mundo. Obviamente, um dos primeiros nomes que surgiram para encabeçar a lista de comentaristas, foi o de Ruy Ostermann, referência para quem, como Diogo, trabalha na área do esporte. As entrevistas se mostraram tão potentes e o arsenal de histórias e de carisma do Professor Ruy são tão vastos que surgiu a ideia deste projeto, que hoje materializa-se no livro. A partir da ideia, formou-se a equipe e a estrutura do livro. Cristiane Ostermann afirma: “é uma alegria reunir profissionais que, assim como eu, amam o Ruy. Nosso desafio é documentar a trajetória desse jornalista tão importante para que seu legado possa servir de exemplo para futuras gerações. Para que possam, também, ter um encontro com um homem que marcou sua época pelo talento e pelo profissionalismo, mas, acima de tudo, pela ética e pela coerência de suas ações.”
O jornalista e comentarista esportivo Carlos Guimarães foi o nome escolhido para escrever o texto final desta biografia, composta por imensa pesquisa que reuniu gravações, diários de Ruy, suas crônicas ao longo de décadas, pensamentos, depoimentos. Tudo em uma cronologia repleta de surpresas e emoções. “É um livro que tive o cuidado de deixar o mais próximo daquilo que imagino que o Ruy escreveria. A linha do tempo é contada a partir da pesquisa, mas também de diversas situações voltadas para a personalidade dele. Foi um processo delicioso em todos os sentidos. Tem muita revelação, fatos que as pessoas não sabem e um lado que pretende apresentar o Ruy além do mito que todos conhecem. Foi o desafio da minha vida”, reflete o autor.
A intenção desta obra é resgatar a riqueza de uma história que não foi contada, transformando-a em um documento histórico para perpetuar a trajetória de um dos mais importantes personagens que a imprensa do Rio Grande do Sul já produziu. Registros fotográficos e documentais estão nas páginas da biografia, a partir do arquivo pessoal de Ruy e da família, de acervos públicos e de documentos que saíram na imprensa. O livro aborda fatos e o contexto social desde sua infância, na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, até o momento atual, em que, embora fora da grande imprensa, ainda é uma referência para todos os comunicadores. Retrata a sociedade no período em que Ostermann esteve em efetiva atuação, desde os tempos de estudante, nos anos 1940, passando pela época em que foi atleta – na década seguinte, professor, sua militância política, entre 1960 e 1990 e, por fim, sua atividade como comunicador, a partir dos anos 1960. Também muitas de suas crônicas ilustram as páginas de Ruy Carlos Ostermann – um encontro com o Professor, que chega às bancas no segundo semestre de 2024.
“A história do comentário esportivo se divide em antes e depois de Ruy Carlos Ostermann”. A frase é de outro grande comentarista de futebol no Rio Grande do Sul, Lauro Quadros. De fato, a função ganha um novo momento a partir da Copa de 1966, quando Ostermann cria uma planilha que o ajuda a desenvolver as análises dos jogos. O material serve para que o comentarista possa identificar os lances do jogo, os cartões, as faltas cometidas, as chances de gol e os acontecimentos do jogo. Antes de Ostermann, não havia planilha; o comentarista fazia, a partir de sua observação, uma leitura bem menos aprofundada e técnica da partida. No mesmo Mundial, disputado na Inglaterra, a Rádio Guaíba, emissora de rádio em que Ostermann trabalhava, não teve acesso a um dos jogos. Como esta foi a primeira Copa do Mundo transmitida pela televisão, decidiram levar a equipe para o centro de imprensa da competição, localizado em Londres, para que a narração fosse feita a partir das imagens da televisão. Surgia o off-tube ou a transmissão remota ou transmissão pelo tubo, algo que hoje é feito por diversas emissoras de rádio e TV.
A importância de Ruy Carlos Ostermann, entretanto, não é apenas instrumental. Ele também revolucionou a linguagem empregada no jornalismo esportivo. Professor de filosofia, ele resolveu empregar uma fala mais erudita, menos popular; mais sofisticada, menos coloquial. Nascia, ali, “o Professor”, alcunha que ele leva até hoje. O comentário esportivo deixava de ser uma mera observação dos fatos para se tornar mais trabalhado, mais analítico e mais bem falado e escrito.
Ruy Carlos Ostermann- Foto Rogerio Fernandes/ Divulgação
O Professor teve como influências grandes nomes da imprensa nacional, como João Saldanha e Armando Nogueira. Com eles, companheiros de Copas do Mundo, tornou-se rapidamente o nome mais popular da imprensa gaúcha. Era uma referência nacional em uma época em que não havia a informação globalizada e os veículos locais não possuíam amplitude para todo território nacional. Logo, foi um caso à parte: um jornalista local com abrangência nacional e conhecido em todo país. Com isso, participou da programação de emissoras nacionais entre as Copas de 1978 e 2014. Era um integrante de programas da TV Globo, Sportv, TV Cultura, TV Manchete e TV Bandeirantes. Não era somente o comentarista gaúcho; era um comentarista nacional que atuava no Rio Grande do Sul.
Em paralelo à sua atividade como comunicador esportivo, foi também um brilhante jornalista cultural. Esteve à frente do programa Gaúcha Entrevista e do projeto Encontros com o Professor, disseminando a cultura do Rio Grande do Sul e convivendo com boa parte dos artistas, poetas, escritores e realizadores culturais do Brasil a partir da segunda metade do século XX. Estabeleceu laços com Erico Verissimo, Luís Fernando Verissimo, Mário Quintana, Lya Luft, Caio Fernando Abreu, Carlos Urbim, Dalton Trevisan, Josué Guimarães, Moacyr Scliar, Armindo Trevisan, Tabajara Ruas, Luiz Antonio de Assis Brasil, Sergio Faraco e outros que propagaram a cultura do estado e ganharam notoriedade nacional. Artistas com Eva Wilma, Glória Menezes, Sivuca, Antônio Fagundes, Marieta Severo, elogiaram as entrevistas de Ruy durante a década em que esteve à frente do Gaúcha Entrevista, um programa essencial para o jornalismo cultural gaúcho.
Ostermann também atuou na vida pública. Foi deputado estadual por dois mandatos e Secretário de Ciência e Tecnologia e de Educação no final dos anos 1980. Escreveu 11 livros, foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre e foi professor de filosofia antes de começar sua carreira, no início dos anos 1960.
Ruy Carlos Ostermann – um encontro com o Professor estará disponível nas livrarias da cidade e terá distribuição de exemplares em escolas, bibliotecas e museus. Além do lançamento dia 23 de outubro no Book Hall, o livro estará com autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, dia 11 de novembro.
Sobre a equipe
Carlos Guimarães – Autor da biografia
Mestre em Comunicação e informação pela UFRGS, com especialização em jornalismo esportivo também pela UFRGS. Professor de jornalismo na ESPM. Comentarista da Rádio Guaíba. Atua há 25 anos no jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul, com passagens por Gaúcha e Bandeirantes. É também pesquisador nas áreas de mídia, cultura, futebol e rádio. Possui três livros publicados sobre os temas.
Cristiane Ostermann – coordenadora do projeto
Jornalista (UFRGS), pós graduada em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial, graduanda em Pedagogia (UFRGS) e produtora cultural. Certificada pelo Project Management for Development Professionals (PMD Pro), pela APMG International. Há 18 anos, coordena o Projeto MudaMundo, voltado à disseminação de valores para professores e alunos de escolas públicas. É idealizadora dos projetos socioculturais Arte por Todo Canto, Educação para as Artes, Nosso cantinho da Leitura, 60+Arte e Encontros com o Professor. É consultora na empresa Propósito – Gestão de Projetos Sociais e Culturais onde é corresponsável pelo Projeto de Educação Ambiental de Visitas à Ecobarreira do Arroio Dilúvio.
Diogo Bitencourt – produtor executivo
Administrador (ESPM) com especialização em gestão no futebol. Trabalhou no Grupo Dado Bier e é co-fundador da Prorrogação, focada na gestão de carreiras de atletas. Fundou o FootHub, plataforma de educação e gestão no futebol, onde é CEO.
Christian Farias – produtor
Jornalista, pós-graduado em Produção Audiovisual pela PUCRS. Juntamente com parceiros fundou os canais BlogBuster e Geekpedia, que juntos somam mais de 2,7 milhões de visualizações, se tornando uma referência no cenário de cultura pop, com coberturas e painéis em eventos em todo o Brasil. Em 2018 atuou como um dos fundadores do FootHub, focando em produções que envolviam o Professor Ruy Carlos Ostermann. Coescreveu dois livros, é professor de cinema e produtor audiovisual.
Ficha técnica:
Capa e design gráfico: Tavane Reichert Machado
Revisão: Press Revisão
Impressão: Gráfica e Editora São Miguel
Fotos da capa: Rogério Fernandes
Fotos do livro: arquivo pessoal
Número de páginas: 436
Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten Comunicação
Redes sociais: Sílvia Macedo e Gabriela Mantay
Produção: Christian Farias
Produção executiva: Diogo Bitencourt
Coordenação: Cristiane Ostermann
Ruy Carlos Ostermann – Um encontro com o Professor
Biografia de Ruy Carlos Ostermann escrita por Carlos Guimarães
Lançamento dia 23 de outubro, 19h
Book Hall do Bourbon Shopping Country – Av. Tulio de Rose, 80
Nas livrarias a partir de 19 de outubro
Em pré-venda até 18 de outubro no site www.umencontrocomoprofessor.com.br
Uma produção de Ferst & Ostermann Ltda e FootHub
Patrocínio: Grupo Zaffari
Realização: Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil, união e reconstrução.
Temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres estão presentes na exposição que inaugura nesta terça-feira, 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA.
As mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho na exposição “Imagens do Desassossego” da artista, professora titular e pesquisadora de fotografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sandra Gonçalves, com curadoria de Letícia Lau. São 12 imagens na mostra que inaugura no dia 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo). A exposição fica no local até o dia 9 de novembro e pode ser visitada de segunda à sexta, das 9h às 20h, e, aos sábados, das 9h às 12h. Entrada franca.
“Os trabalhos desta exposição refletem as minhas sensações e percepções em resposta à pandemia de Covid-19 e suas consequências sociais. Afetada pelo caos e pelo medo gerado pelo vírus invisível e mortal, exploro, no pós-Covid, um mundo que se desintegra e expõe suas feridas como nunca. As imagens focam nas mulheres e em sua posição no momento, em que filtros diversos obscurecem a visão do presente. A sociedade torna-se mais binária e excludente, especialmente para aqueles que não se encaixam nos padrões estabelecidos. Esse cenário intensificou-se no contexto pandêmico e pós-pandêmico, afetando gravemente as mulheres. No Brasil, o aumento de feminicídios e agressões reflete uma sociedade machista e destrutiva que desrespeita as diferenças e não aceita a recusa, especialmente das mulheres”, conta Sandra Gonçalves.
Série Vermelho 03_2022.75×100 cm/ Divulgação
Para a artista, as mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho – seja o sangue menstrual, o sangue de dores físicas ou psicológicas, seja o sangue causado pela violência. “As imagens retratam um passado e um presente que oprime mulheres de todas as etnias, cis ou trans. Os corpos doloridos e abusados frequentemente mostram-se nus, desafiando as instituições machistas históricas. Queimadas e açoitadas ao longo dos séculos, essas mulheres expõem seus corpos como um campo de batalha. Embora pareçam presas aos modelos impostos pelos opressores, buscam liberdade. O vermelho também simboliza a ira de Lilith contra seus algozes, refletindo uma afirmação irônica e corajosa frente à submissão histórica”, contextualiza.
A curadora Letícia Lau observa que Sandra Gonçalves, através de sua lente e de apropriações de imagens captadas da internet, transforma as fotografias em um manifesto político e social. “Ao citar temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres — cis e trans — as obras de Sandra Gonçalves se posicionam como um grito contra as opressões de uma sociedade misógina. Seus trabalhos desnudam não só os corpos, mas também as feridas e as mazelas de uma parte do mundo que se mostra incapaz de acolher as diferenças”, conclui.
Cópia de_Sandra Gonçalves, Tudo dança, transmutação 21, Série Tudo dança Transmutação – la vie en rouge_fotografia digital impressa em papel, 100x66cm
“La vie en rouge”
Durante a inauguração da exposição, a artista também vai autografar seu livro La vie en rouge. A obra apresenta um ensaio com imagens que combinam fotografias, ilustrações, camadas, texturas, insetos, corpos nus, corpos altivos, olhares profundos e penetrantes. O fotolivro La vie en rouge trata de mulheres e do seu estar no mundo, em que filtros de todas as ordens impedem uma visão clara do agora. Os corpos doloridos e abusados neste conjunto, muitas vezes mostram-se nus e lascivos numa afronta às instituições machistas, formadas ao longo da história escrita pelos homens. Questões relacionadas à vida em seus múltiplos aspectos sociais, culturais, econômicos e à sobrevivência do planeta e de suas diferentes espécies são as que inspiram Sandra Gonçalves e impulsionam seu processo criativo também na obra, que poderá ser adquirida por R$ 83 na abertura da exposição.
A exposição Imagens do Desassossego e o fotolivro La vie en rouge estão sendo destacados em uma série de prêmios e editais nacionais. A obra foi selecionada pela Coleção Photothings, que concretiza o desejo de fazer com que fotógrafos e fotógrafas de todas as regiões do Brasil tenham a oportunidade de mostrar seu trabalho. Assim, Sandra foi selecionada para a publicação do fotolivro, representando a região Sul. O livro também foi selecionado pelo 2º Festival de Fotografia Mulheres Luz e será apresentado na mostra que ocorre de 16 a 20 de outubro, no Unibes Cultural, em São Paulo. Em março de 2025, um recorte maior desse material formado pela exposição e pelo fotolivro serão apresentados em uma exposição na Câmara de Deputados em Brasília.
A artista Sandra Gonçalves/ Divulgação
Sobre a artista:
Sandra Gonçalves é natural da cidade do Rio de Janeiro. Ela vive a fotografia: pesquisa, promove atividades de extensão e leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 2005, quando se mudou para Porto Alegre. Artista visual desde o ano 2000. Possui graduação em Comunicação Visual da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestrado e Doutorado em Comunicação e Cultura também pela UFRJ. Participa do Grupo de Extensão Lúmen (UFRGS), onde se desenvolve pesquisa prático/teórica sobre os processos Históricos de Impressão Fotográfica. Desde 2000, produz e expõe suas obras relacionadas à fotografia híbrida que envolve técnicas analógicas e digitais, expandindo a referência fotográfica. Suas propostas acercam assuntos relacionados ao tempo, ao corpo e ao nosso contemporâneo.
Exposição “Imagens do Desassossego”
Artista: Sandra Gonçalves
Local: Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo)
Período: 15 de outubro a 9 de novembro
Entrada Franca
O compositor, cantor, guitarrista e baixista Charles Master sobe ao palco do Nosso Tap Room no dia 19 de outubro (sábado) para uma grande celebração do rock gaúcho. Os ingressos – limitados – já estão à venda no Sympla.
Charles Master crédito Tiago Trindade/Divulgação
Neste espetáculo, Master, acompanhado de sua banda, apresenta os sucessos que compôs à frente da emblemática banda TNT, como Cachorro Louco, Não Sei, Irmã do Dr Robert, Nunca Mais Voltar, Outra Noite que Se Vai, Ninguém é Perfeito, Na Minha, Aquela música, entre outras.
Charles Master crédito Tiago Trindade/ Divulgação
Com 38 anos de trajetória na música, Charles Master gravou três LPs, uma coletânea e um DVD à frente do TNT, além de dois CD’s solo e um DVD ao vivo. Em 2001 lançou o CD homônimo Charles Master, em 2009 apresentou o trabalho Ninguém é Perfeito, seu segundo disco, e em 2012 seu CD intitulado Charles Master ao Vivo.
Será uma noite memorável, em homenagem ao rock gaúcho – estilo reconhecido por sua importância na construção da identidade do povo do RS, tanto pela riqueza da sonoridade quanto por sua influência no cinema, moda e comportamento. Será um passeio por clássicos que fazem parte da trilha sonora de diversas gerações.
Show Charles Master Homenageia o Rock Gaúcho
Sábado, dia 19 de outubro às 21h
Nosso Tap Room, R. Conselheiro Travassos, 203. Porto Alegre – Quarto Distrito
Atividades ocorrem neste sábado (12) e no domingo (13), no espaço cultural Via Trastevere
O final de semana promete ser repleto de arte, decoração, referências de paisagismo holístico e home styling no espaço cultural Via Trastevere (Travessa da Paz 44, bairro Bom Fim), em Porto Alegre. A Galeria de Arte será palco de uma feira autossustentável, com música ao vivo, palhaçaria, comidas naturais, plantas e flores, além de vivências com temáticas ecológicas, marcando a inauguração da loja Aywu Jardim Consciente, que irá operar no local.
O evento inicia às 13h30min deste sábado (12), com animação dedicada ao dia das crianças, protagonizada pelo ator Álex Garga. No mesmo dia, haverá show da violinista Clarissa Ferreira e convidados, exposição de acessórios, cerâmicas e decorações, pinturas e quadros em aquarela, e coquetel de lançamento do projeto idealizado pela bióloga Sílvia Medeiros Thaler. A empresa, que nasceu com o propósito de levar vida e beleza para a casa das pessoas, é focada não somente na estética das plantas, mas também na cura e no bem-estar que elas oferecem. Vendidas separadamente, mas também em cestas de presentes com cristais, incensos, óleos essenciais e velas, as plantas são energizadas e cultivadas em substrato especial, explica a empreendedora.
Ainda no sábado, às 16h, a astróloga e escritora Lúcia D. Torres irá compartilhar com o público saberes sobre “Astrologia e a primavera de 2024”. No domingo (13), é a vez de Sílvia Thaler (que também presta serviços de harmonização de interior, home styling com plantas e paisagismo holístico) conduzir a temática “Aywu Jardim Consciente – o poder das plantas nos ambientes”, em uma das vivências e palestras que ocorrem às 15h. Às 16h, outra atividade do gênero, “Tantra e a mulher desperta”, será ministrada pela filósofa e terapeuta transpessoal Esha Helen.
Também no domingo haverá mostra e venda de artigos indígenas (produzidos por uma família Mybia Guarani) e artesanatos de outros expositores, além de comidas naturais e Kombuchas. As apresentações musicais do segundo dia de Feira ficam por conta da banda de mantras Prema Yantra e Natureza Divina. Todas as atividades são gratuitas e seguem até às 18h, em ambas as datas.
A Feira Literária de Viamão deste ano, que aconteceu de 20 a 29 de setembro, teve como tema a Revolução Farroupilha.
Ao contrário do que faz Porto Alegre, com o Acampamento Farroupilha, que se tornou um shopping gauchesco, Viamão faz da Semana Farroupilha um período de reflexões e manifestações culturais.
Concertos, shows de música popular, apresentações teatrais e lançamentos de livros que resgatam a história e os personagens, cujas dimensões ultrapassam os limites do município.
Elmar Bones fala sobre Rossetti a uma plateia atenta | PM/JÁ
“Tenho a impressão que Viamão está se preparando para cercar Porto Alegre, como fez durante a Revolução Farroupilha”, disse o jornalista Elmar Bones, no lançamento de seu livro O Editor sem Rosto – A utopia de Luigi Rossetti, o italiano que criou o jornal dos Farrapos, em edição especial para a feira.
“Só que agora não é com homens armados e canhoneios, mas com as armas da cultura, da história e dos recursos naturais”, completou.
Poetas e músicos locais ao final de um dos saraus | PM/JÁ
A Flivi chegou à 18a edição renovada e ampliada. Muitas atividades para o público infanto-juvenil, para incentivar a formação de novos leitores, saraus de poesia e música, palestras de autores e a entrega do troféu Luigi Rossetti, esculpidos um a um
Lucas Strey, autor do troféu Luigi Rossetti
pelo artista plástico Lucas Strey. As peças, em aço patinado, remetem às flores que ladeiam o logotipo do jornal O Povo, o jornal da República Rio-Grandense editado por Rossetti.
Vera Chaves Barcellos e Tânia Carvalho
Os agraciados com o troféu foram os jornalistas Fernando Gabeira (que não pode comparecer) e Tânia Carvalho, a artista plástica Vera Chaves Barcellos, que mantém uma fundação cultural com seu nome em Viamão, e a Coovir, a
Os representantes da Coovir com o patrono, Alcy Cheuiche
cooperativa de catadores de resíduos recicláveis, pelo impacto ambiental positivo do seu trabalho na cidade.
O patrono da feira, escritor Alcy Cheuiche, lançou o livro Viamão – Trincheira Farroupilha. Lúcia Brito lançou A Visão e as Previsões de José Lutzenberger, livro com um apanhado de textos premonitórios do ambientalista. Tamoyo – O time de Viamão, de Bira Mros e Juarez Godoy, foi o lançamento literário que resgata a história do clube local, que completou 80 anos em setembro.
A música teve presença marcante durante toda a Flivi. A OSPA fez um concerto na abertura. A Camerata Presto apresentou As Quatro Estações, de Vivaldi. Uma grande banda formada por alunos das escolas municipais, nas quais funcionam 47 bandas com dois mil estudantes no total, tocou em frente à igreja. Além de diversos shows e saraus.
BANHO DE AMAR é um show com composições que transitam por temas inclusivos, como a questão dos povos originários e da diversidade, despertando sentimentos de pertencimento, empatia, e o espírito amoroso da plateia.
Tem direção musical de Claudio Veiga, multi instrumentista que promove as releituras rítmicas variadas pretendidas para as composições da artista e conta, ainda, com Kiko Garcia no contrabaixo, Márcio Bandeira na bateria, e com as performances e vocais da atriz Elaine Regina.
A cantora Lu_Barros. foto_Inacio do Canto Rocha Filho/ Divulgação
Integra outras manifestações artísticas ao espetáculo, como poesia (Mario Pirata), rima (Sirilo da Fusão), dança e performances (Laco Guimarães, Carla Menegaz, Thainê Monteiro – Tava Só Bolhando), e pintura ao vivo (Ester Fabiana), além das participações musicais de Lico Silveira, Mariana Stedele, Michelle Cavalcanti e Naddo Pontes.
Dia 10/10 (quinta-feira)
Hora: 20h30min
Local: Gravador Pub (Rua Ernesto da Fontoura, 962)
Uma história sobre amor, DR’s, respeito e liberdade. A comédia Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado, que traz à cena a pauta LGBTQIA+ através de uma linguagem leve, divertida e cotidiana que se conecta com todos, faz curtíssima temporada em Porto Alegre. A montagem do texto original de Juliana Barros, mesma autora de Terapia de Casal, poderá ser vista de 18 a 20 de outubro, às 20h, no TEATRO CIEE-RS Banrisul (Av. Dom Pedro II, 861). Ingressos antecipados pelo site www.megabilheteria.com.br.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação
“A ideia da peça surgiu de muitos casais e amigos LGBTQIA+, que foram assistir ao espetáculo Terapia de Casal, e que super amaram, se divertiram, se emocionaram, e se identificaram com as questões que a peça traz sobre relacionamento e sobre a vida como um todo, mas que não se viram representados nas personagens, que formam um casal hetero”, afirma Juliana Barros, autora e diretora. Com muito amor, alegria, respeito e misturando realmente todas as cores, histórias, medos, dúvidas e expectativas, Juliana decidiu encarar essa nova sessão de terapia, agora, colorida e com muitos desafios e com um baita propósito: que é o de contar a história de dois casais LGBTQIA+. “Para mim, o texto e o espetáculo se transformaram numa bandeira que defende o amor – por todos e para todos”, diz Juliana.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
Em cena, histórias que se cruzam e retratam a realidade da comunidade LGBTQIA+. Eduardo, vivido pelo ator Juliano Passini, é um ator e gay assumido que não abre mão de mostrar publicamente seu namoro com Guto. Já Guto, interpretado pelo ato Cassio do Nascimento, é médico, negro, e não assume publicamente a sua orientação sexual porque não quer ter que enfrentar os preconceitos e perder o status que conquistou. Mônica, vivida pela atriz Manu Goulart, é lésbica, veterinária e controladora. Ela se apaixona por Júlia, vivida pela atriz Letícia Kleeman, e desenvolve com ela uma relação de proteção com compensações afetivas. Júlia é atriz e performer, bissexual e se envolve com Mônica por dificuldades afetivas e falta de maturidade.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
O Brasil já conseguiu avançar bastante no que se refere aos direitos da comunidade LGBTQIA+, como o reconhecimento da união homoafetiva, o casamento civil, a autorização do processo de adoção de crianças e nome social. No entanto a violência e o preconceito não terminam apenas com a adoção de leis, é preciso educar a sociedade, é preciso construir e ter como exemplo, para todos, modelos e referências de diversidade. “Por isso acredito que um espetáculo como o Terapia Colorida é muito importante. Porque fala da vida como ela é, para TODOS! Nosso espetáculo não divide, ele soma – esse é o nosso propósito. Reconhecer que existem várias cores, que elas são diferentes, mas que elas juntas formam o arco-íris. Nosso propósito, e desafio, e conseguir contar a nossa história para todos – pois é uma história linda, divertida e emocionante”, finaliza Juliana.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação
BATE-PAPO
No domingo, após o espetáculo, haverá um bate-papo especial com convidados sobre Sexualidade, Direitos e Acolhimento das Pessoas e Famílias LGBTQIA+. Participam Diego Cândido, Coordenador Jurídico da ONG Igualdade RS e Vice-Presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/RS, e Vinicius Pasqualin – Psicólogo Especialista em família casal e sexualidade, coordenador da ONG SOMOS.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
SERVIÇO
O QUE: Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado
DATA: 18 a 20 de outubro
HORÁRIO: sexta, sábado e domingo às 20h
LOCAL: TEATRO CIEE-RS BANRISUL ((Dom Pedro II, 861).
INGRESSOS:
Valores:
Plateia alta e baixa
R$ 90,00 – inteiro
R$ 60,00 – solidário
R$ 45,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas
Mezanino – Camarote
R$ 80,00 – inteiro
R$ 50,00 – solidário
R$ 40,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas
Após adiamento decorrente das enchentes, Orquestra remarcou a apresentação gratuita para 10 de outubro no Santuário Sagrado Coração de Jesus, às 19h30
Lar dos primeiros imigrantes alemães no Rio Grande do Sul, São Leopoldo é o próximo destino da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). A Orquestra leva à cidade a apresentação que integra as comemorações oficiais do Bicentenário da Imigração Alemã no Estado, com repertório recheado de grandes nomes da tradição germânica, como Bach, Beethoven e Brahms. Inicialmente agendado para 3 de maio, o concerto precisou ser adiado devido às enchentes que castigaram a região. A nova apresentação acontece na quinta-feira, 10 de outubro, às 19h30, no Santuário Sagrado Coração de Jesus, e tem entrada franca.
Realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de São Leopoldo, o concerto integra a Série Interior dentro da Temporada Artística 2024 da OSPA, que há mais de 70 anos leva música a todos os cantos do Rio Grande do Sul. Com regência do maestro Evandro Matté, o espetáculo conta com a participação do cantor lírico argentino Matías Herrera como solista convidado.
O programa do concerto celebra a herança musical de grandes compositores nascidos na Alemanha, como Ludwig van Beethoven (1770-1827), Johann Sebastian Bach (1685-1750), Johannes Brahms (1833-1897) e Jacques Offenbach (1819 – 1880). O repertório inclui também outros compositores de língua alemã, como os austríacos Franz Von Suppé (1819 – 1895), Johann Strauss II (1825-1899) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791). Como é tradição nos concertos da OSPA no Interior, o programa traz uma peça brasileira: “Batuque”, parte da Série Brasileira (1891) do compositor nacionalista cearense Alberto Nepomuceno (1864-1920).
Em sua estreia com a OSPA, o tenor argentino Matías Herrera interpreta três árias extraídas das óperas “Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart ( 1756-1791), “L’Elisir D’Amore”, de Gaetano Donizetti, e “O Barbeiro de Sevilha”, de Gioachino Rossini (1792-1868). Formado no Conservatório de Música Julián Aguirre e no Instituto Superior de Artes do Teatro Colón, em Buenos Aires, Herrera é um dos cantores selecionados para o Ópera Estúdio – Curso de Formação Interdisciplinar para Cantores Líricos e Pianistas Correpetidores, realizado pela OSPA por meio da Sedac-RS.
Evandro Matté rege OSPA pela Série Interior ; Foto de Maurício Paz/ Divulgação
Herança musical
Terra de alguns dos maiores gênios da música, a Alemanha deu ao mundo nomes como Bach, Beethoven, Schumann, R. Strauss, Brahms e Mendelssohn. Ao longo de 2024, a OSPA celebra a herança musical desses e outros grandes compositores em Porto Alegre e nas cidades gaúchas que mais receberam imigrantes alemães 200 anos atrás. Os concertos integram a programação organizada pela Comissão Oficial do Bicentenário da Imigração Alemã (estabelecida por Decreto do Governador do Estado). Entretanto, após as cheias que assolaram o Rio Grande do Sul no mês de maio, a programação precisou ser replanejada. Nos últimos meses, a Orquestra conseguiu levar a sua homenagem musical a Santa Cruz do Sul, Taquara e Lajeado. As próximas datas confirmadas são 12 de dezembro, em Erechim, e 15 de dezembro, em Lagoa dos Três Cantos. Já na Casa da OSPA, em Porto Alegre, os próximos concertos da programação comemorativa são “Wagner & Strauss” (30/11) e “Carmina Burana” (07 e 08/12).
FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
CONCERTO DA SÉRIE INTERIOR – SÃO LEOPOLDO
SEXTA-FEIRA, 10 DE OUTUBRO DE 2024
Início do concerto: às 19h30.
Onde: Santuário Sagrado Coração de Jesus (Rua Luetgen, 78 – Padre Reus – São Leopoldo, RS)
ENTRADA FRANCA
Este concerto disponibiliza medidas de acessibilidade.
PROGRAMA
Franz Von Suppé | Abertura da ópera Cavalaria Ligeira
Ludwig van Beethoven | Abertura Coriolano, Op. 62
Wolfgang Amadeus Mozart | Il Mio Tesoro, da ópera Don Giovanni
Solista: Matías Herrera
Johann Sebastian Bach | Ária da Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, BWV 1068
Gaetano Donizetti | Una Furtiva Lagrima, da ópera L’Elisir D’Amore
Solista: Matías Herrera
Johann Strauss II | Valsa do Imperador
Gioachino Rossini | Ecco, Ridente in Cielo, da ópera O Barbeiro de Sevilha
Solista: Matías Herrera
Alberto Nepomuceno | Batuque, da Série Brasileira
Johannes Brahms | Dança Húngara nº 5
Jacques Offenbach | Galop, da opereta Orpheus
Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Direção Artística e regência: Evandro Matté
Solista: Matías Herrera (tenor)
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Banrisul Corretora de Seguros, Banrisul, John Deere, Gerdau e Bazk.
Apoio da Temporada Artística: Trento, Sponchiado, Cavaletti, Unimed, Triel-HT, Intercity, Imobi e Blumenstrauss. Apoio Institucional: Prefeitura de São Leopoldo e Santuário Sagrado Coração de Jesus.
Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação Ospa, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.