O artista visual gaúcho Mario Schuster participa da exposição “EncertArt”, na Ava Galleria Varkaus, uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinque (Finlândia). Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra reúne obras de artistas latino-americanos e europeus até o dia 29 de fevereiro.
Schuster nasceu em 1955, em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, onde passou a infância em contato com a natureza e observando o comportamento dos animais. Ainda pré-adolescente, Mário começou a frequentar as aulas de desenho e pintura do artista Nesmaro (Nestor Marques Rodrigues, 1917-1981). No entanto, seu percurso artístico não se limitou às artes visuais, pois ele também se formou em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, mesma universidade onde ingressou no Bacharelado em Artes Visuais, graduando-se em Pintura.
Obra de Mario Shuster -Sobre solidão/ Divulgação
Atualmente, o artista trabalha em seu estúdio Laguna Atelier & Espaço de Arte, localizado na praia do Laranjal, em Pelotas, onde promove exposições, debates sobre arte, além de oferecer residências artísticas para outros artistas em busca de inspiração.
Consciente do mundo ao seu redor, pesquisa referências em situações cotidianas e na natureza, a partir de suas observações diárias, incorporando-as às suas criações artísticas. Seu trabalho abrange diversas mídias, incluindo pinturas, desenhos, música, videoclipes e filmes. Ele procura retratar os sentimentos humanos que caracterizam nossa sociedade contemporânea nesses tempos líquidos, como a solidão urbana, a violência urbana, a desigualdade social e o racismo.
Com uma abordagem tão atual, sua arte conquistou visibilidade internacional. Ele já realizou uma residência artística na ArtHouse Holand, em Leiderdrop, e exibiu suas obras em diversos locais de destaque em outros países. Suas exposições incluem cidades como Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Buenos Aires, México, Barcelona, Lisboa, Amsterdam, Leiden e Helsinque.
Obra de Mario Shuster 82 tiros_/ Divulgação
Na exposição “EncertArt”, o artista está presente com duas obras que reafirmam seu compromisso em tratar questões sociais e humanas: 82 tiros e Sobre solidão.
Segundo a historiadora e crítica de Artes Visuais Neiva Bohns, “os desenhos e pinturas de Mario Schuster trazem o olhar de um artista/cientista, atento observador dos fenômenos do mundo contemporâneo. Nas pinturas, suas pinceladas rápidas expressam um universo pessoal cheio de inquietudes. São
registros de um mundo em crise, feito de instabilidades, de riscos e de perspectivas difusas. São autorretratos de todos nós, que coabitamos esse tempo, em que todas as certezas se evaporam e as esperanças se manifestam sempre nos pequenos atos.”
Ficha técnica:
82 tiros
Técnica acrílica sobre tela
Dimensões 60 X 80 cm
Ano 2022
Sobre solidão
Tec. Acrílica sobre tela
Dimensões. 160 X 200 cm
Ano 2016
Sobre a Ava Galleria
Fundada em 2005, é uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinki. Localizada no corredor cultural da cidade, próxima ao Helsinki Art Museum, Taidehalli e Kiasma Museum of Contemporary Art. Organiza exposições locais e em colaboração com espaços culturais de outras cidades pelo mundo, como na ONU, em Osaka, Tóquio, Berlim, Londres, Porto e Rio de Janeiro. A Ava Galleria também participa, todo ano, da International Contemporary Art Fair, no Carrossel do Louvre, em Paris.
Artista traz a aplaudida exposição “Pele e Osso” e o livro “96 Dias no Labirinto” para o Espaço Cultural Correios. Mostra tem vernissage no sábado, 24 de fevereiro, 14h.
O artista visual Sanagê desembarca em Porto Alegre com um convite ao público para uma imersão estética e sensorial à questão racial. A exposição “Sanagê Pele e Osso” inaugura no dia 24 de fevereiro, às 14h, e fica no Espaço Cultural Correios até o dia 30 de março. Entrada franca.
A mostra já passou por Salvador, Brasília, Blumenau, Rio de Janeiro, Recife e Niterói, mobilizando a visitação e a reflexão de mais de 30 mil pessoas.
Como resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e de texturas, Sanagê apresenta obras em uma linguagem direta, pois cada uma das telas e o objeto escultórico se referem a alguns dos países africanos de onde saíram homens, mulheres e crianças capturados e vendidos como escravos em fazendas e minas no Brasil.
Exercício África do Sul/ Divulgação
Em suas criações, o artista pesquisou a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portais e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas.
Sanagê destaca que a mostra é uma busca, de forma tímida, porém consistente, para despertar alguns fatos e momentos, trazendo luz a algumas questões que possam motivar a releitura de aspectos históricos importantes sobre o racismo no nosso país e no mundo. “Foi a partir da experimentação à textura e cor de peles, ossos, fissuras e ligamentos. O material se mostrou muito interessante para pensar estruturas invisíveis de um ponto de vista externo. Os mapas são regiões de circunscrições de uma experiência”, explica.
O artista alcança a conjunção favorável de um trabalho com pé na pintura e um desdobramento imediato em relevo e escultura. Na composição das obras, as estruturas de espuma são rasgadas, serradas, quebradas e coladas entre elas e sobre a tela.
Obra de Sanagê -Exercício Senegal/ Divulgação
Telas escultóricas, objeto escultórico e a própria sala são pintados de branco. Ao optar pela cor que contém e reflete todas as cores, a ideia é levar o visitante para uma experiência de espaço infinito. O branco é a presença diáfana que simboliza uma ausência de limites. Porém, além de uma escolha estética, a cor também é política. Assim como as telas que contêm relevos e texturas que não representam os relevos ou acidentes geográficos dos países africanos, a cor também não ser refere a uma realidade. É uma provocação para a reflexão sobre passado, presente e futuro.
96 Dias no Labirinto
Sanagê também traz a Porto Alegre o livro “96 Dias no Labirinto”. Resultado dos dias de confinamento durante a pandemia da Covid-19, a obra apresenta 96 desenhos que nos levam a refletir sobre um momento único na vida de cada um de nós.
Inquieto, para aplacar a ansiedade, durante a pandemia, resolveu assumir algumas tarefas de casa, principalmente a de cozinhar. Ainda se sentia ocioso quando teve a ideia de aproveitar a quarentena para criar, buscou uma saída no crochê, mas não se adaptou e, ao invés de desenhar com fios, trocou as agulhas pela caneta permanente de escrita fina, com a qual traçou seu labirinto. Nascia então o livro “96 Dias No Labirinto”, a busca de uma saída no final do túnel.
Sanagê foi traçando linhas em uma espiral imaginária seguido de uma frase, na busca de dar algum sentindo para os dias. “O livro “96 Dias No Labirinto” é um relato pictórico de um momento imprevisto, no qual, durante o confinamento compulsório, dediquei-me a tarefas lúdicas, com o propósito de ocupação do tempo, e valorização do ócio”, afirma.
Sobre Sanagê
Nasceu no Rio de Janeiro. Chega a Brasília em 1972, com a mesma história de todos, em busca de qualidade de vida e oportunidades. Experimenta várias atividades, mas o pendor para as artes materializa-se na fotografia.
Quando abandona a fotografia, resolve transformar as imagens abstratas e trazê-las para o plano tridimensional, fazendo da escultura seu ponto de partida.
Para melhor desenvolver sua arte, busca formação acadêmica na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Tendo participado de diversas exposições individuais e coletivas, hoje contabiliza obras que fazem parte do acervo de diversos museus de arte contemporânea.
Desde então, tem uma produção independente, orientada pela linguagem neoconcretista.
Serviço:
Exposição “Sanagê Pele e Osso” e livro “96 Dias no Labirinto”
Artista:Sanagê Cardoso Vernissage: 24 de fevereiro (sábado), das 14h às 17h
Visitação: 24 de fevereiro a 31 de março – terça a sábado das 10h às 17h
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)
A diva da dança Vera Bublitz está em plena atividade e comemora seus 80 anos com uma série de projetos e sonhos. O aniversário no dia 19 de fevereiro vai virar uma festa o ano inteiro para ela e para tantos nomes do ballet que passaram por sua escola e já brilharam (e ainda brilham) nos palcos do Brasil e do mundo. Na agenda, está um happy hour especial no dia 5 de março, encontros com alunos e ex-alunos e viagens internacionais para levar os novos talentos da dança para se aperfeiçoarem e disputarem torneios internacionais na Europa e nos Estados Unidos. A celebração segue até o final do ano com a apresentação do ballet de repertório Quebra-Nozes, com convidados especiais.
Nascida em 19 de fevereiro de 1944, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Vera Bublitz encontrou a dança muito cedo. Aos 5 anos, começou as aulas de ballet com a russa Albertina Saikowska, uma mestre da dança que seguia a metodologia da lendária professora russa Agripina Vaganova. Aliás, foi essa metodologia que inspirou Vera e a filha Carlla a criarem seu próprio método de ensino, que estimula o desenvolvimento da dança desde a infância, acompanhando o desenvolvimento e a evolução do aprendizado das crianças.
O bailarino Fernando Bujones e Vera Bublitz Acervo BVB/ Divulgação
Vera estudou dança até os 16 anos, quando se casou com o ortodontista gaúcho Carlos Bublitz. Foram então morar em Ibirubá, no interior do Rio Grande do Sul. Em 1966, Vera fundou sua primeira escola de ballet na cidade de Cruz Alta, mas em sua rotina sempre ativa também estavam aulas de dança em Ibirubá, onde os sogros viviam, em Panambi e em Ijuí.
Vieram os filhos Nicholas Bublitz e Carlla Bublitz e o amor pela cultura e pela dança foi transmitido para seus descendentes. Nicholas está há mais de 35 anos à frente da Galeria Bublitz, em Porto Alegre, e Carlla seguiu os passos da mãe, desde bebê, quando também participava das aulas de ballet, e hoje é uma das diretoras do Ballet Vera Bubliz e responsável pelo FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre. O neto Patrick Bublitz, filho de Carlla, também acompanhou os passos artísticos da família, e hoje além de professor de dança, é ator e um dos diretores da BAM – Bublitz Academia de Musicais. “A família é meu alicerce. Tanto a da casa dos meus pais, quanto a da família que criei. Adoro minha família”, ressalta Vera Bublitz.
Carlla Bublitz, Valery Collin e Vera Bublitz – Acervo BVB/ Divulgação
Ícones da dança
Vera sempre teve o sonho de trazer grandes nomes da dança para acompanhar seus alunos em apresentações no Brasil. E o primeiro deles foi Fernando Bujones, norte-americano, filho de cubanos, um dos grandes solistas do ballet mundial, que acompanhou as bailarinas do Ballet Vera Bublitz em 1990 no Brasil, em apresentações de ballets de repertório como Romeu e Julieta e Paquita.
Como o nome de Bujones no currículo, Vera Bublitz capitaneou outros ícones da dança para se apresentarem ao lado de seus alunos no Brasil. Em 1995, foi a vez do norte-americano Peter Boal, na época primeiro bailarino do New York City Ballet, subir ao palco no papel de Apollo com as bailarinas do Ballet Vera Bublitz. Depois, vieram ainda nomes como Johan Renvall, do American Ballet; Albert Evans, do New York City Ballet; Nikolaj Hübbe, do Royal Danish Ballet; Brian Nolan, professor e bailarino da Australian Ballet Company; e Valery Collin, solista da Ópera Nacional de Paris, entre outros.
Vera Bublitz e Peter Boal, primeiro bailarino do New York City Ballet – Acervo BVB/ Divulgação
Bailarinas de destaque internacional também se apresentaram ao lado do Ballet Vera Bublitz, entre elas, a gaúcha Nora Esteves, que foi a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com passagens por companhias francesas de dança; Ana Botafogo, uma das mais reverenciadas bailarinas brasileiras de todos os tempos, e, mais recentemente, a solista do Royal Ballet, Isabela Gasparini, que foi a protagonista no espetáculo Don Quixote, apresentado nos 25 anos do Teatro do Sesi, em 2022.
Vitrine mundial
Se o Ballet Vera Bublitz recebeu grandes nomes internacionais da dança ao longo de sua trajetória, também projetou seus talentos para o mundo – e segue fazendo isso. A pioneira foi Carla Körbes. Foi ela que, aos 14 anos, contracenou com Peter Boal, em uma apresentação como Apollo no Brasil. Depois disso, o próprio Peter recomendou que ela fosse para Nova York se aperfeiçoar na dança. Carla, então, tornou-se aprendiz no New York City Ballet em 1999. Foi ainda primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet, depois se tornou a diretora artística associada do LA Dance Project. E agora é professora associada na faculdade de ballet da Escola de Música Jacobs, da Universidade de Indiana.
Alçar talentos da dança do Brasil para o mundo é uma das principais vocações da escola criada por Vera Bublitz em 1966. Além de Carla Körbes, passaram pelo ballet e pelos ensinamentos de Vera e Carlla Bublitz, bailarinos como Norton Fantinel, que atualmente é diretor artístico do Arles Youth Ballet Company, na França; Marta Bayona, do Ballet Nacional Sodre, no Uruguai; e Rejane Duarte, bailarina e professora do Dance Theater of Harlem, no Estados Unidos.
A missão de levar as revelações brasileiras da dança para o exterior continua. No dia 16 de março, Vera Bublitz embarca para Portugal com a bailarina gaúcha Antonella Febernati Algeri, de apenas 9 anos. Talento precoce, Antonella já conquistou o segundo lugar em sua categoria em um festival na Itália e segue para um festival em Faro, e para uma imersão em dança em Leiria, também em Portugal.
Nikolaj Hübbe e Vera Bublitz~Acervo BVB/ Divulgação
A seguir, o próximo roteiro internacional de Vera Bublitz será em abril, na Flórida, nos Estados Unidos, onde Vera vai acompanhar um grupo de bailarinas na disputa do World Ballet Competition. Entre elas, Alicia Prietsch Dresch, que, em 2023, conquistou o primeiro lugar como solista e levou medalha de ouro na competição. “A cada conquista nos enchemos de orgulho por ver esses jovens talentos da dança levando o nome do Ballet Vera Bublitz para os principais palcos do mundo”, admite a incansável diretora.
Coletiva será aberta terça-feira (20/02) no Memorial Luiz Carlos Prestes, na Capital
Entre a terça-feira (20/02) e 10 de março, as paredes curvas do Memorial Luiz Carlos Prestes – único projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer em Porto Alegre – abrigam as obras da exposição “Quando os sonhos florescem”, cuja visitação é gratuita.
A mostra tem caráter internacional pela participação de três artistas visuais residentes na Europa: a artista convidada, Vilma Machado, paulista que vive e trabalha na Holanda; Deni Corsino, gaúcha que mora em Milão (Itália); e a milanesa Alice Arcando.
Obra de Inês Pagnoncelli/ Divulgação
Nomes locais como Bina Monteiro, Marcos Strey, Graça Craidy, Neca Lahm, Inez Pagnoncelli, Graça Tirelli e Fabian Gloeden compõem o grupo de 25 artistas da coletiva, que tem curadoria de Clauveci Muruci e Gabriely Santos.
As obras, na sua maioria, são pinturas de pequeno e grande formato, mas também há fotografias e escultura, além do vídeo-arte “Ecos de sonhos entrelaçados”, da artista convidada, que será exibido na abertura, às 20h de terça-feira.
Sede do Memorial Luiz Carlos Prestes/ Divulgação
De Haia, cidade holandesa, Vilma disse que a exposição quer “celebrar o mundo das aspirações e mostrar o poder dos sonhos materializado em ações”. Ela lembrou que o próprio memorial foi um sonho dos idealizadores da construção e de Niemeyer.
Obra de Marcos Strey/ Divulgação
Entre os trabalhos expostos, há uma fotografia, de 165 x 110 cm, de um homem vestido de terno submerso em uma piscina. “Fotografei de cima de uma plataforma e com um grande esquema de iluminação. Utilizei uma Canon 5Ds de 50.6 megapixel. Lente Canon 24-70”, conta o autor, Fabian Gloeden.
Graça Craidy exibe cinco retratos do patrono do memorial, o porto-alegrense Luiz Carlos Prestes (1898/1990), o “Cavaleiro da Esperança”, produzidos com guache. Inez Pagnoncelli mostra um díptico, no qual a figura de Fernando Pessoa é dividida para simbolizar o consciente e o inconsciente do poeta português. Outro exemplo de trabalho é “Banana”, acrílica sobre tela, de Marcos Strey.
Os curadores conceberam uma expografia em que o suporte das obras, com 24 metros de linhas retas e pretas, contrasta com as imensas curvas vermelhas e brancas do projeto arquitetônico de Niemayer para o local. “Essa abordagem permitirá maior fruição entre obras e público”, acreditam os curadores Murici e Gabriely.
Obra de Fabian Gloeden – Submerso – Fotografia
Artistas participantes:
Vilma Machado (convidada), Alice Arcando, Almir Reis, Becca Wiskov, Bina Monteiro, Dalva Lucchesi, Deni Corsino, Divo Froemming, Emanuele de Quadros, Fabian Gloeden, Graça Craidy, Graça Tirelli, Gustavo Burkhart, Inez Pagnoncelli, Ivam Martins, Jota Junior, Marcos Strey, Marisol Silva, Melina Cohen Rubin, Milton Caselani, Neca Lahm, Pedro Santos, Rafael Vieira, Silvia Pozza, Ubirajara Sanches.
SERVIÇO
Exposição “Quando os sonhos florescem”
Abertura: 20 de fevereiro, às 20h
Local: Memorial Luiz Carlos Prestes, Av. Divaldo Pereira Paiva, 1527, bairro Praia de Belas
Visitação: até 10 de março, de segunda a sexta, das 15h às 19h
Entrada gratuita
Promoção: Jornal de Artes; apoio cultural, Memorial Luiz Carlos Prestes
O artista visual gaúcho Amaro Abreu , que trabalha com grafite e grandes murais em áreas urbanas, além de outros suportes, está lançando uma campanha de arrecadação de fundos para a execução de seu próximo projeto.
Único brasileiro entre os 48 artistas selecionados para participar da edição de 2023 da Artmosphere Biennale, em Moscou, um dos principais eventos de arte do mundo, Abreu explica no texto abaixo:
“Está aberta a pré-venda do projeto do livro ” O Islã e a Maçã ” pela Editora Pubblicato, com relatos de Amaro Abreu durante os meses em que viajou pelo Oriente Médio, passando inclusive pelo simbólico campo de refugiados palestinos Nahr al-Bared.
O artista visual Amaro Abreu. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
O livro tem participação no prefácio das jornalistas Eliane Brum e Lelei Teixeira e pósfacio de Rosina Duarte. A foto de capa é da fotojornalista Nair Benedicto e a diagramação de Vitor Mesquita. Participação também da poeta egípcia Amar Al Qady.
Uma das propostas do projeto é a atuação de diversas mulheres em contraponto com o apagamento feminino nessa região.
O livro pode ser adquirido na pré-venda pelo valor de 60 reais. Quem quiser apoiar com o valor de 200 reais, levará o livro e uma reprodução de um trabalho. No valor de 400 reais, o livro e um trabalho em aquarela original. Optamos por fazer via pix, ao invés de usar a plataforma virtual, para fugir da porcentagem dos sites.
Pix: 51985758561
Obs: Quem fizer a compra na pré-venda favor colocar o número de contato na descrição do pix.”
Com entrada gratuita, o espaço conta a história de sete décadas da Orquestra. No Memorial da OSPA, o público pode conhecer a fundo a história de uma das mais longevas orquestras do Brasil, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) – fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). Inaugurado em 21 de novembro de 2023, o espaço funciona de terça a sexta-feira, das 12h às 17h, nas dependências da Casa da OSPA, no centro de Porto Alegre.
Durante a temporada de concertos, que vai de março a dezembro, o Memorial também funciona em horário estendido nos dias de concerto, das 12h até o fim do espetáculo. A entrada é gratuita.
Sobre o Memorial
O Memorial da OSPA traz à luz o acervo acumulado pela Orquestra ao longo de seus 73 anos de história. São milhares de itens documentando mais de 3 mil concertos, incluindo programas, cartas, documentos, contratos, registros de viagens, partituras, desenhos de cenário e figurinos para óperas.
O espaço é resultado de um trabalho que durou mais de três anos, capitaneado pelo curador Paulo Amaral, com pesquisa de José Francisco Alves e Dorvalina Gomes, e design expositivo de Ceres Storchi e Emily Borghetti.
Visita guiada ao memorial . Foto: Lucia Moreira, / Divulgação
Destaques do Memorial
Linha do Tempo – Resultado de três anos de pesquisa, a linha do tempo estampada na parede do Memorial percorre toda a história da OSPA, desde a fundação em 1950 até 2023. Em destaque, há grandes óperas e concertos, fotos das diferentes formações da orquestra ao longo das décadas, notícias e materiais gráficos de divulgação.
Diorama – Por meio de uma tela sensível ao toque, o visitante seleciona e escuta o som de todos os instrumentos presentes em uma orquestra.
Mesa interativa – Na mesa interativa, os visitantes podem navegar por mais de 2,5 mil artigos digitalizados do acervo da Fundação OSPA, incluindo fotografias antigas, partituras, atas, recortes de jornais, fôlderes, programas de concertos, cartas e desenhos.
Homenagem a Pablo Komlós – Vitrine dedicada ao maestro húngaro Pablo Komlós, fundador da OSPA, exibe uma estátua do maestro, a sua batuta, partituras, cadernos de anotações, fotos e documentos pessoais, como passaporte e título eleitoral.
Documentos originais – Gavetas com documentos históricos originais, como atas, programas de concertos, desenhos de figurinos e cenários de óperas.
MEMORIAL DA ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Visitação: de terça a sexta-feira, das 12h às 17h.
ENTRADA GRATUITA
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: livre.
Visitas-guiadas: durante a temporada de concertos, com agendamento pelo e-mail atendimento.ospa@gmail.com.
Em 1984, estreava em Porto Alegre o espetáculo Tangos e Tragédias, com Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky. Em 2024, a famosa ilha flutuante de onde vieram Kraunus (Hique) e o saudoso Maestro Pletskaya (Nico) completa quatro décadas de diplomacia com o Brasil. Para celebrar os 40 anos de Sbørnia, ocorre em janeiro a tradicional temporada de verão A Sbørnia Kontra`Atracka, de 19 de janeiro a quatro de fevereiro, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°), sempre de sexta a domingo. Os ingressos variam de R$ 70,00 a R$ 160,00 e já podem ser adquiridos pelo site: https://theatrosaopedro.rs.gov.br/a-sbornia-kontr-atracka
Foto: Samira Samara/ Divulgação
No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.
“Lá vamos nós em direção à nossa 38ª temporada no Theatro São Pedro de Porto Alegre. A felicidade de compartilhar essa temporada, por tantos anos, pode ser comparada ao Natal em nossas vidas. Quando iniciamos nossa Jornada em 1984, Nico Nicolaiewsky e eu não pensávamos em ocupar o palco do recém reinaugurado Theatro São Pedro. Supostamente um local para os grandes artistas nacionais: Paulo Autran, Bibi Ferreira, Tom Jobim e Nicanor Zabaleta. E antes ainda da Reforma, Heitor VillaLobos, Arthur Rubeinstein e outros tantos. 30 anos depois, éramos disparado os artistas que mais pisaram naquele palco, ao mesmo tempo em que encerrávamos o mais longo e importante episódio de nossas vidas que foi “Tangos e Tragédias”, quando lamentamos através da triste notícia no Jornal Nacional, a passagem do gênio Nico Nicolaiewsky. Tudo parecia perdido. 30 anos de sessões de euforia, catarse e momentos de pura magia genuína. Três dias de Luto Oficial decretado pelo Governador Tarso Genro. Um grande ciclo chegara ao fim. Acabou!
A atriz Simone Rasslan.; Foto Samira samara fotografia/ Divulgação
Dois anos depois retomamos o projeto, agora com Simone Rasslan, que há 5 anos antes havia perdido sua parceira de palco, Adriana Marques, no espetáculo Rádio Esmeralda. Um longo processo de adaptação instalou-se, enquanto nós e nosso público processávamos o luto. A palavra luto é a mais próxima da palavra luta. O luto e a luta. Enquanto isso lutávamos para manter viva uma história que estava introjetada em nossa comunidade. Muitas pessoas relatavam sonhos que tiveram com os personagens.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Sofremos os impactos pesadíssimos das perdas, mas sucumbimos totalmente a uma história que não quer parar de ser contada. 10 anos depois, seguimos na ativa para celebrarmos 40 anos de Sbørnia desejando a todos um 2024 cheio de alegria, de amor pelo trabalho, de Inspiração e acima de tudo cheio de FÉ. A Fé é um atributo do espírito criativo. Sem ela não há possibilidade de o ser humano ser merecedor de nada. Não há acordo possível sem a fé, não há quem acredite em algo ou em alguém. Assim como Nicolaiewsky depositou sua fé em mim para ser seu parceiro nessa viagem, eu depositei minha Fé nele, em nome da história da Sbørnia, na vida ou na morte! Confiar é “fiar com”… Assim, com nossos companheiros, Cláudio Levitan e Simone Rasslan, e quem mais vier, como o grande tocador de gaita de foles Tales Melati e a grande sapateadora do Balé Hiperbølico da Sbørnia nossa Pierrot Lunaire Gabriela Castro e mais e Coro Jovem da Sbørnia, seguiremos fiando a fábula da Sbørnia ou seguiremos servindo de roca fiadora, para que a história siga sendo contada por si mesma. Não somos nós que fiamos a história da Sbørnia é ela própria que tem fé em nós e assim, fia-se a si própria através de nossos movimentos.
Foto: Samira samara fotografia/ Divulgação
Óbvio acrescenta- se a Fé em toda nossa equipe, com um projeto de animações especiais para o telão engendrado e operado por Rique Barbo, com um desenho de som Surround, operado pelo engenheiro de som Edu Coelho, com um desenho de luz impecável criado e operado por Heloiza Averbuck, incluindo a gestão e direção de produção do projeto por Marilourdes Franarim e sua equipe e claro todos os nossos patrocinadores e apoiadores os quais tornam a solidez do nosso projeto cada vez mais aparente. A todos um Feliz 2024, na certeza que estaremos fiando a história da Sbørnia até o final dos tempos, sabendo que lá na Sbørnia, o Maestro Pletskaya estará aplaudindo.”
Hique Gomez
Foto: Edson Filho/ Divulgação
SERVIÇO
O QUE: A Sbørnia Kontra´Atracka
DATA: De 19 de janeiro a quatro de fevereiro
HORÁRIO: sexta e sábado às 20h / domingo às 18h
LOCAL: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°) 51 32275100
Descontos Obrigatórios
50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:
– até 15 anos mediante RG;
– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;
50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;
50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de
sangue.
Outros descontos
50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho
50% para até 50 associados da da AATSP Clube do Assinante ZH (50% assinante e acompanhante) Unimed (50% cliente e acompanhante)
Foto: Samira samara fotografia/ Divulgação
FICHA TÉCNICA
Criação e direção geral: Hique Gomez
Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan
Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro Projeções visuais: Rique Barbo
Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck
Engenharia de som: Edu Coelho
Assistente de produção: Camila Franarin
Assistente técnico: Rafael Pacheco
Camareira: Nelli Schineider
Preparadora vocal: Ligia Motta
Redes Sociais: Fernanda Pertile
Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez
Assessoria de Imprensa: Adriano Cescani (51) 99664.4888
Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin
Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz
Painel Led – WB Painéis de Led
SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021
Depois do sucesso da temporada de estreia, realizada em agosto de 2023, o monólogo O Espantalho, com Werner Schünemann, retorna ao Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° – Centro Histórico) para uma noite de apresentação. Dirigida por Bob Bahlis, a peça que relata a grande jornada sentimental em meio a escolhas difíceis que envolvem pais e filhos, poderá ser conferida dia 25 de janeiro, às 20h, dentro da programação do Porto Verão Alegre. Os ingressos já estão à venda no www.portoverãoalegre.com.br.
“A estreia nacional de O ESPANTALHO foi em Porto Alegre. Foi no Theatro São Pedro e foi um grande sucesso. Por isso é tão gratificante retornar ao São Pedro, agora dentro desse maravilhoso festival que é o Porto Verão Alegre. Esse retorno é para reencontrar o público de Porto Alegre, para reencontrar aquela emoção tão grande e bonita que foi a estreia”, afirma Werner. Schünemann interpreta um ator bem-sucedido, que vai ao sítio do pai jogar as suas cinzas. Ao chegar na horta cultivada pelo patriarca, ele se depara com um espantalho e caixas de madeiras com objetos pessoais, que revelam vestígios de sua vida e de suas relações.
O Espantalho – Foto: Heloiza Averbuck/ Divulgação
O personagem faz um exercício de recriação de sua memória, debruçando-se sobre a complexa relação estabelecida com o pai, desde a infância até a vida adulta. Entre as lembranças estão o período no internato, as primeiras relações amorosas, o casamento, a chegada do filho, a perda da mãe e reflete ainda sobre a alma masculina e a finitude humana. “O ESPANTALHO vai emocionar e divertir como sempre e as pessoas na plateia irão se emocionar e se divertir como sempre acontece com esse espetáculo. Estou no Rio de Janeiro gravando a novela DONA BEJA, mas ansioso para voltar a Porto Alegre, ao Theatro São Pedro e ao público da cidade que amo’, afirma.
O Espantalho – Foto: Heloiza Averbuck/Divulgação
Parceria
O encontro de Bob e Werner não se deu por acaso e a diferença geracional revelou-se como ingrediente especial que permeia toda a concepção e a montagem. “Sempre achei que devemos buscar uma sociedade igualitária, mas sinto também que o papel masculino dentro da sociedade, que foi construído, ao longo de milênios, sobre o patriarcado, a opressão e o machismo, em breve não vai mais existir. Fui assistir a Velha D+, da Fernanda Carvalho Leite, que tem a direção do Bob e texto dele também. Ao final, disse ao Bob que era exatamente o que eu queria, mas voltado para a alma masculina. Tivemos experiências de trabalhos juntos em leituras de textos da Clarice Lispector, há dois anos. Eu queria que fosse um monólogo sobre o masculino, sobre pais, filhos e como as ideias gastas e perversas de masculinidade passam de geração em geração. Bob criou a história do personagem e me entregou uma estrutura, um breve relato da vida de um homem. E essa teatralização está sendo feita por nós dois juntos”, conta Werner.
Bob Bahlis
Otávio Bahlis tornou-se Bob no início dos anos de 1990, inicialmente como personagem de Bob Pop Show, depois virou nome artístico. Ator, diretor, dramaturgo, radialista, produtor, professor e jornalista são algumas de suas categorias profissionais. Mas, Bob quer mesmo é contar histórias, suas e de diferentes autores. Assim foi com Dez (quase) amores, primeira obra literária de Claudia Tajes e De volta para a garagem, inspirada em Pode ser só o leiteiro lá fora, de Caio Fernando Abreu ou Coração de Búfalo, musical com Carlinhos Carneiro, vocalista da banda Bidê ou Balde. Atualmente, está em cartaz com o espetáculo Velha D+.
Werner Schünemann
É ator, cineasta e historiador. Nasceu em Porto Alegre, mas foi criado entre Novo Hamburgo e São Leopoldo. Apaixonou-se pelos palcos aos 15 anos, primeiramente na escola e depois no Grupo Faltou o João. Integrou o grupo Vende-se Sonhos e a turma do Super-8, com jovens cineastas de Porto Alegre. Foi ator em Deu Pra Ti Anos 70, Verdes Anos e Inverno. Formado em História pela UFRGS, também foi professor desta disciplina. A partir de 2021, passou a se aventurar na literatura e lançou Alice deve estar viva, seu romance de estreia. Coleciona prêmios por sua atuação no cinema, televisão e teatro. Tornou-se nacionalmente conhecido por sua participação na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) da Rede Globo. Desde lá, integrou elencos televisivos de novelas e séries em diferentes emissoras, sem nunca abandonar os palcos e a Sétima Arte.
Comentários:
“Assisti aos ensaios e conheço o Werner de longa data. Acompanho ele na televisão, no cinema, no teatro. Ele é um ator que tem um peso histórico nas artes performáticas brasileiras e eu achei o texto muito bacana. Vai ser muito lindo esse trabalho! Tudo que eu percebi no ensaio eu tratei de jogar na trilha para criar ambientes sonoros emocionais. A peça é muito emocional, trata-se da relação de pai e filho e achei a ideia muito bacana. Aquele espantalho que fica no palco acho que muita gente vai se identificar, assim como eu”. – Hique Gomez, que assina a trilha sonora do espetáculo.
“Tive o privilégio de assistir a um ensaio de O Espantalho, monólogo com meu querido irmão Werner Schünemann dirigido pelo talentoso Bob Bahlis. Momento extraordinário. Mais do que presenciar o profundo e comovente ajuste de contas entre um filho e seu pai ausente, pude vislumbrar naquele ensaio um Ator (com “A” maiúsculo) na plenitude de sua maturidade técnica e profissional, apropriando-se de um texto complexo e fascinante. Dizem que – para os atores – o palco é o lugar que separa os meninos dos homens. Werner é um homem de Teatro. Um grande Ator fazendo um grande Teatro. Ambos maiúsculos. Imperdível”. – Marcos Breda
“Despretensiosa e delicada, a peça “O Espantalho” convida a embarcar em uma jornada sentimental pelas escolhas tortuosas nas quais pais e filhos muitas vezes se envolvem. Problemas familiares não têm endereço. O público se vê envolvido em cada situação, palavra, emoção, contidas na narrativa. Fredi, um homem de meia idade, bem sucedido em sua profissão de ator, vai até um sítio jogar as cinzas do pai, mas ao chegar na horta se depara com um espantalho. Diante do espantalho, Fredi vê a sombra do pai e faz um exercício de recriação de sua memória, debruçando-se sobre a complexa relação entre pai-filho na infância, juventude e vida adulta. A paternidade se revela como algo mais, além dos laços biológicos. No mesmo instante que a morte do pai se constitui num elo entre o passado e presente, também instaura uma necessidade de recomeço e renovação da própria vida. Uma peça sobre a alma masculina com emoções à flor da pele. Um monólogo conduzido pelo ator Werner Schünemann com direção de Bob Bahlis” – Peninha
SERVIÇO
O QUE: monólogo O ESPANTALHO
DATA: 25 de janeiro
HORÁRIO: quinta às 20h
LOCAL: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° – Centro Histórico)
Segundo a apresentação do fotógrafo e autor da concepção da mostra Alexandre Eckert, ” a possibilidade de captar o mundo está disponível para todos. Nosso perceber é um universo amplo e repleto de fragmentos que estão gravados nas
memórias, na vivência e nas experiências de cada um de nós.
Obra de Zulaine Santos/ Divulgação
A exposição de fotografias “In comum” permeia, flui e costura dois universos paralelos, nos quais o encontro é inevitável: em um ponto que pode estar no infinito ou no tempo presente, onde a narrativa se expressa
nos detalhes, no aparente e no imperceptível que vagam entre o sonho e a realidade.
Obra de Heloiza Averbuck/ Divulgação
Na proximidade do brilho do olhar, na explosão das cores ou no silêncio e reflexão do preto e branco, a arte e a fotografia de Heloiza Averbuck e Zulaine Santos estão à espera dos olhares de todos nós, para encontrarmos na sua narrativa momentos de pura emoção.”
Obra de Heloiza Averbuck/ Divulgação
SERVIÇO
A mostra “( In) Comum” inaugura a primeira exposição do novo ano na Galeria Carlinhos Rodrigues e
tem abertura, na sexta feira, 05 janeiro às 18h, na Confeitaria Maomé.
A Concepção e Expografia é do também fotógrafo Alexandre Eckert
Tradicional exposição da Bublitz Galeria de Arte estará na SABA de 6 a 14 de janeiro, com entrada franca e pinturas ao vivo de Marcelo Hübner.
O verão também é inspiração para a arte. A Bublitz Galeria de Arte apresenta no litoral a tradicional Semana de Arte na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A programação inicia no sábado, 6 de janeiro, e continua até domingo, 14. Um dos destaques da mostra são as apresentações de pintura ao vivo produzidas, durante toda a exposição, pelo artista, conhecido pela série “Banhistas”, que retratam cenas do cotidiano nas praias.
O artista visual Marcelo Hübner – Foto:: Angelita Hübner/ Divulgação
Além das pinturas ao vivo de Marcelo Hübner, os visitantes também poderão conferir (e adquirir) produções reconhecidas do artista como as da série “Floristas” e “Urbanos” e a nova “Paisagens Gaúchas”, que retrata paisagens do interior.
Obra Floristas – Marcelo Hübner/ Divulgação
“A Galeria Bublitz está presente com sua sede em Porto Alegre, mas se orgulha de levar arte, objetos de decoração e tapetes orientais para todo Estado. Em 2023, quando completamos 35 anos de história, estivemos em cidades como Alegrete, Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, São Gabriel, Teutônia e Uruguaiana. Agora, estamos muito felizes e honrados por abrir a temporada 2024 com essa Semana de Arte na SABA e com as produções ao vivo do artista Marcelo Hübner”, destaca o marchand Nicholas Bublitz.
Paisagens Gaúchas – Marcelo Hübner/ Divulgação
Ao todo, estarão mais de 200 itens, com destaque também para as obras de Erico Santos, reconhecido por suas icônicas pinturas de camponesas. Quem visitar a exposição vai conferir ainda produções de Antonio Soriano, Vitório Gheno, Flávio Scholles, Fernando Ikoma, Kenji Fukuda, Marcelo Zeni, Paulo d’Avila, João Carlos Bento e Sergio Lopes
Outra tradição da Galeria Bublitz são os tapetes orientais em fibra natural feitos à mão, nó por nó. São tapetes tradicionais exclusivos e importados da Índia e do Irã dos tipos: Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. Além disso, a exposição contempla objetos de decoração, como porcelana europeia, em itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.
Porcelana Europeia/ Divulgação
O evento funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 12 vezes sem juros.
Serviço:
Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
Local: SABA –Av. Central, 5 – Atlântida
Período: 6 a 14 de janeiro de 2014 Horário: das 10h30