Autor: da Redação

  • Projeto Semear une artes cênicas e permacultura em Mampituba

    Projeto Semear une artes cênicas e permacultura em Mampituba

    Na pequena Mampituba, predomina a paisagem rural. São três mil habitantes com pouco ou nenhum acesso a atividades culturais. É ali, na região de Osório, já na divisa com Santa Catarina, que o projeto Semear oportuniza novas experiências na pacata cidade, unindo atividades artísticas e a sustentabilidade ambiental na comunidade escolar.

    O projeto Semear – Arte Multidisciplinar, começou em março com recursos da Lei Paulo Gustavo, quando guardiãs de sementes crioulas vieram compartilhar saberes com a comunidade. Agora continua com recursos da Política Nacional Aldir Blanc.

    A segunda edição do projeto, que começa dia 18 (as inscrições se encerram hoje), pretende aprofundar a cultura das sementes crioulas e a produção de mudas, além de oferecer novamente diversas oficinas, incluindo conceitos da Permacultura, somando conhecimentos ancestrais aos modernos, com o objetivo de mitigar o impacto ao meio ambiente.

    Além das oficinas, gratuitas, três espetáculos que são referências no cenário das artes cênicas do Rio Grande do Sul serão apresentados com entrada franca para a comunidade em geral: “Bonecrônicas”, do grupo Anima Sonho com trajetória de 40 anos; “Trabalhadores”, do Ponto de Cultura Varanda Cultural, com 16 anos de história; e “Circo pra toda gente”, de Eveliana Marques Ekin – Palhaça Leontina, que contabiliza 20 anos de experiência teatral. O violonista Jorge Corrêa, da comunidade do Rio da Invernada de Mampituba, estará presente em uma das apresentações.

    O público-alvo é a comunidade escolar com idade acima de 15 anos e adultos.

    Programação das atividades

    Oficinas, encontros presenciais e virtuais e visita ao quilombo

    A jornada terá nove encontros presenciais, dois virtuais e uma visita ao Quilombo São Roque, em Praia Grande, SC, divisa com Mampituba, RS.

    O projeto oferecerá oficinas que incluem expressão corporal, autocuidado, agroecologia e sustentabilidade:

    -Sementes e Mudas

    -Horta Fukuoka e Canteiro Agroflorestal;

    -Permacultura em ambiente escolar;

    -Impressão Botânica;

    -Palhaçaria;

    -Desenho;

    -Cultura Mbyá Guarani;

    -Construção de Bonecos com inclusão de LIBRAS;

    -Elaboração de Projetos Culturais;

    -Pintura com Tinta de Terra;

    -Corporificando o Sentir.

     

    Oficinas virtuais

    -“Permacultura em ambiente escolar”, será ministrada por Skye, permacultor australiano radicado no Brasil, apresentará sua experiência junto à SEDUC do Ceará com o tema Escola Sustentável, sendo o idealizador da disciplina de Permacultura nas atividades escolares;

    Oficina com a cultura Mbyá Guarani e o processo de reconstrução da aldeia e da escola indígena, após a enchente que devastou o município de Eldorado do Sul, com o professor Artêmio Marques, da escola indígena Pekuruty. Compartilhará sua experiência com a cultura Mbyá Guarani e o processo de reconstrução da aldeia e da escola após a calamidade.

    Coordenado pela atriz, bonequeira e produtora cultural Elaine Regina, a segunda edição do projeto Semear-Arte Muldisciplinar apresenta diversidade cultural, reunindo profissionais de diversas áreas: Jorge Herrmann (artista visual), Maria Aparecida da Silva e Lorena de Jesus (guardiãs de sementes), Eveliana Marques (atriz/palhaça), Patrícia Berg  (produtora cultural), Ester Fabiana  (arte educadora), Anete Schroder  (terapeuta somática), Sarita Klasmann, Marli Damacena e Eveliana Marques (Coletivo Grimpas).

    Equipe do projeto

    Elaine Regina, Leandro Nunes, Tais Abel, Dinorah Araújo, Mayssa Nunes, Titi Lopes, Tamires de Moraes, Maria Zanetti da Silva (Café com Mistura), Luiz e Fernanda Ramos (Produção de orgânicos).

     

    Produção: Ativa – arte e educação

    Apoio: Morada Sustentável, ABTB – Unima Brasil (Associação Brasileira de Teatro de Bonecos), Casa Odara Torres e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Mampituba/RS.

    Este projeto foi contemplado no EDITAL SEDAC nº 28/2024, PNAB RS – CULTURA E EDUCAÇÃO. Conta com recursos do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

     

    Serviço

    Período das inscrições: até 16 de setembro de 2025

    Vagas reservadas: 2 inscrições para PcD.

    Contato para as inscrições: 51-9.9968.0605 (somente WhatsApp)

    Início das oficinas: 18 de setembro de 2025

    Local de desenvolvimento do projeto: Escola – EMEF Demétrio A. Fogaça, na Estrada Geral, Roça da Estância, Mampituba/RS.

    (Todas as atividades serão desenvolvidas, sempre no período da tarde, às quintas-feiras).

    Foto de Taís Abel/Divulgação

     

     

  • “Conscientização” é a última etapa da exposição Memorial das Águas em Porto Alegre

    “Conscientização” é a última etapa da exposição Memorial das Águas em Porto Alegre

    O projeto Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução abre sua terceira exposição, intitulada “Conscientização”, convidando à reflexão sobre os impactos e aprendizados da maior catástrofe climática do RS, no dia 13 de setembro (sábado), às 15h, na Praça da Alfândega (imediações do MARGS). Esta é a última etapa em Porto Alegre da iniciativa, coordenada por Marcos Monteiro e produzida por Edison Nunes, após o sucesso das mostras que emocionaram milhares de visitantes: “Voluntariado”, que ficou no local de 12 de julho a 7 de agosto e “Resiliência”, em cartaz de 9 de agosto a 11 de setembro. A visitação ocorre diariamente, ao longo de 24h, até o dia 9 de outubro.

    Memorial das Aguas – Andréia Kris / Divulgação

    “Conscientização” propõe um olhar aprofundado sobre os impactos da enchente de 2024 e a urgência de uma nova relação com o meio ambiente. Através das lentes de 28 talentosos fotógrafos, a coletiva  busca não apenas registrar a devastação, mas também inspirar a reflexão sobre a resiliência humana e a necessidade de ações preventivas e sustentáveis.

    Memorial das Águas – Conscientização – Lari Pieta/ Divulgação

    Participam: Alê Bruny, Ana Shtlr, Andréia Kris, André Lisboa, Carmen Salazar, Cerise Gomes, Cláudia Bento Alves, Cynthia Recuero, Diego Costa, Gustavo Ludecke, Gustavo Mansur, Gustavo Toigo, Gustavo Vara, Janderson da Silva, Juliano Verardi, Jorge Lansarin, Lari Pieta, Leandro Lopes, Leandro Selister, Lucian Brum, Marco Faria, Marco Resende, Nadia Weber Santos, Nely Alves, Rogério Soares, Selmar Medeiros, Valder Valeirão e Wanderlei de Oliveira.

    Memorial das Aguas – Conscientização – Gustavo Mansur/ Divulgação

    Da capital gaúcha, o projeto migrará para Pelotas, onde ocupará o Largo do Mercado, de 25 de outubro a 20 de novembro com a mostra “Gratidão” e de 22 de novembro a 20 de dezembro, com “Retomada”. O Memorial das Águas nasceu da urgência de transformar o luto em legado, documentando a maior catástrofe climática em solo gaúcho e a extraordinária onda de solidariedade que a acompanhou. Composto por cinco exposições – três em Porto Alegre e duas em Pelotas – o projeto registra os impactos da enchente, os resgates, a força do voluntariado e os movimentos de reconstrução afetiva e social nas comunidades atingidas.

    O cavalo Caramelo, símbolo da catástrofe climática em Porto Alegre;/ Gustavo Vara/Divulgação

    “Mais do que um registro documental, o Memorial das Águas é um tributo coletivo e um convite à reflexão. A exposição ‘Conscientização’ reforça a importância de aprendermos com o passado para construirmos um futuro mais resiliente e sustentável”, destaca o designer e fotógrafo Marcos Monteiro, idealizador e curador do projeto.

    MemorialdasAguas – Conscientizacao – Diego Costa1/ Divulgação

    Realização: Ministério da Cultura – Lei Rouanet, Galeria Escadaria e Clube Arte Para Todos

    Apoio: Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pelotas, Valorize Projetos, Gestão de Recursos e Patrocínios Ltda, CDF Locações de Materiais Cenográficos e Culturais Ltda.

    Patrocínio: Grupo RBS, Paraflu do Brasil Indústria e Produtos Químicos Ltda, Nutrire Indústria de Alimentos Ltda, Soma Sul Equipamentos Ltda.

    Memorial das Aguas – Conscientização – Marco Faria/ Divulgação

     Serviço:
    Memorial das Águas – 3ª Exposição “Conscientização”
    Abertura: 13 de setembro (sábado) de 2025, a partir das 15h.
    Local: Praça da Alfândega – imediações do MARGS – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: 9 de outubro de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h. Entrada franca.

  • “Verissimo”: documentário mostra o cotidiano do grande escritor

    “Verissimo”: documentário mostra o cotidiano do grande escritor

    Última chance para ver o documentário de Angelo Defanti sobre Luis Fernando Verissimo, na Cinemateca Paulo Amorim, na Casa Mário Quintana.

    Nesta terça, 9, às 19h15, encerra-se o ciclo em homenagem ao escritor, falecido no último 30 de agosto, aos 88 anos.

    Ingressos à venda na bilheteria do cinema,

    O documentário “Verissimo”, de 90 minutos, foi produzido em 2024 e revela o cotidiano do escritor. Em 2016, às vésperas do aniversário de 80 anos de LFV, Angelo Defanti ficou durante 15 dias na casa da família, mostrando a rotina e os hábitos de um cronista observador e de poucas palavras.

  • Britto Velho abre 52ª exposição de obras inéditas, na Delphus Galeria de Arte

    Britto Velho abre 52ª exposição de obras inéditas, na Delphus Galeria de Arte

     

    O acúmulo de seis décadas de dedicação profissional à pintura permeia a exposição de 19 obras inéditas que o reconhecido artista visual gaúcho Britto Velho apresenta na Delphus Galeria de Arte e Molduras, com abertura no dia 4/9 (quinta-feira), às 19h.

    Aos 79 anos, idade incapaz de abalar o espírito jovial do artista, traço de personalidade que se reflete na sua obra, Carlos Carrion de Britto Velho contabiliza a atual exposição como a 52ª individual realizada ao longo da carreira, ao lado de cerca de 400 coletivas e participações em mais de 150 salões de arte.

    Britto trabalha na criação de uma nova tela/Divulgação

    A mostra se estenderá até 3 de outubro, reunindo trabalhos em acrílica sobre tela criados este ano em diferentes tamanhos. Britto curte “o prazer da cor”, que é, para ele, talvez maior que o do desenho. “Me divirto muito com cores”, confessa o pintor, cuja trajetória inclui anos vividos em Buenos Aires, Paris e São Paulo.

    Mesmo que já tenha exposto no MASP e participado de grandes eventos de arte, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul, por exemplo, além das muitas individuais e coletivas realizadas ao longo do tempo, o mestre empolga-se ao ver seus trabalhos saírem do ateliê para espaços expositivos.

    Detalhe de um dos quadros de Britto Velho/ Divulgação

    “Gosto de saber o que as pessoas pensam do trabalho. Uma obra só passa a ser arte no momento em que ganha um outro significado perante o público. Ela se recria; sem o espectador, ela morre”, declara o também escultor e gravador.

    No momento, Britto não se preocupa em dar título às suas obras e até mesmo à exposição. “Acho que o título induz a pessoa a ver de uma forma em que eu estou dirigindo. Gosto de deixar a pessoa livre para recriar e conseguir um conteúdo novo”, explica com a experiência de quem, paralelamente à carreira de artista, deu aulas de arte durante 48 anos.

    Britto Velho diante de figuras de uma de suas telas/ Divulgação

    Em 1991, foi apresentada em Porto Alegre, em São Paulo (no MASP) e no Rio de Janeiro (no Museu Nacional de Belas Artes) a exposição O Realismo Mágico de Britto Velho. Se o título de então aludia à singularidade do trabalho do artista pelas formas, cores e composições de suas figuras e objetos, ainda mostra-se válido, apesar da passagem do tempo. Britto continua único. Quem visitar a mostra na Delphus poderá constatar isso.

    SERVIÇO

    Exposição de Britto Velho na Delphus Galeria de Arte e Molduras

    Abertura: 4/9 (quinta-feira), 19h

    Visitação: até 3/10

    Dias e horários: segunda a sexta-feira das 9h às 18h45; sábado das 9h às 13h

    Endereço: Avenida Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta, Porto Alegre

    Entrada gratuita

    FOTOS: Wanderlei Oliveira

  • Chega a Beirute obra de pintor brasileiro para Museu do Estado Palestino

    Chega a Beirute obra de pintor brasileiro para Museu do Estado Palestino

    Já está em Beirute a obra “Natal em Gaza”, do pintor Enio Squeff, gaúcho, radicado em São Paulo.

    O autor foi um dos artistas brasileiros convidados pela Embaixada do Brasil no Líbano a contribuir com obras para o Museu Palestino, em Beirute.

    A obra, um painel em acrílico sobre madeira, foi pintada, segundo Squeff, sob o impacto das primeiras imagens na televisão sobre o genocídio em Gaza!.

    “Fiz num impulso. Mais tarde, quando recebi o telefonema do embaixador Tarcísio Costa, não tive dúvidas, esse era o destino desta obra”, diz o autor. O Museu Palestino é uma associação não governamental dedicada a apoiar uma cultura palestina, nacional e internacionalmente. (E.B.)

  • “O pai acaba de falecer. Tranquilo”

    “O pai acaba de falecer. Tranquilo”

    Às 2h42 da madrugada deste sábado, 30 de agosto, a filha de Luís Fernando Veríssimo mandou mensagem aos amigos mais próximos: “O pai acaba de falecer. Tranquilo.”

     Veríssimo, 88 anos, estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, há  três semanas com princípio de pneumonia. 

    Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.

    Filho do romancista Érico Verissimo, Luis Fernando  atuou como cronista, cartunista, tradutor, roteirista, publicitário,  e dramaturgo.

    Foram mais de 80 livros publicados, entre eles clássicos como “As Mentiras que os Homens Contam”, “O Popular”, “A Grande Mulher Nua” e “Ed Mort e Outras Histórias”. Com “O Analista de Bagé”, lançado em 1981 pela L&PM, Verissimo ganhou consagração nacional. A primeira edição esgotou-se em uma semana.

    Do pai, herdou também a paixão pela música e dedicava-se ao saxofone, que aprendeu a tocar quando morou nos Estados Unidos, ainda adolescente.

    Verissimo deixa a esposa Lúcia Helena, os filhos Pedro, Mariana e Fernanda, e os netos Lucinda e Davi.

    Luís Fernando vVeríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância e adolescência nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.

    O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. No total, foram mais de 80 livros publicados e quase 6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.

    Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.
    O humor marcou sua obra. Entre os personagens mais conhecidos criados por ele estão os de “Ed Mort e outras histórias”, de 1979, “O analista de Bagé”, de 1981, “A velhinha de Taubaté”, de 1983 e “Comédias da vida privada”, de 1994, que deu origem à série da Rede Globo produzida durante os três anos seguintes.

    “Não tenho uma vocação humorística, mas consigo eventualmente produzir humor. É uma coisa mais deliberada, mais pensada, do que espontânea, no meu caso”, disse em entrevista na época.

    No final da década de 80, foi um dos roteiristas do programa de humor “TV Pirata”. Entre sucessos comerciais também estão “Comédias para se ler na escola” e “As mentiras que os homens contam”, de 2000.

    Quando morou nos Estados Unidos, Veríssimo estudou no Roosevelt High School, em Washington. Foi lá que conheceuo gosto pelo Jazz e teve aulas de saxofone. Mas, por trás do saxofone e das páginas dos livros, se escondia um homem tímido.

    “Eu sempre digo que não dominei a arte de falar e escrever ao mesmo tempo, são duas coisas que se excluem, então é nesse sentido é que se manifesta a minha timidez”, declarou em entrevista.

    Em entrevista ao programa “GloboNews literatura”, em 2012, ele falou sobre o seu conhecido comportamento introspectivo. Conhecido por respostas concisas em entrevistas, Luis Fernando Verissimo negou que fosse uma pessoa calada. “Não sou eu que falo pouco, os outros é que falam muito”.

     

  • Usina do Gasômetro: suspensão do leilão é oportunidade para se discutir o projeto

    Usina do Gasômetro: suspensão do leilão é oportunidade para se discutir o projeto

    O modelo da parceria, desenvolvido pela empresa São Paulo Parcerias, para viabilizar a operação prevê um “aporte inicial” de R$ 7,5 milhões e um repasse de até R$ 4,9 milhões por ano ao parceiro privado a partir do terceiro ano de contrato. No total, a subvenção pública para a PPP poderá chegar a R$ 95 milhões em 20 anos.

    A prefeitura justifica a necessidade dos repasses pela constatação de que a receita gerada apenas com atividades culturais e comerciais não seria suficiente para sustentar a manutenção do equipamento.

    Com o leilão suspenso e uma disputa judicial pela frente, vai se abrir um espaço para o debate, que até agora não houve, sobre o projeto cultural para ocupação e utilização dos 12 mil metros quadrados da Usina do Gasômetro.

     

  • Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    A escritora Rosane Castro lança seu novo livro dirigido ao público infantil, Choveu no Quintal (Cena Produções Artísticas), neste domingo, dia 31 de agosto, às 15h, no Shopping do Vale, em Cachoeirinha. Inspirada nas enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a obra surge da delicada tarefa de transformar dor e tristeza em esperança, convidando crianças e famílias a dialogarem, de forma lúdica e sensível, sobre a força da natureza, o valor da solidariedade e a importância do cuidado com o meio ambiente.

    “Mais do que uma narrativa sobre o impacto das chuvas, a obra se apresenta como um gesto de amparo, imaginação e memória coletiva, buscando ressignificar o trauma e preservar a esperança através da literatura e da arte”, comenta Rosane Castro. Ela explica que o livro nasceu de uma necessidade urgente de acolhimento. Quando questionada sobre o que a inspirou a transformar uma tragédia coletiva em uma narrativa para crianças, Rosane compartilha:

    “No primeiro momento, diante da tragédia das enchentes, meu impulso foi o de colaborar de alguma forma. Percebi que, além das necessidades básicas de água e alimento, também havia uma carência de acolhimento emocional, especialmente para as crianças que estavam nos abrigos. Foi então que nasceu a ideia de criar o grupo ‘Histórias Solidárias”, uma rede de voluntários que levava livros e contação de histórias, criando um espaço de respiro e esperança em meio ao caos”, conta Rosane.

    “Ao mesmo tempo, observei que muitos materiais estavam sendo produzidos e compartilhados de maneira imediata, sem o tempo de maturação necessário para lidar com tamanha dor. Isso me tocou profundamente, pois senti que era preciso outro olhar: um olhar cuidadoso, que tratasse essa dor coletiva com delicadeza e sensibilidade”, explica a autora.

    Assim, surgiu o desejo de transformar a experiência coletiva em um livro voltado para as crianças, não como um relato brusco da tragédia, mas como uma narrativa lúdica, pedagógica e artística. “A obra busca ressignificar o trauma e oferecer às crianças e às famílias uma forma de dialogar com esse episódio doloroso a partir do afeto, da imaginação e da esperança”, resume a escritora.Entre memória e recomeço

    A narrativa também ecoa a experiência vivida pela própria autora em Cachoeirinha, sua cidade natal, que enfrentou os impactos do transbordamento do Rio Gravataí. Ali, entre perdas e incertezas, emergiram gestos de coragem, solidariedade e resiliência, especialmente das crianças que, mesmo em abrigos improvisados, foram capazes de recriar espaços de convivência e esperança.

    Entre as memórias que atravessam o livro está a cena de Josué, menino que, ao ser resgatado com a família em um barco, vê uma cachorrinha tentando sobreviver. Ao desejar salvá-la, reafirma um princípio que sustenta toda a narrativa: a vida não pode ser deixada para trás. Esse gesto, transformado em símbolo, inspira uma reflexão maior sobre a urgência de repensar nossa relação com a natureza e a necessidade de preservar a memória do ocorrido como aprendizado coletivo.

    SERVIÇO

    Lançamento e sessão de autógrafos do livro “Choveu no Quintal”

    Autora: Rosane Castro

    Ilustrações: Alejandra Giordano (Ilita)

    Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)

    Horário: 15h

    Local: Shopping do Vale – Av. Gen. Flores da Cunha, 4001 – Vila Bom Principio, Cachoeirinha/RS

    As primeiras 20 pessoas que enviarem EU QUERO no Instagram da autora receberão um exemplar durante o lançamento.

    Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc

    Apoio: Prefeitura de Cachoeirinha

    Realização: Cena Produções Artísticas, Ministério da Cultura – Governo Federal

    Rede social da artista: https://www.instagram.com/rosane_escritora/

  • Obras de ícones da escultura e da arte, neste sábado, dia 30, na Galeria Duque

    Obras de ícones da escultura e da arte, neste sábado, dia 30, na Galeria Duque

    Exposição com obras de nomes como Brecheret, Vasco Prado, Di Cavalcanti, Pablo Picasso, Tarsila do Amaral, Juarez Machado e Volpi inaugura no sábado, 30 de agosto, às 14h.

    Milton Dacosta/ Divulgação

    Uma imersão na arte. Essa é a proposta da Galeria Duque na exposição imperdível “Chão.Parede.Arte”, que traz obras de grandes nomes do Brasil e do mundo em uma oportunidade única para os visitantes. A mostra, que tem curadoria de Daisy Viola, inaugura no sábado, 30 de agosto, às 14h, na Galeria Duque, e fica no espaço até o dia 10 de novembro. A Galeria Duque está localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.

    Obra de Di Cavalcanti/ Divulgação

    Visitar a exposição “Chão. Parede. Arte” é uma celebração com artistas como Antonio Volpi, Burle Marx, Cândido Portinari, Daniel Senise, Di Cavalcanti, Carlos Vergara, Cícero Dias, Djanira da Motta e Silva, Luiz Sacilotto, Manabu Mabe, Milton Dacosta, Ione Saldanha, Ivan Serpa, John Grass, Juarez Machado, José Pancetti, Tarsila do Amaral e Thomas Ianelli. A exposição também contará com esculturas de Sonia Ebling, Carybé, Alfredo Cheschiate, Bruno Giorgi, Joaquim Tenreiro, Franz Weissmann, Xico Stockinger, Vasco Prado, Yutaka Toyota, Alberto Giacometti, Salvador Dali e Picasso.

    Obra de Ivan Serpa/Divulgação

    Há 13 anos, a Galeria Duque foi fundada como espaço para abrigar obras do acervo de um colecionador e amante da arte e para promover talentos contemporâneos. Daisy Viola participou desse projeto desde a fundação. E foi o olhar sobre a origem do acervo deste templo da arte que inspirou Daisy na construção da exposição “Chão.Parede.Arte”.

    Obra de Alfredo Ceschiatti- “As Gêmeas”/ Divulgação

    “O impacto que tive ao entrar na Galeria Duque numa tarde de sábado me trouxe a ideia desta exposição. Percebi o espaço como suporte de um acervo. O cenário foi sendo construído organicamente. Esculturas importantes foram chegando e sendo colocadas no chão junto à parede, e o conjunto formou um corredor de formas, texturas e cores”, recorda. “A primeira obra que ocupou o local foi um grande guerreiro do Xico Stockinger, e aí vieram as vermelhas de Joaquim Tenreiro, mulheres em bronze de Alfredo Ceschiatti, o sensível e quase vazio de Alberto Giacometti, as vermelhas de Franz Weissmann. Escolhas de um colecionador que foram sendo colocadas no prédio”, detalha a curadora.

    Obra de Bruni Giorgi/Divulgação

    “Na exposição, parede, chão, olho e arte se materializam em formas, volumes, cores, que se completam com o olhar de cada um de nós”, percebe. “Um caminho que aguça a imaginação, a criatividade, conecta nossas emoções, e permite que possamos entender nossas relações com o mundo”, conclui.

    SERVIÇO

    Exposição Chão.Parede.Arte

    Galeria e Espaço Cultural Duque

    “Poéticas daqui” – com obras do acervo
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: sábado, 30 de agosto, das 14h às 16h30

    Período da exposição: de 24 de maio a 10 de novembro
    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • Festival Internacional de Dança de Porto Alegre abre com grandes nomes e revelações do balé nacional

    Festival Internacional de Dança de Porto Alegre abre com grandes nomes e revelações do balé nacional

     

    Primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Cícero Gomes, e talentos revelados no próprio FIDPOA, que conquistaram vagas em companhias internacionais, estarão no espetáculo.

    O Brasil se transformou em celeiro mundial da dança. E o Festival Internacional de Dança de Porto Alegre – FIDPOA reverencia alguns desses ícones do balé em seu espetáculo de abertura, que será realizado no dia 25 de agosto, às 20h, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Os ingressos, que custam a partir de R$ 50, podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site: https://uhuu.com/.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Durante o festival, passarão pelo palco do Teatro do Bourbon Country mais de 1.700 bailarinos vindos de 19 estados brasileiros e de seis países. Eles serão avaliados pelos 21 jurados internacionais que representam as principais escolas e companhias do planeta e, além da premiação do próprio FIDPOA, poderão ser selecionados para dezenas de bolsas de estudos nos Estados Unidos, Canadá, Itália, México e Alemanha, entre outros países.

    4º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre será realizado de 25 a 31 de agosto no Teatro do Bourbon Country. O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari, com financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem patrocínio master do Grupo Zaffari, patrocínio da Lactalis Brasil e do Agibank, e apoio cultural do Icatu Seguros e da Rodoil.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Noite de abertura

    A noite de abertura do FIDPOA terá como convidado especial o primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cícero Gomes, que esteve presente na edição passada do festival. A história de Cícero Gomes sintetiza o objetivo do evento, que é o de projetar os talentos da dança do Brasil e da América Latina para o mundo. Ele iniciou seus estudos de balé em sua cidade natal, Macaé, completando sua formação no Rio de Janeiro, na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois, conquistou uma oportunidade na Escola de Dança da Ópera de Viena (Áustria) e, mais tarde, passou pela Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet (Inglaterra). É bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2007, onde faz os papéis de 1° solista e 1° bailarino em todas as temporadas. Já trabalhou com grandes nomes como Desmond Kelly, Peter Wright, Marco Pierin, Luiggi Bonino, Márcia Haydeè e Tatiana Leskova, entre outros. Ao lado de Gomes, a bailarina Manuela Roçado, também do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, estará presente na abertura.

    Revelações do FIDPOA

    O bailarino Lucas Castro, do Rio de Janeiro, é um dos talentos revelados pelo FIDPOA, que também se apresenta na abertura. Ele começou na dança aos 12 anos, em 2011, e não parou mais. Em 2018, participou da primeira edição do festival e conquistou o reconhecimento de um dos grandes nomes da dança no mundo, a bailarina Cynthia Harvey, do American Ballet Theatre (ABT), uma das juradas do Festival, que abriu as portas para Lucas nos Estados Unidos. Assim, o FIDPOA transformou sua vida. No ano seguinte, o brasileiro participou do Summer Intensive no ABT e depois agregou importantes companhias de dança ao seu currículo. Da Companhia Jovem Dalal Ahcar, no Rio de Janeiro, passou pelo Dance Theatre of Harlem e pelo Utah Metropolitan Ballet. Este ano, fundou o CastroBallet, no Rio de Janeiro, e foi admitido como bailarino principal do Nevada Ballet Theatre, nos Estados Unidos. “Para mim, dançar na gala de abertura do FIDPOA é como fechar um círculo e, ao mesmo tempo, abrir um novo. Eu deixei o Brasil ainda muito jovem, para buscar meu espaço no mundo, e minha última apresentação foi com o FIDPOA. Agora volto trazendo, no corpo e na alma, tudo o que aprendi nos palcos dos Estados Unidos e de outros países, como México e Canadá. É mais do que uma apresentação: é um reencontro. É poder olhar para o público brasileiro e dizer: eu levei a nossa energia, a nossa paixão e o nosso jeito de viver a arte para o mundo e, agora, trago tudo de volta para compartilhar com vocês”, comemora.

    A bailarina Julia Prestes, de Porto Alegre (RS), formada pelo Ballet Vera Bublitz, estará também no palco do Teatro do Bourbon Country. A participação na primeira edição do FIDPOA abriu portas para o mundo e ela conquistou diversas oportunidades internacionais. Por dois anos, a bailarina integrou a companhia Staaliche Ballettschile Berlin, na Alemanha, a partir de uma bolsa de estudos conquistada no Festival.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Três premiados bailarinos também se apresentarão como convidados do primeiro dia do festival. Marcos Silva, da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, parceiro do Ballet Vera Bublitz desde 2018, despede-se do Brasil no FIDPOA, e se prepara para assumir um novo posto em uma companhia de dança na Inglaterra. Outro convidado é Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A noite também contará com o premiado bailarino Gabriel Morais, da Companhia Municipal de Dança de João Pessoa (PB).

    Além disso, o Ballet Vera Bublitz estará presente no espetáculo de abertura com algumas de suas solistas, como a bailarina Júlia Xavier, que está partindo do Brasil para integrar o Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet, na Inglaterra; Antonia Colvara e Julia Quinto.

    A bailarina gaúcha Júlia Prestes também passou pelo festival e integrou a Staaliche Ballettschile Berlin, na Alemanha/ Divulgação

    SERVIÇO

    4º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 25 a 31 de agosto
    Local: Teatro do Bourbon Country
    Informações:
     www.fidpoa.com
    Instagram: @fidpoa

    Ingressos para a Noite de Abertura a partir de R$ 50
    Início das vendas: 11 de agosto na bilheteria do Teatro do Bourbon Country e no site 
    https://uhuu.com/

    Meia entrada para todas as categorias previstas na lei.

    GRUPO ZAFFARI
    Faz parte dos princípios do Grupo Zaffari, empresa com 90 anos de fundação, investir na cultura como forma de participação social e interação com as comunidades onde atua. Ao longo de sua trajetória, a empresa vem realizando um diversificado conjunto de projetos ligados a música, literatura, artes plásticas e entretenimento, incluindo a edificação de duas casas de espetáculo, o Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, e o Teatro Bradesco, em São Paulo. Há 38 anos, patrocina a série Concertos Comunitários, responsável por levar apresentações musicais para milhares de pessoas em todo o Rio Grande do Sul. Na literatura, produz e distribui a série de livros “Dicionários”, que, a cada volume, homenageia a vida e a obra de um grande autor de projeção nacional ou mundial, e que se encontra em sua 20ª edição. O Grupo Zaffari patrocina ainda grandes projetos culturais, como o festival de artes cênicas Porto Alegre em Cena, as Feiras do Livro realizadas em Porto Alegre, Gravataí, Canoas e Viamão, e o Festival Internacional de Dança de Porto Alegre.