Eternizada por Mercedes Sosa, Bibiana Dulce e Antonio Flores revisitam “Alfonsina y El Mar “

No dia 13 de outubro, a cantora e intérprete uruguaia Bibiana Dulce e o violonista e guitarrista Antonio Flores lançam, em todas as plataformas digitais o single Alfonsina y El Mar. No mesmo dia, às 20h, também será lançado o clipe, dirigido por Rafael Vebber, no canal da Bibi Jazz Band no YouTube.

A força lírica da poeta Alfonsina Storni (Sala Capriasca, Suíça 29 de maio de 1892 — Mar del Plata, Argentina, 25 de outubro de 1938), foi celebrada pelo canto de Mercedes Sosa (1935 – 2009) nesta canção, parceria do pianista Ariel Ramirez (1921 – 2010) com o historiador Felix Luna (1925 – 2009), na qual a cantora e os compositores argentinos dramatizam a morte escolhida da poetisa, há oito décadas. Alfonsina tinha apenas 46 anos quando escreveu – em um momento de solidão amorosa e de agonia causada por um câncer de mama – o poema Voy a Dormir e se jogou nas águas de Mar del Plata.

A música foi apresentada pela primeira vez, em 1969, no disco Zamba Para no Morir, e, após 52 anos de sua composição, Alfonsina y El Mar ainda é uma referência no cancioneiro popular. “Nem todas as canções têm a força e a veracidade que contém esta história. A vida de Alfonsina foi marcada por diversas dificuldades, antes mesmo do seu nascimento, e nos mostra, mais uma vez, como a estrutura patriarcal pode oprimir a vida artística e pessoal de uma mulher”, destaca Bibiana.

Poeta necessária

Alfonsina, migrante estrangeira na Argentina e mulher num campo cultural dominado por homens, era ímpar. A desenvoltura entre a alta sociedade portenha e os meios anarquistas e a convicção ateia tornaram sua obra particularíssima. Se por um lado era reconhecida como uma das maiores poetas em seu meio – foi premiada, publicada em Madri, traduzida ao francês e ao italiano em vida -, por outro era objeto de preconceitos de gênero e classe social. Relê-la no Brasil de 2020 é fundamental, quando a boçalidade generalizada e os mais diversos preconceitos recrudescem.

FICHA TÉCNICA
Single Alfonsina y El Mar
Voz: Bibiana Dulce
Guitarra: Antonio Flores
Gravação: Casa de Música TEC ÁUDIO
Mixagem e masterização: Antonio Flores
Captação e edição de vídeo: Rafael Vebber
Fotografia: Rafael Vebber e Bibiana Dulce
Produção: Rafael Vebber

Músicos gaúchos, Hugo Pilger e Ney Fialkow,, estão concorrendo ao Grammy Latino na Categoria música clássica

No mês de novembro, em Las Vegas (EUA), o mundo vai conhecer os vencedores entre os que se destacaram na indústria fonográfica íbero-americana. Um álbum brasileiro concorre ao Grammy Latino 2021 na categoria música clássica,uma das mais importantes da cena musical internacional. O Cd “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano”, dos gaúchos Hugo Pilger e Ney Fialkow, traz a obra do compositor amazonense de renome internacional. O disco está entre os cinco finalistas, do total de 108 álbuns inscritos nesta categoria.

Eu soube da indicação por uma mensagem que recebi de Marcos Abreu, um engenheiro de som com quem já trabalhei. Ele estava me parabenizando sem eu saber de nada. Depois, avisei o Hugo. Ele, incrédulo, foi consultar o site do Grammy para conferir, antes de acreditar de fato”, relembra Ney. Lançado em junho do ano passado de forma virtual, o álbum foi uma produção independente, contando com o apoio do Estúdio Visom Digital, no Rio de Janeiro, onde foi gravado e masterizado às vésperas do início da pandemia no Brasil, em março de 2020.  Quem faz música no Brasil sabe o que significar lançar, de forma independente, um álbumPor isso, estar entre os melhores do mundo íbero-americano já nos enche de orgulho e alegria”, comenta Ney.

O CD é o primeiro que traz a obra completa do compositor amazonense para violoncelo e piano, sendo que quatro das sete obras apresentadas foram gravadas pela primeira vez. “Levantamos o repertório do zero. Foi uma imersão total, uma experiência memorável. Posso garantir que 95% dos violoncelistas não conhecem as peças de Santoro – da espetacular Sonata 4, por exemplo, recebemos o manuscrito e, em função desta gravação, foi finalmente editada pelo filho do compositor Alessandro Santoro”, diz Hugo.

O álbum tem duração de 77minutos, com músicas que datam de 1943 até 1982. De idioma rico e variado, Santoro (1919-1989) é um dos grandes compositores brasileiros, com uma produção vasta em diversos gêneros musicais. “Ele escreve magistralmente para o violoncelo e para o piano, combinando elementos de vanguarda e nacionalismo musical, sempre com profunda e contundente expressividade e sensibilidade”, afirma Ney. Para Hugo, Santoro é um dos grandes compositores eruditos do mundo. “Um projeto desta natureza trará foco para a obra de Santoro dedicada ao violoncelo e piano e certamente contribuirá para que o compositor seja mais conhecido no Brasil e no exterior”, afirma Hugo.

O disco “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano” concorre ao lado de outros quatro álbuns: a gravação de Jordi Savall das primeiras cinco sinfonias de Beethoven; Latin America Classics, do pianista Kristhyan Benitez; Music from Cuba and Spain, do violonista Manuel Barrueco; e Tres historias concertantes, com o pianista Héctor Infanzón e o maestro Konstantin Dobroykov. Para o Hugo, que já tem experiência no Grammy, pois foi indicado duas vezes, e Ney, estar entre os cinco finalistas é algo memorável. “A indicação ao Grammy Latino é uma grande conquista” dizem músicos gaúchos.

O CD “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano”, de Hugo Pilger e Ney Fialkow  pode ser adquirido no site da Loja Clássicos (www.lojaclassicos.com.br), Livraria Bamboletras e nas principais plataformas digitais

Imagens em movimento, na mostra “As cidades oníricas”, de Manoel Petry

 

Fotos que viram pintura e trazem a arte do inesperado. A exposição “Cidades Oníricas”, do fotógrafo e publicitário Manoel Petry, revela a inquietude do artista em 28 imagens em overlaps. Com a curadoria do artista e arquiteto Fábio André Rheinheimer, a mostra começa no dia 9 de outubro e segue até 20 de novembro no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. Sete de Setembro, Nº1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre. Imagens e informações da exposição também estão disponíveis no link: https://manoelpetry.com/exposicao-cidades-oniricas/.

 

 

O fotógrafo Manoel Petry. Foto Manoella Petry/ Divulgação

Em uma trajetória de mais de 25 anos na fotografia, ele levou suas obras para 12 exposições nacionais. Em Milão, em Paris e em Bruxelas, lançou o livro e a exposição “The Power of the Land”, com imagens de famílias que produzem alimentos no campo no Brasil. Seus registros fotográficos já passaram pelo universo corporativo, pelas fotos de produto, pela perfeição gastronômica, como nas imagens para o livro do Chef Mauro Souza, do Hotel Sheraton Porto Alegre, e pelos instantâneos do fotojornalismo esportivo.

 

Mas é no imprevisível, proporcionado pela técnica do overlapping, que Petry se encontrou como artista. “A obra nasce das múltiplas exposições em um mesmo fotograma. A sobreposição muda tudo e me encanta criar um resultado que nunca vai se repetir. Com a técnica, consigo trazer um pouco da pintura para a foto. O movimento da câmera é o meu pincel e a luz é a minha tinta”, explica o fotógrafo.

Para o curador Fábio André Rheinheimer, a obra do artista dissocia-se do significado funcional e dos parâmetros arquitetônicos explícitos que definem a paisagem urbana para propor uma releitura poética desses espaços urbanos consolidados. “Em “Cidades Oníricas”, Manoel Petry exercita uma linguagem visual particular e propõe um instante intangível de realidade. Desse modo, ruas, avenidas e edificações são desprovidas de quaisquer parâmetros óbvios, e assim submetidas à releitura. Enquanto subtrai da cidade algum elemento icônico recorrente, o artista concebe um ambiente isento de memórias, fictício, transversal a quaisquer referências edificadas, um convite ao devaneio”, conclui Rheinheimer.

Exposição “Cidades Oníricas” de Manoel Petry
Curadoria Fábio André Rheinheimer
Abertura: 9 de outubro de 2021, das 10h às 17h;
Visitação: 9 de outubro a 20 de novembro – ter. a sab. das 10h às 17h;
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre

Pâmela Amaro recebe percussionistas carioca e paulista na live “No avesso do Samba”

 

As próximas convidadas da live “No Avesso do Samba”, que a cantora Pâmela Amaro promove mensalmente no seu Instagram, são percussionistas e pesquisadoras de cultura popular. Alma da Lívia é carioca, cantora, artista plástica, artesã, compositora e musicista; Rayra Maciel é paulista e é uma das musicistas da percussão que gravou, diretamente de São Paulo, no disco “Samba às Avessas”, que a anfitriã deve lançar em 2022. Elas estarão conversando no dia 13 de outubro, quarta-feira, às 20h, sobre o tema “Percussão e Cultura Popular” (confira detalhes no “Serviço”).

No Avesso do Samba são lives de bate-papo em que a sambista Pâmela Amaro convida mulheres que são lideranças e referências dentro do universo da música, em diversas áreas como nas culturas populares, na produção musical, na pesquisa e na criação artística. Estes encontros “ao vivo” têm por objetivo enriquecer o processo criativo do disco “Samba às Avessas”, primeiro álbum autoral da cantora e compositora que tem patrocínio da Natura Musical, por meio da Lei Estadual de Incentivo (LIC). O projeto está em fase de gravação e tem previsão de lançamento em 2022.

Novo disco

A ideia de um samba às avessas trazida no contexto do novo disco consiste em (re)conhecer o samba a partir das narrativas trazidas pelo olhar das mulheres. O avesso é olhar pelo lado da matriarcalidade, significa ver pelo lado de dentro, ir a fundo à busca de mostrar o ponto que não se vê. Sendo assim, a cada dia 13, ela convida o público a conhecer trajetórias de mulheres que merecem ser cada vez mais valorizadas e reverenciadas pelos papeis que desenvolvem nas suas comunidades.

O dia 13 é marcado pelo Dia da Sambista, aniversário de Dona Yvone Lara e, também, da sambista gaúcha Zilah Machado; dia de falar de samba com mulheres. Em sua primeira edição, Pâmela convidou a cantora e compositora Nilze Carvalho e a produtora cultural e jornalista Silvia Abreu; na segunda livre recebeu as jongueiras, Mestra Marcia Cunha e sua filha Luciana Carvalho. Em junho, conversou com as cantoras Glau Barros e Marietti Fialho; em agosto recebeu Sherol dos Santos e Fernanda Oliveira, do Coletivo Atinukés. Em setembro, a atriz Vera Lopes e a professora Naiara Silveira foram as convidadas.

Sobre Pâmela Amaro:

Pâmela Amaro é atriz, cantora, musicista, arte-educadora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no estado do RS, principalmente, a partir das composições que abordam temas variados, sempre positivando narrativas acerca das mulheres negras. Ativista cultural, toca cavaquinho, percussão e tem longo caminho na cena teatral elencando grupos como Usina do Trabalho do Ator (RS), Grupo Caixa Preta (RS), Turma do Pé Quente (RS), com atuação no cinema e em musicais. Integrou grupos musicais formados por mulheres musicistas, destes o mais atual é o grupo Três Marias. Em 2020, lançou seu primeiro EP solo, Veneno do Café, apresentando sua veia no samba de partido alto.  No mesmo ano, a artista foi contemplada pela Natura Musical para realizar a produção do seu primeiro álbum, Samba às Avessas, atualmente em fase gravação.

 

Alma da Lívia, uma das convidadas. Foto: Divulgação

Alma da Lívia

Alma da Lívia é carioca, cantora, brincante da cultura popular, artista plástica, artesã, compositora e musicista. Aos 18 anos, iniciou uma pesquisa independente de resgate e salvaguarda cultural de gêneros musicais de matrizes africana e indígena, nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, por meio de vivências em quilombos, aldeias indígenas, comunidades de terreiro, rurais e urbanas, com seus mestres e discípulos. É integrante da companhia de cultura maranhense e carioca, Cia. Mariocas, e do grupo de Capoeira Angola, Mocambo de Aruanda. Além disso, se dedica às manifestações de jongo, capoeira, Bumba meu Boi do Maranhão, tambor de crioula, samba e coco de roda. Dessa forma tece sua missão cultural, guardando, aprendendo e ensinando em busca de manter as tradições do seu povo.

Rayra Maciel, é pesquisadora e percussionista. Foto: Divulgação

Rayra Maciel

Rayra Maciel teve seu primeiro contato com a percussão nas oficinas culturais de Diadema, formada na Fundação das Artes de São Caetano do Sul em Música/Percussão e na Ação Claretiana de Educação em Licenciatura Musical. Como percussionista, já participou de peças teatrais como “Dois a duas”, distinguida com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA); do espetáculo “Patética”, da Cia. Estável de Teatro; “Os desastres da guerra”, episódio do projeto A Extinção é para Sempre, de Nuno Ramos. Percussionista das bandas Forró di muie, Banda Manatiana, duo Ymã e da cantora e compositora Mc Tha.

 

Acesse os canais de comunicação da artista:

Instagram https://www.instagram.com/apamelaamaro/

Facebook: https://www.facebook.com/apamelaamaro

Youtube: https://www.youtube.com/c/APamelaAmaro

“As breguetes”, Adriana Deffenti e Alexandra Scotti resgatam músicas dos anos 1980

No dia 8 de outubro (sexta-feira), as cantoras Adriana Deffenti e Alexandra Scotti estreiam no Espaço 373 um show que, segundo a Wikipedia, traz a “música romântica popular de baixa qualidade, com exageros dramáticos ou ingenuidade”, mais conhecido como “brega”. No repertório, o auge da MPB dos anos 1980 que marcaram uma geração que assistia, por exemplo, aos programas Globo de Ouro e Cassino do Chacrinha: “Escrito nas Estrelas”, imortalizada na voz de Tetê Espíndola, e “Muito Estranho”, de Dalto, além de clássicos de Wando, do Roupa Nova e até do grupo Dominó.

Regado com intervenções cênicas das “cantrizes”, compartilhando temas como envelhecimento, relacionamentos e memes pessoais,As Breguetes trazem para o palco uma amizade de quase 30 anos, baseada na lealdade e no bom humor.

“Uma sempre fez participação no show da outra, mas é a primeira vez que estreamos juntas um espetáculo divertido com música, dança e encenação. Nos conhecemos mais ou menos nessa época, década de 80, portanto nosso repertório só poderia ser de sucessos, o Lado A, para o público cantar junto e, também se divertir, sobre a passagem do tempo, do nosso tempo”, diz Alexandra.

O show ocorre às 21h e os ingressos custam R$ 50 antecipado, no site da Eventbrite, e R$ 60 na hora.

SERVIÇO
As breguetes – Adriana Deffenti e Alexandra Scotti
Quando: 8 de outubro | Sexta-feira
Horário: 21h (a casa abre às 19h)
Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
Ingressos: R$ 50 antecipado | R$ 60 na hora
Reservas antecipadas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/as-breguetes-adriana-deffenti-e-alexandra-scotti-tickets-180275628257
Reservas por whats: 51 9 81423137 | 51 9 98902810

Cineasta amazonense Z Leão, ministra oficina de Alfabetização Audiovisual na CPA

O cineasta e produtor amazonense, Z Leão, vai ministrar uma oficina de Alfabetização Audiovisual dentro da programação do Festival Cinemateca Paulo Amorim, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A oficina é gratuita e será realizada no formato presencial nas tardes de 2 a 8 de outubro em espaços da Casa de Cultura Mario Quintana e da Cinemateca Paulo Amorim.

As vagas são limitadas para 20 participantes e o único requisito é a idade mínima de 15 anos. Haverá certificado para quem cumprir todos as etapas do curso. O link para inscrições está disponível na bio do instagram da Cinemateca Paulo Amorim e do Iecine RS.

A proposta da oficina de Alfabetização Audiovisual é oferecer repertório de linguagem cinematográfica para os participantes de uma maneira prática e lúdica. Durante os encontros, o cineasta Z Leão vai trabalhar todas as etapas da produção de um filme, começando pelo roteiro e direção e culminando com a realização de um conjunto de curtas-metragens. Os temas de cada filme serão definidos pelos próprios alunos, durante o curso. “Queremos oferecer todos os conhecimentos para que os participantes revelem as leituras do seu mundo cotidiano”, destaca Z Leão, que pretende incluir no programa da oficina questões socioambientais e reflexões sobre a biodiversidade ligados às suas vivências na Amazônia. O cineasta é um divulgador entusiasmado do estado onde nasceu e traz referências de várias culturas em sua produção autoral, como a indígena, a ribeirinha e a cabocla.

Z Leão, responsável pelo projeto. Foto: Divulgação

Democratizar o audiovisual

Z Leão começou a trabalhar com cinema aos 15 anos e, desde então, tem como objetivo democratizar o audiovisual e ampliar os conhecimentos da sétima arte para todos os públicos. Ao longo da sua trajetória, o cineasta realizou mais de 200 oficinas e minicursos de cinema em estados como Roraima, Rondônia, Amazonas e Rio Grande do Sul para um público de cerca de 5 mil pessoas. No total, já foram produzidos mais de 1.500 filmes de curtas-metragens, com uma intensa troca de experiências entre os participantes.

A Oficina de Alfabetização Audiovisual integra o Festival Cinemateca Paulo Amorim, com patrocínio do Banrisul, Icatu Seguros e Rio Grande Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A atividade conta com a parceria do Instituto Estadual de Cinema e RS Criativo.

Oficina de Alfabetização Audiovisual

Quando: De 2 a 8 de outubro (de sábado a sexta-feira), com encontros diários

Hora: das 14h às 17h30min

Onde: Casa de Cultura Mario Quintana e Cinemateca Paulo Amorim

Conteúdo programático das oficinas

1º Dia
Aulas de Roteiro com desenvolvimento da história e formatação do enredo.

2º Dia
Aula de Direção de Produção, Direção de Arte e Figurino: demonstrando cada etapa do passo a passo dessas funções, nas fases de Pré-Produção, Produção e Filmagem.

3º Dia
Aula de Direção e Interpretação com abordagem do entendimento do processo de preparação do diretor e atores para melhor se tornarem personagens da história.

4º Dia
Aulas de Direção de Fotografia com entendimento dos enquadramentos de cada plano e das cenas para contarem a história.

5º e 6º Dias
Filmagens dos curtas- metragens propostos pelos alunos.

7º Dia
Exibição dos curtas produzidos pelos alunos e entrega dos certificados.

Arte como Ciência apresenta “Infância e cena contemporânea” com Melissa Ferreira

O projeto Arte como Ciência segue investigando a relação entre o universo infantil e a cena. O assunto já foi abordado no especial de janeiro, por artistas-cientistas de oito países e, em fevereiro, pelo pesquisador cubano Luvel García Leyva. Em outubro, o projeto convida a artista, pesquisadora e professora na área das artes cênicas Melissa Ferreira para falar sobre Infância e Cena Contemporânea. A live acontece no dia 05 de outubro, às 14:30, com transmissão pelo youtube no canal do projeto e integra a programação do Simpósio Internacional –  Artes da Cena e Infâncias: Crianças como performers, organizado por Melissa.

Autora do livro Isto não é um ator: O teatro da Socìetas Raffaello Sanzio (Perspectiva, 2016), ela, atualmente, desenvolve o projeto de pós-doutorado “Presenças da Infância na Cena Contemporânea” no Instituto de Artes da Unicamp e no Martin E. Segal Theatre Center da City University of New York com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Para Melissa, a prática artística está integrada às suas pesquisas acadêmicas em projetos que promovem parcerias criativas entre crianças e artistas e em performances autobiográficas nas quais apura a própria infância.

Melissa Ferreira. Autorretrato/ Divulgação

Ela examina processos criativos, espetáculos teatrais, performances e programas formativos com o objetivo de entender as implicações políticas, estéticas e éticas da participação de crianças em práticas artísticas contemporâneas. “O reconhecimento de que são produzidos saberes específicos em experiências artísticas com crianças pode revelar caminhos para a consolidação das pesquisas em artes, nas quais os movimentos criativos são parte da análise e para a renovação das concepções de educação e de formação em outras áreas do conhecimento”, afirma.

O Simpósio Internacional ‘Artes da Cena e Infâncias: Crianças como Performers’ acontece de forma online nos dias 05, 07, 13 e 20, 27 de outubro e 04 de novembro de 2021. O evento, coordenado por Melissa, é uma iniciativa do Laboratório de Atuação e Saberes da Prática e do Programa de Pós-graduação em Artes da Cena do Instituto de Artes da Unicamp. Por meio de palestras e encontros com artistas, o Simpósio estimulará reflexões sobre a participação de crianças como performers e colaboradoras na cena teatral contemporânea.

Sobre a entrevistada:

Melissa Ferreira é diretora teatral, performer, pesquisadora e docente na área das artes cênicas. Autora do livro “Isto não é um ator – O teatro da Socìetas Raffaello Sanzio” publicado pela editora Perspectiva em 2016. É doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina, com residência de pesquisa na sede da companhia Socìetas Raffaello Sanzio, em Cesena, na Itália. Mestre em Teatro e graduada em Artes Cênicas pela UDESC. Integrante dos seguintes grupos de pesquisa (CNPq): “Percursos de Performatividade: Mediterrâneo, África, Américas” (UDESC), “Pedagogia do Teatro” (UDESC) e “Os processos criativos nas artes da cena e os saberes da prática” (UNICAMP). Como artista, participou de festivais no Brasil, Itália, Alemanha e Costa Rica. Atua principalmente nas seguintes áreas: pedagogia do ator, do teatro e da performance, direção teatral e produção cultural. Foi professora do Departamento de Artes Cênicas da UDESC de 2009 a 2017. Fez estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto, de 2015 a 2018, com bolsa CAPES. Em 2019-2020 fez estágio de pesquisa no Martin E. Segal Theatre Center, na City University of New York (CUNY), como parte do pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes da Cena da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com o projeto “Presenças da infância na cena contemporânea”, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Serviço:

Arte como Ciência | Episódio 09

Episódio do Arte como Ciência em parceria com o  CBTIJ/ASSITEJ Brasil e participação de Melissa Ferreira.

Data: 05 de outubro de 2021 |  terça-feira | 14:30 (BRT)

Locais: Canal artecomociencia no youtube – via endereço ->https://youtu.be/x8rk4ebzfIk

Página do Facebook Arte como ciência – via endereço -> https://www.facebook.com/artecomociencia/videos/

Breve histórico do projeto:

Arte como Ciência surgiu em 2020, durante a pandemia da COVID-19, para discutir o papel social da arte por meio de diálogos entre profissionais que realizam seu trabalho na articulação da criação artística com reflexões sobre como a especificidade da arte apoia ou transforma as estruturas sociais. A idealização pedagógica foi criada por Viviane Juguero, com base em teorias e práticas desenvolvidas por ela através de seu trabalho artístico e acadêmico. A coordenação técnica do projeto é liderada pela produtora, artista e pesquisadora acadêmica Daniela Israel. Além disso, o artista e pesquisador Cleiton Echeveste coordena a equipe de tradução solidária, devido ao caráter internacional do projeto, além de representar o CBTIJ/ASSITEJ Brasil, relevante parceiro do projeto.

Em 2020, foram apresentados quatro episódios – o lançamento da proposta do projeto, com profissionais de diversos países, além de novas entrevistas com Jessé Oliveira e Richard Serraria, do Brasil, e Kathy Perkins, dos EUA. Em 2021, o projeto apresentou, em parceria com a CBTIJ/ASSITEJ Brasil, o debate virtual “Arte para Crianças e Jovens” com Clarissa Malheiros (México), Idris Goodwin (EUA), Jerry Adesewo (Nigéria), María Inés Falconi (Argentina), Imran Khan (Índia) e Yuck Miranda (Moçambique), com mediação de Viviane Juguero (Brasil/Noruega). Ainda, sobre criança e arte, foi produzida uma entrevista com o pesquisador cubano Luvel García Leyva. Em agosto, a entrevista mais recente foi com Dedy Ricardo, que falou sobre Drama e Cultura Negra na Educação Básica.

Em 2021, destacamos a realização da série especial Arte como Ciência: Raízes que reverencia e reflete sobre a relevância da trajetória profissional de importantes nomes da cultura gaúcha com mais de sessenta anos e oriundos de grupos sociais desfavorecidos: Vera Lopes, Mestre Pernambuco, Irene Santos, Zé da Terreira e Seli Maurício. Essa série incluiu a produção de webdocumentários sobre o trabalho de cada artista e mesas redondas virtuais, compostas por especialistas em cada tema central. Detalhes sobre a proposta e links para todos os vídeos estão disponíveis no site artecomociencia.com.

Nossos canais de comunicação:

Site oficial: https://www.artecomociencia.com/

Canal no Youtube: artecomociencia

Instagram: @artecomociencia | https://www.instagram.com/artecomociencia/

Facebook: /artecomociencia 

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Filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil” mostra o gaúcho do Pampa

direção de Ralf Tambke, o filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil”, dá visibilidade para um ofício que é pouco conhecido da maioria da população urbana do país, o vaqueiro. Realizado pela Plural Filmes numa coprodução com Globo Filmes e GloboNews, foi rodado em quatro regiões do país – Caatinga, Amazônia, Pantanal e Pampa. O filme será exibido primeiramente em salas de cinema e depois na plataforma Globoplay, a partir do dia 30 de novembro, e no canal GloboNews.

Depois de três anos de trabalho de pesquisa, “Bravos Valentes” apresenta quatro personagens e, através deles, a ideia de conhecer diferentes territórios Brasileiros, nos seus múltiplos aspectos socioambientais e culturais. A equipe percorreu paisagens distintas, em diferentes estações, reforçando a relação dos personagens com os ciclos da terra, com o tempo e as transformações ao longo do ano.

Convivendo com os personagens, Ralf registra seus dias, mostrando que o trabalho do vaqueiro está além do manejo do gado, revelando quase que uma simbiose, cada um como elemento do lugar que ocupa, cada qual como parte daquela terra.

No Rio Grande do Sul, quase Uruguai, na região de Palmas, localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do rio Camaquã, com o vento minuano e as baixas temperaturas que caracterizam um inverno incomum na maior parte do país, o personagem escolhido foi Afonso Manuel Collares da Silva, 73 anos. Junto ao seu cavalo Crioulo, cães ovelheiros e rebanhos de gado e ovelhas, Silva traz com ele o orgulho gaúcho da arte de camperear, laçar, valorizar sua cultura, herança dos índios charruas e minuanos.

No Brasil, o Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho e também porções dos territórios da Argentina e Uruguai. Os Campos da Região Sul do Brasil são denominados como “Pampa”, que vem do dialeto Quíchua, que significa região plana.

A região de Palmas, tem características diferenciadas dentro do Pampa gaúcho, constituído principalmente por vegetação campestre de gramíneas, herbáceas e algumas árvores. Palmas tem formações rochosas, onde se pratica o ecoturismo. Essas formações de pedras gigantescas serviram de esconderijo durante a Revolução Farroupilha – 1835/1845.

Também inclui o Rincão do Inferno, que também serviu de refúgio para os africanos que fugiam do sistema escravocrata imposto pelos fazendeiros da região. Assim o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas.

Essa região é chamada pelos geólogos de Escudo Rio-Grandense, uma plataforma triangular, com uma área total de 48 mil km2. Originou-se de rochas que se fundiram sob pressão e calor intensos no interior da terra e depois emergiram, elevando-se à altura das montanhas. Hoje, desbastadas e fendidas pela erosão de milhares de anos, essas rochas formam as pequenas serras de cumes arredondados que dominam a paisagem.

Os outros três personagens do filme são Maria Eduarda Lopes da Silva, de Moreilândia, no semiárido pernambucano, vaqueira e estudante do Instituto Federal do Crato; Adelino Borges, do Pantanal sul do Mato Grosso, descendente dos Guaicurus, indígenas cavaleiros que ocupavam toda aquela região no passado, mestre na doma racional do cavalo pantaneiro; e Pedro Costa, vaqueiro de Cachoeira do Arari, falecido após a filmagem, do arquipélago do Marajó, na foz do rio Amazonas, onde se concentra o maior rebanho de gado búfalo do país.

Uma exposição histórica, na Galeria Duque, celebra os 60 anos do Atelier Livre

O Atelier Livre Xico Stockinger representa boa parte da história da arte do Rio Grande do Sul. O espaço, localizado no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, transcende à sua localização física e se configura como ambiente dos grandes mestres e berço dos primeiros passos de muitos artistas gaúchos. Essa trajetória será contada em imagens na Galeria e Espaço Cultural Duque, na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição 60 anos de Atelier Livre inicia no sábado, 2 de outubro, e vai até 20 de novembro, com a curadoria de Daisy Viola e José Francisco Alves. O evento integra as ações de comemoração pelos 9 anos da Galeria Duque, que serão celebrados em novembro.

Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação

 

“O Atelier Livre é mais que um lugar, é um espaço. Não só físico, é um espaço na vida de quem o frequenta ou um dia frequentou. Não há quem esqueça de sua passagem por ali. Orgulha-me viver em uma cidade que oferece ao seu público uma escola de arte livre para adultos, um lugar onde as pessoas se sentem iguais, lado a lado, mesmo sendo muito diferentes, vindas de universos muitas vezes opostos, de tempos distantes. Ali, o assunto é comum. Uma cor ou pincelada que transformam colegas em amigos. Parece que a porta de vidro que separa e une o Atelier do Centro Municipal de Cultura é uma passagem secreta para um mundo mágico, onde todos ficamos mais próximos de realizar nossos sonhos de expressão artística”, discorre Daisy.

Obra de Xico Stockinger/Divulgação
Obra de Vasco Prado/ Divulgação
Obra de Iberê Camargo/ Divulgação

Criada em 1961, a partir de curso no ano anterior ministrado por Iberê Camargo, a escola foi criada pela Prefeitura de Porto Alegre para propiciar um novo espaço de aprendizado artístico, uma experiência coletiva, livre, sem finalidade de obtenção de diploma ou assemelhados. Desde lá, o objetivo do Atelier Livre foi e continua sendo o mesmo: a experimentação de técnicas; a existência de um espaço de trabalho para os artistas produzirem suas obras, sob orientação de professores-artistas; o intercâmbio com artistas do Brasil e exterior; a realização de exposições e eventos; a divulgação da história da arte e da profissionalização da arte.

Berço da arte

 A exposição que comemora os 60 anos do Atelier Livre vai apresentar obras de artistas que fizeram parte da história dos primeiros anos do Atelier, na década de 60 até os anos 90, com trabalhos que integram o acervo da Galeria Duque, selecionados a partir da curadoria de José Francisco Alves. Essa parte, que ocupa os dois primeiros andares da galeria, destaca obras de grandes nomes como Xico Stockinger, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Magliane, Zoravia Bettiol, Ado Malagoli, Alice Soares, Enio Lippmann, Henrique Fuhro, Paulo Peres, Paulo Porcella e muitos outros que fizeram parte dessa história.

Um dos curadores da mostra, José Francisco Alves . Foto Gilberto Perin/ Divulgação

 

Obras de Ado Malagoli/ Divulgação

No terceiro andar da Galeria Duque, a mostra apresenta a produção das gerações mais recentes do Atelier Livre, a partir de 1991, demonstrando o vigor das jovens produções e a busca pela profissionalização. “No quarto andar, faremos uma homenagem ao artista e professor Wilson Cavalcanti, o Cava. Essa será uma exposição só de alunos dele, um artista que atravessou toda a história do Atelier, tendo iniciado como aluno lá no comecinho do espaço e se aposentado como professor há poucos meses”, conta Daisy.

Obra de Paulo Porcella/ Divulgação
Obra de Paulo Peres/ Divulgação
Adrianao Mayer – _Rúbia_ Mármore Napoleon 2018 – foto do artista

O terceiro e o quarto andar serão ocupados por essa nova geração de artistas e grupos que fazem e continua fazendo parte da história do Atelier Livre: Adma Corá, Adriano Mayer, Aglae Freitas, Ana Alvares Tita, Antônio Sobral, Carmen Lúcia Nieder (Tuche), Daniele Almirom, Denise Haesbaert, Dirnei Prates, Edemir Wandescheer, Elisa Troglio Fróes, Graça Craidy, Isabel Ferreira, Jonas Figur, José Kanan, Luciano Machado, Luck Herbert, Lúcio Spier, Marcelo Monteiro, Maria Nazaré Melo, Milton Caselani, Rairaa Noal, Raquel Fontoura, Ricardo Aguiar, Ricardo Olszewski, Rosane Morais, Rogério Livi, Rogério Maduré, Solange Stangler, Tereza Albano e Zeca Albuquerque, além do Grupo Gralha Azul (Mara Caruso), e da Confraria da Pedra (Francisco Alves). Também haverá uma intervenção na fachada central com os barquinhos de papel do Roberto Freitas.

Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
Obra de Alice Soares/ Divulgação

 “O Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, denominado “Xico Stockinger” em 2012, em reconhecimento a um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, passou nessas seis décadas por altos e baixos, quatro sedes, abundância e carência de recursos públicos, maior ou me/nor reconhecimento por parte das autoridades municipais, mas segue em atividade, apesar das dificuldades, da pandemia e dos novos desafios. Esta exposição é um exemplo de parte de seu legado; é o momento de homenagearmos os seus 60 anos, que não poderiam deixar de ser celebrados”, destaca o curador José Francisco Alves.

Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação
Obra de Enio Lippmann/ Divulgação
Obra de Elisa Troglio/ Divulgação

Agenda:

Exposição: 60 anos de Atelier Livre
Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
Vernissagem: sábado, 2 de outubro, das 11h às 17h
Período da exposição: de 2 outubro até 20 de novembro
Horário de funcionamento:
Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 11h às 17h
Entrada Franca

Obras de Danúbio Gonçalves/ Divulgação

Margs e o Consulado-Geral dos EUA em Poa anunciam projeto conjunto

 

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre anunciaram o “Projeto de Digitalização do Acervo Documental do MARGS”.

A iniciativa será financiada com recursos do Fundo de Embaixadores para Preservação Cultural (Ambassadors’ Fund for Cultural Preservation – AFCP). Viabilizando, por meio da Associação de Amigos — AAMARGS, a compra de equipamentos e a contratação de serviços especializados por profissionais que se somarão à equipe do Museu, a iniciativa garantirá que toda a coleção de arquivos do Margs, estimada em mais de 250.000 páginas, seja convertida para formato digital e ofertada em plataforma online — o Tainacan, um repositório digital com software livre.

Assim, será oportunizado acesso público e irrestrito em meio digital a um acervo de arquivos que faz do Margs um centro de referência documental para a pesquisa, o estudo e a preservação da memória visual e artística sul-rio-grandense e brasileira (nas áreas de artes visuais, história da arte, patrimônio e museus/instituições, entre outras).

Além de proporcionar maior alcance na disponibilização do Acervo Documental do Margs à sociedade, o Projeto de Digitalização oportunizará também maior facilidade de consulta às informações históricas documentadas pelo Museu para todos os interessados, como estudantes e pesquisadores, e mesmo para o público em geral. Ao mesmo tempo, garantirá a preservação e a segurança desta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra até aqui apenas em formato físico.

Edição especial

O projeto encaminhado pelo Margs foi contemplado na edição especial dos 20 anos do Fundo com o valor de US$ 42.000 e também inclui o intercâmbio de funcionários do museu gaúcho e de museus americanos. O Fundo dos Embaixadores é administrado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA. Os recursos são destinados a projetos para a preservação do patrimônio cultural em países menos desenvolvidos, incluindo edifícios históricos, sítios arqueológicos, objetos etnográficos, pinturas, manuscritos e línguas indígenas e outras formas de expressão cultural tradicional.

“Para os Estados Unidos, essa parceria consolida ainda mais nosso relacionamento com o Rio Grande do Sul e apoia os objetivos e valores da política do governo americano no Brasil, como a inclusão, permitindo que todos os brasileiros tenham acesso à extensa coleção de vídeos, fotografias, livros, periódicos e outras publicações relacionadas à produção das artes visuais no Rio Grande do Sul”, disse o Encarregado de Negócios da Missão dos EUA no Brasil, Douglas Koneff.

O “Projeto de Digitalização do Acervo Documental” é o passo seguinte ao processo pelo qual o Acervo Artístico do Museu passou entre 2011 e 2012, quando foi realizada a digitalização da coleção de obras de arte, resultando no Catálogo Geral do Museu (2013, em formato físico) e no Catálogo Online, que oferece acesso e consulta permanente em meio digital no próprio site do Museu, sendo atualizado constantemente com as novas entradas e aquisições.

O diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, assinala que desde 2019, quando assumiu a Direção, a meta colocada foi prosseguir avançando nas melhorias do Museu em termos de preservação, segurança e qualificação. O que tem a ver diretamente com uma diretriz assumida como visão estratégica no âmbito da recriação da Sedac, pela Secretária Beatriz Araujo, sendo também uma visão de valor que o governador Eduardo Leite dedica e destina à cultura.

 

Projetos prioritários

“O Acervo Documental do Margs é uma referência para os campos das artes visuais, da história da arte e da memória artística sul-rio-grandense e mesmo do Brasil. Reconhecendo isso, desde que assumi a Direção do Museu, a busca pela sua digitalização se colocou como um dos projetos prioritários, e que agora começa a se oportunizar graças à parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre. Ao ampliarmos o alcance da disponibilização deste acervo documental que conta e preserva grande parte de nossa memória visual e artística, estaremos proporcionando uma maior democratização quanto ao acesso público ofertado para a sociedade. Ao mesmo tempo, estaremos assegurando a preservação e perpetuação desta coleção, que contempla tanto a história institucional do Margs quanto a de artistas, críticos, historiadores da arte e demais agentes e instituições do sistema artístico. Tudo isso se reveste de significados ainda mais profundos e especiais em se tratando de um Museu público do Estado do RS, voltado desde sua origem e sempre à sociedade gaúcha e sua comunidade artística”, comenta o diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol.

“A Secretaria de Estado da Cultura está sempre atenta às demandas das instituições museológicas. Esta parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre reafirma o nosso compromisso com a preservação do patrimônio cultural. E tão importante quanto é o fato de estudantes, pesquisadores e o público em geral terem acesso, por meio da internet, a esta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra em formato físico”, celebra a secretária de Estado da Cultura do RS, Beatriz Araujo.

A coordenação do Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs, que está previsto para ser realizado ao longo de 12 meses, estará a cargo de Raul Holtz, responsável pelo Núcleo de Acervos e Pesquisa do Museu. Servidor de carreira do Estado do RS, com formação em Arquivologia (UFRGS), Holtz traz experiências de atuação em projetos anteriores, em especial o de digitalização do Acervo Artístico do Margs, o qual coordenou durante sua realização entre 2011 e 2012.

“O Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs tem por objetivo oportunizar o acesso universal aos documentos que registram a história do Museu desde a sua criação até os dias de hoje, e também a nossa história artística. A digitalização oportuniza e garante o início de um processo mais extenso e que se dará de forma continuada, com a atualização constante dos novos documentos que forem ingressando, e mais à frente com a etapa que possibilitará cruzamentos entre os itens do Acervo Documental e do Acervo Artístico do Margs. Ou seja, entre as obras de arte e os documentos relacionados”, declara Raul Holtz.

Histórico do Museu

O Margs foi criado em 1954 por decreto do Governo do Estado do RS, sem sede nem acervo inicial. Depois de passar os anos iniciais sendo organizado e com a coleção em constituição, foi inaugurado oficialmente em 1957, tendo como primeira sede o Theatro São Pedro.

Em 1973, o Margs precisou se mudar, em razão das obras de restauro do Theatro São Pedro, instalando-se em dois andares do Edifício Paraguay, sede do antigo Cotillon Club, localizado na Avenida Salgado Filho, no centro de Porto Alegre.

Desde o final dos anos 1970, o Margs ocupa a atual sede, um prédio histórico na Praça da Alfândega, no Centro da cidade de Porto Alegre.

Seu Acervo Artístico reúne mais de 5.000 obras de arte, desde a primeira metade do século 19 até os dias atuais, incluindo arte acadêmica, moderna e contemporânea. Assim, abrange diferentes linguagens das artes visuais, como pintura, escultura, gravura, cerâmica, desenho, arte têxtil, fotografia, instalação, performance, arte digital e design, entre outras. Esse acervo de arte do Museu é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de arEstas gaúchos (do Rio Grande do Sul), e também por obras de arEstas estrangeiros, da qual conta com nomes significaEvos da arte mundial.

Histórico do Acervo Documental

Nos anos 1970, os trabalhos e as atividades do Margs passaram por uma maior organização nas diversas áreas, conforme suas competências e atribuições. Assim, foram instituídos diferentes Núcleos, cada qual dando conta de setores específicos, como prossegue ainda hoje, com algumas alterações que resultaram de reformulações e reformas administrativas das gestões até aqui.

Em 1975, o Margs começou a documentar sistematicamente suas atividades e refletir sobre o campo artístico através de boletins informativos, que ao longo dos anos transformaram-se em verdadeiras revistas de arte, com artigos e entrevistas. Os Boletins depois seriam substituídos pelo folheto Em Pauta, que circulou até 1998.

Entre 1981 e 1986, o Acervo Documental ganhou fôlego com a doação de 796 pastas do colecionador e artista Cláudio Morrain, contendo 15 mil recortes de jornal e 3 mil catálogos de exposições. Este acervo daria início aos chamados dossiês de artistas plásticos, existentes até hoje.

Também incorporou importantes acervos documentais particulares, como do artista Iberê Camargo e do crítico Aldo Obino.

Panorama do Acervo Documental

O Acervo Documental do Museu conta com mais de 8 mil publicações bibliográficas e 5 mil pastas contendo documentos sobre a trajetória de artistas e a história de agentes do sistema artístico.

Assim, além de documentos históricos e administrativos desde a fundação do Margs, em 1954, o Acervo Documental se destaca também pelo expressivo conjunto de documentos relacionados à produção sul-rio-grandense de artes visuais, com especial atenção à biografia e à obra de artistas e demais profissionais com destacada trajetória e reconhecimento no meio artístico. Os assuntos estão organizados segundo uma hemeroteca.

Quanto a coleção bibliográfica, é formado por volumes, catálogos de exposições, periódicos, álbuns e figuras. Há também uma coleção de vídeos e arquivos fotográficos.

Atualmente, o Núcleo de Acervos e Pesquisa do Margs é responsável pela guarda, documentação, catalogação, organização e gestão dos Acervos Artístico e Documental do museu, fornecendo subsídios para a pesquisa, o estudo, a conservação, o restauro e a exibição de obras, documentos e demais itens pertencentes ao Museu. Ao zelar pela manutenção dos acervos mantidos sob guarda do Margs, atua no sentido de garantir a sua preservação e conservação.

É também atribuição do Núcleo de Acervos e Pesquisa supervisionar o acesso ao acervo e aos arquivos sob sua guarda. E, juntamente ao trabalho interno de documentação e de pesquisas que subsidiam os projetos curatoriais, educativos e editoriais do Museu, presta atendimento a pesquisadores externos mediante solicitação e agendamento prévio.

 

Números do Acervo Documental História e memória institucional do Margs:

> 114 pastas A-Z: em torno de 57.000 páginas abrangendo o período de 1954 a 2021

> Em torno de 1.000 exemplares de Publicações do Margs

Acervo documental de artistas:

> Mais de 4.000 pastas sobre a trajetórias dos artistas

> Documentação de mais de 1.800 artistas

Hemeroteca de assuntos de artes visuais e patrimônio:

> Em torno de 65.000 páginas e recortes de jornais.

Acervo bibliográfico:

>  Mais de 5.000 livros sobre artes visuais;

> Coleção de mais de 6.500 catálogos