Autor: da Redação

  • Livro reúne reportagens, do tempo da ditadura à pandemia do coronavirus

    Organizado em vinte capítulos, o livro “Reportagem- da ditadura à pandemia” mostra os bastidores de reportagens publicadas ao longo de um amplo período.

    As histórias contadas pela jornalista Márcia Turcato são uma síntese que vai do golpe militar de 64 até a crise sanitária internacional provocada pelo novo coronavírus, expondo fatos nem sempre mostrados para o público.

    No meio disso tudo, surgem histórias até engraçadas e inesperadas que mostram como os repórteres precisam improvisar em benefício da informação.

    Natural de Porto Alegre (RS) e radicada em Brasília, a autora expõe alguns fatos singulares da capital da República, como a queda do governador José Roberto Arruda e a riqueza do turismo de aventura do Distrito Federal.

    Além de fatos marcantes da história política do Brasil, como o retorno ao país do ex-governador Brizola, e alguns capítulos sobre epidemias que desafiaram o sistema público de saúde, como a cólera, influenza e covid-19.

    Mas a publicação ainda revela reportagens de aventura, como um pedal no Amapá, duas viagens para a Antártica e o desafio de transitar pela Lagoa do Peixe (RS), além  do risco que é cobrir violência no campo no Bico do Papagaio, na região Norte.

    A jornalista Márcia Turcato vive em Brasília desde 1988, quando chegou na cidade para trabalhar na cobertura da Constituinte e passou por várias redações e assessorias de imprensa, principalmente na área da saúde.

    Natural de Porto Alegre, também trabalhou na mídia gaúcha e catarinense. Turcato conta que o livro foi escrito como uma homenagem aos jornalistas profissionais que diariamente enfrentam o desafio de informar com ética e compromisso social em um cenário de pós-verdade.

    Ela diz ainda que ficou muito feliz que o lançamento da publicação coincidiu com a entrega do Prêmio Nobel da Paz para dois jornalistas estrangeiros que combatem diariamente as fakes news, essa praga que constrói mentiras e coloca em risco a democracia em todo o mundo.

    Participam da live para falar sobre a missão social do jornalismo e o enfrentamento da desinformação junto com Márcia Turcato, os jornalistas Wagner Vasconcelos, doutor em Ciências da Saúde, coordenador da Assessoria de Comunicação Social da Fiocruz em Brasília; Lígia Formenti, ex-repórter do jornal O Estado de S. Paulo e assessora de Comunicação Social do CONASS- Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde; e Elmar Bones, diretor do Jornal JÁ e Editora JÁ, de Porto Alegre (RS),

    Bones foi pioneiro na redação da revista Veja e trabalhou nos principais veículos da mídia brasileira, como o jornal Gazeta Mercantil e a revista Isto É.

    Serviço:

    “Reportagem, da ditadura à pandemia”, de Marcia Turcato,

    Live de lançamento dia 04 de novembro, quinta-feira, às 20h, no perfil da Editora Telha no Facebook

    Editora Telha https://editoratelha.com.br/

    Livro com 112 páginas, 20 capítulos, cinco ilustrações

    Lançamento: R$ 35,00

     

  • Galeria ao ar livre expõe arte na rua e vira novo point cultural em Porto Alegre

    Galeria ao ar livre expõe arte na rua e vira novo point cultural em Porto Alegre

    Carlos Souza, jornalista.

    Um novo e inusitado espaço cultural oferece à população e turistas que visitam Porto Alegre uma conjugação de fatores positivos e benéficos neste momento de crise sanitária e de ameaças de retrocesso político: ar livre, exposição de arte 24 horas por dia, gratuidade, possibilidade de total despojamento dos frequentadores.

    Trata-se da Galeria Escadaria, espaço de arte instalado – como diz o próprio nome – em das quatro escadarias do icônico Viaduto Otávio Rocha, inaugurado em 1932 e tombado pelo município em 1988, no Centro Histórico da capital gaúcha. A escadaria em questão fica do lado direito da Avenida Borges de Medeiros para quem sobe da Rua da Praia, a principal da cidade, em direção à Duque de Caxias.

    O produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro acredita que a Escadaria é a única galeria a céu aberto no país. Ele criou o espaço, de 40 metros de extensão, fixando uma estrutura de metal na parede de um dos edifícios contíguos à escadaria, com a concordância e pagamento de taxa ao condomínio. O espaço expositivo é vigiado por uma câmera de segurança. Nunca houve roubo, vandalismo ou qualquer outra ocorrência. “O pessoal respeita a arte, sabe que é algo belo feito para todos”. Por uma graça arquitetônica, há na construção do prédio um pequeno avanço que faz as vezes de marquise e ajuda a proteger as obras da chuva.

    De Erico a Caio, passando por Lya

    Este mês de outubro trouxe uma novidade ousada, a exposição de pinturas em telas por um grupo de 18 artistas visuais, entre os quais alguns dos mais reconhecidos do Estado. Eles apresentam retratos de 26 escritores marcantes da literatura gaúcha. A mostra “Autorias”, de 1º a 31, seduziu a tradicional Feira do Livro de Porto Alegre que, na 67ª edição (de 29 de outubro e 15 de novembro) incorporou-a como evento prévio de sua programação. Até então, de março passado para cá, haviam sido realizadas na Escadaria exposições mensais de fotografias, as quais foram impressas e adesivadas em placas de PVA.

     

    Muita gente tem ido à a galeria a céu aberto para matar a saudade de escritores já falecidos, como Erico Verissimo, Mario Quintana, Caio Fernando Abreu, Moacyr Scliar, João Gilberto Noll e Josué Guimarães, e também de contemporâneos, ora reclusos, como Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Carol Bensimon e Eliane Brum – Carol vive nos Estados Unidos e Eliane na Amazônia -, entre outros. Um detalhe de extrema delicadeza: as obras são fixadas na Escadaria numa altura adequada à visualização das crianças.

    A artista Graça Craidy, organizadora a participante de Autorias, justifica a homenagem aos escritores no texto de apresentação da exposição: “O que seria de um povo se, entre sua gente, não surgissem prosadores dos seus enredos, mapeadores dos seus anseios, tradutores dos seus delírios, derrotas, renascimentos, paixões? A história de um povo é, também, além dos fatos, a história da sua imaginação. Nossa homenagem é para eles, os narradores da alma rio-grandense”.

    O ex-secretário da Cultura Sergius Gonzaga, que falou na abertura oficial, no dia 2, disse que a galeria recupera um espaço “maravilhoso” para a cidadania no Centro, que “é um dos mais lindos do país” entre as capitais. Professor de Literatura, ele acrescentou que a mostra homenageia escritores que falaram direta ou indiretamente de Porto Alegre.

    Todos os autores vivos homenageados saudaram a iniciativa em mensagens aos artistas. Puderam comparecer e o fizeram pessoalmente: Marô Barbieri, que falou em público na abertura agradecendo pelos demais que estiveram na Escadaria:  Fernanda Bastos, Cíntia Moscovich, Lélia Almeida, Leticia Wierzchowski, Martha Medeiros, Claudia Tajes e Jane Tutikian. Também prestigiaram a exposição familiares de Simões Lopes Neto, de Carol Bensimon,  de Caio Fernando Abreu, de João Gilberto Noll e de Oliveira Silveira.

    Por meio de mensagem à Graça Craidy, Assis Brasil disse: “Parabéns pela iniciativa que vem reunir duas áreas artísticas tão próximas e dialogantes. É uma grande honra participar, contando com seu traço persuasivo e raro”. E Cíntia Moscovich acrescentou: “Quando a arte encontra a arte, a gente só celebra”.

     

    Programa de pai, filho e amigos

    Em meio ao feriadão do dia 12, o representante comercial Henrique Schmitt, de 56 anos, tomou conhecimento da exposição lendo notícia na Internet. Não hesitou em convidar o filho Artur e dois amigos dele, Lucas e Gustavo, todos de 16 anos, para conhecerem a exposição. Pai, filho e amigos viajaram 45 km desde Novo Hamburgo para contemplar obras de arte sobre as arcadas do antigo viaduto. Leitor “voraz”, Schmitt foi atraído pela temática da mostra e pelo inusitado da galeria no viaduto, cuja construção, para ele, “também é uma obra de arte”. Em uníssono, o quarteto disse que o programa valeu a pena.

    O sucesso da Escadaria, que se consolida como novo point artístico e atrai para as artes visuais um público que não costumava frequentar museus e galerias tradicionais, valeu ao produtor cultural Marcos Monteiro uma homenagem da Câmara de Vereadores por incentivo à cultura e humanização do Centro. E ele recebeu a distinção na Escadaria, no meio de artistas e apreciadores das artes visuais.

    Os artistas e os escritores homenageados

    Beatriz Balen Susin (Luiz Antonio de Assis Brasil e Maria Carpi)

    Bernardete Conte (Simões Lopes Neto)

    Emanuele de Quadros (Luisa Geisler)

    Erico Santos (Lya Luft e Moacyr Scliar)

    Gilmar Fraga (Carol Bensimon e Erico Verissimo)

    Graça Craidy (Dyonélio Machado e Marô Barbieri)

     Gustavo Burkhart (Luis Fernando Verissimo)

    Gustavo Schossler (Fernanda Bastos)

    Gustavot Diaz e Ise Feijó (Caio Fernando Abreu)

    Helena Stainer (Cíntia Moscovich e Cyro Martins)

     Liana d’Abreu (Lélia Almeida)

     Liana Timm (Eliane Brum e Mario Quintana)

    Mariza Carpes (Leticia Wierzchowski)

     Nara Fogaça (Martha Medeiros e Josué Guimarães)

    Pena Cabreira (Claudia Tajes e João Gilberto Noll)

     Thiago Quadros (Sergio Faraco)

    Uiratan Fernandes (Jane Tutikian e Oliveira Silveira)

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  • Guitarrista norte-americano Phill Fest se apresenta domingo no Butiá

    Guitarrista norte-americano Phill Fest se apresenta domingo no Butiá

    Em passagem pelo Brasil, o guitarrista norte-americano Phill Fest sobe ao palco do Butiá, no próximo domingo (17), para um final de tarde de jazz e, também, de bossa nova. Além de Nico Bueno (baixo), Ronie Martinez (bateria), o show contará com a participação especial do pianista João Maldonado. No repertório, os clássicos “Autumn Leaves”, de Jacques Prévert e Joseph Kosma, “A rã”, de João Donato, e “This Samba”, “Bossa Blues #2” e “Frajola”, de Manfredo Fest.

    Nascido em Minneapolis, Minnesota, Phill é um dos músicos mais requisitados do sul da Flórida. Filho de pais brasileiros, Lili e Manfredo Fest, ele traz de berço a tradição musical. O pai era pianista e apreciador do jazz, em especial da música de Bill Evans, de Oscar Peterson e de George Shearing. Ele fixou residência em Los Angeles, onde começou a pesquisar a mistura do jazz brasileiro e o samba e gravou diversos álbuns, sempre valorizando a MPB no exterior.

    As apresentações ao ar livre iniciam às 17h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail.

     

     

  • Um livro com o visual dos 60 anos de fotografia de Zeca Gerbase

    Um livro com o visual dos 60 anos de fotografia de Zeca Gerbase

    Em outubro, a família estará reunida em um programa ao vivo, na Sala Libretos, dia 19, às 19h, no facebook/libretoseditora. A estreia deste programa na 67ª Feira do Livro de Porto Alegre. Neste encontro, os cinco irmãos – Antônio Carlos, Maria, Luiz Francisco, Carlos, Andréa – e os dois filhos do Zeca, Juliana e Francisco, vão lembrar do Zeca, celebrar sua vida e sua obra.

    José Gerbase Filho – para os familiares Zeca, o fotógrafo. Foi um artista que previu este pequeno livro que agora está aí, na Praça. Sua visão atmosférica, natural e urbana materializou-se nas fotos reunidas em capítulos: Zeca e a cor, as montanhas, São José dos Ausentes, Santa Catarina e Porto Alegre. São 60 fotos, entre em cores e preto e branco. A obra com 80 páginas e edição da Libretos tem organização de Luiz Francisco Gerbase e apresentação de Carlos Gerbase.

    Carlos, cineasta, professor e irmão de Zeca constata as escolhas temáticas de Zeca: barcos e aves. “Creio que são importantes escolhas inconscientes: barcos e aves estão sempre viajando, navegando, voando. Se a natureza de São José dos Ausentes, com seus morros milenares e árvores seculares, tem uma beleza em lenta mutação, pelo jogo diário da luz do sol e pela passagem das estações, barcos e aves movimentam-se com dinâmica rapidez, como os carros que Zeca gostava de dirigir em trilhas que exigiam tração nas quatro rodas. Nesse contraste entre uma vida ligada à natureza e uma busca paralela da velocidade e da eficiência das máquinas está, quem sabe, uma das chaves para compreender o Zeca como ser humano”, observa.

    E comenta, ainda, a iniciativa da família: “Esta é uma síntese incompleta do Zeca fotógrafo. Há muito negativo pra digitalizar e muitas novas paisagens pra revelar ao público. Sessenta anos de fotografia não cabem num livro só. Fica, contudo, essa homenagem de todos que conviveram com o Zeca e seu sorriso tímido, sua barba de diversos comprimentos, seus óculos elegantes, suas câmeras onipresentes, seus carros prontos para o barro, suas árvores no horizonte, seus barcos de madeira, suas aves em pleno voo, seu jeito prestativo de construir coisas e fazer favores. Foi-se o nosso irmão. Restou a saudade e a admiração pela sua trajetória como artesão, artista e amigo.”

     

    José Gerbase Filho (07/11/1948 – 07/05/2021) era simplesmente Zeca para quase todos que o conheciam. Foi engenheiro mecânico e professor universitário na UFRGS. As fotos deste livro são do Zeca, fotógrafo aventureiro, e não do José Gerbase Filho, engenheiro competente e criativo.

    Zeca, o fotógrafo
    José Gerbase Filho
    Libretos, 2021
    80 páginas, 21 x 18 cm, R$42
    Zeca Gerbase; Foto: Divulgação
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  • Na abertura da exposição de Armarinhos Teixeira, a posse da nova diretoria da AAMACRS

    Na abertura da exposição de Armarinhos Teixeira, a posse da nova diretoria da AAMACRS

    Armarinhos Teixeira no MACRS. Foto: Felipe Dalle Valle/ SecomRS/ Divulgação

    A nova diretoria da AAMACRS (Associação dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do RS) assume a gestão em um momento muito especial. A posse será na sexta-feira, 15 de outubro, às 18h, durante a abertura da exposição Aquilo que Circula, Emerge, que traz pela primeira vez ao Rio Grande do Sul a obra do artista paulistano Armarinhos Teixeira.

    O evento será restrito a convidados, obedecendo aos protocolos de prevenção à Covid-19.

    Compõem a nova diretoria da AAMACRS a presidente Maria Fernanda de Lima Santin (economista e empresária); a diretora técnica cultural Jaqueline Beltrame (gestora e produtora cultural); o diretor financeiro Luiz Wulff Junior (contabilista e advogado); o diretor de Captação e Compliance Fabiano Machado Rosa (advogado); o diretor institucional Márcio Carvalho (arquiteto); o diretor de Marketing Manoel Petry ( publicitário); a diretora de Comunicação Mônica Kanitz (jornalista); a conselheira fiscal Adriana Giora (artista visual); o conselheiro fiscal Fabio Baraldo (advogado) e o conselheiro fiscal Mauro Dorfman (publicitário).

    O projeto expositivo, apresentado pelo MACRS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e pela Galeria Clima Porto Alegre, também é a primeira exposição oficial do novo espaço do Museu, localizado no 4º Distrito, em um prédio doado pelo governo do RS. A partir da mostra de Armarinhos Teixeira, a gestão da AAMACRS terá o desafio de conduzir e acompanhar todas as etapas da construção da nova sede do Museu. Em breve, será lançado o edital para contratação da empresa que ficará responsável pela obra, com recursos de R$ 3 milhões garantidos pelo programa Avançar na Cultura do governo estadual.

    A exposição Aquilo que Circula, Emerge conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Pró – Cultura RS, com produção da Galeria Clima, patrocínio da MA Hospitalar e apoio das Tintas Killing, Instituto Iadê, Alexandre Mendonça Vinhos e Heineken.

    Para o MACRS, este será um momento de renovação de uma parceria importante e que marca, oficialmente, o novo projeto do Museu. “A partir dessa inédita exposição do artista Armarinhos Teixeira em Porto Alegre e no espaço da futura sede do Museu de Arte Contemporânea do RS, renova-se o apoio da Associação de Amigos do MACRS, por meio da sua nova diretoria e parcerias. Junto com a Galeria Clima, Tintas Killing, Instituto Iadê, MA Hospitalar e Heineken, o MAC 4D continua a expandir a sua rede de amigos e patronos para realizar grandes mostras e projetos artísticos neste novo lugar da arte contemporânea na capital. Aquilo que Circula, Emerge é a própria metáfora da era contemporânea e de um Museu que se movimenta e edifica sempre sob novas visões de mundo”, destaca André Venzon, diretor do MACRS.

    Segundo a empresária Maria Fernanda de Lima Santin, presidente da nova diretoria da Associação de Amigos do MACRS, é uma honra fazer parte da história do Museu neste momento tão importante. “A expectativa é de que esta exposição tão instigante seja uma grande oportunidade de inserir o novo MACRS na cena cultural de Porto Alegre e atrair mais associados e novos investidores para este projeto que já nasce essencial para a arte contemporânea do nosso estado e do Brasil”, acrescenta.

    Armarinhos Teixeira

    Armarinhos Teixeira é um artista brasileiro expoente da bioart, movimento que estuda a morfologia das coisas orgânicas que estão entre a cidade, a mata e as áreas mais áridas, o que dá forma a seus trabalhos. As matérias-primas utilizadas em seus processos de fabricação são compostas por diversos produtos industriais, como poliéster, aço, borracha, algodão não beneficiado, argila e couro. “A obra de Armarinhos é marcada pela intensidade e se espalha como uma miragem contemporânea, instigando a imaginação de quem a observa”, comenta a curadora da exposição, Daniela Bousso.

     

    Aquilo que Circula, Emerge

    Visitação: de 16 de outubro a 21 de novembro

    Horário: das 12h às 18h

    Local: MACRS 4º Distrito (Rua Comendador Azevedo, 256) – Bairro Floresta

    * A entrada é franca e as atividades seguirão todos os protocolos sanitários referentes à prevenção da Covid-19 determinados pelas autoridades públicas.

     

  • “Percorre-me” propõe interlocução entre corpo e território

    “Percorre-me” propõe interlocução entre corpo e território

    A Exposição Percorre-me do fotógrafo João Albuquerque inaugura um novo momento do Studio d, espaço de saúde e cultura no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, que tem como propósito promover bem-estar e qualidade de vida através do intercâmbio e encontros entre práticas e saberes. Percorre-me propõe uma interlocução entre o corpo humano e o território, entendendo-o como uma unidade geográfica que se conecta consigo mesma e com o planeta.

    A exposição, com curadoria de Cintia Del Pino, é composta por 12 fotos, preto e branco, tamanho 99cm x 67cm, que associa imagens da Bolívia a corpos brasileiros. Após visitar vários países latinos, João Albuquerque escolheu este país porque o faz lembrar um núcleo-coração de onde emerge toda a nossa latinidade e essência.

    Além de explorar territórios corporais, mostra a relação desses corpos com a cultura latino-americana e como lidam com a limitação das fronteiras geográficas. “Entender a singularidade na pluralidade do povo latino-americano é a chave para abraçar a humanidade como o único organismo vibrante”, resume Albuquerque.

    João Albuquerque é pernambucano, radicado em Porto Alegre, estudou fotografia, em Recife, e Semióticas Artísticas de Produções Contemporâneas, em Porto Alegre. Ele explica que o trabalho surgiu por uma necessidade de escape: “Prestar atenção nas cenas, nas cores e no que eles poderiam traduzir. Pessoas em seus variados contextos, paisagens e detalhes são a minha inspiração.”

    Studio d

    O Studio d foi pensado inicialmente para aulas de Pilates, atendimento fisioterapêutico e assessoria ergonômica. Segundo sua fundadora, Daniela Lagranha, “é de extrema relevância ampliar nossos entendimentos a respeito de saúde e, para que isto aconteça, é fundamental pensarmos na cultura como uma via colaborativa para acessar o corpo na sua integralidade, na relação consigo mesmo, com os ecossistemas e com o planeta, pois a nossa saúde depende da saúde do planeta e destas correlações”.

    A exposição Percorre-me está no Studio d, com hora marcada para visitação, respeitando todos os protocolos de prevenção da Covid-19, até o dia 16 de outubro.

    Mais informações e agendamento:

    Instagram: @studio.d poa

    Telefone: (51) 98144-2001

    Endereço: Giordano Bruno 312, sala 2, Porto Alegre/RS

     

  • Araújo Vianna reabre com Maria Rita e tem Alceu Valença, Erasmo, João Bosco e Caetano até o fim do ano

    Araújo Vianna reabre com Maria Rita e tem Alceu Valença, Erasmo, João Bosco e Caetano até o fim do ano

    O Auditório Araújo Vianna reabre neste sábado (9),após 20 meses fechado  por conta da pandemia da Covid-19.

    Nesse tempo além de “eventos-teste”, a casa passou por  as obras de reforma como  reforços estruturais, revitalização e paisagismo.

    Ao todo foram investidos R$ 2,5 milhões pela Opinião Produtora que administra o local.

    O show de reabertura da casa  cantora Maria Rita às 20h, com o espetáculo Samba da Maria, às 21h,  De acordo com os protocolos sanitários, o auditório está autorizado a receber o público máximo de 2.100 pessoas.

    Até o fim do ano diversos artistas estaduais e nacionais passarão pelo anfiteatro.

    Agenda do Auditório Araújo Vianna 2021 

    16 de outubro – Vera Loca

    5 de novembro – Gabriela Rocha

    6 de novembro – Queen Celebration in Concert

    13 de novembro – Humberto Gessinger

    19 de novembro – Alceu Valença

    20 de novembro – Paulo Ricardo

    26 de novembro – Diogo Nogueira

    27 de novembro – Erasmo Carlos

    4 de dezembro – Maneva

    9 e 10 de dezembro – Roupa Nova

    11 de dezembro – Armandinho (ingressos esgotados)

    12 de dezembro – João Bosco & Trio

    16 de dezembro – Alcione

    17 de dezembro – Belo (ingressos esgotados)

    18 de dezembro: Caetano Veloso

    *Com informações da Prefeitura

  • Espetáculo “Fueguitos” une principais grupos de dança flamenca do Rio Grande Sul

    Espetáculo “Fueguitos” une principais grupos de dança flamenca do Rio Grande Sul

     

    O coletivo Flamenco RS apresenta o espetáculo “Fueguitos”, idealizado de forma cooperativa e integrada. Pela primeira vez, dez núcleos de dança flamenca do Rio Grande do Sul, reunindo mais de 30 artistas e técnicos, se unem para a concretização de um movimento artístico potente.

    Fueguitos tem como pano de fundo o contexto de pandemia, a reflexão sobre a espécie humana e a sua capacidade de reinvenção, como o fogo que necessita de oxigênio para manter viva a sua chama. A experiência da pandemia, apesar de todos os desafios enfrentados diariamente, trouxe novas possibilidades de escritas corporais e linhas poéticas multifacetadas e inovadoras.

    Ana Candida. Foto: Daniel Nunes/ Divulgação
    A linha artística condutora está baseada em dois poemas, “Un mar de fueguitos”, de Eduardo Galeano, e “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar, por onde transitarão as ações coreográficas, as paisagens musicais e os ambientes visuais – em formato híbrido de apresentação (palco e audiovisual) – numa criação inédita, inspirada na experiência atual e nas trajetórias de cada núcleo flamenco.
    Andressa Zahara. Foto: Fábio Zambom/ Divulgação
    Nesse histórico movimento, que marca não somente a força da coletividade, como também a retomada das atividades artísticas na cidade, núcleos flamencos mais antigos do estado como o Alumbra España, Tablado Andaluz, Silvia Canarim Companhia de dança, Cadica e Del Puerto, alinharam desejos e uma vontade imensa de voltar à cena, com grupos mais recentemente formados, como a Palo Santo, Graziela Silveira Companhia de dança (Canoas), Zahara, Serrana Del Sur (Caxias do Sul), Campana Flamenca (Novo Hamburgo), e assim, dias 08 e 09 de outubro, em formato híbrido, com transmissão ao vivo do Teatro do CHC Santa Casa e com presença de público nas dependências do teatro da Santa Casa –  prometem juntos levar à cena a emoção por estarem de volta aos palcos, assim como, o respeito e a paixão pela arte flamenca, essência que os une e expressão cultural que encanta nos quatro cantos do planeta. A trilha sonora será executada ao vivo pelos músicos Giovani Capeletti (Guitarra Flamenca), Pedro Fernández (Voz e Percussão) e Leonardo Dias (Flauta transversal).
    Carmen Pretto. Foto: Claudio Etges/ Divulgação

    Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, nas modalidades presencial e online, que possibilitará o acesso de amantes do flamenco de todas as regiões do Brasil e, quiçá, do mundo. Maiores informações no Instagram flamenco.rs

    Coletivo Flamenco.RS apresenta o espetáculo FUEGUITOS

    Dias 08 e 09 de outubro, às 20h, em formato híbrido – presencial e online.

    Teatro do CHC Santa Casa – Av. Independência, 75 – Independência, Porto Alegre, RS

    Daniele Zill. Foto: Clara Assenato/ Divulgação

    Ingresso PRESENCIAL (lugares limitados): R$ 50 e R$25 (meia-entrada) na plataforma Sympla:

    DIA 08/10 – 20H >> https://bit.ly/PresencialSextaFUEGUITOS

    DIA 09/10 – 20H >> https://bit.ly/PresencialSabadoFUEGUITOS

    Emily Borghetti. Foto: Fábio Zambom/ Divulgação

    Ingressos ONLINE: R$10 e R$50 na plataforma Sympla

    DIA 08/10 AO VIVO – 20H >> https://bit.ly/OnlineSextaFUEGUITOS

    DIA 09/10  AO VIVO – 20H >> https://bit.ly/OnlineSabadoFUEGUITOS
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    Ficha técnica

    Criação: Coletivo Flamenco RS

    Direção artística:

    Ana Paula Bitencourt

    Andréa Franco

    Giovani Capeletti

    Graziela Silveira

    Julina Prestes

    Robinson Gambarra

    Graziela Silveira. Foto: Adriana Marcchiori/ Divulgação

    Elenco/interpretes:

    Ana Bittencourt (Alumbra España)

    Ana Cândida (Campana Flamenca)

    Andréa Franco (Tablado Andaluz)

    Andressa Porto (Zahara)

    Anita (Cadica)

    Carmen Pretto (Alumbra España)

    Daniele Zill (Del Puerto)

    Denise Ribeiro (Cadica)

    Emily Borguetti (Cadica)

    Giovanna Alvarenga (Alumbra España e Zahara)

    Gisele Sousa (Zahara)

    Graziela Silveira (Graziela SIlveira Cia de Dança Flamenca)

    Heloísa Polese Machado (Zahara)

    Iessa Medeiros (Alumbra España)

    Juliana Prestes (Del Puerto)

    Karime Domit ( La Serrana Caxias)

    Karine Silva (La Serrana Caxias)

    Lali Garrido (Zahara)

    Lucimara Lopes (Alumbra España)

    Marcela Gonzaga Schramm (Tablado)

    Marilene Porawski (Zahara)

    Nina Borguetti (Cadica)

    Robinson Gambarra (Palo Santo)

    Silvia Canarim (Silvia Canarim Cia de dança)

    Simone Rosales (Alumbra España)

    Uilian Maciel (Serrana Caxias)

    Uyara Camargo (Serrana Caxias)

    Valéria Alves Lindermann (Tablado)

    Giovani Capeletti. Foto: Carlos Sillero/ Divulgação

    Trilha Sonora:

    Giovani Capeletti: Guitarra Flamenca

    Pedro Fernández: Voz e Percussão

    Leonardo Dias: Flauta transversal

    Juliana Prestes. Claudio Etges/ Divulgação

    Coreografia:

    Juliana Prestes (abertura) e Coletivo Flamenco RS

    Arte visual: Emily Borghetti

    Figurinos, adereços e cenário:

    Coletivo Flamenco RS

     

    Projeto de luz e operação: Leandro Gass (DRT 016325)

    Operação de som: Bruno José Klein Jr (DRT 894)

    Gravação e mixagem de áudio: Rafael Siqueira

    Filmagem e edição de vídeo:

    Alen Roos / Black Fox Vídeo Produtora

    Karime Domit. Foto: Solange Avelino/ Divulgação

    Produção executiva:

    Andréa Franco

    Carmen Pretto

    Daniele Zill

    Giovanna Alvarenga

    Assistência de produção: Denis Gosch

    Direção de Produção: Daniele Zill
  • Eternizada por Mercedes Sosa, Bibiana Dulce e Antonio Flores revisitam “Alfonsina y El Mar “

    Eternizada por Mercedes Sosa, Bibiana Dulce e Antonio Flores revisitam “Alfonsina y El Mar “

    No dia 13 de outubro, a cantora e intérprete uruguaia Bibiana Dulce e o violonista e guitarrista Antonio Flores lançam, em todas as plataformas digitais o single Alfonsina y El Mar. No mesmo dia, às 20h, também será lançado o clipe, dirigido por Rafael Vebber, no canal da Bibi Jazz Band no YouTube.

    A força lírica da poeta Alfonsina Storni (Sala Capriasca, Suíça 29 de maio de 1892 — Mar del Plata, Argentina, 25 de outubro de 1938), foi celebrada pelo canto de Mercedes Sosa (1935 – 2009) nesta canção, parceria do pianista Ariel Ramirez (1921 – 2010) com o historiador Felix Luna (1925 – 2009), na qual a cantora e os compositores argentinos dramatizam a morte escolhida da poetisa, há oito décadas. Alfonsina tinha apenas 46 anos quando escreveu – em um momento de solidão amorosa e de agonia causada por um câncer de mama – o poema Voy a Dormir e se jogou nas águas de Mar del Plata.

    A música foi apresentada pela primeira vez, em 1969, no disco Zamba Para no Morir, e, após 52 anos de sua composição, Alfonsina y El Mar ainda é uma referência no cancioneiro popular. “Nem todas as canções têm a força e a veracidade que contém esta história. A vida de Alfonsina foi marcada por diversas dificuldades, antes mesmo do seu nascimento, e nos mostra, mais uma vez, como a estrutura patriarcal pode oprimir a vida artística e pessoal de uma mulher”, destaca Bibiana.

    Poeta necessária

    Alfonsina, migrante estrangeira na Argentina e mulher num campo cultural dominado por homens, era ímpar. A desenvoltura entre a alta sociedade portenha e os meios anarquistas e a convicção ateia tornaram sua obra particularíssima. Se por um lado era reconhecida como uma das maiores poetas em seu meio – foi premiada, publicada em Madri, traduzida ao francês e ao italiano em vida -, por outro era objeto de preconceitos de gênero e classe social. Relê-la no Brasil de 2020 é fundamental, quando a boçalidade generalizada e os mais diversos preconceitos recrudescem.

    FICHA TÉCNICA
    Single Alfonsina y El Mar
    Voz: Bibiana Dulce
    Guitarra: Antonio Flores
    Gravação: Casa de Música TEC ÁUDIO
    Mixagem e masterização: Antonio Flores
    Captação e edição de vídeo: Rafael Vebber
    Fotografia: Rafael Vebber e Bibiana Dulce
    Produção: Rafael Vebber

  • Músicos gaúchos, Hugo Pilger e Ney Fialkow,, estão concorrendo ao Grammy Latino na Categoria música clássica

    Músicos gaúchos, Hugo Pilger e Ney Fialkow,, estão concorrendo ao Grammy Latino na Categoria música clássica

    No mês de novembro, em Las Vegas (EUA), o mundo vai conhecer os vencedores entre os que se destacaram na indústria fonográfica íbero-americana. Um álbum brasileiro concorre ao Grammy Latino 2021 na categoria música clássica,uma das mais importantes da cena musical internacional. O Cd “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano”, dos gaúchos Hugo Pilger e Ney Fialkow, traz a obra do compositor amazonense de renome internacional. O disco está entre os cinco finalistas, do total de 108 álbuns inscritos nesta categoria.

    Eu soube da indicação por uma mensagem que recebi de Marcos Abreu, um engenheiro de som com quem já trabalhei. Ele estava me parabenizando sem eu saber de nada. Depois, avisei o Hugo. Ele, incrédulo, foi consultar o site do Grammy para conferir, antes de acreditar de fato”, relembra Ney. Lançado em junho do ano passado de forma virtual, o álbum foi uma produção independente, contando com o apoio do Estúdio Visom Digital, no Rio de Janeiro, onde foi gravado e masterizado às vésperas do início da pandemia no Brasil, em março de 2020.  Quem faz música no Brasil sabe o que significar lançar, de forma independente, um álbumPor isso, estar entre os melhores do mundo íbero-americano já nos enche de orgulho e alegria”, comenta Ney.

    O CD é o primeiro que traz a obra completa do compositor amazonense para violoncelo e piano, sendo que quatro das sete obras apresentadas foram gravadas pela primeira vez. “Levantamos o repertório do zero. Foi uma imersão total, uma experiência memorável. Posso garantir que 95% dos violoncelistas não conhecem as peças de Santoro – da espetacular Sonata 4, por exemplo, recebemos o manuscrito e, em função desta gravação, foi finalmente editada pelo filho do compositor Alessandro Santoro”, diz Hugo.

    O álbum tem duração de 77minutos, com músicas que datam de 1943 até 1982. De idioma rico e variado, Santoro (1919-1989) é um dos grandes compositores brasileiros, com uma produção vasta em diversos gêneros musicais. “Ele escreve magistralmente para o violoncelo e para o piano, combinando elementos de vanguarda e nacionalismo musical, sempre com profunda e contundente expressividade e sensibilidade”, afirma Ney. Para Hugo, Santoro é um dos grandes compositores eruditos do mundo. “Um projeto desta natureza trará foco para a obra de Santoro dedicada ao violoncelo e piano e certamente contribuirá para que o compositor seja mais conhecido no Brasil e no exterior”, afirma Hugo.

    O disco “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano” concorre ao lado de outros quatro álbuns: a gravação de Jordi Savall das primeiras cinco sinfonias de Beethoven; Latin America Classics, do pianista Kristhyan Benitez; Music from Cuba and Spain, do violonista Manuel Barrueco; e Tres historias concertantes, com o pianista Héctor Infanzón e o maestro Konstantin Dobroykov. Para o Hugo, que já tem experiência no Grammy, pois foi indicado duas vezes, e Ney, estar entre os cinco finalistas é algo memorável. “A indicação ao Grammy Latino é uma grande conquista” dizem músicos gaúchos.

    O CD “Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano”, de Hugo Pilger e Ney Fialkow  pode ser adquirido no site da Loja Clássicos (www.lojaclassicos.com.br), Livraria Bamboletras e nas principais plataformas digitais