“ViCeVeRSa…pode não ser o que é” dá título à exposição que inaugura o V744 Atelier, neste sábado, 18 de setembro, às 16h. Nesta mostra, a artista visual Vilma Sonaglio, idealizadora da iniciativa, apresenta trabalhos realizados no último ano e meio, no contexto da pandemia.
– A pandemia impôs o isolamento social e afetou, de forma brusca, o modo como a humanidade vivia e se relacionava, ditando novos comportamentos, padrões e protocolos. O mercado cultural, porque depende da plateia e do público, sofreu diretamente este impacto, avalia Vilma Sonaglio. – Diante da percepção da arte como espaço de acolhimento e alívio, para além de sua importância social e econômica, os artistas, produtores e empreendedores culturais vêm buscando se adaptar a este momento, criando alternativas para viabilizar suas produções artísticas, observa.
Neste cenário, em que muitas galerias fecharam suas portas e muitos artistas migraram para o espaço digital, como possibilidade de divulgação, fruição e diálogo, nasce o V744 Atelier. Segundo Vilma Sonaglio, é um local para criar e expor arte contemporânea. Irá abrigar exposições de artistas convidados, mas também serão aceitas propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens, com relevância, na arte contemporânea.
Obra “Transbordo “.
– Para a criação, tem o atelier de desenvolvimento de projetos artísticos, meus e de grupos de estudos com propostas de pensar a arte, explica Sonaglio. – O espaço de exposição vai abrir com uma mostra de meu projeto mais recente e, no futuro, assim que as condições permitirem, se destinará a todas as linguagens artísticas contemporâneas, antecipa. Destaca-se, ainda, uma área dedicada ao acervo de obras da artista.
– A intenção é expor arte contemporânea por meio de projetos e curadorias que pensem a arte como parte integrante da sociedade e da sua cultura, comenta. – É um enorme prazer poder proporcionar este espaço expositivo e de criação independentes, contribuindo com o sistema da arte contemporânea, reflete.
A exposição
“ViCeVeRSa…pode não ser o que é” apresenta trabalhos realizados por Vilma Sonaglio no último ano e meio, no período da pandemia. A artista exibe três séries fotográficas que refletem metaforicamente seu pensar sobre este período de isolamento social. Trazem, também, questões de materialização do virtual; trabalhos criados para serem veiculados virtualmente são, agora, materializados, dando outro olhar para as obras. Ao todo, são 18 obras com dimensões variadas, desde 100cmx100cm até 50cmx50cm.
Obra “Sopro”.
Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Vilma Sonaglio realizou exposições individuais e coletivas no Brasil, Alemanha e México. Como principais distinções estão prêmio aquisição do Museu de Arte de Brasília, Prêmio Porto Seguro Pesquisas Contemporâneas, Prêmio Salão de Arte Sacra Contemporânea. Foi indicada ao Prêmio Açorianos. Hoje vive e trabalha na cidade de Porto Alegre.
A visitação será de quarta a sexta-feira, das 14 às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.
Os visitantes devem seguir os protocolos de higiene, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento pessoal. Um espaço externo auxilia nos protocolos de segurança.
SERVIÇO:
O Quê: “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, exposição de Vilma Sonaglio
Onde: V744 Atelier | Rua Visconde do Rio Branco, 744, Bairro Floresta, Porto Alegre-RS
Quando: Abertura 18 de setembro de 2021, sábado, das 16h às 20h.
Visitação de quartas as sextas, das 14h às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.
Quanto: Entrada franca
Recomendação etária: 14 anos
Uso obrigatório de máscara e álcool em gel à disposição, assim como orientação para 2m de distância entre as pessoas.
Acesse e curta os canais de comunicação do V744 Atelier:
O período de inscrições para a segunda edição do Festival Cinema Negro em Ação foi prorrogado até a próxima sexta-feira (17/9). A competição, realizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), selecionará obras audiovisuais produzidas por pessoas negras. O regulamento completo e o formulário de inscrição on-line e gratuita estão disponíveis no site da Sedac.
Em formato híbrido, o Festival acontece de 20 a 27 de novembro, integrado às comemorações do Cinquentenário do 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. A mostra contará com programação na grade da TVE-RS, na Cinemateca Paulo Amorim e na plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.
Contemplando videoclipes, videoarte, curtas-metragens e longas-metragens, no formato digital, de temática livre, o festival promove o protagonismo e o intercâmbio entre realizadores negras e negros que atuam com audiovisual por todo o mundo. Na primeira edição do Festival, realizada em 2020, foram 280 inscritos de todas as regiões do Brasil e, também, de Portugal, sendo considerado o maior evento afirmativo do setor audiovisual gaúcho.
No dia 24 de setembro (segunda-feira), a partir das 19h, o prédio da Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), terá suas paredes cobertas pela projeção de imagens em homenagem a Dante Alighieri. A ação faz parte da programação alusiva aos 150 anos da Biblioteca e aos 700 anos da morte de Dante Alighieri, falecido em Ravena, na Itália, em 1321. Inicialmente marcada para esta segunda-feira (13/9), a atividade foi transferida em função da chuva.
Por meio de um show de mapping 3D, serão projetadas nas paredes da construção histórica imagens alusivas ao prédio e à obra de Dante na Biblioteca Pública, acompanhadas de texto de Rafael Bán Jacobsen, interpretado pelo ator Zé Adão Barbosa. A realização é da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública (AABPERS), com fotografia e produção de Celso Chittolina Filho e execução das empresas WOC Group e Visual Áudio e Vídeo.
Dante Alighieri (Florença, 1265 – Ravena, 1321) é considerado um dos mais importantes escritores da literatura universal e do renascimento literário e o maior escritor de língua italiana. Sua obra mais relevante é o poema intitulado “A Divina Comédia”, escrito no século 14 e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.
A obra descreve uma viagem de Dante através dos três estágios. Primeiramente, é guiado pelo poeta romano Virgílio – símbolo da razão humana –, autor do poema épico Eneida, no Inferno e no Purgatório. Depois, no Paraíso, é levado pela mão de sua amada Beatriz – símbolo da graça divina.
A cultura de Dante
A BPE tem em Dante Alighieri uma das figuras mais importantes da concepção de seu prédio, criado em 1912. A obra do autor recebeu destaque na idealização do local, com referências presentes em pinturas, mobiliário, bustos, ornamentos e acervo.
Na fachada da Biblioteca, o busto de Dante aparece ao lado de outros nomes importantes do pensamento, formando o Calendário Positivista. Os bustos vieram da Europa, feitos por encomenda para a inauguração do prédio, em 7 de setembro de 1922. O calendário Positivista consistia na representação de ícones de cada área do pensamento e era dividido em 13 meses. Cada mês apresenta um patrono responsável pela evolução da humanidade. Dante Alighieri é a quarta figura no prédio, representando o mês da Epopeia Moderna.
Referências a Dante e à Divina Comédia
Ao entrar no prédio, bem no fundo do Salão da Referência e Acervo Geral, a guarnição esculturada em madeira escura da Caixa do Elevador “Otis” é um dos trabalhos do escultor italiano Giuseppe Gaudenzi, com relevos que representam episódios dos Cantos da “Divina Comédia”.
No segundo piso, a sala que abriga o Acervo do Rio Grande do Sul possui o busto em mármore de Beatriz, de autoria do professor Besfi. Beatriz foi a musa de Dante e a sua paixão imortalizada nas páginas da Divina Comédia.
No Salão Mourisco, sobre duas colunas de madeira representando monstros dantescos, estavam colocados dois bustos de bronze, em tamanho natural, de Homero e Dante. Hoje, as mesmas colunas contêm os bustos de Borges de Medeiros e Julio de Castilhos.
Já o Salão Egípcio apresenta dois medalhões ovais, com pinturas a óleo de Beatriz e de Dante e inscrições de trechos da Divina Comédia.
Obras Raras
Além das edições mais recentes disponíveis para empréstimo, a BPE possui três edições especiais da Divina Comédia, no setor de Obras Raras: La divina commedia, de 1921, edição comemorativa, restrita a 1000 exemplares; O Inferno: Poema em 34 cantos, ilustrado por Gustavo Doré, de 1887; e La divina commedia di Dante Alighieri, em miniatura de 1911.
A Biblioteca Pública representa, em seu conjunto, um dos mais expressivos tributos ao escritor italiano.
SERVIÇO
O quê: Projeção alusiva aos 700 anos da morte de Dante Alighieri na Biblioteca Pública
Quando: 24 de setembro de 2021, das 19h às 21h
Onde: Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Riachuelo, 1190 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS)
Realização: Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado, Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul e Secretaria de Estado da Cultura
Nesse sábado, dia 11, o coletivo “Cais Cultural Já” preparou um grande evento para celebrar os 100 anos do Cais do Porto, com a participação de grupos e entidades ligados à cultura de Porto Alegre. Ele acontece a partir das 15h, com concentração na Praça da Alfândega, cortejo pelo Pórtico do Porto, Rua Sete de Setembro e apoteose na Praça Elis Regina, ao lado do Gasômetro.
O evento será transmitido pela internet em link no facebook do grupo.
EMBARQUE COM A GENTE!
São diversas atrações, com muita alegria e segurança, seguindo todos os protocolos anti-covid-19.
* USO DE MÁSCARA OBRIGATÓRIO
* DISTANCIAMENTO DE 2 MTS ENTRE OS PARTICIPANTES
* USO DE ÁLCOOL GEL
O roteiro do cortejo:
ROTEIRO DO CORTEJO CAIS CULTURAL JÁ – 100 ANOS DO CAIS DO PORTO, ALEGRE!
15;00: Concentração Praça da Alfandega
15:30 -Rua Sepúlveda – Quem somos e a que viemos.
15:45: Início das apresentações – Música- Dança e Teatro
Bloco Ai que Saudade do Meu EX
Dança e Música por “Bia da Ilha” – Quilombo da Resistência
CTG – Ilhas – Dança
Poesia, Teatro e Circo
16H30 – Trajeto: Partida do Cortejo rumo a Usina do Gasômetro, Praça Elis Regina, junto a Kombi de som, pela Rua Sete de Setembro.
17h30 – Chegada na Usina do Gasômetro. Apresentações Artísticas Teatro, Música, Circo.( Distribuição de Folders)
18h – Atraque do Cisne Branco no Pier do Gasômetro, trazendo os atores circenses.
O Cortejo recepciona o Cisne.
18h10 – Contemplação do Por do Sol – Aplausos – – Apresentação do Circo com Fogo formando 100 anos!
Apresentação de grupos de Hip hop.
Para os organizadores o evento não significa Encerramento… e sim, Novo Início!
O Butiá recebe neste domingo (12), o show de Gil Jazz Trio. Acompanhado de Tamires Duarte (baixo) e Lucas Fê (bateria), Gilberto Oliveira apresenta um repertório com onze músicas autorais que passeiam pelo samba, smooth jazz, elementos de funk e pop. Muitas dessas composições estão no álbum “Cordas pra que te quero”.
Em mais de 40 anos de carreira, Gilberto (guitarra, violão e baixo) é um dos músicos gaúchos mais requisitados para palcos e estúdios no país. Já tocou com grandes nomes da MPB e do exterior, como Alcione, Cauby Peixoto, Geraldo Flach, Jamelão, Neguinho da Beija-Flor, Robertinho Silva, as cantoras norte-americanas Jane Blakstone, Roseanna Vitro (indicada ao Grammy 2012) e Sandy Sasso, além dos pianistas Gladstone Trott, Warren Byrd e da trompetista holandesa Saskia Laroo.
As apresentações ao ar livre iniciam às 17h até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informados por e-mail após a confirmação.
Com recentes indicações em três categorias do XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas (Destaque Ações de Difusão e Inovação Institucional, Destaque Acervos e Destaque Instituição), a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), consolida posição de referência como espaço de difusão das artes visuais. O intenso calendário de exposições com abertura programada para o mês de aniversário da CCMQ reafirma esse protagonismo, reunindo novos artistas promissores e nomes consagrados no cenário internacional.
A Exposição Coletiva “A arte, a natureza e a cidade” ocupa, a partir do dia 16 de setembro, o Espaço Maria Lídia Magliani, no 5º andar, junto ao hall do Jardim Lutzenberger. A mostra é resultado do projeto de pesquisa coletiva desenvolvido em encontros virtuais realizados nos meses de julho e agosto pelo Núcleo Educativo da CCMQ. “O grupo se formou em um seminário on-line e gratuito, que buscou suscitar respostas para questões como o pensar coletivo da cidade e seus bairros, escrevendo novas histórias sobre esses lugares”, explica Clara Marques, integrante do Núcleo Educativo da CCMQ, organizadora da exposição, juntamente com Rafael Kayser.
Coluna (2021), Cristyelen Ferreira_Reprodução
Entre os participantes do projeto de pesquisa que resultou na exposição estão biólogos, arquitetos, professores, geógrafos, agrônomos, escritores, fotógrafos, desenhistas e outros profissionais do Rio Grande do Sul e de estados como a Bahia e São Paulo, envolvidos com a linguagem artística e suas interações com a memória, o meio-ambiente e o espaço urbano. A Exposição Coletiva “A arte, a natureza e a cidade” conta com a participação do consagrado artista indígena Jaider Esbell, do povo Macuxi, de Roraima, que expõe pela primeira vez no estado.
Jaider Esbell; Acervo pessoal_/ divulgação
Com a obra consolidada nacional e internacionalmente, Jaider foi vencedor do Prêmio Funarte de Criação Literária (2010) e do Prêmio PIPA de Arte Contemporânea, categoria online (2016). Além da participação de Jaider Esbell, a exposição coletiva tem suporte do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (Mars), instituição da Sedac, que disponibilizou peças de seu acervo relacionadas à cultura dos povos originários e à ocupação pré-colonial indígena na cidade. O Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, da Prefeitura Municipal, também é parceiro da iniciativa, cedendo o direito de uso de imagem de algumas fotografias históricas.
ESPAÇO INUSITADO
Ampliando as possibilidades dos espaços expositivos a locais até então não utilizados do complexo cultural, a partir do dia 17 de setembro, a instalação Inmersión, do artista visual Matheus Maurante, ocupa um poço de iluminação, localizado no 7° andar da CCMQ. Natural de Rosário do Sul-RS, o jovem artista é graduando em Artes Visuais pela UFRGS e entusiasta da serigrafia, da gravura e dos processos gráficos experimentais.
Inmersion1_foto_Bruna Guedes/ Divulgação
A instalação Inmersión, é uma videoperformance produzida pela equipe do Ateliê Casebre, estrutura na qual o grupo de artistas se instalou para imersão criativa em maio de 2020. Situado no Bairro IAPI, o atêlie ocupa os fundos de um imóvel ao lado da casa onde morou Elis Regina. Para compor o recorte de natureza no inusitado espaço do complexo cultural, Matheus Maurante e equipe utilizam plantas cultivadas no próprio Ateliê Casebre. “Uma das marcas da administração da CCMQ tem sido justamente essa expansão da ocupação de espaços, chegando à utilização do poço de luz como lugar de fruição de arte”, observa Diego Groisman, diretor da instituição.
Conforme Groisman, essa ampliação de espaços é um dos fatores que definiram as indicações da CCMQ ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. “A Casa de Cultura Mario Quintana já ocupava uma posição de referência com a programação e os espaços destinados ao teatro, à música, ao cinema. As artes visuais cumpriram um papel fundamental durante este período de pandemia, permitindo que, tão logo fosse possível retomar a visitação pública, as pessoas pudessem dispor do ambiente de fruição artística onde todas as medidas sanitárias são cumpridas à risca. O Ieavi (Instituto Estadual de Artes Visuais) e o MACRS (Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul), também indicado ao Prêmio Açorianos, são duas das instituições da Sedac sediadas na CCMQ que têm sido parceiras fundamentais na consolidação de nosso complexo cultural entre os mais destacados espaços no segmento das artes visuais no Rio Grande do Sul”, comemora o dirigente cultural.
Gino Bidart2_reprodução
URUGUAIOS EM PORTO ALEGRE
A Fotogaleria Virgílio Calegari, no 7º andar da Casa de Cultura, recebe, a partir de 21 de setembro, a exposição Nômades/Bikost, dos artistas uruguaios Gabriela Kostesky, de Montevidéu, e Gino Bidart, de Rivera. A mostra, viabilizada em colaboração com Consulado Geral do Uruguai no Brasil, apresenta pela primeira vez obras de Bidart e Kostesky em Porto Alegre.
Gabriela Kostesky2_reprodução
Com trajetória reconhecida e linguagem marcada pela influência da pop art, Gabriela Kostesky utiliza técnicas de colagem, óleo e pastel que dão cores e formas à temática inspirada, sobretudo, no cinema e na música. Com larga trajetória, iniciada ainda na década de 1970 no país vizinho, Gino Bidart trabalha principalmente com pintura, desenho, tapeçaria e serigrafia. Ao longo das últimas décadas, o artista visual tem feito residências artísticas e exposições em países como o México, a Espanha e a França. Suas obras integram coleções privadas no Brasil, no México, em Porto Rico, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Argentina, no Canadá, na Espanha e no Uruguai.
Gabriela Kostesky;_Reprodução
SONORIDADES E CONCEPÇÕES VISUAIS
No Espaço Majestic, local de forte apelo visual por proporcionar a observação através das vitrines da Rua Sete de Setembro e da Travessa dos Cataventos, a instalação do artista Leandro Machado, abre para visitação no dia 23 de setembro. Machado trabalha com escrita e instalações sonoras, utilizando instrumentos musicais para compor suportes visuais que dialogam com a temática da liberdade a partir de poesia de Castro Alves.
Leandro Machado_selfie
Durante o período de montagem da instalação, o público poderá interagir e trocar impressões com o artista natural de Porto Alegre, formado em Artes Visuais e licenciado em Educação Artística pela UFRGS. Leandro Machado é também especialista em Saúde Mental pela Escola de Saúde Pública de Porto Alegre, tendo como campo de residência, na época, o Hospital Psiquiátrico São Pedro. O artista foi vencedor do 1º Prêmio de Arte Contemporânea da Aliança Francesa, concedido pela Aliança Francesa de Porto Alegre, no ano de 2017.
COLABORADORES DA CCMQ TAMBÉM EXPÕEM
Já o Espaço Banrisul, também no térreo, junto à Travessa dos Cataventos, recebe a partir de 25 de setembro a exposição Brecha, que reúne obras de artistas que fazem parte das equipes da CCMQ. Com uma variedade de suportes, que passam por trabalhos de videoarte, instalação e fotografia, a mostra apresenta a produção artística de estagiários, funcionários terceirizados e produtores culturais que atuam na instituição.
Além das exposições com abertura ao longo do mês de aniversário, a CCMQ mantém a mostra fotográfica montada pelos artistas Santiago Pooter e Kevin Nicolai, no recentemente inaugurado Laboratório Vânia Toledo. A exposição “Lory F. – Você vai ser obrigado a me escutar”, com curadoria de Joana Alencastro, que reúne registros da carreira da emblemática roqueira porto-alegrense, permanece na Sala Radamés Gnattali, no 4º andar, até o final de outubro.
SERVIÇO:
Exposição Coletiva “A arte, a natureza e a cidade”
Abertura: 16 de setembro
Onde: Espaço Maria Lídia Magliani – 5º andar da CCMQ
Visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h
Instalação Inmersión
Abertura: 17 de setembro
Onde: Poço de iluminação – 7º andar da CCMQ
Visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h
Instalação Nômades/Bikost
Abertura: 21 de setembro
Onde: Fotogaleria Virgílio Calegari, no 7º andar da CCMQ
Visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h
Instalação Leandro Machado
Abertura: 23 de setembro
Onde: Espaço Majestic, térreo da CCMQ
Visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h
Exposição “Brecha”
Abertura: 25 de setembro
Onde: Espaço Banrisul, térreo da CCMQ
Visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h
O Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), em parceria com o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), inaugura, a partir de 11 de setembro de 2021, a exposição “O traço que nasce da sombra”, do artista Wagner Costa, na Galeria Augusto Meyer (3º andar da Casa de Cultura Mario Quintana). Com curadoria de Henrique Menezes, a mostra traz ao público um conjunto de obras inéditas, dentre as quais se fazem presentes gravuras, matrizes e videoarte.
Uma das possibilidades para se pensar a obra de Wagner Costa é por meio da consciência sobre a luz: é ela que confirma a materialidade dos contornos e revela formas moldadas tão somente pelo domínio das fibras do algodão. O artista faz uso da prensa para criar relevos a partir de suas próprias silhuetas recortadas na matriz. O conjunto de gravuras-cegas parte de exercícios de observação de seu corpo, fragmentado e levado ao limite da abstração.
Se a pintura e o desenho operam pela adição (dos pigmentos, do traço a grafite), a essência da escultura clássica reside na subtração (da matéria). O interesse de Wagner em tensionar – e somar – as zonas de contato entre múltiplas expressões tem início em 2018, durante uma temporada de estudos na Academia de Arte de Florença (Itália), e se intensifica no Atelier de Gravura da Fundação Iberê Camargo: todas as obras desta exposição foram concebidas e produzidas na prensa que pertenceu ao mestre gaúcho.
ASÊNCIA 02 – Foto: Maciel Goelzer/ Divulgação.
Pesquisa artística
Artista visual e arquiteto, Wagner tem se dedicado à pesquisa artística desde 1998. Participou de importantes cursos de formação em Artes Visuais no Brasil e no exterior como Desenho – ARTAC (The Florence Classical Arts Academy) – Florença (2018–2019), Desenho – Barcelona Academy of Art – Barcelona (2018), Oficina de Gravura – Fundação Iberê Camargo, sob a coordenação de Eduardo Haesbaert (2019) e Orientação à Pesquisa Artística com Ms Niura Borges (2018–2020). Entre suas exposições estão a individual “Da pele ao pó” (2020), na Galeria de Arte Mamute, no Centro Histórico de Porto Alegre, e o Circuito Internacional de Arte Brasileira – Embaixadas do Brasil Londres, Viena, Madri e Lisboa (2003). Ganhou o Primeiro Prêmio do Júri Popular no 9° Salão de Pintura, Desenho e Escultura da Fundação Cultural de Canoas/RS (2002).
SERVIÇO:
Exposição “O traço que nasce da sombra”
Abertura: 11 de setembro de 2021, às 10h
Local: Galeria Augusto Meyer, 3º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736).
Visitação: de 11 de setembro a 30 de outubro de 2021. De segundas a sextas, das 10h às 18h, e aos sábados, das 13h às 18h.
Como artistas visuais de diferentes países e continentes retratam a vida neste momento histórico da humanidade? O Projeto Miniarte Internacional reúne 260 respostas – pictóricas, é claro – à pergunta acima, dadas por artistas de 14 países, espalhados pelas Américas, Europa, Ásia e Oceania.
ZORAVIA BETTIOL – BRASILCZILI – TAIWAN
As mais de duas centenas e meia de manifestações artísticas podem ser vistas no Centro Cultural de Gramado (RS). A mostra aberta nesse sábado, dia 04, permanece no CMC da cidade turística gaúcha até 10 de outubro. De 4 a 26 de novembro a exposição será remontada em Porto Alegre, na Gravura Galeria.
VICTORIA MÁRQUEZ – ESPANHATT ZARZAR – MÉXICO
A produção coletiva dos artistas resultará também em um catálogo virtual de livre acesso que será disponibilizado oportunamente no site da Miniarte (www.miniartex.org), repositório dos catálogos de todas as edições do projeto (a de Gramado é a 40ª).
PAUL HUTCHINSON – NOVA ZELÂNDIAArlete Santarosa- BrasilMARISE ZIMMERMANN – ESTADOS UNIDOS
Os artistas atenderam à convocatória deste ano do projeto internacional, lançada no início de abril, e produziram obras sobre o tema Vida. O homem, seus sentimentos, etnias, a fauna, a flora inspiraram grande parte dos trabalhos.
MARIA ELENA ETCHEPARE – CHILEGABRIELA PETER – BRASIL
O número de participantes da Miniarte Vida é maior do que edições anteriores, que exploram temas como Verdade, Enigma, Verdade Virtual. Aderiram à iniciativa este ano artistas do México, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Cuba, Venezuela, Estados Unidos, Espanha, Portugal, França, Nova Zelândia, Taiwan e Brasil.
FLÁVIO WILD – BRASILHÉCTOR DÍAZ VÁZQUEZ – MÉXICO
As técnicas usadas foram variadas: pintura a óleo, acrílica, aquarela, sobre tela ou papel, desenho, fotografia, colagem, xilogravura, gravura em metal, litografia, esculturas em terracota, aço, bronze e outros materiais.
DIRCE FETT – BRASIL
“O panorama que se oferece é colorido e instigante”, diz a artista visual e gestora cultural gaúcha Clara Pechansky, que criou o Projeto Miniarte Internacional em 2003 e desde o coordena. “O público terá oportunidade de comparar tendências, já que as obras expostas sempre refletem o presente e cada artista busca enviar aquilo que produz de mais atual, mais significativo e com a melhor qualidade técnica”.
A curadora da mostra , Clara Pechansky, em Gramado.; Foto: Carlos Souza/ DivulgaçãoLINETTE GIBSON – CHILEVITORIO GHENO – BRASIL
As obras são apresentadas em fotos de 14,5 x 14,5cm, expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista, explica Clara.
Fotos: Carlos Souza/ Divulgação
SERVIÇO
O quê: Exposição Miniarte Vida
Abertura: 4 de setembro 2021 (até 10/10)
Horário: 11h
Local: Centro Municipal de Cultura de Gramado
Endereço: Rua Leopoldo Rosenfeld, 818
Entrada gratuita
OBS: Acesso conforme as determinações sanitárias das autoridades locais
Com a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta sexta-feira (03), a Chamada Pública de coinvestimento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para auxílio emergencial conclui o processo de habilitação em fluxo contínuo, alcançando 88 municípios, de todas as Regiões Funcionais (RFs) do Estado. Aos R$ 10 milhões destinados pelo FAC somaram-se mais de R$ 3,7 milhões investidos pelos municípios, o que deve viabilizar o auxílio de R$ 800,00 para mais de 17 mil profissionais da cultura.
A partir dos convênios que estão em andamento e que devem se efetivar neste mês de setembro, os municípios poderão abrir os instrumentos convocatórios para a inscrição dos interessados. O Estado repassará os recursos do FAC às prefeituras conveniadas e, depois que o município realizar a contrapartida, inicia-se o processo de pagamento do auxílio emergencial aos trabalhadores inscritos em cada cidade. A execução do pagamento é de responsabilidade dos municípios em calendários específicos.
Segundo a secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, a Chamada Pública de Coinvestimento é um exemplo de mobilização da sociedade gaúcha no sentido de diminuir a crise desencadeada pela pandemia do coronavírus, especialmente, no setor cultural. “Desde o início, nós tivemos a adesão das três empresas que aportaram recursos diretamente no FAC (Empresas Randon, RGE e Natura), possibilitando o socorro aos trabalhadores da cultura. Também gostaria de destacar a fundamental participação dos municípios que, cientes da crise do setor em suas regiões, não mediram esforços e recursos para concretizar o coinvestimento.”
Beatriz Araujo afirma ainda que a ação valorizou o Sistema de Cultura ao destinar valores maiores aos municípios que possuem, instituídos, o Conselho, o Plano e o Fundo de Cultura. A maior parte das prefeituras habilitadas, num total de 41, possui o sistema implementado e, em uma ação inédita deste edital, o valor de coinvestimento do FAC foi equivalente ao triplo do valor aportado por estas prefeituras. “Há pouco mais de um ano, eram 19 municípios com Sistema de Cultura e hoje esse número totaliza 72 cidades certificadas”, comemora a secretária.
Além disso, a Chamada Pública demonstrou que a articulação com os municípios gaúchos segue gerando resultados, especialmente, por meio da atuação do Conselho dos Dirigentes Municipais de Cultura do Rio Grande do Sul (Codic/Famurs). “Esse envolvimento possibilitou que esta ação totalizasse 88 municípios habilitados, o maior número de prefeituras que já buscaram recursos junto ao FAC desde sua criação”, destaca Beatriz Araujo.
Para o presidente do Codic/Famurs, Evandro Soares, “a Secretaria de Estado da Cultura tem exercido um papel fundamental de parceria com os municípios no processo de investimento e valorização da Cultura no RS. Isso fortalece a ação a atividade cultural atingindo de forma capilarizada não apenas os municípios, mas em especial, os cidadãos, trabalhadores e trabalhadoras do setor cultural, tão representativo em nosso Estado. É importantíssimo que o investimento em Cultura chegue a todas as regiões do Estado e, assim tem acontecido, estimulando a que mais municípios tenham os seus Sistemas Municipais de Cultura”.
Empresas avaliam
Para as Empresas Randon, a constante prática de valorização dos projetos e ações que impactem a cadeia artística e cultural incentiva a organização a seguir na busca por soluções e relações geradoras de valor, seguras e sustentáveis. “Acreditamos na oportunidade de juntos construirmos o novo. E, diante do cenário de pandemia, assumimos a nossa responsabilidade em apoiar essa iniciativa pública, beneficiando a sociedade e toda classe cultural, na busca por um novo melhor, eficiente e próspero para todos”, afirma Maurien Helena Randon Barbosa, presidente do Instituto Elisabetha Randon.
Já Marco Antonio Villela de Abreu, diretor-presidente da RGE, ressalta que é motivo de orgulho para a Companhia poder colaborar com o desenvolvimento social e da cultura do Rio Grande do Sul. “Através do Instituto CPFL, temos a oportunidade de contribuir com um dos setores mais impactados pela pandemia, trazendo alento e esperança aos artistas, produtores e demais profissionais que tantas alegrias já nos deram e que merecem todo o nosso carinho e atenção”.
“Nós acreditamos que a cultura tem um papel fundamental na construção de um mundo mais bonito, cada vez mais plural, inclusivo e sustentável”, explica Fernanda Paiva, gerente Global de Cultural Branding da Natura. “O papel de uma plataforma longeva como Natura Musical é reforçar o seu compromisso com a cultura, continuar fomentando a produção artística e valorizar o impacto positivo que esse mercado produz na nossa sociedade. O futuro que queremos construir é coletivo”, acrescenta.
Edital de Coinvestimento
A Chamada Pública destinou R$ 10 milhões do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para o pagamento de renda emergencial aos trabalhadores da Cultura. Coube aos municípios apresentarem projetos com as suas propostas de investimentos. A adesão municipal foi realizada por ordem de inscrição, até o limite dos recursos disponíveis.
Os municípios que aderiram à Chamada Pública são:
Alecrim,
Antônio Prado,
Arroio Grande,
Barão,
Bento Gonçalves
Boa Vista do Buricá
Bom Princípio
Brochier
Butiá
Caçapava do Sul
Camaquã
Canela
Canoas
Capão da Canoa
Caxias do Sul
Charqueadas
Cristal
Cruz Alta
Dois Irmãos
Dom Feliciano
Estação
Esteio
Feliz
Flores da Cunha
Frederico Westphalen
Garibaldi
Getúlio Vargas
Gramado
Gravataí
Guaíba
Guarani das Missões
Horizontina
Igrejinha
Ijuí
Imbé
Ipê
Ipiranga do Sul
Júlio de Castilhos
Lajeado
Lavras do Sul
Marau
Mato Leitão
Montenegro
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O arquiteto e artista Paulo d’Avila inaugura a exposição “Velho Amigo” na Bublitz Galeria de Arte, na quinta-feira, 9 de setembro. Natural de Cachoeira do Sul, d’Avila é considerado um expoente no meio gaúcho das artes e figura no índice de Artistas Plásticos do Rio Grande do Sul, de Décio Presser e Renato Rosa. A mostra poderá ser conferida presencialmente na Av. Neusa Goulart Brizola, 143 e na Bublitz Galeria Virtual de Arte no link https://virtual.galeriabublitz.com.br/ até o dia 9 de outubro.
Paulo d’Avila – 46 x 54 cm – 2020
Na exposição, d’Avila destaca seu “Velho Amigo”, o desenho, em 66 obras, incluindo 8 desenhos em bico de pena, além de 4 obras digitais criadas a partir do trabalho do artista produzidas pela Bublitz Quadros Personalizados.
Desenho – Paulo d’Avila – 40 x 30 cm – 2019
“Tenho ainda claro em minha memória um desenho realizado por mim aos quatro anos de idade, creio que tenha sido a primeira vez que me dei conta de ter representado graficamente alguma coisa. Era uma pessoa de perfil. Talvez não fosse tão nítida e detalhada, mas com certeza já eram as linhas que formariam o desenho de um rosto. Deste momento em diante, desenhei, desenhei e desenhei por toda a infância, adolescência e idade adulta a ponto de escolher uma profissão onde o desenho é a expressão principal. Desta forma, dedico e homenageio nesta exposição o meu velho amigo, o Desenho”, declara o artista.
O artista visual Paulo d’Avila. Foto: Daniel Martins/ Divulgação
Com sólida trajetória na arquitetura, D’Avila expôs seus trabalhos com técnicas de aquarela e acrílica em diversos espaços no Estado, incluindo duas exposições na Bublitz Galeria de Arte, sendo uma individual em 2017. Profundo conhecedor da história da arte, tem entre seus gurus Peter Paul Rubens, Caravaggio, Monet e os brasileiros Portinari e Pedro Weingartner.
Paulo d’Avila – 60 X 40cm – 2020.
Em suas paisagens, revela sua visão, suas cores e sua técnica. “A arte é inerente ao ser humano e ao artista cabe expressar novas bases sobre a realidade”, conclui.
Paulo d’Avila 50 X 40 cm – 2020
Exposição “Velho Amigo” – Paulo d’Avila
Período: 9 de setembro a 9 de outubro
Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS