Autor: da Redação

  • “Gesto Flamenco”,  uma visão teórica e poética sobre a dança espanhola

    “Gesto Flamenco”, uma visão teórica e poética sobre a dança espanhola

     

     

    A artista, pesquisadora e docente gaúcha Daniele Zill lança, pela Edições FUNARTE (Fundação Nacional das Artes), Gesto Flamenco (144 páginas, 21 cm, ISBN 978-65-5845-000-9, ilustrado), livro inédito sobre o estudo do gesto na especificidade da linguagem flamenca. Mestra em Artes Cênicas pela UFRGS, desde 2013 se dedica à difusão e à pesquisa dessa linguagem artística.

    Desenvolvido a partir da experiência e da pesquisa da autora, o livro cria um espaço de registro sobre a história dos 20 anos de atividades do coletivo Del Puerto (Porto Alegre/RS) e abre um novo território para a pesquisa sobre flamenco no Brasil – tanto no universo acadêmico, quanto literário. A publicação também propicia um lugar de reflexão crítica sobre a dança na contemporaneidade e sobre o campo das artes no Brasil.

    Movida por compreender o flamenco como fenômeno cultural, situando esta linguagem artística na contemporaneidade, Daniele estabelece um recorte através da análise do espetáculo Las Cuatro Esquinas, um dos maiores projetos da história do coletivo Del Puerto desde sua fundação em 1999. Durante os três anos em que esteve em cartaz, a montagem foi premiada com oito troféus do Prêmio Açorianos de Dança 2012 e circulou nacionalmente através do edital Klauss Vianna em 2015.

    Acervo Del Puerto. Foto: Clara Assenato /Divulgação

    Além da análise descritiva das cenas, para investigar na especificidade o gesto e os discursos do corpo do grupo, foram utilizados outros registros do espetáculo (acervo de fotos, materiais de consagração, diários de ensaio e outras anotações), bem como depoimentos de integrantes da companhia.

    Segundo a autora, “O gesto flamenco é um somatório, uma edificação, formada por modulações de tônus e ancestralidade (inventividade e tradição), treinamento corporal e atravessamentos afetivos (técnica e temperamento), especificidades artísticas e processos colaborativos (aparato técnico e processos criativos). São elementos ou estruturas que, apesar do aparente antagonismo, estão fortemente agregadas, formando o que nomeei de corporeidade flamenca, na qual o gesto flamenco está apoiado.”, analisa.

    Acervo Del Puerto Foto: Cristina Rosa/ Divulgação

    O lançamento acontece no dia 18 de dezembro, às 17 horas, em um bate-papo entre a autora, Fabiano Carneiro (Coordenador de Dança da Funarte) e João Maurício Moreira (Gerente da Edições Funarte) no canal da Funarte no Youtube (https://www.youtube.com/funarte).

    Daniele Zill. Foto: Carlos Sillero./ Divulgação

    Daniele Zillé é artista e pesquisadora, multi colaboradora do coletivo Del Puerto desde 1999, data de sua fundação pela bailarina Andrea Del Puerto. Desde 2013 a artista também se dedica à difusão e à pesquisa de linguagem flamenca no meio acadêmico. Soma-se ao flamenco  a sua formação em música e a graduação em fisioterapia, experiências que foram fundamentais para a realização da pesquisa intitulada ‘Corpo Del Puerto: investigação do gesto flamenco no espetáculo Las Cuatro Esquinas’. A pesquisa foi desenvolvida no Mestrado do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRGS (IA/DAD), entre os anos de 2015 e 2017 e o manuscrito de caráter inédito, que recebeu a nota máxima e recomendações de publicação pela banca examinadora, agora publica o livro GESTO FLAMENCO.

    Acervo Del Puerto. Foto: Cristina Rosa/ Divulgação

    O Coletivo Del Puerto, fundado em 1999, desde então realiza um intenso e continuado trabalho de pesquisa técnica, expressiva e histórico-cultural que envolve a linguagem Flamenca. A companhia já circulou por todo o país com suas montagens, recebeu prêmios e indicações, entre eles troféus Açorianos de Dança em 2008, 2012, 2014 e 2016, o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2013 (circulação de espetáculos), o Prêmio de Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena em 2015 e o Prêmio FAC Pró-Cultura RS 2017 #juntospelacultura. Atualmente a Companhia está em circulação com o espetáculo para crianças, “Flamenco Imaginário”, ganhador em várias categorias dos prêmios Tibicuera de Teatro e Açorianos de Dançano ano de 2016.

    Acervo Del Puerto Foto: Clara Assenato/ Divulgação

    Lançamento:

    Gesto Flamenco (Edições Funarte, 2020, 144 páginas, 21 cm, ISBN 978-65-5845-000-9, ilustrado)

    Dia 18 de dezembro de 2020, às 17 horas

    Canal da Funarte no Youtube

    https://www.youtube.com/funarte

     

    Encomendas para todo o Brasil Livraria Mário de Andrade (Funarte): livraria@funarte.gov.br

    Preço: R$ 40,00

     

    LINKS e REDES:

    *Site www.gestoflamenco.com

    *Instagram https://www.instagram.com/gestoflamenco/ 

    *Facebook https://www.facebook.com/danielezillflamenco/

    *Instagram @danielezill

    *YouTube https://youtu.be/Ypv3LkfSYHQ

  • 1935 – A volta do repórter policial Paulo Koetz

    1935 – A volta do repórter policial Paulo Koetz

     

    Geraldo Hasse*

    A cada livro – a conta já passou de 15 –, o repórter-historiador Rafael
    Guimaraens vai se aperfeiçoando como ficcionista escolado, mas sem se
    afastar da trilha segura da pesquisa histórica em cima de episódios do
    mundo policial. Em seu último livro, 1935 (Libretos, 336 páginas), lançado
    na última feira do livro (virtual) de Porto Alegre, ele mescla reportagem
    policial com invenção literária e, numa trama extremamente hábil, produz
    uma estupenda novela de costumes em que se entrecruzam policiais,
    jornalistas, políticos, prostitutas, gigolôs, advogados e contrabandistas.

    A personagem central da história é Paulo Koetz, repórter policial-narrador
    que se envolve em diversas ocorrências do ano em que o governo gaúcho
    monta uma grande festa-exposição para comemorar o centenário da
    revolução farroupilha (1835-1845). Enquanto cobre acontecimentos em
    Porto Alegre, ele se envolve com uma bailarina “francesa” explorada por
    uma organização mafiosa e frequenta escritórios de profissionais liberais
    esquerdistas vigiados pelo governo de Flores da Cunha, o caudilho
    provinciano que mira o lugar de Getúlio Vargas na Presidência da
    República. É uma narrativa praticamente pronta para virar roteiro de
    cinema.

    Paulo Koetz é uma personagem ficcional baseada em fatos reais. Esse
    nome consta dos bastidores da história d’A Dama da Lagoa, livro de
    Rafael Guimaraens que explora o caso do assassinato de uma jovem de
    Porto Alegre cujo corpo foi jogado na Lagoa dos Barros, em Santo Antonio
    da Patrulha, no início da década de 1040. Em 1935, Koetz aparece como
    ex-estudante de direito, tem 24 anos, trabalha como repórter do Correio
    do Povo e sonha ser chamado pela Revista do Globo, onde seu primo, o
    artista plástico Edgar Koetz (1914-1969), trabalha como ilustrador sob a
    direção de Erico Verissimo nos primórdios da carreira literária.

    Esses vínculos entre a realidade e a fantasia constituem um dos charmes
    do livro, que explora com eficácia e lucidez fatos e vivências de uma
    cidade em franca transformação. O repórter conhece o psiquiatra e
    escritor Dyonelio Machado, preso como agitador comunista e visitado na cadeia por ninguém menos do que o cronista Rubem Braga, um dos
    jornalistas brasileiros convidados para a inauguração da exposição no dia
    20 de setembro de 1935. Koetz vai junto e contracena com os dois
    escritores rebeldes.

    A novela cresce à medida que o repórter-narrador mergulha nos
    subterrâneos da vida político-policial portoalegrense. Vai de trem a
    Taquara a fim de desvendar o crime do sapatinho vermelho – uma jovem
    é degolada por um veterano da revolução de 1893. Embora seja um
    aprendiz do ofício, troca informações com o patrão Breno Caldas, herdeiro
    do Correio do Povo, sobre frequentadores do Jockey Clube suspeitos de
    bandalheiras internacionais. Assiste ao Gre-Nal do Centenário, destacando
    a figura de Lara, o goleiro que sai de campo para o hospital e, pouco
    depois, morre tuberculoso.

    Mais de uma vez tenta mas não consegue uma mesa no restaurante Gambrinus, sempre lotado, no Mercado Público. Esforça-se por ajudar o advogado Apparicio Cora de Almeida a desvendaro mistério do assassinato de Waldemar Ripoll, morto a machadadas em1934 por pregar um golpe contra o governador Flores da Cunha (Cora de
    Almeida morre com um tiro atrás da orelha direita, tendo prevalecido a
    versão policial de que ele cometeu suicídio involuntário).

    A trama narrada na primeira pessoa tem o máximo rendimento quando o
    repórter Koetz, operando como investigador autônomo, furta documentos
    do escritório de um contrabandista judeu, abrindo caminho para que a
    polícia capture uma quadrilha internacional especializada na extorsão de
    “escravas brancas” européias, especialmente as “polaquinhas” obrigadas
    a trabalhar como prostitutas.  Tudo isso é bastante verossimel numa cidade coalhada de alemães ou descendentes em que o maior empresário local, o industrial do vestuário A. J. Renner, usa um bigode semelhante ao de Adolf Hitler, líder do nazismo na Alemanha. Claro que o repórter só ganha tanta coragem para salvar a vida da sua querida namorada Juliette, aliás Agniezka, originária da Polônia. Com seu 1935, afinal de contas, Rafael Guimaraens avança como mestre num tipo de narrativa que mistura jornalismo, literatura e política, explorando habilmente fatos e costumes de uma época em que a provinciana Porto Alegre adquire ares de metrópole e entroniza Erico Verissimo como um dos maiores romancistas do Brasil.

    Nascido em 1956 em Porto Alegre, filho do jornalista Carlos Guimaraens e
    neto do poeta Eduardo idem, Rafael sempre trabalhou com a escrita.
    Formado em jornalismo na PUCRS, começou como repórter e foi dirigente
    da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal), que existiu de
    1974 a 1982. Desde a segunda metade dos anos 70, fez parte do núcleo de
    jornalismo histórico da Coojornal, cujos integrantes selecionavam temas
    passíveis de pesquisa para publicação em forma de reportagens mais
    alentadas. De certa forma, Rafael se manteve nessa trilha histórica,
    tornando-se um escritor especialista em reportagens aptas a virar livros
    –essa mesma vertente tem sido explorada por outros ex-membros da
    cooperativa atuantes em Porto Alegre: Elmar Bones (jornal Já), por
    exemplo, explora histórias dos poderosos da política; já Jorge Polydoro
    (revista Amanhã) focaliza os poderosos do mundo empresarial.

    Em mais de uma dezena de livros, todos editados pela Libretos, fundada
    em 1997 por Clo Barcellos, jornalista especializada em design editorial,
    Rafael passou a limpo diversas histórias de Porto Alegre, entre elas a
    famosa enchente de 1941. Um dos pontos altos de sua trajetória é O
    Sargento, o Marechal e o Faquir (Libretos, 2016), que reconta a história da
    prisão, tortura e morte do sargento Raimundo Soares, tristemente célebre
    como protagonista-vítima do Caso das Mãos Amarradas, de 1966, nos
    primeiros anos da ditadura militar.

    Com experiência em assessoria de imprensa de políticos petistas – Olivio
    Dutra e Flavio Koutzii –, Rafael nunca trabalhou fora de Porto Alegre,
    embora tenha recebido propostas para trabalhar em grandes veículos no
    Rio, em São Paulo e Brasília. Há dois anos aposentou-se, com o que passou
    a dispor de mais tempo para pesquisar e escrever.
    Embora tenha passado a fazer parte do primeiro time dos escritores
    gaúchos, ele não tira o próprio sustento da venda dos seus livros —
    importantes, porém, para a sustentabilidade da Editora Libretos, para a
    qual trabalha exclusivamente desde 2006.

    • Jornalista, pesquisador e escritor.
  • Clube da MPB completa 10 anos com o show virtual ” O Samba e o Choro”

    Clube da MPB completa 10 anos com o show virtual ” O Samba e o Choro”

    Um projeto cultural completar dez anos de existência em Porto Alegre é, sem dúvidas, motivo de comemoração. E se este projeto inclui valorização, memória, formação de plateia e inclusão de muitos artistas da nova e da velha cena musical da cidade, então é gol na certa! O Clube da MPB completa uma década no ano da pandemia, mas nem por isso os festejos serão menores. Contemplado na Lei Aldir Blanc por sua relevância, colocará no ar nas redes do projeto um show novinho em folha. ‘O Samba e o Choro’ estreia dia 15 de dezembro nas plataformas e traz muitas participações nesta 24ª edição do Clube.

    O show presta homenagens ao samba e ao choro com a banda do Clube e convidados muito especiais. O repertório tem Dona Conceição, Chiquinha Gonzaga, Chico Buarque e Dominguinhos, Baden Powell, Vinícius de Moraes, Rodrigo Maranhão, Ernesto Nazareth, Francis e Olívia Hime, entre outros grandes nomes da MPB.

    Clube da MPB. Foto Maíra Baumgarten/ Divulgação

    Essa edição foi inteiramente gravada de forma virtual e é composta de vídeos com integrantes da Banda do Clube e as participações especiais de Alexandre dos Santos (violão de sete cordas), Gabriela Zanatta (cavaquinho), Maurício Oliveira (clarinete), Raíssa Anastásia (flauta), Guilherme Fejão (pandeiro) e Paulinho Cardoso (acordeon). Como convidados de Porto Alegre estão os compositores Dona Conceição (que cedeu a música Dabudé para o Clube gravar) e Thaís Nascimento. E o Clube traz a participação de um importante grupo da cidade, o Regional de Choro e Samba Cordas & Cordas, coordenado por Rosana Marques e Gabriela Zanatta, que apresentará um repertório de choros clássicos gravados de forma virtual. Participam nos vídeos do Regional Angela Galindo, Jô Remião, Maíra Baumgarten, Sabrina Fernandez, Marcio Garcia, Gustavo Burkhart, Gabriela Zanatta e Rosana Marques.

    O vídeo completo será disponibilizado no canal do Youtube do Clube, assim como os vídeos de cada música gravados pela Banda do Clube (Alexandre Rodrigues, Maíra Baumgarten, Darllan Luz e Roberto Bisotto) e convidados.

    Maíra Baumgarten. Foto: Biah Werther/ Divulgação

    Um pouco de história

    Criado em 2010, o Clube da MPB é um projeto de valorização, preservação da memória e popularização da música brasileira, apoiando a formação de público e de espaços de fruição da música feita no Brasil e no Rio Grande do Sul. A primeira edição foi lançada em janeiro de 2011, apresentando músicas de grandes nomes da MPB como Noel, Gilberto Gil, Tom Jobim, Maysa, Ataulfo Alves entre outros.  Ao longo desses dez anos foram produzidas 23 edições homenageando os grandes compositores brasileiros e uma edição especial, já neste ano e de forma virtual, em memória a Aldir Blanc.

    A proposta do Clube é preservar a raiz de cada composição, mantendo a essência de suas concepções originais, mas emprestando a elas novos matizes sonoros. Com esse intuito em 2014, o Clube revisitou a obra do grande Dorival Caymmi em um primeiro ensaio de um novo projeto: Memória da MPB (2016). Nessa incursão à memória da música brasileira, trouxe shows abordando a obra de Noel Rosa e Cartola, aos 80 anos do samba canção (2018), ao jazz e a bossa (2018) no encontro do Clube da MPB e o tradicional Clube de Jazz (Take Five). Ainda em 2018 celebrou a Jovem Guarda. Em 2019 homenageou Gilberto Gil, Paulo Cesar Pinheiro e Elton Medeiros, exemplos de manutenção e preservação da memória de nossa música, trazendo marcantes e significativas composições dos autores que são parte do nosso patrimônio cultural.

    Clube da MPB – O Samba e o Choro

    Edição comemorativa dos 10 anos

    Dia 15 de dezembro, às 18h em sala de vídeo na página do Clube da MPB no Facebook

    E nas outras redes do Clube da MPB

    Facebook – https://www.facebook.com/Clubedampbpoa

    YouTube – https://www.youtube.com/channel/UCqU45gfPFNpyqG0Oypme9Lg

  • Sonetos completos de Shakespeare ou “como conhecermos a nós mesmos”

    Sonetos completos de Shakespeare ou “como conhecermos a nós mesmos”

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 20º e último volume  volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 20

    SONETOS COMPLETOS

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2019, 328p.

    Editado com o apoio de DUPONT SPILLER advogados.

    Na segunda edição dos Sonetos, em 1640, vinte e quatro anos após a morte de Shakespeare, o editor publica um poema que assim termina: Tua fama viverá para sempre e o mundo todo haverá de confirmar que poeta como tu tempo futuro nenhum haverá de criar. Ler os sonetos de Shakespeare é chegar mais perto de conhecermos a nós mesmos, pois são cento e cinquenta e quatro radiografias de nossa alma, reveladas trezentos anos antes de Freud.

    Soneto 71:

    Quando eu morrer, só faças luto por mim,

    enquanto ouvires o triste dobre fúnebre do sino,

    avisando ao mundo que eu parti deste vil mundo,

    para morar com os mais horrendos vermes.

    Mais ainda: se leres estas linhas, não procures te lembrar da mão que as escreveu, pois eu te amo tanto,

    que gostaria de ser esquecido em teus doces pensamentos,

    se pensar em mim te causasse sofrimento.

    Sim, repito, se passares os olhos nestes versos,

    quando eu, talvez, já esteja misturado com a terra,

    nem mesmo tentes pronunciar meu pobre nome,

    mas que teu amor e minha vida se consumam juntos,

    para que as pessoas curiosas, ao saber a causa de teus gemidos,

    não zombem de ti, ao saber que um do outro éramos queridos.

  • Zoravia Bettiol celebra, em dezembro, 85 anos de idade e 65 anos dedicados à arte visual

    Zoravia Bettiol celebra, em dezembro, 85 anos de idade e 65 anos dedicados à arte visual

     

    A artista visual Zoravia Bettiol completa 85 anos em dezembro, dos quais  65 anos dedicados, initerruptamente, às artes visuais. Ela comemora essas datas realizando, de forma virtual, a mostra de pinturas “Ícones.”

    São quinze obras nas quais homenageia personalidades relacionadas às artes, como Mercedes Sosa, Tamara Toumanova, Mario Quintana e às ciências, como a Condessa de Lovelace.

    Também representa figuras míticas como Iemanjá, O Boto, Penélope, Ulysses, Medusa, Ícaro. “Quanto às figuras ficcionais, me inspirei em Alice de Lewis Carroll, A Bela Adormecida, Pinóquio e o personagem circense Mágico.  As personagens da comédia Del Arte, Colombina, Pierrô e Arlequim, também integram esse conjunto”, explica.

    “Na concepção dessa série, realizei as pinturas em acrílico sobre madeira, sendo alguns suportes em formato retangular e outros trapezoidais. Na parte superior, represento o busto de cada personagem e, abaixo, em suspenção e dinâmica, alguns elementos relacionados à vida ou a obra de cada um deles”, afirma.

    Além da exposição, a galeria também conta com obras da artista de diferentes técnicas e séries. A galeria também disponibiliza os catálogos virtualmente para os interessados em conhecer ou adquirir as obras.

    SERVIÇO:

    Título: Mostra Ícones

    Artista: Zoravia Bettiol

    Data: de 10 de dezembro de 2020 a janeiro de 2021.

    Local: Galeria Zoravia Bettiol, Rua Paradiso Biacchi, 109 (Ipanema) – Porto Alegre, RS

    Horário de visitação: das 10h às 18h (de segunda à sexta-feira).

    Contato:

    (51) 3354-2456

    (51) 99351-8143

    galeria@zoraviabettiol.com.br

     

  • Obras doadas por artistas gaúchos garantem alimentos e Natal a famílias carentes da Vila Jardim

    Obras doadas por artistas gaúchos garantem alimentos e Natal a famílias carentes da Vila Jardim

    Durante todo o segundo semestre do ano, sensibilizados com as dificuldades adicionais provocadas pela pandemia do novo coronavírus, artistas visuais de Porto Alegre doaram trabalhos de sua autoria para reverter em alimentos à comunidade carente da Vila Jardim (zona leste da capital). A líder comunitária Marcia Curcio encarregou-se de realizar sorteios das obras de arte, cuja arrecadação destinou-se à compra de cestas básicas para 450 famílias do local, além de, para o Natal, presentes para 850 crianças.

    Sury Peralles foi sorteada com obra de Erico Santos. .

    A cada sorteio realizado entre julho e dezembro, a rotina da vila, perto do Beco Pio XII, onde se situa a casa de Marcia, transformou-se com a chegada do caminhão carregado de cestas básicas. Organizados em fila na rua, respeitando o distanciamento físico e usando máscaras, os moradores, principalmente mães e filhos, receberam os mantimentos em um clima de alegria e confraternização.

    Líder comunitária da Vila Jardim, Marcia Curcio. Foto: Graça Craidy/ Divulgação

    Nos sorteios, transmitidos pela internet, em meio à distribuição das sacolas com produtos alimentícios – foram 1.552, no total -, Marcia quase sempre requisitou a ajuda de uma criança para remexer os papeizinhos com os números, atribuindo aos pequenos uma posição de responsabilidade e importância. Uma mão pequenina, sentindo-se incluída no contexto da ação social, mergulhava no saco plástico e trazia à tona a numeração do ganhador.

    Com voz de líder, o nome do felizardo era anunciado por Marcia. Abertos ao público em geral, os sorteios atraíram em especial a atenção de apreciadores das artes plásticas e pessoas conectadas com as redes sociais dos artistas.

    Nomes reconhecidos

    A relação de artistas envolvidos na ação social tem nomes reconhecidos nas artes plásticas gaúchas: Clara Pechansky, Britto Velho, Beatriz Balen Susin, Erico Santos, Roseli Jahn, Velcy Soutier, Ana Lovatto, Arlete Santarosa, Kika Herrmann, Rosali Plentz, Graça Craidy, Angela Zaffari, Nara Fogaça, Celma Paese, Gilmar Fraga e Geraldo Markes. Esse último grafitou o muro do Beco Pio XII, incluindo o da casa de Marcia, com desenhos coloridos e o nome Vila Jardim. A obra já virou point dos moradores para selfies.

    Muro grafitado pelo artista Geraldo Markes.

    A ação social teve início numa conversa entre Roseli Jahn, a primeira artista a doar obra, e a líder comunitária, que é secretária em um consultório médico. Posteriormente, Roseli contatou a colega Graça Craidy, que aderiu à causa e não só doou um quadro de sua autoria como se incumbiu de convidar outros nove artistas a participar, e passou a ajudar Marcia a divulgar as rifas para atrair compradores, muitos deles cativos da promoção.

    “A arte veio para matar a fome”

    “A pandemia deixou várias comunidades carentes em estado de vulnerabilidade, pois muitos perderam seus empregos, bicos, faxinas. A fome chegou rapidamente, recebíamos muitos pedidos de alimentos. As doações foram diminuindo pelo fato de que muitos que nos ajudavam também tiveram que conter gastos. Nessa hora de preocupação apareceram os artistas, que se transformaram na nossa maior fonte de arrecadação. A arte veio para matar a fome da nossa comunidade”, relata a líder comunitária.

    A moradora Ketlen de Oliveira Marques, 24 anos, mãe de três filhos, manifesta gratidão por ter recebido as cestas básicas, “quando os armários estavam vazios”. Ela conta que perdeu o emprego em meio à pandemia e o marido, Welinton, adoeceu. Andrea da Silva Oliveira, outra moradora, também diz que os alimentos recebidos foram muito importante para a subsistência de sua família. Conforme as duas, as crianças estão ansiosas esperando os presentes do Papai Noel.

    Menina ajuda a líder comunitária a fazer sorteio.

    A alegria não se restringe apenas aos moradores beneficiados com alimentos, mas se estende aos felizardos ganhadores das obras de arte, como, por exemplo, o arquiteto e urbanista Newton Burmeister, que, comprando mais de um número em diferentes sorteios, levou para casa uma xilogravura de Arlete Santarosa e uma pintura de Celma Paese, e a professora de pintura Sury Peralles, contemplada com uma serigrafia de Erico Santos.

    Grande Rifa de Natal

    No dia 19 de dezembro, para fechar as rifas do ano, serão sorteados quatro trabalhos, de Clara Pechansky, Ana Lovatto, Angela Zaffari e Nara Fogaça. Cada número, a R$ 20,00, pode concorrer até quatro vezes. Para participar, o depósito no valor do total de números adquiridos deve ser feito usando o pix com o CPF 388975980 72, em nome de Marcia Regina Garcia Curcio. Dados bancários: Banrisul (041), agência 0027, conta corrente 3901469105. Comprovante do pagamento e escolha dos números pelo whatsapp 9109 6918, com Cintia Almeida.

    Outras ações em favor das famílias carentes da comunidade, como doações de brinquedos, são recebidas pela União Vila Jardim, movimento liderado por Marcia Curcio.

    Artistas opinam sobre a ação:

     Beatriz Balen Susin: “A arte é um olhar sensível sobre a vida e acredito no gesto de doar uma obra como parte desta mesma vida.”

     Erico Santos: “Ajudar com meu trabalho a suprir as carências de tanta gente é sentir a verdadeira valorização da própria arte.”

     Clara Pechansky: “Como artista, eu me gratifico ao saber que minha obra pode transformar vidas. Mesmo que seja através de um pequeno gesto meu, uma ação solidária de empatia que custa pouco para quem compra uma rifa pode gerar importantes mudanças em quem tem muito pouco.”

     Roseli Jahn: “Me enche de alegria realizar que o meu desenho se converteu em muitas cestas básicas. Entendi a dimensão dessa linda troca.”

     Kika Herrmann: “A arte e o amor moram no outro. É uma honra poder participar e ajudar um pouquinho.”

     Rosali Plentz: “Com a arte sensibilizamos o outro a olhar. Ajudar este lindo projeto despertou nosso olhar e empatia para esta comunidade.”

     Geraldo Markes: “Quando as crianças passam pelo beco e contemplam as intervenções e revelam aquele brilho no olhar, não tem preço.”

     Graça Craidy: “A arte é tão grande, tão maravilhosa, que pode alimentar, além da alma, o corpo.”

     Arlete Santarosa: “A essência do homem se revela com a arte. O fato de doar uma obra que servirá para alimentar pessoas é infinitamente compensador.”

     Britto Velho: “Abstraindo a função social que a arte pode ter, uma forma objetiva é o artista doar para a vila algo de si. Contem comigo no ano que vem.”

    Ana Lovatto: “Aquarelar, desenhar, pintar, não vivo sem. Minha alegria é também poder proporcionar aos alunos, através da arte, a descoberta pessoal de expressão e realização de vida. É uma honra, através da minha arte, doar felicidade à belíssima causa da vila.”

    Gilmar Fraga: “Foi um prazer participar dessa corrente junto a tantos artistas amigos que admiro, e ainda propiciar um Natal melhor para os pequenos da Vila Jardim. Que beleza ver e ser agente na prática do binômio arte e solidariedade.”

     Celma Paese: “A arte une e alimenta o amor coletivo.”

     Velcy Soutier: “Contribuir para alimentar o corpo e o espírito das pessoas gratificou o meu trabalho.”

    Nara Fogaça: “Feliz por estar junto nesse projeto que pode transformar vidas, levando alegria e autoestima a crianças excluídas.”.

    Angela Zaffari: “Essa é uma bela iniciativa, pode contar comigo.”

     

    Créditos das imagens:

    Arte painel com artistas e obras: Graça Craidy/Divulgação

    Fotos: Marcia Curcio/Divulgação

    CONTATOS

    Líder comunitária Marcia Curcio:  9 8127 0166

    Artista Graça Craidy: 9 9996 3035

  • “Grão”, livro de Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, junta literatura e fotografia

    “Grão”, livro de Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, junta literatura e fotografia

     

    Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel são reconhecidos na arte da fotografia, mas também dão seus passos no universo das letras. Com coordenação do escritor, publicitário e músico Rubem Penz, resolveram unir as duas paixões. O resultado é o projeto “Grão – imagens, palavras, eternidade”, uma iniciativa que se transformará em livro a partir do financiamento coletivo disponível em: https://bit.ly/3lYhqv1.

    Iara Tonidandel. Foto: Juliana Baratojo/ Divulgação

    Estará presente no livro uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, que faleceu em março de 2020.  Uma imagem que ele fez do pai em Cuba inspirou a produção de duas crônicas, uma escrita por Monteiro a e a outra por Iara. A imagem escolhida representa a fusão da fotografia e da literatura, que motivou os autores a produzirem a obra.

    Guto Alminhana Monteiro. Arquivo pessoal/ Divulgação

    Foram convidados ainda os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Todos foram instigados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos convidados.

    Foto de Iara Tonidandel. /Divulgação

    Quem tiver interesse, pode apoiar o projeto até o dia 4 de janeiro, com contribuições que vão de R$ 40 a R$ 145. Entre as recompensas, dependendo do valor, os participantes poderão escolher fotos exclusivas que farão parte da obra e o próprio livro, com lançamento previsto para março.

    Bailarinas/ Foto Guto Monteiro/ Divulgação

     

  • Brasil Quilombo , com Glau Barros, no Ecarta Musical

    Brasil Quilombo , com Glau Barros, no Ecarta Musical

    Glau Barros é a atração de sábado (12.12) no Ecarta Musical, projeto permanente da Fundação Ecarta, com transmissão online. A cantora apresenta o show Brasil Quilombo, álbum que conquistou no Prêmio Açorianos 2020 as categorias de Disco do Ano e Revelação, além das indicações de Melhor Intérprete de MPB e Melhor Espetáculo.
    A artista é considerada uma das revelações do samba no Rio Grande do Sul com uma trajetória de 30 anos na música, além de grande intérprete. No show vem acompanhada do violonista Eduardo Moreira e de Alexsandra Amaral na percussão, interpretando canções de compositores gaúchos e releituras de músicas consagradas do gênero. A seleção passa por Lupicínio Rodrigues, 26, de Edison Guerreiro, e A caixa e o tamborim, de Pâmela Amaro. Zé Caradípia, em parceria com Luis Mauro Vianna, assina a faixa-título, e o repertório inclui ainda as canções Vem devagar, de Zilah Machado, e Fuxico, de Mestre Paraquedas, entre outras.
    O álbum Brasil Quilombo foi lançado em junho de 2019 no Theatro São Pedro e a direção musical é de Gelson Oliveira com produção e arranjos de Marco Farias.
    A transmissão inicia às 18h com acesso gratuito nas redes sociais da Ecarta.

    Para assistir parte da obra da cantora: https://bit.ly/2VwTdAU.

  • Nenung lança ‘Oceano Lúdico’, um e-book de poesia e imagem

    Nenung lança ‘Oceano Lúdico’, um e-book de poesia e imagem

    Projeto poético-gráfico de Nenung e Leo Lage, “Oceano Lúdico” é um e-book de poesia com intervenções gráficas. A ideia é que a cada dois meses saia um novo volume focado sobre uma temática essencial.  Segundo o material de divulgação “esta estreia se pergunta “onde anda meu poder?” um questionamento provocativo que mira inspirar a reconquista de nossa liberdade diante dos ditos poderes estabelecidos que naufragam a olhos vistos, sem, no entanto, abrir mão de seus domínios.

    Nenung é um criador constante, seja nas canções, nas publicações regulares pela rede social, nas parcerias que não param de se expandir. A pandemia trouxe o desafio de seguir criando, inspirando e mantendo contato com seu público, agora necessariamente adepto das publicações virtuais. Em parceria com o designer e artista gráfico Leo Lage, parceiro de todos seus livros e discos lançados de quatro anos pra cá, desenvolveram um formato que une lucidez lúdica com uma estética vibrante e sintética onde Leo interviu sobre fotos de Nenung, que captura as pequenas maravilhas naturais encontradas no seu cotidiano contemplativo.

    Oceano Lúdico, capa/ Divulgação

    Poeta, músico e meditador, Nenung tem espalhadas pelo país canções e poesias, além de manter uma produção constante de pensares e olhares compartilhados.  Cultiva parcerias com Dado Villa-lobos, Paula Toller, Moreno Veloso, Frejat, Liminha, Ronaldo Bastos, Wander Wildner, Mariana Aydar, EduK, Leo Cavalcanti e muitos mais.  Tem residência e centro criativo na área do Centro Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling/ Três Coroas-RS. Tem dois livros de poesia publicados, “desCabimentos”(2016) e “incendeia tua Aldeia”(2018), seguidos agora do e-book “Oceano Lúdico”. www.nenung.com

    Leo Lage é artista gráfico e designer e há mais de uma década abandonou a publicidade apesar de angariar vários prêmios no meio, para navegar na aventura de uma arte sem amarras.  Já criou mais de 60 projetos gráficos e inúmeras ilustrações para a música nacional, e algumas internacionais. No audiovisual participou de mais de 50 projetos, sendo em grande parte como ilustrador, designer ou artista para a criação de identidades visuais. www.leolage.org ou instagram @leolagee”

    OCEANO LÚDICO: e-book com 18 poesias reflexivas ilustradas

    Valor: R$ 14,00

    Já à venda pelo site do artista ou pelos perfis de rede social de Nenung

    www.nenung.com

    Instagram @nenung_dragao

    Facebook /Luis_Nenung

  • Street Expo Photo 2020: de volta, a maior exposição de fotografia do Brasil a céu aberto

    Street Expo Photo 2020: de volta, a maior exposição de fotografia do Brasil a céu aberto

    A Street Expo Photo 2020 será realizada em 12.12.2020 com duração de 30 dias, na escadaria Verão do centenário viaduto da Borges de Medeiros em Porto Alegre -RS Brasil. Lugar nobre e bonito e com circulação de milhares de pessoas. Essa será a 3ª edição da Street Expo Photo. No ano passado havia 14 painéis com 115 fotógrafos do Brasil e Europa e a estimativa dos organizadores que cerca de 50 mil visitantes, passaram pelo local. Por causa da Covid 19 não haverá abertura oficial, como nas edições anteriores.

    Nas duas  edições anteriores participaram ícones da fotografia, tais como: Walter Firmo, Gal Oppido, Fernando Rojas, Marcos Varanda, , José Roberto Bassul, Luis Pereira (Portugal), Fidalgo Pedrosa (Portugal) Laurent Dufour (França) entre outros.

    Segundo seu idealizador, Marcos Monteiro, “nunca a Street Expo Photo se mostrou tão importante quanto agora nesse momento de
    pandemia, nossa proposta nas edições anteriores foi dar maior visibilidade a novos artistas ao lado de outros artistas consagrados.

    Com a pandemia mais do que nunca a arte precisa ir para as ruas já que todos os museus e galerias estão fechados, mais do que nunca a arte tem que estar junto ao povo na rua. Porto Alegre tem a honra de ter a maior exposição fotográfica a céu aberto do Brasil.”

    A participação para a Street Expo Photo2020 aconteceu por convite ou convocatória através do email streetexpophoto@gmail.com

     

    Foto: Marcos Monteiro posando para selfie com a fotógrafa Iara Tonidandel Divulgação.

    Conversa com Marcos Monteiro, 64 anos, fotógrafo, produtor cultural, nascido em Bagé e residente em Porto Alegre.

    Higino Barros

    Pergunta: Como surgiu a ideia da Street Poa?

    Resposta: A história é longa mais vou sintetizar, a ideia da Street surgiu quando me dei conta que os novos talentos da fotografia não tinham espaços para mostrar seus trabalhos e os espaços como galerias, museus, centros culturais, etc era e são pouco visitados. Estimo que cerca de menos de 5% da população da cidade frequentam exposições, mostras, etc. Daí surgiu a ideia de fazer exposições ao ar livre utilizando materiais que mantem a qualidade fotográfica e seja resistente as ações do tempo.

    A minha primeira exposição de rua foi também a maior, juntamente com Gilberto Perin criamos a Mosaicografia no Largo Glênio Peres com 20 painéis de 10 metros cada, nunca trabalhei tanto na minha vida em tão curto tempo e a exposição foi um grande sucesso em novembro de 2016. Nos anos seguintes não conseguimos realizar a 2ª edição então em 2018 estava no bar Armazem POA na escadaria da Borges e olhei a enorme parede recém pintada no outro lado do viaduto, logo imaginei painéis naquela paredes imaculadas e 10 meses depois em 12.10. 2018 surgiu a primeira Street Expo Photo sempre com a curadoria adjunta do paulista Marcos Varanda que em todas as edições que trouxe grandes nomes da fotografia brasileira como: Walter Firmo, Gal Oppido, Ronaldo Câmara, Marcio Scavone e muitos outros ícones.

    Pergunta:  O que caracteriza essa terceira edição?

    Resposta : Essa 3ª edição veio junto com a pandemia e todas as suas consequências, tive receio de fazer, mas notei que na Europa a arte mais do que nunca estava na rua. A localização da escadaria da Borges com suas 2 frentes viradas para o Guaiba, proporciona uma constante corrente de ar, o que ajuda contra a Covid.

    A outra característica é o grande número de fotógrafos interessados em participar,  já que tivemos inscrições de 10 estados e mais Canadá, França e Portugal.

    Foto: Divulgação

    Pergunta: Qual o perfil do expositor. Porcentagem de profissionais, porcentagem de amadores.

    Resposta: Para realizar esse grande caldeirão sempre busquei fotógrafos amadores emergentes, com um bom e promissor olhar, colocando suas fotos ao lado de fotógrafos profissionais e ícones da fotografia brasileira. Incentivando-os a persistir e evoluir nessa arte que tanto amamos.

    Pergunta: O quer predomina. Homem ou mulher?

    Resposta:  A Street tem duas formas de participação: Convocatória e convite.  O maior interesse em participar foram as mulheres, creio que mais de 60% dos expositores são fotógrafas. A causa desse comportamento eu confesso que desconheço. Outro fator positivo foi o grande interesse de artistas em participar tanto tivemos que aumentar para 16 os painéis expositivos.

    Pergunta: as parcerias do Marco Varanda e com o Foto Clube. Qual é o papel deles?

    Resposta: Marcos Varanda é um artista e curador conceituado com grande transito em todos os principais eventos de arte do pais, um parceiro desde 2016 lá com a Mosaicografia,  fez palestras na CCMQ e foi curador adjunto de todas as edições das Streets

    Pergunta: O que se projeta para o futuro.?

    Resposta: O futuro é hoje, estou com muitos outros projetos em andamento, depois que se faz um se faz vinte. Tenho para o primeiro semestre a exposição de Rua Fotograf em Canela/RS e outros trabalhos.

    Foto: Divulgação

    Ficha técnica:

    Concepção gráfica, Produção e Curadoria: Marcos Monteiro

    Curadoria Adjunta: Marcos Varanda

    Assistente de produção: Alexandre Eckert

    Assessoria de Imprensa: Cachaça Comunicações

    Premiações especiais: Foto Clube Porto-Alegrense

    Estrutura: 16 painéis de 2 metros por 1 metro, com 119 fotógrafos e 235 fotos