Brasil Quilombo , com Glau Barros, no Ecarta Musical

Glau Barros é a atração de sábado (12.12) no Ecarta Musical, projeto permanente da Fundação Ecarta, com transmissão online. A cantora apresenta o show Brasil Quilombo, álbum que conquistou no Prêmio Açorianos 2020 as categorias de Disco do Ano e Revelação, além das indicações de Melhor Intérprete de MPB e Melhor Espetáculo.
A artista é considerada uma das revelações do samba no Rio Grande do Sul com uma trajetória de 30 anos na música, além de grande intérprete. No show vem acompanhada do violonista Eduardo Moreira e de Alexsandra Amaral na percussão, interpretando canções de compositores gaúchos e releituras de músicas consagradas do gênero. A seleção passa por Lupicínio Rodrigues, 26, de Edison Guerreiro, e A caixa e o tamborim, de Pâmela Amaro. Zé Caradípia, em parceria com Luis Mauro Vianna, assina a faixa-título, e o repertório inclui ainda as canções Vem devagar, de Zilah Machado, e Fuxico, de Mestre Paraquedas, entre outras.
O álbum Brasil Quilombo foi lançado em junho de 2019 no Theatro São Pedro e a direção musical é de Gelson Oliveira com produção e arranjos de Marco Farias.
A transmissão inicia às 18h com acesso gratuito nas redes sociais da Ecarta.

Para assistir parte da obra da cantora: https://bit.ly/2VwTdAU.

Nenung lança ‘Oceano Lúdico’, um e-book de poesia e imagem

Projeto poético-gráfico de Nenung e Leo Lage, “Oceano Lúdico” é um e-book de poesia com intervenções gráficas. A ideia é que a cada dois meses saia um novo volume focado sobre uma temática essencial.  Segundo o material de divulgação “esta estreia se pergunta “onde anda meu poder?” um questionamento provocativo que mira inspirar a reconquista de nossa liberdade diante dos ditos poderes estabelecidos que naufragam a olhos vistos, sem, no entanto, abrir mão de seus domínios.

Nenung é um criador constante, seja nas canções, nas publicações regulares pela rede social, nas parcerias que não param de se expandir. A pandemia trouxe o desafio de seguir criando, inspirando e mantendo contato com seu público, agora necessariamente adepto das publicações virtuais. Em parceria com o designer e artista gráfico Leo Lage, parceiro de todos seus livros e discos lançados de quatro anos pra cá, desenvolveram um formato que une lucidez lúdica com uma estética vibrante e sintética onde Leo interviu sobre fotos de Nenung, que captura as pequenas maravilhas naturais encontradas no seu cotidiano contemplativo.

Oceano Lúdico, capa/ Divulgação

Poeta, músico e meditador, Nenung tem espalhadas pelo país canções e poesias, além de manter uma produção constante de pensares e olhares compartilhados.  Cultiva parcerias com Dado Villa-lobos, Paula Toller, Moreno Veloso, Frejat, Liminha, Ronaldo Bastos, Wander Wildner, Mariana Aydar, EduK, Leo Cavalcanti e muitos mais.  Tem residência e centro criativo na área do Centro Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling/ Três Coroas-RS. Tem dois livros de poesia publicados, “desCabimentos”(2016) e “incendeia tua Aldeia”(2018), seguidos agora do e-book “Oceano Lúdico”. www.nenung.com

Leo Lage é artista gráfico e designer e há mais de uma década abandonou a publicidade apesar de angariar vários prêmios no meio, para navegar na aventura de uma arte sem amarras.  Já criou mais de 60 projetos gráficos e inúmeras ilustrações para a música nacional, e algumas internacionais. No audiovisual participou de mais de 50 projetos, sendo em grande parte como ilustrador, designer ou artista para a criação de identidades visuais. www.leolage.org ou instagram @leolagee”

OCEANO LÚDICO: e-book com 18 poesias reflexivas ilustradas

Valor: R$ 14,00

Já à venda pelo site do artista ou pelos perfis de rede social de Nenung

www.nenung.com

Instagram @nenung_dragao

Facebook /Luis_Nenung

Street Expo Photo 2020: de volta, a maior exposição de fotografia do Brasil a céu aberto

A Street Expo Photo 2020 será realizada em 12.12.2020 com duração de 30 dias, na escadaria Verão do centenário viaduto da Borges de Medeiros em Porto Alegre -RS Brasil. Lugar nobre e bonito e com circulação de milhares de pessoas. Essa será a 3ª edição da Street Expo Photo. No ano passado havia 14 painéis com 115 fotógrafos do Brasil e Europa e a estimativa dos organizadores que cerca de 50 mil visitantes, passaram pelo local. Por causa da Covid 19 não haverá abertura oficial, como nas edições anteriores.

Nas duas  edições anteriores participaram ícones da fotografia, tais como: Walter Firmo, Gal Oppido, Fernando Rojas, Marcos Varanda, , José Roberto Bassul, Luis Pereira (Portugal), Fidalgo Pedrosa (Portugal) Laurent Dufour (França) entre outros.

Segundo seu idealizador, Marcos Monteiro, “nunca a Street Expo Photo se mostrou tão importante quanto agora nesse momento de
pandemia, nossa proposta nas edições anteriores foi dar maior visibilidade a novos artistas ao lado de outros artistas consagrados.

Com a pandemia mais do que nunca a arte precisa ir para as ruas já que todos os museus e galerias estão fechados, mais do que nunca a arte tem que estar junto ao povo na rua. Porto Alegre tem a honra de ter a maior exposição fotográfica a céu aberto do Brasil.”

A participação para a Street Expo Photo2020 aconteceu por convite ou convocatória através do email streetexpophoto@gmail.com

 

Foto: Marcos Monteiro posando para selfie com a fotógrafa Iara Tonidandel Divulgação.

Conversa com Marcos Monteiro, 64 anos, fotógrafo, produtor cultural, nascido em Bagé e residente em Porto Alegre.

Higino Barros

Pergunta: Como surgiu a ideia da Street Poa?

Resposta: A história é longa mais vou sintetizar, a ideia da Street surgiu quando me dei conta que os novos talentos da fotografia não tinham espaços para mostrar seus trabalhos e os espaços como galerias, museus, centros culturais, etc era e são pouco visitados. Estimo que cerca de menos de 5% da população da cidade frequentam exposições, mostras, etc. Daí surgiu a ideia de fazer exposições ao ar livre utilizando materiais que mantem a qualidade fotográfica e seja resistente as ações do tempo.

A minha primeira exposição de rua foi também a maior, juntamente com Gilberto Perin criamos a Mosaicografia no Largo Glênio Peres com 20 painéis de 10 metros cada, nunca trabalhei tanto na minha vida em tão curto tempo e a exposição foi um grande sucesso em novembro de 2016. Nos anos seguintes não conseguimos realizar a 2ª edição então em 2018 estava no bar Armazem POA na escadaria da Borges e olhei a enorme parede recém pintada no outro lado do viaduto, logo imaginei painéis naquela paredes imaculadas e 10 meses depois em 12.10. 2018 surgiu a primeira Street Expo Photo sempre com a curadoria adjunta do paulista Marcos Varanda que em todas as edições que trouxe grandes nomes da fotografia brasileira como: Walter Firmo, Gal Oppido, Ronaldo Câmara, Marcio Scavone e muitos outros ícones.

Pergunta:  O que caracteriza essa terceira edição?

Resposta : Essa 3ª edição veio junto com a pandemia e todas as suas consequências, tive receio de fazer, mas notei que na Europa a arte mais do que nunca estava na rua. A localização da escadaria da Borges com suas 2 frentes viradas para o Guaiba, proporciona uma constante corrente de ar, o que ajuda contra a Covid.

A outra característica é o grande número de fotógrafos interessados em participar,  já que tivemos inscrições de 10 estados e mais Canadá, França e Portugal.

Foto: Divulgação

Pergunta: Qual o perfil do expositor. Porcentagem de profissionais, porcentagem de amadores.

Resposta: Para realizar esse grande caldeirão sempre busquei fotógrafos amadores emergentes, com um bom e promissor olhar, colocando suas fotos ao lado de fotógrafos profissionais e ícones da fotografia brasileira. Incentivando-os a persistir e evoluir nessa arte que tanto amamos.

Pergunta: O quer predomina. Homem ou mulher?

Resposta:  A Street tem duas formas de participação: Convocatória e convite.  O maior interesse em participar foram as mulheres, creio que mais de 60% dos expositores são fotógrafas. A causa desse comportamento eu confesso que desconheço. Outro fator positivo foi o grande interesse de artistas em participar tanto tivemos que aumentar para 16 os painéis expositivos.

Pergunta: as parcerias do Marco Varanda e com o Foto Clube. Qual é o papel deles?

Resposta: Marcos Varanda é um artista e curador conceituado com grande transito em todos os principais eventos de arte do pais, um parceiro desde 2016 lá com a Mosaicografia,  fez palestras na CCMQ e foi curador adjunto de todas as edições das Streets

Pergunta: O que se projeta para o futuro.?

Resposta: O futuro é hoje, estou com muitos outros projetos em andamento, depois que se faz um se faz vinte. Tenho para o primeiro semestre a exposição de Rua Fotograf em Canela/RS e outros trabalhos.

Foto: Divulgação

Ficha técnica:

Concepção gráfica, Produção e Curadoria: Marcos Monteiro

Curadoria Adjunta: Marcos Varanda

Assistente de produção: Alexandre Eckert

Assessoria de Imprensa: Cachaça Comunicações

Premiações especiais: Foto Clube Porto-Alegrense

Estrutura: 16 painéis de 2 metros por 1 metro, com 119 fotógrafos e 235 fotos

“Hamlet” conserva toda a sua força, 400 anos depois

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 18º volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 18

HAMLET

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2014, 296p.

Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

Telefone da editora: (51) 3232-0071

Os quatro séculos que passaram, desde que Shakespeare (1564-1616) escreveu Hamlet, mostram que sua tragédia conserva toda a sua força. A peça atravessa tempos e mantém íntegro o seu fascínio, comove, faz pensar. Cada geração pode atribuir-lhe novos significados, condizentes como seu tempo. Hamlet é uma obra aberta e indestrutível.

Ato IV, cena 2 – Hamlet: […] Um ouvido tolo não entende um discurso esperto.

“O mercador de Veneza”: quando o homem é o lobo do homem, segundo Shakespeare.

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 16º volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 17

O MERCADOR DE VENEZA

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 192p.

Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

Quem ler a peça com atenção, vai descobrir que Shakespeare, nem tão sutilmente, mostra que há um igual grau de crueldade no mau Shylock e nos bons cristãos da peça e ele poderia também ser acusado de anticristão. Na verdade, a peça vai evidenciar o que Hobbes dirá uns cinquenta anos depois: o homem é o lobo do homem ou, como em Rei Lear, Shakespeare dirá pela boca de Lear: Os homens acabarão se entredevorando e praticando o canibalismo, como os monstros do abismo.

Ato III, cena2 – Bassânio: […] Não há vício, por pior que seja, que não assuma, na aparência, algum aspecto de virtude.

“Sem você não sou ninguém”: bossa nova contemporânea com levada feminina

 

 

A Loop Discos lança no dia 11 de dezembro (sexta-feira), em todas as plataformas digitais, o single “Sem você não sou ninguém. A Bossa Nova foi composta durante a pandemia pelo casal Roberta Amaral, jornalista e João Maldonado, pianista, com letra do baixista Netho Vignol.

O single composto por gaúchos resgata a originalidade da Bossa Nova e é levada por mulheres na composição, vocais, flauta e violão falando sobre o amor livre. “Sem você não sou ninguém” tem também a participação de Paulo Braga, baterista de Tom Jobim e Elis Regina, e foi gravado em diferentes partes do Brasil e Portugal

Esta é a primeira vez que eles se aventuram pelo estilo. Maldonado começou no jazz, passou pelo blues, fez fama no rock gaúcho com a banda TNT até voltar para o jazz. Netho é baixista com a veia do rock. O start veio durante uma live que o pianista participou com Roberto Menescal, e ele disse o seguinte sobre a MPB: “Não inventem coisas novas, apenas façam bem feito o que já existe.

Artistas do selo

“Durante meses sem sair de casa, o que nos salvou do medo e das incertezas da pandemia foi a música, o vinho e as lives. Numa delas (lives), o que Menescal disse ficou martelando, até que o dia em que a Roberta começou a cantarolar uma Bossa Nova. Eu sentei ao piano e veio toda a música. A Loop Discos já tinha a ideia de criar um trabalho envolvendo artistas do selo, foi então que apresentei a Bossa já com a letra do Netho e nasceu ‘Sem você não sou ninguém’”, lembra Maldonado.

A música tem a participação especial de Paulo Braga (RJ), baterista de Tom Jobim e Elis Regina e que gravou o álbum Elis & Tom (1974). Chama atenção também a participação feminina: quem leva a música ao violãé Bibiana Petek (RS) – ela fez toda a produção com João Maldonado –, acompanhada de Denise Fontoura (RS) nas flautas, revelando o talento da cantora Aline Stoffel (RS). Nos vocais, além de Aline e Bibiana, Camila Trentini (RS), Rê Adegas e Taís Reganelli (Lisboa). A letra fala sobre a liberdade que é amar: preso a você sou livre.

“Resgatamos a originalidade da Bossa Nova com toda a força das mulheres. Além de uma delas ser compositora, são elas que levam a música. Nós, homens, apenas acompanhamos no piano, baixo acústico e bateria – somos três e elas seis. É a afirmação de que sem elas não somos ninguém”, destaca João Maldonado.

Sem você não sou ninguém
Música: Roberta Amaral e João Maldonado
Letra: Netho Vignol
Intérprete: Aline Stoffel
Vocais: Aline Stoffel, Bibiana Petek , Camila Trentini, Rê Adegas e Taís Reganelli
Violão: Bibiana Petek
Flautas: Denise Fontoura
Piano: João Maldonado
Baixo acústico: Everson Vargas
Bateria (participação especial): Paulo Braga | Gravado no estúdio Marini (RJ)
Produção e mixagem: Bibiana Petek e João Maldonado
Masterização: Marcelo Fornasier
Selo: Loop Discos

“A Tempestade”, exposição individual de Fábio André Rheinheimer, chega à São Paulo

O ano de 2020 está sendo marcado por estreias para o artista visualFábio André Rheinheimer. Como curador, ele promoveu sua primeira exposição virtual e também desenvolveu sua primeira galeria virtual, utilizando seus conhecimentos como arquiteto. Mas é em dezembro que uma das principais conquistas de sua trajetória de 33 anos no mundo das artes será coroada, com a inauguração da exposição individual “A Tempestade”, no Centro Cultural Correios, em São Paulo. A mostra também marca a reabertura do espaço, que ficou fechado por oito meses, em função da pandemia. A exposição inaugura no dia 3 de dezembro e segue em cartaz até o dia 22 de janeiro de 2021 no prédio histórico do Centro Cultural Correios São Paulo, com acesso pela Praça Pedro Lessa, s/n, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. As visitações podem ser realizadas de segunda a sexta das 10h às 17h.

Ao longo dos 33 anos de atuação nas artes, Rheinheimer participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões de arte, apresentando obras como artista e curador. A mostra do Centro Cultural Correios é sua primeira individual na capital paulista, onde já esteve representado em exposições coletivas. Esse projeto foi concebido sob referência histórica e conceitual do impressionismo e, pontualmente, “A Grande Onda de Kanagawa”, do mestre japonês do estilo ukiyo-e Katsushika Hokusai, sua expressão mais célebre.

 

A exposição é fruto de um projeto de pesquisa estabelecido a partir do exercício pictórico, em que o resultado são fotografias, registros desse processo. Durante a pesquisa, que levou às obras da exposição, Rheinheimer alterou as pinturas continuamente, sobrepondo umas às outras compondo, assim, novas imagens, que surgiam e se extinguiam sucessivamente, em um processo de constante transformação. O resultado são paisagens marítimas, sob efeito de intensa agitação atmosférica, em obras com densa carga dramática.

As imagens selecionadas para esta mostra são os registros dessa contínua investigação pictórica. “A Tempestade” é composta por 13 obras impressas em tecidos diversos com grandes dimensões. Entre esses materiais estão tecidos utilizados normalmente na decoração e na moda, como Linarte, Linho Madrid e neoprene. As fibras apresentadas em grandes dimensões, de 1,40 m por 2,30 m, dão novas cores e características às obras pela estrutura de seus fios, compondo quase que novas criações a partir das pinturas originais, em uma experiência artística completa que integra pintura, fotografia e materiais.

O ARTISTA EM CINCO PERGUNTAS

Higino Barros

1) Como surgiu o convite para expor em São Paulo?

FA: Houve uma comunhão de fatores, mas, antes de tudo, havia o desejo de apresentar meu trabalho para o público paulista, pois seria a prova de
fogo, a qual me sentia seguro para realizar. Em janeiro deste ano, a
apresentação da série ‘A Tempestade’ e seu consequente sucesso, no
Espaço Cultural Correios em Porto Alegre, impulsionou a ideia de leva-la
à capital paulista. A grande surpresa ocorreu quando esta mostra foi
selecionada para reabrir o Centro Cultural Correios São Paulo.

2) É a primeira exposição fora do Estado ou já fez outras anteriormente?

FA: Em 2014 participei de uma coletiva que inaugurou a Galeria New
Creators, localizada nos jardins, em São Paulo. Durante alguns anos, esta
galeria me representou.

3) O que caracteriza a exposição?

FA: É importante lembrar que esta exposição é resultado de um projeto de
pesquisa, desenvolvido a partir do registro fotográfico, tendo por objeto o
exercício pictórico. A referência conceitual e histórica é o impressionismo
e, pontualmente, a obra de arte mais reproduzida no mundo: “A grande
onda de Kanagawa”, obra do artista japonês Katsushika Hokusai. Todo o
processo foi uma grande descoberta. Produzi pouco para um projeto de
pesquisa, aproximadamente são 300 fotografias, das quais apenas 13 são
apresentadas em São Paulo. Neste momento, quando celebro 33 anos de
atividade nas artes, me sinto seguro para ir além e arriscar.

4) E como chegou no recurso de imprimir as fotos em tecidos? O que se
ganha e o que se perde com isso?

FA: Na verdade, nesta etapa o projeto de pesquisa “pedia” impressão das
obras em grande escala, em suportes ainda não explorados, os tecidos
para decoração, por exemplo. Veja bem, existia a garantia de qualidade
de impressão, pois estava bem assessorado pela equipe da Casa Rima,
apoiadora desta mostra, porém poderia não ficar satisfeito com a
qualidade artística, pois sou o maior crítico de meu próprio trabalho,
indiscutivelmente. Diante disto, assumi o risco de ter “surpresas” no
resultado final, as quais não ocorreram. Foi libertador tudo isto, pois
aceitar os possíveis imprevistos tornou o processo ainda mais instigante.
Estou plenamente satisfeito com o resultado.

5) Qual expectativa em relação ao público paulista? O que difere e o que
coincide com o público e mercado gaúcho?

FA: Entre tantas diferenças, ao meu ver, o que distingue ambos os públicos é que São Paulo é uma cidade cosmopolita, com tradição na vanguarda,
com ampla vivência de décadas da Bienal, fatores que refletem na
formação de um público mais preparado e exigente, sem sombra de
dúvidas. Porém, nada que não possamos atingir com um trabalho
insistente, um exercício do olhar continuado, pois, como tudo na vida,
também o senso estético é passível de aprimoramento.

Serviço

Exposição “A Tempestade” de Fábio André Rheinheimer

Local: Centro Cultural Correios SP

Endereço: Praça Pedro Lessa, s/nº, Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo – SP

Horário: de segunda a sexta das 10h às 17h.

Abertura: 3 de dezembro de 2020

Visitação: 3 de dezembro de 2020 a 22 de janeiro de 2021

Entrada gratuita

Acesso para pessoas com deficiência

Classificação etária: livre

Quem venceu o Prêmio Açorianos de Música 2019- 2020

Os vencedores do Prêmio Açorianos de Música 2019-2020 foram revelados em cerimônia virtual realizada no sábado passado, dia 28. O evento ocorreu no palco do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sem presença de público, com transmissão  pela TVE, pelo canal da UFRGS TV no YouTube e na página da Coordenação de Música da SMC no Facebook.

Os mestres de cerimônia Fernando Zugno e Negra Jaque convidaram os espectadores a acompanhá-los por um passeio pela Cidade da Música, que teve abertura com a exposição “Mais tambor menos motor”. O trabalho reúne os artistas do Quilombo do Sopapo, com trilha sonora de Richard Serraria, marcando o encerramento do novembro Negro, um mês potente de debate sobre uma sociedade antirracista.

Na cerimônia foram anunciados os  álbuns, compositores, intérpretes e instrumentistas vencedores nas categorias Música Regional, Música Popular Brasileira, Música Erudita, Música Instrumental e Música Pop. Também foram entregues os prêmios, Espetáculo do Ano, DVD do Ano, Projeto Gráfico, Melhor Álbum Infantil, Produtor Musical, Álbuns do Ano e Revelação do Ano.

A realização do Prêmio Açorianos de Música foi da Secretaria Municipal da Cultura em parceria com  a Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, através do Departamento de Difusão Cultural e do Salão de Atos e UFRGS TV.

A cantora Glau Barros foi contemplada em duas categorias. Foto: Reprodução PMPoa/ Divulgação

VENCEDORES PRÊMIO AÇORIANOS DE MÚSICA 2019/2020

COMPOSITORES

POP
Tati Portela – Impermanência

ERUDITO
Dimitri Cervo – Música Sinfônica

INSTRUMENTAL
James Liberato – Manacô

MPB
Pedro Borghetti – Linhas de Tempo

REGIONAL
Carlos Roberto Hahn – Beira Mar, Beira Rio

INTÉRPRETES

POP
Tati Portela – Impermanência

ERUDITO
Cintia de los Santos – Serenata

INSTRUMENTAL
Elias Barboza – Sexteto Gaúcho

MPB
Adriana Deffenti – Controversa

REGIONAL
Volmir Coelho – Beira Mar, Beira Rio

INSTRUMENTISTAS

POP
Matheu Correa – Meu Rock é Black (guitarra)

ERUDITO
Diego Grendene – O Clarinete na obra de Bruno Kiefer

INSTRUMENTAL
Gambona Ventos do Sul – (guitarra)

MPB
Daniel Wolff – Iberoamericano

REGIONAL
Régis Reis – Vida e Verso

DISCOS

POP
Impermanência – Tati Portella

ERUDITO
Plural – José Milton Vieira

INSTRUMENTAL
Beauty – João Maldonado

MPB
Controversa – Adriana Deffenti

REGIONAL
Beira Mar, Beira Rio – Roberto Hahn e Volmir Coelho

REVELAÇÃO

POP
Matheu Corrêa – Meu Rock é Black (compositor)

ERUDITO
José Milton Vieira – Plural como instrumentista

MPB
Glau Barros – Brasil Quilombo (intérprete)

ESPETÁCULO
Orquestra Villa-Lobos – Afrika

INFANTIL
Musicards – Thiago Di Luca

DVD DO ANO
Glau Barros – Brasil Quilombo

ESPETÁCULO DO ANO
Orquestra Villa-Lobos – Afrika

MELHOR DISCO INFANTIL
Musicards – Thiago Di Luca

PRODUTOR MUSICAL
Matias Pinto – Sexteto Gaúcho

PRODUTOR GRÁFICO
Monema – Plano de Fuga e outros planos

REVELAÇÃO
Matheu Correa – Meu Rock é Black

Morte do artista visual Gelson Radaelli surpreende e causa comoção no meio cultural

Morreu na madrugada de sábado, às 2H30, o artista visual gaúcho Gelson Radaelli. Ele tinha 60 anos e a causa da morte foi um infarto fulminante, sofrido em sua residência depois de passar a noite trabalhando no restaurante Ateliê das Massas, do qual era um dos sócios.

Embora sua morte não tenha repercutido nos meios eletrônicos como rádio e televisão com a atenção que merecia, nas redes sociais, na mídia impressa, no meio cultural oficial e fora dele, inclusive no setor político, foi muito comentada, já que a candidata à prefeita de Porto Alegre, Manuela D’ Ávila lamentou e reconheceu a importância do artista para a cena cultural gaúcha.

Segundo Nadir Lodi Rossini, cozinheiro e que há anos trabalha no Atelier de Massas, Radaelli foi encontrado pela esposa, Rogéria, na sala de casa por volta das 2h30 da madrugada deste sábado. “A causa da morte ainda está sendo investigada, mas informações preliminares indicam para um ataque cardíaco fulminante”, comentou Rossini. Ele deixa dois filhos, Tulia e Teodoro.

Parede do restaurante Ateliê das Massas, com obras de Radaelli. Foto: Ayres Cerutti

O jornalista Ayres Cerutti, amigo do pintor e frequentador do Ateliê das Massas chegou a fazer um desabafo na noite do sábado em seu Facebook : “Assustador absurdo! Nenhuma repercussão midiática pela morte do gênio pictórico Radaelli. Fosse um analfabeto jogador de futebol ganharia estátua de bronze. Poa, cidade imbecilizada!” escreveu Cerutti.

Reconhecimento artístico

No entanto, nas redes sociais e nos depoimentos aos veículos impressos,  amigos do pintor deram depoimentos comovidos. Como o professor Francisco Marshal, gestor do Studio Clio, que registrou:

“Artista grandioso, sincero, revelador, poético, livre, arrojado, ciente do mundo em que vivemos e de como a Arte pode e deve ser. Uma reflexão séria, vigorosa, sobre o mundo, a linguagem, a condição humana.

O concidadão sensível, filântropo, propiciador. Em seu restaurante Atelier de Massas (o melhor restaurante de massas do planeta), a arte e a amizade tinham morada sagrada. Quantos artistas e pessoas da educação e da cultura foram por Gelson apoiados?

Enófilo primoroso, porque um grande artista é também Dioniso, como Radaelli sempre foi. E um amigo diletíssimo. Estou absolutamente arrasado com a morte súbita e indevida de meu queridíssimo amigo. Gelson Radaelli. Um dos melhores. Fica conosco teu legado de arte, amor e vida. Eternamente.”

Galeson Radaelli com Graça Craidy e Francisco Marshall no Studio Clio. Foto: Reprodução/ Divulgação

A artista visual Graça Craidy também deu um depoimento  sobre a morte do artista, de quem era amiga.

“Uma figura especialmente amorosa, bonachão, homem de paz, um grande querido. Como artista, um estilo único, livre, talentoso, desaforado, reinava naquelas telas como um maestro de mazurka, expressionista do gesto carregado de tinta e paixão. Herdeiro natural de Iberê Camargo, encantava com os revolteios das suas pinceladas soltas que iam do céu à terra sem medo de ser feliz. Ele brincava comigo que éramos da mesma família artística, a dos viscerais apaixonados. Me sentia honrada e feliz por um artista tão especial como ele me acolher no seu generoso clã. Há poucos dias, expôs na Bolsa de Arte uma coleção incrível de pinturas fresquinhas, atrevidas, intensas. E eu até tinha recém feito um retratinho dele, para lhe homenagear pela exposição, mas nem deu tempo de lhe entregar em mãos! Adorava fazer cara feia, só acreditava quem não o conhecia. Um corazón de melón! Um amor de Radaelli. No seu inesquecível restaurante Atelier das Massas, foi um mestre amoroso abrindo os braços para acolher todos em seu imenso coração. Para nossa infinita tristeza, parte o homem, fica a sua arte para sempre, a nos lembrar da sua enorme liberdade e fulgor. Descansa em paz, amado Radaelli!”

 

Gelson Radaelli, em pintura de Graça Craidy. Foto; Reprodução

Homenagens oficiais

Os veículos impressos da capital, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio deram a notícia com o merecido destaque em seus espaços culturais. O jornal Extra-Classe fez um extenso registro da vida e obra do pintor, destacando sua produção artística e dono de um estabelecimento de gastronomia apreciado por todos seus frequentadores. No local, Radaeeli expunha parte de sua produção pictórica.

Por meio de nota, a Associação dos Escultores do Estado do RS (AEERGS) comunicou o falecimento e agradeceu ao artista. “As obras dele também integram coleções de diversos museus, instituições e galerias brasileiras, que agora manterão viva a memória de tão importante artista. A ele, nossa gratidão”.

A Secretaria de Estado da Cultura- SEDAC também emitiu nota sobre o falecimento do artista. Nela diz:

“A Secretaria de Estado da Cultura – SEDAC, através do Instituto Estadual de Artes Visuais – IEAVi, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS e do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS, lamenta com pesar o falecimento do artista Gelson Radaelli, na madrugada deste sábado, 28.11.2020, aos 60 anos.

Destacado nome da pintura do Rio Grande do Sul, Radaelli integra a geração que despontou nos anos 1980, vinculando-se à vertente dos jovens artistas que protagonizaram o que se convencionou denominar por “retorno da pintura”.

já não mais partindo da oposição anterior entre figuração e abstração, mas de um renovado interesse por uma pintura de linguagem e conceituação contemporânea, de tratamento gestual e forte apelo subjetivo, constituindo certo encaminhamento da tradição das correntes expressionistas.

Graduado em 1986, em Comunicação Social, Radaelli estudou pintura com Karin Lambrecht, Michael Chapman, Luis Baravelli, Armando Almeida e Fernando Baril.

A partir dos anos 1980, realizou e participou de dezenas de exposições, incluindo o MACRS e o MARGS. Também recebeu diversos prêmios nacionais.

Integrava a Casa do Desenho, ao lado de Eduardo Haesbaert e Fábio Zimbres. Foi ainda editor de arte e ilustrador dos jornais “O continente” e “Prá ver”, além de proprietário e chef de cozinha do tradicional restaurante Atelier das Massas, em Porto Alegre.

Em 2017, apresentou no MARGS a exposição “Neon”, sua última individual no Museu, com curadoria de Icleia Cattani.

Nas palavras de Radaelli: “A arte é um tipo de produção ou posicionamento que não provoca apenas coisas boas, mas também te provoca o estranho, relação de proporcionar a letargia, tirar o prazer absoluto. A arte é um caminho de reflexão”.

Deixamos nossa solidariedade e sentimentos à família e aos amigos.

Foto: Túlia Radaelli/ Divulgação

Igualmente, a Secretaria de Cultura de Porto Alegre, registrou o falecimento, em nota:

“Lamentamos com profundo pesar o falecimento do pintor Gelson Radaelli. Apaixonado pelas artes plásticas e gastronomia, no ano de 1992 inaugurou e passou a administrar o Atelier das Massas, no Centro Histórico. Nas paredes do restaurante exibia suas obras. Mais um grande nome que nos deixa em 2020 e que será lembrado através de seu legado”.

 

 

Autores negros, virtualmente, no Festival de Literatura Fósforo,

A Secretaria Municipal da Cultura, em parceria com a Livraria Baleia,  promove o Festival de Literatura Fósforo, com eventos em alusão ao Mês da Consciência Negra. Os encontros virtuais ocorrem de24 de novembro a 4 de dezembro e podem ser acompanhados pelocanal da Coordenação de Artes Cênicas no YouTube(link https://bit.ly/CACyt).

Os encontros serão organizados em dois blocos, tomando emprestada a dinâmica das apresentações de teatro online. No primeiro momento, os convidados apresentam uma obra ou auto que tenha sido determinante em sua formação como escritor e que seja capaz de invocar sua própria obra. No segundo bloco, a plateia presente na sala poderá fazer perguntas e comentários utilizando áudio e vídeo.

A proposta é que cada um dos convidados apresente ao público um livro que tenha sido representativo e importante em sua formação como escritor. Com isso, o público terá a oportunidade de conhecer em detalhe os universos literários de Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Fernanda Bastos, Itamar Vieira Júnior, José Falero, Luciany Aparecida, Luna Vitrolira e Luiz Maurício Azevedo.

PROGRAMAÇÃO

24/11 (terça-feira) às 19h (link para entrar na sala – https://us02web.zoom.us/j/88032205486)
Fernanda Bastos e Luna Vitrolira

27/11 (sexta-feira) às 19h
Luciany Aparecida e Luiz Maurício Azevedo

1/12 (terça-feira) às 19h
Itamar Vieira Junior e José Falero

4/12 (sexta-feira) às 19h
Cidinha da Silva e Eliana Alves Cruz

Autores e autoras convidadas

– Cidinha da Silva é poeta, ficcionista e crítica literária, autora de mais de uma dezena de livros, entre eles Um exu em Nova York e O homem azul do deserto.

– Eliana Alves Cruz é jornalista e escritora, autora dos livros Água de barrela, O crime do Cais do Valongo e Nada digo de ti que em ti não veja.

– Fernanda Bastos é jornalista, poeta e editora, autora dos livros Dessa cor e Eu vou piorar.

– Itamar Vieira Júnior é escritor, autor de Torto arado e A oração do carrasco.

– José Falero é escritor, cronista da revista Parêntese, autor dos livros Vila Sapo e Os supridores.

– Luciany Aparecida é professora e escritora, autora dos livros Contos ordinários de melancolia e Florim (em pré-venda), entre outros.

– Luna Vitrolira é professora e poeta, autora de Aquenda: o amor às vezes é isso.

– Luiz Maurício Azevedo é escritor, professor e crítico literário, autor dos livros A manipulação das ostras, Pequeno espólio do mal, Boca de conflito, Por uma literatura menos ordinária, entre outros.