A artista visual Zoravia Bettiol completa 85 anos em dezembro, dos quais 65 anos dedicados, initerruptamente, às artes visuais. Ela comemora essas datas realizando, de forma virtual, a mostra de pinturas “Ícones.”
São quinze obras nas quais homenageia personalidades relacionadas às artes, como Mercedes Sosa, Tamara Toumanova, Mario Quintana e às ciências, como a Condessa de Lovelace.
Também representa figuras míticas como Iemanjá, O Boto, Penélope, Ulysses, Medusa, Ícaro. “Quanto às figuras ficcionais, me inspirei em Alice de Lewis Carroll, A Bela Adormecida, Pinóquio e o personagem circense Mágico. As personagens da comédia Del Arte, Colombina, Pierrô e Arlequim, também integram esse conjunto”, explica.
“Na concepção dessa série, realizei as pinturas em acrílico sobre madeira, sendo alguns suportes em formato retangular e outros trapezoidais. Na parte superior, represento o busto de cada personagem e, abaixo, em suspenção e dinâmica, alguns elementos relacionados à vida ou a obra de cada um deles”, afirma.
Além da exposição, a galeria também conta com obras da artista de diferentes técnicas e séries. A galeria também disponibiliza os catálogos virtualmente para os interessados em conhecer ou adquirir as obras.
SERVIÇO:
Título: Mostra Ícones
Artista: Zoravia Bettiol
Data: de 10 de dezembro de 2020 a janeiro de 2021.
Durante todo o segundo semestre do ano, sensibilizados com as dificuldades adicionais provocadas pela pandemia do novo coronavírus, artistas visuais de Porto Alegre doaram trabalhos de sua autoria para reverter em alimentos à comunidade carente da Vila Jardim (zona leste da capital). A líder comunitária Marcia Curcio encarregou-se de realizar sorteios das obras de arte, cuja arrecadação destinou-se à compra de cestas básicas para 450 famílias do local, além de, para o Natal, presentes para 850 crianças.
Sury Peralles foi sorteada com obra de Erico Santos. .
A cada sorteio realizado entre julho e dezembro, a rotina da vila, perto do Beco Pio XII, onde se situa a casa de Marcia, transformou-se com a chegada do caminhão carregado de cestas básicas. Organizados em fila na rua, respeitando o distanciamento físico e usando máscaras, os moradores, principalmente mães e filhos, receberam os mantimentos em um clima de alegria e confraternização.
Líder comunitária da Vila Jardim, Marcia Curcio. Foto: Graça Craidy/ Divulgação
Nos sorteios, transmitidos pela internet, em meio à distribuição das sacolas com produtos alimentícios – foram 1.552, no total -, Marcia quase sempre requisitou a ajuda de uma criança para remexer os papeizinhos com os números, atribuindo aos pequenos uma posição de responsabilidade e importância. Uma mão pequenina, sentindo-se incluída no contexto da ação social, mergulhava no saco plástico e trazia à tona a numeração do ganhador.
Com voz de líder, o nome do felizardo era anunciado por Marcia. Abertos ao público em geral, os sorteios atraíram em especial a atenção de apreciadores das artes plásticas e pessoas conectadas com as redes sociais dos artistas.
Nomes reconhecidos
A relação de artistas envolvidos na ação social tem nomes reconhecidos nas artes plásticas gaúchas: Clara Pechansky, Britto Velho, Beatriz Balen Susin, Erico Santos, Roseli Jahn, Velcy Soutier, Ana Lovatto, Arlete Santarosa, Kika Herrmann, Rosali Plentz, Graça Craidy, Angela Zaffari, Nara Fogaça, Celma Paese, Gilmar Fraga e Geraldo Markes. Esse último grafitou o muro do Beco Pio XII, incluindo o da casa de Marcia, com desenhos coloridos e o nome Vila Jardim. A obra já virou point dos moradores para selfies.
Muro grafitado pelo artista Geraldo Markes.
A ação social teve início numa conversa entre Roseli Jahn, a primeira artista a doar obra, e a líder comunitária, que é secretária em um consultório médico. Posteriormente, Roseli contatou a colega Graça Craidy, que aderiu à causa e não só doou um quadro de sua autoria como se incumbiu de convidar outros nove artistas a participar, e passou a ajudar Marcia a divulgar as rifas para atrair compradores, muitos deles cativos da promoção.
“A arte veio para matar a fome”
“A pandemia deixou várias comunidades carentes em estado de vulnerabilidade, pois muitos perderam seus empregos, bicos, faxinas. A fome chegou rapidamente, recebíamos muitos pedidos de alimentos. As doações foram diminuindo pelo fato de que muitos que nos ajudavam também tiveram que conter gastos. Nessa hora de preocupação apareceram os artistas, que se transformaram na nossa maior fonte de arrecadação. A arte veio para matar a fome da nossa comunidade”, relata a líder comunitária.
A moradora Ketlen de Oliveira Marques, 24 anos, mãe de três filhos, manifesta gratidão por ter recebido as cestas básicas, “quando os armários estavam vazios”. Ela conta que perdeu o emprego em meio à pandemia e o marido, Welinton, adoeceu. Andrea da Silva Oliveira, outra moradora, também diz que os alimentos recebidos foram muito importante para a subsistência de sua família. Conforme as duas, as crianças estão ansiosas esperando os presentes do Papai Noel.
Menina ajuda a líder comunitária a fazer sorteio.
A alegria não se restringe apenas aos moradores beneficiados com alimentos, mas se estende aos felizardos ganhadores das obras de arte, como, por exemplo, o arquiteto e urbanista Newton Burmeister, que, comprando mais de um número em diferentes sorteios, levou para casa uma xilogravura de Arlete Santarosa e uma pintura de Celma Paese, e a professora de pintura Sury Peralles, contemplada com uma serigrafia de Erico Santos.
Grande Rifa de Natal
No dia 19 de dezembro, para fechar as rifas do ano, serão sorteados quatro trabalhos, de Clara Pechansky, Ana Lovatto, Angela Zaffari e Nara Fogaça. Cada número, a R$ 20,00, pode concorrer até quatro vezes. Para participar, o depósito no valor do total de números adquiridos deve ser feito usando o pix com o CPF 388975980 72, em nome de Marcia Regina Garcia Curcio. Dados bancários: Banrisul (041), agência 0027, conta corrente 3901469105. Comprovante do pagamento e escolha dos números pelo whatsapp 9109 6918, com Cintia Almeida.
Outras ações em favor das famílias carentes da comunidade, como doações de brinquedos, são recebidas pela União Vila Jardim, movimento liderado por Marcia Curcio.
Artistas opinam sobre a ação:
Beatriz Balen Susin:“A arte é um olhar sensível sobre a vida e acredito no gesto de doar uma obra como parte desta mesma vida.”
Erico Santos: “Ajudar com meu trabalho a suprir as carências de tanta gente é sentir a verdadeira valorização da própria arte.”
Clara Pechansky: “Como artista, eu me gratifico ao saber que minha obra pode transformar vidas. Mesmo que seja através de um pequeno gesto meu, uma ação solidária de empatia que custa pouco para quem compra uma rifa pode gerar importantes mudanças em quem tem muito pouco.”
Roseli Jahn: “Me enche de alegria realizar que o meu desenho se converteu em muitas cestas básicas. Entendi a dimensão dessa linda troca.”
Kika Herrmann: “A arte e o amor moram no outro. É uma honra poder participar e ajudar um pouquinho.”
Rosali Plentz: “Com a arte sensibilizamos o outro a olhar. Ajudar este lindo projeto despertou nosso olhar e empatia para esta comunidade.”
Geraldo Markes: “Quando as crianças passam pelo beco e contemplam as intervenções e revelam aquele brilho no olhar, não tem preço.”
Graça Craidy: “A arte é tão grande, tão maravilhosa, que pode alimentar, além da alma, o corpo.”
Arlete Santarosa: “A essência do homem se revela com a arte. O fato de doar uma obra que servirá para alimentar pessoas é infinitamente compensador.”
Britto Velho: “Abstraindo a função social que a arte pode ter, uma forma objetiva é o artista doar para a vila algo de si. Contem comigo no ano que vem.”
Ana Lovatto: “Aquarelar, desenhar, pintar, não vivo sem. Minha alegria é também poder proporcionar aos alunos, através da arte, a descoberta pessoal de expressão e realização de vida. É uma honra, através da minha arte, doar felicidade à belíssima causa da vila.”
Gilmar Fraga: “Foi um prazer participar dessa corrente junto a tantos artistas amigos que admiro, e ainda propiciar um Natal melhor para os pequenos da Vila Jardim. Que beleza ver e ser agente na prática do binômio arte e solidariedade.”
Celma Paese: “A arte une e alimenta o amor coletivo.”
Velcy Soutier: “Contribuir para alimentar o corpo e o espírito das pessoas gratificou o meu trabalho.”
Nara Fogaça: “Feliz por estar junto nesse projeto que pode transformar vidas, levando alegria e autoestima a crianças excluídas.”.
Angela Zaffari: “Essa é uma bela iniciativa, pode contar comigo.”
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Créditos das imagens:
Arte painel com artistas e obras: Graça Craidy/Divulgação
Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel são reconhecidos na arte da fotografia, mas também dão seus passos no universo das letras. Com coordenação do escritor, publicitário e músico Rubem Penz, resolveram unir as duas paixões. O resultado é o projeto “Grão – imagens, palavras, eternidade”, uma iniciativa que se transformará em livro a partir do financiamento coletivo disponível em: https://bit.ly/3lYhqv1.
Iara Tonidandel. Foto: Juliana Baratojo/ Divulgação
Estará presente no livro uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, que faleceu em março de 2020. Uma imagem que ele fez do pai em Cuba inspirou a produção de duas crônicas, uma escrita por Monteiro a e a outra por Iara. A imagem escolhida representa a fusão da fotografia e da literatura, que motivou os autores a produzirem a obra.
Foram convidados ainda os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Todos foram instigados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos convidados.
Foto de Iara Tonidandel. /Divulgação
Quem tiver interesse, pode apoiar o projeto até o dia 4 de janeiro, com contribuições que vão de R$ 40 a R$ 145. Entre as recompensas, dependendo do valor, os participantes poderão escolher fotos exclusivas que farão parte da obra e o próprio livro, com lançamento previsto para março.
Glau Barros é a atração de sábado (12.12) no Ecarta Musical, projeto permanente da Fundação Ecarta, com transmissão online. A cantora apresenta o show Brasil Quilombo, álbum que conquistou no Prêmio Açorianos 2020 as categorias de Disco do Ano e Revelação, além das indicações de Melhor Intérprete de MPB e Melhor Espetáculo.
A artista é considerada uma das revelações do samba no Rio Grande do Sul com uma trajetória de 30 anos na música, além de grande intérprete. No show vem acompanhada do violonista Eduardo Moreira e de Alexsandra Amaral na percussão, interpretando canções de compositores gaúchos e releituras de músicas consagradas do gênero. A seleção passa por Lupicínio Rodrigues, 26, de Edison Guerreiro, e A caixa e o tamborim, de Pâmela Amaro. Zé Caradípia, em parceria com Luis Mauro Vianna, assina a faixa-título, e o repertório inclui ainda as canções Vem devagar, de Zilah Machado, e Fuxico, de Mestre Paraquedas, entre outras.
O álbum Brasil Quilombo foi lançado em junho de 2019 no Theatro São Pedro e a direção musical é de Gelson Oliveira com produção e arranjos de Marco Farias.
A transmissão inicia às 18h com acesso gratuito nas redes sociais da Ecarta.
Projeto poético-gráfico de Nenung e Leo Lage, “Oceano Lúdico” é um e-book de poesia com intervenções gráficas. A ideia é que a cada dois meses saia um novo volume focado sobre uma temática essencial. Segundo o material de divulgação “esta estreia se pergunta “onde anda meu poder?” um questionamento provocativo que mira inspirar a reconquista de nossa liberdade diante dos ditos poderes estabelecidos que naufragam a olhos vistos, sem, no entanto, abrir mão de seus domínios.
Nenung é um criador constante, seja nas canções, nas publicações regulares pela rede social, nas parcerias que não param de se expandir. A pandemia trouxe o desafio de seguir criando, inspirando e mantendo contato com seu público, agora necessariamente adepto das publicações virtuais. Em parceria com o designer e artista gráfico Leo Lage, parceiro de todos seus livros e discos lançados de quatro anos pra cá, desenvolveram um formato que une lucidez lúdica com uma estética vibrante e sintética onde Leo interviu sobre fotos de Nenung, que captura as pequenas maravilhas naturais encontradas no seu cotidiano contemplativo.
Oceano Lúdico, capa/ Divulgação
Poeta, músico e meditador, Nenung tem espalhadas pelo país canções e poesias, além de manter uma produção constante de pensares e olhares compartilhados. Cultiva parcerias com Dado Villa-lobos, Paula Toller, Moreno Veloso, Frejat, Liminha, Ronaldo Bastos, Wander Wildner, Mariana Aydar, EduK, Leo Cavalcanti e muitos mais. Tem residência e centro criativo na área do Centro Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling/ Três Coroas-RS. Tem dois livros de poesia publicados, “desCabimentos”(2016) e “incendeia tua Aldeia”(2018), seguidos agora do e-book “Oceano Lúdico”. www.nenung.com
Leo Lage é artista gráfico e designer e há mais de uma década abandonou a publicidade apesar de angariar vários prêmios no meio, para navegar na aventura de uma arte sem amarras. Já criou mais de 60 projetos gráficos e inúmeras ilustrações para a música nacional, e algumas internacionais. No audiovisual participou de mais de 50 projetos, sendo em grande parte como ilustrador, designer ou artista para a criação de identidades visuais. www.leolage.org ou instagram @leolagee”
OCEANO LÚDICO: e-book com 18 poesias reflexivas ilustradas
Valor: R$ 14,00
Já à venda pelo site do artista ou pelos perfis de rede social de Nenung
A Street Expo Photo 2020 será realizada em 12.12.2020 com duração de 30 dias, na escadaria Verão do centenário viaduto da Borges de Medeiros em Porto Alegre -RS Brasil. Lugar nobre e bonito e com circulação de milhares de pessoas. Essa será a 3ª edição da Street Expo Photo. No ano passado havia 14 painéis com 115 fotógrafos do Brasil e Europa e a estimativa dos organizadores que cerca de 50 mil visitantes, passaram pelo local. Por causa da Covid 19 não haverá abertura oficial, como nas edições anteriores.
Nas duas edições anteriores participaram ícones da fotografia, tais como: Walter Firmo, Gal Oppido, Fernando Rojas, Marcos Varanda, , José Roberto Bassul, Luis Pereira (Portugal), Fidalgo Pedrosa (Portugal) Laurent Dufour (França) entre outros.
Segundo seu idealizador, Marcos Monteiro, “nunca a Street Expo Photo se mostrou tão importante quanto agora nesse momento de
pandemia, nossa proposta nas edições anteriores foi dar maior visibilidade a novos artistas ao lado de outros artistas consagrados.
Com a pandemia mais do que nunca a arte precisa ir para as ruas já que todos os museus e galerias estão fechados, mais do que nunca a arte tem que estar junto ao povo na rua. Porto Alegre tem a honra de ter a maior exposição fotográfica a céu aberto do Brasil.”
A participação para a Street Expo Photo2020 aconteceu por convite ou convocatória através do email streetexpophoto@gmail.com
Foto: Marcos Monteiro posando para selfie com a fotógrafa Iara Tonidandel Divulgação.
Conversa com Marcos Monteiro, 64 anos, fotógrafo, produtor cultural, nascido em Bagé e residente em Porto Alegre.
Higino Barros
Pergunta: Como surgiu a ideia da Street Poa?
Resposta: A história é longa mais vou sintetizar, a ideia da Street surgiu quando me dei conta que os novos talentos da fotografia não tinham espaços para mostrar seus trabalhos e os espaços como galerias, museus, centros culturais, etc era e são pouco visitados. Estimo que cerca de menos de 5% da população da cidade frequentam exposições, mostras, etc. Daí surgiu a ideia de fazer exposições ao ar livre utilizando materiais que mantem a qualidade fotográfica e seja resistente as ações do tempo.
A minha primeira exposição de rua foi também a maior, juntamente com Gilberto Perin criamos a Mosaicografia no Largo Glênio Peres com 20 painéis de 10 metros cada, nunca trabalhei tanto na minha vida em tão curto tempo e a exposição foi um grande sucesso em novembro de 2016. Nos anos seguintes não conseguimos realizar a 2ª edição então em 2018 estava no bar Armazem POA na escadaria da Borges e olhei a enorme parede recém pintada no outro lado do viaduto, logo imaginei painéis naquela paredes imaculadas e 10 meses depois em 12.10. 2018 surgiu a primeira Street Expo Photo sempre com a curadoria adjunta do paulista Marcos Varanda que em todas as edições que trouxe grandes nomes da fotografia brasileira como: Walter Firmo, Gal Oppido, Ronaldo Câmara, Marcio Scavone e muitos outros ícones.
Pergunta: O que caracteriza essa terceira edição?
Resposta : Essa 3ª edição veio junto com a pandemia e todas as suas consequências, tive receio de fazer, mas notei que na Europa a arte mais do que nunca estava na rua. A localização da escadaria da Borges com suas 2 frentes viradas para o Guaiba, proporciona uma constante corrente de ar, o que ajuda contra a Covid.
A outra característica é o grande número de fotógrafos interessados em participar, já que tivemos inscrições de 10 estados e mais Canadá, França e Portugal.
Foto: Divulgação
Pergunta: Qual o perfil do expositor. Porcentagem de profissionais, porcentagem de amadores.
Resposta: Para realizar esse grande caldeirão sempre busquei fotógrafos amadores emergentes, com um bom e promissor olhar, colocando suas fotos ao lado de fotógrafos profissionais e ícones da fotografia brasileira. Incentivando-os a persistir e evoluir nessa arte que tanto amamos.
Pergunta: O quer predomina. Homem ou mulher?
Resposta: A Street tem duas formas de participação: Convocatória e convite. O maior interesse em participar foram as mulheres, creio que mais de 60% dos expositores são fotógrafas. A causa desse comportamento eu confesso que desconheço. Outro fator positivo foi o grande interesse de artistas em participar tanto tivemos que aumentar para 16 os painéis expositivos.
Pergunta: as parcerias do Marco Varanda e com o Foto Clube. Qual é o papel deles?
Resposta: Marcos Varanda é um artista e curador conceituado com grande transito em todos os principais eventos de arte do pais, um parceiro desde 2016 lá com a Mosaicografia, fez palestras na CCMQ e foi curador adjunto de todas as edições das Streets
Pergunta: O que se projeta para o futuro.?
Resposta: O futuro é hoje, estou com muitos outros projetos em andamento, depois que se faz um se faz vinte. Tenho para o primeiro semestre a exposição de Rua Fotograf em Canela/RS e outros trabalhos.
Foto: Divulgação
Ficha técnica:
Concepção gráfica, Produção e Curadoria: Marcos Monteiro
Curadoria Adjunta: Marcos Varanda
Assistente de produção: Alexandre Eckert
Assessoria de Imprensa: Cachaça Comunicações
Premiações especiais: Foto Clube Porto-Alegrense
Estrutura: 16 painéis de 2 metros por 1 metro, com 119 fotógrafos e 235 fotos
A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 18º volume.
A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 18
HAMLET
p/William Shakespeare
Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck
Porto Alegre, Editora Movimento, 2014, 296p.
Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.
Telefone da editora: (51) 3232-0071
Os quatro séculos que passaram, desde que Shakespeare (1564-1616) escreveu Hamlet, mostram que sua tragédia conserva toda a sua força. A peça atravessa tempos e mantém íntegro o seu fascínio, comove, faz pensar. Cada geração pode atribuir-lhe novos significados, condizentes como seu tempo. Hamlet é uma obra aberta e indestrutível.
Ato IV, cena 2 – Hamlet: […] Um ouvido tolo não entende um discurso esperto.
A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 16º volume.
A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 17
O MERCADOR DE VENEZA
p/William Shakespeare
Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck
Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 192p.
Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.
Quem ler a peça com atenção, vai descobrir que Shakespeare, nem tão sutilmente, mostra que há um igual grau de crueldade no mau Shylock e nos bons cristãos da peça e ele poderia também ser acusado de anticristão. Na verdade, a peça vai evidenciar o que Hobbes dirá uns cinquenta anos depois: o homem é o lobo do homem ou, como em Rei Lear, Shakespeare dirá pela boca de Lear: Os homens acabarão se entredevorando e praticando o canibalismo, como os monstros do abismo.
Ato III, cena2 – Bassânio: […] Não há vício, por pior que seja, que não assuma, na aparência, algum aspecto de virtude.
A Loop Discos lança no dia 11 de dezembro (sexta-feira), em todas as plataformas digitais, o single “Sem você não sou ninguém”. A Bossa Nova foi composta durante a pandemia pelo casal Roberta Amaral, jornalista e João Maldonado, pianista, com letra do baixista Netho Vignol.
O single composto por gaúchos resgata a originalidade da Bossa Nova eé levada por mulheres na composição, vocais, flauta e violão falando sobre o amor livre. “Sem você não sou ninguém” tem também a participação de Paulo Braga, baterista de Tom Jobim e Elis Regina, e foi gravado em diferentes partes do Brasil e Portugal
Esta é a primeira vez que eles se aventuram pelo estilo. Maldonado começou no jazz, passou pelo blues, fez fama no rock gaúcho com a banda TNT até voltar para o jazz. Netho é baixista com a veia do rock. O start veio durante uma live que o pianista participou com Roberto Menescal, e ele disse o seguinte sobre a MPB: “Não inventem coisas novas, apenas façam bem feito o que já existe.”
Artistas do selo
“Durante meses sem sair de casa, o que nos salvou do medo e das incertezas da pandemia foi a música, o vinho e as lives. Numa delas (lives), o que Menescal disse ficou martelando, até que o dia em que a Roberta começou a cantarolar uma Bossa Nova. Eu sentei ao piano e veio toda a música. A Loop Discos já tinha a ideia de criar um trabalho envolvendo artistas do selo, foi então que apresentei a Bossa já com a letra do Netho e nasceu ‘Sem você não sou ninguém’”, lembra Maldonado.
A música tem a participação especial de Paulo Braga (RJ), baterista de Tom Jobim e Elis Regina e que gravou o álbum Elis & Tom (1974). Chama atenção também a participação feminina: quem leva a música ao violão é Bibiana Petek (RS)– ela fez toda a produção com João Maldonado –, acompanhada de Denise Fontoura (RS) nas flautas, revelando o talento da cantora Aline Stoffel (RS). Nos vocais, além de Aline e Bibiana, Camila Trentini (RS), Rê Adegas e Taís Reganelli (Lisboa). A letra fala sobre a liberdade que é amar: “preso a você sou livre”.
“Resgatamos a originalidade da Bossa Nova com toda a força das mulheres. Além de uma delas ser compositora, são elas que levam a música. Nós, homens, apenas acompanhamos no piano, baixo acústico e bateria – somos três e elas seis. É a afirmação de que sem elas não somos ninguém”, destaca João Maldonado.
Sem você não sou ninguém Música: Roberta Amaral e João Maldonado Letra: Netho Vignol Intérprete: Aline Stoffel Vocais: Aline Stoffel, Bibiana Petek , Camila Trentini, Rê Adegas e Taís Reganelli Violão: Bibiana Petek Flautas: Denise Fontoura Piano: João Maldonado Baixo acústico: Everson Vargas Bateria (participação especial): Paulo Braga | Gravado no estúdio Marini (RJ) Produção e mixagem: Bibiana Petek e João Maldonado Masterização: Marcelo Fornasier Selo: Loop Discos
O ano de 2020 está sendo marcado por estreias para o artista visualFábio André Rheinheimer. Como curador, ele promoveu sua primeira exposição virtual e também desenvolveu sua primeira galeria virtual, utilizando seus conhecimentos como arquiteto. Mas é em dezembro que uma das principais conquistas de sua trajetória de 33 anos no mundo das artes será coroada, com a inauguração da exposição individual “A Tempestade”, no Centro Cultural Correios, em São Paulo. A mostra também marca a reabertura do espaço, que ficou fechado por oito meses, em função da pandemia. A exposição inaugura no dia 3 de dezembro e segue em cartaz até o dia 22 de janeiro de 2021 no prédio histórico do Centro Cultural Correios São Paulo, com acesso pela Praça Pedro Lessa, s/n, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. As visitações podem ser realizadas de segunda a sexta das 10h às 17h.
Ao longo dos 33 anos de atuação nas artes, Rheinheimer participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões de arte, apresentando obras como artista e curador. A mostra do Centro Cultural Correios é sua primeira individual na capital paulista, onde já esteve representado em exposições coletivas. Esse projeto foi concebido sob referência histórica e conceitual do impressionismo e, pontualmente, “A Grande Onda de Kanagawa”, do mestre japonês do estilo ukiyo-e Katsushika Hokusai, sua expressão mais célebre.
A exposição é fruto de um projeto de pesquisa estabelecido a partir do exercício pictórico, em que o resultado são fotografias, registros desse processo. Durante a pesquisa, que levou às obras da exposição, Rheinheimer alterou as pinturas continuamente, sobrepondo umas às outras compondo, assim, novas imagens, que surgiam e se extinguiam sucessivamente, em um processo de constante transformação. O resultado são paisagens marítimas, sob efeito de intensa agitação atmosférica, em obras com densa carga dramática.
As imagens selecionadas para esta mostra são os registros dessa contínua investigação pictórica. “A Tempestade” é composta por 13 obras impressas em tecidos diversos com grandes dimensões. Entre esses materiais estão tecidos utilizados normalmente na decoração e na moda, como Linarte, Linho Madrid e neoprene. As fibras apresentadas em grandes dimensões, de 1,40 m por 2,30 m, dão novas cores e características às obras pela estrutura de seus fios, compondo quase que novas criações a partir das pinturas originais, em uma experiência artística completa que integra pintura, fotografia e materiais.
O ARTISTA EM CINCO PERGUNTAS
Higino Barros
1) Como surgiu o convite para expor em São Paulo?
FA: Houve uma comunhão de fatores, mas, antes de tudo, havia o desejo de apresentar meu trabalho para o público paulista, pois seria a prova de
fogo, a qual me sentia seguro para realizar. Em janeiro deste ano, a
apresentação da série ‘A Tempestade’ e seu consequente sucesso, no
Espaço Cultural Correios em Porto Alegre, impulsionou a ideia de leva-la
à capital paulista. A grande surpresa ocorreu quando esta mostra foi
selecionada para reabrir o Centro Cultural Correios São Paulo.
2) É a primeira exposição fora do Estado ou já fez outras anteriormente?
FA: Em 2014 participei de uma coletiva que inaugurou a Galeria New
Creators, localizada nos jardins, em São Paulo. Durante alguns anos, esta
galeria me representou.
3) O que caracteriza a exposição?
FA: É importante lembrar que esta exposição é resultado de um projeto de
pesquisa, desenvolvido a partir do registro fotográfico, tendo por objeto o
exercício pictórico. A referência conceitual e histórica é o impressionismo
e, pontualmente, a obra de arte mais reproduzida no mundo: “A grande
onda de Kanagawa”, obra do artista japonês Katsushika Hokusai. Todo o
processo foi uma grande descoberta. Produzi pouco para um projeto de
pesquisa, aproximadamente são 300 fotografias, das quais apenas 13 são
apresentadas em São Paulo. Neste momento, quando celebro 33 anos de
atividade nas artes, me sinto seguro para ir além e arriscar.
4) E como chegou no recurso de imprimir as fotos em tecidos? O que se
ganha e o que se perde com isso?
FA: Na verdade, nesta etapa o projeto de pesquisa “pedia” impressão das
obras em grande escala, em suportes ainda não explorados, os tecidos
para decoração, por exemplo. Veja bem, existia a garantia de qualidade
de impressão, pois estava bem assessorado pela equipe da Casa Rima,
apoiadora desta mostra, porém poderia não ficar satisfeito com a
qualidade artística, pois sou o maior crítico de meu próprio trabalho,
indiscutivelmente. Diante disto, assumi o risco de ter “surpresas” no
resultado final, as quais não ocorreram. Foi libertador tudo isto, pois
aceitar os possíveis imprevistos tornou o processo ainda mais instigante.
Estou plenamente satisfeito com o resultado.
5) Qual expectativa em relação ao público paulista? O que difere e o que
coincide com o público e mercado gaúcho?
FA: Entre tantas diferenças, ao meu ver, o que distingue ambos os públicos é que São Paulo é uma cidade cosmopolita, com tradição na vanguarda,
com ampla vivência de décadas da Bienal, fatores que refletem na
formação de um público mais preparado e exigente, sem sombra de
dúvidas. Porém, nada que não possamos atingir com um trabalho
insistente, um exercício do olhar continuado, pois, como tudo na vida,
também o senso estético é passível de aprimoramento.
Serviço
Exposição “A Tempestade” de Fábio André Rheinheimer
Local: Centro Cultural Correios SP
Endereço: Praça Pedro Lessa, s/nº, Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo – SP
Horário: de segunda a sexta das 10h às 17h.
Abertura: 3 de dezembro de 2020
Visitação: 3 de dezembro de 2020 a 22 de janeiro de 2021