A Lei Aldir Blanc e seus cenários são temas de debate virtual por especialistas gaúchos

A Lei Aldir Blanc e a Cultura e seus cenários são temas de debate virtual nesse sábado, dia 04, às 19hrs, promovido pelo Bar do Antônio, com a participação de Antônio Elisandro, André Kryszczun (Secretaria da Cultura RS), Paulo Leônidas (Conselho de Cultura RS), Ricardo Pacheco (músico) e Cristiano Seifeter (cerveja Solidária).

O processo de construção da Lei nº 14.017/2020 de Emergência Cultural,
denominada Aldir Blanc, tem sido uma imensa teia de conversas,
diálogos, debates virtuais e web-conferências entre gestores culturais,
trabalhadores da cultura, pesquisadores, entidades representativas da
cultura brasileira, redes, coletivos, Parlamentares Federais, Estaduais e
Municipais, Prefeitos, Governadores e artistas de todo o território
nacional.

Segundo um dos debatedores da live, Paulo Leônidas,
“Esse esforço coletivo e generoso nos permitiu avançar em
termos técnicos e políticos, na perspectiva de viabilizar a implementação
da Lei de Emergência Cultural. Esses recursos, na ordem de 3 bilhões de
reais, serão fundamentais para garantir uma redução da grande perda
econômica do setor cultural durante a pandemia no Brasil, estimada em
46 bilhões de reais. Entendemos ser fundamental o alinhamento entre o
Governo Federal e os Estados e Municípios, no sentido de um
entendimento comum, numa regulamentação que permita definirmos
com clareza o papel de cada ente federado, garantindo segurança
jurídica, transparência, participação da sociedade e a autonomia de cada
ente federado, como preconiza nossa Constituição. Com esse espírito colaborativo, consensual e de amplo diálogo, vamos debater sobre os principais pontos que acreditamos devam constar na regulamentação nacional para garantir a devida agilidade na distribuição dos recursos e uma maior segurança institucional para a correta aplicação e fiscalização de todo o processo.”, conclui Leônidas.

A vez de O Guri de Uruguaiana, em espetáculo virtual do Theatro São Pedro

Depois de comemorar, com muito sucesso, seus 162 anos de existência com uma live, neste último sábado, que reuniu grandes expressões da música do Estado, o Theatro São Pedro dá continuidade à programação com a realização de um novo show virtual, nesta sexta-feira, dia 03 de julho, às 20h, tendo como atração o Guri de Uruguaiana, que apresenta “O Guri de Uruguaiana e convidados”. O projeto é uma parceria da Fundação Theatro São Pedro e de O Bairrista. A transmissão poderá ser acompanhada pelos canais do Youtube do Theatro São Pedro e d’O Bairrista e nas redes sociais de ambos os parceiros (confira no “Serviço”).

O Guri de Uruguaiana é, hoje, um dos maiores expoentes do humor gaúcho, com milhões de visualizações no Youtube. O personagem criado por Jair Kobe é um fenômeno de público, famoso pelas inúmeras versões da canção Canto Alegretense, composta por Nico Fagundes e Bagre Fagundes. O humorista apresenta um show com convidados por meio de vídeo-chamadas, respeitando todas as normas de distanciamento social. Devido à situação atual de bandeira vermelha pela pandemia da Covid-19 em nossa região, não é possível a captação de imagens do artista no palco do Theatro São Pedro.

O projeto conta com a produção e captação de imagens de O Bairrista, coprodução do Sarau do Solar, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e patrocínio das seguintes empresas: Lojas Pompéia, Banrisul, Termolar, Baldo S/A, EGR e Câmara Municipal de Porto Alegre.

SERVIÇO:

Show virtual com Jair Kobe no show “O Guri de Uruguaiana e convidados”

Dia 03 de julho de 2020, sexta-feira, às 20h

Transmissão pelos seguintes canais:

Theatro São Pedro

Canal do YouTube

http://www.youtube.com/c/TheatroSãoPedroRS

Facebook

www.facebook.com/TeatroSaoPedro

O Bairrista

Canal do YouTube

http://www.youtube.com/obairristars

Facebook

www.facebook.com/obairristars

 

 

Curso virtual para técnico de estúdio de som, na Restinga

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) promove, em parceria com a Caixa Econômica Federal, curso profissionalizante para formação de técnicos para atuação em estúdio de som. A ação denominada Estúdio Mais Restinga inicia as aulas no dia 13 de julho, com término no dia 23 de novembro. Os encontros serão virtuais, sempre às segundas-feiras, das 19h às 21h. As inscrições podem ser realizadas até 10 de julho no link http://bit.ly/SomMultimeios. A idade mínima para participar é 14 anos.

O curso será ministrado pelo professor Driko Oliveira, da empresa Sustain Produções. O conteúdo abordará temas técnicos com objetivo de qualificar o profissional para o campo de atuação. Equipamentos e técnicas para gravações, mixagens, equalizações, operação de áudios, preparação de trilhas, podcasts e anúncios fazem parte do programa das aulas.


Foto: Joel Vargas/PMPA/ Divulgação

E, para promover a continuidade da experiência e o incentivo à profissionalização dos músicos da Restinga, será montado um novo estúdio de gravação no Centro Cultutural Multimeios Restinga (av. Ricardo Leônidas Ribas, 75). As aulas práticas serão realizadas no estúdio quando terminarem as restrições de contato social devido à pandemia do novo coronaírus.

Projeto Mais Restinga – É uma proposta de trabalho social, construída em parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Caixa. O projeto promove atividades inclusivas, culturais, educativas, esportivas e recreativas que devem beneficiar mais de mil pessoas na região. A iniciativa aplica recursos do trabalho social do Programa Minha Casa Minha Vida em uma abordagem territorial, utilizando espaços públicos para a realização das atividades, concentradas em dois polos: o Centro Cultural Multimeios e a Estação Cidadania.


Foto: Joel Vargas/PMPA/ Divulgação

Informações
Telefone: (51) 3289-8298
E-mails: breno@smc.prefpoa.com.brestudiomaisrestinga@gmail.com

Blues de Mari Kerber e Ale Ramalho abre as lives de julho do bar Parangolé

 

O duo de blues formado por Mari Kerber e Ale Ravanello se apresenta ao vivo nas redes sociais do Parangolé nesta quinta-feira (2) às 20h. A apresentação faz parte da segunda edição de uma série de lives que o bar tem realizado com o objetivo de arrecadar recursos para os músicos que costumam se apresentar na casa. O bar segue fechado desde o início da pandemia da Covid-19.

A agenda de lives do Parangolé segue todas as terças e quintas durante todo o mês de julho, com espaço para variados gêneros musicais, como MPB, bossa nova, samba e pop. Estão na lista músicos como Gabriela Lery, Pablo Grilo, Marcelo Lehmann e Chicão Dornelles. Confira a agenda completa na imagem abaixo:

Neste link é possível conferir os shows, todas as terças e quintas, às 20h >> http://www.facebook.com/parangolebar/live_videos/

Novo secretario de Cultura quer fazer auditoria na Lei Rouanet

O secretário de Cultura, Mario Frias, afirmou que pretende uma auditoria sobre a aplicação dos recursos pela lei de incentivo à cultura, conhecida por Lei Rouanet, em entrevista há pouco à CNN Brasil.

Frias substituiu a ex-secretária Regina Duarte há uma semana. O novo secretário disse que não podem existir “os barões da Lei Rouanet”.

Frias ressaltou que a lei de incentivo à cultura é fundamental para um país que se preocupa com cultura. “Mas a cultura não é limitada ao eixo Rio-São Paulo, a cultura é brasileira e deve chegar a outros Estados”, defendeu.

 

A Porto Alegre de 12 mil habitantes que Saint Hilaire viu há 200 anos

Francisco Ribeiro

Na viagem que empreendeu pelo Rio Grande do Sul , há 200 anos, o naturalista francês, Auguste de Saint-Hilaire, ficou mais de um mês em Porto Alegre.

Tempo suficiente para escrever um dos mais importantes relatos sobre como era a vida na, então, sede do governo da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Como nas demais partes do Brasil em que percorreu ao longo de seis anos (1816-1822), Saint-Hilaire, além da botânica, teve um olhar arguto sobre usos e costumes, pessoas, política e administração.

Suas anotações, em forma de diário, mais tarde transformadas em livros, constituem um importante documento histórico.

Porto Alegre, na época, segundo a estimativa apurada por  Saint-Hilaire, contava entre 10 e 12 mil habitantes. Entre esses, ainda viviam muitos dos primeiros porto-alegrenses natos e, até mesmo, gente nascida bem antes da fundação da cidade.

Assim, durante as suas perambulações, Saint-Hilaire pode ter encontrado pessoas que ainda denominassem o local como Porto de Viamão ou Dorneles, ou, mais singelamente, Porto dos Casais.

Mas, fora alguns pioneiros sobreviventes, e seus descendentes, a Porto Alegre de 1820 já era bem diferente daquela de sua fundação.

Na Rua da Praia, que Saint-Hilaire descreve como sendo a única artéria comercial, nada restava para lembrar a antiga colônia de pescadores e suas choupanas, incluindo a primeira capela, ou seja, habitações parecidas como as encontradas por ele no litoral a partir de Torres.

Saint-Hilaire descreve uma Porto Alegre cheia de construções novas e com uma certa pujança econômica, porto e comércio movimentados, fadada “a ficar rica”, como ele projetou.

O francês também constatou que Porto Alegre era bonita: “[…] Aqui lembramos o sul da Europa e tudo quanto ele tem de mais encantador”, escreveu no seu diário.

Por outro lado, achou que a cidade era mais suja que o Rio de Janeiro e lamentou que, apesar do frio intenso, as casas não tinham aquecimento.

E no que diz respeito a arquitetura, observou que, de tão acanhados, os principais edifícios públicos – Palácio, Câmara, Matriz, Palácio da Justiça – não condiziam com a importância da capital, nem com a riqueza da capitania.

Por que este desleixo, ou mesquinharia, com prédios que tem uma forte carga simbólica?

Para responder esta e outras questões, o JÁ  entrevistou o  historiador Sérgio da Costa Franco. Autor de livros como “Porto Alegre Ano a Ano: uma cronologia histórica 1732-1950”, “Os viajantes olham Porto Alegre 1754-1890”, e “Porto Alegre Sitiada”  sente-se a vontade para falar daquele que foi um dos primeiros cronistas da cidade.

JÁ – O que diferencia Saint-Hilaire dos demais viajantes que percorreram o Rio Grande do Sul, especialmente Porto Alegre, na primeira metade do século XIX? Arsène Isabelle (1806-1888) e Nicolau Dreys (1781-1843), por exemplo, só para citar dois, franceses como ele.

SCF – O que diferencia Saint Hilaire dos demais viajantes contemporâneos é tanto a quantidade quanto a qualidade da informação.

Embora fosse um autodidata, Saint-Hilaire exibe uma massa de informação respeitável em botânica, zoologia e outras ciências naturais. O Abeillard Barreto, nosso melhor bibliógrafo, escreveu (Bibliografia Sul-Riograndense) sobre sua enorme capacidade de trabalho na coleta zoológica, a precisão e minúcia do seu diário. Chama-o de “inigualável visitante”, que além de tudo, ainda achava tempo para redigir monografias e comunicações para várias publicações da França.

Quanto a mais alentada de suas obras, a “Voyage à Rio Grande do Sul”, ele escreveu que ainda era o “manancial” mais sadio e mais profundo para o estudo dos homens e das coisas rio-grandenses”.

JÁ – Nicolau Dreys, inclusive, morava na cidade quando Saint-Hilaire esteve em Porto Alegre. No entanto, o naturalista não o menciona. Por quê? Afinal, não havia tantos franceses na cidade. E Dreys era um comerciante e homem de iniciativa.

SCF – Há em Nicholas Dreys uma referência a Saint Hilaire: encontraram-se num almoço em Rio Grande. Mas fora serem ambos franceses, talvez não houvesse muita sintonia entre os dois. Dreys era um bonapartista refugiado e, num tempo de “restauração” bourbônica, talvez não conviesse a Saint Hilaire a aproximação.

No diário, em 12 de julho, ele alude a um negociante francês que o convidara para uma festa. Não seria o Dreys?

JÁ – Trata-se, Saint-Hilaire, do primeiro cronista de Porto Alegre que, aquela altura, apesar de capital, ainda era uma vila?

SCF – Parece-me que a primazia entre os cronistas cabe a dois portugueses: Domingos José Fernandes, autor da Descrição Cronológica, Política, Civil e Militar da Capitania do Rio Grande do Sul (Lisboa, 1804) e a Manoel Antônio de Magalhães, autor de Almanaque da Vila de Porto Alegre. O primeiro fez observações muito interessantes sobre as ruas da vila nascente, assim como o Magalhães, que era comerciante estabelecido na esquina da Rua do Cotovelo (hoje Riachuelo), com o Beco do Fanha (hoje Caldas Júnior). O Almanaque é de 1808.

JÁ – Apesar de achar a cidade mais suja do que o Rio de Janeiro, ele faz observações bastante elogiosas.

SCF – Deve-se considerar que o Rio de Janeiro já era mais urbanizada que Porto Alegre, aqui ainda circulavam muitos cavalos e cabeças de gado. Por isso seria mais suja, suponho.

JÁ – Saint-Hilaire compara, por exemplo, o Caminho Novo (atual Voluntários da Pátria), ao que existe de mais agradável na Europa.

SCF – Lembro que o Caminho Novo era recém aberto e local aprazível, à beira do Guaíba, ocupado por chácaras. Nicholas Dreys lhe fez uma descrição muito lisonjeira. “Depois de se ter passado o fundeadouro da cidade, segue-se a NO um bairro pitoresco, ao qual se deu o nome de Paraíso (atual Praça Quinze); depois deste, na mesma direção, principia uma bela alameda plantada, na beira do rio de árvores frondosas, chamada CAMINHO NOVO que prolonga-se quase sempre com os mesmos ornatos, até perto da embocadura do Rio Gravataí, é certamente dos mais excelentes passeios que se pode ver”. É claro que era o Caminho Novo antes da ferrovia, das indústrias e do comércio atacadista que viriam bem mais tarde. A descrição de Nicolau Dreys me parece mais expressiva que a de Saint Hilaire.

JÁ – Uma das críticas que faz é que, embora o Guaíba seja uma das fontes de água potável da cidade, jogavam nele toda a sorte de imundícies. A população era tão inconsciente?

SCF – Nessa época, antes das descobertas  da microbiologia, não havia muita preocupação com a sujeira dos rios. A primeira hidráulica – a Porto-Alegrense – captava água nas nascentes do Arroio Dilúvio e a distribuía sem tratamento. A segunda, que foi a Guaibense, captava direto no Guaíba e  a distribuía sem filtragem ou qualquer tratamento. O que importava era descartar o lixo grosso: animais mortos, fezes humanas.

JÁ – Saint-Hilaire foi, realmente, o primeiro a constatar que o Guaíba era um lago? Controvérsia, rio ou lago, que dura até hoje.

SCF – Se foi o primeiro não se pode afirmar com certeza. É possível que sim.

JÁ – Uma das razões da sujeira era o fato da maioria das casas não terem jardins ou pátios e, por isso, o lixo ser arremessado diretamente na rua. Procede?

SCF – Provavelmente sim. Ademais, é bom lembrar o gado e os cavalos que frequentavam as ruas com abundância. Se não havia pátios ou jardins, abundavam os terrenos baldios.

JÁ – Ele elogia o local onde estava sendo construída a Santa Casa, nos limites da cidade, o que separaria os doentes dos sãos, evitando contágios. Sinal que, na administração, havia gente bem preparada. A cidade já contava com bons médicos? Era um tempo que, embora já existisse a vacina, grassava a varíola.

SCF – Parece que essa ideia de contágio de doença já existia, mas sem noção exata de como ocorria. A microbiologia só nasceu com os trabalhos de Pasteur e Koch, quase no fim do século 19 (década de 1870).

JÁ – Ele não fala bem das construções da cidade: concepção estética, materiais inadequados, espaços exíguos como o palácio do governador, ou a matriz.

SCF – Envolvida em guerras e revoluções, a sociedade gaúcha não se preocupou muito com a estética arquitetônica. De resto o Rio Grande ainda era uma província pobre, que só prosperou depois da Revolução Farroupilha, o que explica a demolição de quase tudo o que era antigo: a velha Matriz, o palácio dos governadores, a igreja do Rosário, a Bailante da Praça da Matriz, o prédio antigo da Caixa Econômica, a “Casa de Correção”.  Por muito pouco escaparam a igreja da Conceição, o Mercado Central e outras raridades.

JÁ – Em contrapartida, ele diz que se percebe que Porto Alegre era uma cidade nova, cheia de construções. Era um momento pujante na história da cidade?

SCF – Ao tempo de Saint Hilaire, a cidade estava em crescimento. Mas ainda era muito pequena. Ele lhe atribuiu 10 a 12 mil habitantes, talvez com algum exagero, pois o Governador Paulo da Gama, em 1804, calculou em pouco menos de 4 mil os habitantes da freguesia.

Não se pode falar em “pujante” uma cidade que ainda não tinha indústria. Mas impressionava bem os visitantes e tinha boas construções em andamento.

JÁ – Também, como sugestão, fala em esplanadas. Porto Alegre já tinha recursos, do governo ou de particulares, para projetos arquitetônicos mais ousados?

SCF – Não havia recursos para iniciativas grandiosas. Nem do governo, nem dos  particulares.

JÁ – Apesar de todas as críticas, não há dúvida de que ele achou Porto Alegre muito bonita. Ela continua?

SCF – Continua bonita, mas eu não a conheço mais.

 

 

 

 

 

 

Atelier Livre oferece novos cursos virtuais em julho

O Atelier Livre Xico Stockinger, vinculado à Secretaria Municipal da Cultura (SMC), oferece quatro cursos novos, a partir de 6 de julho.

As aulas serão virtuais e abordam arte moderna, arte contemporânea, construções de narrativas e encadernação.

Os valores das capacitações variam entre R$ 150 e R$ 250. As inscrições podem ser realizadas através do blog do Atelier Livre. Servidores da prefeitura têm 50% de desconto, mediante apresentação de comprovação de vínculo. Bolsas poderão ser concedidas, após análise da solicitação e documentação.

O Atelier Livre aceita alunos a partir dos 16 anos.

Cursos

Cadernos de Viagem: do projeto à encadernação
Professor: Marcelo Armesto
Encontros: oito virtuais
Valor: R$ 150,00
Data: terças-feiras, de 7 de julho a 11 de agosto
Horário: terças-feiras, às 19 horas
Pré-requisitos: nenhum

Construção de um caderno de viagem desde a conceituação do projeto até a confecção do livro. Os encontros terão um livro de referência como fio condutor. Cada participante desenvolverá seu próprio caderno de viagem, utilizando referências teóricas e exemplos do campo da arte e da literatura apresentados, além de experiências práticas em encadernação e linguagens gráficas desenvolvidas em aula.

Arte Moderna
Professora: Anelise Valls
Encontros: oito virtuais
Valor: R$ 150,00
Data: início 6 de julho
Horário: segundas-feiras, às 19 horas
Pré-requisito: nenhum

Abordagem da produção artística da segunda metade do século 19 até os dias atuais. Afastando-se da história da arte linear e homogênea, propõe-se aqui tratar de movimentos, artistas e suas obras e demais aspectos constituintes à luz de determinado número de questões, de ordem formal, mas também filosófica e social. Neste sentido, a ideia é abrir sua história a outras perspectivas e narrativas possíveis. Pretende-se que cada uma das aulas possa funcionar como uma pequena introdução autônoma à história da arte moderna e contemporânea, orientada por uma questão específica.

Neste momento, será oferecido o curso Arte Moderna. Ao concluir cada módulo, o aluno deverá ser capaz não apenas de identificar a produção artística nos períodos abordados, como de compreender sua motivação, seus mecanismos históricos, e também seus impasses diante de questões que seguem em aberto.

Arte Contemporânea: Teorias e Práticas

Professora: Anelise Valls
Encontros: seis virtuais
Valor: R$ 150,00
Data: início 7 de julho
Horário: terças-feiras, das 14h às 17h
Pré-requisito: nenhum
Este curso dedica-se ao estudos de artistas e trabalhos que foram marcos nas Arte Contemporânea no eixo internacional, bem como seus agentes e circuito.

Imagem e Palavra Nas Construções Narrativas
Professora: Mayra Redin
Encontros: 16 virtuais
Valor: R$ 250,00
Data: de 6 de julho a 9 de novembro
Horário: segundas-feiras, das 14h à 17h
Pré-requisito: nenhum

Um curso teórico-prático para exercitarmos construções de narrativas a partir da prática da escrita, da fotografia, do áudio e do desenho, com o objetivo de experimentar as relações entre imagem e palavra na construção das poéticas dos participantes.

 

Exposição internacional liderada por Clara Pechansky inaugura no dia 1º de julho

Neste ano, o projeto criado em 2003 por Clara Pechansky terá lançamento no dia 1º de julho, com o catálogo MINIARTE VERDADE VIRTUAL, pelo site www.miniartex.org. A partir desta quarta-feira, 24 de junho, o público já pôde assistir um vídeo mostrando uma prévia do catálogo nas redes sociais da artista no Instagram e no Facebook.

Cerca de 400 artistas de 12 países responderam à convocatória, formando um mosaico colorido e mostrando a diversidade da arte produzida na Argentina, Bélgica, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Itália, Espanha, Estados Unidos, México, Portugal e Taiwan.

O catálogo completo da MINIARTE VERDADE VIRTUAL tem design e produção gráfica de Liana Timm, que também é a Artista do Ano da exposição. São 50 páginas mostrando obras de arte e textos produzidos por artistas visuais, escritores e poetas, entre os meses de março e junho de 2020.

A apresentação do catálogo é assinada por Clara em português, espanhol e inglês, e traz notas biográficas de Liana Timm e dos homenageados de honra: Paula Goldstein, designer de iluminação da Disney, e Bruce Buckley, designer de animação em 3D, ambos norte-americanos.

A MINIARTE INTERNACIONAL também representa no Brasil as entidades Arte Sin Fronteras (Colômbia), Mai-Colombia Internacional, OMAI México e Arte México Internacional.

O Projeto MINIARTE INTERNACIONAL (www.miniartex.org) já produziu 37 edições que viajaram pelos 5 continentes. Sempre organizadas por artistas independentes e ocupando espaços públicos, essas edições compreendem 13 coleções que podem ser visitadas tanto no site da Miniarte quanto na Plataforma Flickr no link: http://bit.ly/3am3sgp.

Mais de 1500 artistas já participaram de diferentes edições, cada uma com um tema específico, na Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Holanda, Inglaterra, Irlanda do Norte, México, Estados Unidos.

A MINIARTE já foi exibida em vários estados brasileiros, a convite de universidades, museus e galerias oficiais.

Sobre Clara Pechansky

Nascida em Pelotas, RS, em 1936, vive e trabalha em Porto Alegre. Possui uma longa trajetória profissional, com mais de 60 exposições individuais e participações em Salões, Bienais, Trienais e coletivas que lhe valeram reconhecimento internacional.

Atualmente coordena as mostras CLARA PECHANSKY Y SUS AMIGAS, expostas no México e no Brasil. Fundou o Projeto Miniarte Internacional em 2003, e após 37 edições mostradas em galerias e museus dos 5 continentes, está inaugurando em 2020 a MINIARTE VERDADE VIRTUAL.

Sobre Liana Timm

Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer. Vive em Porto Alegre com atelier em permanente ebulição.

Sua produção mescla manualidade e tecnologia, conceito e materialidade, história e contemporaneidade. Transita pelas artes visuais, pela literatura, pelas artes cênicas e pela música.

Realizou 74 exposições individuais, 32 shows musicais, publicou 54 livros, sendo 16 individuais de poesia. Recebeu 15 prêmios e desenvolve produções culturais e projetos editorias através da TERRITÓRIO DAS ARTES.

Sobre Paula Goldstein

É artista visual multipremiada. Nascida na Filadélfia, é Bacharel em Artes e Mestre em Design Gráfico.

Estudou Pintura em Roma, e iniciou sua carreira como Designer Gráfica de Animação e Diretora de Arte em Nova York, na NBC Universal, tendo recebido diversos Emmy Awards pelo seu trabalho na TV.

Nos últimos 14 anos Paula vem sendo uma Disney Feature Animation, recebendo vários Oscars técnicos da Academy Awards. Vive em Los Angeles com seu marido Bruce.

Sobre Bruce Buckley

Nascido no Canadá, é desenhista de animação especializado em modelagem em 3D, tendo criado personagens famosos para diretores importantes, como Steven Spielberg.

Artista Modelador Líder em 3D, criou para a Disney O Dinossauro. Nos últimos 20 anos vem trabalhando como modeling/texture artist, 3D designer, Concept Artist e Supervisor de Computação Gráfica para diversos filmes, tanto em animação 3D quanto em efeitos visuais. Também se dedica à escultura e à fotografia.

Algumas obras:

Obra de Clara Pechansky / Foto: Divulgação
Obra de Alejandra Rivera- Colômbia / Divulgação
Paula Goldstein Truth Def / Divulgação
Obra de Lina Lopez / Divulgação- Colômbia
Ana Isabel Lovatto / Brasil / Divulgação

 

Saiu a lista dos indicados ao XIII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas

A Secretaria Municipal da Cultura, através da Coordenação de Artes Plástica, divulgou em edição extra do Diário Oficial (DOPA) desta quarta-feira, 10, os indicados ao XIII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. O júri de indicação foi composto por Luísa Kiefer, Fernanda Albuquerque e Daniel Escobar.

Uma das mais tradicionais premiações do setor, o Açorianos de Artes Plásticas tem como objetivo valorizar, homenagear e distinguir as importantes produções locais que se destacaram ao longo do ano. A iniciativa busca também ser uma forma de registrar, mapear e fomentar as diversas manifestações e suas contribuições com processos de criação e inovação para Porto Alegre.

Prazos – Entre 12 e 18 de junho, ocorre o prazo para a solicitação de recurso administrativo. Dia 19, a comissão de premiação reúne-se para definir a data e o modelo a ser adotado na cerimônia, conforme as normas de distanciamento social.

Parcerias – A Aliança Francesa, através do Institut de França, repete o prêmio Jovem Curador, com viagem à França para o primeiro colocado. Já a Fundação Iberê Camargo oferecerá uma residência. Além das parcerias, a Coordenação de Artes Plásticas irá disponibilizar a agenda das pinacotecas Ruben Berta e Aldo Locatelli para os vencedores das categorias Artista e Curador realizarem uma exposição

Lista dos indicados 

Destaque em artista início de trajetória

Camila Proto

Manoela Furtado

Verônica Vaz

Destaque em artista

Amélia Brandelli

Mariza Carpes

Teresa Poester

Destaque em curadoria

Ana Albani de Carvalho

Gabriel Cevallos

Mulheres Nos Acervos – Pesquisa Colaborativa:  Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin

Destaque em exposição individual

Bruno borne – Ponto Vernal, Bruno Borne, Margs

Como Faremos Para Desaparecer – Eduardo Montelli, Ecarta

Nosso Lugar Ao Sol – Rochele Zandavalli, Centro Cultural da Ufrgs

Destaque em exposição coletiva

Acervo Em Movimento – Um Experimento de Curadoria Compartilhada Entre As Equipes do Margs, Margs

As Coisas Que São Ditas Antes, Ocupação. Residência. Exposição, Casa Baka

Faltava-Lhe Apenas Um Defeito Para Ser Perfeita, Ío, Museu do Trabalho

Destaque em ações de difusão e inovação

6º Festival Kino Beat

Artikin

Mulheres Nos Acervos

Destaque em publicações

Lenir de Miranda: Pintura Périplo, Icleia Borsa Cattani e Paula Ramos, Editora da Ufrgs

Diário De Uma Boneca, Lia Menna Barreto, Fvcb

O Percurso De Um Olhar, Luiz Carlos Felizardo, Departamento De Difusão Cultural, Biblioteca Central da Ufrgs

Destaque em acervos

Mulheres Nos Acervos – Pesquisa Colaborativa:  Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin

Grupo De Bagé – Os Quatro, Caroline Hädrich e Carolina Bouvie Grippa, Fundação Iberê

Ações De Difusão Do Acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo,

Parceria DDC – Acervo Pbsa, Ufrgs

Destaque em ação de educação

10×15: Momentos De Não Calar, CAP/Ufrgs

Ação Educativa, Margs

Claudia Hamerski, Projeto Curadoria Educativa, Galeria Ecarta

Destaque em instituição

Casa Baka

Centro Cultural da Ufrgs

Margs

Festival de Cinema de Gramado é transferido para metade de setembro

A organização do  Festival de Cinema de Gramado comunica a transferência do evento, inicialmente programado para agosto, para o período de 18 a 26 setembro.  A nova data foi fixada a partir da análise do cenário nacional em função da pandemia.

Dia a dia, a organização e as equipes de conteúdo e produção observam e avaliam as alterações no cenário enquanto constroem a edição 2020.

“O Festival de Gramado reúne, aproxima equipes de produção, elencos, diretores e realizadores. São nove dias de celebração ao cinema, de reconhecimento às produções concorrentes, mas também de fomento e incentivo às novas produções. Os festivais mantêm o cinema vivo e Gramado tem muita honra de contribuir com o fortalecimento da indústria do audiovisual. Esse é o nosso compromisso e será mantido ainda que não sejam descartadas alterações ou adequações no formato”, avalia Diego Scariot, gerente de projetos da Gramadotur.

No atual cronograma, a seleção dos filmes para as mostras competitivas – curtas gaúchos e nacionais, longas brasileiros e estrangeiros – deve estar concluída até final de julho.

Segundo informações de 2019, no Brasil, a indústria do audiovisual emprega cerca de 300 mil pessoas. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que o país conta com 12,7 mil empresas de todos os elos da cadeia. A arrecadação anual do setor em impostos diretos e indiretos chega a R$ 3,4 bilhões. “A produção audiovisual tem uma importância social, cultural e econômica inestimável”, conclui Diego.