Martin Pizzarelli Trio faz duas apresentações, esta semana no Espaço 373

O baixista norte-americano Martin Pizzarelli retorna à Porto Alegre com seu trio para duas apresentações no Espaço 373, nos dias 3 e 4 de maio. Com o projeto “What a Wonderful World Tour 2024”, eles prometem uma mistura de Swing Jazz, Pop e Bossa Nova.

Além de Pizzarelli e do cantor e guitarrista Rico Baldacci, o trio ganha uma representação feminina com a participação da pianista sul-coreana Hyuna Park, que passa a integrar o grupo nas apresentações deste ano. No repertório, sucessos como “What a Wonderful World”, “Close to You”, “I Wish”, “All Night Long”, “Day Tripper” e muito mais.

A pianista convidada. sul-coreana Hyuna Park. Foto: Divulgação

SERVIÇO
3 e 4 de maio | Sexta e Sábado | 21h
Martin Pizzarelli Trio
Ingressos: R$50 a R$200
Ingressos antecipados para sexta: https://www.sympla.com.br/evento/martin-pizzarelli-trio-sexta-feira/2423632
Ingressos antecipados para sábado: https://www.sympla.com.br/evento/martin-pizzarelli-trio-sabado/2423633

Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15

Artista visual Amaro Abreu lança o livro “O Islã e a Maçã”, sobre o Oriente Médio

 

Nesta quinta-feira, 2 de maio, 19h, na Agência Livre para Informação Cidadania e Educação (Olavo Bilac, 188) o artista visual Amaro Abreu promove o lançamento do livro ” O Islã e a Maçã ” com conversa sobre o projeto e sobre a viagem ao Oriente Médio, com mediação da Cristina Pozzobon.
Já foram vendidos mais de 300 exemplares na pré-venda e o livro fala sobre relatos dos meses em que o artista Amaro Abreu viajou pelo Oriente Médio, passando inclusive pelo histórico campo de refugiados palestinos de Nahar al – Bared.
O prefácio do livro é das jornalistas Eliane Brum e Lelei Teixeira e posfácio de Rosina Duarte. A foto da capa é da fotojornalista Nair Benedicto e a diagramação de Vitor Mesquita. Participação também da poeta egipcia Amar Al Qady.

A obra escultórica de Eloisa Tregnago, de cabeças esculpidas em mármores, na Ocre Galeria

A portentosa obra escultórica de Eloisa Tregnago constitui a exposição “Lágrima”, escolhida para brindar o segundo ano de existência da Ocre Galeria, que será comemorado ao longo do mês de maio. A artista apresenta cerca de 14 peças esculpidas em mármore nas quais predomina o rosto feminino. A abertura ocorre neste sábado, dia 4 de maio próximo, das 11h às 14h. A visitação, de 6 de maio a 1º de junho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 13h30min.

Segundo o material de divulgação “considerada um dos grandes nomes da escultura contemporânea, Eloisa Tregnago recusa o rótulo de artista plástica e prefere ser considerada escultora, ofício que teve o privilégio de aprender e aperfeiçoar com grandes mestres, como Bez Batti, com quem aprendeu a dominar linha; e com Vasco Prado e Xico Stockinger, com os quais modelou a pedra. Com tais referências referendando seu taleto inato, Eloisa Tregnano embrenhou-se no desafiador campo da escultura, fazendo nascer de pesados blocos de mármore, alvas mulheres de formas generosas e delicadas, cuja força se agiganta diante dos olhos do apreciador, a mesma que se vê na mirada incisiva, porém sensível, de sua criadora, resguardada por discreto recato.”

Obra de Eloísa Tregnago Foto: Valdir Ben/ Divulgação

Sobre a artista convidada

Eloisa Tregnago é natural de Bento Gonçalves, onde se formou em Letras pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). De 1981 a 1983 estudou desenho com João Bez Batti em Bento Gonçalves. Em 1985, mudou-se para Porto Alegre, passando a frequentar aulas de modelagem e escultura com Vasco Prado e Xico Stockinger, de quem viria a se tornar aluna. Hoje é proprietária do atelier que outrora pertenceu a Stockinger, localizado no bairro Vila Nova. Complementou sua formação com Plínio Bernhard e Patrício Farias, dos quais recebeu orientações em desenho, e de Danúbio Gonçalves na gravura. Além do mármore e terracota, a escultora também funde esculturas em bronze no seu atelier.

Possui obras em acervos particulares e em museus. Entre suas obras, Eloisa Tregnago assina, em coautoria com Xico Stockinger, o Monumento à Literatura Brasileira, em homenagem aos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, situado na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Composto por um banco e duas estátuas, foi encomendado para Xico Stockinger pela Câmara Rio-Grandense do Livro, por ocasião da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre. Inaugurada em 26 de outubro de 2001, a obra é um dos principais cartões-postais da cidade. Ela também se orgulha de assinar o Monumento ao Empreendedor, peça em mármore localizada em sua cidade natal, Bento Gonçalves.

Foto: Valdir Ben/ Divulgação

Sobre a Ocre Galeria

A Ocre Galeria é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada por Felix Bressan, Nelson Wilbert e Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 e realizou, até o momento, 24 exposições, entre individuais e coletivas de artistas com forte produção contemporânea. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de arte, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados.

OSPA e seu Coro Sinfônico abrem Série Igrejas com obras de Beethoven e Puccini

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), retoma no domingo, dia 28 de abril, a tradicional Série Igrejas. A iniciativa, que leva a música de concerto a diferentes templos religiosos da cidade, estava interrompida desde 2020. Para marcar a ocasião especial, a Orquestra terá a companhia do Coro Sinfônico da OSPA, que realiza sua primeira apresentação em 2024, e dois cantores convidados, Santiago Vidal e Alfonso Mujica.

O maestro Manfredo Schmiedt comanda a apresentação, que leva o nome Puccini 100, em homenagem ao grande compositor italiano Giacomo Puccini, cuja morte completa 100 anos em 2024. O concerto ocorre no Santuário Santo Antônio do Pão dos Pobres, às 18h. A entrada é franca e por ordem de chegada.

O concerto é iniciado com uma interpretação de “Abertura Leonora nº 3”, de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Sem a presença do Coro Sinfônico, a Orquestra executa essa peça que foi escrita como uma abertura para a única ópera de Beethoven, “Fidélio”. Para o maestro Manfredo Schmiedt, trata-se de “uma das aberturas mais incríveis que Beethoven já compôs”. “O objetivo de Beethoven era transmitir as suas crenças em forma de música: a vitória da justiça sobre a tirania e do amor sobre a falta de humanidade”, salienta o regente.

Em seguida, o Coro Sinfônico da OSPA se junta à Orquestra para a grande atração do concerto: a “Missa de Glória, SC 6”, de Giacomo Puccini (1858-1924). Segundo Manfredo Schmiedt, esta será a primeira apresentação da obra em Porto Alegre. Atualmente com cerca de 80 integrantes, o Coro Sinfônico da OSPA vem ensaiando a “Missa de Glória, SC 6” desde o início do ano. Além da Orquestra e do Coro, a missa ainda envolve a participação de dois cantores solistas especialmente convidados para o concerto: o barítono uruguaio Alfonso Mujica e o  tenor argentino Santiago Vidal.

Estreada em 1880, quando Puccini tinha apenas 18 anos, “Missa de Glória, SC 6” demonstra a genialidade precoce do compositor, que mais tarde se tornaria famoso por óperas como “La Bohème”, “Tosca” e “Madama Butterfly”. Apesar da estreia ter sido um grande sucesso, Puccini arquivou o trabalho e não o apresentou novamente em vida, distanciando-se da música sacra. Resgatada em 1951 pelo padre Dante del Fiorentino, a Missa se tornou parte do repertório coral em todo o mundo. “Seu estilo é direto e descaradamente operístico, e é claramente influenciado pelo herói de Puccini, Verdi. É uma obra notável para um jovem de 18 anos, cheia de cor, vitalidade e surpresas musicais como as muitas mudanças repentinas de tom”, comenta o maestro Manfredo Schmiedt.

Coro Sinfônico da OSPA _ crédito Vinícius Angeli _ / Divulgação

Manfredo Schmiedt (regente)

Com vasta experiência coral e orquestral por todo o mundo, Manfredo Schmiedt é o maestro do Coro Sinfônico da OSPA desde 1992. Possui mestrado em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduação na mesma área pela UFRGS. Seu currículo acadêmico inclui duas importantes condecorações: Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Apresentou-se, como convidado, em destacadas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Mendoza (Argentina), a Orquestra Sinfônica da University of British Columbia (Canadá), a Filarmônica de Belgrado (Sérvia), a Sinfônica do Noroeste da Flórida (EUA) e a Petrobras Sinfônica (Brasil). Entre 2002 e 2020, foi regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Alfonso Mujica (solista – barítono)

O barítono uruguaio Alfonso Mujica é cultivador da ópera, da zarzuela, do oratório e do lied. É convidado habitual nas temporadas de Montevidéu (Sodre e Teatro Solis) e Buenos Aires (Teatro Colón). No Brasil, já cantou em Manaus, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Campinas e Porto Alegre. Na Itália, interpretou o Conde de “Le nozze di Figaro”, de Mozart (2018), na Espanha cantou “Turandot” (2019), “Carmen” (2021) e “Pulcinella” (2023), na Geórgia cantou “La Bohème” (2023). A “Missa de Glória”, de Puccini, é sua quarta vez como convidado da OSPA. Antes, cantou “L’enfant Prodigue”, de Debussy, sob regência do maestro Evelino Pidò, “Lieder eines fahrenden gesellen”, de Mahler, com Karl Martin, e o “Réquiem Alemão”, de Brahms, com Manfredo Schmiedt.

Santiago Vidal (solista – tenor)

O jovem tenor Santiago Vidal é uma das vozes mais interessantes da atualidade no cone sul da América Latina. A sua estreia no Teatro Colón cantando Ismael na produção de “Nabucco”, com direção musical de Carlos Vieu e direção cênica de Stefano Poda, marcou uma decolagem que o levou a cantar na Espanha “La Dama del Alba” e na Ópera de Oviedo, “La Dolorosa” no Teatro de la Zarzuela de Madrid. Em junho de 2024, regressa a Sevilha para cantar novamente Ismael em “Nabucco” (Junho, 2024). Em 2023, cantou Pinkerton de “Madama Butterfly”, no Teatro Solis de Montevidéu, “Réquiem” de Verdi no SODRE de Montevidéu, e Hervey de “Anna Bolenna” no Teatro Colón de Buenos Aires. Na capital uruguaia, também cantou uma Gala Lírica (com Eiko Senda), “La del Manojo de Rosas”, “San Francisco de Asis” e “La Revoltosa”.

FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

CONCERTO DA SÉRIE IGREJAS – PUCCINI 100

DOMINGO, 28 DE ABRIL DE 2024

Início do concerto: às 18h.

Onde: Santuário Santo Antônio do Pão dos Pobres (Rua da República, 838, Porto Alegre, RS).

ENTRADA FRANCA

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven | Abertura Leonora Nº 3, Op. 72B

Giacomo Puccini | Missa de Glória, SC 6

Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

Direção Artística: Evandro Matté

Regente: Manfredo Schmiedt (BRA)

Solistas: Santiago Vidal (tenor – ARG) e Alfonso Mujica (barítono – URU)

Participação especial: Coro Sinfônico da OSPA

Lei de Incentivo à Cultura

Patrocínio da Temporada Artística: Banrisul, John Deere, Gerdau e Bazk.

Apoio da Temporada Artística: Trento, Sponchiado, Cavaletti, Unimed, Triel-HT, Intercity, Imobi e Blumenstrauss.

Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação Ospa, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

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Quartchêto mistura choro, jazz, ritmos do sul e música de concerto em show no Teatro do Sesc

 

Grupo instrumental gaúcho mistura ritmos tradicionais do Sul com o choro, o jazz e a música de concerto

Um dos mais bem sucedidos projetos de música instrumental nascidos no Estado, o Quartchêto se apresenta no Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665), em Porto Alegre, nos próximos dias 25 e 26 de abril. No repertório, estão músicas autorais que relembram os mais de 22 anos de trajetória do grupo formado por Hilton Vaccari, Julio Rizzo, Gabriel Romano e Ricardo Arenhaldt.

As apresentações, que têm início às 19h30 nos dois dias, são embaladas pelos ritmos tradicionais do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai, como xotes, vanerões, chamamés, chacareras, milongas e rancheiras, misturados ao choro, jazz e música de concerto, entre outros gêneros, que renderam à banda diversos reconhecimentos, como o Prêmio Açorianos de Música de 2005. A classificação etária é livre e os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma Sympla a partir de R$30. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3284-2000 ou pelo WhatsApp (51) 98608-5456.

Foto Zé Carlos de Andrade/ Divulgação

Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

Quartchêto – Sesc Alberto Bins

Data: 25 e 26/04 (quinta e sexta-feira)

Horários: 19h30

Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)

Ingressos:

25/04 – https://www.sympla.com.br/evento/quartcheto-no-teatro-do-sesc-noite-de-estreia-25-de-abril/2401282

26/04 – https://www.sympla.com.br/evento/quartcheto-no-teatro-do-sesc-segunda-noite-26-04-2024/2401280

Informações: Pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456.

João Maldonado lança financiamento coletivo para álbum em homenagem à Bossa Nova

“Todas as canções” conta com várias participações especiais, como Roberto Menescal, Paulo Braga, Mú Carvalho e Antonio Villeroy, que presenteia o trabalho com música inédita

Pianista, compositor, arranjador e produtor, João Maldonado encontra-se na realização de mais um trabalho. O álbum “Todas as canções” vai reunir nomes importantes da música brasileira, como Roberto Menescal; Paulo Braga, baterista de Elis Regina e Tom Jobim e que gravou todas as músicas do disco; Mú Carvalho, tecladista da A Cor do Som; o grupo vocal Quarteto do Rio; a cantautora Analu Sampaio; a cantora cubana Indira Castro; Antonio Villeroy, que deu e colocou voz em uma música nunca gravada.

Há também vários músicos gaúchos convidados para celebrar a Bossa Nova: Aline Stoffel, Bibiana Petek , Camila Trentini, Rê Adegas, Sofia Ruwer Vidor e Taís Reganelli (vocais), Denise Fontoura (flauta), Luizinho Santos (sax e flauta), Everson Vargas, Nico Bueno e Miguel Tejera (baixo), Bibiana Petek (violão), Luciano Albo (baixo e violão) e César Audi (percussão).

Duas das sete faixas já foram lançadas como single: “Sem você não sou ninguém” composta em parceria com Netho Vignol, em 2020, e “Meu coração sempre me avisa”, em 2023.

Maldonado com Analu Sampaio no estúdio Soma. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

As outras faixas são “Samba do gato” (participação de Mú Carvalho e Indira Castro), “Todas as canções” (composta em parceria com Paulo Mello e interpretada pelo Quarteto do Rio), “Quem te convenceu” (música inédita de Antonio Villeroy e interpretada por ele), “Dança pra não dançar” e duas versões de Lá vem Maria (cantada e instrumental).

Para finalizar o trabalho, Maldonado aderiu ao crowdfunding, um financiamento coletivo pela internet. As faixas de apoio variam entre R$100 e R$3 mil, e as contrapartidas vão de CD e disco vinil autografados a aulas de piano, cortesias para shows e eventos privados. O financiamento coletivo é realizado pelo site Benfeitoria https://benfeitoria.com/projeto/todas-as-cancoes-e-o-novo-disco-de-joao-maldonado-colabore-1ks4, no qual o músico almeja atingir R$ 30 mil.

“Ao longo dos anos, o mercado da música no Brasil e no mundo mudou significativamente. Antes, as gravadoras tinham contrato exclusivo com o artista. Produziam suas obras e colocavam na mídia, enquanto aos músicos cabia compor, arranjar – muitas vezes com os produtores musicais das gravadoras – e ensaiar. No atual e desafiante cenário, o artista tem que fazer tudo”, destaca o artista.

O músico João Maldonado no Teatro Oficina – Foto Alex Vitola/ Divulgação

“Todas as canções” tem gravações nos estúdios Loop Disco, Soma, Cegonha e Leo Bracht | TRANSCENDENTAL, em Porto Alegre, e Boogie Woogie Music Studio, Marini e La Maison, no Rio de Janeiro.

Portugal, 50 anos da Revolução dos Cravos, em exposição no IAB/ RS

Exposição, com abertura marcada para o dia 25 de abril, no IAB RS, relembra o fim da ditadura no país

No dia 25 de abril Portugal relembra os 50 anos da Revolução Portuguesa. Nesta data, em 1974, ocorreu o evento conhecido como Revolução dos Cravos, marcando o fim da ditadura salazarista. Para relembrar a data, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio Grande do Sul (IAB RS) e a ADUFRGS Sindical, com apoio do Consulado Português, inauguram a exposição “Portugal, 50 anos da Revolução dos Cravos”, a partir de uma coleção de cartazes da época colecionados pela arquiteta e pesquisadora Daniela Fialho. A abertura ocorrerá no dia 25 de abril, às 18h45, no Solar do IAB (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico, em Porto Alegre). A entrada é franca.

Foto. Crédito Daniela Fialho Acervo pessoal/ Divulgação

A ditadura portuguesa iniciou-se por volta de 1933, momento em que António de Oliveira Salazar foi alçado ao poder. Ele foi substituído por Marcello Caetano em 1968, que foi deposto, então, no dia 25 de abril de 1974. A Revolução dos Cravos foi feita pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto em sua maioria por capitães que participavam da Guerra Colonial, e teve como símbolo o cravo, que no dia dos eventos foi colocado na ponta das baionetas dos soldados, ofertado por uma mulher – Celeste Martins Caeiro. A guerra tentava manter o Império Português e impedir a independência de suas colônias, principalmente as africanas: Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, entre outras.

A Revolução dos Cravos implantou em Portugal um regime democrático, as colônias obtiveram a sua independência e foi elaborada uma nova Constituição, a de 25 de abril de 1976. No momento em que se discute no mundo a importância da democracia, levando em consideração os acontecimentos no Brasil nos últimos anos, bem como a ascensão de movimentos de direita no mundo, comemorar os 50 anos da Revolução Portuguesa permite pensar sobre a importância da democracia e das questões que a envolvem.

Foto – Crédito Daniela Fialho Acervo pessoal/ Divulgação

As 47 peças que serão expostas ao público pela primeira vez em Porto Alegre fazem parte do acervo pessoal da arquiteta Daniela Fialho, que residiu com os pais em Portugal nos anos 1970. “Na época meus pais temiam ser presos no regime da ditadura aqui no Brasil, e estavam pensando em irem para a França. Eles conheciam um português exilado no Brasil por conta da ditadura salazarista. Após a Revolução, ele voltou ao seu país e convenceu meus pais a irem para lá também”, relembra.

A chegada ocorreu em novembro de 1974, após o 25 de abril. Daniela, com 12 anos de idade, acompanhou o restante do movimento revolucionário, que se estendeu até 1976, com as eleições e a constituição. Ela conta que passou a colecionar os cartazes ligados a revolução e suas manifestações. “Eu os fixava nas paredes do meu quarto, e quando voltamos para o Brasil em 1980 fiquei com pena de me desfazer deles e os trouxe comigo”, conta. “Durante muito tempo fiquei pensando o que fazer com eles, até que nesse ano, com os 50 anos da Revolução, me articulei com o IAB RS e a ADUFRGS Sindical para pensarmos em uma exposição. Acredito que são peças bastante significativas da época”, finaliza.

 Serviço

Exposição “Portugal, 50 anos da Revolução dos Cravos”

Coquetel de abertura: 25 de abril, às 18h45

Local: Solar do IAB – Rua General Canabarro 363, Centro Histórico, em Porto Alegre

Visitação até o dia 25 de maio

Horários: 10h às 12h, e das 14h30 às 17h, de segunda a sexta.

Entrada franca

A peça teatral “Curiosa Mente do Fim do Mundo ao Começo”, no Teatro do SESC 

O espetáculo teatral “Curiosa Mente do Fim do Mundo ao Começo” é, segundo o material de divulgação, “uma  viagem nos Tempos. Entre Grécia, Roma,  Bob Marley, Einstein e Mulheres incríveis e Maravilhosas. Amor, Música, Humor e um professor de Cursinho muito Aloprado. Com Oscar Simch (Homem de Perto), Evandro Soldatelli (Logo Ali) e Jottagá Souza Gomes (vem chegando)

Fotos: Pedro Henrique Barbo/ Divulgação

Conduzido pelos atores Oscar Simch e Evandro Soldatelli, com trilha sonora ao vivo de Jotagá Souza Gomes, a montagem propõe um passeio por relatos da arte, gente, tempo e cultura que humanizam o mundo. Ela é composta por oito quadros com histórias sobre personalidades e acontecimentos reais, entre passagens cômicas e dramáticas, que destacam diferentes pessoas que realizaram feitos para transformar a humanidade.

Jotagá Gomes, Oscar Simch e Evandro Soldatelli,/ Divulgação

As apresentações acontecem às 19h30 nos três dias e possuem classificação indicativa de 12 anos. Os ingressos estão disponíveis para compra através da plataforma Sympla a partir de R$20. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456.

Arte Sesc 

É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

SERVIÇO

Curiosa Mente – Sesc Alberto Bins

Data: 18, 19 e 20/04 (quinta-feira a sábado)

Horários: 19h30 nos três dias

Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)

Ingressos:

18/04 – https://www.sympla.com.br/evento/curiosa-mente-do-fim-do-mundo-ao-comeco/2398726

19/04 – https://www.sympla.com.br/evento/curiosa-mente-do-fim-do-mundo-ao-comeco-copia/2399069

20/04 – https://www.sympla.com.br/evento/curiosa-mente-do-fim-do-mundo-ao-comeco-copia-copia/2399075

Informações: Pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456

Ingressos pelo Sympla e no local.

Livro ” A Lanceirinha” conta a história dos Lanceiros Negros para o público infantil

Livro infantil de Ângela Xavier, com ilustrações de Alisson Affonso, tem lançamento no ano em que os Lanceiros Negros são inscritos no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria

A história resgata o orgulho de um povo na voz de um avô e emociona os leitores com o brilho nos olhos da netinha Aisha. E comprova, com afetos cotidianos, que é possível acreditar na luta por um futuro mais justo e inclusivo.

A autora conta como surgiu a abordagem: “Sou educadora, e ao trabalhar com a EJA, fui instigada a estudar sobre o tema. Uma jovem negra me questionou sobre o assunto, que ouvira de seus avós. O ano era 2004 e pouco se falava sobre o tema. Desde então, comecei a pesquisar a temática, fiz especialização, escrevi um artigo e decidi incluir o assunto em minhas práticas pedagógicas.

A escritora Ângela Xavier foto Marco Nedeff/ Divulgação

No ano de 2018 escrevi uma esquete sobre os Lanceiros Negros, que foi contemplada em um Festival de Teatro Estudantil do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, nascia minha primeira obra literária: O Lanceirinho Negro, seguida de O Lanceirinho Negro: Herança de Porongos e Jerá Poty”. Em suas obras, a escritora tem valorizado bastante a oralidade dos mais velhos e também a ancestralidade. E, segundo ela própria, esse aspecto reflete um pouco da Ângela Xavier. Na infância ela sempre teve o hábito de escutar muito as pessoas mais velhas.

O ilustrador Alisson Affonso foto by Clô Barcellos/ Divulgação
Sobre os Lanceiros:

Em 14 de novembro de 1844, no Rio Grande do Sul, aconteceu o Massacre de Porongos. Quase 10 anos antes começara a Guerra dos Farrapos, em 1835. Estancieiros gaúchos pediam independência econômica e redução de impostos ao governo imperial. Os negros escravizados ingressaram no exército dos Farrapos em 1836, através da criação do 1º Corpo de Cavalaria de Lanceiros Negros, lutando a pé e a cavalo. Foi feita a eles uma promessa de liberdade, e essa era a única motivação do grupo.

 

A lancerinha. Aisha. Ilustração/ Divulgação

No entanto, já em épocas de tratativas de paz com o Império, alguns líderes farroupilhas entregaram aos imperiais o batalhão dos lanceiros desarmados em uma emboscada. Quase todos os combatentes negros foram massacrados. A monarquia escravagista não desejava a libertação daqueles homens e esta foi a solução encontrada. Morreram mais de cem homens negros, e os que sobreviveram voltaram à escravidão.

Em 2024, mais de 180 anos depois, no dia 8 de janeiro, foi publicada, no Diário Oficial da União, a Lei 14.795, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que insere o nome dos Lanceiros Negros no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Esta foi uma vitória coletiva do movimento negro, que continua lutando pelo protagonismo de seu povo na construção de nosso país. “É uma reparação ainda que tardia. Fico satisfeita em saber que A Lanceirinha poderá ajudar no resgate do protagonismo negro junto as nossas crianças”, coloca Ângela.

Eventos de lançamento:

No dia 13 de abril (sábado), em Porto Alegre, Ângela realiza duas atividades de contação de história, além dos autógrafos: das 10h às 12h, com o Projeto Cultural Nossa Identidade no Instituto Sociocultural Afro-sul Odomodê (Av Ipiranga, 3850) e, a partir das 16h, na Livraria Cirkula (Av Osvaldo Aranha, 522). A programação é aberta ao público e com entrada franca.

Ângela Maria Xavier Freitas nasceu em Porto Alegre, em 1972, e é professora desde 1997. Começou com EJA (educação de jovens e adultos), depois, educação infantil e séries iniciais, na rede municipal de ensino de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Escreve para o público infantil desde 2018, é formada em Letras (Ulbra/IERGS), com especialização em História e Cultura Afro-brasileira (Instituto Dom Alberto). Dentre seus livros já publicados, O Lanceirinho Negro foi contemplado em edital, sendo distribuído em mais de 50 escolas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Também atua como diretora de teatro, ganhando em 2018 o troféu Desconstrução da História Oficial com a esquete Lanceiros Negros no Festival Estudantil de Teatro no RS. Seus filhos, William e Vallentina, foram os seus primeiros leitores.

Alisson Affonso é cartunista e ilustrador. Nasceu em 1979, em Rio Grande, no interior do Rio Grande do Sul. É bacharel em Artes Visuais pela FURG. Começou desenhando plaquinha para a tia do picolé, e hoje, já ilustrou dezenas de livros. É premiado pelo Brasil (São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro), expôs no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e até na França, em Saint-Jus-le-Martel. Em 2023, foi patrono da 49ª Feira do Livro da FURG.

Pop Art na Casa Amarela, na mostra “Expo Actioneon”, do pintor Geraldo Markes

 

O artista visual santa-mariense Geraldo Markes inaugurou sábado (6/4), na Casa Amarela, em Porto Alegre, a mostra “Expo Actioneon”, que permanece aberta à visitação, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h, até o próximo dia 18. A entrada é gratuita.

O artista Geraldo Markes na abertura da exposição/ Divulgação

A Pop Art é a estética que une técnicas diferentes entre as 30 obras exibidas nas duas salas da Casa Amarela, na Avenida José Gertum, 671, bairro Chácara das Pedras. Na primeira sala, com iluminação clara, estão 15 trabalhos digitais feitos a partir de fotos manipuladas no Photoshop. Pode-se ver ali, por exemplo, o legendário Chuck Berry empunhando sua guitarra em uma pose de quase espacato.

O lendário Chuck Berry no trabalho de Geraldo Markes/ Divulgação

A segunda sala é dominada pela luz negra, e o espectador mergulha na atmosfera do neon. Essa tinta é usada na produção das 15 obras do recinto, algumas delas remetendo para cenas noturnas de ruas, prédios e personagens nova-iorquinos. A fim de garantir que o efeito visual do neon seja mantido para além do espaço expositivo, quem compra obra dessa sala ganha lâmpada de luz negra para, em casa, curtir o mesmo clima experimentado na galeria. No vernissage, o artista, que morou em São Paulo por muitos anos, produziu um trabalho ao vivo.

“Geraldo Markes, tendo como tema a ação, logra dar corporeidade a sua inquietude plástica e estética, constituindo duas séries de trabalhos que se entrecruzam através de elementos comuns, a tecnologia e a memória cultural. Com isso, ele rememora e atualiza, homenageia e dá vazão a sua criatividade, produz seu trabalho reproduzindo marcas importantes da cultura contemporânea”, diz Nilda Jacks, fundadora da Casa Amarela.

Fotos: Carlos Souza/Divulgação