Um livro que era para ser um fanzine produzido entre Porto Alegre e São Paulo no final de 2022, mas só teve os desenhos finalizados em 2023, sofreu com as
inundações de 2024 e sobreviveu à perda de um HD um pouco antes das enchentes de 2024 é finalmente impresso em maio de 2025.
Mais um projeto da Desenhomatic Ltda e mais uma oportunidade de colocar dois desenhistas lado
a lado e ver o que acontece.
Desenho da dupla de cartunistas gaúchos / Divulgação
Os desenhistas em questão são ninguém mais ninguém menos que os consagrados desenhistas Jaca, gaúchos e Fabio Zimbres, paulista, e o resultado dessa epopeia gráfica é CORTE E COSTURA, o novo lançamento da MMarte.
Fanzine 3
A coisa foi mais ou menos assim: Jaca enviou uma série de 30 desenhos horizontais para Fabio Zimbres, que os dividia ao meio e completava cada metade. Dessa forma, nasceram 60 obras feitas em parceria, estabelecendo uma meta-narrativa visual com todas as idiossincrasias típicas da dupla.
A necessidade de um encaixe exato na junção entre as partes de Jaca e Zimbres levou a uma delicada encadernação com costura aparente, de modo
que CORTE E COSTURA possa ser inteiramente aberto em ângulo de 180º. A sobrecapa, por sua vez, se transforma num pôster de 50 x 36,3 cm – implorando para ir para a parede.
Desenho a cor de Jaca e Fábio Zimbres/ Divulgação
CORTE E COSTURA já se encontra tanto nas melhores comic shops do país quanto no site da MMarte Produções – www.mmarteproducoes.com/shop
SOBRE OS AUTORES:
JACA
Jaca (Paulo Carvalho Jr.), nasceu em 1957, em Porto Alegre e mora em São Paulo. Artista multimídia, transita com muita facilidade pelo desenho, pintura,
design gráfico, caligrafia, colagem, gravura e HQs. Seu universo visual representa espaços urbanos e arquitetônicos nos quais acontecem cenas/situações inusitadas das quais emergem personagens diversos,
fantásticos e mundanos. Entra tantas outras, Jaca publicou nas revistas Animal, Geraldão, Front, Ragu e Coleção Minitonto. É artista representado pela
galeria Choque Cultural, de São Paulo, onde realizou há pouco tempo mostra a individual Poppoor.
FABIO ZIMBRES
Nascido em São Paulo, 1960, Fabio Zimbres é autor de quadrinhos, ilustrador, designer e editor. Colaborou com vários veículos no Brasil e exterior, como Chiclete com Banana, Dundum, Ragu, Now (Fantagraphics, EUA), Lapin (França), Gagarin (Bélgica), Strapazin (Suíça) e outros. Publicou a tira Vida Boa na Folha de São Paulo, desenvolvida em livro em 2009 pela editora Zarabatana. Autor do livro Música para Antropomorfos junto com a banda Mechanics. Ilustrou o poema Panamá de Blaise Cendrars, em edição da editora Media Vaca, de Valencia, Espanha. Representado pela galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre.
SERVIÇO
CORTE E COSTURA
– Autores: Jaca e Fabio Zimbres
– 128 páginas PB sobre papel de alta gramatura (offset 120 g)
– Sobrecapa em cores sobre papel offset 90 g que aberta se torna um pôster de 50 x 36,3 cm.
– Lombada com costura aparente
– Formato: 18 x 25,2 cm
– Editora: MMarte
– Ano: 2025
Coletiva aborda o tema “Voluntariado” e reúne 40 imagens em grandes formatos de 26 fotógrafos selecionados
Após seis meses em elaboração, o projeto “Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução”, que vai promover cinco exposições ao ar livre em Porto Alegre e Pelotas sobre a enchente que devastou o Rio Grande do Sul em 2024, tem abertura no dia 12 de julho (sábado), a partir das 15h, na Praça da Alfândega. Voluntariado” é o tema da coletiva que reunirá o trabalho de 26 fotógrafos selecionados durante 35 dias de convocatória pública, que poderá ser conferida até o dia 7 de agosto de 2025. A curadoria, o design expositivo e a coordenação geral são assinados por Marcos Monteiro.
Título: Um Cais de Náufragos. Autor: Claudia Bento Alves/ Divulgação
Nas proximidades do Museu de Arte do RS (MARGS), na capital gaúcha, 16 estruturas de ferro inspiradas na obra do artista neerlandês Piet Mondrian exibirão 40 fotografias em grandes formatos.
Memorial das Aguas – Homem na agua – Ale Freitas/ Divulgação
Os critérios na escolha das imagens selecionadas englobam as imagens que cumpram o tema proposto, domínio técnico, originalidade, composição, narrativa e subjetividade. Ao considera-los, é possível selecionar fotografias que vão além do registro técnico e se tornam verdadeiras obras de arte.
Memorial das Aguas – Jane Cassol- Divulgação
Participam: Alexandre Freitas, Álvaro Sanguinetti, Amanda Agostini, Cláudia Bento Alves, Eloi de Farias, Fábio Mariot, Flávio Wild, Gerson Turelly, Guilherme Tavares, Heloiza Averbuck, Jane Cassol, Jo Folha, Jorge Lansarin, Juliano Verardi, Laura Yang, Leandro Lopes, Luis Wagner, Nely Alves, Nilton Santolin, Paulo Paim, Priscilla Ramos, Renan Lemos, Renata Zanardi, Rogério Franco, Selmar Medeiros e William Clavijo.
Memorial das Aguas – Ong All Hands limpando lares na Matias – Eloi de Farias/ Divulgação
A proposta do projeto é provocar reflexão, inspirar ações futuras e fomentar uma consciência social capaz de fortalecer a preparação e a união diante de novos desafios climáticos. As imagens revelam memórias, histórias e os impactos das águas em nossas realidades, destacando o espírito solidário e humanitário que emergiu durante as enchentes de maio de 2024. São registros autorais que provocam reflexões e inspiram, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência social que nos prepare melhor para os desafios futuros — com mais organização, união e empatia.
Memorial das Aguas – Reflexos da enchente -Flávio Wild/ Divulgação
Interessados em participar das próximas mostras podem se inscrever, gratuitamente, mediante o preenchimento do formulário (https://forms.gle./gaBDqGSmWpoRbo5s9). A exigência é que sejam maiores de 18 anos e tenham registrado o lado humano, a solidariedade e o recomeço, na catástrofe que assolou a maior parte do Estado no ano passado. Cada autor poderá realizar mais de uma inscrição, podendo ser selecionado com mais de uma imagem. Todas as informações estão no site https://memorialdasaguas.my.canva.site/memorial-das-aguas.
Memorial das Aguas -Cenas de uma cidade afogada -Fabio Mariot/ Divulgação
A segunda exposição terá como foco a “Resiliência”, de 9 de agosto a 11 de setembro, com inscrições até 15 de julho (divulgação dos selecionados dia 22 de julho). E a terceira, a “Conscientização” de 13 de setembro a 9 de outubro, com – inscrições de 16 a 31 de julho (divulgação dos selecionados em 20 de agosto). Ambas serão realizadas na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, que ficou submersa pelas águas das cheias. Já em Pelotas, o cenário escolhido foi o Largo do Mercado: de 25 de outubro a 20 novembro, na exposição cujo tema é a “Gratidão” (inscrições de 1º a 31 de agosto e divulgação dos selecionados dia 25 de outubro) e de 22 novembro a 20 dezembro, “Retomada” (inscrições de 1º a 30 de setembro e resultado no dia 22 de novembro).
Memorial das Aguas -Solidariedade – Álvaro Sanguinetti/ Divulgacão
A promoção é da Galeria Escadaria, idealizada e coordenada pelo fotógrafo, designer e produtor Marcos Monteiro, que surgiu em 2021 com a proposta de levar arte de qualidade e acessível para a população, ocupou inicialmente o Viaduto da Borges de Medeiros e com as obras de restauração, migrou para o Pier do Gasômetro, ambos cartões postais de Porto Alegre. Viabilizada através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura (MinC), a iniciativa tem apoio das Prefeituras Municipais de Porto Alegre e Pelotas, através de suas respectivas Secretarias da Cultura; Valorize Projetos, Gestão de Recursos e Patrocínios Ltda e CDF Locações de Materiais Cenográficos e Culturais Ltda. O patrocínio é do Grupo RBS, Paraflu do Brasil Indústria e Produtos Químicos Ltda, Nutrire Indústria de Alimentos Ltda e Soma Sul Equipamentos Ltda.
Ficha Técnica:
Realização: Ministério da Cultura – Lei Rouanet, Galeria Escadaria e Clube Arte Para Todos
Direção e Curadoria: Marcos Monteiro
Administração e Produção: Edison Nunes
Assistente de Produção: Iessa Medeiros
Comunicação Visual: Edison Nunes e Marcos Monteiro
Execução e Logística: Acontece Eventos
Apoio: Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pelotas, Valorize Projetos, Gestão de Recursos e Patrocínios Ltda e CDF Locações de Materiais Cenográficos e Culturais Ltda.
Patrocínio: Grupo RBS, Paraflu do Brasil Indústria e Produtos Químicos Ltda, Nutrire Indústria de Alimentos Ltda e Soma Sul Equipamentos Ltda
Servico:
Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução Abertura: 12 de julho (sábado) de 2025, a partir das 15h.
Local: Praça da Alfândega – imediações do Margs – Centro Histórico de Porto Alegre
Encerramento: 7 de de agosto de 2025.
Visitação: Diária, ao longo de 24h.
Entrada franca
Até 1ºde agosto o Atelier Burk’Arte apresenta a exposição Sinfonia Visual, uma homenagem à música.
Graça Craidy, artista convidada e homenageada, expõe retratos de Elis Regina, Caetano Veloso e Amy Winehouse. Na mesma parede, Pena Cabreira exibe músicos de jazz, violeiros e bateristas.
Obras de Graça Craidy/ Divulgação
Na parede em frente estão as divas Ella Fitzgerald e Nina Simone, por Carmen Cecília Magalhães. Na mesma roda, Deja Rosa junta Pepeu Gomes e Baden Powell.
Chat Baker – obra de Gustavo Burkhart/ Divulgação
Na segunda sala, Gustavo Burkhart mostra Chat Baker em um óleo sobre tela e Hermeto Pascoal e Cartola a nanquim.
Obra de Anaurelino Corrêa de Barros Neto/Divulgação
Dança do Kuarup é a obra de Anaurelino Corrêa Barros Neto, mista com acrílica e pastel sobre papel queimado.
Obra de Milton Caselani/Divulgação
Dois quadros com colagens envolvendo música clássica e rock ficam por conta de Milton Caselani.
Leandro Machado e sua obra/ Divulgação
A arte conceitual faz-se representada por Leandro Machado, que uniu por meio de solda dois instrumentos de sopro, um cornetão e um trompete piccolo. A obra está ligada ao fato de o artista ter tido covid na época da pandemia e experimentado problemas de falta de ar.
Também participam da exposição, que foi inaugurada na noite do dia 1º/7, com um pocket show musical, como não poderia deixar de ser, as artistas Eliane Abreu, Emanuele Quadros, Inez Pagnoncelli, Rosa Groisman e Suzana Albano e o artista Darllan Luz.
.Obra de Gustavo Burkhart/Divulgação
O Ateliê Burk’Art fica na Rua Dr. Timóteo, 901, 2º piso, bairro Moinhos de Vento.
Obra de Carmen Cecília Magalhães/Divulgação
Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 13h e das 14h às 18h; aos sábados, das 9h às 13h. Entrada gratuita.
Obra de Deja Rosa/Divulgação
Sempre atenta às possibilidades múltiplas da fotografia com celular, a exposição “Mob BR” chega à sua 4ª edição, com curadoria e coordenação do fotógrafo, designer e produtor cultural Marcos Monteiro. A abertura ocorrerá no sábado, dia 5 de julho, a partir das 15h, na Galeria Escadaria, situada no Pier do Gasômetro.
A coletiva presta homenagem a Luiz Carlos Felizardo (1949-2025), representante maior da fotografia gaúcha e nacional, falecido no último dia 11 de junho e reunirá 100 fotógrafos brasileiros, entre gaúchos, paulistas, pernambucanos, baianos, cariocas e catarinenses. A visitação ocorre diariamente, ao longo de 24h, até o dia 31 de agosto.
Flavio Wild /Divulgação
As imagens serão distribuídas entre 20 grandes painéis a céu aberto, trazendo uma mescla de diversos estilos e consolidando a coletiva, cada vez mais, como um dos maiores projetos expositivos de Mobgrafia ao ar livre do país. Pela sua localização, tem garantido um acesso amplamente democrático, ampliado o conhecimento e incentivado o uso do celular como ferramenta de inclusão e interação social. A iniciativa se configura em um grande mosaico da diversidade da fotografia com celular, na sua representação regional, no seu aspecto criativo, nos seus relatos cotidianos, na fotografia de rua ou de paisagem e na sua concepção minimalista ou abstrata. Esta pluralidade é capaz de gerar identificação, encontro, despertar emoções e significados, trazendo inúmeras inspirações, livres de dogmas ou preconceitos, abrindo caminhos e incentivando o público a também usar a Mobgrafia para criar suas narrativas e contar novas histórias.
Alexandre Eckert/Divulgação
A fotografia com celular ou Mobgrafia, como é mais conhecida, segue evoluindo vertiginosamente, conquistando cada vez mais adeptos ao redor do planeta, atraídos pela sua facilidade e possibilidade inclusiva. A técnica permite a qualquer pessoa expressar-se e comunicar-se socialmente, através de imagens publicadas nas redes sociais – pelo aprimoramento técnico e estético que amplia a sua utilização por usuários mais experientes ou até mesmo profissionais – gerando trabalho e renda na criação de fotos e filmes de alta qualidade. Assim, esta ferramenta de captação de imagens multiplica cada vez mais sua popularidade.
Henrique Picarelli/ Divulgação
A utilização da câmera do celular configura um comportamento social amplamente aceito, não provocando, na maioria das vezes, reações de rejeição ou constrangimento, o que possibilita ao fotógrafo um acesso quase ilimitado a tudo que se passa ao seu redor. Desta forma, o fotógrafo interage com as imagens quase como um espectador despercebido do contexto das cenas que presencia. Isto possibilita a captação de reações muito mais espontâneas, que trazem resultados muitas vezes belos, inesperados e originais para as cenas obtidas. Nunca a imagem foi tão significativa como forma de expressão e nunca o celular foi tão usado na produção de imagens como nos tempos atuais. As fotos diariamente publicadas nas redes sociais superam 5,5 bilhões e deste significativo número, mais de 80% provêm de smartphones.
Yago Farias/ Divulgação
Serviço:
Abertura: 5 de julho (sábado) de 2025, a partir das 15h.
Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre
Encerramento: 31 de de agosto de 2025.
Visitação: Diária, ao longo de 24h.
Entrada franca.
Mesmo com o prédio-sede fechado para obras de restauro e ampliação, o Museu de História Júlio de Castilhos (MHJC), mantém plena atividade no segundo semestre de 2025.
De julho a setembro, a agenda itinerante inclui exposições, ações educativas em escolas e parcerias institucionais, reafirmando seu compromisso com a preservação, a pesquisa e a difusão da história e da memória do Rio Grande do Sul.
De 4 de julho a 1º de agosto, o MHJC participa da mostra “Povos Indígenas do Rio Grande do Sul: Passado e Presente”, em parceria com o Museu Universitário de Arqueologia e Etnologia da UFRGS, o Atelier Livre, e o Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS).
A exposição, que apresenta peças do acervo etnológico do museu como cerâmicas e cestarias indígenas, estará aberta ao público no Memorial do MP-RS.
O Núcleo Educativo do MHJC oferece visitas mediadas à exposição mediante agendamento prévio. Com duração de 40 a 60 minutos, as atividades são destinadas a grupos de 10 a 40 pessoas, nos turnos da manhã e da tarde: às 9h30, 11h, 14h e 15h30. Os agendamentos podem ser feitos pelo e-mail museu_juliodecastilhos@sedac.rs.gov.br.
Entre 12 de agosto e 19 de setembro, também no Memorial do MP-RS, o público poderá visitar a exposição “De Julio a Getúlio – O Rio Grande do Sul e a República”. A mostra aborda a trajetória política do Estado por meio de armas, uniformes, pinturas de época, fotografias e objetos de uso cotidiano.
A iniciativa tem o apoio do Castelo Assis Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico do RS, do Memorial da Assembleia Legislativa e do Ministério Público e integra as comemorações do Dia Estadual do Patrimônio Cultural.
O museu também participa das comemorações da Semana Farroupilha.
De 16 a 26 de setembro, a Assembleia Legislativa sedia a exposição “Heroísmo Farroupilha: Outro Olhar sobre a História dos Lanceiros Negros”, com obras do artista Zé Darci. A mostra propõe uma leitura crítica sobre o protagonismo negro na Revolução Farroupilha e o Massacre de Porongos, destacando narrativas historicamente silenciadas.
Em paralelo, de 2 a 28 de setembro, o Complexo Multipalco do Theatro São Pedro recebe a exposição “Entre Silêncios: Imagens da Guerra Farroupilha”, com peças emblemáticas do acervo do museu como lanças e ilustrações do período, em uma homenagem conjunta à memória histórica do Rio Grande do Sul.
Durante o período de obras, o museu também leva suas ações educativas às escolas, com duas propostas principais: “Artefatos e Ancestralidade: História Indígena do Rio Grande do Sul” e “Memória e Reconhecimento: Personalidades Negras”. As atividades utilizam peças e materiais do acervo para promover o diálogo entre o patrimônio e as novas gerações.
Como sempre acontece com as personalidades realmente grandes, será necessário transcorrer um tempo para que se tenha a verdadeira dimensão de Ruy Carlos Ostermann – para além da popularidade que em pouco se apaga.
No jornalismo posso testemunhar que pelo menos duas gerações de profissionais foram visivelmente marcadas ele – por sua inteligência límpida, pelo seu estilo elegante e preciso, seu entusiasmo, seu comportamento ético.
Quando entrei como “foca” na Folha da Tarde, em 1968, Ostermann já era um nome. Internamente, mobilizava ciúmes e preconceitos – um cara com nome alemão que dava aulas de filosofia e…cagando regras no futebol!
Mas logo todos perceberam – mesmo seus detratores e principalmente o público – que estavam diante de algo novo. O professor sabia o que estava falando.
Esporte, então, era uma editoria secundária nas redações, ganhava espaço porque vendia jornal, mas o que dava prestígio era a política, a economia e a novidade que surgia, meio ambiente. . A cobertura esportiva nos jornais impressos, então, era uma ladainha de mesmice e lugares comuns.
Ruy enxergava uma partida de futebol por outras lentes, via o jogo em todos os seus níveis e tinha um vocabulário e uma linguagem para descrever o que via. Ele deu régua e compasso ao jornalismo esportivo.
Fui reencontrá-lo, com José Antonio Severo, naquele projeto insano da Folha da Manhã, em 1972. Um diário independente num regime de ditadura militar! O esporte era o melhor caminho para ter leitores sem ter atritos com as autoridades.
Ruy montou a editoria de esportes, que era quase metade do jornal: Roberto Appel, Pinheiro Machado, Cláudio Dienstmann, Mário Marcos de Souza, Gilberto Pauletti, Paulo Antunes de Oliveira, jovens impulsivos…que temperou com alguns veteranos- Ivo Correa Pires, Aparício Viana e Silva.
Por sua indicação entraram na equipe José Onofre, Jefferson Barros, Luiz Fernando Veríssimo.
O jornal foi um sucesso. Saltou de 7 mil para 35 mil exemplares de venda. Mas o projeto que apostava na abertura política, bateu no muro do regime, quando ele endureceu em 1975.
A semente do jornalismo independente, porém, sobreviveu em muitas iniciativas e, em todas elas, do Pato Macho ao Coojornal e ao JÁ, enquanto pode, Ruy Carlos Ostermann esteve presente.
O Palcos Amefricanos RS – Circulação Sopaporiki e Girafa da Cerquinha promove a circulação dos espetáculos cênico-musicais Sopaporiki e Girafa da Cerquinha, com perfomance do poeta e músico Richard Serraria e direção do diretor teatral Leandro Silva. O projeto esteve em diversos municípios do RS, como Cachoeira do Sul, Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, organizado em circuitos que contemplam locais atingidos pela tragédia climática de maio de 2024.
Além dos espetáculos, cada cidade recebe as oficinas de tamboralituras para crianças e adultos. Aqui na capital e na região metropolitana, acontece entre 1 e 4 de julho, nas cidades de São Leopoldo, Canoas, Guaíba e Porto Alegre, em escolas públicas.
O Sopapo, tambor tradicional negro-gaúcho, está na centralidade das obras em circulação, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural e a contribuição do povo negro para a construção da identidade cultural do Rio Grande do Sul. Palcos Amefricanos RS – Circulação Sopaporiki e Girafa da Cerquinha está sendo realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, através do Edital SEDAC nº 26/2024 – ARTES CÊNICAS, o que reforça a importância das políticas públicas para artistas, realizadores e para as comunidades onde os projetos circulam. Um videodocumentário e um blog de processo complementam a experiência do projeto, com o registro sistemático do conjunto da experiência em suas passagens por cada lugar. As atividades e estratégias de divulgação contam com medidas de acessibilidade.
Sopaporiki é um espetáculo musical tambor centrado, criado e performado por Richard Serraria com direção cênica de Leandro Silva, em que a presença do Sopapo, instrumento musical e também artefato político ligado ao povo negro do Rio Grande do Sul, costura a narrativa, exigindo adequação do performer e poeta às diferentes linguagens artísticas mobilizadas para a materialização do espetáculo. Com seu conteúdo amefricano, afirma a potência das epistemologias negras no Brasil atual, num acúmulo de pesquisas e atuações em torno do tambor de sopapo e a contribuição negra na literatura e na música, ou ainda junto ao encontro com a poesia dos orikis da matriz iorubá da África. Em 2020 nasceu o livro Sopaporiki, em que o eu lírico é o tambor sopapo que conta e canta a trajetória dos 12 orixás do Batuque de Nação Oyó Idjexá e o surgimento da cosmogonia iorubá no Rio Grande do Sul e Bacia do Prata, base do espetáculo musical homônimo criado e estreado em 2022. A obra integrou, desde então, importantes eventos, como a FILIGRAM 2022 (Gramado, RS), o Sarau do Solar 2022 (Porto Alegre, RS) e o 29º Festival Porto Alegre em Cena, em 2023 (Porto Alegre).
Girafa da Cerquinha é um reconto de uma história entoada originalmente pela mestra griô Sirley Amaro. Conta a fábula da girafa, animal que teria vindo da África num navio e que escolhe ir para Pelotas no bairro da Cerquinha, cidade em que havia um carnaval burlesco com nomes de bichos. Uma recontação de história infantil com o tambor sopapo sendo tocado de maneira continuada envolvendo a criançada numa vivência lúdica com as batidas características do grande tambor negro gaúcho (Ijexá, Adarun, Aré do Bará, Congadas RS, Samba Cabobu, Candombe uruguaio gaúcho e Milongón). Cada batida negra sonoriza um nome de bicho, personagens da narrativa. O projeto contempla ainda a apresentação de um Caderno de Situações Didáticas disponibilizado na internet através do Link.tree para livre acesso docente, visando a implementação da Lei 11.645/2008, que trata da abordagem de conteúdos afro-brasileiros e originários.
Rodas de Tamboralitura são atividades formativas (oficinas) no formato de vivências lúdicas relacionadas a cada um dos espetáculos (SOPAPORIKI e Girafa da Cerquinha) e seus respectivos públicos, e promovem um espaço de contato com o tambor no qual os participantes são convidados a passar a textualidade poética dos espetáculos para o plano da oralidade e do corpo.
Girafa da Cerquinha-Serraria – Jeff Granja /Divulgação
Richard Serraria, graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre e doutor desde 2017 em Literatura Brasileira pela mesma universidade, ex-professor universitário e agitador cultural na cena de Porto Alegre, é fundador e diretor da empresa cultural Tarrafa. Com a banda Bataclã FC, ganhou quatro Prêmios Açorianos de Música, o prêmio mais importante da música gaúcha: Melhor grupo pop rock em 2001 e 2002 e Melhor Compositor pop rock em 2002 e 2006. Em 2005 e 2006, ganhou o prêmio de melhor letrista no Festival de Música de Porto Alegre. Em 2009, dividiu o prêmio de melhor letrista do Prêmio Uirapuru de Música Brasileira com Tom Zé. Em 2011, ganhou o Prêmio Açorianos de Música como Melhor Arranjador MPB em virtude do disco Pampa Esquema Novo. Em 2018 ganhou o Prêmio Açorianos de Música como Melhor Arranjador MPB, Melhor Compositor MPB e Melhor Projeto Gráfico pelo disco Mais Tambor Menos Motor. Autor do premiado livro Sopaporiki (2020) e do espetáculo homônimo, integrante da Programação do 29ª Edição do Festival Internacional Porto Alegre em Cena, em 2023. Vencedor do Kikito em Gramado 2021 pela trilha sonora do filme Cavalo de Santo. Criador da contação de histórias Girafa da Cerquinha – Cênico Musical, baseada em obra autoral de Mestra Griô Sirley Amaro.
Performer, contador de histórias e coordenador geral: Richard Serraria
Direção cênica e assistente administrativo: Leandro Silva
Operação de som e apoio logístico: Tuti Rodrigues
Assessoria de comunicação: Náthaly Weber/ Saia Rodada Comunicação
Identidade visual: Tielle Bossoni/ Studio Visto
Produção local: Náthaly Weber (Cachoeira do Sul e Rio Pardo), Renata Pinhatti (Pelotas, Rio Grande e São José do Norte), Fernando Gomes (Caxias, Canela e Gramado), Lu Bitello (São Leopoldo, Canoas, Guaíba e Porto Alegre)
Assessoria de Imprensa nos circuitos: Náthaly Weber (Cachoeira do Sul e Rio Pardo), Patrícia Viale (Gramado e Canela), Carlinhos Santos (Caxias do Sul), Joana Bendjouya (Pelotas) e Bebê Baumgarten (Porto Alegre)
Entrada franca
SERVIÇO
1 de julho, terça-feira / São Leopoldo
Girafa da Cerquinha – às 10h30min
Instituto Estadual Professor Pedro Schneider / R. São Caetano, 616 – Centro, São Leopoldo
Sopaporiki – às 19h30min
Escola Estadual de Ensino Médio Polisinos / R. Dom Pedro I, 462 – Bairro Rio Branco – São Leopoldo
2 de julho, quarta-feira/ Canoas
Girafa da Cerquinha, às15h30min
Instituto Estadual de Educação Dr. Carlos Chagas / Rua Santa Cruz, s/n, Bairro Niterói – Canoas
Sopaporiki, às 19h30min
Instituto Estadual de Educação Dr. Carlos Chagas / Rua Santa Cruz, s/n, Bairro Niterói – Canoas
O projeto “Palcos Amefricanos RS – Circulação Sopaporiki e Girafa da Cerquinha” está sendo realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, através do Edital SEDAC nº 26/2024 – ARTES CÊNICAS
As belezas e as cores da arquitetura e da natureza da cidade são celebradas pela exposição “Paisagens de Porto Alegre”. Erico Santos revela seus traços e cores característicos em 16 obras que estarão em exposição na Galeria Bublitz a partir do próximo sábado, 28 de junho. O vernissage será das 11h às 13h e a mostra fica no espaço até o dia 26 de julho, com entrada franca.
Erico Santos revela-se um apaixonado pelas paisagens porto-alegrenses. Nascido em Cacequi, ele se radicou em Santa Maria. Depois, foi para São Paulo trabalhar como restaurador no atelier do italiano Renzo Gori e, em 1981, passou a residir na capital gaúcha. “Desde 2013, eu venho me dedicando a pintar Porto Alegre. É uma cidade muito bonita, arborizada, com prédios históricos lindos. Preciso de mais 20 anos para pintar tantas belezas”, reconhece.
Basílica Nossa Senhora das Dores-Erico-Santos/ Divulgação
A exposição, que já esteve no Paço Municipal, com curadoria de José Francisco Alves, destaca algumas dessas preciosidades da capital gaúcha sob o olhar de Erico Santos. Estão lá o a Praça da Alfândega, a Praça dos Açorianos, o Parque Marinha do Brasil, o Museu Iberê Camargo, a Fonte Talavera, o Mercado Público, o Viaduto Otávio Rocha e tantas outras paisagens que marcam a identidade de Porto Alegre.
Por do Sol em POA- Erico Santos/ Divulgação
“Erico Santos faz parte da história da Galeria Bublitz. Aqui ele já realizou nove exposições individuais e participou de oito coletivas. Recebê-lo nesta exposição icônica é como abrir nossa casa para também homenagear Porto Alegre e esse artista que tão bem nos representa. Também é uma forma de proporcionar que sua arte esteja na casa de mais pessoas”, destaca o marchand Nicholas Bublitz.
O Guaiba e Porto Alegre- Erico Santos/ Divulgação
Além das 16 obras que compõem a mostra, a Bublitz Galeria de Arte, com a Arte Prints de São Paulo, produziu serigrafias em papel 100% algodão assinadas pelo artista e numeradas que estarão em exposição e disponíveis para comercialização, assim como as próprias obras.
Exposição “Paisagens de Porto Alegre”
Artista: Erico Santos
Local: Bublitz Galeria de Arte Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 Vernissage: sábado, 28 de junho, das 11h às 13h. Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h Período da exposição: até 26 de julho. Entrada Franca
Profissional fotografou alguns dos mais importantes nomes das artes do RS ao longo de mais de 20 anos
Fotógrafo especializado na reprodução de obras de arte para catálogos e livros, Fernando Zago já trabalhou, ao longo de anos, para um grande número de artistas gaúchos, dos quais tornou-se próximo. O sentimento de amizade estimulou-o a fotografá-los em seus ateliês ou no StudioZ, de sua propriedade. O resultado poderá ser visto na exposição “Amigos Artistas”, que será inaugurada dia 25 no Museu de Arte do Paço, em Porto Alegre.
Zoravia Bettiol/ Divulgação
“Não se pode fazer retrato sem tomar em consideração o caráter e o aspecto do motivo. O retrato bem-sucedido exige uma combinação de conhecimentos técnicos, interesse pelas pessoas e compreensão das inibições criadas pela câmera”, diz Zago.
Carlos Wladimirsky/ Divulgação
As 34 fotos da mostra são em preto e branco, no estilo clássico, com fundos neutros, luz dura e alto contraste para ganhar mais expressividade.
O curador da exposição, professor José Francisco Alves, lembra que esse tipo de retrato, produzido por artistas, tem longa tradição na História da Arte. “Podemos referir os exemplos icônicos de Man Ray, Andy Warhol e Robert Mapplethorpe, que também imortalizaram colegas artistas. Por serem capturas feitas por um fotógrafo-artista, os registros transcendem a mera semelhança superficial, buscando momentos que vão além da instantaneidade”, declara Alves.
Clara_Pechansky/ Divulgação
Os homenageados
A galeria de mulheres artistas homenageadas é composta por Adriane Hernandez, Ana Norogrando, Clara Pechansky, Helena Kanaan, Lenir de Miranda, Maria Tomaselli, Marília Fayh, Marilice Corona, Maristela Salvatori e Zoravia Bettiol.
Marilice Corona/ Divulgação
Foram retratados em vida e já faleceram Ena Lautert, Danúbio Gonçalves, Gelson Radaelli, Henrique Fuhro, João Luiz Roth, Lou Borghetti, Mário Röhnelt, Nelson Jungblut, Paulo Peres e Plinio Bernhartd.
Plínio Bernhardt/ Divulgação
Zago conta que anos atrás Bernhart procurou-o para saber se o projeto estava ativo, porque gostaria de ser fotografado – e o foi, em seu ateliê, já com a saúde debilitada. Meses depois o artista morreu. “Ele sabia da importância de participar do projeto, de ser retratado. Daí ficou mais forte o pensamento de que se existe uma imagem que transmita um sentimento essa imagem é o retrato”, afirma Zago.
Artista Gelson Radaelli fotografado em seu ateliê por Fernando Zago/ Divulgação
Patrimônio cultural
Depois de encerrada a exposição, as fotografias produzidas por Zago passarão a integrar o acervo da FUNDACRED, que patrocina o o projeto do fotógrafo.
Nakle/ Divulgação
A FUNDACRED detém um grande acervo de obras de autores gaúchos, “um patrimônio cultural de valor inestimável para o Rio Grande do Sul”, avalia o presidente da Fundação, Nivio Lewis Delgado.
Lenir de Miranda/ Divulgação
O acervo é composto por mais de 700 obras de artistas consagrados, como Aldo Locatelli, Eugênio Latour, João Fahrion, Leopoldo Gotuzzo, Oscar Boeira, Pedro Weingartner e Augusto Luiz de Freitas, entre outros.
O conjunto é representativo da arte gaúcha, abrange produções dos séculos XIX e XX e contempla os principais movimentos da arte acadêmica do estado, informa Delgado.
Hô Monteiro / Divulgação
A FUNDACRED, fundação sem fins lucrativos, promove o acesso à educação, trabalhando há mais de 51 anos com créditos educacionais.
Fotógrafo Fernando Zago, autorretrato/ Divulgação
Exposição: “Amigos Artistas”, do fotógrafo Fernando Zago
Abertura: 25/06 (quarta-feira), às 18h
Visitação: de 26/06 a 19/09, de segunda a sexta, das 9h às 17h
Local: Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre
Show em formato voz e violão percorre diferentes fases da carreira do artista, com composições autorais e releituras afetivas
O cantor e compositor Ian Ramil apresenta, no dia 26 de junho, às 19h, um show em formato voz e violão no Teatro Oficina Olga Reverbel – Multipalco Eva Sopher. A apresentação integra a programação da 5ª edição do Mistura Fina e propõe uma escuta sensível e potente, com arranjos minimalistas que realçam a expressividade da voz de Ian e a força poética de suas composições. A entrada é franca.
No repertório, o artista interpreta faixas autorais marcantes como “Tetein”, inspirada na paternidade; “Lego Efeito Manada”, em parceria com Poty; “Macho-Rey”, com Juliana Cortes; e “O Mundo é Meu País”, com Luiz Gabriel Lopes. Traz ainda canções como “Mil Pares”, “O Bichinho”, “Teletransporte”, “Nescafé”, “Artigo 5”, além da releitura de clássicos como “Felicidade” (Lupicínio Rodrigues), “Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina” (Nei Lisboa) e “Chapeuzinho Vermelho“ (Braguinha).
Ian Ramil é cantor, compositor, ator e diretor porto-alegrense. Estudou Artes Cênicas na UFRGS e no TEPA, atuando em espetáculos, filmes e séries entre 2005 e 2011. Em 2014, lançou o primeiro álbum, Ian, reconhecido com o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Artista Revelação. No ano seguinte, lançou Derivacivilização, premiado com o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa. Em 2023, lançou Tetein, terceiro álbum de estúdio, com parcerias e releituras que dialogam com sua experiência como pai e artista. Participou também do projeto familiar Casa Ramil, ao lado de Kleiton, Kledir, Vitor e outros integrantes da família.
Com produção da Primeira Fila Produções, em correalização com o Multipalco Eva Sopher, o projeto conta com audiodescrição garantida em todas as datas pela OVNI Acessibilidade Universal. A iniciativa conta com patrocínio da Bistek e da CEEE Equatorial e financiamento do Pró-Cultura RS.