Mostra “Identidades” celebra os cinco anos da Galeria Escadaria, com imagens de sete fotógrafos

 Para comemorar seus cinco anos de existência, a Galeria Escadaria selecionou sete fotógrafos – dois de São Paulo e cinco do Rio Grande do Sul – para compor a coletiva  “Identidades”, que abre no dia 23 de março (domingo), a partir das 16h, no Pier da Usina do Gasômetro. Com curadoria do produtor e fotógrafo Marcos Monteiro e execução da Acontece Eventos, a exposição fotográfica reúne estilos sui generis, estabelecendo novas linguagens e percepções, expressadas em 20 grandes painéis. A visitação segue até final de maio, diariamente, no espaço ao ar livre.

Foto: jorge_lansarin/Divulgação

Durante esses cinco anos a Galeria Escadaria realizou 24 exposições individuais e coletivas, sendo a única no gênero no Brasil. A galeria teve seu início na Escadaria “Verão” do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros e em função da reforma no local, mudou-se para o Pier da Usina do Gasômetro, cartão postal de Porto Alegre. De frente para o pôr do sol do Guaíba, recebe cerca de 30 mil visitantes por mês.

PARTICIPANTES:

Foto: NARIO_barbosa/Divulgação
Foto: NARIO_barbosa/ Divulgação

Nario Barbosa – Fotojornalista e documentarista com 20 anos de jornada, representado pela Galeria OMA em São Paulo. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas e tem seu trabalho na coleção do Museu Nacional de Belas Artes.

Foto: Luana Martinez/ Divulgação
Foto: Luana Martinez/ Divulgação

Luana Lessa Martinez – Natural de São José dos Campos (SP), explora o cotidiano do mundo ao seu redor de uma forma totalmente singular. Em sua curta jornada como fotógrafa, foi convidada para participar de diversas exposições em Tóquio, Suécia, Portugal, tendo seu trabalho publicado na Olympus Passion Magazine, entre outros.

Jorge Lansarin – Apaixonado pelo fotojornalismo, o porto-alegrense  transforma instantes cotidianos em narrativas visuais impactantes. Integrante do Foto Clube Porto-Alegrense, captura a essência dos momentos com um olhar apurado, acreditando que “a vida é uma fotografia”. Nesta exposição apresenta a série “Pampa Gaúcho”, realizada no interior de Quaraí, na região da fronteira Oeste do RS, onde explorou a estância centenária do Jarau.

Foto: mario carvalho/Divulgação
Foto: mario_carvalho/ Divulgação

Mario Carvalho é fotógrafo e músico natural de Porto Alegre. Considera que a arte na fotografia é uma expressão de forças com formas de luzes, sombras e cores. Seus registros refletem uma conexão dos seres ao nosso redor com o mundo, onde é possível perceber diferentes cenários interligados pela pluralidade das situações cotidianas. Integrou várias exposições coletivas. Fez uma individual sobre a Índia em 2018 na Fundação Sicredi, em Porto Alegre, com curadoria de Dedé Ribeiro.

Foto: Cynthia Feyh Jappur/ Divulgação
Foto: cynthia_feyh_jappur_/Divulgação

Cyntia Feyh Jappur – De Porto Alegre, a promotora de Justiça e fotógrafa durante a pandemia  aprofundou seus estudos na fotografia. Logo surgiram inúmeros convites para expor seus trabalhos, e neste curto espaço de tempo participou de 12 exposições nas principais galerias e museus da capital gaúcha, como: Galeria Porão da Prefeitura Municipal de POA,  Galeria Gravura, Espaço Cultural Correios, Galeria Escadaria, Occa Moderna, Espaço 373, entre outros.

Foto: Zulaine Santos/ Divulgação

Zulaine Santos – Fotógrafa e artista visual de interesses múltiplos, frequentou o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre por uma década, e a partir de 2015 passa a explorar a fotografia como linguagem expressiva. Fez cursos com grandes nomes da fotografia gaúcha, fez várias exposições individuais e coletivas nos principais espaços culturais de Porto Alegre. Foi selecionada em 2019 no programa Microcrédito, da Secretaria Municipal de Cultura de Canoas, com o Projeto de Pesquisa “Simplesmente ASAS” Pássaros de Canoas. O trabalho “O Sol como Testemunha”, apresentado nesta exposição, tem a curadoria de Fernando Schmitt.

Foto: Ruy Varella /Divulgação
Foto: Ruy Varella/ Divulgação

Ruy Varella – De Porto Alegre, é fotógrafo jornalista desde 1982, tendo realizado  várias exposições individuais e coletivas. Seu trabalho é encontrado em coleções como MASP e Pirelli, em São Paulo e Milão, na Itália. Promove atividades na área de proteção ambiental, em reservas ecológicas de todo o Brasil. Realizou por muitos anos trabalho de pesquisa de Foto-química em Preto e Branco. Fez diversos trabalhos para o governo do RS pela Secretaria do Meio-Ambiente (SMAM) e tem participação em diversos livros.  “450 anos de São Paulo”, “Um olhar sobre o Brasil” e “Arte Brasileira nos Acervos de Curitiba” são alguns deles. Atualmente desenvolve trabalho ambiental na Selva Amazônica, Pantanal e biomas brasileiros.

Servico:

Abertura: 23 de março (domingo) de 2025, a partir das 16h.
Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre
Encerramento: Final de maio de 2025.
Visitação: Diária, ao longo de 24h.
Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp  (51) 9935-0608 ou com a jornalista Vera Pinto (51) 99104-1372.

Entrada franca.

Paulinho da Viola celebra sua história em “Quando o Samba Chama”

Quem nunca assistiu Paulinho da Viola ao vivo, certamente, tem uma grata surpresa. Não unicamente pela figura calma, serena, quase tímida em palco, mas também pela beleza e simplicidade de sua voz que, além de afinadíssima, traz um acalento para a alma em arranjos complexos que, nesse soar, parecem tão simples. Parece impossível não trazer um pouco da própria história quando se assiste a um show desses, que revisita a própria história do artista, com suas parcerias e colaborações, assim como a sua construção como músico.

Foto: Samanta Flôor

O show, claramente, é uma celebração à vida. Uma celebração às origens e uma celebração aos que virão. A presença de Beatriz Rabello, sua filha, em palco, cantando lindamente e enfatizando como o Samba ainda é um ambiente prioritariamente masculino (e, ironicamente, mostrando que o palco só tinha ela de mulher) e seu filho violonista João Rabello, ao lado do pai o show inteiro, mostram que temos grandes músicos para perpetuar essa história.

Foto: Samanta Flôor

E quando se vê um show de estrutura simples no Araújo Vianna é quando o grande artista desponta. O cenário era praticamente um telão, por onde se passaram imagens e animações (in memoriam) assinadas pelo parceiro de longa data, Elifas Andreato, que, assim como outros grandes nomes, como Zé Keti, Cartola, Monarca, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus, foram exaltados como figuras enfáticas em sua carreira musical. A direção de arte não deixou em nada a desejar, não apenas enaltecendo tais figuras, mas sutilmente criando desenhos de luzes que nos mostram que também estávamos de frente a uma figura que já tem seu nome marcado na história do Samba.

Foto: Samanta Flôor

Paulinho da Viola e seu jeito discreto em palco revisitou não apenas amigos, mas histórias que nos remeteram a como as coisas funcionavam antigamente, inclusive desmistificando a tal competitividade da Portela e da Mangueira, contando que outrora (como até hoje) se visitava os barracões dos “adversários”. Sua interação com o publico é gentil e sutil, e sua gentileza em dividir sua história nos permite ter outra visão sobre o Samba.

Quem acha que esse jovem senhor de 82 anos está perdendo seu pique, por um setlist que, além de grandes sucessos, contava com muitas músicas menos conhecidas e muitos choros, não apenas se surpreende ao vê-lo fazer grande parte do show de pé, mas por nos brindar com um samba no pé no bis, em “No Pagode do Vavá“. Visivelmente emocionado desde que cantou “Para ver as Meninas” – mesmo seguida de “Argumento“, onde a plateia cantou em uníssono – fica claro como o público também é um elemento dessa trajetória, e que também merece ser lembrado e enaltecido.

Foto: Samanta Flôor

Parece impossível assistir a “Quando o Samba Chama” sem ser de uma forma afetiva. Não só pelo que Paulinho da Viola simboliza, mas porque sua arte e seu talento nos remete a isso.

Na minha história, certamente faltou “Coisas do Mundo, Minha Nêga”, mas na história dele, essa música ficou num disco ao vivo no passado. E talvez essa seja a beleza que a música como arte anda perdendo de muitas formas: permitir que as histórias se entrelacem e construam novas narrativas.

 

Fotos Samanta Flôor

 

 

 

 

 

FIDPOA coloca Porto Alegre no mapa mundial da dança

 

A capital gaúcha vai receber o FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre, que está com inscrições abertas e já distribuiu mais de 400 bolsas nacionais e internacionais desde sua criação.

Imagine se apresentar para jurados das principais companhias mundiais, da França, da Itália, dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Holanda e ainda concorrer a bolsas de estudo nesses países. É isso o que FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre proporciona aos seus participantes. O festival está com inscrições abertas para bailarinos de todo o Brasil e da América Latina até o dia 30 de março. O regulamento completo e as inscrições estão disponíveis no site www.fidpoa.com. O 4º FIDPOA será realizado de 25 a 31 de agosto no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

Jurados-Internacionais-FIDPOA-Foto: Daniel-Martins/ Divulgação

O 4º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari e tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio master do Grupo Zaffari, e patrocínio da Lactalis Brasil e do Icatu Seguros.

Criado em 2018, o FIDPOA chega a 4ª edição com números impressionantes. Em suas três edições anteriores contou com mais de 4.500 participantes de todo o Brasil e do exterior. O Festival trouxe grandes nomes da dança de 15 países que tiveram o papel de avaliar esses talentos da dança. Além disso, distribuiu mais de 400 bolsas nacionais e internacionais e mais de 1 milhão em prêmios.

Carlla e Vera Bublitz-Foto: Estudio-Daniel-Martins/Divulgação

O Festival nasceu do sonho da fundadora Carlla Bublitz, que está à frente da escola de dança Ballet Vera Bublitz, ao lado de sua mãe, Vera. “Durante muitos anos, levamos nossos prodígios da dança para testes e cursos nas principais companhias do mundo. Muitos fizeram carreira no exterior e ainda fazem. Com o FIDPOA, invertemos a lógica e trazemos para o Brasil os principais ícones da dança mundial que vêm para o país como jurados para prospectar nossos talentos”, conta Carlla.

O FIDPOA é uma oportunidade única para milhares de brasileiros e latino-americanos que fazem da dança seu projeto de vida. É uma vitrine internacional que se abre a partir de um festival realizado no Brasil. As inscrições estão abertas para bailarinos de 9 a 35 anos, dependendo da categoria. Os interessados podem se inscrever em ballet clássico de repertório, ballet clássico livre, dança contemporânea, jazz e danças livres, como danças urbanas, danças tradicionalistas e danças de salão, entre outras. A seleção é feita por vídeo e podem se inscrever em categorias solo, duos, trios e conjuntos. Os bailarinos são avaliados em artisticidade e técnica, escolha de repertório e desenvolvimento coreográfico.

Na trajetória de premiações, alguns nomes que passaram pelo festival já conquistaram espaços no mundo. É o caso do carioca Rui César Cruz, melhor bailarino do FIDPOA em 2018 e em 2019, que veio do Grupo Cultural de Dança – Iha, no Rio de Janeiro, e agora integra o Miami City Ballet, nos Estados Unidos.

Dança contemporânea no FIDPOA. Foto: Karine Viana/ Divulgação

Além do Festival

O FIDPOA é mais do que uma vitrine para os talentos da dança. É também uma oportunidade de aprendizado. Isso porque boa parte dos ícones mundiais de ballet que virão para o Brasil para serem jurados também oferecerão Master Classes não só para os participantes da mostra competitiva, mas também para quem se inscrever e quiser aprender com os grandes mestres.

SERVIÇO

4º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
Data: 25 a 31 de agosto
Local: Teatro do Bourbon Country
Inscrições para a Mostra Competitiva: www.fidpoa.com
Período: até 30 de março
Instagram: @fidpoa

 

Pintor Erico Santos mostra locais icônicos da arquitetura da capital, no Paço Municipal

O consagrado artista visual expõe quadros de locais ícones do patrimônio arquitetônico de Porto Alegre, no Museu de Arte do Paço Municipal, entre 27/3 e 23/5, com curadoria de José Francisco Alves

Mercado Público, 60 x 60 cm/Divulgação
Brique da Redenção, 80 x 100 cm/ Divulgação

No aniversário de 253 anos da capital gaúcha não poderia faltar uma exposição inteiramente dedicada à data. “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos” cumpre o papel de homenagear a cidade, e seus moradores, e o faz ousadamente em meio à realização de dois grandes eventos culturais que dominam os espaços expositivos locais, a 14ª Bienal do Mercosul e o Portas para a Arte.

Erico Santos em frente ao Museu de Arte do Paço, local de sua exposição – foto Carlos Souza/ Divulgação

“Paisagens de Porto Alegre”, além do aniversário da capital, assinalado oficialmente em 26 de março, celebra também os 50 anos de carreira de Erico, um dos principais nomes das artes visuais no estado. O local da exposição dos 18 óleos produzidos entre o último agosto e fevereiro passado não poderia ser mais adequado: o Museu de Arte do Paço.

Praça dos Açorianos, 40 x 80 cm/Divulgação
Ponte de Pedra, 60 x 80 cm/Divulgação

O Paço Municipal, aliás, adornado pela Fonte Talavera, é uma das joias arquitetônicas retratadas na mostra, que tem a curadoria de José Francisco Alves, doutor em História da Arte e especialista em Patrimônio Cultural.

Paço Municipal, 80 x 110 cm/ – Divulgação

“Erico usa uma paleta vibrante e harmoniosa, que transmite uma sensação de luminosidade. Tons quentes e frios proporcionam um contraste equilibrado, em composição que confere profundidade. As pinceladas soltas e expressivas, e o uso da luz e sombra, sugerem uma atmosfera dinâmica e cheia de movimento”, escreve Alves sobre a série.

Mercado do Bom Fim, 70 x 100 cm/Divulgação
Cine Capitólio, 50 x 40 cm/Divulgação
Parque Moinhos de Vento, 50 x 40 cm/Divulgação

Por sua vez, o escritor Armindo Trevisan, também em texto para a exposição, anota que Erico “resolveu privilegiar locais que carregam o patrimônio memorialístico dos porto-alegrenses”, referindo-se aos locais retratados. Para Trevisan, a visão de Erico é “substanciosa e saudável” e sua estética “se mostra superior e alérgica ao consumismo visual”.

Pôr do sol em POA, 80 x 100 cm/Divulgação
Igreja Nossa Senhora das Dores, 70 x 100 cm/Divulgação
O Guaíba e Porto Alegre, 40 x 80 cm/Divulgação

Morador de Porto Alegre desde 1981, o artista diz que retratar a cidade é “retratar a minha mais sincera relação de amor a um lugar. Além de ser um belo e agradável lugar, cheio de árvores, pássaros, e um magnífico lago, seus prédios históricos não perdem para os das melhores cidades do mundo em requinte arquitetônico. Aqui encontrei a minha namorada, há 44 anos, que me deu os meus dois filhos. Porto Alegre é uma paixão e uma vida para mim”.

Praça da Alfândega, 50 x 60cm/Divulgação
Praça XV de Novembro e Mercado Público, 60 x 80 cm/Divulgação
Theatro São Pedro, 80 x 110 cm/Divulgação

Erico nasceu em Cacequi, na região central do Rio Grande do Sul, mas se criou em Santa Maria, onde, ainda menino, surgiu o interesse pelas artes. Jovem, foi para São Paulo e trabalhou como restaurador no atelier do italiano Renzo Gori. Entre um restauro e outro, também pintava, e seus trabalhos eram levados por marchands.

Centro Histórico, 50 x 40 cm/ Divulgação

Desde 2007, Erico mantém atelier em Milão, sua base nos cerca de seis meses que passa na Europa a cada ano – ele descende de italianos por parte de mãe (família Di Primio) e sua mulher, Paola, é nascida na terra de Michelangelo e Leonardo da Vinci.

Viaduto Otávio Rocha, 50 x 60 cm/ Divulgação

Em razão desses laços, o artista, cuja personalidade é marcada pela discrição, deixa transparecer uma ponta de orgulho por ter obras em permanência nas galerias Lazzaro, em Milão, Immagine, em Cremona, e Satura, em Gênova.  Em 2013, Erico Santos foi premiado na V Bienal de Arte Contemporânea de Gênova.

SERVIÇO

Exposição: “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos”

Local: Museu de Arte do Paço (Praça Montevideo, 10, Centro Histórico)

Curadoria: José Francisco Alves

Abertura: 27 de março, às 18h

Visitação: até 23 de maio

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Entrada gratuita

80 anos de Elis Regina: programação especial revisita a vida e a obra da cantora

Mostra Elis 80 tem shows, bate-papos, audições comentadas, mostra de filmes, visitas guiadas e Samba do Quintana
Elis Regina morreu aos 36 anos, em janeiro de 1982. Completaria 80 anos no dia 17 de março deste ano.

Uma programação especial na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Instituto Estadual de Música (IEM) e  Cinemateca Paulo Amorim  vai marcar a data.

“Elis 80” terá  espetáculos musicais, entrevistas, audições de álbuns, mostra de filmes e visitas guiadas ao acervo da artista.

As atividades, que têm curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, iniciam no próximo dia 11 e seguem até o fim de março.

Um dos destaques é a participação da atriz e cantora Laila Garin, que interpreta a artista no espetáculo “Elis, a Musical”, em cartaz desde 2013 e já visto por mais de 350 mil pessoas.

Laila é a convidada de uma edição especial do Samba do Quintana, que ocorre no dia 16 de março (domingo) e vai apresentar sambas que ficaram conhecidos pela interpretação de Elis, como “O bêbado e a equilibrista”, “Madalena” e “Tiro ao Álvaro”.

No dia seguinte, 17 de março, dia do aniversário da Pimentinha, o público poderá conferir o show “Laila Garin canta Elis”.

Em um palco montado na Travessa dos Cataventos, a artista vai apresentar sucessos como “Fascinação”, “Reza”, “Upa, neguinho”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Arrastão” e “Como nossos pais”, entre outras. Laila será acompanhada pela diretora de “Elis, a Musical”, Cláudia Elizeu, no piano, e por Thais Ferreira no violoncelo.
Acervo reaberto e Clube do Guri
O Acervo Elis Regina será reaberto no dia 15 de março (sábado), na CCMQ. Inaugurado em 2005, o espaço conta com um violão que pertenceu à cantora, fotos e discos, entre outros objetos que retratam sua trajetória.

A reabertura da exposição permanente ocorre após reformulações no espaço e inclusões de novos itens (como uma imagem da cantora com o escritor Caio Fernando Abreu), provenientes do acervo da artista no Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS.
Em 16 de março (domingo), às 10h, ocorre a estreia do projeto “Vozes do Acervo”, promovido pelo IEM, Discoteca Natho Hehn e RS Criativo (os dois últimos também instituições da Sedac) com intuito de apresentar a crianças e jovens obras musicais de grandes intérpretes gaúchos.

A primeira edição, intitulada “Elis, para sempre!”, pretende reproduzir o Clube do Guri, programa de auditório de sucesso nas décadas de 1950 e 60 e palco onde estreou Elis Regina. Oito meninas entre oito e 13 anos vão se apresentar, sob direção musical de Luciano Maia e com preparação vocal de Paola Kirst. A atividade acontece na sala Carlos Carvalho, com entrada franca, mediante lotação do espaço.

“A mostra Elis 80 reforça o caráter transversal, com múltiplas linguagens artísticas, que caracteriza a Casa de Cultura. A programação reflete ainda nossa preocupação em atualizar acervos e memórias sob suas mais diversas formas, mas vai além, estendendo-se para ações de formação de novos talentos, como no projeto ‘Vozes do Acervo’, cujo legado pretende ultrapassar gerações”, comenta a diretora da CCMQ, Germana Konrath.
Entrevistas, audições e filmes
O público poderá conferir três entrevistas, seguidas de audições comentadas de álbuns de Elis, no auditório Luis Cosme. Será nos dias 11, 18 e 25 de março (terças-feiras), dentro do projeto “CCMQ convida: A história do disco – especial Elis 80”.

A Casa de Cultura receberá a realização de três gravações com plateia do podcast “A História do Disco”, para entrevistas com nomes de referência na área, incluindo o biógrafo da cantora, Arthur de Faria, e o jornalista Juarez Fonseca, entre outros.

As gravações ocorrerão às 19h e serão seguidas por audições de álbuns selecionados.

Os episódios serão veiculados na Rádio Quintanares e, posteriormente, disponibilizados em plataformas de áudio. O conteúdo também será editado para compor o acervo da artista.

“A História do Disco” é um programa criado e apresentado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. No ar desde 2020, é um dos podcasts de música mais ouvidos no Brasil pela plataforma Spotify Brasil. Ao longo de cinco anos, já contou com participações de artistas como Tom Zé, Adriana Calcanhotto, Charles Gavin, João Barone e Rodrigo Amarante, entre outros.
Nos dias 15 e 22 de março (sábados), às 15h, a Cinemateca Paulo Amorim, vinculada ao Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizará uma exibição gratuita do documentário “Elis & Tom, só tinha de ser com você” (de Roberto de Oliveira e Jom Tom Azulay). Após a sessão, será oferecida ao público uma visita mediada ao acervo recém-remodelado.

“Elis & Tom, só tinha de ser com você” integra uma mostra especial em homenagem a Elis Regina, que será promovida pela Cinemateca na semana de 15 a 23 de março, com uma série de documentários sobre compositores e artistas que contribuíram com a carreira da cantora, como “Belchior – apenas um coração selvagem”, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias. A programação completa será divulgada em breve.
O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul, patrocínio prata da Hyundai, Lojas Renner e EDP, apoio de Tintas Renner, Banco Topázio e iSend e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.
Um ícone nacional
Para a curadora da mostra, Bruna Paulin, “Elis 80 pretende ser uma grande celebração e um resgate à memória da artista, assim como também uma homenagem às mulheres, no mês em que destacamos o Dia Internacional da Mulher. Elis não foi somente uma cantora que emocionava e encantava, mas uma intérprete que, com seu talento, transformou em definitivas suas versões de composições de diversos autores. Além disso, foi uma incansável pesquisadora musical, já que descobriu e revelou diversos talentos da nossa música, como Belchior, Milton Nascimento e Ivan Lins, entre outros, sendo fundamental na revelação e no impulsionamento da carreira de diversos artistas”, declara. Para Paulin, “reunir diversos institutos, espaços e o time da CCMQ em torno dessa grande celebração está sendo um trabalho emocionante e muito especial, como Elis merece”.
Nascida no bairro do IAPI, em Porto Alegre, Elis Regina é considerada uma referência na música popular brasileira, com relevância reconhecida como intérprete, pesquisadora musical e artista.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Obra de R$ 6,6 milhões: Governo Federal financia reforma do Memorial do Rio Grande do Sul

Começam em uma semana as obras de restauração do Memorial do Rio Grande do Sul, prédio histórico localizado na Praça da Alfândega,  no centro de Porto Alegre.

Um evento na segunda feira, 17/03, às 11h, vai marcar o início dos trabalhos, com a presença do superintendente do IPHAN, Raphael Passos;  a secretária  da Cultura, Beatriz Araujo; o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn e representantes dos Correios, dirigentes, servidores e parceiros das instituições envolvidas.
Os recursos para a obra, no valor de R$ 6,62 milhões, são provenientes do programa federal PAC Cidades Históricas e abrangem melhorias nas instalações da antiga sede dos Correios e Telégrafos, onde funcionam três instituições da Secretaria Estadual da Cultura: o Memorial do RS, o Arquivo Histórico do RS e o Museu Antropológico do RS, além do Espaço Cultural Correios.
Projeto do arquiteto alemão Theodor (Theo) Wiederspahn, prédio foi construída entre 1910 e 1913, e tombada pelo Iphan em 1980.

O prazo previsto para execução total do projeto de restauração é de 18 meses, a contar do início da obra, conforme o Termo de Compromisso firmado em dezembro de 2023 pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Iphan.
Para a execução dos serviços, foi contratada a empresa Estúdio Sarasá, referência nacional no campo do patrimônio cultural, que já está atuando em parceria com o Memorial do RS nas atividades que integram a proposta de “canteiro aberto”: ao longo do período da obra (2025-2026), serão oferecidas a diferentes públicos oportunidades de fazer visitas mediadas ao prédio e participar de encontros para compartilhamento de conhecimentos técnicos, bem como para valorização de saberes e ofícios relacionados à proteção dos bens culturais tombados.

Zoravia Bettiol mostra instalação sobre incêndios em florestas em evento paralelo à Bienal do Mercosul

A Galeria Zoravia Bettiol apresentará uma instalação de grande porte que denuncia incêndios em florestas no país e no exterior, durante o Portas para a Arte, projeto paralelo à 14ª Bienal do Mercosul. A concepção da obra “Florestas em Chamas” é da própria Zoravia, mas sua execução contou com a participação de um grupo de artistas.

Macaco na floresta em chamas – Foto: Gilberto Perin/Divulgação

A inauguração da obra acontecerá em 22 de março, cinco dias antes do início da Bienal. A antecipação é motivada por razão especial e justificada: a data marca o Dia Mundial das Águas, tema muito presente no ativismo de Zoravia como artista. Já no início deste século, ela defendia a criação de um Museu das Águas de Porto Alegre, próximo ao Guaíba.

.Tamanduá na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

“Queremos denunciar a destruição ambiental, conscientizar por meio da educação que precisamos reflorestar as áreas destruídas para que voltemos a ter um equilíbrio climático. Os problemas ambientais adquiriram uma proporção descomunal e as soluções exigem medidas governamentais e globais”, afirma Zoravia, aludindo à mensagem a ser passada ao público pela instalação.

.Galhos de árvores calcinados na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

“Esperamos que a COP 30 seja benéfica em suas resoluções”, acrescenta ela, do alto de seus 89 anos. A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas será realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), na Amazônia, em novembro. Um dos temas da conferência é a preservação de florestas e biodiversidade. Para a artista, se não surgirem medidas positivas no encontro, “o nosso planeta estará se aproximando de uma crise climática sem volta”, alerta.

Artista Zoravia Bettiol trabalhando em seu atelier/ Divulgação

Artistas coautoras

As seguintes artistas atuaram junto com Zoravia e assinam a obra “Florestas em Chamas” como coautoras: Clara Koury, Elaine Veit, Inez Pagnoncelli, Marcia Balreira Souza, Rosane Moraes, Tereza Albano, Vera Matos e Verônica Daudt. O fotógrafo Gilberto Perin acompanhou o processo de produção do grupo para fazer um painel fotográfico com o making off do trabalho.

Zoravia e as coautoras Rosane Morais, Clara Koury, Tereza Albano, Elaine Veit, e Vera Matos Foto Gilberto Perin/Divulgação

“Florestas em chamas” é uma instalação têxtil, tridimensional, cuja estrutura metálica alcança 3,40m de altura e o diâmetro, no solo, mede 3,50m. Pendurada no teto da galeria, conta com organza nas cores vermelho, laranja, amarelo e cinza, papelão e acetato pintados de preto e cordão de algodão trançado. O músico da OSPA Cosmos Grineisen responderá pela trilha sonora criada para a instalação, que também contará com iluminação especial.

“Amazônia, caixa d’água que rega o continente”

O texto de apresentação da obra coletiva será do geólogo Rualdo Menegat, professor da UFRGS, doutor em Ecologia da Paisagem, um dos mais respeitados especialistas ambientais. Para ele, o trabalho concebido por Zoravia “trata-se de uma obra de grande impacto estético e poético para refletir algo pesaroso, que é a perda dos verdadeiros paraísos da Terra: nossas florestas. A beleza estética da arte se coloca como um contrapeso à triste realidade e, por isso, permite à mente pensar e refletir profundamente essa perda. Essa função só as grandes obras de arte, como a de Zoravia, conseguem produzir”, analisa Menegat.

O professor ressalta que a Amazônia não é apenas o “pulmão do mundo”, como se costuma dizer. “Ela é simultaneamente a caixa de água que rega o continente e é um estoque de carbono retirado da atmosfera e, portanto, fundamental para regular o clima. Além disso, a Amazônia é berço de civilizações ancestrais que desenvolveram uma cognição humana singular: a de habitar florestas sem destruí-las”.

Declarando ter recebido com grande prazer o convite para escrever o texto da obra, Menegat pontua que Zoravia, “com todo seu talento artístico, nos faz pensar que a Amazônia é um verdadeiro santuário da Terra e que não pode ser uma paisagem em extinção”.

Gravuras

IEMANJÁ EM NOITE DE QUATRO LUAS – Série Iemanjá 78 X 50 cm 1973/ Divulgação

Além da instalação, a Galeria Zoravia Bettiol – na Rua Paradiso Biacchi, 109, em Ipanema – exibirá a mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”, com 30 obras da reconhecida artista, de nove diferentes séries em xilogravura, linóleogravura, serigrafia, gravura digital e litografia.

AFRODITE – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 81 X 51 cm – 1976 /Divulgação

O Portas para a Arte envolve 45 espaços e 64 exposições na capital, nesta edição, com visitação gratuita. O projeto incentiva que galerias da cidade façam mostras durante a Bienal do Mercosul (de 27 de março a 1º de junho), para que artistas locais possam mostrar e vender obras ao público interessado em arte.

DEMÉTER – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 47 X 80 cm – 1976/Divulgação

SERVIÇO:

 Galeria Zoravia Bettiol no projeto Portas para a Arte

Exposição da instalação “Florestas em Chamas”

Mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”

Inauguração dia 22/03, das 15h às 18h30

Visitação gratuita: de 23/03 a 23/06

Horário: de segunda a sexta das 10h às 18h; às sábados, das 10h às 13h.

Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema, Porto Alegre

Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

A nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), já tem data para começar: 14 de março. Neste dia, uma sexta-feira, às 20h, o Complexo Cultural Casa da OSPA recebe a harpista russa  Ekaterina Dvoretskaya, em sua estreia no Brasil, como convidada especial.

O maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da OSPA, é responsável pela regência da orquestra no programa dedicado aos compositores russos Reinhold Glière e Nikolai Rimsky-Korsakov. A venda de ingressos para o Concerto de Abertura da Temporada 2025 iniciou  nesta quinta-feira (27/3), pelo Sympla. Os valores seguem iguais aos de 2024, variando de R$ 10 a R$ 50. A apresentação também pode ser conferida ao vivo, pelo canal da OSPA no YouTube.

OSPA 09.11 – Clássicos da Broadway. Foto Vinícius Angeli/ Divulgação

Em 2025, a OSPA celebra 75 anos de existência. Para abrir uma temporada tão especial, o novo diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt, optou por um programa inusitado que revela a força da música orquestral: “Para esta abertura simbólica, escolhi duas obras que dialogam entre sutileza e intensidade. Ao destacar a harpa e contar com a presença da talentosa solista russa Ekaterina Dvoretskaya, reafirmo meu compromisso em ampliar espaços na música e convido o público a se encantar com a riqueza e a diversidade dos instrumentos musicais”.

A apresentação integra a programação do Mês da Mulher da Sedac-RS. Reconhecida em premiações internacionais, a harpista Ekaterina Dvoretskaya estará à frente da OSPA como solista da obra Concerto para Harpa e Orquestra, do compositor russo Reinhold Glière (1875 – 1956). Segundo a artista, a obra inicia com uma introdução solene repleta de “amor e esperança”, depois envereda por “uma história de amor cheia de reflexões, explosões de sentimentos”, finalizando com “uma verdadeira celebração, escrita pelo compositor dentro da tradição das canções russas”. “Glière cria uma obra grandiosa em conceito e sonoridade, enquanto permite que a harpa ressoe de forma plena, mesmo diante da estrutura densa da orquestra ao fundo”, avalia a musicista.

Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Dejan Romih/ Divulgação

No mesmo concerto, após o intervalo, a Orquestra interpreta Scheherazade, Op. 35, de Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908). A obra, baseada na célebre coletânea de contos As Mil e Uma Noites, é uma das composições mais emblemáticas do repertório orquestral. O título Scheherazade é uma homenagem à lendária princesa que, noite após noite, narrava histórias tão fascinantes que salvavam a sua vida. “Em sua Suíte Sinfônica, Rimsky-Korsakov traduz esse universo mágico em uma obra orquestral rica em cores, texturas e temas líricos”, comenta o maestro Manfredo Schmiedt, “Scheherazade não é apenas uma obra-prima musical, mas também uma homenagem à força, inteligência e coragem feminina”, conclui.

Quem desejar descobrir mais detalhes sobre o programa pode prestigiar o Notas de Concerto, projeto de formação de público que traz comentários e curiosidades sobre cada obra que é apresentada pela orquestra na Série Casa da OSPA. No dia 14/3, às 19h, o professor Francisco Marshall faz a explanação na Sala de Recitais da Casa da OSPA – a entrada é  mediante o ingresso do concerto. Ao longo de 2025, outros especialistas comentarão os concertos da Série Casa da OSPA. Os encontros ocorrem na Sala de Recitais e são transmitidos ao vivo pelo canal da OSPA do YouTube.

Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Yaroslav Yarovoi/Divulgação

Sobre Ekaterina Dvoretskaia

A harpista Ekaterina Dvoretskaia estudou na Escola Central de Música do Conservatório Tchaikovsky de Moscou (2010–2021) e, em 2023, tornou-se aluna do Koninklijk Conservatorium Brussel, sob a orientação de Agnès Clément. Desde 2020, é solista da Casa da Música de São Petersburgo e, desde 2022, da Orquestra Juvenil Pan-Russa. Realizou recitais solo e colaborou com orquestras renomadas em locais icônicos, como o Royal Theatre La Monnaie (Bruxelas), os Teatros Bolshoi (Moscou) e Mariinsky (São Petersburgo) e a Filarmônica de Moscou. Venceu o Concurso Internacional de Harpa de Israel (2022), o III Concurso de Música Pan-Russo (2020) e a Harpa de Ouro (2024), entre outras competições.

Maestro Manfredo Schmiedt regendo a OSPA- Foto Vinicius Angeli/ Divulgação

Sobre Manfredo Schmiedt

Com uma destacada carreira na regência coral e orquestral, Manfredo Schmiedt é o atual diretor artístico da OSPA. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado pela UFRGS (BR), recebeu as distinções Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Foi regente convidado de prestigiadas orquestras e atuou por mais de 30 anos no Coro Sinfônico da OSPA e 18 anos como diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da UCS.

SERVIÇO

FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2025

SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2025

Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Francisco Marshall.

Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa a partir de 27/02 ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

Estacionamento: gratuito, no local.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

PROGRAMA

Reinhold Glière | Concerto para Harpa e Orquestra Op. 74 em Mi bemol Maior

Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

Intervalo

Nikolai Rimsky-Korsakov | Scheherazade, Op. 35

Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

Regência: Manfredo Schmiedt

Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

Lei de Incentivo à Cultura

Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

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Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

O Bloco da Pretas, primeiro bloco de carnaval  formado exclusivamente por mulheres negras, já tem data para o seu cortejo. O grupo agendou sua saída para o dia 1º de março, na Orla do Gasômetro, a partir das 16h. O repertório contará  com músicas de autorias e de cantoras negras brasileiras,  como Ludmilla e Elza Soares. O Bloco das Pretas segue recebendo apoio financeiro pelo pix blocodaspretasbr20@gmail.com.

“É um bloco para todas as pessoas celebrarem a vida, principalmente mulheres negras de todas as idades”, afirma Negra Jaque, uma das fundadoras do Bloco das  Pretas.

Fundado em 2019, o bloco tem como objetivo fortalecer a presença das mulheridades no carnaval do sul do país. A iniciativa propõe não apenas celebrar a arte e a cultura afro-brasileira, mas também combater a violência e a objetificação enfrentadas pelas mulheres negras. Além disso,  o projeto se alinha às lutas antirracistas e feministas, proporcionando um espaço seguro para a expressão, valorização e fortalecimento da identidade negra, além de oferecer oportunidades de aprendizado e intercâmbio cultural.

‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

O fotógrafo Fábio Del Re inaugura no dia 15 de março próximo, sábado, às 17h, sua nova exposição, “Acordei ontem, ainda era hoje”, no V744atelier. A mostra reúne uma série de trabalhos fotográficos que exploram a interseção entre memória, esquecimento e o tempo, criando uma reflexão profunda sobre a efemeridade da vida e a permanência das imagens. A exposição faz parte do projeto “Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul” e ficará aberta para visitação até o dia 26 de abril.

Foto de Fábio Del Re/Divulgação

A nova fase de Fábio Del Re, que sempre se destacou por sua produção autoral em fotografia, traz uma proposta mais introspectiva, com um olhar sensível para o abandono e a perda de identidade. Em “Acordei ontem, ainda era hoje”, o artista explora, entre outros temas, a “linearidade do tempo e como ele pode ser desconstruído”. Em suas palavras, “estou fazendo um trabalho que internamente está mexendo muito comigo, com questões sobre o esquecimento, o tempo e a memória”.

Foto de Fábio Del Re/Divulgação

Diferente de suas produções anteriores, que muitas vezes focaram registros de arquitetura e cultura, esta exposição adentra um universo mais pessoal, refletindo sobre o processo de descarte e o esquecimento das imagens, em especial, através da compra de fotografias antigas e esquecidas. “Chamo estas fotografias de meus órfãos, são órfãos. Elas foram descartadas, ninguém mais sabe quem são aquelas pessoas. Fui encontrando nelas algo que me tocou profundamente”, explica Del Re.

Foto de Fábio Del Re/Divulgação

O trabalho não se limita à fotografia tradicional. Fábio, que prefere “a parceria do acaso, do acidente”, se utiliza de técnicas que incluem o tempo como elemento próprio da obra, com fotos mal fixadas, mofo e furos causados por insetos. Esses elementos acabam criando uma estética única que reforça o conceito de impermanência. Ele afirma: “O tempo fez sua marca nas fotos, nos furos dos insetos, no mofo dos livros… o mais importante foram os achados e as escolhas das fotos que acompanham a narrativa”. Ainda sobre este tema, em seu texto crítico, o escritor Flávio Kiefer comentou:  “Estamos diante de uma produção que quer falar sobre o tempo, sobre a memória, sobre a presença e a ausência como conteúdo norteador, mas, se nos deixarmos levar pela fruição do que nos é apresentado, fala de muito mais”.

Foto de Fábio Del Re/Divulgação

Além da questão estética e conceitual, o ambiente do V744atelier, uma casa que também é atelier de Vilma Sonaglio, idealizadora de V744, proporciona uma relação mais íntima e orgânica entre as obras e o público. Del Re destaca: “Este espaço é muito diferente, é uma casa, pessoas moram aqui, não é uma galeria. Isso tira a ideia de uma exposição convencional e coloca o foco no trabalho em si”. Para ele, esse ambiente sem filtros e sem a formalidade de uma galeria tradicional aproxima o espectador da arte.

A exposição contará com 16 obras, aproximadamente, que variam de tamanhos e formatos, e propõem uma experiência sensorial e introspectiva, convidando os visitantes a refletirem sobre a atemporalidade e a finitude. Fábio Del Re expressa sua expectativa para a mostra: “Gostaria que as pessoas saíssem atordoadas, tocadas pela ideia de que o tempo é algo que nos escapa, que a memória e o esquecimento caminham juntos, e que o que é visto nem sempre reflete a realidade”.

Sobre Fábio Del Re

Fábio Del Re é fotógrafo e iniciou sua trajetória na New England School of Photography, em Boston (EUA), onde viveu por seis anos. Durante esse período, foi premiado com o School Honors (1989) e o Honors in Black and White (1989). Desde então, Del Re tem se dedicado a desenvolver um trabalho autoral em fotografia, sempre com uma forte presença de reflexão sobre a memória, o tempo e a arquitetura.