Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Documentário sobre mulheres indígenas, na Cinemateca Paulo Amorim

    Documentário sobre mulheres indígenas, na Cinemateca Paulo Amorim

     O protagonismo feminino indígena na atuação coletiva em defesa dos direitos dos povos originários é o tema central do documentário Kunha Karaí e as Narrativas da Terra, que chega às telas da Cinemateca Paulo Amorim nesta quinta-feira (17). As sessões acontecem diariamente (exceto na segunda-feira), sempre às 19h, até o dia 23 de abril, na Sala Norberto Lubisco (Rua dos Andradas, 736 – térreo da Casa de Cultura Mario Quintana). Os ingressos custam R$ 8,00 (meia-entrada) e R$ 16,00 (inteira) na terça, na quarta e na quinta-feira. Já na sexta-feira (feriado), no sábado e no domingo, o valor das entradas é R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 20,00 (inteira).

    Longa-metragem dirigido pela cineasta e pesquisadora Paola Mallmann, o filme conta a história de vida de mulheres indígenas brasileiras de diferentes povos e biomas, em que os caminhos de luta política e espiritualidade vinculada ao resgate da ancestralidade se entrecruzam no processo de se tornarem lideranças.

    Entre memórias afetivas, sonhos, elementos da cosmovisão ameríndia e gestos de resistência, Kunha Karaí e as Narrativas da Terra nos leva a reconhecer de forma intimista e sensível a autenticidade das relações das entrevistadas com os territórios visitados e com a ancestralidade brasileira.

    Foto: Divulgação

    O elenco do filme é formado por Elis Alberta Santos (Elis Mura), Shirley Djukurnã Krenak, Alice Martins – Kerexu Takuá, Iracema Gãh Té Nascimento, Celita Xavier, Jera Guarani, Juliana Kerexu, Francisca Arara, Edina Shanenawa, Nedina Yawanawa, Talcira Gomes, Júlia Gimenez, Eryia Yawanawa, Rosa Peixoto, Ermelinda – Yepário, Kedasere, Laurinda Borges e Raquel Kubeo (esta última também colaborou com o processo de pesquisa e produção das filmagens).

    O documentário aborda, através das mulheres, o debate sobre mudanças climáticas e proteção dos biomas – elementos que apontam caminhos de fortalecimento da história indígena contemporânea brasileira como vozes da Terra. Rodado entre 2019 e 2022, em diferentes regiões e cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Acre, o filme foi lançado em abril de 2024, sendo exibido nos cinemas de Brasília (DF), Palmas (TO), Manaus (AM), Salvador (BA), Ribeirão Preto (SP) e Teresópolis (RJ).

    Por conta das enchentes de maio, a estreia do filme em Porto Alegre precisou ser adiada, ainda que, em outubro, o documentário tenha sido exibido em uma sessão especial na Sala Redenção e, no mês seguinte, na Sala Paulo Amorim da Cinemateca Sala Paulo Amorim, dentro do evento Mostra Virada Sustentável.  Agora, Kunha Karaí e as Narrativas da Terra estreia oficialmente nos cinemas gaúchos, com a temporada na Sala Norberto Lubisco.

    Foto: Divulgação

    “É bem significativo que as pessoas possam assistir ao filme e conhecer a história dessas mulheres e, quem sabe, através delas refletir um pouco sobre sua própria história e sobre os laços com sua ancestralidade e sua responsabilidade na construção do nosso futuro comum como cidadãos”, ressalta a diretora, destacando a importância do lançamento desse documentário em salas de cinema, em especial para novos realizadores. Contando com distribuição independente da Panda Filmes (RS) e da Opará Cultural (RS), Kunha Karaí e as Narrativas da Terra teve produção executiva de Beto Rodrigues, da Linha de Produção Cinema e TV, em produção associada com Opará Cultural, com diversos apoios de articulações locais.

    “Vivemos um momento histórico de grande relevância central da pauta dos povos originários, com a recente criação do Ministério dos Povos Indígenas, em articulação com questões globais de grande impacto e esperamos contribuir com essa causa, a partir do nosso ofício, resultando neste registro feito de forma imersiva para os povos indígenas e para todos os brasileiros e brasileiras”, afirma a diretora do filme. Ela destaca a relevância da pauta, citando a ação policial violenta contra os indígenas em marcha pacífica realizada em Brasília no início deste mês, que atingiu também a deputada federal Célia Xakriabá. “Esse incidente mostra o quanto ainda é preciso lutar pelo respeito aos direitos dos povos indígenas”, destaca Paola.

    Kunha Karaí e as Narrativas da Terra contou com recursos do edital Programa #Audiovisual Gera Futuro, do Ministério da Cultura (MinC) e também marca a estreia de Paola no formato longa-metragem. A diretora já havia dirigido três curtas-metragens documentais, um deles com vários prêmios e participações em festivais de cinema importantes, como Gramado e Brasília.

    Foto: Divulgação

    “Conseguir lançar o documentário em salas de cinema é realmente bem importante, por viabilizar a difusão da informação ao público que não acessa obras com essa temática e compromisso social e pelo desafio que é colocar filmes documentários brasileiros dirigido por mulheres no circuito comercial”, comemora a diretora, que também assina o argumento do filme.

    “Esse documentário é fruto da imersão no caminho que nos leva ao encontro dos povos originários, revelando as diversidades e o universo plural das mulheres indígenas do Brasil contemporâneo. Torcemos para que o maior número de pessoas possa assistir, compartilhar com amigos, e que o filme se some, às ações do movimento de luta abril indígena, como o ATL que ocupa Brasília todos os anos para reivindicar os direitos garantidos às comunidades indígenas”, observa Paola. Nesta temporada do filme na Sala Norberto Lubisco, a diretora do documentário estará presente na sessão do dia 22 (terça-feira).

    Foto: Divulgação

    Ficha técnica

    Produção: Linha de Produção Cinema e TV

    Produção associada: Opará Cultural

    Pesquisa, argumento e direção: Paola Mallmann

    Direção de Fotografia e Câmera: Pedro Clezar

    Direção de som: Guilherme Cássio

    Direção de Produção: Flávia Seligman

    Montagem e Edição: Vanessa Leal dos Santos

    Distribuição: Panda Filmes

    Produção executiva: Beto Rodrigues e Gabriel Sager Rodrigues

    Duração: 1h45min

    Perfil no Instagram: @kunhakarai.ofilme

  • CCMQ promove experiência sensorial de música por vibrações: The Sub_Bar Show #1 

    CCMQ promove experiência sensorial de música por vibrações: The Sub_Bar Show #1 

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), receberá duas sessões gratuitas da experiência sensorial internacional The Sub_Bar Show #1, que apresenta um repertório musical para ser sentido em vez de ouvido. Elas acontecem na quarta-feira (23) e no domingo (27), às 19h, no Teatro Carlos Carvalho (2° andar da CCMQ). A entrada é franca nas duas sessões, mediante a retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro. O evento conta com interpretação de Libras.

    Apresentado nos idiomas inglês e Língua Internacional de Sinais, o momento imersivo convida o público surdo e ouvinte a se movimentar pelo espaço e deitar no chão para conhecer o repertório musical que é transmitido através de subwoofers, que são alto-falantes que reproduzem as frequências mais baixas do áudio. Após o espetáculo, haverá um bate-papo entre organizadores e o público, para debater as sensações e contextualizar as obras em português e Libras.

    Gabriele Modica Fotografia/ Divulgação

    SOBRE O SUB_BAR

    Criado na Europa em 2021, o projeto Sub_Bar reúne artistas, pesquisadores surdos e ouvintes de todo o mundo, que buscam romper com a ideia de que o som é o principal elemento da música. Ao longo dos quatro anos, em parceria com artistas consagrados e ascendentes, o projeto tem construído um repertório crescente em que a modulação da pressão do ar, a vibração e o silêncio são os elementos centrais. A partir de agora, obras selecionadas desse acervo farão parte das apresentações mensais promovidas em diversos espaços culturais espalhados pelas Américas, Ásia e Europa.

    O evento no Teatro Carlos Carvalho integra a programação mundial de lançamento do show, que promove performances em cerca de 18 países ao longo do mês de abril. A CCMQ é o único espaço a sediar a experiência no Brasil.

    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul, patrocínio prata da Hyundai, Lojas Renner, EDP e Paraflu; apoio de Tintas Renner, Banco Topázio e iSend; e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.

    SERVIÇO

    The Sub Bar #1 na CCMQ
    Quando: quarta-feira e domingo (23 e 27/4)
    Horário: 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho, no 2° andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Porto Alegre, RS.
    Recurso de Acessibilidade: Libras

    Entrada franca, mediante retirada de ingressos na bilheteria do teatro, uma hora antes da sessão

  • Foto Clube expõe “Sob as Águas: Bravura e Resistência”, mostra sobre as enchentes no RS

    Foto Clube expõe “Sob as Águas: Bravura e Resistência”, mostra sobre as enchentes no RS

    Exatamente um ano após as históricas enchentes que devastaram Porto Alegre e o Rio Grande do Sul, o Memorial do Ministério Público abre ao público a exposição fotográfica “Sob as Águas:
    Bravura e Resistência”.

    A mostra, uma realização do Fotoclube Porto- Alegrense em parceria com o Memorial, apresenta 40 obras que documentam os impactos da tragédia, retratando histórias de dor, coragem e superação que marcaram a população gaúcha.

    Gutemberg_51 x 34 peq/ Divulgação

    A cerimônia de abertura oficial, com vernissage e presença de autoridades, parceiros e convidados, ocorrerá na quinta-feira, 24 de abril, às 19h, reforçando o caráter memorialístico de uma data simbólica. Período de Visitação: A exposição permanecerá em cartaz até 17 de junho de 2025, permitindo que o
    público reflita sobre este marco de um ano através de um olhar artístico e humanizado.

    JaneC 45,3 x 34 peq/Divulgação

    As imagens capturam paisagens transformadas, cenas urbanas submersas e momentos de solidariedade, servindo como um poderoso registro histórico e uma homenagem à resiliência dos atingidos.

    A exposição chega no momento em que a cidade ainda vive o processo de reconstrução, oferecendo uma
    reflexão sobre os desafios enfrentados e a força comunitária que emergiu da adversidade.

    Eloi 70×46,5 Peq/Divulgação

    Inauguração oficial
    A cerimônia de abertura oficial, com vernissage e presença de autoridades, parceiros e convidados, ocorrerá na quinta-feira, 24 de abril, às 19h, reforçando o caráter memorialístico de uma data simbólica. Período de Visitação: A exposição permanecerá em cartaz até 17 de junho de 2025, permitindo que o
    público reflita sobre este marco de um ano através de um olhar artístico e
    humanizado.

    Serviço

    Abertura ao público: 17 de abril de 2025. Local: Memorial do Ministério Público
    Horário: das 8:30 às 18hs
    Entrada gratuita


    Relação dos expositores

    Ale Freitas Beleza tragica @alefreitas.fotos
    Álvaro Sanguinetti Reflexos e marcas da enchente @alvarobertonisanguinetti
    Ana Elisabeth Nunes Deixando tudo para trás @anaelisabethnunes
    Andréa Barros Espelho de Maio @andreabarros_photomobile
    Andréia Kris Kaleidoscope @andreia.kris
    Anelise Barra Ferreira Cicatriz (1) @anelise_barra_ferreira
    Aníbal Elias Carneiro A Solidariedade Vive @anibal.ec
    Beto Martinez Súplica @bettomarttinez
    Bia Donelli A Casa Rosa @biadonelli
    Cris Mattos Brincar Ficou para Depois @crismattos_fotos
    Cynthia Jappur Cores da Enchente @cynthia_fotoarte
    Cynthia Recuero O cais e o caos @cynthia.recuero
    Eloi De Farias Êxodo Ribeirinho @elofarias
    Flavia Ferme Solidariedade @flavia_ferme
    Gerson Turelly Rowing @gersonturrely
    Gutemberg Ostemberg Lar do Menino Deus @gutemberg_ostemberg
    Heloiza Averbuck Nas águas @heloaverbuck
    Jane cassol À margem @cassoljane
    Jorge Lansarin Nau Fragado @jorge.lansarin
    Jorge Leão Limpeza @leao.jorge
    Jorge Neumann Espetáculo e espanto @jorgeneumann
    Kathy Esposito Cidade Invadida @ka.thy1575
    Marco Resende Mudança Climática – Bravura @marcoresende
    Margaret Abreu O resgate @margabreu11
    Maria Helena Guaragni Rastros e resquícios @guaragni.mh
    Marlene Silva O reflexo da tristeza @marlenehist
    Mendes Filho Barricada no Banco Safra @fotoletrada_mendesfilho
    Nely Alves Cultura Submersa @nely.fotoart
    Nina Pulita Era uma vez uma passarela….. @ninapulita
    Paulo Paim Usina D ́água @pespaim
    Rafael Beck Verso Emerso @2beck
    Rafael Rosa Cozinhando Solidariedade @fujixphoto_rafaelrph
    Rodrigo Cantini How many roads must a man walk down? @streets_of_poa
    Rogerio Camboim Novo Cais @camboimx
    Rogério Soares Hidrovia ? @cursosimagopoa
    Sandra Rodrigues Calçadão Orla de Ipanema @sansrodrigues7
    Selmar Medeiros Barqueiro da Enchente @selmar_medeiros_
    Vinícius Tabajara Horizonte trágico @vinitabajara
    Viviane Monteavaro Três de maio no Gasômetro @vivianemonte
    Wanderlei Oliveira Tragédia @artefotowander
    William K Clavijo O Corpo @williamkclavijo_photography

  • Instituto Brasa Zona Norte: um espaço para aprender a recomeçar

    Instituto Brasa Zona Norte: um espaço para aprender a recomeçar

    O bairro Sarandi, na capital gaúcha, vai ganhar um espaço de reconstrução e esperança. É o Instituto Brasa Zona Norte, um local onde a educação, o acolhimento e a cultura se encontram para apoiar uma das comunidades mais afetadas pelas enchentes de maio do ano passado. A inauguração será neste sábado, 12 de abril, às 10h, na Rua Baltazar Oliveira Garcia, 430.

    Quem for à inauguração no dia 12 de abril vai poder sentir um pouco dessa vibração de cultura, de educação e de apoio que a casa vai oferecer à comunidade. Entre as atividades previstas está o lançamento da exposição “O Recomeço”, com obras da artista visual Isabel Ferreira, que também vai ministrar uma oficina de desenho. Haverá também uma oficina de violino, com a violonista Luiza Czeczelcki, além de oficinas de decoupage, aulas de inglês, finanças, e de presença digital para pequenos negócios, entre outras. Toda a programação da inauguração será gratuita.

    Sala de aula do Instituto Brasa Zona Norte – Ricardo Glavam/ Divulgação

    A história desse novo espaço de inclusão que Porto Alegre vai ganhar nasceu a partir dos desafios enfrentados em maio do ano passado. Por estar localizada em um dos bairros mais afetados pelas cheias, a Igreja Brasa Zona Norte foi também um dos primeiros locais a receber os desabrigados. “Ali acolhemos 350 desalojados e mais de 10 mil pessoas tiveram acesso a algum tipo de atendimento. Fomos um dos primeiros a receber as vítimas e um dos últimos a fechar”, relata o pastor Ricardo Glavam.

    Orquestra Jovem Fábrica dos Sonho/ Divulgação

    Diante da situação, o Instituto Vakinha doou R$ 300 mil e as contribuições podem chegar a R$ 600 mil, em breve, com a ajuda de outros apoiadores. E justamente são essas doações que estão possibilitando a criação do Instituto Brasa Zona Norte, um empreendimento totalmente novo, com 700 m2, com diversas salas de aula, espaço de exposição e auditório, que deve beneficiar centenas de pessoas de todas as idades da região.

    A proposta é simples, mas poderosa — profissionais de diversas áreas, que também foram duramente impactados pela enchente, irão ministrar cursos de formação para pessoas em situação de vulnerabilidade social, promovendo qualificação, inclusão e geração de renda. “O diferencial do projeto é o modelo sustentável: além de oferecer formação gratuita para quem mais precisa, o Instituto também abrirá turmas pagas, permitindo que os professores recebam por seu trabalho e reconstruam suas próprias vidas. É um ciclo virtuoso: quem sofreu, agora transforma. Quem perdeu, agora ensina a recomeçar”, destaca.

    Vista Superior do Instituto Brasa Zona Norte com a exposição O Recomeço de Isabel Ferreira – Ricardo Glavam/ Divulgação

     “Nosso objetivo é promover apoio e reconstrução para a comunidade da Zona Norte de Porto Alegre, oferecendo diversas atividades voltadas para famílias direta ou indiretamente afetadas pelas enchentes de 2024”, complementa Adriana Paz, diretora do Instituto Brasa Zona Norte. É um espaço de cultura, com atividades como música, com a Orquestra Jovem da Fábrica dos Sonhos, dança, com a Escola Ritmos, artes visuais e outras manifestações artísticas. É um ambiente de educação, com atividades como reforço escolar e cursos voltados para finanças, empreendedorismo, gastronomia e outras capacitações para jovens e adultos impactados pela enchente. É um local de assistência e saúde, com foco no acolhimento, com consultoria jurídica e acompanhamento psicológico. É um espaço de incentivo ao esporte, com aulas de jiu-jitsu e outras atividades para promover habilidades motoras, disciplina, socialização e alívio de estresse pós-traumático.

    Serviço:

    Inauguração do Instituto Brasa Zona Norte
    Data: 
    sábado, 12 de abril de 2025.
    Horário: 10h às 16h
    Endereço: 
    Rua Baltazar Oliveira Garcia, 430, bairro Sarandi.
    Entrada franca e atividades gratuitas com vagas limitadas por ordem de chegada.

    Programação:
    10h – Evento de Inauguração
    11h40 – Lançamento da exposição “O Recomeço” com a artista Isabel Ferreira
    13h30 – Oficina de decoupage com Laura de Franco
    14h – Palestra “Teoria do Flow: usando a criatividade para tesolver problemas” com Laís Fagundes
    15h – O violino é pra mim? Descubra os primeiros sons com Luiza Czeczelski
    15h – Arte em personalização: transforme desafios em oportunidades com Maiara Weber
    15h – Palestra “Como Blindar Suas Finanças” com Álvaro Konrath
    16h – Oficina de desenho com Isabel Ferreira
    16h – Inglês para viagem com Silvana Konrath
    16h – Crie presença Digital e destrave seu negócio com Laura Franco

  • Gelson Oliveira celebra 70 anos de vida, repassando sua obra com show no Espaço 373

    Gelson Oliveira celebra 70 anos de vida, repassando sua obra com show no Espaço 373

    Um dos mais importantes compositores do Rio Grande do Sul, Gelson Oliveira vai celebrar seus 70 anos com show especial, dia 11 de abril (sexta-feira), no Espaço 373. Além de cantar as obras relevantes como “Tem que Provar” – gravada por Lauro Corona e que foi trilha sonora da novela Louco Amor –, “Dentre elas”, “Papagaio Pandorga”, “Salve-se Quem Souber”, “Tempo ao Tempo”, “Pimenta” e “Noite Magia”, a noite contará com várias “canjas” surpresas.

    Em seus 46 anos de carreira, Gelson Oliveira se consolidou no rol de cantautores gaúchos com carreiras longevas. Seu primeiro álbum, Terra (1983), lançado de forma independente, ao lado do baterista Luiz Ewerling, é um artigo cult de colecionadores de vinil. Já o premiado segundo álbum, Imagem das pedras (1992) contou com a participação de Gilberto Gil. Seu nome está ligado a grandes outros nomes da música brasileira como Antonio Villeroy, Bebeto Alves, Chico César, Geraldo Flach, Giba Giba, Gilberto Gil Hique Gomes, Jerônimo Jardim, Luis Vagner, Nei Lisboa, Nelson Coelho de Castro, Paulo Moura e Renato Borguetti.

    Dono de voz potente e canções que marcaram época, interpretou com maestria uma composição de Geraldo Flach e Jerônimo Jardim, chamada Pátria amada,

    Gelson Oliveira – Foto Simone Schlindwein/Divulgação

    no Festival dos Festivais da Globo, em 1985.

     

    Sua discografia conta com oito álbuns solo (Terra: Gelson Oliveira & Luiz EwerlingImagem das pedrasColetânea, Tempo ao tempo, Gelson Oliveira & Júlio Rizzo, O Anjo Negro, Tridimensional O ônibus do sobe e desce) e dois gravados com o Juntos, formado por Antônio Villeroy, Bebeto Alves e Nelson Coelho de Castro (Juntos ao vivo Juntos 2).

    Como diretor artístico, atuou em trabalhos como Mameluca (2007), de Paulo Lata Velha, Ziringuindim (2009), de Zilah Machado, e Brasil Quilombo (2019), de Glau Barros. Gelson já cantou em palcos da Argentina, Uruguai, Alemanha, França, Holanda, Itália, Portugal, República Tcheca e Suíça.

    A obra de Gelson Oliveira tem sido revalorizada no novo contexto tecnológico. Em 2018, foi editado na Alemanha um disco chamado Too Slow To Disco Brasil, compilado por Ed Motta, com fonogramas dos anos 1970 e 1980 que se destacam pela incursão qualificada nos gêneros soul e funk. Entre eles está Acordes & Sementes, do primeiro LP, ao lado de nomes como Filó Machado e Sandra de Sá. A coletânea possui versão em vinil e digital. Um selo português também fez contato com o gaúcho manifestando interesse em relançar Terra em longplay.

    Além dos seis prêmios Açorianos e das distinções nacionais com os prêmios Fiat (1990) e Sharp (1993), o artista guarda outras curiosidades, como o fato de ter sido artesão em Gramado, onde confeccionou o troféu Kikito do festival de cinema.

    SERVIÇO
    GELSON OLIVEIRA – 70 ANOS
    Quando: 11 de abril | Sexta-feira | 21h
    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Floresta)
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://tri.rs/event/65/gelson-oliveira-70-anos

    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15

  • O lançamento do curta-metragem do espetáculo “Memórias Enferrujadas – Costuras do Tempo “

    O lançamento do curta-metragem do espetáculo “Memórias Enferrujadas – Costuras do Tempo “

     

     

    O Grupo De Pernas Pro Ar celebra nos dias 9 e 10 de abril o lançamento do sua mais recente produção, o curta-metragem MEMÓRIAS ENFERRUJADAS – Costuras do Tempo , com uma programação especial e gratuita. Dirigido por Tayhú D. Wieser, o curta promete transportar o público para o universo particular de seu protagonista, o ator, diretor e inventor, Luciano Wieser, e de suas criações, que atravessam o tempo. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, Município de Canoas/RS, e pelo Ministério da Cultura do Governo Federal.

    Em MEMÓRIAS ENFERRUJADAS – Costuras do Tempo, adentramos a mente fascinante das criações do inventor Luciano Wieser. Seu cotidiano, repleto de delírios e recordações, mesmo que enferrujado pelo tempo, continua a ressoar e a moldar sua existência. “Esta é uma experiência provocadora que entrelaça passado, presente e futuro, onde curiosas máquinas ganham vida e, como artesãs do tempo, costuram memórias e destinos”, afirma o inventor.

    Na trama, o velho inventor, esquecido e desgastado, vive imerso em ilusões e lembranças despertadas por suas próprias criações. Cada uma das suas máquinas guarda preciosas pistas e acompanha cada um de seus passos, fragmentos de um quebra-cabeça a serem decifrados em um futuro distante. É através da vida pulsante dessas criações que ele não apenas recorda, mas revive cada momento com uma simplicidade renovada. Uma dança de tempos que se cruzam e se reinventam, costurada nas engrenagens das máquinas e nas emoções que elas despertam.

    A programação

    O lançamento do curta-metragem MEMÓRIAS ENFERRUJADAS – Costuras do Tempo, dirigido por Tayhú D. Wieser, inicia no dia 9, a partir das 19h30, quando será realizada a exibição online do filme no canal do YouTube do Grupo De Pernas Pro Ar (@depernasproar), com legendas e audiodescrição. Logo após, às 20h, realiza-se uma live de lançamento, com um bate-papo entre o diretor Tayhú D. Wieser, o criador da obra Luciano Wieser e os cineastas Jackson Zambelli e Tutti Gregianim. A será transmitida no mesmo canal do YouTube.

    No dia 10, a exibição do curta será feita presencialmente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Erna Würth, localizada para alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos), às 19h30min. Às 20h, o público presente poderá participar de um bate-papo com o diretor Tayhú Wieser, o criador Luciano Wieser e a cineasta Maíra Coelho.

    Toda a programação é gratuita e aberta ao público, oferecendo uma oportunidade única de interagir com os criadores do curta e explorar o universo de Memórias Enferrujadas – Costuras do Tempo.

    Sobre o grupo:

    Desde 1988, o Grupo De Pernas Pro Ar, de Canoas-RS, tem desenvolvido um estilo próprio de teatro e audiovisual, com obras curiosas e  inusitadas, com traquitanas, bonecos e maquinarias de cena que misturam mecânicas com tecnologias digitais e robótica: estética ousada que rompe com o cotidiano por meio de máquinas que provocam reflexões sobre a vida de forma sensível, poética e curiosa.

    FICHA TÉCNICA:

    Diretor de Audiovisual: Tayhú Durigon Wieser

    Diretor de arte: Luciano Wieser

    Roteirista: Raquel Durigon e Luciano Wieser

    Produção: Raquel Durigon

    Ator: Luciano Wieser

    Atriz animadora de tecnologias digitais e robótica: Raquel Durigon

    Inventor das máquinas de cena e cenógrafo: Luciano Wieser

    Captação de imagens e Montagem: Tayhú Durigon Wieser

    Designer: Isadora Fantini Rigo  e Tayhú Durigon Wieser

    Figurinista: Raquel Durigon

    Iluminação: Gabriel Gonçalves

    Cabelos e maquiagem: Raquel Durigon e Luciano Wieser

    Assessoria técnica de audiovisual: Tutti Gregianim

    Debatedores: Jackson Zambeli, Tutti Gregianim e Maíra Coelho , Luciano Wieser e Tayhú Wieser

    Auxiliar de audiovisual: Isadora Fantini Rigo

    OVNI – Acessibilidade

    Legendas: Isadora Fantini Rigo

    Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

    Divulgação: Rolezino

    Contabilidade: Extrema Razão

    Realização: Grupo de Pernas Pro Ar

    Projeto contemplado Lei Paulo Gustavo Município de Canoas/RS – Ministério da Cultura Governo Federal

    Apoio: 

    Ponto de Cultura – Inventário Espaço Criativo

    ABTB/Unima Brasil _ Associação Brasileira de Teatro de Bonecos

    Met RS

    Rolezinho

     

    SERVIÇO:

    09/04/25 – 19h30 – Exibição do curta-metragem  MEMÓRIAS ENFERRUJADAS – Costuras do Tempo   

    Minutagem: 15min

    Local – Canal Youtube:   @depernasproar

    Com Legendas e audiodescrição

    Indicação: Livre

    Divulgação: @grupodepernasproar @tayhuwieser

    09/04/25 – 20h – Live de lançamento MEMÓRIAS ENFERRUJADAS – Costuras do Tempo.

    Bate-papo: Diretor Tayhú D Wieser

    Artista Criador Luciano Wieser

    Convidados: Cineastas Jackson Zambelli e Tutti Gregianim

    Local – Canal Youtube:  @depernasproar

    Duração: 1h20min

     

    10/04/25 – 19h30 – Exibição do curta-metragem na EMEF Erna Würth para alunos do EJA (Av. Dezessete de Abril, 430, Guajuviras, Canoas-RS)

    10/04/25 – 20h – Bate-papo com o Diretor Tayhú Wieser, o criador Luciano Wieser e a cineasta Maíra coelho

    Duração 1h30min

    Programação Gratuita

    Acesse fotos de divulgação – Crédito Tayhú Wieser:

    https://www.dropbox.com/scl/fo/c1fwgknf4hpz0tf488ala/AFdy1tuIGP_c7Zo1_VliyrQ?rlkey=vpan6ts7beh07kbpm7smi5u47&dl=0

  • Ritmos latinos e música de concerto se encontram na Casa da OSPA

    Ritmos latinos e música de concerto se encontram na Casa da OSPA

     

    Sonoridades brasileiras e caribenhas tomam conta do Complexo Cultural Casa da OSPA no concerto Latinidades, que será apresentado na próxima sexta-feira (04/04) pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). A partir das 20h, o grupo percorre um repertório onde a música de concerto se encontra com boleros, cumbias, frevos, samba-canção e outros ritmos. O compositor Arthur Barbosa será o regente da Orquestra, que interpreta duas de suas composições, incluindo uma estreia mundial e uma peça com a participação do violinista Alejandro Drago. Os ingressos já estão disponíveis pelo Sympla. Está prevista a transmissão ao vivo da apresentação pelo canal da OSPA no YouTube.

    O violinista argentino Alejandro Drago . Foto Ed Jahelka /Divulgação

    Um dos compositores mais importantes do Rio Grande do Sul, Arthur Barbosa é também violinista da OSPA e regente da OSPA Jovem. Nascido em Fortaleza, no Ceará, ele completa 30 anos em Porto Alegre e 40 anos de carreira em 2025. Sua trajetória será homenageada no concerto Latinidades, no qual vai reger duas composições próprias. A Suíte Caribe, uma estreia mundial, deriva de uma pesquisa que abrangeu mais de 100 ritmos da América Latina e deu origem a diferentes suítes.  “A peça é composta por três movimentos, todos baseados em ritmos da região do Caribe, como cumbia, bolero e salsa. Cada movimento representa um desses ritmos, e a orquestração busca retratá-los da forma mais pura e límpida possível, sem a intenção de ser original, mas sim de preservar ao máximo sua essência”, detalha Barbosa.

    A outra obra de Barbosa no repertório, Concerto para Violino e Orquestra, nasceu de conversas com o violinista argentino Alejandro Drago, que a estreou em 2007 nos Estados Unidos. Baseado em elementos musicais brasileiros, o Concerto aproxima o violino da rabeca, instrumento precursor do violino que é muito usado no forró e no xote, e explora gêneros como o samba-canção e o frevo. Convidado para atuar como solista junto à OSPA, o músico descreve a obra: “É uma honra apresentar este concerto, que vejo como um hino à beleza e à diversidade do Brasil, sua geografia, seu povo e sua cultura”.

    A noite também inclui obras de dois grandes nomes da música latino-americana: o mexicano Arturo Márquez e o cubano Dámaso Pérez Prado (1916-1989). Do primeiro, a Orquestra interpreta “Danzón nº2” – obra-prima inspirada em um estilo de dança que tem suas origens em Cuba, mas é parte essencial do folclore mexicano de Veracruz, no México. Foi composta em 1994 após uma visita do compositor a um salão de baile da região mexicana.

    O concerto é finalizado com Pot-pourri de Mambos, de Pérez Prado, considerado um dos pais do ritmo e responsável pela sua popularização ao redor do mundo. Na seleção de peças que a OSPA vai executar, arranjada por Eugenio Toussaint, estão quatro dos mambos mais conhecidos do compositor. Segundo Arthur Barbosa, a obra “transmite um clima nostálgico, remetendo às grandes orquestras de rádio e às trilhas sonoras do cinema que marcaram a América Latina em décadas passadas”.

    OSPA em concerto . crédito Vinícius Angeli, Divulgação

    O violoncelista da OSPA Murilo Alves convida o público a se aprofundar mais no repertório uma hora antes da apresentação, no projeto Notas de Concerto. A palestra, que traz comentários e curiosidades sobre cada obra, será na sexta-feira (04/04), às 19h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA – a entrada é mediante o ingresso do concerto. Assim como o concerto, a palestra tem transmissão ao vivo pelo canal da OSPA do YouTube.

    Alejandro Drago . Foto Vern Evans / Divulgação

    Sobre Alejandro Drago

    Alejandro Drago é um violinista argentino aclamado internacionalmente. Sua musicalidade transcende gêneros, combinando virtuosismo clássico com a essência do tango. Formado no Conservatório Estadual de Moscou e na University of Southern Mississippi, Drago atua como solista, maestro, compositor e educador. Apresentou-se em prestigiadas salas como o Teatro Colón e o Kennedy Center. Atualmente, é Diretor Artístico da Greater Grand Forks Symphony Orchestra e professor na University of North Dakota. Seu repertório inclui obras clássicas e composições próprias, com destaque para as Seis Sonatas e Partitas Buenos Aires para violino solo. Seus arranjos de Piazzolla são especialmente aclamados pela crítica.

    Arthur Barbosa rege obra de sua autoria. crédito Fabio Kreme/ Divulgação

    Sobre Arthur Barbosa

    Arthur Barbosa, violinista, compositor e regente, integra a OSPA desde 1998, assumindo em 2014 a regência da OSPA Jovem e, a partir de 2025, o cargo de Regente Assistente. Natural de Fortaleza, no Ceará, já residiu na Argentina, Chile, João Pessoa e Campinas, acumulando vasta experiência em música latino-americana. Sua obra, com mais de 200 composições, já foi executada em mais de 25 países, incluindo oito estreias internacionais. Entre reconhecimentos e premiações ganhou o prêmio Açorianos de Música, Trilha Sonora para Teatro Infantil e Dança, e em 2023 foi o compositor homenageado pelo 25° Encontro de Violoncelos do RS. No mesmo ano, recebeu o convite para tornar-se Embaixador do concurso de composição International Eduardas Balsys Young Composers Competition, com sede na Lituânia. Em 2025, completa 30 anos em Porto Alegre e 40 anos de carreira.

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    LATINIDADES – Homenagem à 14ª Bienal do Mercosul e à trajetória de Arthur Barbosa

    SEXTA-FEIRA, 4 DE ABRIL DE 2025

    Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Murilo Alves.

    Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

    Bilheteria: em sympla.com.br/casadaospa ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
    Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

    PROGRAMA

    Arturo Márquez | Danzón n° 2

    Arthur Barbosa | Concerto para Violino e Orquestra

    Solista: Alejandro Drago (violino)

    Intervalo

    Arthur Barbosa | Suíte Caribe (Estreia Mundial)

    – Salsa

    – Bolero

     – Cumbia

    Dámaso Perez Prado | Pot-pourri de Mambos

    Orquestração: Eugenio Toussant

    -Que Rico el Mambo

    -Ruletero

    -Mambo n° 5

    -Mambo n° 8

    Solista: Alejandro Drago (Violino)

    Regente: Arthur Barbosa

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

    Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

    Acompanhe as notícias da Fundação OSPA:

    ospa.rs.gov.br

    instagram.com/ospabr

    facebook.com/ospabr

    youtube.com/ospaRS

    twitter.com/ospabr

  • “Pintura à Deriva”,   de Eduardo Vieira da Cunha, no Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz

    “Pintura à Deriva”,   de Eduardo Vieira da Cunha, no Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz

     Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, o Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz (HPM) hospeda de 2 a 30 de abril (14h-18h) a exposição “Pintura à Deriva”, com mais de 20 telas inéditas do renomado artista plástico gaúcho Eduardo Vieira da Cunha. A mostra tem abertura às 18h de quarta-feira (2) e visitação de segunda a sexta-feira (10h-18h), com entrada franca. Endereço: Largo João Amorim de Albuquerque nº 72, próximo ao Theatro São Pedro.

    O evento está integrado à segunda edição do projeto “Portas para a Arte”, promovido em uma série de espaços alternativos durante a 14ª Bienal do Mercosul (27 de março a 1º de junho). Além da exposição, o HPM promoverá nas quartas-feiras de 9 e 30 de abril (17h) a sua já tradicional “Roda de Cultura”, com a presença de Eduardo Vieira da Cunha para um bate-papo. Reservas pelo whatsapp (51) 9859-55690.

    O artista visual Eduardo Vieira da Cunha  em seu ateliê-Foto Marcello Campos/ Divulgação

    Pintor, desenhista, fotógrafo, escultor, gravador, pesquisador, museólogo e ex-professor do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) de 1985 a 2024, Vieira da Cunha não realiza uma exposição individual desde 2022. Esse hiato é agora quebrado por 25 trabalhos de diferentes formatos e todos em acrílico sobre tela, produzidos desde o ano passado e que incluem ilustrações sob encomenda para o livro “Por que Ler os Clássicos?”, do jurista e escritor Daniel Mitidiero.

    Eduardo Vieira da Cunha (Foto Marcello Campo/ Divulgação

    “Eu me aposentei da atividade docente em maio do ano passado, bem na época da enchente, de modo que a combinação de maior tempo livre e isolamento forçado acabou permitindo que eu me dedicasse à pintura em tempo integral em meu ateliê, na avenida Independência”, conta o artista de 69 anos – 51 de carreira. Em breve, ele retomará a atividade acadêmica como professor convidado do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS.

    Desenhos de aeronaves fazem parte dos quadros do artista. Foto Marcello Campos/ Divulgação

    Espaço cultural HPM

     Inaugurado como imóvel residencial no final da década de 1920, o palacete do Largo João Amorim de Albuquerque nº 72 abriga há quase 50 anos o Hotel Praça da Matriz. O empreendimento passou por ampla revitalização e, sob o comando da família Patrício desde 2014, hospeda anônimos e famosos, além de abrigar o Espaço Cultural HPM. No foco estão exposições, saraus, lançamentos de livros e outros eventos, em parceria com a empresa Práxis Gestão de Projetos.

    Pintura do Hotel Praça da Matriz (noturno) – Foto Divulgação

    A origem do imóvel remonta a Luiz Alves de Castro (1884-1965), o “Capitão Lulu”, dono do cabaré-cassino “Clube dos Caçadores”, instalado de 1914 a 1938 na rua Andrade Neves (a poucas quadras dali) e enaltecido por cronistas e escritores como Erico Verissimo. A fortuna amealhada pelo empresário com a atividade ainda bancou, na mesma época, a construção do imponente edifício que hoje sedia o Espaço Cultural Força e Luz (Rua da Praia).

    Contratado por Lulu, o engenheiro e arquiteto teuto-gaúcho Alfred Haasler projetou quatro andares com subsolo, pátio interno e dois diferenciais naquele tempo: garagem e sistema francês para calefação de água, tudo em estilo eclético, com mármores, azulejos e outros materiais importados. O conjunto está inventariado como de interesse histórico pelo Município e contemplado com o programa Monumenta, permitindo a recuperação de fachada, cobertura e estrutura elétrica.

     

    O proprietário não teve muito tempo para aproveitar tamanho requinte, pois migrou no início da década de 1930 para o Rio de Janeiro, ampliando atividades (foi sócio do Cassino da Urca e dono de diversos empreendimentos). Com o decreto federal que em 1946 proibiu os jogos-de-azar, Lulu se desfez do seu patrimônio em Porto Alegre. O palacete junto à Praça da Matriz – até então alugado a terceiros – trocou de mãos até ser adquirido em 1949 por um comerciante cuja nora, Ilita Patrício, mantém hoje o estabelecimento hoteleiro.

  • “O oculto da pedra bruta” na exposição do escultor Ricardo Aguiar, em seu atelier

    “O oculto da pedra bruta” na exposição do escultor Ricardo Aguiar, em seu atelier

     

    Com 35 anos de carreira e uma obra que adquire cada vez mais destaque em coleções privadas e espaços arquitetônicos, Ricardo Aguiar abre a exposição individual “O oculto da pedra bruta”, nesta terça-feira (1º/4), às 17h. Com curadoria de José Francisco Alves, a mostra integra a programação do Portas para a Arte, projeto da Fundação Bienal do Mercosul.

    Obra de Ricardo Aguiar/ Divulgação

    “A exposição reúne obras com estruturas segmentadas e polidas, com jogo de cortes e encaixes, proporcionando efeitos dinâmicos e fragmentados; também obras de formas simplificadas e arredondadas, lembrando um pássaro ou uma forma natural suavizada pela erosão”, descreve, analiticamente, o curador, que é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e professor de escultura em pedra no Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre.

    Alves acrescenta que “o contraste entre texturas, partes lisas com camadas rugosas, cria efeitos de equilíbrio e leveza. Há acabamentos lisos e altamente refletivos em contraste com superfícies texturizadas, a reforçar o apelo tátil das esculturas”.

    Pedra esculpida. Foto Amanda Luchese/ Divulgação

    Aguiar trabalha basicamente com mármore, basalto e granito, e considera o desenho fundamental na sua atividade. Usa-o como ponto de partida para o trabalho que, a seguir, é modelado em gesso ou argila. Arredio a rótulos, o artista diz que precisa se sentir livre para criar suas obras, predominantemente abstratas.

    Quem visitar o atelier, de fachada  pintada de vermelho, nem precisará adentrá-lo para começar a apreciar a arte de Aguiar. Já no jardim da entrada deparará com peças de grande porte em meio ao verde das plantas. Nos fundo do atelier, há outra área ao ar livre, que também reúne trabalhos artísticos.

    Atelier de Ricardo Aguiar, no bairro Floresta, em Porto Alegre. Foto Amanda Luchese/ Divulgação

    O vernissage terá status de inauguração oficial do atelier, ocupado pelo escultor desde 2019. Em duas ocasiões anteriores, imprevistos impediram a abertura festiva para convidados, colecionadores, amigos. A primeira por conta da pandemia e a segunda em razão da enchente de maio do ano passado.

    “Desta vez, com certeza, vivenciaremos a alegria de confraternizar com nossos amigos e amigas”, declara Aguiar, um dos mais ativos escultores gaúchos da atualidade, que, entre tantos trabalhos e ações, esculpiu uma fonte em granito para o renomado artista Vik Muniz, na Gávea, no Rio de Janeiro.

    Obras de Ricardo Aguiar/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “O oculto da pedra bruta”, de Ricardo Aguiar

    Curadoria: José Francisco Alves

    Abertura: 1º de abril (terça-feira), às 17h

    Visitação: de 3 a 20 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

    Endereço: Rua 3 de Maio, 115, bairro Floresta, Porto Alegre

    Entrada franca

  • O lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá –  A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro

    O lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá –  A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro

     

    Uma série de quatro encontros com o público marcam, a partir deste sábado, dia 29 de março, às 14h, o lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá – A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro, que consiste em Podcast com 16 episódios que irão contar a história  de um terreiro amefricano, a partir de narrativas de natureza literária assentadas em tradição oral. A Iyalorixá Bete Omidewá estará no centro da roda, fazendo falar a língua da sabedoria ancestral. O projeto se constitui na criação de narrativas literárias que serviram de roteiro para o Podcast constituído por 16 episódios, com duração média de 30 minutos, cada um, disponíveis nos canais próprios para podcast e no Youtube.

    Na primeira Roda de Conversa do projeto Ilê Axé Omidewá, o tema central é o conceito de “Encruzilhada”, presente em diversos contextos, mas com um significado singular para o povo bantu e seus descendentes. A conversa busca entender o que é a encruza, qual o papel de Pambu Nzila nesse processo e como ela se conecta com as tradições Congo-Angola. A proposta é explorar esses conceitos à luz do Pensamento Filosófico Muntu, com a Iyalorixá Bete Omidewá, referência na sabedoria ancestral, conduzindo o encontro. O objetivo é aprofundar o entendimento das raízes culturais e espirituais que nos constituem enquanto Muntu-Bantu. O convite está aberto a todos, filhos da casa ou interessados no tema, para se unirem a essa troca de saberes no Ilê, localizado na Lomba do Pinheiro.

    As próximas rodas de conversa irão ocorrer nos dias 5, 12 e 19 de abril, sempre das 14h às 16h, na Rua Humberto Cadaval, 212, Bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. A realização é da Organização Religiosa e Cultural Ilê Asè Omidewá, com financiamento da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. A direção geral é de Eliane Marques (Louças de familia, Prêmio São Paulo de Literatura 2024), autora dos roteiros literários escritos a partir de conversas com as matriarcas da comunidade A produção e gestão cultural são de Silvia Abreu e as entrevistas e assistência de produção são de Abraão Picoli de Lucena, Baba kekere.

    Narrativas literárias

    As narrativas literárias que compõem os 16 podcasts nasceram de entrevistas conduzidas pela poeta e escritora Eliane Marques com a Iyalorixá Bete Omidewá, sacerdotisa do Ilê Asè Omidewá, com Iyabassê Jussara de Nanã (Mãe da comunidade). O projeto conta com a consultoria de um professor de história e de um professor especialista em estudos africanos e afro-brasileiros. Constituído por entrevistas com as matriarcas da egbé (comunidade litúrgica), o projeto celebra a cultura, a memória, a existência criativa e a resistência da população negra. população negra.

    Em breve, todos os 16 episódios do Podcast Ilê Asè Omidewá estarão disponíveis no site do projeto e no Youtube,. repletos de histórias, memórias e reflexões sobre o legado cultural e espiritual do terreiro.

    Transmissão oral

    “Se os terreiros se mantêm pela transmissão oral, o podcast se constitui na melhor forma de conectá-los com suas comunidades. O Rio Grande do Sul possui profundas raízes nas tradições de matriz africana, com Porto Alegre abrigando um número significativo de terreiros. Entre eles, o Ilê Asè Omidewá se destaca como um raro exemplo de um terreiro que preserva e reinventa as culturas Congo, Djejê (ewe-fon) e Oyó, entrelaçando sua história com a da Lomba do Pinheiro”, comenta Eliane Marques.

    “Ilê Asè Omidewá – A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro” busca contar a trajetória do terreiro, das famílias negras que o originaram e do matriarcado que o sustenta, destacando a força de seus princípios e valores. A série de podcasts proposta é uma jornada pela memória oral, uma forma dinâmica e singular de preservar e compartilhar a riqueza cultural e espiritual dessa tradição. “Mais do que um registro, celebra-se a pluralidade e se faz convite a uma escuta amorosa dos itans e dos ritos que fortalecerão sua ancestralidade e nos farão lembrar de quem somos e de como nos construímos como África viva”, afirma Bete de Omidewá.

    SERVIÇO:

    O Quê: Roda de Conversa tendo como tema o conceito de “Encruzilhada”, em seus diferentes contextos.

    Quando: Dia 29 de março de 2025, sábado, das 14h às 16h

    Onde: Ilê Asè Omidewá | Rua Humberto Cadaval, 212, Bairro Lomba do Pinheiro, Porto Alegre-RS

    Quanto: Entrada franca

    Recomendação etária: 14 anos (confirmar)

    Esta obra foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo.

     

    Canais de Comunicação do Ilê

    www.ileaseomidewa.com.br

    https://www.instagram.com/ilease_omidewa/