Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • “SOS RS – As Águas”: exposição de fotógrafos, com renda revertida para as vítimas da enchentes

    “SOS RS – As Águas”: exposição de fotógrafos, com renda revertida para as vítimas da enchentes

    Exposição beneficente inaugura nesta sexta-feira, 31 de maio, em Garopaba (SC), com 100% da renda da venda das obras revertida para as vítimas da enchente no RS.

    Segundo o texto de divulgação ” A água além da destruição. A água ressignificada. A água pela reconstrução. Essa é a proposta da exposição solidária “SOS RS – As Águas”, que inaugura nesta sexta-feira, 31 de maio, às 17 horas, na Galeria Local Rancho 29, localizada na Rua Manoel de Araújo, 29, no Centro Histórico, de Garopaba (SC).  A mostra fica no espaço até o dia 30 de junho, com entrada franca. E pode ser conferida ainda pelo Instagram: @galerialocal.rancho29.

    A iniciativa é do fotógrafo gaúcho Douglas Fischer e da também gaúcha Kati Pinheiro, que abriu a galeria gratuitamente para receber a mostra. Além das obras de Fischer e de Kati, a exposição conta com a participação de Maísa Weber, Jamille de Aguiar, Eduardo Soster, Marcela Dadall, Thomaz Croco, Teo Marques e Pietro França, com a curadoria de Juliana Althaus e Kati Pinheiro, que gentilmente doaram suas obras e seu trabalho em prol da causa da reconstrução do Rio Grande do Sul. As mais de 30 obras estarão à venda presencialmente e pelo Instagram da galeria, com lucro integralmente destinado para auxiliar as vítimas das enchentes.

    Foto: Divulgação

    Há duas semanas, o fotógrafo Douglas Fischer precisou sair de casa, pela situação em que Porto Alegre estava, com alagamentos, falta de água, falta de luz. Em Garopaba, Fischer se reuniu com a galerista Kati Pinheiro, da Galeria Local Rancho 29, com Juliana Althaus e com Rita Soeiro, sua namorada, e surgiu a ideia de fazer uma exposição, mostrando a relação do homem com a água.  São várias leituras possíveis a partir das obras, mas o essencial é (re)pensar essa relação entre o homem, a natureza e a água.

    A galeria foi o primeiro espaço de coleta de doações em Garopaba. O grupo de artistas vai definir as entidades que serão beneficiadas com a venda das obras e a prestação de contas será feita pelo Instagram da galeria e pelo @douglasfischer_fotografia.

    Foto: Divulgação

    Exposição Solidária “SOS RS – As Águas”
    Abertura: 
    31 de maio, às 17h

    Visitação: até 30 de junho

    Local: Galeria Local Rancho 29, na Rua Manoel de Araújo, 29, em Garopaba (SC)

    E também pelo Instagram: @galerialocal.rancho29.

     

  • Coletânea solidária traz crônicas de 25 escritores sobre as enchentes de 2024

    Coletânea solidária traz crônicas de 25 escritores sobre as enchentes de 2024

     

    Uma coletânea literária organizada em apenas 12 dias reúne crônicas inéditas de 25 escritores sobre a maior catástrofe climática da história gaúcha. O resultado está no e-book A grande enchente, lançado pela Boaventura Editora. Todo valor obtido com a venda da obra será revertido para o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (primeiro lote), Central Única das Favelas (segundo lote) e Ação da Cidadania (terceiro lote).
    A ideia foi fazer um registro artístico-histórico deste grave momento do RS. As narrativas trazem situações vividas por muitos gaúchos nos últimos dias: o medo, o pânico, a desesperança, o temor quando a chuva chega, o dia a dia nos abrigos.
    Há textos que retratam o domingo das mães atípico, a corrente de solidariedade que se formou para ajudar as pessoas e os animais impactados pelas inundações. Também há espaço para a crítica à má gestão da crise pelos governantes e o cenário político. Em comum, a perplexidade diante da força das águas e suas consequências.
    O e-book A grande enchente pode ser adquirido diretamente com a Boaventura Editora, ao valor de R$ 10,00. O pagamento pode ser feito pelo pix boaventuraeditora@yahoo.com. Após enviar o comprovante para este e-mail, a editora enviará o arquivo do livro. O material também pode ser adquirido na Amazon.
    Boaventura
    A Editora Boaventura foi criada em 2018 pelo escritor Lucas de Melo Bonez, que é também o organizador de A grande enchente. Em 2022, lançou a série Novelas Porto-Alegrenses, que traz histórias da capital como pano de fundo. Segundo Bonez, o objetivo da Boaventura é seguir dando espaço às questões pertinentes à capital e ao Estado, valorizando seus escritores e suas produções.
    Os autores da coletânea
    ADRIANA MASCHMANN | ALEXANDRE BELUCO
    BERENICE COPSTEIN | BRUNA TESSUTO | CARLOS MACEDO/ CECÍLIA GANDIN | CLÁUDIA SEPÉ | CRISTIANO FRETTA/ CRISTIANO GREINERT | GABRIELA SILVA | GABRIELLE CALEGARI/ JÉSSICA MARQUES MACIEL | LAURA DEORRISTT | LÉO CRUZ/ LIZ QUINTANA | LUCAS DE MELO BONEZ (ORG.)/ LÚCIA REGINA DA ROSA | LUÍS DILL | LUIZA BELLO/ MARCELO VILLAS-BOAS | MARIO AUGUSTO POOL/ MIGUEL DA COSTA FRANCO | RAFAELA KRIEGER DE AGUIAR/SABRINA DALBELO | SORAYA JORDÃO.
  • MARGS realiza em maio programação especial e gratuita pensada para diversos públicos

    MARGS realiza em maio programação especial e gratuita pensada para diversos públicos

    Pensadas para atender aos mais diversos públicos, as atividades envolvem ações de acessibilidade, oficinas e sessão de curta-metragem. Ações integram os programas públicos “Mediação em Libras”, “Oficinas de criação”, “Crianças no MARGS” e “Conversas com artistas” e as mostras “Acervo em movimento” e “MARGS 70”

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura do
    RS — Sedac e com patrocínio do Banrisul, anuncia programação especial para o mês de maio de
    2024.

    Oficina ‘Arte de vestir’, a partir da obra de Didonet Thomaz, ‘Arte vestível da performance ARTE AE’/ Divulgação

    Desenvolvidas pelo Núcleo Educativo e de Programa Público do Museu, as atividades são gratuitas e
    pensadas para atender aos mais diversos públicos, envolvendo ação de acessibilidade, oficinas de
    experimentação artística e sessão de curta-metragem.
    Integram as programações das exposições “Acervo em movimento” e “MARGS 70 – Percursos de
    um acervo”, além de contemplar os programas públicos de longa duração em andamento:
    “Mediação em Libras”, “Oficinas de criação”, “Crianças no MARGS” e “Conversas com artistas”.

    Além disso, haverá mais uma edição do já tradicional evento “Conversas no Museu”, realizado
    mensalmente pela Associação dos Amigos do MARGS – AAMARGS.
    Destaca-se a sessão de exibição do curta-metragem “Hélio Fervenza, conjunto vazio” (dir. Hopi
    Chapman, 2023, 11’45”), seguida de debate com o artista Hélio Fervenza e o diretor Hopi Chapman.
    O filme aborda a produção de Hélio Fervenza, no contexto da exposição “Hélio Fervenza – Conjunto
    vazio”, apresentada no MARGS de agosto a novembro de 2023.

    Confira abaixo a programação, detalhes e mais informações.

    PROGRAMAÇÃO DE MAIO

    Atividade

    Data, horário, local Programa público, parcerias Indicação de
    público

    Inscrições

    Mediação em Libras
    por Vânia da Rosa

    03.05.2024
    (sexta-feira)
    14h
    Pinacotecas do
    MARGS

    Programa público “Mediação
    em Libras” e da exposição
    “MARGS 70 – Percursos de
    um acervo”

    Público surdo
    ou com
    audição
    reduzida

    Atividade
    gratuita. Vagas
    limitadas.
    Inscrições através
    de formulário
    (clique aqui)

    Oficina de retrato-ficção
    por Paula Trusz

    11.05.2024
    (sábado)
    10h30
    Sala de reuniões do
    MARGS

    Programa público “Oficinas
    de criação” e da exposição
    “MARGS 70 – Percursos de
    um acervo”

    Programa de Extensão
    Histórias e Práticas Artísticas
    – PEHPA (IA/UFRGS)

    Livre Atividade
    gratuita. Vagas
    limitadas.
    Inscrições através
    de formulário
    (clique aqui)

    Oficina “Arte de vestir”
    por Núcleo Educativo e
    de Programa Público do
    MARGS

    11.05.2024
    (sábado)
    15h
    Sala de reuniões do
    MARGS e
    Pinacotecas

    Programa público “Crianças
    no MARGS” e da exposição
    “MARGS 70 – Percursos de
    um acervo”

    Crianças,
    acompanhadas
    de seus
    responsáveis

    Atividade
    gratuita. Vagas
    limitadas.
    Inscrições através
    de formulário
    (clique aqui)

    Mulheres artistas do
    Renascimento e Barroco:
    do silêncio à história
    por Cristine Tedesco e
    mediação de Eunice
    Pigozzo

    14.05.2024
    (terça-feira)
    14h30
    Auditório do MARGS

    “Conversas no Museu” Livre Atividade
    gratuita. Sem
    necessidade de
    inscrições prévias
    (são 60 lugares,
    por ordem de
    chegada)

    Sessão comentada do
    curta-metragem “Hélio
    Fervenza, conjunto
    vazio”
    com Hélio Fervenza,
    Hopi Chapman e
    Francisco Dalcol

    25.05.2024
    (sábado)
    10h30
    Auditório do MARGS

    Programa público
    “Conversas com artistas”

    Livre Atividade
    gratuita. Sem
    necessidade de
    inscrições prévias
    (são 60 lugares,
    por ordem de
    chegada)

    Mediação em Libras

    No dia 03.05, às 14h, será realizada mais uma edição de Mediação em Libras. A atividade ocorrerá
    na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, nas Pinacotecas do MARGS. Há necessidade
    de inscrições prévias via formulário (clique aqui).
    O projeto Mediação em Libras iniciou em 2023, integrando o Programa público da exposição
    “Acervo em movimento”, que é um programa expositivo concebido em 2019 com o objetivo de
    trazer a público o acervo do Museu, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da
    estratégia de rotatividade das obras expostas. Além das exposições, as visitas mediadas em Libras
    também abordam a história do MARGS e o prédio histórico onde o Museu funciona.
    As próximas visitas mediadas em libras acontecerão nos dias 07 de junho e 05 de julho. Em agosto,
    haverá duas edições, uma no dia 02 de agosto e outra durante a Semana Estadual da Pessoa com
    Deficiência. A partir de junho deste ano, as mediações em Libras acontecerão na ampla exposição
    comemorativa “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, concebida para a ocasião do aniversário do
    Museu. A mostra abrangerá todas as salas expositivas do MARGS e apresentará uma amostragem
    panorâmica, reunindo obras marcantes e emblemáticas, justapostas a obras menos conhecidas e
    pouco ou há muito tempo não exibidas.
    Vânia da Rosa
    Vânia Rosa da Silva é pedagoga, Intérprete de Língua de Sinais – Libras, Certificada em Pró-Libras –
    MEC. Atua como intérprete em eventos, seminários, congressos, audiências judiciais, em
    atendimento às empresas e ministra cursos em Libras; Especialista na Educação e apoio das Pessoas
    Surdas e Múltiplas Deficiências, Especialista em Educação Inclusiva e Especialista em Educação
    Especial, com experiência em diferentes empresas nacionais e multinacionais.

    Oficina de retrato-ficção

    No dia 11.05.2024, sábado, às 10h30, Paula Trusz ministrará uma Oficina de retrato-ficção. A
    atividade gratuita terá lugar na sala de reuniões do MARGS. Há necessidade de inscrição prévia, via
    formulário (clique aqui).
    A atividade tomará como referência a série fotográfica “Autorretrato com armário”, de David
    Ceccon, atualmente em exibição na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, na qual o

    artista altera selfies através de aplicativos de edição de imagem. Na oficina, selfies servirão como
    base para a construção de representações a partir de fragmentos, colagens e intervenções. Os
    participantes serão convidados a realizarem autorretratos ficcionais, refletindo sobre as
    representações de si mesmos.
    O Programa público “Oficinas de criação” desenvolve mensalmente oficinas e ações educativas de
    caráter prático, com o objetivo de proporcionar experimentações ou introduções a práticas e
    técnicas artísticas em diálogo com obras do Acervo Artístico do MARGS ou em exibição.
    Paula Trusz
    Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte junto ao PPGAV-IA/UFRGS e graduanda em Museologia
    (UFRGS). Possui licenciatura (2022) e bacharelado (2011) em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisa atualmente a autorrepresentação de artistas
    mulheres em ambientes virtuais. É professora de educação básica desde 2016 e editora de arte da
    Revista PHILIA | Filosofia, Literatura & Arte.

    Oficina “Arte de vestir”

    No dia 11.05, sábado, às 15h, ocorre mais uma edição do programa público “Crianças no MARGS”,
    realizado mensalmente e destinado a crianças acompanhadas de seus responsáveis. A atividade
    acontecerá nas Pinacotecas e na sala de reuniões do MARGS. Há necessidade de inscrição prévia
    através de formulário (clique aqui).
    A atividade tomará como base “Arte vestível da performance ARTE AE” (1983), de Didonet Thomaz,
    atualmente em exibição na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”. O conjunto exibido
    contém registros da performance e objetos utilizados, incluindo o que a artista chama de “Arte
    vestível”. A partir de uma reflexão sobre a relação entre arte e vestimenta, as crianças serão
    convidadas a realizar experimentos com tecidos, cores e texturas, criando vestimentas ou
    composições têxteis. Ao final da atividade, haverá um desfile.

    Frame do curta ‘Hélio Fervenza, conjunto vazio’ (dir. Hopi Chapman, / Divulgação

    Mulheres artistas do Renascimento e Barroco:

    do silêncio à história

    No dia 14.05.2024, terça-feira, às 14h30, no Auditório do MARGS, acontecerá o encontro
    “Mulheres artistas do Renascimento e Barroco: do silêncio à história”. A palestra será de Cristine
    Tedesco e a mediação ficará a cargo de Eunice Pigozzo, mediadora literária e produtora cultural. A
    atividade é gratuita e não necessita de inscrição prévia. São 60 lugares, por ordem de chegada.

    Cristine Tedesco abordará, na palestra, o protagonismo feminino na História da arte e das
    Academias literárias dos períodos do Renascimento e do Barroco, abordando as distintas formas de
    violência, no contexto artístico, contra as mulheres, tanto no passado quanto na realidade. Além
    disso, serão discutidos os métodos de análise de fontes epistolares, judiciais, visuais e inventários de
    obras.
    Cristine Tedesco
    Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio
    Grande do Sul, com período de bolsa sanduíche na Università Ca’ Foscari de Veneza (2016–2017).
    Mestra em História pela Universidade Federal de Pelotas (2011–2013). Licenciada em História pela
    Universidade de Caxias do Sul (2006–2011). Desenvolve estudos sobre o protagonismo feminino nas
    artes no período entre os séculos XVI e XVII, na península italiana. Investiga e analisa, em especial, a
    vida e a obra da pintora Artemisia Gentileschi (1593-1654). Trabalha com fontes judiciais,
    correspondências e imagens, em sua maioria representações pictóricas produzidas entre o
    Renascimento e o Barroco. Realiza cursos, oficinas e pesquisas em universidades, museus e outras
    instituições de memória. Desenvolve projetos culturais e curadorias de arte. Atua como professora
    de História da Arte.

    Sessão comentada do curta
    “Hélio Fervenza, conjunto vazio”

    No dia 25.05, sábado, às 10h30, será realizada a exibição do curta-metragem “Hélio Fervenza,
    conjunto vazio”, seguida de conversa com o artista Hélio Fervenza e o diretor Hopi Chapman. Com
    mediação do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, a atividade acontecerá no Auditório do
    MARGS. Não há necessidade de inscrições prévias. São 60 lugares, por ordem de chegada.
    O curta “Hélio Fervenza, conjunto vazio” (dir. Hopi Chapman, 2023, 11’45”) aborda a produção de
    Hélio Fervenza, a partir de uma série de depoimentos, dentre os quais estão, além do próprio
    artistas, Maria Ivone dos Santos, André Severo e os curadores Francisco Dalcol e Cristina Barros,
    responsáveis pela exposição “Hélio Fervenza – Conjunto vazio”, apresentada no MARGS de agosto a
    novembro de 2023.

    FICHA TÉCNICA

    “Hélio Fervenza, conjunto vazio” (2023, 11’45”, Full HD)
    Direção, Roteiro e Montagem: Hopi Chapman
    Direção de Fotografia e Drone: Eduardo Horlle

    Som: Renato Almeida

    Trilha Sonora: Vito O. Az.
    Produção: Flow Filmes

    A Flow Filmes produz, desde 2007, programas de TV e documentários sobre cultura, arte e direitos
    humanos exibidos em Festivais de Cinema como Gramado, Mostra de Campinas, Cine Vitória,
    Mostra de Cinema SESC e em canais de TV como Canal Futuro, Prime Box Brazil, Arte 1, Canal Curta,
    TV Justiça and Sesc TV, TV Cultura e TV Brasil. Produziu curta-metragens sobre artistas como Júlio
    Plaza, Vera Chaves Barcellos, o grupo Nervo Óptico, Karin Lambrecht, Regina Silveira, Gisela Waetge,
    Cava, Ottjőrg A.C, Lia Menna Barreto, Hélio Fervenza, Nelson Wilbert Jr., Lenir de Miranda, entre
    outros. Em 2024 está realizando Nhemongarai um curta sobre um ritual Guarani com financiamento

    do edital Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre e o Governo Federal.

  • Artista visual Mádia Bertolucci  expõe “Resgate no Olhar”, em 18 obras de arte abstrata

    Artista visual Mádia Bertolucci expõe “Resgate no Olhar”, em 18 obras de arte abstrata

     A Delphus Galeria de Arte e Molduras abriga de sábado (4) até o dia 31/05 a exposição Resgate no Olhar, da artista visual Mádia Bertolucci, uma das fundadoras do Navi – Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul, criado em 1988.  Ela é o destaque da 15ª edição da série “Mês do Artista Delphus” – a primeira realizada neste ano em que a galeria comemora meio século de existência.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

        Composta de 18 obras de arte abstrata, a maioria acrílica sobre tela e as demais aquarelas, a mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira das 9h às 18h45min e sábado das 9h às 13h, na Av. Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta.

    A artista visual Mádia Bertolucci, de Caxias do Sul/ Divulgação

    “Entre as transformações de cores, texturas e formas, encontro o ‘Resgate no olhar’, moldando e remoldando na memória minha maneira de ver a natureza. Não quero mostrar guerras, desmatamentos ou lixo humano, mas o que descansa o olhar e que o espectador possa ter sua própria linguagem de interpretação. É um trabalho contemporâneo, leve e até lírico, pois tanto nas aguadas, rasuras ou até mesmo no acúmulo de tinta surge minha obra de arte”, diz a artista caxiense.

    Obra de  Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Com Licenciatura Plena de Educação Artística pela UCS, Mádia já participou de salões, coletivas e exposições individuais e, em 2009, lançou o livro Passagem Permanente, sobre arte. Entre outras técnicas praticadas pela artista em sua carreira estão o pastel seco, a gravura, a litografia e a xilografia.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Mádia está entre os mais de 100 artistas de diversos lugares do Brasil que têm obras oferecidas pela Delphus, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. A galeria, inaugurada em 1974 em Porto Alegre, trabalha com acervo de obras originais superior a 2 mil itens, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras seriadas.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    O serviço de moldura para quadros é referência na Capital, aliando assessoria especializada na escolha da melhor montagem à mão de obra qualificada. Desde 2017, a Delphus tem à frente a experiente galerista Salete Salvador.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    SERVIÇO

     O quê: Exposição Resgate no Olhar, da artista visual Mádia Bertolucci

     Onde: Delphus Galeria de Arte e Molduras, Av. Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta

     Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45 e sábado, das 9h às 13h

    Entrada gratuita

  • 23 Paisagens icônicas na exposição ” Mundo afora”, da artista visual Márcia Baroni

    23 Paisagens icônicas na exposição ” Mundo afora”, da artista visual Márcia Baroni

    Artista visual dedicada à colagem, técnica desenvolvida em paralelo à prática do desenho autoral, Márcia Baroni inaugura, na sexta-feira (3/5), às 18h, a exposição “Mundo Afora”, na Galeria 506 (Avenida Nova York, 506, bairro Auxiliadora), em Porto Alegre. A mostra fica aberta à visitação até 7 de junho. O músico Otávio Segala fará uma participação na abertura da mostra. A entrada é gratuita.

    A artista visual Márcia Baroni -/Divulgação

    Ela apresenta 23 quadros, a maioria dos quais de 0,80 x 0,80 cm, e uma instalação que reproduz a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, a partir do conceito de sustentabilidade, utilizando caixas de remédios, de fósforos, de perfumes.

    Times Square; Mostra Mundo a Fora/ Divulgação

    Outro símbolo do Rio de Janeiro – a orla de Copacabana – também é recriado por Márcia, que, principalmente,  leva o espectador a contemplar lugares icônicos mundo afora, conforme expressa o título da mostra: o nova-iorquino Times Square, o romano Trastevere, a estação de esqui de Cerro Castor, na Terra do Fogo, e Ximending, em Taipei, por exemplo.

    Trastevere – Mundo a Fora/ Divulgação

    “Destaco lugares multifacetados, onde, além dos moradores locais, transita gente de todo lugar, para conhecer, desbravar, em caminhadas, conversas, risadas, lágrimas, apreciando a animação do lugar, celebrando a vida, brindando a existência”, detalha Márcia que, no pico da pandemia da Covid-19, se entristecia ao ver as ruas quase vazias por conta do necessário distanciamento social. A situação levou-a a produzir a série “Porto Alegre, um olhar”, montada no ano passado.

    Ximending. Mundo a Fora/ Divulgação

    Em seguida, a colagista começou a pensar em ampliar olhar para cidades do mundo, “endereços existenciais, que na pandemia também se tornaram exilados, pois não havia gente, toda beleza parecia descolorida. Minha pesquisa e meu olhar se direcionaram para a superação desse estado de coisa”, lembra ela, referindo-se ao atual trabalho.

    Cerro Castor – Mundo a Fora/ Divulgação

    Segundo o material de divulgação “nessa mostra Márcia Baroni oferece uma estética do encontro. Sugere um estado de espírito de abertura e trânsito aos instantes de autodescoberta. Com sabor e cor seu trabalho reflete uma história não escrita em palavras”, escreve Hélio Strassburger no texto de apresentação da exposição, intitulado “As pessoas e seus endereços existenciais”.

    Márcia trabalha essencialmente a partir do seu traço, com revistas descartadas como elementos pictóricos. Pedacinhos recortados vão preenchendo os desenhos e dando cor aos espaços retratados. “É um trabalho lento, meticuloso, detalhista, numa produção analógica, de pesquisa, criatividade, paciência, desaceleração”, descreve ela, aludindo à técnica que teve o grande mestre Picasso entre seus adeptos.

    SERVIÇO

    Exposição Mundo Afora

    Abertura: 3/5 (sexta-feira), 18h

    Visitação: a partir de 6/5, de segunda a sexta, das 14h às 18h, até 7 de junho

    Local: Galeria 506, Av. Nova York, 506, Auxiliadora, Porto Alegre

    Entrada gratuita

  •  Confraria Cultural Latino Americana faz evento com música, gastronomia e sorteio de ilustrações de cartunistas gaúchos consagrados

     Confraria Cultural Latino Americana faz evento com música, gastronomia e sorteio de ilustrações de cartunistas gaúchos consagrados

     

    Higino Barros

    O evento vai acontecer no dia 28 de abril, domingo, no espaço Cultural Mosaico,  localizado na Rua Otavio Correia, 39.  Segundo um dos organizadores, o músico Chicão Dornelles, “estaremos comemorando os 40 anos da Associação Jose Marti e 27 anos da Associação Recreativa e Cultural Bota Fogo. Teremos além de um almoço , um show com as participações dos artistas : Liane Shuller  Rosa Franco, Gilberto Oliveira , Mario e Nene Falcão , Bernardo Zubaran , Florisnei Thomaz , Claudio Baraldo , Chicão Dornelles , Josue Krug e Leonardo Ribeiro. “
    Liane Schuller, uma das atrações da festa no domingo; Foto: Divulgação
    O surgimento , em 25 de julho de 1984, da Associação Jose Marti RS, que desde então tem defendido a auto determinação dos povos, em especial do povo cubano e dos povos em luta trabalha com a cultura para que os povos se integrem e estabeleçam laços de amizade. Já produziu dois CDS , trovas da Pátria Grande em 2008 e Jose Marti em Canto em 2014, com lançamentos em Porto Alegre , Rio de Janeiro , Montevideo e Havana, participando igualmente de atividades solidárias nas comunidades carentes de Porto Alegre.
    O músico Nenê Falcão. Foto: Divulgação
    O músico Josué Krug. Foto: Divulgação
    O músico Leonardo Ribeiro. Foto: Divulgação
    A Associação Recreativa Cultural e Desportiva Bota Fogo fundada há 27 anos reúne-se toda semana para um encontro esportivo e musical. Atualmente o encontro se dá na AMRIGS, na avenida Ipiranga, todas as terças-feiras as 20.hs. E todo ano faz ações solidárias com o objetivo de angariar alimentos , roupas e material de higiene para a creche da comunidade que fica ao lado da Amrigs, Vila São Pedro .
    A formação é totalmente eclética, com músicos, profissionais liberais,  artistas visuais e o time futebol tem também participação de várias jogadoras, além do Clube das Mães  do Bota Fogo, sempre presente nas atividades culturais e solidárias
    O músico Gilberto Oliveira/ Divulgação. Foto: Divulgação
    O músico Rosa Franco. Foto: Divulgação
    O músico Florisnei Thomaz. Foto Divulgação
    O músico Cláudio Baraldo. Foto: Divulgação
  • Fundação Pão dos Pobres promove visita mediada sobre o legado do arquiteto José Lutzenberger

    Fundação Pão dos Pobres promove visita mediada sobre o legado do arquiteto José Lutzenberger

    A  restauração das fachadas internas da Fundação o Pão dos Pobres de Santo Antônio segue em andamento. Projetado em 1925 pelo arquiteto alemão Joseph Franz Seraph Lutzenberger, o monumental prédio foi tombado em 2014 pelo município de Porto Alegre, em função de suas características arquitetônicas e por sua relevância histórica.

    Como parte das comemorações do bicentenário da imigração alemã no Brasil, a Casa da Memória Unimed Federação/RS apresenta a exposição Lutzenberger Universal, que segue em cartaz até 3 de julho no espaço localizado na Rua Santa Terezinha, 263. A mostra, com curadoria de José Francisco Alves, conta com cem obras de arte – aquarelas, óleos e nanquins – e desenhos de projetos arquitetônicos de autoria de Lutzenberger, alguns deles de propriedade privada, nunca expostos, e outros de coleções institucionais.

    Neste sábado 27 de abril, às 10 horas ocorre a visita mediada à Fundação Pão dos Pobres (Rua da República, 801, em Porto Alegre), com participação de membros da entidade e do arquiteto Lucas Volpatto, responsável pela restauração do prédio. A atividade é gratuita, com vagas limitadas e inscrição prévia, pelo link disponível na bio do Instagram @casadamamoriaunimedrs.

    Detalhe da restauração interna do prédio histórico.; foto Marcelo Donadussi / Divulgação

    Sobre o projeto de restauro

    Com gestão cultural da Cult Assessoria e Projetos Culturais, esta inicitiva tem financiamento aprovado na Lei de Incentivo à Cultura – LIC do Sistema Pró-Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul no valor de R$ 1.137.442,40 (hum milhão, cento e trinta e sete mil, quatrocentos e quarenta e dois reais e quarenta centavos).

    Com captação parcial, a adesão de empresas é fundamental para a sua plena execução. Detalhes sobre como apoiar a preservação de um importante exemplar do nosso patrimônio histórico, com Cecília Muccillo Daudt, da Práxis Gestão de Projetos pelos contatos (51) 99236-6951 ou praxisgestaodeprojetos@gmail.com.

    Sobre o artista

    O alemão José Lutzenberger foi artista plástico, arquiteto e professor do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Naturalizado brasileiro em 1950, ele emigrou em 1920 para trabalhar em uma empresa de engenharia, e em Porto Alegre ficou, para viver e construir família.

    Nasceu em 13 de janeiro de 1882, na pequena Altötting, situada no reino da Baviera, Império Alemão. Formou-se em Munique, em 1906, como engenheiro-arquiteto. Foi oficial do Exército do Império Alemão nos quatro anos da I Guerra Mundial, pelo Exército Imperial Alemão.

    Além das artes plásticas, seu legado também é extremamente importante na arquitetura. Entre os seus prédios projetados mais conhecidos podem ser citados, em Porto Alegre, o Pão dos Pobres, a Igreja São José e o Palácio do Comércio. No interior do Estado, foi o responsável pela Igreja e Convento de Santo Antônio, em Cachoeira do Sul, e pelo Instituto de Nossa Senhora do Carmo, em Caxias do Sul.

    Fundação Pão dos Pobres

    A FPP é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atende cerca de 1.500 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição tem 128 anos de existência e oferece três serviços: Acolhimento Institucional, Aprendizagem Profissional e Serviço de Convivência e Educação Integral.

    Do total de atendidos, 160 crianças e adolescentes com idades de zero a 18 anos (incompletos) tem o Pão dos Pobres como sua moradia. A instituição serve cerca de 62 mil refeições mensalmente e é mantida com recursos do Funcriança, parcerias com órgãos municipais e empresas parceiras, por meio de cotas de aprendizagem profissional. Doações via PIX e em espécie também são fonte de recursos para a manutenção dos espaços e serviços oferecidos pelo Pão dos Pobres.

  • Graça Craidy abre exposição sobre Clarice Lispector no Mercado Público de Florianópolis

    Graça Craidy abre exposição sobre Clarice Lispector no Mercado Público de Florianópolis

    A exposição “Clarices”, da artista visual gaúcha Graça Craidy, será aberta nesta quarta-feira (24/04), às 18h, na Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis – Sala José Cipriano da Silva.

    A mostra, em homenagem à célebre escritora Clarice Lispector, permanecerá em cartaz até 14 de junho. A mostra já foi vista em Porto Alegre, na cidade do Rio de Janeiro, em Niterói e em Brasília, em espaços culturais dos Correios; e, em São Paulo, na galeria do Conjunto Nacional, entre outubro de 2022 e setembro de 2023. A intenção da artista é ajudar a popularizar e manter viva a obra da escritora.

    Graça Craidy no Mercado Público de Florianópolis. Foto: Carlos Souza/ Divulgação

    Graça apresenta Clarice em diferentes situações e fases da vida: a autora trabalhando em casa com a máquina de escrever no colo e o cigarro nos lábios; a esposa de diplomata que morava no exterior dividida entre a vida conjugal e o desejo de autonomia; a mãe de dois filhos; a tutora do cão Ulisses, por exemplo.

    Exposição Clarices” abre dia 24de abril em Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis. Foto Carlos Souza/ Divulgação

    “Embora Clarice Lispector tenha partido há 47 anos, sua prosa se faz muito necessária neste momento histórico de vazio existencial e valorização equivocada do aparente e do fútil”, diz a artista que vive e tem atelier em Porto Alegre.

  • Ballet Vera Bublitz, na final de uma importante competição mundial da dança

    Ballet Vera Bublitz, na final de uma importante competição mundial da dança

     

    Escola tradicional gaúcha leva 13 bailarinas para uma das mais importante competição mundial da dança, o World Ballet Competition e entre elas, a atual medalhista de ouro na edição do ano passado, Alicia Prietsch.

    Segundo o material de divulgação, Vera Bublitz tem uma importante missão neste mês: acompanhar as bailarinas finalistas de sua escola no World Ballet Competition, que será realizado de 23 a 26 de abril, na Flórida, nos Estados Unidos. Neste ano, a 17ª edição de uma das mais importantes competições de dança do mundo conta com a participação de mais de 300 participantes de 25 países, entre eles, 13 bailarinas do Ballet Vera Bublitz, de Porto Alegre.

    “É com muito orgulho que vejo, mais uma vez, nossas bailarinas BVB em destaque em uma competição internacional da dança. É o reconhecimento da persistência, da técnica e da graça de nossos talentos que começaram bem cedo nessa trajetória e seguem brilhando nos palcos daqui e do mundo”, ressalta Vera Bublitz.

    Com 11 anos, Alicia Prietsch volta ao World Ballet Competition depois de levar a medalha de ouro como solista, com o primeiro lugar na categoria introdutória da competição em 2023. Nesta edição, ela concorre como solista, com duas coreografias de ballet de repertório, Harlequinade e Giselle, e uma de contemporâneo, Corpo Líquido, e ainda participa de uma apresentação em grupo.

    Vera Bublitz e bailarinas rumo ao World Ballet Competition – Fabiele Parizotti/ Divulgação

    O Ballet Vera Bublitz emplaca sete solistas nesta edição. Além de Alicia e Antonella Feberati Algeri, que recentemente se destacou em participações em Portugal, integram o time de solistas as bailarinas Catarina Kallfelz da Costa, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi e Marina Miguel Starosta. Elas apresentam solos de ballet de repertório e contemporâneo.

    Em grupo, a coreografia autoral Seres da Floresta, do Ballet Vera Bublitz, da coreógrafa Celicia Santos, está na final do World Ballet Competition, depois de ter conquistado o primeiro lugar no Sul em Dança, em setembro do ano passado. Participam da apresentação as bailarinas Alicia Araujo Soares, Alicia Prietsch, Catarina Kallfelz da Costa, Cecília Gerling, Gabriela Dal Castel Russowski, Isabele Ribeiro de Oliveira, Júlia Treméa Spolidoro, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi, Mariana Pedone Barroco e Marina Miguel Starosta.

    Para Vera Bublitz, a presença de sua escola no World Ballet Competition com um grupo tão significativo é mais um presente pela comemoração dos seus 80 anos, completados em fevereiro. “Minha alegria é a dança. É ver essas bailarinas tão jovens se desenvolverem em busca de seus sonhos”, completa.

  • Ubu Tropical, do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, tem novas apresentações no Parque da Redenção

    Ubu Tropical, do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, tem novas apresentações no Parque da Redenção

    Resultado de ampla pesquisa que envolveu seminário e oficina, o grupo retrata a personagem Pai Ubu, criada pelo francês Alfred Jarry (1873-1907), precursor do teatro contemporâneo

    Ubu Tropical – Foto_Eugênio Barbosa/ Divulgação

              A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz fará novas apresentações de Ubu Tropical. O espetáculo estará dias 21 e 28 de abril, domingos, no Parque da Redenção, próximo ao Monumento ao Expedicionário. A cada domingo serão duas apresentações gratuitas, às 12h e 16h.

    Segundo o material de divulgação “Os bufões do Ói Nóis Aqui Traveiz vão contar a história do Pai Ubu, símbolo do cinismo, destruição e estupidez. Em cena, as peripécias de uma personagem grotesca e cruel que, incitado por Mãe Ubu, assassina o Rei da Polônia e coroa a si mesmo, iniciando uma longa série de atrocidades que incluem traições, roubos, corrupção e assassinatos. Personagem ambicioso, covarde e irracional, o legendário Pai Ubu relembra, em chave humorística, o que o Brasil viveu nos últimos anos com um governante autoritário e demente.

    Ubu Tropical. Foto:Maíra Flores/ Divulgação

         A personagem Pai Ubu foi criada pelo francês Alfred Jarry (1873-1907) precursor do teatro contemporâneo e fundador de uma nova concepção estética e ideológica de onde beberam as vanguardas do século XX, como dadaístas, surrealistas, o teatro do absurdo, e grande parte do humor grotesco atual. Jarry desenvolveu uma interessante saga com as peças Ubu Rei, Ubu Cornudo, Ubu Acorrentado e Ubu na Colina, entre outras, de comédia bufa e as vezes, escatológica e absurda. A provocação de Ubu chega, inclusive, ao universo da linguagem, inventando palavras e chamando atenção para um mundo aparentemente ordenado e progressista, mas que a todo momento cria os seus brutais Ubus.

    Ubu Tropical – Foto_Eugênio Barbosa /Divulgação

           A encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz parte da figura do bufão. São os atuadores como bufões que encenam a peça. O bufão é o ser dos paradoxos, das antíteses, o personagem do avesso e do direito, da negação e da afirmação. Sua função é de dizer alto o que se pensa baixo: ele desvela o não-dito, o interdito, o latente ou o recalcado. O bufão está ligado à rua, à praça, sendo o representante de uma reunião de vozes de contestação e de transgressão.

            O grupo iniciou sua pesquisa sobre a personagem Pai Ubu ainda durante a pandemia em 2021. Neste ano desenvolveu um seminário e uma oficina sobre a relação da personagem de Jarry com o Tropicalismo e o conceito modernista de antropofagia criado por Oswald de Andrade. Dando seguimento ao estudo apresentou nas ruas a intervenção cênica Parada Ubuesca e em 2022 criou e produziu o filme curta metragem ‘Ubu Tropical’. Durante 2023 desenvolveu esta nova criação coletiva para o Teatro de Rua.

    Na criação coletiva estão em cena os atuadores Rafael Torres (Pai Ubu), Helen Sierra (Mãe Ubu), Marta Haas, Keter Velho, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Lucas Gheller, Márcio Leandro, Alex Pantera, Jules Bemfica, Gengiscan, Ellen Hiromi, Kayzee Fashola, Milena Moreira, Fabrício Miranda e Daniel Steil. Na parte técnica e contra regra estão Tânia Farias, Clélio Cardoso e Paulo Flores.

                    A montagem de “Ubu Tropical” faz parte do Projeto Arte Pública – Criação e Formação. Uma realização da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e Ministério da Cultura com recursos da emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna.”

    UBU TROPICAL

    novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

    Dias 21 e 28 de abril, em duas sessões por domingo: às 12h e 16h

    Parque da Redenção – próximo ao Monumento do Expedicionário

    O projeto Arte Pública uma realização da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e Ministério da Cultura.

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