Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • “Onde está o amor – As Fitas Perdidas”, com a último show de Nico Nicolaiewsky, no Teatro São Pedro

    “Onde está o amor – As Fitas Perdidas”, com a último show de Nico Nicolaiewsky, no Teatro São Pedro

    O filme será exibido, dia 28 de março às 20h, no Theatro São Pedro  

     Lembranças. Lágrimas. Aplausos. Saudade. Palavras que marcaram a noite do dia 05 de fevereiro de 2024 depois da emocionante e inesquecível exibição, no Theatro São Pedro, do filme do show Onde está o Amor – A Fitas Perdidas”, dirigido por José Pedro Goulart. O sucesso foi tão grande que o público pediu e uma segunda sessão gratuita está programada para o dia 28 de março, às 20h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°).

    Os ingressos poderão ser retirados a partir do dia 14 de março, das 10h às 18h, na recepção do Multipalco. A exibição se dará dentro das comemorações dos 252 anos de Porto Alegre. No dia 07 de fevereiro, completou 10 anos do falecimento de Nico Nicolaiewsky .

    A gente estava aqui para comemorar um artista, celebrar a vida, mais do que tudo. Foi impressionante a relação que as pessoas tiveram com o filme e a emoção que elas sentiram. Acho que o Nico flutuou pelo Theatro São Pedro. Foi como eu estivesse ali, junto com o meu amigo, de novo. Acho que Nico ganhou a homenagem que ele tinha que ganhar“, relembra Zé Pedro. Noite inesquecível, também, para o amigo e parceiro de décadas, o músico Hique Gomez, que fez dupla com Nico em Tangos e Tragédias. “‘Achei de fundamental importância o Zé Pedro trazer esse conteúdo. Nico Nicolaiewsky, um dos grandes compositores da música brasileira, feita no Sul do Brasil, um grande amigo e um grande parceiro. Foi bem bacana rever esse momento e para os anais da história das artes brasileiras“, diz Hique.

    Onde está o Amor?

    Onde está o Amor? é o nome do CD que Nico Nicolaiewsky  lançou em  setembro de 2008, também no Theatro São Pedro, com um grande show dirigido por  Zé Pedro Goulart. Anos depois, Zé Pedro remonta o espetáculo a partir de 16 fitas encontradas com mais de 10 horas de gravação deste show. A título de registro foi feita uma gravação não convencional do show, isto é, meramente um documento mesmo, sem que se soubesse muito bem qual seria o destino do material captado por três câmeras soltas durante as sessões de sábado e de domingo, sem muita pretensão. As fitas ganham muita importância enorme por se tratar de um registro único e valioso do trabalho do Nico. Contudo, só encontrar as fitas perdidas não era suficiente. Era preciso um minucioso trabalho de recuperação, sincronismo e edição. E assim foi feito.

    Esse filme é maravilhoso. Foi muita emoção. É um parceiro (Nico) que estava ali na minha frente, vivo, e uma alegria de ver que foram salvas e achadas essas fitas, e que estão disponíveis para as novas gerações. Um músico talentoso, moderno e de futuro“, o músico Claudio Levitan.

    No roteiro do show, além da coleção de canções de amor escritas pelo músico em parceria com amigos de talento reconhecido como Antonio Villeroy e Fernando Pezão, arranjadas e produzidas por John Ulhoa (Pato Fu), Nico canta as confirmadas como “Maluco Beleza”, “Ana Júlia” e recordar uma relíquia do Musical Saracura. Ficou por conta do bonequeiro Paulo Balardim a concepção de um boneco que ilustrou uma das cenas mais intimistas do show e que ganhou vida através da manipulação da atriz Carolina Garcia.  O desenho da luz do espetáculo, criação de Osvaldo Perrenot, trabalhou junto com as projeções programadas pela equipe da Zeppelin. Rô Cortinhas cuidou do figurino da banda composta por Luciano Albo (violão de aço/guitarra/vocal), Diego Silveira (bateria/vocal), Ana Paula Freire (contrabaixo acústivo/vocal), Maurício Nader (violão/vocal), Leonardo Boff (teclado/vocal) além de Nico Nicolaiewsky (piano/teclado/vocal).

    EQUIPE TÉCNICA

    AS FITAS PERDIDAS

    NICO NICOLAIEWSKY – DEZ ANOS DE SAUDADES

    Direção – José Pedro GoulartProdução Executiva – José Pedro Goulart, Caroline Colpo

    Produção – Marilourdes Franarin

    Câmera – Marcelo Lima e Zaracla

    Manipulação Bonecos – Carolina Garcia

    Confecção Bonecos – Paulo Balardim

    Direção de Arte/Cenografia – Fiapo Barth

    Figurinista – Rô Cortinhas

    Edição – Tiago Bortolini

    Pós-produção – Estúdio Ely

    Colorista – Ely Silva

    Projeção – VM Audiovisual

    Sonorização – Edu Coelho

    Iluminação – Osvaldo Perrenoud e Marguinha Ferreira

    Técnico de Apoio – André Hanauer

    Projeto Gráfico – Mauro Dorfman

    Artes – Henrique Barbosa

    Redes Sociais – Fernanda Pertile

    Assessoria de Imprensa: C² Comunica – Adriano Cescani

    Músicos

    Luciano Albo – Violão de aço e vocal

    Diego Silveira – Bateria e vocal

    Ana Freire – Contrabaixo acústico e vocal

    Leonardo Boff – Teclados

    Mauricio Nader – Guitarra e vocal

    SERVIÇO

    O QUE: Onde Está o Amor  – As Fitas Perdidas

    DATA:  28 de março

    HORÁRIO:  20h

    LOCAL:  Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°) 51 32275100

    ENTRADA FRANCA:  os ingressos poderão ser retirados na recepção do Multipalco , a partir do dia 14 de março, das 10h às 18h

     

  • 30º Porto Alegre em Cena anuncia mostra de cinema e ciclo de painéis

    30º Porto Alegre em Cena anuncia mostra de cinema e ciclo de painéis

    Etapa 2024 do festival promove ainda o Ponto de Encontro Petrobras/Porto Alegre em Cena, que reúne artistas e público em trocas de saberes, shows e performances no Espaço Cultural 512

    Trazendo uma aproximação do teatro e do cinema, a Mostra Petrobras/Porto Alegre em Cena Zé Celso Martinez Corrêa, ocorre nos dias 21, 23 e 24 de março, na Cinemateca Capitólio. Dedicada à vida e obra de Zé Celso Martinez Corrêa, um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, conta com curadoria de Marcelo Drummond, seu companheiro por muitos anos, e inclui obras que destacam a trajetória e os trabalhos do Teatro Oficina Uzyna Uzona, bem como filmes raros que mostram a colaboração entre Zé Celso e Celso Luccas em Portugal após a Revolução dos Cravos, e em Moçambique durante as comemorações que seguiram à independência. A presença de Celso Luccas para um bate-papo entre as sessões de domingo promete enriquecer ainda mais a experiência dos espectadores sobre essa colaboração tão significativa. Os filmes serão exibidos na Cinemateca Capitólio, com entrada gratuita (sujeita à lotação da sala).

    Já os Diálogos do Porto Alegre em Cena promovem três painéis com inscrições gratuitas que ocorrem entre os dias 14 e 18 de março, trazendo temas como diferentes modos de governança de festivais pelo Brasil, a trajetória do teatro oficina e a importância do teatro de grupo e um painel voltado à Seleção Petrobras Cultural. A participação nas atividades ocorre mediante inscrição prévia, pelo link  www.portoalegreemcena.com/programacao.

    Ponto de Encontro Petrobras/Porto Alegre em Cena mantém a tradição do festival em promover um espaço de trocas e celebração entre artistas, técnicos e público. Após a programação diária de espetáculos teatrais, o Espaço Cultural 512 recebe uma série de apresentações musicais e sarau literário.

    Ianaê Régia. Foto: Afrovulto/ Divulgação

    A programação completa das atividades pode ser conferida abaixo e através do site e redes sociais do festival. O 30º Porto Alegre em Cena é apresentado pelo Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Petrobras, com patrocínio master de BB Asset, patrocínio Itaú e Zaffari, apoio especial de Soprano, apoio de TVE e FM Cultura, AACCMQ, CCMQ, Theatro São Pedro, Multipalco/Gov Estado RS, Cinemateca Capitólio, CHC Santa Casa, Sated RS, Master Hoteis, Clube do Assinante, RBS TV e Synergy. A coordenação e produção são da Voz Cultural e a realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, PUCRS, Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Mostra Petrobras/Porto Alegre em Cena Zé Celso Martinez Corrêa

    Cinemateca Capitólio – Entrada gratuita de acordo com a lotação do espaço

    21 de março, quinta-feira, 19h
    Máquina do Desejo – Direção, roteiro e montagem: Joaquim Castro e Lucas Weglinski (Brasil | 2023 | 109 min)

    23 de março, sábado, 19h
    O Rei da Vela – Direção: Zé Celso e Noilton Nunes (Brasil | 1982 | 160 min)

    24 de março, domingo, 18h
    O Parto – Direção: Zé Celso Martinez Corrêa e Celso Luccas (Brasil, Portugal | 1975 | 31 min)
    + Debate com o Diretor Celso Luccas (entre sessões às 18h40)
    24/03 (dom) às 19h30
    25 – Direção: Zé Celso Martinez Corrêa e Celso Luccas (Brasil, Moçambique |1975 | 140 min)

    Diálogos do Porto Alegre em Cena – Painéis

    14 de março

    Festivais de Artes Cênicas no Brasil: a relevância estratégica dos festivais brasileiros de artes cênicas e os diferentes modos de governança

    Teatro CHC Santa Casa, 15h30

    Mediação do ator Antônio Grassi e participação de Henry Ventura, Secretário de Cultura de Porto Alegre; Rui Moreira, Diretor de Artes Cênicas da FUNARTE; Alessandra Teixeira, Gerente de Patrocínios e Eventos da Petrobras; Jane Schoninger, Coordenadora de Artes Cênicas do SESC-RS; Rogério Beretta, Coordenador do Festival Porto Verão Alegre; Adriane Azevedo, representante do SATED-RS, além de representante de outros festivais brasileiros.

    15 de março

    Painel Teatro de Grupo Latino-Americano e o Teatro Oficina Uzyna Uzona

    Sala Álvaro Moreira, 17h

    Debate sobre as dinâmicas do teatro de grupo latino-americano e sua relevância na história das artes cênicas com mediação do ator Antônio Grassi e participação de Marcelo Drummond (Teatro Oficina Uzyna Uzona), Alice Guimarães (Teatro de Los Andes), Adriane Mottola (Cia de Teatro Di Stravaganza), Danielle Rosa (Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA) e Essly Ramão (Espiralar Encruza). Serão debatidas as dinâmicas do teatro de grupo e sua relevância na história das artes cênicas latino-americanas.

    Maurilio-nina-fola-foto-ricardo-ara /Divulgação

    18 de março

    Painel Seleção Petrobras Cultural

    Teatro Renascença, 14h30

    A Seleção Petrobras Cultural – Novos Eixos foi lançada recentemente, despertando grande atenção e interesse na comunidade cultural em todo o país. A oportunidade tem como objetivo apoiar o desenvolvimento da cultura brasileira, reconhecendo a importância da preservação da nossa identidade, a necessidade do estímulo às diversidades e as múltiplas contribuições para a sociedade que são viabilizadas pela cultura.

    A programação de Diálogos do Porto Alegre em Cena, festival que conta com o Patrocínio Premium da Petrobras, aproveita a ocasião para promover uma apresentação especial desta seleção. O evento terá a participação de Alessandra Teixeira de Teixeira, gerente de Patrocínio e Eventos da Petrobras, que apresentará detalhes do regulamento; do Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura no MinC, Henilton Menezes; da Representante do MinC no RS, Mari Martinez; e do Secretário Municipal da Cultura e Economia Criativa, Henry Ventura

    Ponto de Encontro Petrobras/Porto Alegre em Cena

    Espaço Cultural 512 – Rua João Alfredo, 512. Cidade Baixa

    13 de março – Festa de Abertura 30° Porto Alegre Em Cena

    21h – Ianaê Régia

    22h30 – DJ Marigdas

    Entrada gratuita*

    14 de março

    22h – Maurilio & Nina Fola

    Entrada gratuita*

    15 de março

    23h – Show Ultramen

    Consulte ingressos em www.espaco512.com.br

    16 de março

    23h – Tribo Brasil

    Consulte ingressos em www.espaco512.com.br

    17 de março

    19h15 – Aula de Forró

    22h – Forró do 512

    Consulte ingressos em www.espaco512.com.br

    20 de março

    22h – Verónica Valenttino convida Viridiana

    Entrada gratuita*

    21 de março

    22h – Sarau Festipoa no Poa em Cena, com Eliane Marques, Lilian Rocha e Loua Pacomm Oulai. Participação: Djam Neguin e Gabriela Lery

    Entrada gratuita*

    22 de março

    23h – Moreno Morais

    Consulte ingressos em www.espaco512.com.br

    23 de março

    23h – Cachaça de rolha

    Consulte ingressos em www.espaco512.com.br

    24 de março – Festa de encerramento 30° Porto Alegre Em Cena

    21h – Pamela Amaro

    Entrada gratuita*

    *Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço.

    30º PORTO ALEGRE EM CENA

    13 a 24 de março de 2024

    Mostra Petrobras/Porto Alegre em Cena Zé Celso Martinez Corrêa

    Cinemateca Capitólio

    Diálogos do Porto Alegre em Cena

    Acesse www.portoalegreemcena.com/programacao

    Ponto de encontro

    Espaço Cultural 512 – Rua João Alfredo, 512

    Lei Federal de Incentivo à Cultura

    Patrocínio Premium: Petrobras

    Patrocínio Master: BB Asset

    ​Patrocínio: Itaú e Zaffari​

    Apoio especial: Soprano

    Apoio: TVE/ FM Cultura, Casa de Cultura Mario Quintana, Theatro São Pedro, Multipalco, Centro Histórico-Cultural Santa Casa, Sated-RS, Cinemateca Capitólio, Master Hoteis, Clube do Assinante ZH, RBS TV

    Realização: Prefeitura de Porto Alegre/SMCEC, PUCRS e Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução

    Coordenação e Produção: Voz Cultural

    Em Cena nas redes:

    Site: https://www.portoalegreemcena.com

    Facebook: https://www.facebook.com/poaemcena

    Instagram: @poaemcena

  • Exposição Manifesto Antifeminicídio, da artista visual Graça Craidy, celebra o Dia Internacional da Mulher

    Exposição Manifesto Antifeminicídio, da artista visual Graça Craidy, celebra o Dia Internacional da Mulher

    Quem circular pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nesta semana, marcada pelo Dia Internacional da Mulher (8), deparará com um Manifesto Antifeminicídio, em forma de arte, exposto pela artista visual Graça Craidy no Espaço Carlos Santos, principal acesso à Casa Parlamentar.

    O Manifesto Antifeminicídio é composto de seis imagens produzidas pela artista para denunciar a incidência de crimes fatais cometidos por maridos, companheiros e namorados contra mulheres com quem se relacionam. Quatro obras retratam noivas mortas, figuras femininas fúnebres que vestem véu e grinalda e carregam buquê de flores nas mãos. A mostra é completada por duas pinturas de mulheres que gritam de pavor.

    A montagem dos trabalhos foi concluída no final da tarde de segunda-feira, e a mostra permanece no local até sexta-feira (8). A inauguração oficial será nesta quarta (6), às 13h. Quatro deputadas apoiam a realização da exposição na Assembleia: Stela Farias (PT), pela Força Tarefa de Combate aos Feminicídios do RS, vinculada à Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado; Sofia Cavedon (PT), pela Comissão de Educação; Patrícia Alba (MDB), pela Procuradoria da Mulher; e Laura Sito (PT), pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos.

    A artista Graça Craidy desenvolve essa linha de expressão na sua arte desde 2015. Ela conta que escolheu pintar o tema “noivas” para alertar, pois “é no contexto do casamento que a violência maior acontece. A maioria dos feminicidas é marido ou ex-companheiro, então, cuidado com quem tu casas, cuidado com o amor cego! Ensina tuas filhas a não se relacionar com homens violentos, potencialmente agressores e até assassinos,” adverte ela.

    A exposição exibe o Manifesto Antifeminicídio escrito pela própria artista em um banner e em panfletos distribuídos no local:

    “Parem de matar nossas mulheres. Parem de matar nossas mães. Parem de matar nossas avós, irmãs, tias, primas, amigas. Parem de nos matar. Nós não somos suas propriedades. Nós não somos suas escravas. Nós não somos suas inferiores. Está na Constituição. Somos iguais aos homens. Mesmos direitos. Mesmos deveres. Não, não e não, homem, você não é a cabeça da mulher. Toda mulher tem a sua própria cabeça. É autônoma. Livre. Dona do seu nariz. Do seu corpo. Quer que a sua mulher fique com você? Faça por merecer. Ninguém vai embora de onde existe amor, respeito, lealdade. Reconstruir a vida com outras pessoas pode ser a melhor saída para a felicidade de um casal que não vive bem. E para seus filhos também. Aceite. Amor não é obrigação. Amor é colheita”.

     SERVIÇO

    Manifesto Antifeminicídio

    O QUÊ: Exposição com obras da artista Graça Craidy

    ONDE: Espaço Carlos Santos, térreo da Assembleia Legislativa do RS

    Praça Marechal Deodoro 101 (Praça da Matriz)

    Centro Histórico

    QUANDO: de 4 a 8 de março de 2024

    Abertura oficial: 6 de março, às 13h.

    Visitação: até 8 de março

    Horário: das 8h30 às 18h.

  • Elisa Lucinda mostra “Ensaio para uma ideia”, espetáculo  que reúne poemas e canções

    Elisa Lucinda mostra “Ensaio para uma ideia”, espetáculo que reúne poemas e canções

    A partir das 20h, no espaço Cultural 512, a autora recebe o público e aproveita para autografar seus livros após a apresentação. A entrada é franca

    Segundo o material de divulgação “Ensaio para uma ideia” reúne poemas e canções que brotam espontaneamente no coração da artista, cantora, autora, compositora, atriz, poeta, diretora e dramaturga que, surfando em sua experiente carreira e apoiada nos próprios talentos, nos oferece uma gama de recursos cênicos como intérprete, excelente narradora e profunda conhecedora da palavra poética. Elisa Lucinda, durante a apresentação de 1h30min, encantará o público com seu arsenal de benignas palavras que levam ao choro e ao riso com muita facilidade. É uma maestrina.

    A multiartista, autora de 19 livros publicados e detentora de importantes premiações literárias e cênicas, envolve com sua conversa íntima, bem-humorada, de inteligência rápida e precisa presença de espírito, enquanto desfila suas histórias, poemas (dela e de outros poetas), entre canções de arrepiar os presentes. Tal qual uma Sherazade, Elisa Lucinda conquista com sua coragem e sua expertise em contar histórias, viver histórias, e em elaborar sua vida e a nossa através das lições destas histórias.

    Ensaio para uma ideia ativa nossa potência, nos lembra dos nossos dons e nos provoca. Nos tira da zona de conforto para entrarmos num ativismo de esperança prática, que não permite que nos desperdicemos. Temos muitos recursos humanos e operamos, a nível de intensidade, no sub aproveitamento deles. Podemos mais. Chega de anestesias. Chega de friezas. Chega de falta de empatias. Afinal, falar e viver são improvisações. O espetáculo faz uma convocação para que com as joias do próprio tesouro humano, que são os sentimentos, possamos melhorar o mundo. Oxalá, que a breve turnê de Ensaio para uma ideia nos encontre preparados.

    “Tenho nutrido, nesses últimos anos, a vontade de fazer um espetáculo totalmente improvisado, feito na hora, com um roteiro assinado por meu coração, nos moldes que eu já faço nas minhas palestras-shows pelo país. Só que dessa vez, a ideia é que cada um tenha um rio, um curso para onde seguir, de modo intuitivo, sem tema pré-definido por ninguém, a não ser por ele mesmo, o rio da minha alma e do meu coração. Considerando o acervo poético e memorial que eu trago, as músicas que também trago em minha memória do cancioneiro popular, vi que havia um campo vasto para realizar vários espetáculos sem repetir nem poema, nem ideia, não necessariamente. Mas sem precisar repetir. Portanto, o Ensaio para uma ideia é a gênesis desse espetáculo sonhado”, afirma Elisa Lucinda.

    Ensaio para uma ideia terá única apresentação em Porto Alegre, dia 7 de março, seguido de autógrafos de Parem de falar mal da rotina e de Quem me leva para passear, no Espaço Cultural 512 (Rua João Alfredo, 512) a partir das 20h.

    Quem é

    Elisa Lucinda é poeta, atriz, intérprete, jornalista e professora. Tem publicados 19 livros. Entre poesia e prosa: O semelhante, Eu te amo e suas estreias, A fúria da beleza, Vozes Guardadas, além dos romances O cavaleiro de nada, uma autobiografia de Fernando Pessoa finalista do prêmio São Paulo de Literatura em 2015, e a coleção O Pensamento de Edite, onde Quem me leva para passear, 2º livro da coleção, foi indicado ao Prêmio Jabuti 2022 na categoria Romance de Entretenimento. É também autora da coleção infantil Amigo Oculto, pela qual ganhou o prêmio Altamente Recomendável da FNLIJ. Através da Casa Poema, instituição cultural em sociedade com a atriz Geovana Pires, a multiartista desenvolve projetos que popularizam a poesia para todas as idades, como “Versos de liberdade” que ensina a palavra poética aos jovens que cumprem medidas socioeducativas, além de cursos de poesia falada para professores e profissionais de áreas diversas. Vencedora do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Gramado, pelo conjunto da obra no ano de 2020. No ano seguinte, a atriz e escritora tomou posse na Academia Brasileira de Cultura, ocupando a cadeira de Olavo Bilac, figurando entre nomes como: Zeca Pagodinho, Elza Soares, Christiane Torloni, Ana Botafogo, Carlinhos de Jesus, entre outros. O espetáculo que deu origem ao livro Parem de falar mal da rotina, que em 2023 recebeu uma edição revisada, completou duas décadas na estrada com milhões de espectadores e leitores, fervorosos fãs e seguidores das inspiradas ideias dessa artista. Em janeiro de 2023 estreou a novela das 19h, Vai na Fé, onde Lucinda viveu a personagem Marlene, na rede Globo.

    SERVIÇO

    Ensaio para uma ideia – Elisa Lucinda

    Dia 7 de março, 20h

    Espaço Cultural 512 – Rua João Alfredo, 512. Cidade Baixa

    Entrada franca

  • Dez artistas visuais gaúchas são “Presenças Marcantes” em exposição da Delphus Galeria

    Dez artistas visuais gaúchas são “Presenças Marcantes” em exposição da Delphus Galeria

    Dez artistas visuais gaúchas envolvidas com as questões do universo feminino integram a exposição “Presenças Marcantes”, que será aberta na manhã de segunda-feira (4/3) na Delphus Galeria de Arte e Molduras, na Capital, em homenagem às mulheres, cuja data internacional transcorre dia 8. Com curadoria de Denise Giacomoni, a mostra ficará aberta à visitação do público até 30 de março.

    Obra de Márcia Marostega/ Divulgação

    “O tema mulher é polêmico, instigante e até mesmo proibido ou velado no contexto da história da arte – e na maioria das vezes abordado por artistas homens. Nesta exposição, é transmitido o discurso de artistas mulheres sobre as vivências femininas: o feminino visto e configurado pelo feminino”, ressalta a curadora.

    Obra de Miriam Postal/ Divulgação
    Obra de Carmen Medeiros/ Divulgação

    Ela acrescenta que as obras “transbordam suavidade, mas ao mesmo tempo denunciam a submissão imposta e os segredos por trás de cândidas expressões”. Para Denise, a mulher tem o dom da duplicidade: “é uma fortaleza, mas também macia e acolhedora”.

    Obra de Nara Fogaça/ Divulgação

    Donas de carreiras iniciadas há anos e reconhecidas por sua produção, as artistas apresentam trabalhos com diferentes visões sobre a temática. O grupo é composto por Márcia Marostega, Miriam Postal, Márcia Rosa, Nara Fogaça, Dirce Pippi, Márcia Baroni, Rose Osório, Rejane Karam, Mirian Garcia e Carmen Medeiros. Não só Porto Alegre, mas também cidades importantes e com tradição nas artes gaúchas, como Santa Maria, Passo Fundo, Bagé e Santa Cruz do Sul, aparecem como lugares de origem das artistas da mostra.

    Obra de Rejane Karam/ Divulgação

    Nas obras, em cores e formas, elas abordam aspectos aparentes e subjetivos da vida da mulher, como o corpo, a complexidade psicológica durante a gestação, conflitos e superações, seu papel na sociedade, a relação com a natureza e o divino, a solidão e a coragem, por exemplo.

    Obra de Márcia Baroni/ Divulgação

    A Delphus, inaugurada em 1974, está completando 50 anos. A galeria detém um acervo que inclui mais de 250 artistas visuais do Brasil nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. No espaço é possível encontrar pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e reproduções (nacionais e importadas).

    Obra de Marcia Rosa/ Divulgação
    Obra de Mirian Garcia /Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Presenças Marcantes”

    Onde: Delphus Galeria de Arte e Molduras, Rua Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta

    Período: de 4 a 30 de março

    Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 18h; sábado, das 9h às 12h

    Entrada gratuita

    Obra de Dirce Pippi/ Divulgação
  • Grupo “Cuidado que mancha”  mostra “Choros, Risos e Fraldas ” para celebrar O Dia Internacional da Mulher

    Grupo “Cuidado que mancha” mostra “Choros, Risos e Fraldas ” para celebrar O Dia Internacional da Mulher

     

    Espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla” acontece no dia 07/03, às 19h30. Ingressos já estão disponíveis

    Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665) recebe, no dia 07 de março, às 19h30, o espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla”. A apresentação do grupo Cuidado que Mancha traz as histórias das atrizes Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska e suas relações com o universo da maternidade desde o seu primeiro momento.

    Através do choro e do riso, a peça aborda as incertezas, as dúvidas e as alegrias do mundo de mãe inseridas em um contexto de cumplicidade e de compartilhamento de vivências.

     Os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma Sympla, pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/choros-risos-e-fraldas-maternidade-em-dose-tripla/2340250. Os valores variam entre R$15, para trabalhadores e empresários do comércio de bens e serviços com Credencial Sesc Válida, maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e demais grupos contemplados pela Lei da Meia-entrada, a R$30 para o público em geral. Mais informações com a Unidade pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456.

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

    Espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla” – Sesc Alberto Bins

    Data: 07/03 (quinta-feira)

    Horário: 19h30

    Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)

    Ingressos: Podem ser adquiridos através da plataforma Sympla, pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/choros-risos-e-fraldas-maternidade-em-dose-tripla/2340250.

    Valores: R$15, para trabalhadores e empresários do comércio de bens e serviços com Credencial Sesc Válida, maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e demais grupos contemplados pela Lei da Meia-entrada; e R$30 para o público em geral

    Duração: 55 min

    Classificação: 12 anos

    Sinopse: As atrizes Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska reúnem suas histórias em um único espetáculo que traz desde o primeiro encontro com todas as incertezas do mundo de mãe. Três atrizes, mulheres, mães rindo e chorando. Uma fala e todas entendem. A maternidade é linda e assustadora, doída e doida, cansativa e revigorante. Isso é motivo de riso. E de choro. E de chorar de rir.

    Ficha técnica

    Grupo: Cuidado que Mancha

    Elenco: Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska

    Direção e Produção: Raquel Grabauska

  • Galeria Escadaria celebra três anos de existência com a exposição “Expressões”

    Galeria Escadaria celebra três anos de existência com a exposição “Expressões”

     

    Coletiva que reúne a obra de sete fotógrafos tem abertura no dia 2 de março  no Pier da Usina do Gasômetro

    Exposição Expressões – Foto : Sergio de Paula Ramos/Divulgação

    A Galeria Escadaria apresenta a exposição fotográfica “Expressões”, projeto que homenageia os três anos da única galeria permanente a céu aberto do Brasil, localizada no pier da Usina do Gasômetro, junto à Orla do Guaíba, um dos cartões postais mais emblemáticos de Porto Alegre, visitado por milhares de pessoas  mensalmente. A exposição terá  abertura no sábado, dia 2 de março, ficando em cartaz até 30 de maio. Com curadoria e concepção gráfica do fotógrafo, designer gráfico e produtor  cultural Marcos Monteiro, pode ser conferida diariamente, ao longo de 24h.

    Exposicão Expressões; Foto: Flávia Ferme/ Divulgação

    Segundo o material de divulgação, “Os sonhos, ao se materializarem, trazem festa ao coração de seus idealizadores. E a celebração dessa festividade, quando compartilhada, a torna inesquecível. Os autores das obras apresentadas criam novas concepções, imagens subliminares através de executadas com enorme esmero e criatividade, traduzidas na forma de dípticos e trípticos. São eles: Flávia Ferme, Fernando Zago, Iara Tonidandel, Joice Kreiss, Jorge Neumann, Maria Sallet Domingues e Sérgio De Paula Ramos, comemorando e partilhando por meio de seus trabalhos, a emoção que o ato fotográfico oferece.

    Exposiçâo Expressões. Foto: Joice Keiss/ Divulgação

    Os contrastes de luz e sombra, as cores vibrantes ou suaves, as composições meticulosamente pensadas ou os instantes espontâneos, são expressões de arte em que, cada imagem é um universo em si, carregado de múltiplos significados e sentimentos. Assim, os sete fotógrafos tornam-se narradores de suas histórias, contadas por meio do conjunto de dípticos e trípticos numa linguagem visual. Em um mundo que se diz cronometrado pelo tempo, a fotografia é a arte que, ao se contrapor à ideia de que o que passou não volta, transforma momentos fugazes em memórias eternas. Através da lente da câmera, os fotógrafos revelam a beleza oculta no ordinário, eternizando instantes ímpares.

    Exposição Expressões – Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Cada clique é um suspiro da alma, uma forma de expressão que transcende as palavras e fala diretamente ao coração. Nas paisagens vastas e nas faces anônimas, as fotos que compõem a coletiva revelam a humanidade em sua essência mais pura, explicitando a arte de cada um dos fotógrafos aqui presentes. Em cada imagem, uma expressão, uma história, um pedaço da alma humana nos olhos de quem a cria e de quem a contempla”.

    Expo Expressões – Maria Domingues Sallet/ Divulgação

    SERVIÇO:

    Abertura: 2 de março (sábado), a partir das 16h

    Encerramento: 30 de maio de 2024.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre

    Visitação: Diária, 24h

    Contato: Com o curador, Marcos Monteiro (51-9935-0608) ou jornalista Vera Pinto (51-99104-1372)

    Entrada franca.

  • Questões sociais e humanas nas pinturas de Mario Schuster, em galeria da Finlândia

    Questões sociais e humanas nas pinturas de Mario Schuster, em galeria da Finlândia

     

    O artista visual gaúcho Mario Schuster participa da exposição “EncertArt”, na Ava Galleria Varkaus, uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinque (Finlândia). Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra reúne obras de artistas latino-americanos e europeus até o dia 29 de fevereiro.

    Schuster nasceu em 1955, em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, onde passou a infância em contato com a natureza e observando o comportamento dos animais. Ainda pré-adolescente, Mário começou a frequentar as aulas de desenho e pintura do artista Nesmaro (Nestor Marques Rodrigues, 1917-1981). No entanto, seu percurso artístico não se limitou às artes visuais, pois ele também se formou em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, mesma universidade onde ingressou no Bacharelado em Artes Visuais, graduando-se em Pintura.

    Obra de Mario Shuster -Sobre solidão/ Divulgação

    Atualmente, o artista trabalha em seu estúdio Laguna Atelier & Espaço de Arte, localizado na praia do Laranjal, em Pelotas, onde promove exposições, debates sobre arte, além de oferecer residências artísticas para outros artistas em busca de inspiração.

    Consciente do mundo ao seu redor, pesquisa referências em situações cotidianas e na natureza, a partir de suas observações diárias, incorporando-as às suas criações artísticas. Seu trabalho abrange diversas mídias, incluindo pinturas, desenhos, música, videoclipes e filmes. Ele procura retratar os sentimentos humanos que caracterizam nossa sociedade contemporânea nesses tempos líquidos, como a solidão urbana, a violência urbana, a desigualdade social e o racismo.

    Com uma abordagem tão atual, sua arte conquistou visibilidade internacional. Ele já realizou uma residência artística na ArtHouse Holand, em Leiderdrop, e exibiu suas obras em diversos locais de destaque em outros países. Suas exposições incluem cidades como Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Buenos Aires, México, Barcelona, Lisboa, Amsterdam, Leiden e Helsinque.
    Obra de Mario Shuster 82 tiros_/ Divulgação

    Na exposição “EncertArt”, o artista está presente com duas obras que reafirmam seu compromisso em tratar questões sociais e humanas: 82 tiros e Sobre solidão.

    Segundo a historiadora e crítica de Artes Visuais Neiva Bohns, “os desenhos e pinturas de Mario Schuster trazem o olhar de um artista/cientista, atento observador dos fenômenos do mundo contemporâneo. Nas pinturas, suas pinceladas rápidas expressam um universo pessoal cheio de inquietudes. São 
    registros de um mundo em crise, feito de instabilidades, de riscos e de perspectivas difusas. São  autorretratos de todos nós, que coabitamos esse tempo, em que todas as certezas se evaporam e as  esperanças se manifestam sempre nos pequenos atos.”

    Ficha técnica:

    82 tiros
    Técnica  acrílica sobre tela
    Dimensões 60 X 80 cm
    Ano 2022
    Sobre solidão
    Tec. Acrílica sobre tela
    Dimensões.  160 X 200 cm
    Ano 2016

    Sobre a Ava Galleria

    Fundada em 2005, é uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinki. Localizada no corredor cultural da cidade, próxima ao Helsinki Art Museum, Taidehalli e Kiasma Museum of Contemporary Art. Organiza exposições locais e em colaboração com espaços culturais de outras cidades pelo mundo, como na ONU, em Osaka, Tóquio, Berlim, Londres, Porto e Rio de Janeiro. A Ava Galleria também participa, todo ano, da International Contemporary Art Fair, no Carrossel do Louvre, em Paris.

    Exposição EncertArt

    Local: Ava Galleria Varkaus

    Visitação até 29 de fevereiro de 2024

    Dias e horários: quarta a domingo das 14h às 18h

    Curadoria: Edson Cardoso

  • Uma imersão estética e sensorial à questão racial, na arte visual de Sanagê

    Uma imersão estética e sensorial à questão racial, na arte visual de Sanagê

     

    Artista traz a aplaudida exposição “Pele e Osso” e o livro “96 Dias no Labirinto” para o Espaço Cultural Correios. Mostra tem vernissage no sábado, 24 de fevereiro, 14h.

    O artista visual Sanagê desembarca em Porto Alegre com um convite ao público para uma imersão estética e sensorial à questão racial. A exposição “Sanagê Pele e Osso” inaugura no dia 24 de fevereiro, às 14h, e fica no Espaço Cultural Correios até o dia 30 de março. Entrada franca.

    A mostra já passou por Salvador, Brasília, Blumenau, Rio de Janeiro, Recife e Niterói, mobilizando a visitação e a reflexão de mais de 30 mil pessoas.

    Como resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e de texturas, Sanagê apresenta obras em uma linguagem direta, pois cada uma das telas e o objeto escultórico se referem a alguns dos países africanos de onde saíram homens, mulheres e crianças capturados e vendidos como escravos em fazendas e minas no Brasil.

    Exercício África do Sul/ Divulgação

    Em suas criações, o artista pesquisou a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portais e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas.

    Sanagê destaca que a mostra é uma busca, de forma tímida, porém consistente, para despertar alguns fatos e momentos, trazendo luz a algumas questões que possam motivar a releitura de aspectos históricos importantes sobre o racismo no nosso país e no mundo. “Foi a partir da experimentação à textura e cor de peles, ossos, fissuras e ligamentos. O material se mostrou muito interessante para pensar estruturas invisíveis de um ponto de vista externo. Os mapas são regiões de circunscrições de uma experiência”, explica.

    O artista alcança a conjunção favorável de um trabalho com pé na pintura e um desdobramento imediato em relevo e escultura. Na composição das obras, as estruturas de espuma são rasgadas, serradas, quebradas e coladas entre elas e sobre a tela.

    Obra de Sanagê -Exercício Senegal/ Divulgação

    Telas escultóricas, objeto escultórico e a própria sala são pintados de branco. Ao optar pela cor que contém e reflete todas as cores, a ideia é levar o visitante para uma experiência de espaço infinito.  O branco é a presença diáfana que simboliza uma ausência de limites. Porém, além de uma escolha estética, a cor também é política. Assim como as telas que contêm relevos e texturas que não representam os relevos ou acidentes geográficos dos países africanos, a cor também não ser refere a uma realidade. É uma provocação para a reflexão sobre passado, presente e futuro.

    96 Dias no Labirinto

    Sanagê também traz a Porto Alegre o livro “96 Dias no Labirinto”. Resultado dos dias de confinamento durante a pandemia da Covid-19, a obra apresenta 96 desenhos que nos levam a refletir sobre um momento único na vida de cada um de nós.

    Inquieto, para aplacar a ansiedade, durante a pandemia, resolveu assumir algumas tarefas de casa, principalmente a de cozinhar. Ainda se sentia ocioso quando teve a ideia de aproveitar a quarentena para criar, buscou uma saída no crochê, mas não se adaptou e, ao invés de desenhar com fios, trocou as agulhas pela caneta permanente de escrita fina, com a qual traçou seu labirinto. Nascia então o livro “96 Dias No Labirinto”, a busca de uma saída no final do túnel.

    Sanagê foi traçando linhas em uma espiral imaginária seguido de uma frase, na busca de dar algum sentindo para os dias. “O livro “96 Dias No Labirinto” é um relato pictórico de um momento imprevisto, no qual, durante o confinamento compulsório, dediquei-me a tarefas lúdicas, com o propósito de ocupação do tempo, e valorização do ócio”, afirma.

    Sobre Sanagê

    Nasceu no Rio de Janeiro. Chega a Brasília em 1972, com a mesma história de todos, em busca de qualidade de vida e oportunidades. Experimenta várias atividades, mas o pendor para as artes materializa-se na fotografia.

    Quando abandona a fotografia, resolve transformar as imagens abstratas e trazê-las para o plano tridimensional, fazendo da escultura seu ponto de partida.

    Para melhor desenvolver sua arte, busca formação acadêmica na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Tendo participado de diversas exposições individuais e coletivas, hoje contabiliza obras que fazem parte do acervo de diversos museus de arte contemporânea.

    Desde então, tem uma produção independente, orientada pela linguagem neoconcretista.

     Serviço:

    Exposição “Sanagê Pele e Osso” e livro “96 Dias no Labirinto”

    Artista: Sanagê Cardoso
    Vernissage: 24 de fevereiro (sábado), das 14h às 17h

    Visitação: 24 de fevereiro a 31 de março – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

     

  • Vera Bublitz celebra 80 anos de idade, como diva do balé gaúcho.

    Vera Bublitz celebra 80 anos de idade, como diva do balé gaúcho.

    A diva da dança Vera Bublitz está em plena atividade e comemora seus 80 anos com uma série de projetos e sonhos. O aniversário no dia 19 de fevereiro vai virar uma festa o ano inteiro para ela e para tantos nomes do ballet que passaram por sua escola e já brilharam (e ainda brilham) nos palcos do Brasil e do mundo. Na agenda, está um happy hour especial no dia 5 de março, encontros com alunos e ex-alunos e viagens internacionais para levar os novos talentos da dança para se aperfeiçoarem e disputarem torneios internacionais na Europa e nos Estados Unidos. A celebração segue até o final do ano com a apresentação do ballet de repertório Quebra-Nozes, com convidados especiais.

    Nascida em 19 de fevereiro de 1944, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Vera Bublitz encontrou a dança muito cedo. Aos 5 anos, começou as aulas de ballet com a russa Albertina Saikowska, uma mestre da dança que seguia a metodologia da lendária professora russa Agripina Vaganova. Aliás, foi essa metodologia que inspirou Vera e a filha Carlla a criarem seu próprio método de ensino, que estimula o desenvolvimento da dança desde a infância, acompanhando o desenvolvimento e a evolução do aprendizado das crianças.

    O bailarino Fernando Bujones e Vera Bublitz Acervo BVB/ Divulgação

    Vera estudou dança até os 16 anos, quando se casou com o ortodontista gaúcho Carlos Bublitz. Foram então morar em Ibirubá, no interior do Rio Grande do Sul. Em 1966, Vera fundou sua primeira escola de ballet na cidade de Cruz Alta, mas em sua rotina sempre ativa também estavam aulas de dança em Ibirubá, onde os sogros viviam, em Panambi e em Ijuí.

    Vieram os filhos Nicholas Bublitz e Carlla Bublitz e o amor pela cultura e pela dança foi transmitido para seus descendentes. Nicholas está há mais de 35 anos à frente da Galeria Bublitz, em Porto Alegre, e Carlla seguiu os passos da mãe, desde bebê, quando também participava das aulas de ballet, e hoje é uma das diretoras do Ballet Vera Bubliz e responsável pelo FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre. O neto Patrick Bublitz, filho de Carlla, também acompanhou os passos artísticos da família, e hoje além de professor de dança, é ator e um dos diretores da BAM – Bublitz Academia de Musicais. “A família é meu alicerce. Tanto a da casa dos meus pais, quanto a da família que criei. Adoro minha família”, ressalta Vera Bublitz.

    Carlla Bublitz, Valery Collin e Vera Bublitz – Acervo BVB/ Divulgação

    Ícones da dança

    Vera sempre teve o sonho de trazer grandes nomes da dança para acompanhar seus alunos em apresentações no Brasil. E o primeiro deles foi Fernando Bujones, norte-americano, filho de cubanos, um dos grandes solistas do ballet mundial, que acompanhou as bailarinas do Ballet Vera Bublitz em 1990 no Brasil, em apresentações de ballets de repertório como Romeu e Julieta e Paquita.

    Como o nome de Bujones no currículo, Vera Bublitz capitaneou outros ícones da dança para se apresentarem ao lado de seus alunos no Brasil. Em 1995, foi a vez do norte-americano Peter Boal, na época primeiro bailarino do New York City Ballet, subir ao palco no papel de Apollo com as bailarinas do Ballet Vera Bublitz. Depois, vieram ainda nomes como Johan Renvall, do American Ballet; Albert Evans, do New York City Ballet; Nikolaj Hübbe, do Royal Danish Ballet; Brian Nolan, professor e bailarino da Australian Ballet Company; e Valery Collin, solista da Ópera Nacional de Paris, entre outros.

    Vera Bublitz e Peter Boal, primeiro bailarino do New York City Ballet – Acervo BVB/ Divulgação

    Bailarinas de destaque internacional também se apresentaram ao lado do Ballet Vera Bublitz, entre elas, a gaúcha Nora Esteves, que foi a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com passagens por companhias francesas de dança; Ana Botafogo, uma das mais reverenciadas bailarinas brasileiras de todos os tempos, e, mais recentemente, a solista do Royal Ballet, Isabela Gasparini, que foi a protagonista no espetáculo Don Quixote, apresentado nos 25 anos do Teatro do Sesi, em 2022.

    Vitrine mundial

    Se o Ballet Vera Bublitz recebeu grandes nomes internacionais da dança ao longo de sua trajetória, também projetou seus talentos para o mundo – e segue fazendo isso. A pioneira foi Carla Körbes. Foi ela que, aos 14 anos, contracenou com Peter Boal, em uma apresentação como Apollo no Brasil. Depois disso, o próprio Peter recomendou que ela fosse para Nova York se aperfeiçoar na dança. Carla, então, tornou-se aprendiz no New York City Ballet em 1999. Foi ainda primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet, depois se tornou a diretora artística associada do LA Dance Project. E agora é  professora associada na faculdade de ballet da Escola de Música Jacobs, da Universidade de Indiana.

    Alçar talentos da dança do Brasil para o mundo é uma das principais vocações da escola criada por Vera Bublitz em 1966. Além de Carla Körbes, passaram pelo ballet e pelos ensinamentos de Vera e Carlla Bublitz, bailarinos como Norton Fantinel, que atualmente é diretor artístico do Arles Youth Ballet Company, na França; Marta Bayona, do Ballet Nacional Sodre, no Uruguai; e Rejane Duarte, bailarina e professora do Dance Theater of Harlem, no Estados Unidos.

    A missão de levar as revelações brasileiras da dança para o exterior continua. No dia 16 de março, Vera Bublitz embarca para Portugal com a bailarina gaúcha Antonella Febernati Algeri, de apenas 9 anos.  Talento precoce, Antonella já conquistou o segundo lugar em sua categoria em um festival na Itália e segue para um festival em Faro, e para uma imersão em dança em Leiria, também em Portugal.

    Nikolaj Hübbe e Vera Bublitz~Acervo BVB/ Divulgação

    A seguir, o próximo roteiro internacional de Vera Bublitz será em abril, na Flórida, nos Estados Unidos, onde Vera vai acompanhar um grupo de bailarinas na disputa do World Ballet Competition. Entre elas, Alicia Prietsch Dresch, que, em 2023, conquistou o primeiro lugar como solista e levou medalha de ouro na competição. “A cada conquista nos enchemos de orgulho por ver esses jovens talentos da dança levando o nome do Ballet Vera Bublitz para os principais palcos do mundo”, admite a incansável diretora.

    * Com Assessoria de Comunicação