Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Do rock ao jazz, João Maldonado celebra 40 anos de carreira com show no Teatro Olga Reberbel

    Do rock ao jazz, João Maldonado celebra 40 anos de carreira com show no Teatro Olga Reberbel

    Fotos: Marcelo Nunes/: Divulgação

    Além das instrumentais que estão no recente álbum OITO, o pianista lança o clipe de “Nunca mais voltar”, do TNT, banda que integrou no final dos anos 1980. A apresentação acontece no dia 1º de julho, às 19h

    O ditado “O mundo dá voltas” é o que mais representa a história de João Maldonado como pianista. Aos 20 anos, saiu da casa dos pais para tocar em uma banda de jazz de Florianópolis. Dois anos depois, retornou a Porto Alegre para integrar o TNT, uma banda rock. Era início dos anos 1990 e os músicos do Bom Fim estouraram no Brasil. Assinaram com uma grande gravadora e se mudaram para o Rio de Janeiro.

    Mais uma vez, de volta à capital, trocou o rock gaúcho pelo blues. Foi o primeiro pianista a gravar um disco nesse estilo com Solon Fishbone e, um tempo depois, vivendo no Chile, foi considerado o melhor guitarrista de blues daquele país.

    Diversos artistas

    Tocou com diversos artistas, como Laura Brown, Shana Hughes, Kenny Neal Larry McCray (guitarrista de Dallas) e Ron Levy (pianista e organista de BB King), e produziu mais de sessenta discos, até decidir que era hora de mostrar o seu trabalho. Voltou para o jazz mais preparado pelas mãos do pianista Fábio Torres, do Trio Corrente – vencedor do Grammy Latino em 2014, como Melhor Álbum de Jazz –, com quem estuda música brasileira e bossa nova.

    Maldonado fez, ainda, trilhas para cinema, ópera, teatro, dança e publicidade. Além do single de bossa Sem você não sou ninguém (2020), nos últimos quatro anos lançou três álbuns – BEAUTY (Vencedor do Prêmio Açorianos 2020 como Melhor Álbum Instrumental), SOLITUDE (piano solo) e JOÃO MALDONADO 8 – e, atualmente, trabalha em outros dois: mais um só de piano gravado ao vivo e outro de bossa nova, que terá a participação de nomes, como Analu Sampaio, Roberto Menescal e Paulo Braga (baterista de Tom Jobim, Elis Regina e Tim Maia, entre outros).

    Única apresentação

    Para celebrar esses 40 anos, o pianista faz única apresentação no Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco do Theatro São Pedro, no dia 1º de julho (sábado), às 19h. No repertório, o álbum OITO, que inclui músicas dos discos anteriores e releituras de “Nunca mais voltar” (TNT), Little Man (Art Blakey & The Jazz Messengers) e Witch Hunt (Wayne Shorter).

    O show será um crescente, do piano de cauda solo como protagonista a sexteto, para mostrar a diversidade e a improvisação de cada instrumento, que são característicos do jazz. Integram a banda Miguel Tejera (baixo acústico), Dani Vargas (bateria), Amauri Iablonovski (sax soprano) e Cristiano Ludvig e Ronaldo Pereira (sax tenor).

    Novo clipe

    Durante o show, será lançado o clipe da música “Nunca mais voltar”. Para a versão instrumental, o pianista contou com as participações de Miguel Tejera e Dani Vargas para um “passeio” pelo Bom Fim, bairro onde a música foi composta no início dos anos 1990 por Charles Master e Tchê Gomes.

    Dirigido por Alex Sernambi, o filme traz a nostalgia de uma época de florescimento do rock gaúcho, do cinema urbano e de experimentações estéticas na televisão e no teatro e dos lugares mais simbólicos e representativos da efervescência cultural da vida noturna na cidade. Lugares que impregnaram a memória do porto-alegrense e que fizeram do Bom Fim o reduto, também, dos hippies anos 1970, dos punks e darks dos anos 1980 e 1990, dos intelectuais e das bandas locais que viravam a madrugada tocando na rua.

    “O rock gaúcho nasceu no Bom Fim. Nossos encontros aconteciam no Bar do João, no Lola, no Escaler, na Lancheria do Parque e no Ocidente, esses dois últimos que resistiram e ainda são ponto de encontro dos personagens que se tornaram símbolos da efervescência cultural e política do bairro durante a ditadura militar e o processo de redemocratização no país. Foi intenso gravar nesse tempo que nunca mais voltará”, destaca Maldonado.

    SERVIÇO
    João Maldonado – De piano a sexteto para celebrar 40 anos de carreira
    Quando:
     1º de julho | Sábado | 19h
    Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel – Multipalco do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
    Ingressos: R$60 Inteira | R$30 meia
    Ingressos antecipados: https://theatrosaopedro.eleventickets.com/#!/apresentacao/20ca6912796542d11c718afd03c0839162687758

  • A musicalidade versátil do Dunia Elias Quarteto em apresentação única, no Teatro da Santa Casa

    A musicalidade versátil do Dunia Elias Quarteto em apresentação única, no Teatro da Santa Casa

     

    A premiada pianista e compositora Dunia Elias se prepara para uma apresentação única na capital gaúcha. O show Dunia Elias Quarteto, será no dia 22 de junho, às 20h, no Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência). No palco um repertório de músicas com identidade sonora do sul do Brasil, passeando um pouco pela Argentina e Uruguai, com tempero jazzístico. Os ingressos custam R$ 40,00 e podem ser adquiridos pelo https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.

    Dunia Elias é conhecida pelo público gaúcho como uma artista original, que se expressa como pianista, compositora e atriz-pianista, tendo sido várias vezes premiada em festivais, no Rio Grande do Sul e fora dele.  Suas composições refletem essas influências que permeiam seu universo sonoro: “Choro Pampeano” (Prêmio Plauto Cruz no Festival de Choro de Porto Alegre 2005), “Antonio Abdallah” (milonga e dança árabe), “Candombe no Bomfim” (2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre), “O Choro do Bugio” (Melhor Música Instrumental no XI Musicanto). Três dos instrumentistas mais versáteis do Estado a acompanham, formando uma parceria de longa data: Artur Elias  (flauta), Giovani Berti  (percussão)  e Miguel Tejera (contrabaixo).

    Dunia Elias – foto de Anibal Elias Carneiro/ Divulgação

    Dunia Elias há muitos anos se tornou um patrimônio musical da nossa cidade. A quantidade de músicos com quem ela colaborou, os prêmios que já recebeu e o público que tem arrebatado com seu toque pessoal ao piano, fazem dela uma artista de primeira importância no cenário da música brasileira feita em Porto Alegre”, afirma Hique Gomez, amigo e parceiro de Dunia. Segundo Hique, a artista deixa sua marca por onde quer que se apresente. “No meu trabalho Tãn-Tãngo, Dunia traz uma colaboração indelével, e eu costumo dizer que não há no Brasil quem possa substituí-la, tamanha contribuição que trouxe à minha carreira. Compositora com claras influências dos países vizinhos traz o sotaque legítimo do tango e da milonga, assim como toca chorinho como uma das filhas prediletas de Chiquinha Gonzaga. Na consolidação da fusão entre as culturas do cone sul, Dunia tem um papel de grande importância, emprestando a naturalidade de seu sotaque multicultural e evidenciando a legitimidade das culturas de fronteiras. O HiperPampa se desvenda no teclado de Dunia, e o Brasil merece conhecer o seu talento.”, finaliza Hique.

    O show Dunia Elias Quarteto foi contemplado no Edital de Ocupação para Espetáculos de Música – CHC 2023.

    Sobre Dunia Elias

    Pianista e compositora, atuando tanto na música de concerto como na música popular, especialmente na música instrumental brasileira. Suas apresentações incluem música de câmara, música popular, trabalhos como atriz-pianista, solos com orquestra, trilhas para cinema mudo, e suas próprias composições. Dentre diversos prêmios recebidos figuram Melhor Música Instrumental do XI Musicanto Latino-Americano para sua composição “O Choro do Bugio”, 2º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS (com “Luzazul”), Prêmio Plauto Cruz no Concurso de Choro de Porto Alegre (com “Choro Pampeano”), e 2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre (com “Candombe no Bomfim”).  É pianista do espetáculo “TãnTãngo”, de Hique Gomez, vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo de 2012, tendo sido apresentado em várias cidades do Rio Grande do Sul e do Brasil. Desde 2007 toca no Tango Show com o bandoneonista uruguaio Carlitos Magallanes, tendo a honra de ter sido indicada pelo grande pianista e arranjador Carlos Garofali.  O quarteto Dunia Elias se apresentou no Bento Jazz & Wine Festival, em novembro de 2022, com grande sucesso. No palco, companheiros de longa data: Artur Elias na flauta, Giovani Berti na percussão e Miguel Tejera no contrabaixo.

    FICHA TÉCNICA:

    DUNIA ELIAS – Piano

    ARTUR ELIAS – Flauta

    GIOVANI BERTI – Percussão

    MIGUEL TEJERA – Contrabaixo

    SERVIÇO

     

    O QUE: Show Dunia Elias Quarteto

    DATA: 22 de junho

    HORÁRIO: 20h

    LOCAL: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência)

    INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)

     

    INFORMAÇÕES:https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.

  • Luta armada: novo capítulo de uma história ainda incompleta

    Luta armada: novo capítulo de uma história ainda incompleta

    Geraldo Hasse
    Quando o Correio entregou o pacote contendo o livro “Tempo dos Cardos”, de Celso Horta, premeditei fazer uma leitura diagonal rápida, ciente do quão pesadas são as narrativas sobre a história da luta armada contra a
    ditadura militar.

    A cada novo livro, a gente vai se apegando aos
    exemplares, inesquecíveis: “Memórias do Esquecimento”, de Flávio Tavares, e “Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios”, de Luiz Claudio Cunha, só para citar dois campeões do tema.

    Surpresa: a primeira impressão sobre o presente entregue pelo carteiro logo se desfez. Na orelha de “Tempo dos Cardos” (expressão recolhida de um poema de Manuel Bandeira), consta que o autor Celso Horta foi preso
    em 1969, aos 21 anos, em São Paulo, como militante da ALN, comandada pelo ex-deputado comunista Carlos Marighella.

    Após deixar a prisão em 1977, formou-se em comunicação social e trabalhou pelo resto da vida na imprensa partidária (PT) e sindical (CUT). Nesta breve nota biográfica, não se menciona a ABR – Agência Brasileira de Reportagem, típico órgão da imprensa nanica tocado Celso Horta com a ajuda de amigos em 1980. Foi
    aí que o conheci em São Paulo. Depois disso, nunca mais nos encontramos.
    Assim, ler “Tempo dos Cardos” (Expressão Popular, 342 páginas) significou uma retomada de contato, poucos dias depois de saber da morte do autor — Celso tinha 75 anos e não chegou a ver impressa a obra a que
    dedicou seus últimos dez anos de vida. No lançamento em São Paulo, no dia 23/5, falou por ele sua filha Joana Horta.
    “Tempo dos Cardos” não esconde origens nem objetivos: é uma narrativa de militante de esquerda. Enaltece dirigentes da guerra revolucionária contra a ditadura militar e o imperialismo ianque, mas focaliza com
    inequívoco faro jornalístico a história das dissidências da esquerda brasileira sobre como enfrentar o governo militar durante os chamados anos de chumbo (1968/1980). Embora faça menção a diversos episódios ocorridos no período acima, o narrador se concentra sobretudo na
    história do Movimento de Libertação Popular (Molipo), pequena organização política saída do ventre da Aliança de Libertação Nacional (ALN), a qual nasceu como “dissidência armada” do Partido Comunista Brasileiro (PCB), quando este decidiu que não pegar em armas contra o regime autoritário.
    Boa parte do livro procura recuperar a trajetória de João Leonardo da Silva Rocha, baiano como Marighella. Nascido em 1939 em Amargosa, ele morreu aos 36 anos no sudoeste da Bahia, onde se achava trabalhando como
    peão de fazenda numa região infestada de grileiros e posseiros de terras devolutas. Professor secundário e estudante de Direito em São Paulo, João Leonardo era culto e possuía liderança, mas na luta para não ser
    preso acabou se isolando no interior do Nordeste. Por três anos sobreviveu como sitiante solitário em Pernambuco. Quando se sentiu acuado por uma comitiva de policiais militares da Bahia, fugiu para o Sul em busca de contato com companheiros de luta.

    José Dirceu, um deles, sobreviveu cinco anos com nome falso em Cruzeiro do Oeste, PR, de onde voltou à vida normal graças à anistia de 1979.

    A maioria dos molipeanos participou de treinamento de guerrilha em Cuba. Alguns não voltaram para o Brasil ao se dar conta de que não teriam condições objetivas de sobrevivência no país natal.

    Em sua narrativa, Horta fala não só dos cabeças, mas de militantes que trabalharam em “atividades anônimas” na retaguarda dos movimentos guerrilheiros.

    No apoio logístico, destacou-se Ana Cerqueira Cesar
    Corbisier, que aparece em vários trechos do livro, sempre com uma participação luminosa. Nascida em São Paulo, formada em sociologia na USP, ela se afastou dos filhos para lutar contra a ditadura.

    Em dado momento da história, saiu de Havana a fim de recuperar o contato com João Leonardo, extraviado no Nordeste do Brasil.
    Depois de um mês peregrinando por cidades como Arcoverde, Caruaru e Garanhuns, reencontrou o companheiro – só para continuarem se escondendo.

    Após três dias de pura deriva na região mais pobre do
    Brasil, os dois se separaram sem trocar endereços. Fugitivos, sabiam que a guerra estava perdida. Seu objetivo era sobreviver para, de alguma forma, contar o que aconteceu.

    É o que se espera ainda da socióloga Ana Corbisier. Aos 82 anos, ela deu uma rara contribuição ao livro de Celso
    Horta, mas tudo indica que tem munição para ir mais longe e mais fundo.

    Graças a essas historietas humanas diluídas na obra final de Celso Horta, os leitores podem ter uma boa noção do quanto foi desigual a luta armada contra a ditadura militar: algumas centenas de pessoas de esquerda reunidas em organizações precárias, mal armadas, praticamente sem apoio externo, foram massacradas por um numeroso exército profissional, bem equipado e com cobertura política para praticar atrocidades em unidades militares clandestinas.

    Essa crônica policial-militar é bem conhecida, mas de tempos em tempos aparecem novidades que clamam por justiça. Uma das revelações de “Tempo dos Cardos” é que falta confirmar onde, no sudoeste da Bahia, foi sepultado João Leonardo, abatido pela Polícia Militar baiana em Palmas do Monte Alto em novembro de 1975. Ali perto, em Guanambi, vivia o violeiro Elomar Figueira de Melo, que dedicou uma “incelença” ao conterrâneo
    falecido.  Falta saber também qual foi a participação dos órgãos federais como o Serviço Nacional de Informações na morte do “guerrilheiro” identificado pelo outro lado como “pistoleiro”.
    Por falta de uma melhor organização cronológica, o livro de Celso Horta antecipa informações que se repetem mais de uma vez em algumas partes do livro.

    Entretanto, é melhor repetir do que esconder, falsear ou omitir.
    “Tempo dos Cardos” tem qualidades para figurar na História como uma das mais ricas narrativas sobre os anseios, motivações e temores dos que há mais de 50 anos pretenderam derrubar a ditadura. Como se sabe, a luta continua.

     

  • “Mobfotografia”: exposição com fotos de celular  reúne 90 imagens de 45 fotógrafos

    “Mobfotografia”: exposição com fotos de celular reúne 90 imagens de 45 fotógrafos

    ’Mobgrafia – Expressão Urbana” é a exposição que ocupará a Galeria Escadaria, em sua segunda edição, a partir desse sábado,  dia 10 de junho, reunindo 90 imagens de 45 fotógrafos, feitas em celulares ou tablets. Com curadoria do publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro, a iniciativa tem um caráter duplamente democrático, tanto por estar situada em um museu a céu aberto, o que coloca a arte ao alcance de todos; quanto pela técnica utilizada, através de dispositivos móveis, recurso amplamente difundido e acessível à população.

    A abertura acontece neste sábado, a partir das 16h, na Escadaria Verão (esquina rua Duque de Caxias), e tem participação da banda Os Lucianos -Luciano Riquez na voz e guitarra, Miguel Lattuada no baixo e voz, Cristiano na bateria e Ernani na voz e teclado tocando muito rock, soul e funk.

    Mb fotografia- Rodrigo Jankoski /Divulgação

    Segundo o texto de divulgação da mostra “A fotografia está vivendo um momento único, tão importante como foi seu próprio surgimento. É quase um renascimento da arte, por conta de uma inclusão e compartilhamento inimagináveis, possibilitando que a arte criada, a foto gerada ou a história contada ganhem o mundo em tempo real. Os smartphones revolucionaram o modo de vida de quase todas as pessoas no planeta e através dele a fotografia ficou mais democrática e criativa, estimulando o olhar e percepção sobre o cotidiano, trazendo à tona uma experiência de representação da realidade intrínseca, sob a ótica do autor.”

    Mb fotografia- Anibal Elias Carneiro/ Divulgação

    O termo Mobgrafia é sinônimo do movimento que promove a arte fotográfica e visual captada, editada e compartilhada com dispositivos móveis: smartphones, tablets, etc. “A partir daí, pensamos na mobgrafia e em suas dimensões possíveis, uma maneira de transmitir nossa arte de forma mais criativa e instantânea. O tema não tem limites e é livre; e assim mais uma vez a arte ira espelhar a vida através das lentes de seu celular.”, explica o o texto.

    “Mobgrafia – Expressão Urbana” é  considerada a maior exposição a céu aberto de fotos de smartphones do Brasil.  Através de convocatória foram selecionados 45 fotógrafos (as) amadores e profissionais de todo o Brasil, num total de 90 fotos de grandes formatos distribuídas em 15 grandes painéis.

    Mb fotografia- Jacqueline Seravia/ Divulgação

    Olhar inclusivo

    “A exposição na rua tem um olhar inclusivo e democrático, em função da arte sair das galerias e museus para ganhar as ruas, criando novas experiências e hábitos para uma parcela da população, que não tem o costume de frequentar estas instituições”, afirma o produtor e curador, Marcos Monteiro. O tema é Livre Expressão Urbana e a visitação seguirá até final de agosto, devendo posteriormente ocupar a Galeria Restinga, que fica na Esplanada da Restinga –  também a céu aberto-  durante o mês de setembro. Em sua primeira edição, ano passado, “Mobgrafia Expressão Urbana” teve cerca de 40 mil visitações, e a expectativa desta vez é superar este número.

    Galeria Escadaria – Criada em plena pandemia com o intuito de levar arte de qualidade para a população, já abrigou 16 exposições nacionais e internacionais a céu aberto. Em agosto de 2022 foi inaugurada sua primeira filial, a Galeria Restinga, localizada na Praça Esplanada do bairro Restinga, também a céu aberto, que recebe todas as exposições que passaram pelo Centro Histórico da capital gaúcha. A mais recente exposição a ocupar a escadaria da Borges, “Se7E”, celebrou os dois anos do espaço, em março último e deverá migrar para a Restinga de 17 de junho a 17 de julho.

    O curador e fotógrafo Marcos Monteiro. Foto Jorge Aguiar/ Divulgação

    Marcos Monteiro – Natural de Bagé e residente em Porto Alegre, é designer, publicitário, fotógrafo e produtor cultural. Em 2017 expôs “O Exato Momento do Instante”, individual na Assembleia Legislativa do RS, patrocinada pela Embaixada da França; “S.O.M – Série Olhar Musical”, com Pena Cabreira, no Centro Cultural Ceee Erico Verissimo; e foi convidado para participar do “III Foto Festival”, em Balneário Camboriú (SC). Em 2018 se juntou a Walter Firmo, Gal Oppido, Valdemir Cunha e   Fernando Rojas, entre outros, na coletiva “Ser Urbano”, no Conjunto Nacional, em São Paulo; onde também mostrou seu trabalho na Inter Foto Itu e no ano passado, na exposição “Faces do Retrato”, pelo Festival InterFoto. Na Galeria Escadaria, fez as individuais “Ir/Real”, em 2021 e a segunda edição, em 2022.

    Fez a curadoria e execução da mostra a ceu aberto ” O Mundo em Movimento”, no Parque da Redenção e também na UFRGS, com fotógrafos da Europa, America do Sul e Ásia, pela Virada Sustentável POA, em abril de 2019.  Dentro do mesmo evento, criou e executou as estruturas expositivas de “ODS da ONU”, na Orla do Gasômetro e UFRGS. Foi co-criador da coletiva “Mosaicografia”, composta por 20 painéis de 10m cada, com 450 fotos em médio e grandes formatos, assinadas por mais de 162 fotógrafos de diversos países. Aproximadamente  350 mil pessoas visitaram o evento, na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2015 e Largo Glênio Peres, em 2016.

    Esteve à frente das exposições “Pantanal” de Daisson Flach e Douglas Fischer (2021); “Fora da Cena”, da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho (2021); “As Praias de Porto Alegre”, pela Virada Sustentável 2021; e “Mobgrafia Expressão Urbana” (2021), todas na Galeria Escadaria. No local, realizou as coletivas “Street Expo Photo”, em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. No ano passado abriu a Galeria Restinga, no bairro periférico de Porto Alegre. Até o momento, o local sediou 26 grandes exposições ao ar livre, no total de 400 paineis de 2m x 1m.

    É um dos fundadores do Foto Clube Porto-Alegrense (2018) e criador e produtor do Chapeu Acústico, projeto gratuito da Biblioteca Pública do Estado do RS, que sediou mais de 160 shows em sua maioria de artistas gaúchos ao longo de seis anos. Em 2021 foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por serviços relevantes prestados na área cultural.

    Mb fotografia – Paulo Guerra/ Divulgação

    Serviço – Exposição “Mobgrafia – Expressão Urbana”

    – Galeria Escadariade 10 de junho a 30 de agosto de 2023 (escadaria Verão do Viaduto Otávio Rocha – Borges de Medeiros – Centro Histórico)

    – Galeria Restinga: de 4 de setembro a 20 de outubro de 2023 (Esplanada da Restinga).

    Informações com Vera Pinto (99104-1372) e/ou Marcos Monteiro (99935-0608) – email marcosmonteiroprojetos@gmail.com

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz abre inscrições para o II Laboratório Aberto de Teatro

    Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz abre inscrições para o II Laboratório Aberto de Teatro

    De 17 a 30 de julho, na Terreira da Tribo e em diferentes espaços de cultura de Porto Alegre, acontece o II Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nós Aqui Traveiz e as inscrições estão abertas mediante carta de intenção e currículo, que podem ser enviados para terreira.oinois@gmail.com.

    Os interessados deverão ter disponibilidade para participar de toda a programação oferecida, numa imersão de 14 dias no trabalho do grupo durante os três turnos. O objetivo desta atividade formativa é difundir a prática e metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo coletivo ao longo de 45 anos de atuação e pesquisa. O laboratório é voltado principalmente para atores e atrizes, pesquisadores e estudantes de teatro do Brasil e América Latina.

                O grupo Ói Nóis Aqui Traveiz criou uma poética própria capaz de mobilizar a mulher e o homem de hoje para refletir sobre questões fundamentais do nosso tempo. A Tribo utiliza práticas e dispositivos próprios, desenvolvidos ao longo de sua trajetória, para disparar suas criações. Destacam-se o trabalho de codificação de ações cênicas não cotidianas, que contribui na elaboração dessa poética, calcada na dissonância, para a criação de personagens e cenas; o atrito entre texto (palavra) e a ação (tecido de ações), que cria uma região de tensão interessante para construção dessa poética e reelabora a possibilidade de um teatro crítico que não tem no discurso o seu maior potencial de comunicação; a cena ritual de origem Artaudiana, que será a esteira do trabalho de construção de cenas/rituais com os participantes; e, por fim, a experiência de abordagem da rua como campo para performance cênica.

    Laboratório Òi Nóis – Foto: Eugênio Barboza / Divulgação

    A metodologia é dividida em três módulos:  oficina atriz/ator – presença e rito; oficina de teatro ritual e oficina de performance política. Ainda haverá um seminário sobre a proposta estética e política da Tribo com professores e pesquisadores convidados, além da encenação dos espetáculos em repertório: ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’, ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’, ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’, ‘O Amargo Santo da Purificação’; ‘M.E.D.E.I.A’, ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ e ‘Onde? Ação n. 2’. Completa a programação a exibição de filmes de espetáculos que já não estão mais em repertório e também sobre os processos de criação do grupo. Ao final haverá uma apresentação pública de uma ação cênica criada na oficina de performance política.

                O II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz oferece 25 vagas. As inscrições vão até o dia 30 de junho, e o resultado da seleção será divulgado em 3 de julho.

    II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

    De 17 a 30 de julho de 2023

    Na Terreira da Tribo e em outros espaços de cultura da cidade

    Inscrições: terreira.oinois@gmail.com – mediante currículo e carta de intenção

    Informações: (51) 3028 1358

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Festival Internacional de Dança traz nomes consagrados do balé à Porto Alegre

    Festival Internacional de Dança traz nomes consagrados do balé à Porto Alegre

    3º FIDPOA, que ocorre de 6 a 11 de junho, no Theatro São Pedro, terá convites gratuitos para entidades, escolas e universidades públicas, além de áudio descrição e libras na apresentação de abertura. Rui Cesar Cruz, que veio de uma comunidade do RJ e hoje brilha nos palcos dos EUA, é um dos destaques da abertura.

    Basileu França – Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    Uma plataforma de dança para o mundo. O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre será realizado de 6 a 11 de junho, no Theatro São Pedro, como uma grande oportunidade para bailarinos do Brasil e da América Latina se apresentarem para ícones mundiais da dança e conquistarem bolsas internacionais. Um dos exemplos é o bailarino premiado nas duas primeiras edições do festival, Rui Cesar Cruz, que começou na dança em uma comunidade do Rio de Janeiro e agora integra o Miami City Ballet em Miami, na Flórida. A gala de abertura, no dia 6 de junho, às 20 horas, contará ainda com a apresentação do convidado especial Cícero Gomes, primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da premiada companhia Teatro Escola Basileu França, de Goiânia.

    Robert Parker – Apollo – Birminghan Royal Ballet – Foto: Eric Richmond/ Divulgação

    O festival também é inclusivo para o público, com uma cota de convites para escolas públicas, ONGs, escolas e instituições públicas de ensino de dança (UFRGS, UERGS) para a abertura, Mostra Competitiva e Gala de Encerramento. Na abertura, haverá audiodescrição e LIBRAS, com convites para a comunidade surda, pessoas cegas ou de baixa visão. No encerramento, haverá tradução para LIBRAS e convites disponíveis para surdos. Interessados devem enviar e-mail para: fidpoainclusao@gmail.com ou entrar em contato pelo Whatsapp: (51) 98436-5552.

    “O FIDPOA inverte a lógica e, em vez de levar os talentos da dança para o mundo, trazemos para cá grandes nomes da dança como jurados para não só selecionar os melhores do festival, mas também conceder bolsas e oportunidades nas mais importantes companhias de dança do planeta” ressalta a idealizadora e coordenadora geral Carlla Bublitz.

    Os números impressionam. Nesta edição, são cerca de mil bailarinos inscritos de várias partes do Brasil e da América Latina e mais de 700 coreografias apresentadas ao longo do festival. Ao todo, são esperadas mais de 5 mil pessoas para assistir os seis dias do FIDPOA. Nas duas primeiras edições, realizadas em 2018 e 2019, foram distribuídas mais de 260 bolsas internacionais e 70 nacionais, com premiações de cerca de US$ 150 mil em bolsas de estudo e prêmios especiais.

    Cicero Gomes – Acervo Pessoal/ Divulgação

    Para este ano, foram convidados jurados oriundos de 13 nações, entre eles estão nomes como Robert Parker, bailarino formado pelo Royal Ballet School, que avaliará por meio de transmissão simultânea e é sua primeira participação como júri de um evento no Brasil. Também estão confirmados nomes como Deborah Hess (Canadá), Ghislain de Compreignac (França), Claudia Zaccari (Itália) e Stanislav Belyaevsy (Rússia), Robert Garland (EUA), entre outros. O FIDPOA será ainda a primeira seletiva nacional para o YAGP, a maior premiação de dança do mundo, que ocorrerá de 11 a 24 de abril, em Nova York.

    Rui Cesar Cruz – Melhor Bailarino FIDPOA 2018 e 2019 – Karine Viana/ Divulgação

    O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari e tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com opatrocínio master de Grupo Zaffari, patrocínio de ICATU e Rio Grande Seguros e Previdência, apoio institucional do Conselho Brasileiro de Dança, Theatro São Pedro, IEACen – Instituto Estadual de Artes Cênicas, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, parceria com o YAGP Brasil, apoio de Galeria Bublitz, Oti Transportes, Roberto Fisio, AD Figurinos, Labo Terra, Miollo, Loja Reina, Fruki, Casa do Marquês, restaurante Vida e Saúde e Rua da Praia Shopping, hospedagem oficial de Master Hotéis, produção da Cardápio Cultural e Mais Produções e realizaçãodo Ballet Vera Bublitz e Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.

    SERVIÇO

    3º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 6 a 11 de junho
    Gala de Abertura: terça-feira, 6 de junho, às 20 horas
    Mostra Competitiva: 07 a 10 de junho, quarta a sábado, sessões às 13h e às 19h e no dia 11 de junho sessão das 9h às 12h
    Gala de Encerramento, domingo, 11 de junho, às 20 horas
    Local: Theatro São Pedro
    Ingressos: www.fidpoa.com e www.theatrosãopedro.com e, no local, uma hora antes de cada gala.

    O público também poderá assistir a mostra competitiva com ingressos a preços especiais. Os bate-papos FIDPOA, com os convidados internacionais, têm entrada franca.

     

  • A figura do palhaço é tema da mostra “E o amor é tão longe…” de Sergio Lopes, na Galeria Bublitz

    A figura do palhaço é tema da mostra “E o amor é tão longe…” de Sergio Lopes, na Galeria Bublitz

    Um dos mais atuantes e produtivos artistas gaúchos, o caxiense Sergio Lopes inaugura no sábado, 3 de junho, a exposição “E o amor é tão longe…”. O vernissage será realizado das 10h às 14h na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 24 obras inéditas do artista, que poderão ser conferidas no espaço até o dia 1º de julho. Entrada franca.

    O marchand Nicholas Bublitz destaca a admiração pelo trabalho de Sergio Lopes. “É uma honra receber uma exposição desse artista que é celebrado no Estado e em todo país e que faz parte da história da Galeria Bublitz, que celebra 35 anos em 2023. Aqui recebemos uma exposição individual de Lopes em 2017 e sua obra também marcou presença em outras quatro exposições coletivas”, recorda.

    O artista Sérgio Lopes. Foto: Felipe Maciel/ Divulgação

    Em “E o amor é tão longe…”, Sergio Lopes retoma um dos temas que se tornou uma de suas marcas-registradas: o “clown”. “Busco na figura do palhaço, personagem plural, rico de personalidades, uma forma de representar metaforicamente o indivíduo apaixonado, suas inquietudes e recordações”, revela o artista. Em sua obra, Lopes também expressa as figuras de pássaros, romãs e flores, que surgem repetidamente sobre a superfície das telas como em uma eterna busca da beleza, dos sons e dos aromas distantes.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    O artista apresenta, em acrílica sobre linho, crianças que posam para retratos serenas, captadas em momentos instantâneos e fugidios, como se ele desejasse paralisar o tempo. Em algumas áreas da pintura, o desenho permanece sem a cobertura de tinta, em uma alusão que representa a finitude e a incompletude do amor.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    “O característico nariz vermelho do Clown – a indefectível máscara do personagem, nessa série, é retirada, talvez simbolizando que a busca por esse sentimento distante não necessite de disfarces. O amor pode estar tão longe, mas busco sua materialização, numa tentativa de trazê-lo obviamente, para mais perto…. Creio ter conseguido!”, conclui o artista.

    Quem é Sergio Lopes

    Nascido em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, em 10 de março de 1965, Sergio Lopes cursou Licenciatura Plena em Educação Artística na Universidade de Caxias do Sul. É professor das disciplinas de desenho, do Curso de Tecnologia em Moda e Estilo, na Universidade de Caxias do Sul. Suas obras já estiveram presentes em exposições no Brasil, na Alemanha, na Bélgica, no Canadá e nos Estados Unidos.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    SERVIÇO

    “E o amor é tão longe…” por Sergio Lopes
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 3 de junho a 1 de julho
    Vernissage: 3 de junho, das 10h às 14h
    Visitação: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 14h

  • Projeto para criar o Museu Ivo Caggiani andou até pelo MEC em 2005

    Projeto para criar o Museu Ivo Caggiani andou até pelo MEC em 2005

    Um museu para reunir o acervo do historiador Ivo Caggiani, em Santana do Livramento, chegou a ter o início de sua construção anunciado, em 2005.

    Quase vinte anos depois, abandonado e sem interesse do poder público, há duas semanas foi doado para o Museu Departamental de Rivera, no Uruguai.

    “Obras do Museu Ivo Cggiani  iniciam na semana que vem”, foi a manchete do jornal A Platéia, de 13 de fevereiro de 2005.

    A Associação Comercial de Livramento havia cedido um terreno junto a sua sede no centro da cidade para  construir o museu.

    O jornalista Danilo Ucha, santanense de grande prestígio na capital, se engajou na campanha pelo museu, a ponto de apelar ao então ministro da Educação, Tarso Genro, pedindo apoio. (Tarso Genro, quando perseguido político, depois do golpe de 1964, se refugiara em Rivera).

    Havia expectativa de enquadrar o projeto na lei de incentivo e ter apoio das empresas.

    Por diversas razões, inclusive a morte do líder do movimento, Vitor Hugo Fialho, o projeto não andou. O assunto voltou ao domínio da familia que acabou por encontrar acolhida “do outro lado da linha”.

  • Acervo do maior historiador de Livramento é doado para o museu de Rivera

    Acervo do maior historiador de Livramento é doado para o museu de Rivera

    Vinte anos depois da sua morte, o jornalista e historiador Ivo Caggiani, que neste 27 de maio completaria 91 anos, está causando polêmica em Santana do Livramento, cidade onde nasceu e à qual dedicou grande parte de seu intenso trabalho de escritor e pesquisador.

    A causa da polêmica é o acervo de livros, documentos e peças de valor histórico que Caggiani reuniu em um museu particular em meio século de atividade.

    Ele começou em 1953, criando o Museu Municipal David Canabarro, num pequeno espaço da biblioteca pública de Livramento.

    A falta de verbas e de interesse das sucessivas administrações municipais,  o levaram a construir por conta própria um espaço para abrigar o material histórico que ia reunindo ao longo de suas pesquisas.

    Caggiani escreveu 26 livros, entre eles uma História de Santana do Livramento, cidade famosa por sua fronteira singular com o município uruguaio de Rivera (apenas uma rua separa as duas cidades, sem qualquer impedimento de trânsito).

    Além da história da cidade, que neste mês de julho completa 200 anos,  escreveu perfis biográficos dos principais nomes da política municipal e estadual: Flores da Cunha, (parceiro de Getúlio Vargas na Revolução de 1930 e governador do Rio Grande do Sul), David Canabarro, herói da Revolução Farroupilha, João Francisco Pereira de Souza, famoso caudilho do movimento republicano, Honório Lemes, lendário guerrilheiro do pampa gaúcho, entre outros.

    Em vida, Caggiani tentou transferir ao poder público o acervo e a manutenção do museu, sem encontrar solução. Com sua morte, em abril do ano 2000, o velho casarão que abrigava o museu ficou fechado, sob a guarda da família, que despendia cerca de R$ 3 mil mensais para a manutenção e limpeza.

    Há duas semanas, depois de tentativas de transferir o acervo para a prefeitura de Livramento, os familiares decidiram doar todo o material para o Museu Departamental de Rivera, que dispõe de melhores recursos.

    A decisão dividiu as opiniões na cidade, entre aqueles que acharam uma boa solução, uma vez que no Uruguai as questões culturais merecem melhor tratamento, e os críticos que viram mais um exemplo do descaso do poder público municipal com as questões culturais.

  • Conselho Brasileiro de Dança promove festival em Porto Alegre com mais de 300 coreografias

    Conselho Brasileiro de Dança promove festival em Porto Alegre com mais de 300 coreografias

     

    O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega à segunda edição no Rio Grande do Sul com uma série de atrações confirmadas. O Festival CBDD Kids, promovido pelo Conselho Brasileiro de Dança, terá mais de 300 coreografias em sua mostra competitiva. Galas de abertura e de encerramento contarão com grandes nomes da dança nacional como Luiz Paulo Martins, Paulo Rodrigues e Marcos Silva.

     

    Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023 – Foto: César Rodrigues/ Divulgação.

    O evento será promovido nos dias 27 e 28 de maio, no Teatro Unisinos, localizado na Av. Nilo Peçanha, 1600.  A gala de abertura será no sábado, 27 de maio, às 20h. No domingo, 28 de maio, também às 20h, será a vez da gala de encerramento. Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984.

    Luiz Paulo Martins – Acervo Pessoal/ Divulgação

    “É uma oportunidade para os pequenos vivenciarem a experiência de palco em um festival nacional. Nesta edição, teremos crianças de 4 a 14 anos, nas mais diferentes modalidades em uma oportunidade única e inesquecível”, destaca Carlla Bublitz, delegada regional RS do Conselho Brasileiro de Dança e uma das diretoras do Ballet Vera Bublitz (BVB). Além de medalhas para os três mais bem colocados e troféus para os primeiros lugares, os bailarinos serão premiados com bolsas de estudo e vagas para diversos festivais de dança do País.

    Paulo Vitor Rodrigues e Maiara Terra y Castro – CBDD Kids 2023. Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Entre os jurados estão Flávia Burlini, delegada do Conselho Brasileiro de Dança no Rio de Janeiro, com o histórico de ter sido solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Stefania Petry, bailarina formada pela Escola do Teatro Bolshoi e diretora da “Mostra Dança”, em São Paulo; Anette Lubisco, mestre em educação e pesquisadora em dança jazz; e Luciane da Rosa, diretora e coreógrafa da Compasso Companhia de Dança, de Dom Pedrito/RS, com coreografias premiadas em diversos festivais.

    Renome nacional

    Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.

    Maiara Terra y Castro e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023. Foto: César  Rodrigues / Divulgação

    Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.

    Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia.

     

    Marcos Silva e Alicia Ogliari – CBDD Kids 2023; Foto: César Rodrigues / Divulgação

    Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Em sua trajetória coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.

     Trajetória internacional

    Ao lado das bailarinas premiadas do Ballet Vera Bublitz, eles vão apresentar trechos de ballet de repertório como Dom Quixote, Pássaro Azul, Bela Adormecida, Quebra-Nozes, Coppélia e Lago dos Cisnes.

    Entre essas bailarinas estão nomes que, em breve, estarão nos cursos de verão de algumas das principais companhias da Europa e dos Estados Unidos, como Julia Xavier, que acaba de se classificar entre as melhores do mundo no YAGP, Julia Petry Quinto, Maiara Terra Y Castro, Roberta Fridman, Beatriz Wanderlei, Martina Melnick. Isabeli Greff, Isabela Azevedo de Azevedo e Alicia Sassi Ogliari.

    Completam o elenco de destaques gaúchos da dança as bailarinas Catarina Costa, Marina Starosta, Manoela Parizotti e Alicia Prietsch, que se prepararam para a final do World Ballet Competion, que ocorre de 19 a 23 de junho, em Orlando, nos Estados Unidos.

    2° Festival CBDD Kids Porto Alegre

    Período: de 27 a 28 de junho
    Gala de abertura: 27 de junho, às 20h
    Gala de encerramento: 28 de junho, às 20h
    Local: Teatro Unisinos – Av. Nilo Peçanha, 1600
    Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984
    Informações e regulamento: Instagram: @festivalcdbddkispoa.