Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Banda Blackbagual homenageia Bebeto Alves, em “A última vez”

    Banda Blackbagual homenageia Bebeto Alves, em “A última vez”

     

    O show, que acontece no dia 19 de abril, às 20h, terá a participação especial de nomes, como Shana Müller, Duca Leindecker, Flavio Adonis, Gelson Oliveira, Humberto Gessinger, Igor Conrad, Mauro Moraes, Nelson Coelho De Castro, Neto Fagundes, Rodrigo Fishman, Thiago Ferraz e Veco Marques

     

    Todos chegam à última fronteira da vida. Para Bebeto Alves foi em 7 de novembro do ano passado, logo após completar 68 anos. Agora, a banda que o acompanhou por quase 20 anos se prepara para atravessar o último show. No dia 19 de abril, os Blackbagual se reúnem no Theatro São Pedro para homenagear um dos maiores nomes da história da música popular gaúcha. “Pela Última Vez” é o título do espetáculo e, também, do último álbum lançado pelo grupo, em 2020.

    No final dos anos 1970, a música de Bebeto Alves já mostrava as marcas que ainda ressoam. Mas a partir do álbum “Blackbagualnegovéio”, lançado em 2004, as canções ganharam ainda mais peso. Ao encontrar o que chamaria de sua “banda definitiva”, ele encontrou, também, as condições ideais para reunir e ultrapassar todas as fronteiras da sua musicalidade: pop, rock, reggae, samba, milonga, protesto.

    Ao lado de Marcelo Corsetti (guitarra e produção), Luke Faro (bateria) e Rodrigo Rheinheimer (contrabaixo e vocais), Bebeto gravou cinco álbuns, que são a expressão de uma vida inteira dedicada à cultura e às artes. As melodias únicas e as letras, tão contundentes quanto atemporais, registram as muitas partes de um Bebeto Alves maior que si mesmo – o artista capaz de revelar mais e mais vida, mesmo quando a saúde se esvai.

    Longe dos palcos desde o início da pandemia, Bebeto se recuperava de dois AVCs, enquanto também enfrentava um câncer de pulmão. O desejo de fazer um show de despedida foi compartilhado com Marcelo Corsetti no retorno de uma das sessões de quimioterapia. Ele sabia que, ao cruzar a fronteira final, os sonhos seguem vivos. Pela Última Vez é a prova disso. “Será a última dança dessa banda que, orientada pela obra de Bebeto, criou uma sonoridade ímpar para a música no Rio Grande do Sul”, diz Corsetti.

    Blackbagual – Foto Bebeto Alves/ Divulgação

    Os BlackBagual serão acompanhados de outros grandes artistas que influenciaram ou foram influenciados pela música de Bebeto Alves. No palco do Theatro São Pedro estarão companheiros de longa data, como Gelson Oliveira, Mauro Moraes e Nelson Coelho de Castro, além das participações especiais de Shana Müller, Duca Leindecker, Flavio Adonis, Humberto Gessinger, Igor Conrad, Neto Fagundes, Rodrigo Fishman e Thiago Ferraz e Veco Marques.

    Os ingressos custam entre R$80 e R$100, e toda a renda da bilheteria será doada à Associação De Peito Aberto, instituição que auxilia crianças com problemas pulmonares e de asma.

    SERVIÇO
    Os Blackbagual – Pela Última Vez
    Quando: 19 de abril | Quarta-feira | 20H
    Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
    Ingressos: Plateia e cadeira extra: R$100 | Camarote Central: R$90 | Camarote Lateral: R$90 | Galeria: R$80
    Ingressos antecipados no site do Theatro São Pedro: https://teatrosaopedro.rs.gov.br/os-blackbagual

    *Com Assessoria de Comunicação.

  • Concerto de “Rachmaninoff 150″ e recital gratuito com grupos de Câmara, na programação da OSPA

    Concerto de “Rachmaninoff 150″ e recital gratuito com grupos de Câmara, na programação da OSPA

    Neste fim de semana, a agenda da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), terá uma programação dupla. No sábado (18/3), às 17h, a Sala Sinfônica recebe o concerto “Rachmaninoff 150”, que tem como destaques a homenagem ao compositor russo Sergei Rachmaninoff e o solo com dois pianistas. Já no domingo (19/3), às 18h, ocorre o primeiro recital gratuito de 2023, com apresentações de dois grupos de Música de Câmara.

    O maestro japonês Nobuaki Nakata. Crédito: Leandro Rodrigues /  Divulgação

    Sobre o concerto “Rachmaninoff 150”

    O compositor e pianista russo Sergei Rachmaninoff é destaque neste sábado (18/03), na Casa da OSPA. O segundo concerto da temporada homenageia um dos pianistas mais influentes do século XX, como uma referência ao seu 150º aniversário. Sob regência do maestro japonês Nobuaki Nakata, os músicos interpretam “Danças Sinfônicas”. O evento será na Sala Sinfônica da Casa da OSPA, às 17h, e será transmitido pelo canal da OSPA no YouTube. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 50 e estão à venda no Sympla. Clique para saber mais.

    A pianista Olinda Allessandrini Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação
    O pianista André Loss, Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação

    O concerto terá como solistas os pianistas Olinda Allessandrini e André Loss, que interpretarão “Concerto para Dois Pianos em Ré Menor”, de Francis Poulenc. O programa ainda contempla o compositor brasileiro Edino Krieger, com a peça “Abertura Brasileira”. Quem desejar conhecer mais sobre as obras poderá chegar à Casa da OSPA às 16h, para participar do Notas de Concerto. A pianista Olinda Allessandrini apresentará ao público detalhes e curiosidades sobre o programa do espetáculo, na Sala de Recitais.

    O Trio Tri. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação

    Sobre o recital Duo Sonata e Trio Tri

    Às 18h de domingo (19/03), na Sala de Recitais, a OSPA estreia a Série Música de Câmara na temporada de 2023. Na primeira parte da apresentação, o público poderá prestigiar o Duo Sonata, formado pelo violista Vladimir Romanov e pelo pianista André Carrara, que irão interpretar  “Sonata nº 1”, de Johannes Brahms. No segundo momento, o Trio Tri, formado pela soprano Elisa Machado, pelo pianista Eduardo Knob e pelo trompista Israel Oliveira, leva ao público a interpretação de “Melodia para Trompa Solo”, de Osvaldo Lacerda, e uma série de peças de Franz Schubert. A entrada é franca, sem necessidade de apresentar ingressos, e a escolha de lugar é por ordem de chegada. Clique para saber mais.

    Sonata Duo. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    Concerto da Série Casa da OSPA – Rachmaninoff 150
    SÁBADO, 18 DE MARÇO DE 2023

    Início do concerto: às 17h. Palestra Notas de Concerto: às 16h, com Olinda Allessandrini.
    Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.
    Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa ou na Casa da OSPA no dia do concerto, das 12h às 17h.
    Estacionamento: gratuito, no local.
    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
    Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.

    Recital da Série Música de Câmara – Duo Sonata e Trio Tri

    Quando: domingo, 19 de março de 2023, às 18h.

    Onde: Sala de Recitais da Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    ENTRADA FRANCA

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Estas atrações disponibilizam medidas de acessibilidade.

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Vero.

    Patrocínio da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.

    Apoio da Temporada Artística: Fraport e Imobi. Promoção: Clube do Assinante RBS.

    Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.

    * Com Assessoria de Comunicação

  • Homenagem à Daisy Viola e grande acervo, na abertura de temporada da Galeria Duque

    Homenagem à Daisy Viola e grande acervo, na abertura de temporada da Galeria Duque

    Primeira exposição do ano destaca grandes nomes como Vasco Prado, Portinari, Banksy, Iberê Camargo, Di Cavalcanti e Magliani e revela obras históricas da curadora Daisy Viola.

    Obra de Danúbio Gonçalves/ Divulgação

     O espaço também expõe as obras da ceramista Zica Fortini e apresenta a arte urbana do arquiteto e artista visual Roberto Freitas em sua fachada.

    Obra de Burle Marx/ Divulgação

                A abertura da temporada 2023 da Galeria Duque (Rua Duque de Caxias, 649), em seu 11º ano de atividades, será no sábado 18 de março, com vernissage a partir das 14h. Além do rico e múltiplo acervo do espaço com grandes nomes da arte do Brasil e do exterior presente na imperdível exposição “Olho e Coração”, os visitantes poderão apreciar criações da curadora e professora de arte Daisy Viola, da ceramista Zica Fortini e do artista Roberto Freitas.

    Wilson Cavalcanti – Cava AST / Divulgação

                “A Galeria Duque proporciona aos visitantes a oportunidade de apreciar obras de talentos mundiais e nacionais da arte. Desta vez, a exposição também homenageia a curadora Daisy Viola, uma amiga com quem divido os meus sonhos de arte nesse espaço de produção cultural”, destaca o galerista Arnaldo Buss.

    Mulher Casca – Obra de Daisy Viola – Foto Júlia Berestein/ Divulgação

    “Para iniciar a programação, propomos uma experiência de extremos que a arte permite. Vamos mostrar trabalhos que “batem direto” em um primeiro olhar, quando sentimos um prazer imenso pela força das cores, ou um susto e até repulsa pela distorção das formas e, ainda, a curiosidade nas abstrações que nos fazem pensar se o que vemos é mesmo a intenção do artista ou, então, a delicadeza das linhas e detalhes que nos fazem chegar mais perto para sentir a magia dos enigmas misteriosos da poesia do humano”, ressalta a curadora da Galeria Duque, Daisy Viola, que também é artista homenageada na abertura da temporada 2023.

    Obra de Fahrion/ Divulgação

    Na área principal, nos dois primeiros pisos da galeria, a exposição “Olho e Coração” abre o calendário e apresenta uma nova seleção de obras de acervo, com a presença de artistas consagrados no Rio Grande do Sul em diálogo com a produção brasileira moderna e contemporânea, representada por nomes como Ado Malagoli, Banksy, Iberê Camargo, Magliani, Danúbio Gonçalves, Milton da Costa, Ruth Schneider, Aldo Locatelli, Milton da Costa,Ivald Granato, Cândido Portinari, Fúlvio Pennacchi, Burle Max, Jorge Guinle, Brito Velho, Eduardo Sued, Fahrion, Milton Kurtz, Nelson Jungbluth, Pedro Weingartner, Alice Soares, Vasco Prado, Mira Schendel, Rubens Gerchmann, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Ivan Serpa e Djanira.

    Homenageada 

    A artista visual e curadora da Galeria Duque Daisy Viola, que é considerada uma das grandes mestres das artes do Rio Grande do Sul na atualidade, terá sua primeira exposição individual no espaço. Ela ocupará o terceiro pavimento da galeria. Em “Um (meu) Caminho de Expressão”, os visitantes poderão apreciar trabalhos de diferentes períodos de produção, uma espécie de retrospectiva não-cronológica do seu fazer como artista. “A hora é de resgate do trajeto. São pinturas, desenhos e objetos têxteis, em que me coloco como ser contemporânea, uma mulher aqui e agora”, explica.

    Daisy Viola – Acervo Pessoal/ Divulgação

                Daisy apresenta suas criações do alto de uma trajetória de quem é formada em Desenho e Artes Plásticas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é instrutora de artes no tradicional Atelier Livre Prefeitura de Porto Alegre, desde 1996, onde também já foi diretora. Vários artistas gaúchos tiveram a oportunidade de receber seus conhecimentos no Atelier Livre Xico Stockinger, que, historicamente, é a referência na formação de artistas do Estado. O papel de Daisy também é relevante no fomento das artes em Porto Alegre, estimulando e formando novas gerações de artistas e de artistas mulheres em torno das artes têxteis. “Trago trabalhos antigos e pinturas realizadas e não mostradas para estabelecer uma relação entre tempos diferentes do meu processo criativo, coisas que fui guardando sem mostrar, mas que fazem parte da minha história. Coisas que são, na verdade, sua base. A partir delas, sigo meu voo”, reflete.

    Obra de Zica Fortini / Divulgação

    Cosmos

    A ceramista Zica Fortini é a artista convidada para ocupar o 4º andar da Galeria Duque com a exposição Cosmos. Ela vem se dedicando à produção de obras de parede, criando em materiais como ferro, placas acrílicas e placas cerâmicas, papel machê, material orgânico, da natureza, entre outros. Seus trabalhos recaem em formatos orgânicos, sejam eles de aspecto cósmico a formatos mais singulares. São frutos de um processo de construção, desconstrução e reconstrução, que impactam pela composição de materiais em uma perspectiva tridimensional inovadora. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Zica é membro da Diretoria da Associação dos Artistas Chico Lisboa/RS.

    Arte urbana

    Quem chegar à Galeria Duque a partir do dia 18 também impressionará os olhos com as criações do artista visual, arquiteto urbanista e designer de produto Roberto Freitas. Em parceria com Daisy Viola, ele realizará intervenções da fachada do local. O trabalho conjunto iniciou-se em 2021 com a produção e a instalação de móbiles de barquinhos de papel. O artista, que também trabalha com intervenções de arte urbana em espaços públicos da cidade, já desenvolveu o projeto O Barquinho, que recria em grandes dimensões um barco de papel, daqueles montados pelos pequenos na infância e colocados em pontos importantes da cidade como o Largo dos Açorianos e o espelho d’água do Parque da Redenção.

    Agenda:

    Exposição Olho e Coração
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissagem: sábado, 18 de março, das 14h às 16h30min
    Período da exposição: de 18 de março até 8 de julho
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

    * Com Assessoria de Comunicação

  • Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira

    Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira

     

    Artista que usa o corpo para fazer suas pinturas inaugura a exposição “Plano Espaço Tempo” e o seu atelier e espaço expositivo no dia 11 de março, das 15h às 18h.

    Foto: Nilton Santolin/ divulgação

    Um novo espaço de arte e uma artista inovadora marcam o lançamento do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”, em Porto Alegre. A artista destaca-se pela produção de grandes obras e pela técnica peculiar. Em vez de pincel, ela usa o corpo inteiro para formar suas imagens, por vezes abstratas e, em outras, figurativas e expressivas. Sua obra e seu espaço são um convite a um mergulho na arte e podem ser conferidas a partir do dia 11 de março, das 15h às 18h, na Rua Congo, 370, na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. A inauguração será acompanhada do vernissage da exposição “Plano Espaço Tempo”, com obras de Isabel Ferreira, e curadoria de Daisy Viola.  A exposição fica no local até o dia 12 de abril, com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    A artista visual Isabel Ribeiro. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    “Nesta exposição temos duas vontades: apresentar a produção da artista, Isabel Ferreira e, o seu atelier, onde criou um espaço de aprofundamento de ideias e práticas artísticas. Um espaço de arte onde poderemos ver, conversar sobre, e fazer arte também. Neste espaço, com dedicação e disciplina no processo criativo, a pintura de Isabel se redimensionou, até se transformar numa verdadeira dança, da artista com telas imensas, baldes de tinta, bastões de pastel oleoso, que diluem as fronteiras entre as linguagens da pintura e do desenho”, revela a curadora Daisy Viola.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    A arte que instiga os sentidos é produzida a partir deles. Em uma catarse artística, Isabel produz suas obras e sua cura. Ela começou sua carreira artística depois dos 55 anos de idade. Em 2017, foi estudar no Atelier Livre Xico Stockinger onde fez inúmeros cursos. Buscava de maneira incansável o seu fazer artístico. Em suas referências estão nomes como Iberê Camargo, Carlos Vergara, Jackson Pollock, Cy Twombly, Brice Marden, entre outros, assim como métodos, misturas de tintas e materiais.

    Durante a pandemia, a artista deixou de lado seu espaço delimitado, pinturas emolduradas e criou seu atelier. Sozinha, buscou a cura, a necessidade de se expressar e, por meio de sua pintura e desenhos, redimensionou a figura e desconstruiu o modelo tradicional da pintura. Isabel deixou de lado o cavalete e passou a ocupar superfície firmes, planas, que podem ser desde painéis de madeira fixados na parede até o próprio chão. Assim, começou a desenvolver, através das dimensões de seu gesto, obras em telas ou papéis em grandes dimensões.

    “Seu corpo mergulha na tela e nas tintas, rompendo os limites do espaço através do movimento exaustivo e espontâneo de seus gestos. Suas pinturas e desenhos transitam no limite entre o moderno e o contemporâneo, entre a figura e a fantasia. A artista trabalha de forma autoral, com cores fortes, contrastantes, pinceladas marcantes, gestos determinantes e grossas camadas de tintas que valorizam a expressividade”, ilustra Daisy.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Nessa trajetória destacam-se séries como “Dimensões do Gesto”, “Meus Tons”, “Rastros”, com pinturas livres de molduras, em que a artista expressou sua criatividade com toda sua alma e dimensões do seu gesto, com obras que integram a exposição “Plano Espaço Tempo”.

    Casa de Amor e Arte

                  A intensidade visceral impressa nas obras de Isabel Ferreira também está representada no seu atelier e espaço expositivo, que vai funcionar como uma espécie de “coworking da arte”, com um ambiente que convida ao fazer artístico e carrega sua história de amor em uma área total de 300 metros quadrados.

                   A casa havia sido residência da “Dona Filhinha” e de Seu Pedro, sogros da artista Isabel Ferreira. “Ela traduz uma história de vida em paredes com luz e cor. Desde a juventude e seu riso até a velhice com a saudade e a hora de partir. Primeiro ele e, tempos depois, ela. Aqui viveram diferentes aspectos necessários para a evolução da vida, como solidez e estabilidade, mas também a emoção da transformação do pensamento e da paixão, que representam a natureza e a existência humana”, observa Daisy Viola.

                 A história continuou com o filho Airton e seu amor, Isabel, que começou a ocupar uma parte do espaço, para realizar seu trabalho de arte, como ateliê de desenho e pinturas. Agora, a casa é transformada num lugar de fazer, pensar e mostrar arte, com salas de exposições, um jardim refeito com capricho, ateliê, cozinha para café e conversa e espaço para o convívio com arte, ideias e sonhos. Uma casa para troca de saberes e experiências, neste lugar que carrega histórias de vidas e afetos.

    Serviço:

    Exposição “Plano Espaço Tempo” e inauguração do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 15h às 18h

    Visitação: 12 de março a 12 de abril – com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    Endereço: Rua Congo, 370 – Vila Ipiranga – Porto Alegre

  • Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios

    Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios

    Exposição “ELAS”, que apresenta obras de Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes, tem vernissage no sábado, 11 de março. 

    A mulher lança olhares e desperta olhares. Na visão dos artistas, as interpretações se multiplicam. São simbólicas, pictográficas, sensuais ou poéticas. Na exposição “ELAS”, que será inaugurada no sábado, 11 de março, no Espaço Cultural Correios, esse universo feminino plural estará representado por quatro artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes. São mais de 90 obras em diferentes expressões das artes visuais que revelam a essência e algumas das diversas faces e fases da mulher. A exposição fica em cartaz até o dia 15 de abril, com entrada franca.

    A fotógrafa Anelise Ferreira – Acervo Pessoal/ Divulgação
    Flor da Pele – Anelise Ferreira/ Divulgação

    A artista Anelise Ferreira enxerga nas flores e folhas secas uma potencial relação com a passagem da vida e as histórias que estão desenhadas no nosso corpo.  Com uma trajetória reconhecida na fotografia e na educação, Anelise leva para o Espaço Cultural Correios a série “Flor da Pele”, um convite à reflexão sobre o ser mulher.

    Séries urbanas- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação
    Olhares urbanos- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    O premiado fotógrafo Gutemberg Ostemberg destacou a mulher real – e, ao mesmo tempo, poética, em sua obra. Com imagens em preto & branco, o artista, que tem em sua trajetória a participação em mostras e premiações nacionais e internacionais, revela olhares de doçura, de leveza, de melancolia e de expressividade em sua obra.

    O fotógrafo Laercio de Meneses/ Autorretrato/ Divulgação

    Com um amplo percurso na arte, Laércio de Menezes, por sua vez, apresenta uma visão que aponta para o futuro na técnica, sem perder a sensibilidade do olhar. A partir do tema “Beleza”, o artista usa sobreposições de imagens em uma composição contemporânea e colorida, que leva a uma mulher meio humana, meio utópica, com efeitos que questionam o ideal de perfeição feminina.

    Foto – Marina de Menezes/ Divulgação
    Foto de Marina de Menezes/ Divulgação

    Por outra perspectiva, a artista Marina Menezes se vê envolvida na história de sua “musa”, e parte em busca de uma imagem que possa contar sua história de coragem e personalidade única. Na exposição, Marina revela suas descobertas e pesquisas em fotografia, uma das técnicas que desenvolve, ao lado das montagens, desenho, pintura e decupagem.

     Serviço:

    Exposição “ELAS”

    Artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes 

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 11h às 17h

    Visitação: 11 de março a 15 de abril – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

  •  A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul

     A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul

    Higino Barros

    A Confeitaria Maomé, conhecida em Porto Alegre pela qualidade de seus produtos, ambiente e atendimento, tem abrigado nos últimos tempos exposição fotográficas com o que há de melhor nessa área no Rio Grande do Sul. Nessa sexta-feira, dia três, ela abre às 18h30 uma mostra que tem como tema a cidade de Paraty, no litoral fluminense.

    O significado de Paraty, na língua dos índios Guainás, quer dizer “alagado de mar, pequeno golfo ou jazida do mar”, segundo Teodoro Sampaio, em sua obra O Tupi na Geografia Nacional. A exposição tem obras de cinco fotógrafos:
    Ale Freitas, Fernanda Virmond, Gutemberg Ostemberg, Jorge G. Lansarin e William K. Clavijo. A curadoria da mostra é do fotógrafo e apaixonado por Paraty, Fernando Pires que no texto abaixo discorre  sobre a importância do local na história do Brasil e o olhar dos fotógrafos expositores sobre a cidade.

    Uma vila chamada Paraty

    “Entre as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo existe um refúgio, uma “Villa chamada Paraty”

    As fotografias desta exposição apresentam Paraty, uma cidade de beleza peculiar, que antigamente era reduto de índios Guaianás ou Guaianases. Também, porque foi justamente através das trilhas dos Guaianases, posteriormente chamadas de Caminho do Ouro, que Paraty vivenciou as suas eras de apogeu. “A Vila de Paraty teve, nos primeiros séculos de sua história, uma importância estratégica no cenário histórico brasileiro”.

    Foto: Gutemberg Ostemberg/ Divulgação.

    Foi pelo seu porto, que escoava o ouro e as pedras preciosas vindas das Minas Gerais, e que partia para a Europa e por onde também passavam: ouro, café, cana, especiarias e africanos escravizados. Isolada por quase um século, o conjunto urbano de Paraty, hoje chamado Centro Histórico, com as suas trinta e três quadras, número relacionado à maçonaria, parou no tempo. Para a UNESCO, trata-se do município com “o mais íntegro conjunto arquitetônico brasileiro representativo da arquitetura dos séculos XVII ao XIX”.

    Casario de Paraty. Foto: Willian Clavijo/ Divulgação

    Graças à preservação do seu patrimônio cultural, tornou-se, a partir da segunda metade do Séc. XX, um destino cultural e turístico, um refúgio perfeito entre a Serra do Mar e o Atlântico. Isso ocorreu também devido à construção das rodovias Paraty-Cunha e com mais ênfase com a Rio-Santos, quando Paraty passa a viver basicamente, além da pesca e comércio em geral, da principal fonte de sua nova economia – o turismo. Reconhece-se a preservação do seu patrimônio cultural através das suas artes, os seus estilos de vida – a gastronomia, a música e também o seu patrimônio natural – 61 praias, 65 ilhas, centenas de cachoeiras e cinco unidades de conservação de Mata Atlântica: Área de Proteção Ambiental do Cairuçu – APA Cairuçu, onde está a Vila da Trindade, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga e o Parque Nacional da Serra da Bocaina. E ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, Paraty é Mata Atlântica por todo lado.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    A condição especial de Patrimônio Misto conquistada recentemente em conjunto com Ilha Grande, já era reivindicado há mais de uma década por Paraty, principalmente pelo seu Patrimônio Imaterial – valorização dos conhecimentos tradicionais mantidos na cidade e nas suas comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas e caiçaras) que tanto acrescentam a sua diversidade cultural.

    Foto de Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    Polo turístico de fama internacional, o seu conjunto arquitetônico no Centro Histórico apresenta sutilezas históricas, memórias e lendas singulares extremamente interessantes, como os símbolos enigmáticos estampados nas fachadas de inúmeros sobrados, o rebaixamento do meio fio de algumas ruas, que permite até hoje a entrada e saída das águas do mar. Entrar então no Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, retornar ao século XVIII, cruzando uma fronteira onde o tempo e a velocidade mudam, pois até o caminhar é obrigatoriamente sereno/tranquilo, apropriado às pedras “pés-de-moleque” de suas ruas. É possível avistar dos telhados de algumas propriedades, os detalhes arquitetônicos chamados de eira, beira e tribeira, de onde se originou o ditado popular “sem eira e nem beira”, ou seja, aquele sujeito que “nada tem”, pois os moradores com muita posse possuíam a “tribeira” em seus telhados, que tratava-se em séculos passados de um “sinal superior de riqueza”.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    Ao caminhar pelo Centro Histórico de Paraty experimenta-se não só os espaços, os aromas, a sonoridade de uma cidade do interior, mas também a energia dos seus sujeitos, sejam eles paratienses ou paratianos.”

    Fernando Pires

    Paratiense | Fotógrafo | Curador

     

  • “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023

    “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023

    No mês dedicado à Mulher e na data de aniversário do Chapéu Acústico, a Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dará protagonismo às
    mulheres negras, na voz e interpretação da cantora jazzista Marguerite Silva Santos e banda. O
    evento será dia 7 de março (terça), às 19h, na BPE.
    Além da cantora, estarão no palco do Salão Mourisco os músicos Gilberto Oliveira (guitarra e
    arranjos), Cleômenes Junior (sax tenor e flauta transversa), Bruno Vargas (contrabaixo
    elétrico), Mel Souza (piano) e Luke Faro (bateria), com as participações especiais da escritora e
    poetisa Lilian Rocha e da sambista Maria do Carmo Carneiro.
    Marguerite conta que o show, especial alusivo ao dia Internacional da Mulher, revisitará a
    década de 1960, “onde ser bossa era mole. Difícil, na vida e na música, era ter bossa e ser negra. Para ela, a Bossa Nova é uma tentativa amorosa de desfazer este equívoco social que
    ainda persiste em algumas consciências, numa proposta musical que unifica estes corpos
    negros para que o público se sinta num mundo onde a sensação de opostos seja mais uma das
    tantas ilusões da humanidade”, explica.
    O show “A Bossa Nova Negra” traz afinidades entre samba e jazz, em repertório de alta
    qualidade, mesclando os estilos urbanos com a africanidade nagô brasileira. “O repertório
    deste inédito show é o grande trunfo”, garante a jazzista.

    Chapéu Acústico
    O projeto acontece desde 29 de setembro de 2016, na BPE, com produção de Marcos
    Monteiro e já contou com mais de 180 apresentações, com artistas locais e estrangeiros, nos
    gêneros jazz, música popular, bossa nova e choro, trazendo novidades e músicos consagrados.
    A curadoria musical feminina é de Ro Lopes.

    Sobre a cantora
    Marguerite Silva Santos é cantora Jazzista, bacharelanda em Música Popular (UFRGS), e
    professora de canto e práticas vocais. Natural de Porto Alegre, começou a estudar música
    ainda na infância, cantando na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Ao longo de sua carreira
    participou de diversos musicais e óperas, atuando em peças de Mozart, Bach, Puccini, George
    Gershwin, Andrew Lloyd Webber, entre outros. É idealizadora do Projeto Concerto Ébano e
    Marfim. Sua paixão é o Jazz mas por quatro anos cantou em harmonias das escolas de samba
    do carnaval de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Com sua voz doce e marcante, Marguerite Silva
    Santos despontou no cenário musical gaúcho como uma das mais talentosas artistas da nova
    geração de cantoras do Sul. Elogiada por críticos, artistas e pelo público, Marguerite Silva
    Santos constrói sua carreira de forma sólida, pela força das raízes, junta cores e ritmos que
    unem o RS e a África Negra, desde que o jazz é jazz e une também o samba que é primo do
    jazz. Sua arte edifica o interesse de um território musical sem fronteiras, com o estilo próprio
    dela. Marguerite é uma cantora versátil e em seus repertórios estão presentes o Negro
    Spiritual, Jazz, R&B e o Samba, vertentes que compõem o pensamento musical negro.

    Ficha Técnica do Show
    Voz: Marguerite Silva Santos
    Guitarra e arranjos: Gilberto Oliveira
    Piano: Mel Souza

    Sax tenor e flauta transversa: Cleômenes Junior
    Contrabaixo elétrico: Bruno Vargas
    Bateria: Luke Faro

    Serviço
    O Quê: Chapéu Acústico “A Bossa Nova é Negra”, com Marguerite Silva Santos
    Quando: 7/03
    Horário: 19h
    Onde: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Porto Alegre)
    *Entrada livre, mediante contribuição espontânea. O número de vagas é limitado

    Produção
    Marcos Monteiro

    Realização
    Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
    Secretaria de Estado da Cultura

    *Com Assessoria de Comunicação da BPE.

  • Feminicídio, tema da nova exposição da artista visual Graça Craidy

    Feminicídio, tema da nova exposição da artista visual Graça Craidy

     

    De 3 a 31 de março, a artista visual Graça Craidy apresenta a mostra “Manifesto Antifeminicídio”, a convite da Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), no Átrio do Foro II de Porto Alegre.  As obras denunciam a escalada do feminicídio no país, incluindo o Estado, e buscam conscientizar a sociedade para a gravidade do problema.

    A artista e uma das obras do Manifesto Antifeminicida. Fotos: Carlos Souza/ Divulgação

    Entre as pinturas da mostra estão, por exemplo, retratos de noivas mortas, com véu e grinalda e buquê de flores nas mãos, de 1m x 0,70, em acrílica sobre papel; um políptico (quatro peças) apresenta uma noiva no leito de morte; um tríptico é inspirado no conto gótico Plantação de Mulheres Mortas, da escritora Lélia Almeida, cujo texto faz parte da expografia.

    A artista explica que produziu a série “baseada na figura icônica da noiva que representa aqui o sonho de felicidade eterna interrompido brutalmente pelo ato machista e criminoso do feminicídio”. Para ela, “é preciso desglamurizar o casamento como um espaço intocável de harmonia e o ciúme como sinal de amor e alertar as mulheres para o perfil de marido ou companheiro que escolhem, para que fiquem atentas aos sinais de violência e agressividade e saibam se proteger e aos seus filhos”.

    Noiva deitada no chão. -Divulgação

    No papel de artista e ativista – “artivista”, como diz -, Graça monta exposições com a temática da violência contra a mulher desde 2015, já tendo exibido as mostras “Até que a morte nos separe”, “Livrai-nos do Mal”, “Estupro” – duas obras dessa coleção integram o acervo do MACRS – e “Feminicidas”.

    Entre outras atividades ao longo da carreira, Graça frequentou cursos de pintura em Florença, Roma e Miami; fez individuais na Itália e no Rio de Janeiro; participou de coletivas no México e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

    .Noiva cadáver II – Divulgação

    Graduada em Comunicação, ex-redatora publicitária, ex-professora de Processo Criativo da ESPM-Sul, autora de livro e engajada nas causas feministas, a artista  assina também o texto intitulado Manifesto Antifeminicídio, ilustrado com o rosto de uma das noivas mortas. Panfletos com o conteúdo estarão à disposição dos visitantes da exposição, que será aberta às 19h do dia 3/3. Diz o Manifesto Antifeminicídio:

    “Parem de matar nossas mulheres. Parem de matar nossas mães. Parem de matar nossas avós, irmãs, tias, primas, amigas. Parem de nos matar. Nós não somos suas propriedades. Nós não somos suas escravas. Nós não somos suas inferiores. Está na Constituição. Somos iguais aos homens. Mesmos direitos. Mesmos deveres. Não, não e não, homem, você não é a cabeça da mulher. Toda mulher tem a sua própria cabeça. É autônoma. Livre. Dona do seu nariz. Do seu corpo. Quer que a sua mulher fique com você? Faça por merecer.

    Ninguém vai embora de onde existe amor, respeito, lealdade. Reconstruir a vida com outras pessoas pode ser a melhor saída para a felicidade de um casal que não vive bem. E para seus filhos, também. Aceite. Amor não é obrigação. Amor é colheita.

    Desespero de vítima- Divulgação

    Dados 

    O Brasil, lamentavelmente, ocupa uma das primeiras posições no ranking do feminicídio no mundo. Conforme estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2022), “os últimos quatro anos foram marcados pelo crescimento contínuo das mortes de mulheres classificadas como feminicídio pelas Polícias Civis dos Estados e Distrito Federal. Com base no número de mulheres vitimadas no 1º semestre de cada ano, desde 2019 a 2022, identificou-se aumento de 8,6% dos feminicídios. A saber: 631 registros em 2019; 664 em 2020; 677 em 2021; e 699 em 2022″.

     

    Grito de agredida- Divulgação

    O Fórum “alerta sobre a urgência na priorização do tema no campo das políticas públicas de garantia de direitos e sobre o crescimento de 10,8% dos feminicídios se comparados dados do 1º semestre do ano de 2019, anterior à pandemia de Covid-19, com dados do mesmo período de 2022.”

     

    Noiva cadáver III- Divulgação

    No Rio Grande do Sul, estado da artista, que vive e tem ateliê em Porto Alegre, por exemplo, foram registrados no ano passado 106 casos de feminicídio, segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o que corresponde a um crime cometido a cada 3,4 dias. Houve aumento de 10,4% em relação a 2021, quando ocorreram 96 mortes de mulheres por questão de gênero. Nos últimos cinco anos, o maior número de feminicídios (116) aconteceu em 2018, e o menor (80), em 2020. Em janeiro passado, foram cometidos 9 feminicídios e 24 tentativas de feminicídio. No período foram concedidas 15.793 medidas protetivas a mulheres e efetivadas 2.391 prisões de suspeitos de violência doméstica.

    SERVIÇO

    Exposição “Manifesto Antifeminicídio”, da artista Graça Craidy

    Local: Átrio do Foro II de Porto Alegre, Rua Manoelito de Ornellas 50, Praia de Belas

     Abertura: 3 de março de 2023, às 19h

     Período de visitação: até 31 de março de 2023

    Horário: de segunda a sexta, das 13h às 19h

    Entrada gratuita 

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Grupos instrumentais gaúchos participam de festival dedicado ao jornalista Paulo Moreira

    Grupos instrumentais gaúchos participam de festival dedicado ao jornalista Paulo Moreira

    Primeira edição do Festival Paulo Moreira vai reunir mais de 15 grupos de música instrumental do RS

    As apresentações vão ocorrer de 2 a 5 de março, no Café Fon Fon, Espaço 373, Gravador Pub e Sala Jazz Geraldo Flach. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde do jornalista

    Nos dias 2, 3, 4 e 5 de março, Porto Alegre será agitada com um festival instrumental totalmente dedicado ao jornalista Paulo Moreira. Criado por um grupo de amigos, o projeto foi prontamente abraçado por espaços culturais e artistas da cena gaúcha. A primeira edição contará com grupos das mais variadas vertentes. O Café Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach (2, 3 e 5 de março respectivamente) receberão duas bandas por noite. A primeira se apresenta às 20h30, e a segunda às 21h30. No dia 4 (sábado), o Gravador Pub abrirá suas portas às 14h para uma maratona musical até o final da noite.

    O festival contará, também, com o apoio do cartunista Fraga, que doará obras para venda; dos fotógrafos Daisson Flach, Douglas Fischer e Nilton Santolin, da Atmosfera Produtora; de Texo Cabral e da Reverber Produtora, que farão as captações de áudio e vídeo das apresentações no Gravador, e do Person Piano.

    Os ingressos por noite no Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach custam R$ 35; a maratona no Gravador custa R$ 25 antecipado e R$ 30 na hora e o passaporte para as quatro noites R$ 110, todos já disponíveis nas redes do Gravador Pub. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde de Moreira. Quem não for aos shows e quiser doar qualquer valor, o PIX é 01510705040 (CPF/ Roberta Brezezinski Moreira).

    Nos mais de 40 anos de carreira, Paulo Moreira dedicou a maior parte à produção, redação e radiodifusão de conteúdos musicais. Atuou na Rádio 102 FM, de 1994 a 1996, produzindo o programa Jam Session, apresentado por Ruy Carlos Ostermann. De 1997 a 1999, exerceu crítica de música e cinema no jornal Correio do Povo. Realizou cursos sobre História do Jazz e do Rock durante quatro anos dentro da programação do StudioClio. Produziu e apresentou o programa Sessão Jazz na rádio FM Cultura, por quase 20 anos, e nos últimos anos na rádio online salvesintonia.com, além do projeto Audições Comentadas, no Instituto Ling.

    PROGRAMAÇÃO
    2 de março | Quinta-feira
    Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22 – Bairro Farroupilha)
    20h30 – Quarteto Fon Fon
    21h10 – Intervalo
    21h30 – Grupo formado por Claudio Sander, Júlio “Chumbinho” Herllein Paulo Dorfman, e Thiago Colombo

    3 de março | Sexta-feira
    Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    20h30 – Marmota Jazz, com a participação especial de Nicola Spolidoro
    21h10 – Intervalo
    21h30 – James Liberato

    4 de março | Sábado
    Gravador PUB (Rua Conde de Porto Alegre, 22 – Bairro São Geraldo)
    Abertura da casa: 14h
    Grupos musicais – Antonio Flores, Conjunto Bluegrass Porto-alegrense, Corujazz, El Trio, Funkalister, Hard Blues Trio, Instrumental Picumã e a participação especial de Pirisca Grecco, Marcelo Corsetti Trio, Quartchêto e Paulinho Fagundes

    5 de março | Domingo
    Sala Jazz Geraldo Flach
    20h30 – João Maldonado Trio
    21h10 – Intervalo
    21h30 – Luciano Leães, Cristian Sperandir e Paulinho Cardoso em um show montado especialmente para Paulo Moreira

  • Abertura de inscrições para festival que faz de Porto Alegre capital mundial do balé

    Abertura de inscrições para festival que faz de Porto Alegre capital mundial do balé

    O 3ºFIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre está confirmado para 6 a 11 de junho no Theatro São Pedro.

    Inscrições para a mostra competitiva começam nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, e estão abertas para bailarinos de 10 a 25 anos.

      Destaques ganham bolsas nacionais e internacionais.

    Os olhos do mundo se voltam para os talentos latinos da dança. O FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre confirma sua representatividade no ballet mundial e prepara sua terceira edição. O festival será realizado de 6 a 11 de junho no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. As inscrições para a mostra competitiva abrem nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, e estarão disponíveis até o dia 30 de abril no site: www.festivalonline.com.br.

    “Durante o FIDPOA, o Brasil vira vitrine internacional da dança e os grandes nomes dos principais ballets do mundo vêm para cá para conhecer, se encantar e prospectar nossos talentos”, destaca a idealizadora e coordenadora geral Carlla Bublitz.

    Carlla Bublitz, idealizadora do Festival – Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Nas duas edições anteriores, realizadas em 2018 e 2019, o FIDPOA contou com mais de 3 mil participantes de todo o Brasil e de países vizinhos. Os jurados e convidados representaram 12 países, entre eles nomes como a ícone da dança Cynthia Harvey (Nova York), Stanislav Belyaevsky (São Petesburgo), Ghislain de Compreignac (Paris), e Robert Garland, diretor artístico do Dance Theatre of Harlem (NY). Ao todo, foram distribuídas mais de 260 bolsas internacionais e 70 bolsas nacionais, com premiações de cerca de US$ 150 mil em bolsas de estudo e prêmios especiais.

    O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio do Conselho Brasileiro da Dança – CBDD, patrocínio de Icatu e Rio Grande Seguros, Companhia Zaffari e realização do Ballet Vera Bublitz, Ministério da Cultura, Governo Federal.

    As seletivas

    A Mostra Competitiva FIDPOA está aberta para bailarinos e estudantes de dança de todas as nacionalidades de 10 a 25 anos. A premiação vai revelar os melhores em quatro estilos: Ballet Clássico de Repertório, Dança Contemporânea, Neoclássico e Danças Livres (que podem incluir modalidades como Jazz, Street Dance, Dança de Salão, entre outras). Para crianças de 6 a 10 anos, haverá um momento especial, a Maratona Kids, com oportunidades para elas experimentarem diversos tipos de dança com grandes profissionais.

    Rui César Cruz – Melhor Bailarino FIDPOA 2018 e 2019 . Foto: Karine Viana/ Divulgação

    As categorias estão divididas em variação masculina ou feminina, duo, trio, Pas de Deux, Grand Pas de Deux e Conjunto. Estão distribuídas ainda por critério de idade: júnior (de 10 a 12 anos), juvenil (de 13 a 15), adulto (de 16 a 18) e avançado (de 19 a 25). Na modalidade de Danças Livres, podem se inscrever apenas conjuntos, com quatro a 20 participantes, e idades entre 10 e 35 anos. “Ao abrir espaço para várias manifestações da dança, tornamos o festival mais inclusivo e diversificado e trazemos a esses grupos uma oportunidade de visibilidade internacional, já que os jurados representam os principais polos da dança no mundo”, observa Carlla Bublitz.

    A seleção da Mostra Competitiva FIDPOA será realizada por vídeo a ser enviado, juntamente com os dados da inscrição, pelo link: www.festivalonline.com.br. Os vídeos devem ser encaminhados por link público do Youtube. A seleção será feita por uma banca avaliadora que vai levar em conta critérios como artisticidade e técnica, adequação da escolha de repertório e desenvolvimento coreográfico. Os resultados gerais, com os nomes dos selecionados, serão revelados no dia 2 de maio. Os selecionados apresentarão suas coreografias para jurados internacionais.

    BALLET ARRJ – Foto: Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança terá abertura oficial com uma grande gala no dia 6 de junho e a mostra competitiva será realizada durante o período de 7 a 10 de junho. No dia 11, a programação será marcada pelo evento de premiação e pela divulgação dos vencedores, que ocorrerá no período da tarde. Já, à noite, ocorrerá a gala de encerramento do festival com a participação de bailarinos convidados e a reapresentação das coreografias vencedoras da terceira edição.  A próxima edição do FIDPOA está prevista para 2026.

    3º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 6 a 11 de junho
    Local: Theatro São Pedro
    Inscrições para a Mostra Competitiva: www.festivalonline.com.br.
    Período: de 6 de fevereiro a 30 de abril
    Instagram: @fidpoafestival

     *Com Assessoria de Comunicação