Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Rafael Guimaraens lança edição revisitada de Tragédia da Rua da Praia 

    Rafael Guimaraens lança edição revisitada de Tragédia da Rua da Praia 

    Na semana comemorativa aos 251 anos de Porto Alegre, o escritor e jornalista Rafael Guimaraens 
    lança a 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023). O evento literário, marcado para o dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas, integra a programação do Festival Histórias do Paralelo 30. Antes da sessão de autógrafos, o autor participa do painel Literatura de realidade: Porto Alegre como tema, com mediação do jornalista Matheus Machado na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48).
    Rafael Guimaraens e Matheus Machado Foto Aline More/ Divulgação

    Tragédia revisitada

    O livro, em sua 3ª edição, conta um episódio marcante em setembro de 1911, nas palavras do autor: “Um audacioso assalto assombra Porto Alegre. Quatro estrangeiros misteriosos deixam um rastro de joias, dinheiro e sangue. Uma fuga alucinada pelas ruas do Centro da cidade. A pé, de carruagem, de bonde, na carroça do leiteiro. Gritos e correrias. A polícia no encalço dos quatro foragidos. Os jornalistas perseguem notícias. O pânico tumultua o cotidiano. Um problema para o governo. Um fôlego para a oposição. O crime vai para o centro da disputa política, para as discussões nos cafés. Competição de manchetes. Tropas em prontidão. Prisões em massa. Os anarquistas em alerta. Os judeus relembram pesadelos. História secretas vêm à tona. Cenas cinematográficas. Um filme sobre o crime é produzido em poucos dias. Metade natural, metade ficção. Tiros e takesTragédia da Rua da Praia é um caso de polícia. E de cinema”. Com nova capa e vinhetas de Edgar Vasques.

     

    Lançamento da 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023), de Rafael Guimaraens no Festival Histórias do Paralelo 30

    Dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas

    Livraria Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48

    Painel Literatura de realidade – Porto Alegre como tema

    Porto Alegre é pródiga em conservar histórias insólitas ou surpreendentes, escondidas ou esquecidas no tempo, à espreita de quem as conte. Com Rafael Guimaraens e mediação de Matheus Machado.

    O escritor RAFAEL GUIMARAES. Foto Aline More/ Divulgação
    Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Tem uma produção autoral de livros sobre fatos marcantes de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, solidificando sua presença nos setores histórico e cultural.
    Com “Tragédia da Rua da Praia”, de 2005, recebeu o prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, na categoria melhor narrativa longa – este livro teve uma versão em quadrinhos com Edgar Vasques. Seguiram-se “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), e “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009), vencedor do prêmio Açorianos nas categorias Especial e Livro do Ano. Com “A Enchente de 41” recebeu em 2010 o Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), como melhor livro de não-ficção. Com “O Sargento, o Marechal e o Faquir” (2016), foi novamente agraciado com o Prêmio da AGES, desta vez na categoria Especial, e com “20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017) ganhou o Prêmio Minuano de Literatura. Publicou “Fim da Linha – Crime do Bonde” em 2018 e no ano seguinte “O Espião que Aprendeu a Ler”, vencendo seu terceiro Prêmio AGES, desta vez em melhor narrativa longa. Em 2021, recebeu menção honrosa do Prêmio Açorianos com “1935”, também na categoria narrativa longa. E, em 2022, lançou “O Incendiário”. Todos esses títulos e os demais foram publicados pela editora Libretos. Em 2022 recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre por sua contribuição ao jornalismo e à literatura, refletida em sua obra dedicada à memória da cidade.

    Matheus Machado é jornalista com passagem pelo rádio e veículos onde atuou como crítico de cinema e redator. Atualmente, trabalha com podcasts, tema com o qual pretende desenvolver pesquisas científicas a partir da sua monografia, intitulada “A estética narrativa do Praia dos Ossos: uma contribuição para a análise de podcasts”.

    * com Assessoria de Comunicação
  • Exposição inédita reúne 160 obras de Athos Bulcão em Porto Alegre

    Exposição inédita reúne 160 obras de Athos Bulcão em Porto Alegre

    Marcia Turcato

    O Farol Santander apresenta pela primeira vez em Porto Alegre obras de Athos Bulcão, um artista
    completo. Seu trabalho experimentou o desenho, pintura, painéis, vestimentas e paramentos litúrgicos. Sua grande marca é a integração da arte na arquitetura, como mostram os muros escultóricos do Congresso Nacional e também do Hospital Sarah Kubitschek, onde o artista faleceu aos 90 anos, vítima do Mal de Parkinson, em Brasília, em 2008.
    A exposição Athos Bulcão no Farol Santander faz um recorte desta fabulosa e extensa obra. Mais de 160 obras do artista podem ser visitadas no mezanino do prédio e também na área externa, permitindo uma ampla experiência para o público. O conjunto destaca pinturas, projetos e desenhos, peças gráficas, painéis de azulejos, fotomontagens, máscaras e objetos do período de
    1940 a 2000.
    Três jogos de diferentes padrões de azulejos criados pelo artista, estão em uma das salas do mezanino, e permitem que o público tenha a experiência de criar sua própria obra de arte. Na área externa, dois cubos com fachadas de azulejos de diferentes cidades do Brasil e do exterior,
    chamam o público para conhecer o trabalho de Athos no interior do Farol. Como dizia o próprio artista, “a arte existe para impactar, para provocar as pessoas”.
    O legado doado pelo artista está preservado na Fundação Athos Bulcão, em Brasília. Este acervo inclui as criações de ateliê – desenho, pintura, gravura, fotomontagem, objetos, o trabalho gráfico em jornais, revistas, livros e capas de discos. Athos se destacou em seu diálogo direto com a
    arquitetura, mas sua obra vai muito além disto.
    Nascido no bairro carioca do Catete em 1918, Athos seguiu o roteiro obrigatório daquela época para jovens ricos ou de classe média, estudar Medicina, Engenharia ou Direito. No seu caso, ficou com a primeira opção, mas abandonou o curso em 1939 para se dedicar à arte. Em 1948 recebeu
    uma bolsa de estudos do Governo Francês e foi estudar em Paris. Retornou ao Brasil em 1949, e em 1952 foi admitido no serviço de documentação do Ministério da Educação e Cultura, e mais tarde passou a colaborar em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, com quem fez parceria nas obras de construção de Brasília e também com o premiado arquiteto João Filgueiras Lima.
    Em 2018, uma grande exposição em Brasília foi organizada para marcar os 100 anos do fantástico
    artista, que teve a capital da República como o principal cenário de suas obras monumentais.

    A iniciativa do Farol Santander Porto Alegre traz de volta ao cenário cultural a variada obra de Athos Bulcão, um artista que atravessou o século sempre empolgando o público e os críticos.
    A curadoria da exposição Athos Bulcão é de Marília Panitz e André Severo e a produção é de Daiana Castilho Dias, presidenta do IPAC- Instituto de Pesquisa e Promoção da Arte e Cultura.
    Agenda
    No âmbito da exposição de Athos Bulcão será realizada uma série de atividades no Farol Santander para aproximar ainda mais o público da obra do grande artista. Para participar, as inscrições podem ser feitas no portal do centro cultural https://www.farolsantander.com.br/#/poa/
    e também no endereço athosbulcao.4artproducoes.com.br
    Dia 27/03 às 19h
    Bate papo do artista plástico, professor e psicanalista Carlos Lin com professores.
    Dia 29/03, às 19h
    Encontro com os curadores Marília Panitz e André Severo. Marília Panitz é mestre em arte contemporânea, teoria e história da arte pela Universidade de Brasília (UnB) e desde 2001 trabalha com projetos de curadoria. André Severo, ex-diretor do Farol Santander, é  curador, produtor cultural e artista, trabalha com várias técnicas, incluindo fotografia, instalação, performance e filme.
    Dia 30/03 às 19h
    Encontro com os curadores e a convidada Maria Ivone dos Santos, artista e pesquisadora, professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAV-UFRGS). Maria Ivone desenvolve e orienta pesquisas com foco em processos artísticos que transitam entre arte e arquitetura, urbanismo, geografia e literatura.

  • Hebe Tabachnik ministra master class sobre festivais do setor audiovisual em tempos pós-pandêmicos 

    Hebe Tabachnik ministra master class sobre festivais do setor audiovisual em tempos pós-pandêmicos 

     

    Evento ocorre durante o Encontro dos Festivais Ibero-americanos de Cinema, promovido pela Fundacine em parceria com a Cinemateca Capitólio, entre os dias 23 e 27 de março, em Porto Alegre

    A demanda por conteúdo, ferramentas criativas revolucionárias e formas híbridas de entregar  histórias se expandiram exponencialmente após o período crítico de pandemia de Covid-19 e passou a exigir formas criativas de se alcançar o público da sétima arte. O assunto será tema da Masterclass Virtual “Festivais de cinema pós-pandemia: mudanças, evolução e desafios”, que ocorre no próximo dia 22 de março, às 18h, via plataforma Zoom, dentro da programação do  1º Encontro dos Festivais Ibero-americanos de Cinema (EFIC), promovido pela Fundação Cinema RS (Fundacine) em parceria com a Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, entre os dias 23 e 27 de março, na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico), em Porto Alegre.

    Ministrada pela produtora cinematográfica e curadora de festivais de cinema Hebe Tabachnik, a masterclass virtual irá abordar (em idioma espanhol), principalmente, as formas possíveis de adaptação e sustentabilidade para diversidade e inclusão, além de traçar possibilidades de se nutrir os indivíduos e as comunidades e ampliar a experiência de ir a um festival de cinema, fazendo isto relevante, provocador, e ao mesmo tempo inspirador e divertido. As inscrições para esta atividade, em especial, devem ser feitas via google forms (link disponível na bio da página da Fundacine no Instagram, e também no site da instituição).

    Ainda nos próximos dias, uma série de profissionais do setor audiovisual de países onde o idioma predominante é o português ou espanhol deve desembarcar em Porto Alegre para participar desta primeira edição do EFIC. O evento tem como objetivo promover ações de formação, conexões criativas e negócios para o segmento e reunirá na capital gaúcha diversos organizadores, produtores, curadores, críticos, programadores, diretores artísticos e gerentes dos principais festivais cinematográficos realizados no cenário ibero-americano.

    Dentre as presenças confirmadas estão representantes de festivais como DocLisboa, Cine Ceará, Festival do Rio, Festival de Guadalajara, DocMontevideo, FRAPA, Festival de Cinema de Gramado, FAM, Mostra de SP, BAFICI, Olhar Festival Internacional de Cinema de Curitiba, Mostra Internacional de São Paulo, É Tudo Verdade, Bafici, FicValdivia, Festival de Cinema da Fronteira, Tela Indígena, Fantaspoa, Janela Internacional de Cinema, Santa Maria Vídeo e Cinema. entre outros.

    Além da masterclass virtual,  a programação contará com debates sobre impulsionamento das políticas públicas para o setor audiovisual, incluindo oito painéis temáticos de capacitação, seguidos de diálogo com representantes de festivais convidados, que estarão apresentando os eventos a partir das suas experiências, seja organização, programação, curadoria ou crítica. Desta forma, o encontro ainda irá oportunizar que os conteúdos produzidos localmente possam ser apresentados a realizadores de festivais nacionais e internacionais. Na grade de atrações, também serão exibidos filmes com relevância no panorama dos festivais ibero-americanos. As inscrições para os painéis também estão abertas (link disponível na bio da página da Fundacine no Instagram, e também no site da instituição).

    A iniciativa conta com financiamento do Pró-Cultura/Sedac-RS e tem patrocínio da CEEE Grupo Equatorial Energia. Também conta com o apoio da Mubi, do Iecine e do Grupo Imobi. A programação completa será divulgada em breve nos sites e redes sociais da Fundacine e da Cinemateca Capitólio.

  • Banda Blackbagual homenageia Bebeto Alves, em “A última vez”

    Banda Blackbagual homenageia Bebeto Alves, em “A última vez”

     

    O show, que acontece no dia 19 de abril, às 20h, terá a participação especial de nomes, como Shana Müller, Duca Leindecker, Flavio Adonis, Gelson Oliveira, Humberto Gessinger, Igor Conrad, Mauro Moraes, Nelson Coelho De Castro, Neto Fagundes, Rodrigo Fishman, Thiago Ferraz e Veco Marques

     

    Todos chegam à última fronteira da vida. Para Bebeto Alves foi em 7 de novembro do ano passado, logo após completar 68 anos. Agora, a banda que o acompanhou por quase 20 anos se prepara para atravessar o último show. No dia 19 de abril, os Blackbagual se reúnem no Theatro São Pedro para homenagear um dos maiores nomes da história da música popular gaúcha. “Pela Última Vez” é o título do espetáculo e, também, do último álbum lançado pelo grupo, em 2020.

    No final dos anos 1970, a música de Bebeto Alves já mostrava as marcas que ainda ressoam. Mas a partir do álbum “Blackbagualnegovéio”, lançado em 2004, as canções ganharam ainda mais peso. Ao encontrar o que chamaria de sua “banda definitiva”, ele encontrou, também, as condições ideais para reunir e ultrapassar todas as fronteiras da sua musicalidade: pop, rock, reggae, samba, milonga, protesto.

    Ao lado de Marcelo Corsetti (guitarra e produção), Luke Faro (bateria) e Rodrigo Rheinheimer (contrabaixo e vocais), Bebeto gravou cinco álbuns, que são a expressão de uma vida inteira dedicada à cultura e às artes. As melodias únicas e as letras, tão contundentes quanto atemporais, registram as muitas partes de um Bebeto Alves maior que si mesmo – o artista capaz de revelar mais e mais vida, mesmo quando a saúde se esvai.

    Longe dos palcos desde o início da pandemia, Bebeto se recuperava de dois AVCs, enquanto também enfrentava um câncer de pulmão. O desejo de fazer um show de despedida foi compartilhado com Marcelo Corsetti no retorno de uma das sessões de quimioterapia. Ele sabia que, ao cruzar a fronteira final, os sonhos seguem vivos. Pela Última Vez é a prova disso. “Será a última dança dessa banda que, orientada pela obra de Bebeto, criou uma sonoridade ímpar para a música no Rio Grande do Sul”, diz Corsetti.

    Blackbagual – Foto Bebeto Alves/ Divulgação

    Os BlackBagual serão acompanhados de outros grandes artistas que influenciaram ou foram influenciados pela música de Bebeto Alves. No palco do Theatro São Pedro estarão companheiros de longa data, como Gelson Oliveira, Mauro Moraes e Nelson Coelho de Castro, além das participações especiais de Shana Müller, Duca Leindecker, Flavio Adonis, Humberto Gessinger, Igor Conrad, Neto Fagundes, Rodrigo Fishman e Thiago Ferraz e Veco Marques.

    Os ingressos custam entre R$80 e R$100, e toda a renda da bilheteria será doada à Associação De Peito Aberto, instituição que auxilia crianças com problemas pulmonares e de asma.

    SERVIÇO
    Os Blackbagual – Pela Última Vez
    Quando: 19 de abril | Quarta-feira | 20H
    Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
    Ingressos: Plateia e cadeira extra: R$100 | Camarote Central: R$90 | Camarote Lateral: R$90 | Galeria: R$80
    Ingressos antecipados no site do Theatro São Pedro: https://teatrosaopedro.rs.gov.br/os-blackbagual

    *Com Assessoria de Comunicação.

  • Concerto de “Rachmaninoff 150″ e recital gratuito com grupos de Câmara, na programação da OSPA

    Concerto de “Rachmaninoff 150″ e recital gratuito com grupos de Câmara, na programação da OSPA

    Neste fim de semana, a agenda da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), terá uma programação dupla. No sábado (18/3), às 17h, a Sala Sinfônica recebe o concerto “Rachmaninoff 150”, que tem como destaques a homenagem ao compositor russo Sergei Rachmaninoff e o solo com dois pianistas. Já no domingo (19/3), às 18h, ocorre o primeiro recital gratuito de 2023, com apresentações de dois grupos de Música de Câmara.

    O maestro japonês Nobuaki Nakata. Crédito: Leandro Rodrigues /  Divulgação

    Sobre o concerto “Rachmaninoff 150”

    O compositor e pianista russo Sergei Rachmaninoff é destaque neste sábado (18/03), na Casa da OSPA. O segundo concerto da temporada homenageia um dos pianistas mais influentes do século XX, como uma referência ao seu 150º aniversário. Sob regência do maestro japonês Nobuaki Nakata, os músicos interpretam “Danças Sinfônicas”. O evento será na Sala Sinfônica da Casa da OSPA, às 17h, e será transmitido pelo canal da OSPA no YouTube. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 50 e estão à venda no Sympla. Clique para saber mais.

    A pianista Olinda Allessandrini Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação
    O pianista André Loss, Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação

    O concerto terá como solistas os pianistas Olinda Allessandrini e André Loss, que interpretarão “Concerto para Dois Pianos em Ré Menor”, de Francis Poulenc. O programa ainda contempla o compositor brasileiro Edino Krieger, com a peça “Abertura Brasileira”. Quem desejar conhecer mais sobre as obras poderá chegar à Casa da OSPA às 16h, para participar do Notas de Concerto. A pianista Olinda Allessandrini apresentará ao público detalhes e curiosidades sobre o programa do espetáculo, na Sala de Recitais.

    O Trio Tri. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação

    Sobre o recital Duo Sonata e Trio Tri

    Às 18h de domingo (19/03), na Sala de Recitais, a OSPA estreia a Série Música de Câmara na temporada de 2023. Na primeira parte da apresentação, o público poderá prestigiar o Duo Sonata, formado pelo violista Vladimir Romanov e pelo pianista André Carrara, que irão interpretar  “Sonata nº 1”, de Johannes Brahms. No segundo momento, o Trio Tri, formado pela soprano Elisa Machado, pelo pianista Eduardo Knob e pelo trompista Israel Oliveira, leva ao público a interpretação de “Melodia para Trompa Solo”, de Osvaldo Lacerda, e uma série de peças de Franz Schubert. A entrada é franca, sem necessidade de apresentar ingressos, e a escolha de lugar é por ordem de chegada. Clique para saber mais.

    Sonata Duo. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    Concerto da Série Casa da OSPA – Rachmaninoff 150
    SÁBADO, 18 DE MARÇO DE 2023

    Início do concerto: às 17h. Palestra Notas de Concerto: às 16h, com Olinda Allessandrini.
    Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.
    Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa ou na Casa da OSPA no dia do concerto, das 12h às 17h.
    Estacionamento: gratuito, no local.
    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
    Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.

    Recital da Série Música de Câmara – Duo Sonata e Trio Tri

    Quando: domingo, 19 de março de 2023, às 18h.

    Onde: Sala de Recitais da Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    ENTRADA FRANCA

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Estas atrações disponibilizam medidas de acessibilidade.

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Vero.

    Patrocínio da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.

    Apoio da Temporada Artística: Fraport e Imobi. Promoção: Clube do Assinante RBS.

    Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.

    * Com Assessoria de Comunicação

  • Homenagem à Daisy Viola e grande acervo, na abertura de temporada da Galeria Duque

    Homenagem à Daisy Viola e grande acervo, na abertura de temporada da Galeria Duque

    Primeira exposição do ano destaca grandes nomes como Vasco Prado, Portinari, Banksy, Iberê Camargo, Di Cavalcanti e Magliani e revela obras históricas da curadora Daisy Viola.

    Obra de Danúbio Gonçalves/ Divulgação

     O espaço também expõe as obras da ceramista Zica Fortini e apresenta a arte urbana do arquiteto e artista visual Roberto Freitas em sua fachada.

    Obra de Burle Marx/ Divulgação

                A abertura da temporada 2023 da Galeria Duque (Rua Duque de Caxias, 649), em seu 11º ano de atividades, será no sábado 18 de março, com vernissage a partir das 14h. Além do rico e múltiplo acervo do espaço com grandes nomes da arte do Brasil e do exterior presente na imperdível exposição “Olho e Coração”, os visitantes poderão apreciar criações da curadora e professora de arte Daisy Viola, da ceramista Zica Fortini e do artista Roberto Freitas.

    Wilson Cavalcanti – Cava AST / Divulgação

                “A Galeria Duque proporciona aos visitantes a oportunidade de apreciar obras de talentos mundiais e nacionais da arte. Desta vez, a exposição também homenageia a curadora Daisy Viola, uma amiga com quem divido os meus sonhos de arte nesse espaço de produção cultural”, destaca o galerista Arnaldo Buss.

    Mulher Casca – Obra de Daisy Viola – Foto Júlia Berestein/ Divulgação

    “Para iniciar a programação, propomos uma experiência de extremos que a arte permite. Vamos mostrar trabalhos que “batem direto” em um primeiro olhar, quando sentimos um prazer imenso pela força das cores, ou um susto e até repulsa pela distorção das formas e, ainda, a curiosidade nas abstrações que nos fazem pensar se o que vemos é mesmo a intenção do artista ou, então, a delicadeza das linhas e detalhes que nos fazem chegar mais perto para sentir a magia dos enigmas misteriosos da poesia do humano”, ressalta a curadora da Galeria Duque, Daisy Viola, que também é artista homenageada na abertura da temporada 2023.

    Obra de Fahrion/ Divulgação

    Na área principal, nos dois primeiros pisos da galeria, a exposição “Olho e Coração” abre o calendário e apresenta uma nova seleção de obras de acervo, com a presença de artistas consagrados no Rio Grande do Sul em diálogo com a produção brasileira moderna e contemporânea, representada por nomes como Ado Malagoli, Banksy, Iberê Camargo, Magliani, Danúbio Gonçalves, Milton da Costa, Ruth Schneider, Aldo Locatelli, Milton da Costa,Ivald Granato, Cândido Portinari, Fúlvio Pennacchi, Burle Max, Jorge Guinle, Brito Velho, Eduardo Sued, Fahrion, Milton Kurtz, Nelson Jungbluth, Pedro Weingartner, Alice Soares, Vasco Prado, Mira Schendel, Rubens Gerchmann, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Ivan Serpa e Djanira.

    Homenageada 

    A artista visual e curadora da Galeria Duque Daisy Viola, que é considerada uma das grandes mestres das artes do Rio Grande do Sul na atualidade, terá sua primeira exposição individual no espaço. Ela ocupará o terceiro pavimento da galeria. Em “Um (meu) Caminho de Expressão”, os visitantes poderão apreciar trabalhos de diferentes períodos de produção, uma espécie de retrospectiva não-cronológica do seu fazer como artista. “A hora é de resgate do trajeto. São pinturas, desenhos e objetos têxteis, em que me coloco como ser contemporânea, uma mulher aqui e agora”, explica.

    Daisy Viola – Acervo Pessoal/ Divulgação

                Daisy apresenta suas criações do alto de uma trajetória de quem é formada em Desenho e Artes Plásticas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é instrutora de artes no tradicional Atelier Livre Prefeitura de Porto Alegre, desde 1996, onde também já foi diretora. Vários artistas gaúchos tiveram a oportunidade de receber seus conhecimentos no Atelier Livre Xico Stockinger, que, historicamente, é a referência na formação de artistas do Estado. O papel de Daisy também é relevante no fomento das artes em Porto Alegre, estimulando e formando novas gerações de artistas e de artistas mulheres em torno das artes têxteis. “Trago trabalhos antigos e pinturas realizadas e não mostradas para estabelecer uma relação entre tempos diferentes do meu processo criativo, coisas que fui guardando sem mostrar, mas que fazem parte da minha história. Coisas que são, na verdade, sua base. A partir delas, sigo meu voo”, reflete.

    Obra de Zica Fortini / Divulgação

    Cosmos

    A ceramista Zica Fortini é a artista convidada para ocupar o 4º andar da Galeria Duque com a exposição Cosmos. Ela vem se dedicando à produção de obras de parede, criando em materiais como ferro, placas acrílicas e placas cerâmicas, papel machê, material orgânico, da natureza, entre outros. Seus trabalhos recaem em formatos orgânicos, sejam eles de aspecto cósmico a formatos mais singulares. São frutos de um processo de construção, desconstrução e reconstrução, que impactam pela composição de materiais em uma perspectiva tridimensional inovadora. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Zica é membro da Diretoria da Associação dos Artistas Chico Lisboa/RS.

    Arte urbana

    Quem chegar à Galeria Duque a partir do dia 18 também impressionará os olhos com as criações do artista visual, arquiteto urbanista e designer de produto Roberto Freitas. Em parceria com Daisy Viola, ele realizará intervenções da fachada do local. O trabalho conjunto iniciou-se em 2021 com a produção e a instalação de móbiles de barquinhos de papel. O artista, que também trabalha com intervenções de arte urbana em espaços públicos da cidade, já desenvolveu o projeto O Barquinho, que recria em grandes dimensões um barco de papel, daqueles montados pelos pequenos na infância e colocados em pontos importantes da cidade como o Largo dos Açorianos e o espelho d’água do Parque da Redenção.

    Agenda:

    Exposição Olho e Coração
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissagem: sábado, 18 de março, das 14h às 16h30min
    Período da exposição: de 18 de março até 8 de julho
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

    * Com Assessoria de Comunicação

  • Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira

    Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira

     

    Artista que usa o corpo para fazer suas pinturas inaugura a exposição “Plano Espaço Tempo” e o seu atelier e espaço expositivo no dia 11 de março, das 15h às 18h.

    Foto: Nilton Santolin/ divulgação

    Um novo espaço de arte e uma artista inovadora marcam o lançamento do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”, em Porto Alegre. A artista destaca-se pela produção de grandes obras e pela técnica peculiar. Em vez de pincel, ela usa o corpo inteiro para formar suas imagens, por vezes abstratas e, em outras, figurativas e expressivas. Sua obra e seu espaço são um convite a um mergulho na arte e podem ser conferidas a partir do dia 11 de março, das 15h às 18h, na Rua Congo, 370, na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. A inauguração será acompanhada do vernissage da exposição “Plano Espaço Tempo”, com obras de Isabel Ferreira, e curadoria de Daisy Viola.  A exposição fica no local até o dia 12 de abril, com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    A artista visual Isabel Ribeiro. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    “Nesta exposição temos duas vontades: apresentar a produção da artista, Isabel Ferreira e, o seu atelier, onde criou um espaço de aprofundamento de ideias e práticas artísticas. Um espaço de arte onde poderemos ver, conversar sobre, e fazer arte também. Neste espaço, com dedicação e disciplina no processo criativo, a pintura de Isabel se redimensionou, até se transformar numa verdadeira dança, da artista com telas imensas, baldes de tinta, bastões de pastel oleoso, que diluem as fronteiras entre as linguagens da pintura e do desenho”, revela a curadora Daisy Viola.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    A arte que instiga os sentidos é produzida a partir deles. Em uma catarse artística, Isabel produz suas obras e sua cura. Ela começou sua carreira artística depois dos 55 anos de idade. Em 2017, foi estudar no Atelier Livre Xico Stockinger onde fez inúmeros cursos. Buscava de maneira incansável o seu fazer artístico. Em suas referências estão nomes como Iberê Camargo, Carlos Vergara, Jackson Pollock, Cy Twombly, Brice Marden, entre outros, assim como métodos, misturas de tintas e materiais.

    Durante a pandemia, a artista deixou de lado seu espaço delimitado, pinturas emolduradas e criou seu atelier. Sozinha, buscou a cura, a necessidade de se expressar e, por meio de sua pintura e desenhos, redimensionou a figura e desconstruiu o modelo tradicional da pintura. Isabel deixou de lado o cavalete e passou a ocupar superfície firmes, planas, que podem ser desde painéis de madeira fixados na parede até o próprio chão. Assim, começou a desenvolver, através das dimensões de seu gesto, obras em telas ou papéis em grandes dimensões.

    “Seu corpo mergulha na tela e nas tintas, rompendo os limites do espaço através do movimento exaustivo e espontâneo de seus gestos. Suas pinturas e desenhos transitam no limite entre o moderno e o contemporâneo, entre a figura e a fantasia. A artista trabalha de forma autoral, com cores fortes, contrastantes, pinceladas marcantes, gestos determinantes e grossas camadas de tintas que valorizam a expressividade”, ilustra Daisy.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Nessa trajetória destacam-se séries como “Dimensões do Gesto”, “Meus Tons”, “Rastros”, com pinturas livres de molduras, em que a artista expressou sua criatividade com toda sua alma e dimensões do seu gesto, com obras que integram a exposição “Plano Espaço Tempo”.

    Casa de Amor e Arte

                  A intensidade visceral impressa nas obras de Isabel Ferreira também está representada no seu atelier e espaço expositivo, que vai funcionar como uma espécie de “coworking da arte”, com um ambiente que convida ao fazer artístico e carrega sua história de amor em uma área total de 300 metros quadrados.

                   A casa havia sido residência da “Dona Filhinha” e de Seu Pedro, sogros da artista Isabel Ferreira. “Ela traduz uma história de vida em paredes com luz e cor. Desde a juventude e seu riso até a velhice com a saudade e a hora de partir. Primeiro ele e, tempos depois, ela. Aqui viveram diferentes aspectos necessários para a evolução da vida, como solidez e estabilidade, mas também a emoção da transformação do pensamento e da paixão, que representam a natureza e a existência humana”, observa Daisy Viola.

                 A história continuou com o filho Airton e seu amor, Isabel, que começou a ocupar uma parte do espaço, para realizar seu trabalho de arte, como ateliê de desenho e pinturas. Agora, a casa é transformada num lugar de fazer, pensar e mostrar arte, com salas de exposições, um jardim refeito com capricho, ateliê, cozinha para café e conversa e espaço para o convívio com arte, ideias e sonhos. Uma casa para troca de saberes e experiências, neste lugar que carrega histórias de vidas e afetos.

    Serviço:

    Exposição “Plano Espaço Tempo” e inauguração do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 15h às 18h

    Visitação: 12 de março a 12 de abril – com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    Endereço: Rua Congo, 370 – Vila Ipiranga – Porto Alegre

  • Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios

    Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios

    Exposição “ELAS”, que apresenta obras de Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes, tem vernissage no sábado, 11 de março. 

    A mulher lança olhares e desperta olhares. Na visão dos artistas, as interpretações se multiplicam. São simbólicas, pictográficas, sensuais ou poéticas. Na exposição “ELAS”, que será inaugurada no sábado, 11 de março, no Espaço Cultural Correios, esse universo feminino plural estará representado por quatro artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes. São mais de 90 obras em diferentes expressões das artes visuais que revelam a essência e algumas das diversas faces e fases da mulher. A exposição fica em cartaz até o dia 15 de abril, com entrada franca.

    A fotógrafa Anelise Ferreira – Acervo Pessoal/ Divulgação
    Flor da Pele – Anelise Ferreira/ Divulgação

    A artista Anelise Ferreira enxerga nas flores e folhas secas uma potencial relação com a passagem da vida e as histórias que estão desenhadas no nosso corpo.  Com uma trajetória reconhecida na fotografia e na educação, Anelise leva para o Espaço Cultural Correios a série “Flor da Pele”, um convite à reflexão sobre o ser mulher.

    Séries urbanas- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação
    Olhares urbanos- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    O premiado fotógrafo Gutemberg Ostemberg destacou a mulher real – e, ao mesmo tempo, poética, em sua obra. Com imagens em preto & branco, o artista, que tem em sua trajetória a participação em mostras e premiações nacionais e internacionais, revela olhares de doçura, de leveza, de melancolia e de expressividade em sua obra.

    O fotógrafo Laercio de Meneses/ Autorretrato/ Divulgação

    Com um amplo percurso na arte, Laércio de Menezes, por sua vez, apresenta uma visão que aponta para o futuro na técnica, sem perder a sensibilidade do olhar. A partir do tema “Beleza”, o artista usa sobreposições de imagens em uma composição contemporânea e colorida, que leva a uma mulher meio humana, meio utópica, com efeitos que questionam o ideal de perfeição feminina.

    Foto – Marina de Menezes/ Divulgação
    Foto de Marina de Menezes/ Divulgação

    Por outra perspectiva, a artista Marina Menezes se vê envolvida na história de sua “musa”, e parte em busca de uma imagem que possa contar sua história de coragem e personalidade única. Na exposição, Marina revela suas descobertas e pesquisas em fotografia, uma das técnicas que desenvolve, ao lado das montagens, desenho, pintura e decupagem.

     Serviço:

    Exposição “ELAS”

    Artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes 

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 11h às 17h

    Visitação: 11 de março a 15 de abril – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

  •  A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul

     A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul

    Higino Barros

    A Confeitaria Maomé, conhecida em Porto Alegre pela qualidade de seus produtos, ambiente e atendimento, tem abrigado nos últimos tempos exposição fotográficas com o que há de melhor nessa área no Rio Grande do Sul. Nessa sexta-feira, dia três, ela abre às 18h30 uma mostra que tem como tema a cidade de Paraty, no litoral fluminense.

    O significado de Paraty, na língua dos índios Guainás, quer dizer “alagado de mar, pequeno golfo ou jazida do mar”, segundo Teodoro Sampaio, em sua obra O Tupi na Geografia Nacional. A exposição tem obras de cinco fotógrafos:
    Ale Freitas, Fernanda Virmond, Gutemberg Ostemberg, Jorge G. Lansarin e William K. Clavijo. A curadoria da mostra é do fotógrafo e apaixonado por Paraty, Fernando Pires que no texto abaixo discorre  sobre a importância do local na história do Brasil e o olhar dos fotógrafos expositores sobre a cidade.

    Uma vila chamada Paraty

    “Entre as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo existe um refúgio, uma “Villa chamada Paraty”

    As fotografias desta exposição apresentam Paraty, uma cidade de beleza peculiar, que antigamente era reduto de índios Guaianás ou Guaianases. Também, porque foi justamente através das trilhas dos Guaianases, posteriormente chamadas de Caminho do Ouro, que Paraty vivenciou as suas eras de apogeu. “A Vila de Paraty teve, nos primeiros séculos de sua história, uma importância estratégica no cenário histórico brasileiro”.

    Foto: Gutemberg Ostemberg/ Divulgação.

    Foi pelo seu porto, que escoava o ouro e as pedras preciosas vindas das Minas Gerais, e que partia para a Europa e por onde também passavam: ouro, café, cana, especiarias e africanos escravizados. Isolada por quase um século, o conjunto urbano de Paraty, hoje chamado Centro Histórico, com as suas trinta e três quadras, número relacionado à maçonaria, parou no tempo. Para a UNESCO, trata-se do município com “o mais íntegro conjunto arquitetônico brasileiro representativo da arquitetura dos séculos XVII ao XIX”.

    Casario de Paraty. Foto: Willian Clavijo/ Divulgação

    Graças à preservação do seu patrimônio cultural, tornou-se, a partir da segunda metade do Séc. XX, um destino cultural e turístico, um refúgio perfeito entre a Serra do Mar e o Atlântico. Isso ocorreu também devido à construção das rodovias Paraty-Cunha e com mais ênfase com a Rio-Santos, quando Paraty passa a viver basicamente, além da pesca e comércio em geral, da principal fonte de sua nova economia – o turismo. Reconhece-se a preservação do seu patrimônio cultural através das suas artes, os seus estilos de vida – a gastronomia, a música e também o seu patrimônio natural – 61 praias, 65 ilhas, centenas de cachoeiras e cinco unidades de conservação de Mata Atlântica: Área de Proteção Ambiental do Cairuçu – APA Cairuçu, onde está a Vila da Trindade, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga e o Parque Nacional da Serra da Bocaina. E ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, Paraty é Mata Atlântica por todo lado.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    A condição especial de Patrimônio Misto conquistada recentemente em conjunto com Ilha Grande, já era reivindicado há mais de uma década por Paraty, principalmente pelo seu Patrimônio Imaterial – valorização dos conhecimentos tradicionais mantidos na cidade e nas suas comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas e caiçaras) que tanto acrescentam a sua diversidade cultural.

    Foto de Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    Polo turístico de fama internacional, o seu conjunto arquitetônico no Centro Histórico apresenta sutilezas históricas, memórias e lendas singulares extremamente interessantes, como os símbolos enigmáticos estampados nas fachadas de inúmeros sobrados, o rebaixamento do meio fio de algumas ruas, que permite até hoje a entrada e saída das águas do mar. Entrar então no Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, retornar ao século XVIII, cruzando uma fronteira onde o tempo e a velocidade mudam, pois até o caminhar é obrigatoriamente sereno/tranquilo, apropriado às pedras “pés-de-moleque” de suas ruas. É possível avistar dos telhados de algumas propriedades, os detalhes arquitetônicos chamados de eira, beira e tribeira, de onde se originou o ditado popular “sem eira e nem beira”, ou seja, aquele sujeito que “nada tem”, pois os moradores com muita posse possuíam a “tribeira” em seus telhados, que tratava-se em séculos passados de um “sinal superior de riqueza”.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    Ao caminhar pelo Centro Histórico de Paraty experimenta-se não só os espaços, os aromas, a sonoridade de uma cidade do interior, mas também a energia dos seus sujeitos, sejam eles paratienses ou paratianos.”

    Fernando Pires

    Paratiense | Fotógrafo | Curador

     

  • “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023

    “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023

    No mês dedicado à Mulher e na data de aniversário do Chapéu Acústico, a Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dará protagonismo às
    mulheres negras, na voz e interpretação da cantora jazzista Marguerite Silva Santos e banda. O
    evento será dia 7 de março (terça), às 19h, na BPE.
    Além da cantora, estarão no palco do Salão Mourisco os músicos Gilberto Oliveira (guitarra e
    arranjos), Cleômenes Junior (sax tenor e flauta transversa), Bruno Vargas (contrabaixo
    elétrico), Mel Souza (piano) e Luke Faro (bateria), com as participações especiais da escritora e
    poetisa Lilian Rocha e da sambista Maria do Carmo Carneiro.
    Marguerite conta que o show, especial alusivo ao dia Internacional da Mulher, revisitará a
    década de 1960, “onde ser bossa era mole. Difícil, na vida e na música, era ter bossa e ser negra. Para ela, a Bossa Nova é uma tentativa amorosa de desfazer este equívoco social que
    ainda persiste em algumas consciências, numa proposta musical que unifica estes corpos
    negros para que o público se sinta num mundo onde a sensação de opostos seja mais uma das
    tantas ilusões da humanidade”, explica.
    O show “A Bossa Nova Negra” traz afinidades entre samba e jazz, em repertório de alta
    qualidade, mesclando os estilos urbanos com a africanidade nagô brasileira. “O repertório
    deste inédito show é o grande trunfo”, garante a jazzista.

    Chapéu Acústico
    O projeto acontece desde 29 de setembro de 2016, na BPE, com produção de Marcos
    Monteiro e já contou com mais de 180 apresentações, com artistas locais e estrangeiros, nos
    gêneros jazz, música popular, bossa nova e choro, trazendo novidades e músicos consagrados.
    A curadoria musical feminina é de Ro Lopes.

    Sobre a cantora
    Marguerite Silva Santos é cantora Jazzista, bacharelanda em Música Popular (UFRGS), e
    professora de canto e práticas vocais. Natural de Porto Alegre, começou a estudar música
    ainda na infância, cantando na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Ao longo de sua carreira
    participou de diversos musicais e óperas, atuando em peças de Mozart, Bach, Puccini, George
    Gershwin, Andrew Lloyd Webber, entre outros. É idealizadora do Projeto Concerto Ébano e
    Marfim. Sua paixão é o Jazz mas por quatro anos cantou em harmonias das escolas de samba
    do carnaval de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Com sua voz doce e marcante, Marguerite Silva
    Santos despontou no cenário musical gaúcho como uma das mais talentosas artistas da nova
    geração de cantoras do Sul. Elogiada por críticos, artistas e pelo público, Marguerite Silva
    Santos constrói sua carreira de forma sólida, pela força das raízes, junta cores e ritmos que
    unem o RS e a África Negra, desde que o jazz é jazz e une também o samba que é primo do
    jazz. Sua arte edifica o interesse de um território musical sem fronteiras, com o estilo próprio
    dela. Marguerite é uma cantora versátil e em seus repertórios estão presentes o Negro
    Spiritual, Jazz, R&B e o Samba, vertentes que compõem o pensamento musical negro.

    Ficha Técnica do Show
    Voz: Marguerite Silva Santos
    Guitarra e arranjos: Gilberto Oliveira
    Piano: Mel Souza

    Sax tenor e flauta transversa: Cleômenes Junior
    Contrabaixo elétrico: Bruno Vargas
    Bateria: Luke Faro

    Serviço
    O Quê: Chapéu Acústico “A Bossa Nova é Negra”, com Marguerite Silva Santos
    Quando: 7/03
    Horário: 19h
    Onde: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Porto Alegre)
    *Entrada livre, mediante contribuição espontânea. O número de vagas é limitado

    Produção
    Marcos Monteiro

    Realização
    Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
    Secretaria de Estado da Cultura

    *Com Assessoria de Comunicação da BPE.