





Nesta terça-feira (11), o projeto Terça Lírica realiza um concerto especial com o elenco do Ópera Estúdio 2025 da Companhia de Ópera do RS (CORS). Reunindo cantores de várias partes do país, o recital terá árias, duetos, trios, quartetos e demais conjuntos de óperas célebres. Don Giovanni e Bodas de Figaro de Mozart, La Bohème e Gianni Schicchi de Puccini, Rigoletto de Verdi, Lakmé de Delibes e Viúva Alegre de Lehár terão um lugar de destaque com a direção artística de Flávio Leite e Patrick Menuzzi e a iluminação de Veridiana Mendes.
As sopranos Marina Zanol (RJ), Natasha Santana (RS), Duda Espírito Santo (RJ), Gabriela Jucá (RS), as mezzo-sopranos Diana Danieli (PR), Débora Moretti (RS), Heloísa Mazzini (RS), o tenor Xavier Quiñonez (Venezuela) e os barítonos Robert William (BH) e Sidharta Gobbi (RS) interpretam com Mari Brito (AP) ao piano os mais icônicos personagens do repertório neste programa cheio de contrastes e emoções.
Ópera Estúdio é um programa de formação continuada para cantores líricos e pianistas correpetidores. Em sua quarta edição, o projeto iniciou em setembro e encerrará nos dias 6 e 7 de dezembro, no Teatro Simões Lopes Neto, com a participação dos alunos na ópera João e Maria, uma adaptação em português da ópera Hansel und Gretel do compositor alemão Engelbert Humperdinck, inspirada no clássico homônimo dos Irmãos Grimm.
SERVIÇO
Terça Lírica apresenta Ópera em Conjunto
11 de novembro | Terça-feira | 19h
Onde: Auditório Osvaldo Stefanello do Memorial do Judiciário RS – 6º andar (Praça Marechal Deodoro, 55 – Centro Histórico)
ENTRADA GRATUITA
Atenciosamente,

06/11/2025 (Quinta-feira)
17h30
Sala dos Jacarandás– Clube do Comércio (Andradas, 1085, 2°andar)
“A atualidade de Dyonelio Machado”
Com Homero Vizeu Araújo e Jonas K. Dornelles e mediação de Rafael Guimaraens
Como pode uma novela escrita em 1935, “Os ratos”, manter sua atualidade 90 anos após seu lançamento? É o que tentaremos responder nesse evento, que também procura homenagear os 130 anos do nascimento de Dyonelio Machado.
Escritor, médico e político, revela sua permanência tendo suas obras relançadas e reeditadas. Haverá também o lançamento de Memórias de um Pobre Homem (Libretos, 2025).
A Feira do Livro, evento que Dyonelio sempre frequentou, será o lugar do debate que resgata sua obra e importância para a literatura. O evento tem um final musical, com pocket show com Nelson Coelho de Castro.
07/11/2025 (Sexta-feira)
18h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
1937, Juliette em perigo!
Rafael Guimaraens
1937 – “Juliette em perigo”, de Rafael Guimaraens, é uma sequência do livro 1935. Desta vez, o repórter Paulo Koetz viaja a Buenos Aires e envolve-se em uma série de aventuras para proteger sua antiga namorada, a cantora Juliette Foillet, ameaçada por uma quadrilha de traficantes de escravas brancas.
Assinaturas às 19h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
08/11/2025 (Sábado)
16h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Porto Alegre, arquitetura e contexto urbano, (1772-2018)
Com Helton Estivalet Bello, Luiz Merino de Freitas Xavier e Ricardo Calovi
A abordagem da arquitetura e da evolução urbana de Porto Alegre, desde seus primórdios, em um período que já supera 250 anos. O trabalho realizado por dois professores, com a colaboração de mais de quase 40 pessoas, permite a percepção de um acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico. São 154 obras mais significativas da evolução da cidade como edificações, praças, parques e seus principais projetistas.
Assinaturas às17h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
08/11/2025 Sábado
17h30
No Mercado das Histórias
Um encontro
Bem de Boas
Com Ronald Augusto e Eloar Guazzelli
Bem de boas são poemas com clima e humor da primeira adolescência diante das mudanças sociais e tecnológicas que todos estamos experimentando. O pano de fundo é o cotidiano escolar, lugar onde as interações e as emoções desses jovens são potencializadas. Ronald Augusto, o poeta, e Eloar Guazzelli, o artista, vão conversar sobre este feliz encontro, a arte de criar e fabular, a arte a e vida real.
Assinaturas às 19h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
09/11/2025 (Domigo)
15h
Sala Vitrine de Lançamento – Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Sem tempo certo
– fotografias analógicas, personagens e cenários
Marco Nedeff e Rafael Guimaraens
Fotografias analógicas em preto e branco fazem parte de um recorte da vida profissional de Marco Nedeff em seus quase 40 anos trabalhando com a imagem. Apresenta uma seleção produzida entre os anos 1980/1990 que trazem uma atmosfera de estranhamento, sem identificação dos personagens ou lugares. E sem tempo certo. O analógico resistirá ao tempo digital?
Assinaturas às 16h na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
09/11/2025 (Domingo)
15h
Território dos Parceiros
Contação de
A bruxa corcunda –
depois de A Viagem da Bruxa, o assunto agora é bullying
Com Celso Gutfreind, Martina Schreiner e Carmen Lima
Vocês já conhecem a bruxinha, antes mesmo de ela ficar corcunda! Desde A Viagem da bruxa, da seriedade à gargalhada e da feiura à beleza, quando ela conseguiu até mesmo ficar parecida com a fada, agora o assunto é bullying. Essa viagem que faz agora a bruxinha corcunda, da violência ao pensamento, é ainda mais importante. É o que ela mesma diz, do fundo de seu caldeirão, enquanto prepara o caldo bagunçado para um mundo menos feio. E até a fada concorda.
Assinaturas às 16h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
10/11/2025 (Segunda-feira)
17h
Sala Vitrine de Lançamento – Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Reflexões sobre os efeitos climáticos catastróficos em 2024: RS, Resiliência & Sustentabilidade
Com João Ferrer, Marcelo Danéris e Walter Collischonn
Reflexões para a reconstrução do Rio Grande do Sul sobre os efeitos do desastre climático entre abril e maio de 2024, na forma de inspirações para futuras pesquisas. Ser resiliente e sustentável depende de escolhas técnicas e políticas, mas também de um pacto comum e um compromisso com o planeta. Após o debate, distribuição gratuita do livro aos presentes.
Assinaturas às 18h na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
11/11/2025 (Terça-feira)
17h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Versar e conversar é só começar
Com Nora Prado e Alexandre Brito
Dois poetas se encontram. Alexandre Brito, com Cidade imaginada, e Nora Prado, com Afetos flutuantes, em uma troca afetiva e imagética. A poesia como uma forma para qualificar a vida. Pensar e sentir trazem respostas únicas e individuais. As palavras, trabalhadas com ritmo e visualidade, podem tratar de guerras, amores, instantes particulares e universais.
Assinaturas às 18h na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
11/11/2025 (Terça-feira)
18h
No Mercado das Histórias
Tributo a Mario Pirata
Roda de poesia, música e capoeira com artistas e coletivos que homenageiam o poeta
Lançamento simbólico do livro Ciomacio (Libretos, 2025), lançado em abril, com a presença de Mario Pirata.
Promoção da Editora da UFRGS e Libretos Editora.
12/11/2025 (Quarta-feira)
18h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Ternura e indiferença no universo masculino contemporâneo:
Conto de um homem só
Com Guilherme Giugliani e Carlos André Moreira
O jornalista Carlos André Moreira e o escritor Guilherme Giugliani falam sobre o universo masculino que “parece pouco preparado para lidar com a vida contemporânea de modo saudável”. Giugliani apresenta a coletânea tematizando ternura, solidariedade, indiferença, estupro, incesto e erotismo. Entre os contos, segundo o escritor Raduan Nassar, estão obras-primas como “A queda de Kamchatka” e “Neve e mormaço”.
Assinaturas às 19h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
13/11/2025 (Quinta-feira)
18h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
A saliva que umedece
– poesia lgbtqia+ ou apenas poesia?
Com mariam pessah
A escrita como espaço da língua solta, que deslize e exceda a si mesma. O ponto de vista de uma pessoa lésbica, “feminiSTa mas não feminina”, em um mundo que “se entende dentro de binómios”. Para ax autorax mariam pessah a não binariedade vai além do tema sexo/gênero. A proposta é de uma linguagem livre de inibições, sem regras, seja por idiomas ou formalidade gráfica, que traga em si um posicionamento político.
Assinaturas às 19h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
14/11/2025 (Sexta-feira)
17h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
Indígenas são agentes importantes para a mudança cultural:
Os Mbya Guarani
Com Cacique Marcelino Kuaray Nhe’ery e Arno Alvarez Kern
Como os povos indígenas auxiliaram na formação de nossa cultura? O arqueólogo Arno Kern e o cacique Marcelino, da Aldeia Tekoá Kurity, vão tratar da participação dos aldeões mbya guarani nessa história e apresentar seu novo livro. Os Mbya Guarani hoje são considerados importantes agentes sociais para entender as mudanças culturais ocorridas há mais de dois mil anos. São a nossa herança social e cultural.
Assinaturas às 18h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
15/11/2025 (Sábado)
14h
No Território dos Parceiros
Contação:
O livro encantado
Com a autora Fátima Farias, o ilustrador Gil Gomes e participação especial de Jhonatan Gomes
Venha conhecer o menino e seu amigo pra lá de especial. Eles fazem com que a esperança se instale e todos passem a acreditar no futuro e aprender com o passado! Venha ver como é gostoso conhecer as maravilhas do mundo com o livro encantado!
Assinaturas às 15h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
15/11/2025 (Sábado)
16h
No Território dos Parceiros
O novo livro
Baile das Letrinhas
– agora uma peça de teatro!
Com Deborah Finocchiaro e Júlia Ludwig
Quem quer brincar de teatro? Uma apresentação de Deborah Finocchiaro e Julia Ludwig do roteiro da peça Baile das Letrinhas! Venha cantar, dançar, atuar e contar histórias! Tem aventura intergalática, conversa com planetas e volta para casa de balão. Passeios pelos mares, desertos e aulas de natação. Tem muitas cenas, música pra acalmar e se divertir. Você também vai conhecer o querido gatinho Listrinha, o bebê e as letrinhas personagens. Vamos nessa?
Assinaturas às 17h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho
15/11/2025 (Sábado)
18h
Sala Vitrine de Lançamento – No Clube do Comércio (Andradas, 1085, 4°andar)
MAYA
– mulheres que moldaram a história
Com Hilda Simões Lopes e Fátima Torri
MAYA é um livro sobre mulheres fortes e combatentes, forjadas a ferro e fogo. Trata das figuras femininas à sombra dos donos do poder. Hilda Simões Lopes dá vida às vivandeiras, às mestras pioneiras e mulheres abastadas na antiga Província do Rio Grande dos tempos da escravidão ao final do século XIX. Um romance histórico sobre a poderosa Maya e seus ancestrais.
Assinaturas às 19h, na Praça de Autógrafos Maurício Sirotsky Sobrinho

Em 20 de novembro celebramos o Dia da Consciência Negra e para marcar a data, as instituições da Secretaria da Cultura (Sedac) prepararam uma programação especial para este mês.
Oficinas, rodas de conversa, intervenções, exposições e espetáculos de música e teatro estão entre as atividades promovidas pelo Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), Biblioteca Pública do Estado (BPE), Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Multipalco Eva Sopher, Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa (MuseCom) e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
Já a partir de terça-feira (4/11), o Multipalco Eva Sopher e o Museu de História Julio de Castilhos promovem a exposição “Faces do Pampa”, que enaltece a identidade negra gaúcha e lembra que o pampa também é negro. No Teatro Oficina Olga Reverbel, a cantora Loma sobe ao palco na quinta-feira (6/11), para o último Mistura Fina do ano.
Nas semanas seguintes tem aula aberta sobre Oliveira Silveira e performance que convida pessoas negras a refletirem sobre a desigualdade no acesso ao tempo e ao descanso – ambas na CCMQ. E ainda: oficina sobre os registros das populações negras a partir de documentos históricos e práticas pedagógicas, no AHRS; BPE + Música com Jessie Jazz, na Biblioteca Pública; espetáculo infantil no Multipalco, exposição fotográfica no MuseCom e concerto da Ospa.
A programação completa das instituições da Sedac para o Novembro Negro você encontra aqui.
A celebração do Dia da Consciência Negra em nível nacional, a partir de 2023, contribuiu para um olhar mais atento e cuidadoso da sociedade às questões relacionadas ao povo preto. A efeméride deu mais visibilidade à data e promoveu uma reflexão mais profunda e abrangente em todo o País sobre a história da população negra, a resistência à escravidão e o combate ao racismo estrutural. Além, é claro, de estimular a implementação de ações de promoção à igualdade de oportunidades, empoderamento, reconhecimento e reparação histórica.
“Reconhecer a importância da cultura africana e afro-brasileira para nossa música, dança, culinária, linguagem, hábitos, costumes e religião é uma forma de reconhecer a riqueza e a diversidade do patrimônio cultural brasileiro e gaúcho. Patrimônio que reflete a história, a resistência e a resiliência do povo negro. Legado que possibilita o desenvolvimento de uma cultura plural e vibrante, e que temos o dever de fomentar, incentivar e divulgar”, destaca o secretário da Cultura, Eduardo Loureiro.
Sobre o Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro como forma de valorização da cultura e da identidade afro-brasileira por meio de ações de enfrentamento ao racismo e do debate sobre a escravidão no Brasil e o racismo estrutural da sociedade. A data foi criada em Porto Alegre, em 1965, por intelectuais do Grupo Palmares. O movimento escolheu o 20 de novembro em homenagem à data da morte de Zumbi dos Palmares, um símbolo da resistência e da luta pela liberdade. A efeméride também é dedicada a reconhecer as contribuições da população negra à formação do Brasil e reforça a necessidade de valorizar a diversidade étnica e cultural do País.
Em dezembro de 2023, a data foi oficializada como feriado nacional. Até então, municípios e estados seguiam leis próprias para suspender as atividades.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Cerca de 900 m² de muros e fachadas serão revitalizados pelas artistas do projeto Ação Artística de Recuperação do RS – Ação Hip Hop
Com o objetivo de levar a arte de rua através do graffiti a cerca de 60 casas, muros ou paredes do território que pertence ao Quilombo dos Machados, a VGP, maior grupo de mulheres grafiteiras do Rio Grande do Sul, promove o Festival VGP, no dia 22 de novembro. O projeto integra a Ação Artística de Recuperação do RS – Ação hip hop que tem como foco grafitar espaços atingidos pela enchente do ano passado. Durante todo o dia, ocorrem apresentações musicais, de poesia e dj na sede do Quilombo. Além disso, terá um espaço para a gurizada brincar. Cerca de 900 m² de muros e fachadas serão revitalizados pelas artistas. A programação é aberta à comunidade das 8h às 19h.
De acordo com Verte, uma das idealizadoras do evento, o tema escolhido para os graffitis é Natureza, crise ambiental e recuperação da terra. “A nossa ideia é que o festival deixe um legado, que leve a cultura urbana, mas que também revitalize o espaço quilombola que foi atingido severamente pelas enchentes de maio de 2024”, afirma. A artista divide a concepção do evento com Sandy Kyoko, ambas são integrantes do coletivo VGP, grupo de mulheres grafiteiras e pixadoras criado em 2021, em Porto Alegre. As mais de 30 integrantes se reúnem para pintar ruas, comunidades, eventos e organiza encontros de graffiti, projetos culturais e rolês de tinta em geral. Atualmente, se destacam como a maior crew de mulheres do Rio Grande do Sul.

O Festival VGP é uma das ações do projeto Ação Artística de Recuperação do RS – Ação Hip Hop que surgiu como continuidade do Rolezada das Gurias, projeto de Graffiti Comunitário formado em 2023, com o objetivo de descentralizar a arte e oferecer mais espaço às mulheres artistas. Nesta edição, a ação foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com isso revitalizará três bairros atingidos pelas enchentes em encontros de graffiti, música e cultura periférica.
Desde a maior catástrofe climática do RS, inundações que atingiram 2 milhões de pessoas, bairros inteiros estão deteriorados pela água, com marcas de lama que não deixam a comunidade esquecer o enorme estrago material e emocional causado em maio de 2024. “Em Porto Alegre, a maioria das comunidades atingidas são compostas por moradores que não têm recursos suficientes para recuperar tudo o que foi perdido”, destaca Kyoko.
Além do trabalho de Graffiti em espaços atingidos pelas enchentes, o projeto também prevê seis oficinas de graffiti em parceria com as redes de catadoras e catadores da cidade, levando arte para essa população.

A equipe artística é formada exclusivamente por mulheres e pessoas LGBTQIAP+, com o objetivo de valorizar e dar visibilidade a essa classe de profissionais. Além das artistas convidadas e contratadas, abre-se espaço para artistas voluntários participarem da transformação das comunidades. Um dos objetivos é fortalecer vínculos com as comunidades contempladas e oferecer diversidade de ações sociais desenvolvidas para além das datas de realização do evento.



• 21 de novembro / durante o dia – O Legado da Cultura Afro-Gaúcha | Sede do Afro-Sul
• 22 de novembro / horário a confirmar – Feira de Afroempreendedorismo, Atividade Infantil Afro-referenciada e Festival de Música Raiz Afro-Gaúcha | Largo Zumbi dos Palmares
• 23 de novembro, às 19h – Espetáculo Raiz Afro-Gaúcha | Auditório Araújo Vianna

Exposição “Quando o corpo toca a terra”, com curadoria de Paula Ramos, apresenta 30 obras
Um painel de 16 metros de largura (o equivalente a uma vez e meia a boca do palco do Theatro São Pedro), por 1m80 de altura, impressiona pelo tamanho e, sobretudo, pela exuberância da pintura que contém. A obra monumental retrata a vegetação da Mata Atlântica e integra a exposição “Quando o corpo toca a terra”, da artista visual Bea Balen Susin. Com curadoria da crítica e historiadora da arte Paula Ramos, a mostra será aberta sábado (1º/11), das 11h às 14h, na Ocre Galeria.

O painel é composto por 20 telas de 0,80 m de largura (e 1m80 de altura), montadas lado a lado numa grande panorâmica. “Habitadas por uma profusão de formas vegetais, em uma paleta vívida e exuberante, as pinturas parecem exibir, progressivamente, um adensamento da experiência, como se fosse possível tatear a superfície das plantas, acompanhar o transporte da seiva, sentir a absorção das raízes, pulsar no ritmo da mata”, comenta a curadora, também professora do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), no texto de apresentação da mostra.

A exposição abriga ainda dez outras obras da artista sobre o tema da natureza. Cinco igualmente inspirados num trecho da Mata Atlântica em Santa Catarina e cinco, em papel, reproduzindo troncos de árvores de outros lugares.

O insight que levou Bea a produzir as telas a óleo do painel revelou-se ao visitar sua filha, que mora no pé da Mata Atlântica na praia do Campeche. “Sempre tive ligação com a natureza. Cheguei lá, sentei-me fora da casa, olhei a paisagem e vi aquela mata imensa. Pensei: ‘Isso daria um quadro enorme’. Fiz mais de 40 fotos e ao retornar para casa comecei a pintar”, conta a reconhecida artista, que em breve fará 79 anos, dos quais mais de 60 dedicados ao ofício que abraçou depois de cursar Belas Artes na Universidade de Passo Fundo.

Doação física e ganho espiritual
A execução do trabalho no ateliê em Porto Alegre ocupou a artista de maio a agosto passado, de manhã e de tarde. Ela só largava o pincel quando a coluna protestava. “Foi uma grande doação do meu corpo, mas espiritualmente representou o começo de muitas coisas. Do ponto de vista mental, me sinto jovem, tanto que quero fazer outros painéis. Não esmoreço, não me entrego. Tenho essa força, não desanimo jamais”, diz.

Ex-professora de Artes da Universidade de Caxias do Sul (UCS) – sua cidade natal -, Bea se define como expressionista. “Sou movida pela emoção. Não planejo antes. Já saio com a tinta. Se desenhasse antes, gastaria a emoção. Adoro desenhar com o pincel, com gesto largo”. A cor é um capítulo à parte na sua atividade. “Pra mim, tudo funciona na base da cor. Tanto em paisagens como em figuras as cores vão entrando e mudando durante o processo de criação. Tenho essa mania de transformar as coisas em cores”.

A exposição coincide com a primeira COP realizada no Brasil. A Mata Atlântica, bioma presente em 17 estados do país, será um dos temas debatidos no maior evento das Nações Unidas sobre as mudanças do clima no planeta, em Belém (PA). O desafio do Brasil é alcançar o desmatamento zero em todos seus biomas até 2030, e a Mata Atlântica, por seu histórico de resistência e recuperação, pode ser o primeiro a atingir a meta. Como pessoa e artista intrinsicamente ligada à natureza, Bea Balen Susin torce – e à sua maneira age – para que isso aconteça e todos possam conviver com a beleza da floresta preservada.
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SERVIÇO
Exposição “Quando o corpo toca a terra”, de Beatriz Balen Susin, com curadoria de Paula Ramos
Local: Ocre Galeria, Avenida Polônia, 495, bairro São Geraldo, Porto Alegre
Abertura: 1º/11, das 11h às 14h
Visitação: de 3 a 29 de novembro. De segunda a sexta, das 10h às 18h e sábado, das 10h às 13h30
Entrada gratuita
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FOTOS: Wanderlei Oliveira

Uma noite para celebrar histórias e suas transformações através da música. Em “Encanta”, o novo show de Mari Gazen, o público será convidado a embarcar em uma viagem no tempo através da música, com fortes emoções e a força feminina que marcaram gerações. A apresentação será no dia 20 de novembro, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80, Porto Alegre). Os ingressos custam a partir de R$ 55,00 e já estão no site: https://uhuu.com/evento/rs/porto-alegre/mari-gazen-encanta-15389.
“Durante muito tempo, eu vivi fases de construção, desconstrução e descobertas. A música sempre esteve comigo, mesmo quando eu precisei me afastar dela. Foi o fio que costurou todas as minhas transformações, a voz que me guiou quando eu precisei me reencontrar”, afirma Mari. Depois de anos como líder de bandas, inspirada pelas grandes divas da música mundial, Mari estreia seu show solo em um grande teatro, num momento que simboliza renascimento, coragem e plenitude. Sob a direção musical de Cristian Sperandir e direção cênica de Juliano Barreto, o show costura clássicos eternizados por Elis Regina, Tina Turner, Celine Dion, Shania Twain e Nina Simone com a própria trajetória da cantora — revelando as fases de sua vida, suas transformações e a força que nasce de cada mudança. “Para mim, o show representa muito mais do que um espetáculo musical. É o resultado de uma jornada inteira — de vida, de recomeços e de coragem”, completa.

A música sempre foi o refúgio de Mari, sua verdade e sua forma de recomeçar. Do incentivo familiar às aulas de canto, da timidez ao microfone até o inesquecível dia em que cantou “Como Nossos Pais”, cada nota foi moldando a artista — e a mulher — que hoje sobe ao palco para se revelar por completo. O show é um mergulho em sua própria história — um espetáculo que costura música e emoção para contar a trajetória de uma mulher que se reconstruiu em todos os sentidos. Após superar a obesidade e encontrar na cirurgia bariátrica o impulso para retomar a autoconfiança, Mari subiu aos palcos transformada. “Subir ao palco do Teatro Bourbon Country é, ao mesmo tempo, uma celebração e uma libertação. É olhar pra trás e ver que cada passo, cada desafio e cada lágrima me trouxeram até aqui”, diz.

CONVIDADOS ESPECIAIS
Mari receberá convidados especiais nesta jornada. Grande cantor e compositor de enorme sensibilidade artística, Juliano Barreto conquista pela autenticidade e emoção de sua voz. Sua participação especial representa uma conexão genuína entre música, sentimento e verdade. Outro nome confirmado é o de Stephanie Lii, intérprete oficial do Tributo a Adele. Em cada interpretação,transmite uma combinação única de emoção e potência. Sua versatilidade musical e carisma no palco tornam sua participação um momento especial e inesquecível. E para encerrar, um dos grandes nomes da guitarra brasileira, Frank Solari, reconhecido por sua técnica impecável e criatividade musical. Com uma carreira sólida e influente, sua presença no show promete adicionar ainda mais força e brilho à noite. Mari estará acompanhada por uma grande banda, formada por Edu Xavier (guitarra), Adriano Wigger (piano), Aretha Lima (backing), Luc Andriguetto (baixo) e Mateus Mussatto (bateria).
Um espetáculo que emociona, arrepia e convida o público a refletir sobre sua própria coragem de mudar. Uma noite para celebrar a música, a vida e todas as pessoas que um dia decidiram recomeçar — com brilho nos olhos, alma desperta e coração aberto.
Fotos (crédito: Johnny Marco –
https://drive.google.com/drive/folders/1sVPG76VwQA65GdU6YReL_xkrWdAVbsLT

SERVIÇO
O QUE: Mari Gazen – Encanta
DATA: 20 de novembro – quinta-feira
HORÁRIO: 21h
LOCAL: Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80, Porto Alegre)
INGRESSOS: a partir de R$ 55,00
COMPRA PELO SITE: https://uhuu.com/evento/rs/porto-alegre/mari-gazen-encanta-15389

O Rio Grande do Sul está mobilizado para lembrar as datas de nascimento (17 de dezembro de 1905) e morte (28 de novembro de 1975) de Erico Verissimo. Um grupo de 47 artistas visuais apresentará em Porto Alegre uma exposição em homenagem ao escritor.
Fato pouco conhecido é que na juventude, em Cruz Alta, sua terra natal, Erico sonhava com um futuro em meio a telas, pincéis e tintas. “Me lembro que naquele tempo eu ainda pensava que podia ser pintor”, recordou ele, em entrevista a Clarice Lispector publicada na revista Manchete, em 1967.
Trabalhos contemplam autor e personagens

A mostra integra a programação da 71ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre e tem o apoio da Associação Literária Erico Verissimo e da Academia Rio-grandense de Letras. A abertura será às 15h30 de sábado (1º/11), no Espaço Força e Luz – na Galeria Incidente -, no 3º andar. A visitação é gratuita e se estenderá até 20 de dezembro. O 6º andar do prédio abriga permanentemente o Memorial Erico Verissimo.
A curadoria da exposição está a cargo da artista visual Graça Craidy e da escritora Marô Barbieri. O texto de apresentação é assinado pelo professor de Literatura Sergius Gonzaga.
Quem visitar a mostra, composta por artistas como Zoravia Bettiol, Clara Pechansky, Bea Balen Susin, Erico Santos, Magna Sperb, Lucas Strey, Claudia Stern, Liana Timm, Leandro Machado e Umbelina Barreto, apreciará retratos do romancista e de alguns dos seus principais personagens, entre eles Ana Terra, Bibiana, Capitão Rodrigo, em diferentes linguagens. Os artistas criaram obras que envolvem o universo de 25 livros escritos pelo ficcionista.

Os trabalhos abrangem pintura a óleo, em acrílica, nanquim, desenhos a carvão, esculturas em aço corten oxidado e bronze, cerâmica, bordado, colagem, instalação têxtil, pastel oleoso, pastel seco, litografia, xilogravura, arte digital e livro de artista em serigrafia.
Conforme o professor Sergius, em seu texto de apresentação, Erico Verissimo e a criação artística, “o retrato do Dr. Rodrigo Cambará, pintado pelo anarquista Pepe, e a elaboração de um registro memorialístico de dois séculos da saga familiar, iniciado pelo escritor Floriano Cambará, no final de O Tempo e o Vento, são alguns dos símbolos desse triunfo da invenção artística sobre a morte e o absurdo do nada”.
Graça Craidy diz que a exposição rende tributo “a esse imenso contador de histórias que narrou a saga da formação do Rio Grande do Sul, que desenhou a construção do gaúcho urbano, que desvelou os anseios de uma época. Nossa admiração está representada em pinturas, esculturas, gravuras, instalações, contando, com nossas obras, a história das histórias de Erico”.

Marô Barbieri acrescenta: “Precisamos celebrar Erico Verissimo, divulgando cada vez mais sua obra. Porque mesmo que um grande escritor morra, sua palavra permanece viva. Para sempre”.
Mesmo que não tenha realizado o sonho juvenil de se tornar pintor de quadros, Erico, de certa forma, fez arte, além da literária, no exercício de seu ofício. Isso porque ele costumava desenhar seus personagens antes de descrevê-los com palavras.

Artistas participantes
Adriana Leiria, Adroaldo Selistre, Alexandra Eckert, Alexandre Barcelos, Alisson Affonso, Anaurelino Corrêa de Barros Neto, Bea Balen Susin, Bira Fernandes, Carla Magalhães, Clara Pechansky, Claudia Stern, Débora Irion, Deja Rosa, Emanuele de Quadros, Erico Santos, Fernando Lima, Gilmar Fraga, Giovana Hemb, Graça Craidy, Gus Bozzetti, Gustavo Burkhart, Helena Stainer, Jorge Carlet, Leandro Machado, Lena Kurtz, Liana D’ Abreu, Liana Timm, Lília S. Manfroi, Lucas Strey, Lurdi Blauth, Magna Sperb, Marcela Meirelles, Marcelo Monteiro, Marcia Baroni, Marcia Rosa, Nara Fogaça, Ondina Bonfim, Pena Cabreira, Rita Gil, Roger Monteiro, Ronaldo Mohr, Rosane Vargas, Sandra Lages, Tuchi Niederhageböck, Umbelina Barreto, Zoravia Bettiol e Zupo.
SERVIÇO
Exposição “Erico”
Curadoria – Graça Craidy e Marô Barbieri (participação de 47 artistas)
Local: Espaço Força e Luz, Rua dos Andradas, 1223. Galeria Incidente, no 3º andar
Abertura: 1º/11 (sábado), às 15h30
Visitação: de segunda a sexta-feira das 10h às 19h; sábado das 11h às 18h
Entrada gratuita
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Fotos: Divulgação dos artistas

Evento gratuito no parque Assis Brasil, em Esteio, reúne dezenas de operações gastronômicas, apresentações culturais e o Anime Buzz
A riqueza da cultura japonesa estará em destaque no 12o Festival do Japão do Rio Grande do Sul, que acontece de 14 a 16 de novembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
O evento promete encantar o público com o melhor da culinária tradicional japonesa, além de uma programação
cultural diversificada para todas as idades.
Entre as opções gastronômicas, o público poderá saborear sushis variados, temakis fresquinhos, lámen artesanal, takoyakis (bolinhos de polvo), guiozas, wagashis (doces típicos), nikumans, tonkatsu, bentôs completos e muito mais.
Serão dezenas de operações gastronômicas participando do festival, incluindo também restaurantes de fast food.
Além da culinária, o Festival contará com apresentações de danças e músicas típicas, oficinas de artesanato, demonstrações culturais e o já tradicional Anime Buzz, espaço dedicado à cultura pop japonesa, com
atrações para os fãs de animes, mangás e games.
Com o tema “Amizade”, a edição de 2025 celebra dois marcos importantes: os 45 anos de irmandade entre o Rio Grande do Sul e a província de Shiga e os 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão.
Serviço
12o Festival do Japão do Rio Grande do Sul
📍 Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio
📅 De 14 a 16 de novembro
Entrada gratuita
🤝 Colabore com 1 kg de alimento não perecível
🌐 www.festivaldojapaors.com.br