Bibiana Dulce Quarteto apresenta “Astor: Revolución Para El 3001”, no Museu De Arte Do Paço

A música de Astor Piazzolla e a poesia de Horácio Ferrer marcaram um antes e um depois na história do tango. Ambos nutriam o desejo de que sua obra — inovadora, audaz e profundamente humana — transcendesse o tempo e chegasse com força às gerações futuras.

Cred. Vittória Terman/ Divulgação
Com o intuito de celebrar esta obra, Bibiana Dulce Quarteto, tem a honra de apresentar o espetáculo Astor: Revolución Para El 3001, uma homenagem a genialidade destes dois grandes artistas, que transformaram o tango em arte universal.
SERVIÇO
Estreia 22 de Outubro 19:00hs No Museu De Arte Do Paço, Praça Montevidéu, 10, Antiga Prefeitura.
Entrada Gratuita

Novembro, o filme, em pré-estréia na cinemateca Capitólio

Com roteiro e direção de Tomás Corredor, o longa NOVEMBRO foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, após ter estreado mundialmente na Discovery Section do prestigiado Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).

O longa ganha também data de estreia nos cinemas brasileiros: 30 de outubro e uma pré especial na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, no dia 21/10, às 19h.

Produzido pela colombiana Burning, em coprodução com a brasileira Vulcana Cinema, a mexicana Piano e a norueguesa Tordenfilm, o filme revisita um dos episódios mais trágicos e complexos da história recente da Colômbia: a tomada do Palácio da Justiça pelo grupo guerrilheiro M-19, em 6 de novembro de 1985.

O filme combina ficção envolvente e imagens de arquivo impressionantes para apresentar uma reflexão tensa e assombrosa sobre convicção, caos e as feridas profundas de um dos dias mais sombrios da Colômbia.

“NOVEMBRO é um filme nascido da necessidade de revisitar um momento-chave da nossa história recente, mas a partir de outra perspectiva. A obra não busca reconstruir os fatos, mas sim explorar o que não foi visto: o íntimo, o vulnerável, o humano”, explicou Thomás Corredor.

Segundo o diretor, o filme é um exercício de olhar novamente para a memória coletiva e suas lacunas, de olhar para a perda – de vidas, de certezas, de sentido: “O cinema nem sempre traz respostas, mas carrega algo ainda mais poderoso: a possibilidade de olhar de novo. Novembro é exatamente isso: uma reflexão sobre o que acontece conosco quando tudo se rompe. Não há heróis ou vilões, apenas pessoas diante de uma realidade que as esmaga. E essa realidade não faz parte apenas do passado. Pode acontecer de novo. Em qualquer país. A qualquer momento”.

NOVEMBRO marca mais uma participação da gaúcha VULCANA CINEMA, de Paola Wink e Jessica Luz, em um prestigiado festival, após o longa “THE BLACK SNAKE” (La Couleuvre Noire), do francês Aurélien Vernhes-Lermusiaux, estrear mundialmente em maio deste ano na mostra paralela ACID, dedicada a longas independentes do Festival de Cannes. Além disso, “ATO NOTURNO”, novo filme da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, teve sua première em fevereiro, na seção Panorama da última edição da Berlinale e “FUTURO FUTURO” que foi exibido no Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, e ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Oficial no Festival de Brasília.

Sinopse:
Presos em um banheiro por mais de 27 horas durante a tomada do Palácio da Justiça, guerrilheiros, juízes e cidadãos civis encaram algo mais violento do que balas: suas próprias convicções — ou o colapso delas. Fora, o caos. Dentro, uma nação à beira do precipício.

Música e humor das “Crê Tinas”, neste domingo no palco do Espaço 373

No domingo (19), às 19h, o trio CRÊ TINAS, formado por Cristine Patane, Cristina Oliveira e Daisy Cristina, leva ao Espaço 373 um espetáculo que une música e teatro em uma combinação única de humor, poesia e emoção.

Foto: Simone Schlindwein/ Divulgação

Com composições próprias que transitam pela música popular brasileira em diálogo com elementos cênicos e textuais, o show tem conquistado o público ao abordar o universo feminino em toda sua diversidade, dando visibilidade às vivências da mulher madura, às contradições do cotidiano e aos afetos compartilhados. Três vocalistas acompanhadas por uma banda que “cantam” histórias costuradas pelo humor de forma sensível, irônica, ativista debochada e romântica.

Foto: Simone Schlindwein/ Divulgação

SERVIÇO
CRÊ TINAS

Quando: 19 de outubro | Quinta-feira | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Floresta)
Ingressos: R$35 a R$70 | Gratuito para membros do Clube 373
Ingressos antecipados: https://tri.rs/event/65/cre-tinas
Informações e reservas pelo WhatsApp 51 999 99 23 15

Antologia de Escritoras Gaúchas: ” uma canção de muitas vozes, muitos timbres e tons”

 A antologia Mulheres Gaúchas em Prosa & Verso reúne uma pluralidade de textos representativos da diversidade das mais de trinta mulheres que a integram e que têm em comum, além da terra gaúcha (nascendo ou vivendo nela), a obsessão estética pela palavra escrita.  “Recebam essa primeira antologia como se recebessem uma canção de muitas vozes, muitos timbres e tons. Lembrem-se, ela foi orquestrada nos silêncios e nos atabaques das mulheridades” afirma as editoras Cátia Castilho Simon, Dione Detanico e Liana Timm. O lançamento será dia 11 de outubro, na Cirandar.
Esta publicação saúda o Mulherio das Letras, movimento feminista de escritoras, iniciado em meados de 2016, a partir da constatação de que havia muitas mulheres escrevendo, mas publicando pouco. Isso aconteceu em um evento literário em que Maria Valeria Rezende e outras autoras constataram a discrepância da participação entre escritoras e escritores. Para estas analistas, muitas mulheres estavam escrevendo bem demais, mas as publicações continuavam sendo lideradas pelos escritores. Por essa razão, os encontros literários também privilegiavam a participação deles. Disso resultou a criação do coletivo referido acima, que prima pela horizontalidade, e que está em atividade em diversos estados, cidades e países. O produto dessas ações tem resultado na premiação e no reconhecimento de mais mulheres no contexto literário, equilibrando as representações em qualidade, gênero e etnias.
Os temas abordados na primeira antologia Mulheres Gaúchas em Prosa & Verso trazem reflexões desde a inserção da inteligência artificial na realidade imediata até o propósito da poesia. Evocam também o que foi construído na infância, o trançado do cotidiano de mulheres, alternando um lusco-fusco poético de alvoreceres e entardeceres. “O século XXI ainda oferece resistências ao lugar que a mulher quer decidir para si, aos milhares de anos de opressão que submetem muitas de nós ao silêncio e à invisibilidade. Toda vez que uma mulher escreve, publica, mostra a que veio e de onde veio, o timbre de cada voz soma-se ao de outras, e uma grande canção reverbera por todas” complementam as editoras.
Integram o livro as escritoras Adriana Bandeira, Adriana Maschmann, Andreia Schefer,
Bebê Baumgarten, Benette Bacellar, Carolina Panta, Cátia Castilho Simon, Cecilia Kemel, Conça Dornelles, Dione Detanico, Inês Lempek, Irka Barrios, Jeane Bordignon, Joselma Noal, Juliana Blasina, Liana Timm, Ligia Savio, Lilian Rocha, Lúcia Rl Rosa, Lúcia Nogueira Leiria, Luciana Konradt,  Magalhe Oliveira, Maíra Baumgarten, Malu Baumgarten, Maria José Silveira, Mariam Pessah, Naia Oliveira, Neli Germano, Regina da Costa da Silveira, Rute Gusmão, Sabrina Dalbelo, Soninha Porto, Susana Vernieri, Taiasmim Ohnmacht e Vera Ione Molina.
SERVIÇO
MULHERES GAÚCHAS EM PROSA & VERSO – lançamento do livro
11 de outubro, às 17h30
ONG Cirandar – Rua Duque de Caxias, 1297

“Terapia de Casal, uma comédia em crise”, fará curta temporada em outubro, no Galpão Floresta Cultural

A comédia “Terapia de Casal, uma comédia em crise” fará curta temporada no mês de outubro na capital gaúcha. A montagem do texto original de Juliana Barros, que também dirige os atores Letícia Kleemann e João Petrillo, poderá ser vista dias 17 (sexta) e 18 (sábado), às 20h, e 19 (domingo) às 18h, no Galpão Floresta Cultural (Rua Conselheiro Travassos, 541, no Bairro Floresta);  Ingressos antecipados no https://www.sympla.com.br/evento/terapia-de-casal-uma-comedia-em-crise/3124677?referrer=www.google.com. A apresentação marca um momento importante do espaço, já que é a primeira temporada de um espetáculo de teatro no local.

“Completamos em 2025 três anos Terapia De Casal e nada melhor que celebrar a data em um novo espaço cultural da nossa cidade: o Galpão Floresta Cultural. Queremos fomentar esse lugar como uma nova opção para se ir ao teatro, ver shows e espetáculos de dança”. afirma Juliana Barros, diretora e uma das sócias do espaço. O espetáculo é considerado um dos grandes sucessos do teatro gaúcho e recebeu Prêmio Açorianos De Melhor Produção Adulta em 2022. Desde a estreia, o espetáculo já foi visto por mais de 20 mil pessoas nas cerca de 60 apresentações realizadas por todo o Estado.

Foto: Vilmar Carvalho/ Divulgação

Durante o espetáculo, o público tem a oportunidade de se divertir e de se identificar com a história de Alice e Marcos, um casal que se conhece no final da década de 80 e que, depois de uma década de relacionamento com alguns conflitos, crises e muitas risadas, se vê diante de um terapeuta numa sessão de terapia de casal. Os dois revivem e compartilham com o público, que faz às vezes do terapeuta, momentos importantes e decisivos do relacionamento. “É uma história cheia de situações divertidas, conflitos, expectativas, crises, dramas, medos e gargalhadas, onde qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência”, diz Juliana.

A linha do tempo e a história do relacionamento de Alice e Marcos vai sendo desvendada através da sessão terapia do casal – com momentos de “flashback” que se transformam em cenas. O casal rememora a sua relação, através de situações divertidas, mas repletas do mundo real, que são compartilhadas e “revividas” com o público. “Alice e Marcos são como todos nós, com seus desejos e inseguranças, falhas e acertos – nenhum deles é o vilão ou o mocinho, talvez por isso mesmo o público se identifique e torça por eles”, finaliza a autora.

Galpão Floresta Cultural

O espaço cultural abriu no dia 05 de julho de 2025 no 4º Distrito. Com cerca de 300 metros quadrados, o local de três pisos conta com palco e auditório com capacidade para cerca de 130 pessoas, além de oferecer salas para atividades como ensaios, educação musical e formação cultural. O lugar pertence aos artistas Carlota Albuquerque, Juliana Barros, Simone Rasslan e Álvaro Rosa Costa. Um bar-café abre duas horas antes dos espetáculos para atender o público. Local para estacionar na frente.

Link com fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1B_9BTA78GCkf3gH2HML3sl5P9e54TshK

Link com vídeos:

https://www.dropbox.com/scl/fi/zeajva027crh0gag7nolm/Teaser-Terapia-de-Casal.mp4?rlkey=z8nzej791keox6lrchdbj54c1&dl=0

Foto: ;;; Divulgação

Ficha Técnica

Texto: Juliana Barros

Direção: Juliana Barros e Fernando Ochoa

Elenco: Letícia Kleemann e João Petrillo

Música tema: Só pro meu prazer- Leoni e Fabiana Kherlakian

Trilha sonora original: Fábio Marrone

Direção de arte: Diego Steffani

Iluminação: Fernando Ochôa

Produção/Divulgação: Top Agência Produtora

Gênero: Comédia
Classificação:
12 anos
Duração: 70 minutos

 SERVIÇO

O QUE: Terapia de Casal uma Comédia em Crise

DATA: 17, 18 e 19 de outubro

HORÁRIO: sexta e sábado às 20h e domingo às 18h

LOCAL:  Galpão Floresta Cultural (Rua Conselheiro Travassos, 541, no Bairro Floresta)

INGRESSOS:

Plateia: R$80,00 (+ R$ 8,00 taxa)

Meia entrada: R$ 40,00 (+ R$ 4,00 taxa)

COMPRA PELO SITE:  https://www.sympla.com.br/evento/terapia-de-casal-uma-comedia-em-crise/3124677?referrer=www.google.com

Ingressos na bilheteria do teatro a partir de duas horas antes do espetáculo.

 

 

MARGS apresenta videoinstalação de grupo italiano, na programação do 10º Kino Beat

 

Com inauguração no sábado (4), exposição transforma sonhos em imagens e sons por meio de inteligência artificial

A exposição Onirica () será inaugurada pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), no próximo sábado (4/10), às 10h30. Trata-se de uma videoinstalação produzida pelo estúdio italiano fuse* que, por meio de inteligência
artificial, utiliza um arquivo de sonhos para transformar os seus relatos em imagens e sons.
Com curadoria de Gabriel Cevallos, a mostra integra a programação do 10º Kino Beat.
Dentre 807 narrativas de sonhos reunidas por pesquisadores das universidades de Bolonha
(Itália) e da Califórnia (EUA), foram selecionadas 30, organizadas para a exposição em cinco
ciclos de seis relatos. A tradução visual é realizada por meio de modelos algorítmicos de
texto para imagem, suscitando reflexões sobre o inconsciente, a coletividade e a ética do
uso de dados para treinar a inteligência artificial.
No Museu, a mostra integra o programa expositivo “Poéticas do agora”, voltado a artistas
com produção atual cujas pesquisas recentes em poéticas visuais têm-se mostrado
inovadoras e relevantes no campo artístico contemporâneo. O programa objetiva valorizar
produções que investem na pesquisa e experimentação de linguagem, bem como na
transdisciplinaridade dos meios, operações e procedimentos.
O MARGS é uma instituição da Sedac. O plano de recuperação, exposições e atividades
educativas do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de
Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
Estúdio fuse*
Responsável pela criação do trabalho, o estúdio fuse* explora, desde 2007, o potencial
criativo das tecnologias contemporâneas. Liderado pelos fundadores Mattia Carretti (n.
1981, Itália) e Luca Camellini (n. 1981, Itália), reúne um grupo multidisciplinar de artistas,
arquitetos, engenheiros e designers, em colaboração com especialistas e centros de
pesquisa, que colaboram na criação de projetos, obras, espetáculos e exposições.
Conhecido por suas instalações de grande escala e performances ao vivo – nas quais atua
também como companhia de teatro e produtora independente –, o estúdio experimenta

constantemente novas relações entre o físico, o digital, o natural e o artificial, explorando
uma ampla gama de meios artísticos, incluindo escultura, impressão, vídeo, luz e som. Ao
longo dos anos, apresentou suas obras internacionalmente, em instituições de arte e
festivais.

Kino Beat
A parceria deste ano também retoma a colaboração entre o MARGS e o Kino Beat. Na
edição de 2019 do festival, o Museu recebeu apresentações do Projeto Sonora e de Tomaz
Klotzel, e, em 2021, apresentou a exposição Denilson Baniwa — INÍPO: Caminho de
transformação.
Iniciado em 2009, com uma mostra de filmes sobre música, o Kino Beat se tornou uma
plataforma de arte contemporânea, reunindo múltiplas linguagens – da arte digital ao
audiovisual ao vivo, da música experimental às artes visuais – e criando espaço para
experimentação artística e reflexão crítica. A programação inclui exposições, instalações,
performances, espetáculos, shows, mostras, residência artística, ações formativas e outros
formatos. O conteúdo das atividades deriva da ampla relação que o significado do seu
próprio nome estabelece: “Kino” (imagem, movimento) e “Beat” (ritmo, som).
Nesta edição, a curadoria atravessa temas como tecnologias emergentes, sons globais,
ficções especulativas, pensamento ecológico, práticas colaborativas, cidades imaginadas e
outras formas de escuta e convivência. A principal novidade deste ano é a residência
artística internacional “Portos Conectados”, que reúne artistas brasileiros e britânicos em
uma criação transnacional. Realizada em parceria com a Foundation for Art and Creative
Technology (FACT), do Reino Unido, a iniciativa marca a primeira atuação internacional
estruturada do Kino Beat.
O 10º Festival Kino Beat é viabilizado por meio da Lei Rouanet e apresentado pela
Petrobras, e conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional
do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival
conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do
Estado do RS e realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo
brasileiro.

Serviço
Exposição Onirica ()
Videoinstalação do estúdio italiano fuse*, no 10º Kino Beat
Onde: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) – Praça da Alfândega, s/nº, Centro
Histórico, Porto Alegre
Abertura: Sábado (4/10), às 10h30
Visitação: Até 30 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h)
Entrada gratuita

Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do RGS

Texto: José Francisco Alves

A Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do Rio Grande do Sul como indissociáveis à herança e ao culto da epopeia farrapa (1835-1845). Desde pelo menos 1879 já havia essa tentativa, à vista da encomenda ao pintor Guilherme Litran para o retrato equestre do Gen. Bento Gonçalves. Em 1891, na Constituição Estadual, houve a previsão de um “monumento à memória de Bento Gonçalves e de seus gloriosos companheiros da cruzada de 1835”. Tal “ligação” das gerações subsequentes com os farroupilhas foi com o tempo sendo construída e instituída. E cada oportunidade, sempre com apoio de pinturas históricas, monumentos e celebrações, foi muito bem aproveitada pelos governantes em suas tentativas de inserção como “herdeiros” da estirpe farroupilha.

PÓRTICO DA EXPOSIÇÃO – Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia atribuída a Olavo Dutra/ Divulgação

Porto Alegre, a “Leal e Valorosa”, resistiu bravamente aos

cercos farroupilhas. Porém, já no Centenário da Revolução

(1935) estava impregnada pelo “espírito farroupilha” que todos os sul rio-grandenses passaram a encarnar. Assim, a cidade envolveu-se totalmente na realização de uma exposição fantástica, capitaneada pelo Comissário Geral da Exposição, o prefeito Alberto Bins. O comissariado foi integrado também por Mário de Oliveira (Secretário-Geral), A. J. Renner (Seção da Indústria), Dario Brossard (Pecuária) e Walter Spalding (Cultura).

Para o evento, ergueram-se na Redenção pavilhões temporários. O principal foi o Pavilhão da Indústria Rio-grandense, com nada menos que 230m de frente, 60de profundidade e 14.040m2 construídos. Entre os demais, os pavilhões da Indústria Estrangeira, Agricultura do RS, Inspetoria Federal das Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Centra do Brasil, Viação Férrea do RS e Departamento Nacional do Café. Dos estados, os pavilhões de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Pará.

Houve também inúmeros estandes de serviços, diversões e entretenimento, como o suntuoso Cassino. Todos os pavilhões foram realizados sob a mesma influência de linguagem arquitetônica, numa interessante utilização local do art déco, o estilo moderno que teve sua divulga-ção mundial em 1925, com a “Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes”, em Paris. Nesse sentido, destaca-se a articulação e a coordenação para que tal unidade estilística fosse orientada como o padrão da exposição farroupilha, dado que os projetistas dos pavilhões não foram os mes mos. À noite, os estandes e atrações possuíam uma iluminação de alto destaque, algo jamais visto na capital. Das demais construções, a mais icônica foi o pórtico monumental. Também foram edificados um auditório com concha acústica, restaurante, casa da vispora, “Casa do Gaúcho” e parque de diversões. Em frente à Rua Santana, havia o canódromo (corrida de cães).

Pavilhão Cultural da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – In Relatório de Alberto Bins 1936/ Divulgação

Também monumental, foi a exposição de animais de nossa agropecuária, uma “mini-Expointer” em plena Redenção. O Pavilhão Cultural foi reali-

zado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

Sua entrada dava-se diretamente pela Av. Osvaldo Aranha, com ingresso próprio. A seção de artes plásticas do pavilhão foi uma das maiores exposições de arte já realizadas em Porto Alegre. Somente na Seção de Pintura, participaram 780 trabalhos.

Aquele contexto do Centenário Farroupilha tomou conta da cidade, influindo na autoestima local, sendo o mais grandioso evento que Porto Alegre já teve, proporcionalmente, a considerar o tamanho da capital à época, com estimados 313.500 habitantes.

Nas comemorações de 1935 houve uma onda de monumentos, em grande número de municípios gaúchos. Para o ambiente do Campo da Redenção, na oportunidade batizado de Parque Farroupilha, também monumentos foram inaugurados. Infelizmente, este significativo legado em forma de arte encontra-se hoje semidestruído, em farrapos. A principal obra foi a estátua equestre de Bento Gonçalves, encomendada a Antonio Caringi.

Esse monumento, em 1940, foi transferido para a Av. João Pessoa, junto à Praça Piratini. Com os anos, paulatinamente esta obra, realizada na Alemanha os

bronzes, foi esquecida por autoridades e sociedade. Foi completamente abandonado, furtadas peças e emporcalhado: uma vergonha à memória farroupilha é o que resta do monumento dedicado aquele que foi um dos mais destacados sul rio-grandenses, o Gen. Bento Gonçalves.

Vista geral da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia da Casa do Amador/ Divulgação

A história da Exposição do Centenário Farroupilha encontra-se em exibição na Casa da Memória Unimed Federação/RS, com a exibição de fotografias dos pavilhões, maquete do pórtico, obras de artistas da organização do Pavilhão Cultural e outros itens relativos ao evento.

Pavilhão da Indústria Estrangeira 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo atribuída à Foto Becker/ Divulgação

Também haverá mesa redonda sobre arquitetura e história, bem como uma visita orientada ao Parque Farroupilha. Trata-se de oportunidade de conhecer um evento que distancia-se no passado, é tratado com lendas e equívocos de interpretação e, por isso, precisa ser devidamente lembrado. Seu maior legado foi definitivamente fazer do Campo da Redenção um parque público, cujos primeiros elementos do anteprojeto de Alfred Agache, elaborado em 1928, foram construídos para a Exposição do Centenário Farroupilha.

O Pavilhão Cultural foi realizado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

sábado A Exposição do Centenário Farroupilha

completa 90 anos

Encerramento da Exposição do Centenário Farroupilha em Relatório de Alberto Bins no ano de 1936

CP MEMÓRIA

 

“Exposição 90 de 35 – Arte,

História e Arquitetura na Exposição do Centenário Farroupilha

Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Bier-

mann Pinto.

Visitação de segundas a sex-

tas, das 13h às 18h. Até dia 24 de outubro.

Casa da Memória Unimed Federação/RS. rua Santa Tere-

zinha, 263,

Comemoração dos 21 anos da banda JazzGig, de Porto Alegre,  traz como convidada a cantora Ithamara Koorax

Na edição de setembro do Sonoridades, dia 28, às 17h, a banda JazzGig nos presenteia com sua qualidade nas comemorações de seus 21 anos de estrada, num espetáculo especial repleto de standards do jazz, seleção primorosa de música instrumental brasileira e o inconfundível jazz funk que marca seu repertório. A noite contará também com a participação da renomada cantora Ithamara Koorax, considerada uma das maiores vozes do jazz mundial, tornando esta apresentação um encontro imperdível entre talento, história e excelência musical. O Sonoridades é um ponto fora da curva na programação cultural da cidade, oferecendo shows raros e imperdíveis a cada mês. Numa realização do CHC Santa Casa em parceria com a LIGA, de Dedé Ribeiro e Luiza Pires, o projeto tem curadoria de Arthur de Faria e Rafael Rubin, que capricham na escolha das atrações.
O show especial da JazzGig traz um repertório que percorre as duas décadas de trajetória do grupo, em um espetáculo inédito que contará com apresentação de Beto Xavier — jornalista, radialista e coordenador da FM Cultura 107.7. Formada em 2004, em Porto Alegre, a JazzGig queria tocar versões instrumentais de standards do jazz e de clássicos da música brasileira. E executou tão bem sua ideia inicial que está com 21 anos de sucesso, percorrendo os palcos do sul do Brasil. Com dois discos gravados, Standards (2009) e Vol. 2 (2016), vem se apresentando em importantes palcos da cena musical, como Theatro São Pedro, Casa de Cultura Mário Quintana, Odeon Bar, Café Fon Fon, Espaço Cultural 373, Espaço Cultural 512, Bar Ocidente e Bar do Alexandre.
E a cereja do bolo de aniversário da JazzGig é a participação especial de Ithamara Koorax, cantora brasileira de MPB, música clássica, jazz e bossa nova, nascida na cidade de Niterói/ RJ. Reconhecida como uma das melhores cantoras da história do jazz, segundo o jornalista e crítico de jazz Scott Yanow, no livro The Jazz Singers, foi eleita a terceira melhor cantora de jazz do mundo pelo Annual Readers Poll da revista americana DownBeat (em 2008/2009), ficando atrás apenas de Diana Krall e Cassandra Wilson. Já em 2002, havia sido considerada a quarta melhor cantora de jazz do mundo pela mesma publicação. Recebeu ainda destaque em revistas especializadas na Inglaterra (Jazz Journal), França (Jazz Hot), Japão (Swing Journal) e Coreia do Sul (Jazz People), entre outras.

Ithamara Koorax.
Foto Arnaldo de Souteiro./ Divulgação
Ithamara iniciou a carreira profissional em 1990, quando recebeu o prêmio de “Cantora Revelação” da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1994, ganhou o Prêmio Sharp (atual Prêmio da Música Brasileira) como “Cantora Revelação de MPB” pelo álbum Ithamara Koorax Ao Vivo. Entre 1990 e 2003, gravou dez temas para trilhas sonoras de novelas e minisséries da TV Globo, como Riacho Doce, Araponga, Pedra Sobre Pedra, Renascer, Fera Ferida, Cara & Coroa, Estrela Guia e Celebridade — esta última incluindo uma música inédita de Antônio Carlos Jobim.
Dividiu palcos e gravou com nomes como Elizeth Cardoso, Antônio Carlos Jobim, Luiz Bonfá, Ron Carter, Larry Coryell, John McLaughlin, Gonzalo Rubalcaba, Dom Um Romão, Raul de Souza, João Donato, Robertinho Silva, Hermeto Pascoal, Eumir Deodato, Marcos Valle, Edu Lobo, Martinho da Vila, Paulo Moura e Wagner Tiso, além dos grupos Azymuth e Os Cariocas, e orquestras como a Petrobrás Sinfônica e a Orquestra Jazz Sinfônica. No Japão, colaborou com artistas como Ikuo Takaoka, Masahiro Itami e Tomonao Hara. Também trabalhou com DJs como Parov Stelar e Tom Novy, lançando remixes e singles. Em 2022, lançou o single Espelho Solar (com Rodrigo Lima) e o álbum Dear Mom Beija Flor.
    Ou seja, mais um Sonoridades para marcar a cidade com uma apresentação incrível em misturas sempre interessantes e muita música de qualidade para o público gaúcho.
Ficha técnica:
Marcelo Campos (bateria)
Leandro Hessel (piano/teclados)
Marcelo Figueiredo (sax tenor)
Marcelo Ribeiro (sax alto)
Chico Gomes (trompete/flugelhorn)
Rafael Capaverdi (guitarra)
Luiz Mario Tavares (percussão)
Gustavo Pessota (baixo elétrico)
Bernardo Schneider Zubaran (gaita harmônica)
convidada: Ithamara Koorazx (voz)
JazzGig e Ithamara Koorax – Projeto Sonoridades
Dia 28 de setembro, às 17h
Teatro do CHC Santa Casa – Av. Independência, 75
Redes dos artistas:
Redes do CHC Santa Casa:
Lei Rouanet / Ministério da Cultura
Patrocinadores: Aché, Agrogen, Dorf Ketal, Grendene e Stihl
Realização: CHC Santa Casa/ Liga Produção Cultural / Ministério da Cultura – Governo do BRASIL – Do lado do povo brasileiro

Paulo Amaral mostra uma seleção de 50 anos de arte visual

Um nome que é referência na arte do Rio Grande do Sul, Paulo Amaral inaugura exposição na Galeria Bublitz no sábado, 27 de setembro. A mostra “Paulo Amaral: uma seleção de 50 anos de Arte” apresenta uma compilação de obras do artista desde 1970 até a atualidade. O vernissage será das 11h às 13h e a mostra fica no espaço até o dia 25 de outubro, com entrada franca.

“É uma honra receber uma exposição tão significativa de um artista que não só é um exemplo da arte produzida no Estado, mas também um grande incentivador de outros artistas e espaços culturais”, declara o marchand Nicholas Bublitz.

Cais de Porto Alegre, Desenho a carvão, sem moldura, 50 x 70 cm/ Divulgação

A seleção de 20 obras em exposição na galeria é formada por produções que fazem parte do acervo do próprio artista. “Esta exposição reúne algumas obras de tempos diversos (não gosto de falar em fases) de minha carreira nas artes e de técnicas variadas como óleo e acrílica sobre tela, gravura (serigrafia), aquarela e desenho. São trabalhos reunidos e guardados ao longo de cinquenta anos, que compõem um mosaico dessas técnicas que experimentei, permanecendo em algumas e abandonando outras, como a aquarela”, detalha Paulo Amaral.

Na mostra estão alguns recortes de exposições individuais como “Cidades Mineiras”, no MARGS (1982), “Cidades do Leste”, na Galeria Marisa Soibelman (1996) e “Paris”, na Galeria Alencastro Guimarães (1993), e outras pinturas e gravuras que circularam em outras mostras, algumas delas de coleção particular do artista.

Casa na Rua Garibaldi, detalhe, 1983, Aquarela sobre papel, sem moldura, 35 x 50 cm/ Divulgação

As obras

Nos anos 1970, Paulo Amaral participou ativamente do Movimento em Defesa do Patrimônio Histórico, liderado pelo saudoso Professor Leandro Telles, em que um grupo de artistas saia às ruas aos sábados para pintar um prédio ameaçado de extinção. “Salvamos muitos deles e perdemos tantos outros, que deram lugar a novas edificações, transformando o panorama da cidade”, recorda. Um destes trabalhos (Casa à Rua Garibaldi), que é um detalhe de janela, é remanescente daqueles dias.

Ponte Pênsil sobre o Mampituba, 1981, Aquarela sobre papel, 35 x 25 cm/ Divulgação

“Outro pequeno exemplar interessante, que integra a mostra, é a “Antiga Ponte Pênsil sobre o Mampituba”, uma pequena aquarela que retrata a primitiva ponte, in loco, a qual sofreu duas substituições no seguir dos anos, apagando da memória torrense a imagem que preservei neste trabalho”, relata Amaral. As serigrafias, em sua maioria, tratam de portas e janelas, que ficaram como uma espécie de marca registrada de sua arte. Entre elas, “Fachada em Rio Grande”, de 1981, que também consta nesta exposição, foi a primeira das mais de 100 imagens produzidas pelo artista com esta técnica, desde então.  “Em síntese, esta exposição, por sua motivação antológica suscitada pelo Nicholas Bublitz, que gentilmente me convidou a realizá-la, ficará para mim como uma das mais gratas”, reconhece Amaral.

O artista visual Paulo Amaral- Foto: 2025 Nilton Santolin/ Divulgação

Paulo Amaral nasceu em Bagé, em 1950. Iniciou seus estudos em pintura na Califórnia, em 1967. No Rio de Janeiro, nos anos 1970, filiou-se à Sociedade Brasileira de Belas Artes. Formou-se engenheiro civil em 1974, exercendo carreira por 30 anos em Porto Alegre, onde também presidiu o Sinduscon-RS. Suas atividades no campo das artes não se restringiram ao ofício da pintura. Dirigiu o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) por três períodos: (1997-1998, no qual conduziu as obras de definitivo restauro da instituição), (2003-2006) e (2015-2018). Como escritor, é autor de textos críticos em livros e jornais e de apresentação de artistas das áreas visuais.

Seu currículo conta mais de cinquenta exposições individuais no Brasil e no exterior, cerca de 150 mostras coletivas, além da participação em salões de arte, como artista e jurado, e em acervos de museus brasileiros e estrangeiros. Paulo Amaral presidiu o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), órgão do governo federal, entre janeiro de 2019 e março de 2020. Assumiu a Coordenação de Artes Visuais da Secretaria da Cultura de Porto Alegre em novembro de 2021. Atualmente, também se dedica à pintura, à escultura, a curadorias comissionadas e à escrita de novos textos.

Catedral de São Vito, Praga, 2020, Acrílica sobre tela, sem moldura, 97 x 130 cm/ Divulgação

Exposição “Paulo Amaral: uma seleção de 50 anos de arte”
Local: Bublitz Galeria de Arte

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
Vernissage: sábado, 27 de setembro, das 11h às 13h.
Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h
Período da exposição: até 25 de outubro
Entrada Franca

Emmanuele Baldini é regente e solista em concerto da OSPA, com obras de Vivaldi, Bach e Fauré

Emmanuele Baldini é regente e solista ao violino em concerto da OSPA com obras de Vivaldi, Bach e Fauré (19/09). Os solistas Raquel Fortes e Daniel Germano dão voz ao “Requiem” do compositor francês, que também traz a participação do Coro Sinfônico da OSPA

Na sexta-feira, 19 de setembro, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) — fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS) — interpreta obras de três compositores renomados: Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach e Gabriel Fauré. O maestro ítalo-brasileiro Emmanuele Baldini, que também é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), é o convidado da OSPA para não apenas reger a apresentação, como também tocar violino. Ao seu lado no palco do Complexo Cultural Casa da OSPA, estarão os cantores líricos Raquel Fortes e Daniel Germano, além do Coro Sinfônico da OSPA, que fará uma participação especial. O concerto inicia às 20h na Sala Sinfônica, com transmissão ao vivo pelo canal da OSPA no Youtube.

Raquel Fortes Créditos Leandro Rodrigues/ Divulgação

A apresentação faz uma homenagem aos 130 anos da Faculdade de Farmácia da UFRGS. O programa começa com Sinfonia Al Santo Sepolcro em si menor RV 169, do compositor barroco italiano Antonio Vivaldi (1678-1741). Com dois movimentos, inicia com a alternância entre momentos de tensão e conforto, partindo para a reflexão no segundo movimento, como explica o maestro Emmanuele Baldini. Na sua opinião, é uma obra “impactante” e “de grande inspiração”. Além disso, o compositor barroco teria pedido que a música fosse tocada sem órgão nem cravo, algo pouco usual na época. Embora o seu título remeta à Páscoa, não há referências a uma ocasião específica que teria levado à sua composição.

A seguir, o Concerto para Violino e orquestra em lá menor BWV 1041, do alemão  Johann Sebastian Bach (1685-1750), traz Baldini também como solista, ao violino. Nascido em Trieste, na Itália, ele é spalla da Osesp, regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e da Orquestra Sinfônica de Ñuble, no Chile. Gravou mais de 40 CDs e foi premiado como Melhor Instrumentista pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2017, além de ter recebido a Medalha Tarsila do Amaral em 2021 e ter sido finalista do Latin Grammy com sonatas de Villa-Lobos. Segundo Baldini, no Concerto, “Bach nos traz o sacro e o profano juntos, como só os grandes gênios conseguem”. O músico também ressalta a exploração dos diferentes sons produzidos pelo violino no segundo movimento da peça.

Daniel Germano _crédito Vitoria Proenca/ Divulgação

Após o intervalo, os solistas Raquel Fortes e Daniel Germano combinam suas vozes na interpretação de Requiem Op. 48, composição do francês Gabriel Fauré (1845-1924). A soprano Raquel, que iniciou sua trajetória no coro da OSPA, é bacharel em Canto Lírico pela UFRGS e aperfeiçoou-se no Opera Studio do Theatro Municipal de São Paulo, estado onde atua majoritariamente no momento. Já o baixo-barítono Daniel estudou em Adria, na Itália, e participou de produções operísticas como Don Giovanni, Turandot e Carmen, entre outras, além de atuar como solista em concertos de diversas orquestras.

A música de Fauré também conta com a participação do Coro Sinfônico da OSPA, parte essencial na sua interpretação. Segundo o regente do coro, Diego Schuck Biasibetti, “Fauré explora uma diversidade muito grande em termos de sonoridade, desde momentos mais delicados e sublimes aos mais grandiosos e imponentes”. Com grandes expectativas para o concerto, Diego conta que ele será o resultado de um trabalho intenso na busca da sonoridade perfeita para a obra. Fundado em 1969, o Coro Sinfônico da OSPA é um dos grupos corais mais consolidados do Rio Grande do Sul. Para o concerto “Vivaldi, Bach e Fauré”, levará as vozes de 70 cantores à Sala Sinfônica.

Coro da OSPA 2025 Foto: Vinícius Angeli-/ Divulgação

Para o violinista da OSPA Giovani dos Santos, a obra de Fauré é uma “missa dos mortos em formato diferenciado”, evidenciando o descanso eterno e a paz em lugar do julgamento e da ira divina. O músico é o convidado do projeto Notas de Concerto, que acontece na Sala de Recitais da Casa da OSPA às 19h, e tem entrada incluída no ingresso para a apresentação. Ele abordará em profundidade as obras do programa e carreiras de seus compositores, além das biografias do regente e solistas do concerto Vivaldi, Bach e Fauré. A palestra conta com transmissão online pelo canal da OSPA no Youtube.

Emanuelle Baldini Creditos Diego Frigo/ Divulgação

FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

Vivaldi, Bach e Fauré
Concerto em homenagem aos 130 anos da Faculdade de Farmácia – UFRGS

SEXTA, 19 DE SETEMBRO DE 2025

Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Giovani dos Santos.

Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de  sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

Bilheteria: em sympla.com.br/casadaospa ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

Estacionamento: gratuito, no local.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.

Acesse o programa do concerto

Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

Solistas: Raquel Fortes (soprano), Daniel Germano (baixo-barítono)

Regente e solista: Emmanuele Baldini (violino)

Participação: Coro Sinfônico da OSPA

Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

Lei de Incentivo à Cultura

Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

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