Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Santiago e seu “Caderno de Desdenho”, reunindo cartuns universais e atemporais

    Santiago e seu “Caderno de Desdenho”, reunindo cartuns universais e atemporais

     

    O cartunista Santiago apresenta, em Caderno de Desdenho (Libretos Editora, 2022, 140 páginas, 21 x 21 cm, colorido, R$45, ISBN 978-65-86264-40-1), o melhor de sua produção dos últimos 30 anos, com desenhos inéditos e muitos publicados em revistas e jornais. Dentre 100 premiações conquistadas em salões nacionais e internacionais, 16 cartuns vencedores constam desta obra comemorativa. São obras universais e atemporais que abordam temas como ecologia, costumes e crítica social.

     

    Santiago, que comemora 47 anos de profissão, autografa Caderno de Desdenho no dia 10 de março (quinta-feira), às 17h30, no Espaço Amelie (Rua Vieira de Castro, 439 – Santana, Porto Alegre/RS). A publicação já está disponível no site http://www.libretos.com.br, nas livrarias ou diretamente com o autor.

     

     

    Desdenhando a pompa e a circunstância, com irreverência nata, Santiago é um artista conectado às questões sociais e sempre alerta contra as injustiças e as artimanhas de intimidação por parte dos poderosos. Afinal, se o rei está nu, alguém precisa registrar com qualidade e excelência. O cartunista reitera sua concepção sobre humor gráfico: “Humor é desdenho. Eu desdenho com muito empenho: da hipocrisia e sua miopia, do cinismo sem abismo, das convenções da sociedade com maldade, do preconceito sem respeito e do ódio de qualquer jeito”.

     

    O livro, cuja capa é assinada pelo designer e diretor de arte Bernardo Abreu, tem edição e editoração de Clô Barcellos. Os cartuns selecionados foram originalmente publicados no jornal Extra ClasseCREA em Revista, revista Novo Olhar, revista Foco, revista Florense, revista Le Monde Diplomatique Brasil, revista AGAS, revista Momento, revista VOX, revista Porto & Vírgula, revista Aplauso, revista Na Janela, revista Bundas Pasquim21, outros participaram em Salões Internacionais de cartuns e muitos são inéditos.

     

    Neltair Abreu nasceu em 1950, na cidade que lhe emprestou o pseudônimo e que antigamente foi “Santiago do Boqueirão” na quase fronteira com a Argentina. Estudou Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou por dez anos na Folha da Tarde, para o Coojornal (Cooperativa dos Jornalistas), Pasquim, revista Bundas, jornal Pasquim 21, jornal O Interior, jornal O Estado de S. PauloJornal do Comércio e desenha atualmente para o jornal Extra Classe e revista Le Monde Diplomatique Brasil. Editou 18 livros de humor gráfico, sete destes com o seu personagem, o gauchinho Macanudo Taurino.

    Foi premiado oito vezes no concurso do jornal Yomiuri Shimbun de Tóquio, sendo em uma ocasião o Grand Prix, o prêmio máximo, concorrendo com 16 mil desenhos do mundo inteiro. Venceu cinco vezes o Salão de Piracicaba e, em 1992, foi presidente de honra do certame. Ganhou por vinte vezes o prêmio de melhor charge editorial da Associação Rio Grandense de Imprensa. Obteve o prêmio do Salão de Cartuns do Canadá em 1987 e na Alemanha em 1983. Arrebatou o primeiro lugar no Salão de Humor Antiguerra, na Bulgária em 1987. Premiado duas vezes no Salão Carioca de Humor em 1997 e 2008.
    Em 1987, a revista especializada em humor gráfico, Witty World, dos Estados Unidos, colocou seu nome entre os dez melhores do mundo, junto com Quino, Aragonés, Sempé e Mordillo. Possui originais no Museu da Caricatura em Basiléia, Suíça. Dedica-se também à história em quadrinhos, sua paixão desde sempre. Já publicou contos vivenciados em Causos do Santiago (Zarabatana, 2013) e A menina do Circo Tibúrcio (Libretos, 2016).
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  • Programação especial comemora o Dia Internacional da Mulher, na CCMQ

    Programação especial comemora o Dia Internacional da Mulher, na CCMQ

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), preparou uma agenda toda especial para o Dia Internacional da Mulher. A programação do Dia 8 de Março culmina com as atividades de encerramento da exposição Donas da História, que desde o início de fevereiro ocupa o Espaço Oliveira Silveira, no 5º andar do complexo cultural (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico de Porto Alegre).

    A mostra fotográfica destaca a trajetória de 16 mulheres negras gaúchas, oito delas vivas e atuantes. A celebração do Dia Internacional da Mulher tem ainda a abertura da exposição do Coletivo Nítida – Fotografia e Feminismo e o lançamento de novo vídeo no YouTube da CCMQ, com show de Viridiana, convidada do mês de março do Projeto Música no Terraço.

    Às 18h, na Cinemateca Paulo Amorim, no térreo da CCMQ, acontece uma sessão comentada do documentário Donas da História, produzido pela equipe de comunicação do Palácio Piratini, com direção de Deborah Anttuart, Mateus Gomes e Valentina Mombelli. O documentário reúne depoimentos das mulheres negras homenageadas que permanecem em atividade. A produção foi lançada em novembro último, por ocasião das comemorações dos 100 anos da sede do Governo do Rio Grande do Sul, onde estreou a exposição Donas da História. Após a sessão comentada, acontece uma visita mediada à mostra.

    Viridiana-transfusão-Foto; Lau Baldo/ Divulgação

    Também no Dia 8 de Março, o canal do YouTube da CCMQ tem lançamento de mais um vídeo do Projeto Música no Terraço. A convidada do Mês da Mulher é Viridiana, multiartista trans porto-alegrense. O álbum autoral de estreia (Transfusão), selecionado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Pró-Cultura-RS), programa da Sedac, e pelo edital Natura Musical, mescla referências da canção brasileira com a música pop e eletrônica dançante.

    Ainda no Dia 8 de Março, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), a CCMQ abre a exposição do Coletivo Nítida – Fotografia e Feminismo. A mostra valoriza a presença feminina na fotografia, reunindo imagens de mulheres e suas lutas. Contando ainda com atividades paralelas a serem divulgadas, a mostra do Coletivo Nítida – Fotografia e Feminismo permanece aberta à visitação até o final do mês de abril na Fotogaleria Virgílio Calegari, no sétimo andar da CCMQ.

    8 de Março – Dia Internacional da Mulher na CCMQ

    Sessão comentada do documentário Donas da História
    Onde: Cinemateca Paulo Amorim (térreo da CCMQ)
    Horário: 18 h (Após a sessão, acontece uma visita mediada pela exposição.)

    Lançamento do vídeo de Viridiana | Projeto Música no Terraço
    Onde: Youtube da CCMQ
    Horário: a partir das 20 h

    Fotografia e Feminismo/ Divulgação

    Abertura da mostra fotográfica do Coletivo Nítida – Fotografia e Feminismo
    Onde: Fotogaleria Virgílio Calegari (7º andar da CCMQ)
    Horário: a partir das 10 h

  • Felipe Azevedo abre a temporada de música instrumental do Butiá, em março

    Felipe Azevedo abre a temporada de música instrumental do Butiá, em março

     O Butiá retorna no dia 6 de março com as apresentações de música instrumental ao pôr do sol, no palco instalado na beira do rio Guaíba. No primeiro domingo da temporada, o violonista Felipe Azevedo apresenta “De Cordas e Canções”. Acompanhado de Everson Vargas (contrabaixo acústico) e Felipe Karam (violinos), ele traz temas instrumentais autorais que mesclam diferentes ritmos de raízes brasileiras, latino-americanas e africanas.

    Ao longo da carreira, além de assinar trilhas para dança, teatro e cinema, Azevedo já dividiu o palco com artistas, como Guinga, Hermeto Pascoal e Ulisses Rocha, e com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, como solista convidado.

    Ale Ravanelo Blues Combo – Foto: Zé Carlos de Andrade/ Divulgação

    No dia 13, é a vez de Ale Ravanello Blues Combo. Com a mesma formação há doze anos, Ravanello (harmônica e vocais), Sergio Selbach (contrabaixo), Nicola Spolidoro (guitarra) e Clark Carballo (bateria) interpretam um repertório que mistura clássicos dos grandes mestres da harmônica, com temas recheados de animação e swing dos anos 1950 e 1960.

    Já no dia 20, pela primeira vez, O Butiá recebe Fernando Noronha & Black Soul. Um dos guitarristas mais eletrizantes do Brasil, e com mais de 20 anos de carreira estabelecida, Fernando é figura carimbada na cena de folk e blues global, onde participou de diversas turnês pela América do Sul, na Europa e nos Estados Unidos e Canadá. Junto com sua banda, Black Soul, formada por Luciano Leães (teclado), Edu Meirelles (baixo) e Ronie Martinez (bateria), o guitarrista se apresentou no Festival de Jazz de Montreal (Canadá), no Festival de Blues Augusti (Estônia) e no Festival Internacional de Jazz de Santiago (Chile).

    Fernando Noronha – Foto: Marcos Hermes/ Divulgação

    E para fechar o mês, no dia 27, o baterista do Delicatessen Mano Gomes convida Lucas Brum (guitarra), Matheus Albornoz (contrabaixo) e Diego Ferreira (sax) para apresentar clássicos e standards, com uma linguagem que lembra o estilo dos artistas da consagrada ECM Records.

    Mano Gomes. Foto Caio Girardi/Divulgação

    Com 30 anos de carreira, Mano Gomes tocou com nomes conhecidos da cena gaúcha, como Nei Lisboa, Marcelo Delacroix e Peri Souza, e, também, da Europa, entre eles Rui Veloso, o “patrono do Rock in Rio em Lisboa”. Com o grupo Delicatessen, foi vencedor do Prêmio da Música Brasileira e de cinco Açorianos. Nos três primeiros discos, a banda atingiu a marca de 20 milhões de plays nas plataformas digitais.

    Passeio de barco

    As apresentações musicais ocorrem aos domingos, das 17h até o pôr do sol, com ingressos a R$ 40,00. O Butiá oferece ainda, além de almoço, piquenique e hambúrguer (a partir das 16h), passeio de barco e aluguel de pranchas de SUP (instrutor disponível).

    Em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.comA localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

    Programação
    06 de março | Domingo | 17h
    Felipe Azevedo Trio

    13 de março | Domingo | 17h
    Ale Ravanello Blues Combo

    20 de março | Domingo | 17h
    Fernando Noronha & Black Soul

    27 de março | Domingo | 17h
    Mano Gomes e amigos

  • O olhar amoroso de Iberê Camargo sobre Porto Alegre, nos 250 anos da cidade

    O olhar amoroso de Iberê Camargo sobre Porto Alegre, nos 250 anos da cidade

    Para celebrar os 250 anos da Capital gaúcha, a Fundação Iberê Camargo inaugura, no dia 12 de março, às 11 horas, a exposição “Iberê e Porto Alegre – No andar do tempo”. Serão apresentadas 38 obras do acervo, entre pinturas e desenhos, e propõe um passeio pelo olhar do artista por alguns locais significativos, como o rio Guaíba, a Cidade Baixa, a Catedral Metropolitana, a Praça da Matriz, a Ponte de Pedra, a Rua da Praia, a Usina do Gasômetro, o Parque da Redenção e o pôr do sol.

    Algumas delas serão expostas pela primeira vez no atual prédio da Fundação, que completa 14 anos no dia 30 de maio. A mostra integra o calendário oficial das comemorações do aniversário de Porto Alegre.

    Nascido em Restinga Seca, 257km distantes de Porto Alegre, Iberê Camargo  sempre teve laços muito fortes com a Capital, como descreveu, em julho de 1970, na carta de agradecimento à Câmara de Vereadores pelo título Cidadão de Porto Alegre: “Foi nesta cidade, na igreja do Menino Deus, que recebi o batismo e o nome. Meu pai, então agente da estação de Restinga Seca, minha terra natal, escolheu a capital do nosso querido Rio Grande, como primeiro marco da minha humanização (…) Gosto de perambular, sonhando, pelas tuas mais antigas ruas cheias de sol e poesia. Olaria, Varzinha, Arvoredo – Oh! a rua da Praia dos encontros e dos namoros! Praça da Alfândega, do Portão, da Matriz… são ilhas cheias de verde e de luz. Nomes que nasceram da poesia popular e foram guardados na boca do homem, no tempo que torna as coisas sagradas. Lugares cheios de histórias… História do povo… história de gente… História simples da vida, do dia a dia em que cada um é herói, sem o saber. O caminho, amigos, é o rasto do homem. E o rasto é a sua história. Na trilha das gerações plasmam-se o ontem e o hoje. Cidade de Porto Alegre, perto ou distante, vejo-te refletida no Guaíba que tem feição de mar, onde todas as tardes o sol se esvai num lençol de Sangue…”.

    Exposição “Iberê e Porto Alegre – No andar do tempo”
    Artista: Iberê Camargo
    Organização: Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai
    Onde: Fundação Iberê – Átrio | Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal
    Abertura: 12/03, Sábado
    Hora:11h

     

  • Série “Queens” da artista Inez Pagnoncelli integra mostra sobre diversidade da Chico Lisboa

    Série “Queens” da artista Inez Pagnoncelli integra mostra sobre diversidade da Chico Lisboa

     

    Na exposição Fora da Margem: Panorama Visual das Subjetividades Queer, que começa a ser montada pela Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa para celebrar a diversidade e ampliar a visibilidade da temática LGBTQIA+, não podiam faltar as drags. E elas estão presentes na série “Queens”, produzida pela artista visual Inez Pagnoncelli.

    A exposição Fora da Margem será aberta no próximo dia 3 de março, às 19h, na Galeria de Arte do Dmae, onde permanecerá até o último dia do mês (31/03). O espaço fica na Av. 24 de Outubro, 200 – Moinhos de Vento – Porto Alegre. Entrada gratuita.

     

    Drag cabelo e franja bord“, tiara branca . Reprodução/ Divulgação
    Drag lenço azul, blusa amarela. Reprodução/ Divulgação

    São nove telas pintadas com acrílica e óleo, acrescidas de colagens com materiais como strass, miçangas, fitas com pérolas, folhas de ouro. Ao retratar as drags em seus quadros, Inez diz que procura “revelar as inúmeras formas, semblantes, feições, sombras, desenhos e traços que elas reproduzem em seus trajes e penteados, expondo a beleza das transformações e a diversidade desses seres de alma feminina que primam pela luxúria, extravagância em suas vestimentas, sem perder a elegância”.

    Drag cabelo vermelho e amarelo. Reprodução/ Divulgação
    Drag loira, lábio azul. Reprodução/ Divulgação

    Nas artes visuais desde os anos 1980, quando também se formou em Arquitetura e Urbanismo, Inez conta que ao pesquisar sobre o tema reforçou sua percepção de que “uma drag queen não é apenas uma ‘montação’ teatral. É algo que vai muito além da transformação visual”.

    Drag Cleópatra. Reprodução/ Divulgação
    Drag mãos ao alto. Reprodução/ Divulgação

    Para ela, a transformação encenada pelas drags é uma manifestação, uma atitude, um posicionamento existencial contra a discriminação que lhes é impingida pela sociedade. “A criação dessa personagem revela uma busca por referências. A artista percorre um trajeto de resistência e força. Apesar de não estarem vinculadas a uma definição de gênero e orientação sexual, as drag queens também enfrentam o mesmo preconceito sofrido pela comunidade gay”.

    Drag com bastão e de vestido verde. Reprodução/ Divulgação
    Drag unhas longuíssimas. Reprodução/ Divulgação
    Drag com leque. Reprodução/ Divulgação

     

    Artistas participantes

     Sob a curadoria de Ben Berardi, Sandro Ka, Neiva Bohns e Manuela Fetter, participam da exposição Fora da Margem, da Associação Chico Lisboa, os seguintes 35 artistas:

    Ajeff Ghenes, Alce Porto, Álvaro Augusto Moro de Quadros, Annie Ruaro, Arthur Caldeira, Bruna Abreu, Carol Martins, Céu Isatto, David Ceccon, Denise Wichmann, Eduardo Thomazoni, Elenise Xisto, Fátima Pinto, Felipe Cremonini, Gabriela João, Gabriela Kostesky, Gladys Neves, Graça Craidy, Inez Pagnoncelli, Itamara Stockinger, Kaline da Silva Luiz, Kaunauã Nharu, Laur Peters, Lívia Auler, Lorena Bendati Bello, Lu Vieira, Marcelo Eugenio, Marina de Souza Pessato, Pedro Reis, Rafael Dambros, Ricardo Ayres, Suzane Wonghon, Thiago Dorsch, Vitor Cunha e Walter Karwatzki.

     

  • Inscrições gratuitas para oficinas de teatro, música, dança e artes visuais, na CCMQ

    Inscrições gratuitas para oficinas de teatro, música, dança e artes visuais, na CCMQ

    O Núcleo Educativo da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove novas oficinas de teatro, música, dança e artes visuais, a partir de março. As inscrições devem ser feitas mediante preenchimento de formulário online, nos links a seguir, específicos para cada oficina.

    Todas as atividades são gratuitas, e os ministrantes são remunerados com recursos captados pela Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ) junto ao Banrisul, patrocinador máster da instituição. 

    As oficinas acontecem em diversos espaços voltados à arte-educação na CCMQ (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre). As atividades ocorrem em quatro ou oito encontros presenciais, observando os protocolos sanitários vigentes.

    Para quem se interessa por teatro, psicologia e política a oficina Teatro do Oprimido: uma vivência transformadora acontece nas quintas-feiras, 3, 10, 17 e 24 de março, das 18h às 20h, na Sala Marcos Barreto (4º andar da CCMQ). Ministrada por Araxane Jardim e Deia Alencar, a atividade propõe uma experiência prática a partir de exercícios e jogos da metodologia criada por Augusto Boal. Baseado no livro Jogos para Atores e Não Atores e em técnicas de teatro imagem, teatro jornal e teatro fórum, a oficina possibilita o contato com o teatro político de forma social, lúdica e pedagógica para que os participantes reflitam sobre as formas de opressão presentes na sociedade. São quatro aulas presenciais, com público-alvo a partir dos 15 anos. Inscrições: https://forms.gle/tq1xhFx7dcbGJ4tW9

    Oficina Cadernos de Poemas. Foto: Pedro Cassel/ Divulgação

    Unindo literatura e arte, a Oficina de artes visuais: Cadernos de Poemas se destina a quem quer aprender a se soltar e se divertir com as palavras. Ministrada por Pedro Cassel, a prática é um experimento em escrita poética com encontros nas sextas-feiras, 4, 11, 18 e 25 de março, das 15h às 17h, na Sala Sérgio Napp 2 (2º andar da CCMQ). A experiência aborda o texto de diferentes perspectivas, usando exercícios propostos por autores como Bernadette Mayer, Ana Martins Marquese e Francis Ponge. A atividade se desenvolve em quatro aulas presenciais, com público-alvo a partir dos 15 anos. Inscrições: https://forms.gle/o5waSGuRjCsyzzQ4A

    A Oficina de música: Pandeiro Popular utiliza o método didático aplicado há mais de 35 anos pelo músico Zé do Pandeiro. São oito aulas aos sábados, das 10h às 12h (dias 5, 12, 19 e 26 de março e 2, 9, 23 e 30 de abril), na Sala Marcos Barreto (4º andar da CCMQ). As lições estão aliadas a práticas de exercícios contínuos propostos de forma ordenada. A oficina é livre para todas as idades e disponibiliza pandeiro para quem não possuir o instrumento. Inscrições: https://forms.gle/g8vtdJJrnrHhZmGS8

    Oficina Pandeiro Popular. Foto: Divulgação CCPA

    Ministrada por Syl Rodrigues, a Oficina de dança: do Jazz ao Funk se desenvolve em oito aulas às segundas-feiras (7, 14, 21 e 28 de março e 4, 11, 18 e 25 de abril), das 13h30 às 15h30, na Sala Cecy Frank (4º andar da CCMQ). A atividade dá protagonismo para as danças negras e o processo coreográfico das danças afrodiaspóricas, juntamente a passos de Hip Hop, Dance e Jazz Dance, com público-alvo a partir dos 15 anos. Inscrições: https://forms.gle/YX6Gr77f6R17dvF3A.

    A Oficina de artes visuais: uma casa, inúmeras travessas, ministrada pelo professor Fercho Marquéz-Elul, tem como tema a própria CCMQ e a forma como o espaço se articula com a comunidade e o entorno. A atividade situa a Casa de Cultura Mario Quintana como um organismo que atrai diferentes públicos, interesses e motivações, por meio da produção cultural, e propõe mecanismos artísticos expansivos e propulsores dos fazeres e da experiência estética, ética e política. As aulas ocorrem às quartas-feiras, 9, 16, 23 e 30 de março, das 15h às 17h, na Sala Sérgio Napp 2 (2º andar da CCMQ), com público-alvo a partir dos 15 anos. Inscrições: https://forms.gle/QkfjbeWHkVscqGC5A

    Iniciativa do Coletivo de Teatro Panapaná, a Oficina Teatro para mulheres: A cena invade a rua acontece nas quintas feiras (31 de março, 7, 14, 28 de abril, 5, 12, 19 e 26 de maio), das 15h e 17h. Cada um dos oito encontros aborda aspectos das diversidades que compõem a sociedade, como etnia, sexualidade, classe social, religião e outros. A partir das discussões, serão construídas pequenas cenas para compor o trabalho final da oficina. O resultado será o cortejo de teatro de rua “Cumadres”, a ser apresentado nas proximidades da CCMQ. A oficina se destina exclusivamente para mulheres (trans ou cis) a partir de 15 anos. As atividades acontecem na Sala Cecy Frank e Sala Marcos Barreto, ambas no 4º andar da CCMQ. Inscrições: https://forms.gle/Anxud1wEEuk5uCQ69

    (Texto: Daniel Scheffel Corrêa da Silva | Edição: Ludwig Larré)

     

  • “Queerides”, série de retratos de Graça Craidy, na mostra Fora da Margem, da Associação Chico Lisboa

    “Queerides”, série de retratos de Graça Craidy, na mostra Fora da Margem, da Associação Chico Lisboa

     A artista visual gaúcha Graça Craidy produziu dez retratos de personalidades queer da cultura brasileira e mundial e deu à série o sugestivo nome de “Queerides”. O conjunto de obras participará da mostra Fora da Margem: Panorama Visual das Subjetividades Queer, promovida pela Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa,. A mostra abre dia 3 de março e permanecerá na Galeria de Arte do Dmae até o último dia do mês (31/03).

    Andy Wahrol. Reprodução/ Divulgação
    Caio F Abreu. Reprodução/ Divulgação
    David Hockney. Reprodução/ Divulgação

    Entre os retratados da série estão nomes consagrados como os artistas visuais Andy Warhol e David Hockney, escritores Mario de Andrade, Caio Fernando Abreu e Marcel Proust, o cantor Ney Matogrosso, a vereadora e ativista Marielle Franco e o curador da Queermuseu, Gaudêncio Fidelis. Aliás, o fechamento violento da Queermuseu está entre as motivações da Chico Lisboa na promoção de Fora da Margem.

    Fernando Pessoa/ Reprodução/ Divulgação
    Gaudencio Fidelis. Reprodução/ Divulgação
    Marce lProust. Reprodução/ Divulgação

    No edital, a entidade, fundada em 1938, diz que visa promover as artes visuais de uma maneira abrangente e conectada com as demandas sociais contemporâneas como as relacionadas à temática LGBTQIA+. A visibilidade dessa comunidade e da sua produção artística é atual, necessária e urgente, visto que tem sido alvo de discriminação e ataques violentos, marcados pela tentativa de silenciamento. Os eventos que provocaram o fechamento da exposição Queer Museum, em 2017, em Porto Alegre, e seus desdobramentos, ilustram esta realidade aviltante que afrontou as artes visuais e a sociedade como um todo”.

    Marielle. Reprodução Divulgação
    Mario de Andrade. Reprodução/ Divulgação
    Ney Matogrosso. Reprodução/ Divulgação

    Graça, que se declara apaixonada pela arte do retrato, justifica assim sua série: “Minha melhor maneira de homenagear as pessoas que amo, respeito e vejo valor, tem sido retratá-las. No momento em que se abre um espaço de defesa dos direitos da comunidade queer, em que a arte assume o protagonismo da narrativa, entendo que meus retratos de pessoas importantes para a nossa cultura, carregados de suas histórias traduzidas em suas feições, são capazes de promover a necessária reflexão sobre os seus direitos à livre expressão artística, sexual e de gênero.”

    Paulinho Chimendes. Reprodução/ Divulgação

    Artistas participantes

     Além de Graça Craidy, mais 34 artistas foram selecionados por edital para a exposição Fora da Margem, que tem como curadores Ben Berardi, Sandro Ka, Neiva Bohns e Manuela Fetter.

    Os demais artistas são: Ajeff Ghenes, Alce Porto, Álvaro Augusto Moro de Quadros, Annie Ruaro, Arthur Caldeira, Bruna Abreu, Carol Martins, Céu Isatto, David Ceccon, Denise Wichmann, Eduardo Thomazoni, Elenise Xisto, Fátima Pinto, Felipe Cremonini, Gabriela João, Gabriela Kostesky, Gladys Neves, Inez Pagnoncelli, Itamara Stockinger, Kaline da Silva Luiz, Kaunauã Nharu, Laur Peters, Lívia Auler, Lorena Bendati Bello, Lu Vieira, Marcelo Eugenio, Marina de Souza Pessato, Pedro Reis, Rafael Dambros, Ricardo Ayres, Suzane Wonghon, Thiago Dorsch, Vitor Cunha e Walter Karwatzky.

    A exposição Fora da Margem será aberta no próximo dia 3 de março e permanecerá na Galeria de Arte do Dmae até o último dia do mês (31/03). O espaço fica na Av. 24 de Outubro, 200 – Moinhos de Vento – Porto Alegre. Entrada gratuita.

  • Estátua do Laçador revitalizada, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre

    Estátua do Laçador revitalizada, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre

     

    A Estátua do Laçador, que já está de volta ao Sítio desde o dia 11 de janeiro, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre, completamente revitalizada, nesta quinta-feira, 17 de fevereiro.

    O restauro do Monumento foi promovido pela Associação Sul Riograndense da Construção Civil e viabilizado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), através do programa Pró Cultura – Lei de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que destinou uma verba de 900 mil reais para a intervenção na Estátua. Ainda, para que a revitalização do Laçador pelo Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico fosse possível, a Gerdau e a Sulgás atuaram como patrocinadoras e a JOG Andaimes, Elevato, Ministério Público do Rio Grande do Sul e Phorbis Empreendimentos Imobiliários como apoiadoras.

    Durante o último mês, o Monumento ao Laçador passou por reparos finais, feitos com ele já fixado na própria base. Com o término dos restauros, a imagem que cobre a Estátua será retirada, assim como os andaimes usados para o trabalho. A formalidade contará com a presença do prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo.  A Prefeitura de Porto Alegre foi uma das apoiadoras do projeto com um aporte financeiro para a realização do restauro e fazendo o acompanhamento da revitalização através da Secretaria da Cultura, garantindo a execução de todo o projeto com a segurança necessária.

    Zalmir Chwartzmann, coordenador do Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico, salienta a importância da revitalização ter acontecido e a alegria em fazer parte de um projeto com essa grandiosidade: “Estamos nos momentos finais do projeto, com mais de 100 dias de trabalho fora do local, mas que ao todo tem quase cinco anos de dedicação. Tudo foi feito com muito estudo, muita seriedade e preocupação, em especial dada a importância deste Monumento para o nosso Estado. Entregamos o Laçador revitalizado no ano em que estamos completando 250 anos de Porto Alegre e isso nos traz um orgulho muito grande.”.

    Os andaimes ao redor do Laçador começam a ser retirados a partir das 17h e a entrega do Monumento para a prefeitura está prevista para às 18h30, no Sítio do Laçador, na Avenida dos Estados. Agora, fica a cargo do executivo municipal a revitalização do local, onde a Estátua está instalada desde 2007. Posteriormente, está previsto um evento festivo de entrega do Monumento para a comunidade.

     

  • Quatro filmes com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva, no Cine Farol Santander

    Quatro filmes com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva, no Cine Farol Santander

    Entre os dias 17 e 25 de fevereiro, o Cine Farol Santander realiza a Semana da Acessibilidade com exibições dos filmes gaúchos “Raia 4”, “Aos Olhos de Ernesto”, “Legado Italiano” e “Portuñol”, com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva.
    A programação também contará com exibições online dos longas-metragens  “Bio – Construindo uma Vida”, de Carlos Gerbase, e “Disforia”, de Lucas Cassales. Os dois títulos serão disponibilizados entre os dias 18 e 23 em versões com audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva.
    A programação também contará com exibição online do longa metragem  “Bio – Construindo uma Vida”, de Carlos Gerbase, Imagem: Divulgação
    Formulário para acesso à programação online: https://forms.gle/UvgQK9RzsSdtALCo7
    Todas exibições – tanto presenciais quanto online – são gratuitas
    O Cine Farol Santander entra em recesso de carnaval no dia 26 de fevereiro, retornando no dia 03 de março com a tradicional Mostra Espiritualidade e Consciência.
    Confira abaixo a grade horária e informações dos filmes:
    17/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    18/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    19/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    A produção gaúcha “Aos olhos de Ernesto”  está na mostra. Imagem: Divulgação
    20/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    22/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    23/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    24/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    25/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    Portuñol, de Thais Fernandes
    Muitas línguas são faladas na intersecção entre o Brasil e países vizinhos como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Uma investigação sobre a percepção da identidade nacional a partir da mistura entre o português, o espanhol e o guarani.
    2019, Documentário, Classificação Indicativa: Livre.

    Legado Italiano, de Marcia Monteiro
    Com cenários no Rio Grande do Sul (Serra Gaúcha e Vale do Caí) e no norte da Itália, Legado Italiano revisita os 145 anos da imigração italiana para a Serra Gaúcha e os inúmeros legados deixados ao longo desse tempo.
    2020, Documentário, Classificação Indicativa: 10 anos.
    Raia 4, de Emiliano Cunha
    Amanda é uma nadadora pré-adolescente. Quieta e reservada, encontra, embaixo da água – lugar onde os segredos não podem ser ouvidos – um refúgio. O conflito com os pais, as pressões do esporte e da fase da vida, tudo parece se acumular no entorno de Amanda, que acaba se aproximando de Priscila, uma colega de equipe.
    2019, Drama, Classificação Indicativa: 14 anos.
    Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luíza Azevedo
    Ernesto enfrenta as limitações da velhice, como a solidão e a cegueira crescente. Ao se tronar viúvo, ele aprende que envelhecer é encher os silêncios com as ligações de seu filho que mora longe, com os recados do banco para retirar sua pensão, com as visitas de seu vizinho Javier, com a espera por uma nova carta de Lucía. No entanto, Bia, uma cuidadora de cães, entra em sua vida e Ernesto passa a perceber que o envelhecimento
    pode ser rejuvenescedor.
    2019, Drama, Comédia, Classificação Indicativa: 12 anos.
     
    Bio – Construindo uma Vida, de Carlos Gerbase
    Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz.
    2017, Drama, Classificação Indicativa: 14 anos.
     
    Disforia, de Lucas Cassales
    Dário sofre pela dificuldade em se recuperar de um acontecimento assustador de seu passado. Ao se aproximar da menina Sofia, memórias de um trauma são despertadas. Atormentado, ele precisa encarar o passado e o mistério envolvendo a família dele.
    2019, Drama, Suspense, Classificação Indicativa: 14 anos.
  • Exposição “Donas da história” homenageia mulheres negras gaúchas, na CCMQ

    Exposição “Donas da história” homenageia mulheres negras gaúchas, na CCMQ

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), recebe, a partir de 12 de fevereiro, a Exposição Donas da história. A mostra fotográfica homenageia mulheres negras gaúchas e pode ser visitada até 9 de março no Espaço Oliveira Silveira, no 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre).

    Daiane dos Santos. Foto: Alvaro Bax/ Divulgação

    A exposição destaca a trajetória de 16 mulheres negras gaúchas, oito delas vivas e atuantes. A curadoria é da historiadora da arte e curadora do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Izis Abreu, e da assessora de Diversidade da Sedac, Clarissa Lima. Donas da história esteve em exposição no salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, por ocasião das comemorações do centenário da sede do Executivo Estadual e dos 50 anos da instituição do 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra, movimento iniciado no Rio Grande do Sul.

    Judith Bacci. Reprodução/ Divulgação

    O período em que a exposição Donas da História permanece no Espaço Oliveira Silveira integra também a programação do Dia Internacional da Mulher na CCMQ. O diretor da instituição, Diego Groisman, observa que a mostra em homenagem a mulheres negras gaúchas de diferentes gerações, que combateram o racismo e a discriminação de gênero, ocupa um espaço de grande valor simbólico no complexo cultural. “O quinto andar da CCMQ concentra os espaços Oliveira Silveira e Maria Lídia Magliani, além do Laboratório Odilon Lopes, do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), todos nomeados em reverência ao legado de pessoas negras na cultura do Estado”, comenta Groisman.

    Cristal. Foto; Alvaro Bax/ Divulgação

    Donas da história reúne fotos de personalidades já falecidas, como Amancia Coringa, Judith Bacci, Mãe Preta, Mãe Rita, Maria Ignácia da Conceição, Rainha Ginga Severina Maria Francisca Dias – a Sibirina, Sirlei Amaro e Teresa Franco. A mostra também homenageia mulheres negras em plena atividade. Entre elas, Cristal, Daiane dos Santos, Giane Vargas, Karen Luise Vilanova, Onira Pereira, Regina Nogueira, Valéria Barcellos e Vera Daisy Barcellos.

    Mãe Rita Ialorixá.
    Reprodução/ Divulgação

    Durante o lançamento da exposição, no Palácio Piratini, a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Vera Daisy Barcellos, uma das homenageadas, evocou lembranças carregadas de emoção. “Em 1970 eu estava ao lado de Oliveira Silveira, jovem poeta e militante que provocava a juventude para que nos inteirássemos sobre o movimento negro. Ali estava sendo gestado, por homens e mulheres negros e também por não negros, aquilo que seria o 20 de novembro. Estar hoje neste espaço, subindo as escadas deste palácio com tapete vermelho, é algo muito significativo, considerando que a maioria de nós, mulheres negras, está sempre escondida no trabalho serviçal”, disse Vera Daisy.

    Vera Daisy Barcellos. Foto: Alvaro Bax/ Divulgação

    Izis Abreu, uma das curadoras da exposição, explica que a iniciativa partiu de pesquisas sobre a representação de sujeitos negros na história da arte, especialmente a figura das quitandeiras negras. “Não se fala da importância dessas mulheres para a história do povo negro, mas elas foram essenciais, porque, através da atividade da quitanda, conseguiam comprar a sua alforria e a de outros escravizados e ascender socialmente. A partir disso, quisemos pensar o que as mulheres negras estão fazendo hoje e como estão avançando e lutando contra o racismo”, explica Izis.