O show ocorre no dia 16 de fevereiro, quarta-feira, às 21h. Os ingressos estão à venda no site da Eventbrite.
Vivendo há três anos na Alemanha, a cantora e compositora Monica Tomasi retorna à cidade natal para reencontrar os amigos e parceiros musicais Nelson Coelho de Castro, Toneco da Costa, Giovanni Berti, Matheus Kleber, Mario Carvalho e Necka Ayala, no palco do Espaço 373. No repertório, sambas do show Pérola no Veludo (encontro musical com Nelson Coelho de Castro), covers, algumas inéditas, entre elas Repara, a primeira parceria com Necka. “Mesmo com todas as incertezas, é uma alegria imensa planejar e sonhar com um reencontro ao vivo e no palco com esses artistas”, conta.
Monica Tomasi tem despertado o interesse do público local, recebendo boas críticas na imprensa ao mostrar não só suas composições, mas suas origens nas obras de Lupicínio Rodrigues, Tulio Piva e Paulinho da Viola.
Em 2019, ela conheceu um importante parceiro musical, Tobias Langguth, guitarrista alemão com um impressionante domínio da música brasileira. Além de vários shows juntos, Monica gravou quatro faixas no seu LPStars of the Night, que será lançado em março. Algumas delas já estão disponíveis no canal do Youtube de Langguth.
Monica Tomasi – Arquivo Pessoal / Divulgação
Desde o ano passado, a gaúcha integra a banda Triooo Maravilha, fundada pela percussionista Cris Gavazzoni (Mannheim), a violinista Priscila Simeoni (Cottbus) e o vocalista Fausto Israel (Bad Schwalbad). No repertório do Triooo, a música autoral e novos arranjos para a música brasileira e internacional dos anos 80 e 90 (http://www.triooomaravilha.de).
Em 2022, com vários shows cancelados e/ou transferidos, em função dos aumentos dos casos de Covid na Europa, Monica está focada na pré-produção do novo disco, que será lançado por um selo italiano.
SERVIÇO Monica Tomasi e amigos
Quando: 16 de fevereiro | Quarta-feira
Horário: 21h (a casa abre às 19h)
Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
Ingresso Amigo: R$ 35,00
Ingresso Mui Amigo: R$ 45,00
Ingresso 373: R$ 55,00
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65,00
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100,00
O nome do novo disco de Duda Fortuna traz intenção, afeto, esperança, solidão e horizonte. “Noite dos Abraços”, todo gravado durante a pandemia da COVID 19, chega às plataformas dia 11 de fevereiro. Projetando um futuro não muito distante, o álbum exalta os (re)encontros pós pandêmicos, onde as pessoas possam, enfim, se abraçar e conviver de pertinho. Segundo disco do artista, reúne os singles lançados em 2021, além de seis produções inéditas. Totalizando onze músicas, Noite dos Abraços vem com as parcerias potentes de quatro produtores: Vini Cordeiro, Cau Netto, Marcelo Callado e Dazluz. O resultado foi masterizado por Ciro Moreau.
“A unidade do trabalho aparece na execução das músicas, ou seja, canto do meu jeito inclusive as músicas que não são de minha autoria, como Cansaço e Procurando Graça”, afirma Duda. “A escolha do repertório foi um processo bem intuitivo, que foi acontecendo durante o ano e que inclui uma canção emblemática: Pra ti Poa, antiga canção, em novo arranjo e formato, que fala de esperança e de uma girada na chave pró cultura, bem às vésperas do aniversário de 250 anos da cidade”, completa.
Duda Fortuna. Foto Greta Wayne/ Divulgação
Além de diversificar na escolha de ter um disco produzido por quatro artistas, Duda Fortuna também apostou nas parcerias e participações, como as poetas Lilian Rocha e Lota Moncada, Vini Cordeiro, Lisano Zorg, Pedro Poeta, Zeco Dardi, Eduardo Pitta, Marcelo Callado e Lico Silveira, entre outros importantes nomes da cena brasileira da música. A capa e programação visual do álbum são baseadas na foto assinada por Vherá Xunu, fotógrafo e integrante da comunidade indígena Mbya Guarani na Grande Porto Alegre. A imagem da união das pétalas de uma aspilia em torno de seu centro, dão a sensação do abraço. A arte finalização é do designer João Salazar.
Foto: Greta Wayne/ Divulgação
Sobre as música
Cansaço, canção inédita, tem a participação especial da poeta e escritora Lilian Rocha, que também é autora da música em parceria com José Carlos Rodrigues. A produção e arranjos ficaram por conta de Vini Cordeiro. O fonograma ainda traz na abertura o poema Fuga, também de Lilian Rocha e declamado lindamente por ela. Procurando Graça tem produção e arranjo de Vini Cordeiro, que também assina a autoria dessa balada rock. Voo Solo é parceria de Duda Fortuna com Lisane Zorg, e tem a participação do baterista Dado Silveira. O arranjo e produção levam o carimbo de Cau Netto. A música também rendeu um belo clipe dirigido por Greta Wayne. A inédita Voy y Vuelvo tem na letra uma adaptação da poesia da chilena Lota Moncada, que participa declamando um trecho no fonograma. Tem Sim, Tem Não, produzida no Rio de Janeiro pelo músico Marcelo Callado é parceria de Duda com outro carioca, Pedro Poeta, que também se destaca cantando na faixa.
Integrando a coletânea Mapa Astral Volume 03 da Tal e Tal Records, Terra e Chuva foi remixada e remasterizada ao ingressar no álbum Noite dos Abraços e tem a participação de Marcelo Callado na percussão. Pra ti Poa tem um paradoxo interessante: foi a última a entrar no álbum, embora seja a música mais antiga. A canção homenageia Porto Alegre por completar 250 anos em 2022 e é uma composição de Duda com participação do lendário King Jim no sax e a produção de Dazluz. Laptop traz participações especiais da cantora Dana Farias e dos vocalistas da banda Terminal 470, J. Fidelix e Duplo M Medeiros numa mistura romântica de rap e MPB. Dando Voltas é parceria de Duda com o cantor Zeco Darde. Boas vibrações nessa balada inédita, que faz parte do setlist dos encontros da dupla há algum tempo. Paraiso é parceria de Duda com Eduardo Pitta que também traz a participação de Marcelo Callado na bateria e percussão, com produção de Cau Neto. E, por fim, Hortelã, o primeiro dos singles lançados por Duda em 2021, uma parceria dele com Lico Silveira. Um som dançante para encerrar a audição de Noite dos Abraços com o astral lá em cima.
Duda Fortuna, cantor e compositor Porto-alegrense, tem a música em sua essência, mas transita pela literatura e poesia e produz podcasts, com destaque para as duas temporadas do Sarau Livre, atividade selecionada no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, promovido pela Fundação Marcopolo. Desde 2015 na ativa como músico, quando lançou o single Pedra de Campo Bom nas plataformas digitais, nunca mais parou. Abriu o show da banda Mundo Livre S.A. e apresentou seu trabalho autoral no palco do mítico Beco das Garrafas no Rio de Janeiro; apresentou-se no projeto Sons da Cidade da Coordenação de Música da Prefeitura de Porto Alegre e participou de outros projetos em teatros da cidade. Em 2019 lançou o disco OkO2 com produção musical do tecladista Cau Netto. Entre 2020 e os dias atuais, lançou diversos singles e clipes nas plataformas. Entre eles, os clipes das músicas Yekitibá e Abre Fendas, ambos com direção Greta Wayne. Em 2021 participou ao lado de Nei Lisboa, Bebeto Alves e da Banda Nenhum de Nós, do programa O Sul em Cima, dirigido por Kleiton Ramil, apresentado por Marcio Celli e transmitido em rede com duas dezenas de rádios e web rádios nacionais internacionais. Duda Fortuna tem um livro de poesias, Segundo de Abril, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre em 2014.
Ficha técnica
Cansaço – (Lilian Rocha e José Carlos Rodrigues) – Part. Lilian Rocha
Procurando Graça (Vini Cordeiro)
Voo Solo (Duda Fortuna e Lisane Zorg)
Voy y Vuelvo – (Duda Fortuna e Lota Moncada) – Part. Lota Moncada
Tem Sim Tem Não (Duda Fortuna e Pedro Poeta) Part. Pedro Poeta
Terra e Chuva (Duda Fortuna)
Pra ti Poa – (Duda Fortuna) – Part. King Jim
Laptop – (Duda Fortuna) – Part. Dana Farias e Terminal 470
O Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa será palco das comemorações dos 100 anos de Leonel Brizola. Com realização da Fundação Caminho da Soberania, o espetáculo LEONEL acontece de 11 a 13 de fevereiro, dentro da programação do Porto Verão Alegre. Nos dias 11 e 12 (sexta e sábado), a montagem ocorre às 21h, e, no dia 13 (domingo), às 20h:
A peça é dividida em três fases:
I Ato é a parte do Rio Grande do Sul;
Entreato é a parte do exílio;
II Ato é o retorno ao Brasil.
O ator Paulo Roberto Farias foi convidado para interpretar Leonel Brizola desde o nascimento em Cruzinha, localidade de Carazinho, em 1922, até o início daquele que seria o mais longo exílio brasileiro. Lisandro Pires assume o papel a partir do momento da lida de Brizola com o campo, no Uruguai, e o retorno ao Brasil, até o ponto em que ele entende que a sua participação na vida brasileira deve ser apenas contribuir com o melhor de sua capacidade, pós as disputas eleitorais. Além de direção, Caco Coelho entra na terceira fase, quando o ex-governador vive uma das maiores dores de sua vida: a morte de Neusa Brizola, interpretada pela atriz Marina Mendo. A trama é conduzida pela corifeia, a cantora e atriz Camila Falcão.
“Vamos contar a história do gurizinho que escolheu o seu próprio nome: Leonel. São os bastidores humanos da trajetória de um homem que, nascido em uma casa de chão batido e teto de zinco, se torna o único brasileiro eleito governador por dois Estados. O ser humano que estava por trás daqueles que foram os maiores movimentos cívicos da nossa história”, explica Caco. A narrativa histórica será acompanhada de um vídeo mapping com imagens e entrevistas histórias, como o Roda Viva.
O espetáculo tem a supervisão da atriz Vera Holtz, direção de movimento de Eduardo Severino, participação ao vivo de Pirisca Grecco (autor da trilha do documentário Tempos de Luta), e Duca Duarte, luz de Guto Greca, preparação vocal de Ligia Motta, figurino de Mari Collovini (figurinista do filme Legalidade), produção de Viviane Lencina e videomapping de Jana Castoldi. A atriz Fernanda Carvalho Leite e o pianista João Maldonado farão participações especiais.
O lado humano
“Tive a emoção de participar desta caminhada. Não apenas eu na minha família; minha avó, vim a saber há poucos anos, foi quem desenvolveu o plano educacional que foi implementado nas mais de seis mil escolas que Leonel construiu no Rio Grande Sul. Meu pai era médico da família e acabou preso na casa de Brizola, no Golpe Militar de 1964.
Eu fui trabalhar com ele no primeiro governo do Rio de Janeiro, governo dos CIEPs, do Sambódromo, das Diretas Já. Hoje, meu filho está seguindo os passos, ingressando na Juventude Socialista. ‘Quanto tempo juntos’, me disse certa vez Leonel. Ele era meu leme no modo de enxergar o ser humano na política.
O que vamos mostrar não é um documentário sobre a sua trajetória política. Isto, estará contado nos vídeos. O que nós desejamos extrair é o instante humano que estava por trás dessa enorme trajetória.”
Caminho da Soberania
Presidida por Carlos Eduardo Vieira da Cunha, a Fundação Caminho da Soberania tem como objetivo a promoção daqueles que dedicaram as suas vidas à consolidação da soberania brasileira, patrimônio indissociável da construção de um país democrático. É iniciativa desta Fundação a estátua de Leonel de Moura Brizola, colocada ao lado do Palácio Piratini. A figura de João Marques Goulart receberá igual homenagem.
FICHA TÉCNICA Direção geral e roteiro: Caco Coelho
Supervisão: Vera Holtz
Direção de movimento: Eduardo Severino
Elenco: Caco Coelho, Camila Falcão, Duca Duarte, Eduardo Severino, Fernanda Carvalho Leite, Lisandro Pires, Marina Mendo, Paulo Roberto Farias, Pirisca Grecco e Grupo dos Onze (Gabriel Coelho, Gabriela Ortiz, Lucas dos Santos, Luciano Zini, Felipe Briance e Mikelly de Souza)
Música: Pirisca Grecco
Trilha: Duca Duarte
Figurino: Mari Collovini
Vídeo mapping: Jana Castoldi
Iluminação: Guto Greca
Participação especial: João Maldonado
Preparação de voz: Ligia Motta
Cabeleireiro: Regis Verreti
Pesquisa e co-roteiro: William Keffer
Assistente de direção e pesquisa: Gabriel Testa Coelho
Técnico de som: Alexandre Scherer
Realização: Ciclo de Ideias
Fundação Caminho da Soberania
Organizada pela Associação Chico Lisboa e pelo Instituto Zoravia Bettiol, mostra presencial será realizada em abril .
Estão abertas as inscrições para a exposição “Amazônia – Universo de Contrastes”, uma parceria entre a Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa e o Instituto Zoravia Bettiol. A mostra receberá obras de artistas visuais cujo trabalho reflita o bioma amazônico, exalte as belezas de sua fauna e flora, além da produção, cultura e filosofia de seus diversos povos indígenas, bem como informar e denunciar a situação crítica enfrentada pela maior floresta tropical do mundo.
A artista visual e ativista Zoravia Bettiol observa a importância da ação: “A mostra será uma ótima oportunidade para os artistas apresentarem seus diferentes olhares sobre esse bioma tão importante para a América do Sul e para o mundo, que faz divisa com 9 países e contempla uma imensa diversidade de fauna e flora. Lamentavelmente, há algumas décadas, a destruição ambiental é uma realidade, cada dia mais presente no nosso planeta, e os artistas captam esta realidade e fazem dela material para criar suas obras de denúncia e de alerta.”
A artista visual Zoravia Bettiol. Foto: Cássia Alexandra/ Divulgação
E destaca a urgência do tema: “Se nossos governantes tivessem uma política trabalhista inclusiva, que oferecesse diferentes e maiores oportunidades de emprego nessas regiões, não haveriam tantas famílias que dependem dessa subsistência destrutiva e nociva ao meio ambiente brasileiro. Esta, infelizmente, não é a filosofia do atual governo federal”, salienta.
As inscrições seguem até o dia 10 de fevereiro de 2022 e podem ser realizadas de maneira virtual. Para mais informações, basta consultar o edital no site e nas redes sociais da Chico Lisboa e do Instituto Zoravia Bettiol (instagram e facebook).
A exposição está prevista para ocorrer de forma presencial, de 2 abril a 2 de maio de 2022, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, na Galeria Zoravia Bettiol, atual sede do Instituto Zoravia Bettiol (na rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema).
A Bublitz Galeria de Arte está de volta ao Litoral Norte e reedita sua parceria com a Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A tradição de promover eventos de arte nas praias gaúchas será renovada pela Semana Bublitz de Arte, que se inicia no dia 5 e vai até o dia 12 de janeiro de fevereiro na SABA.
O marchand Nicholas Bublitz fará palestra sobre tapetes orientais. Foto: Paulo Garavelo/ Divulgação
No sábado, dia 5 de fevereiro, às 19h, será realizada a palestra “Tapetes Orientais – Histórias e Curiosidades”, com o marchand Nicholas Bublitz. Durante toda a programação, o artista Marcelo Hübner fará pinturas ao vivo de obras da série “Banhistas”, que retratam cenas do litoral. Na terça-feira, 8 de fevereiro, às 19h, haverá ainda o leilão on-line de uma obra que será pintada ao vivo por Hübner durante a live transmitida no perfil do instagram @bublitzgaleria.
“Em todas as temporadas, há mais de 25 anos, estamos presentes no litoral. É uma forma de estar mais perto das pessoas com arte e cultura”, ressalta Nicholas Bublitz, marchand da Galeria.
O artista visual Marcelo Hübner participa do evento – Foto: Sérgio Ordobás/ Divulgação
Além das pinturas ao vivo, Marcelo Hübner vai apresentar 15 obras, com destaque para as peças da série “Banhistas”. Os visitantes poderão conferir ainda produções reconhecidas de Hübner como as da série “Floristas” e “Urbanos” e a nova “Paisagens Gaúchas”, que retrata os campos do interior.
Obra de Erico Santos/ Divulgação
Na exposição estarão mais de 200 itens, com destaque para obras de importantes artistas que fazem parte dos 33 anos de história da Bublitz Galeria de Arte como Vasco Prado, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Aldemir Martins, Antonio Soriano, Carybé, Eduardo Vieira da Cunha, Inos Corradin, Erico Santos e Jane de Bhoni,
Obra de Carybé. Foto de Daniel Marins/ Divulgação
Outra marca registrada da Bublitz, os tapetes orientais feitos a mão, nó por nó, também poderão ser conferidos na SABA. São tapetes tradicionais exclusivos e importados da Índia e do Irã dos tipos: Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain e Mood. Também em exposição estarão objetos de decoração, como itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.
É ainda uma oportunidade de levar arte para casa, já que o evento funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 12 vezes sem juros.
Todos os cuidados com a prevenção ao Covid-19 estão previstos. Use máscara e álcool gel para acessar o local.
Série Banhistas de Marcelo Hübner – Foto Sérgio Ordobás/ Divulgação
Semana Bublitz de Arte na SABA
Endereço: Av. Central, 5 – Atlântida
Período: 5 a 12 de fevereiro
Horário: das 10h às 19h
Palestra “Tapetes Orientais – Histórias e Curiosidades”,
com Nicholas Bublitz
Data: sábado, 5 de fevereiro, às 19h
Leilão on-line de obra pintada ao vivo por Marcelo Hübner
Link: Instagram @bublitzgaleria
Data: terça-feira, 8 de fevereiro, às 19h
Crédito da foto: 24 Ana Letícia Meira Schweig
Crédito da foto do Gerson Karaí Gomes: Eduardo Schaan.
Documentário com músicos de três territórios Guarani no Rio Grande do Sul foi exibido à comunidade indígena na noite de sábado, 29/01, em primeira mão, na aldeia localizada em Maquiné, no Litoral Norte. No dia 03 de fevereiro, próxima quinta- feira, o filme poderá ser visto no Canal de YouTube do Coletivo Comunicação Kuery, seguido de comentários do diretor Gerson Karaí Gomes: https://www.youtube.com/channel/UC1JchWSZ0BwFkIkpochYE3A
A obra é uma produção de comunicação Kuery em parceria com as produtoras Blue Bucket Films & Content e Tela Indígena Produções Artísticas, viabilizado pela Secretaria de Cultura do Estado do RS.
O relato abaixo é da Assessoria de Comunicação do filme.
“A noite do sábado dia 29 de janeiro de 2022 vai ficar na memória para o povo Mby’á Guarani. Além de ter realizado um encontro entre três comunidades do Rio Grande do Sul, que coincidentemente marcava os cinco anos da retomada do território na cidade de Maquiné, no Litoral Norte, a exibição do filme-documentário Mby’á Nhendu – O som do espírito Guarani encheu as lideranças de orgulho.
Foto: Ana Letícia Meira Schweig/ Divulgação
Nessa localidade, são 60 hectares e cerca de 75 indígenas que vivem de tudo o que plantam ou criam. Cerca de 80% de seu sustento é viabilizado no local. O cacique André Benites (que prefere não ser identificado com seu nome Guarani) informa que, aos poucos, estão conseguindo ter melhorias no local, inclusive a escola e a estrutura geral das casas construídas por eles mesmos.
Na escola da aldeia Tekoa Ka’aguã Porã, a tela foi o único ponto de luz que encantou todos os convidados. O curta-metragem mostra os ensinamentos e a relevância da sonoridade no universo musical Mbyá Guarani. Foi apresentado em primeira mão, justamente, para quem o ajudou a registrar a riqueza da cultura indígena na música. Dirigido pelo cineasta, também indígena, Gerson Karaí Gomes, a obra foi produzida em 2021 e finalizada em janeiro de 2022. Trata-se de um filme viabilizado pelo edital Pró-Cultura RS FAC (Fundo de Apoio à Cultura), Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Lei 13.490/2010.
O diretor Gerson Karaí Gomes: Foto: Eduardo Schaan/ Divulgação
Gomes, com a colaboração do coletivo Comunicação Kuery e a co-produção da Blue Bucket Films e Tela Indígena, captou entrevistas com as lideranças das três aldeias participantes (duas de Maquiné e uma de Camaquã) e percorreu um pensamento comum entre eles: o respeito pelas reflexões sobre religiosidade, política e meio ambiente que estão presentes na música dos Mbyá. Ao longo de 18 minutos, os depoimentos sensibilizam visões sobre aspectos da cultura Guarani. “Desde a primeira fase do contato com as lideranças, tudo foi negociado. Há limites que cada comunidade estabelece para se mostrar, visto que muitas coisas não podem ser divulgadas, inclusive parte das músicas sagradas”, comenta o diretor.
Foto: Gerson Karaí Gomes/ Divulgação
Segundo ele, as negociações são mais discutidas internamente entre lideranças, comunidade e equipe Guarani em sua própria língua. Depois, há uma comunicação geral. “Mesmo assim, essas lideranças consideram importante divulgar a perspectiva, a cultura, a música e os conhecimentos próprios dos Mbya Guarani para os não indígenas”, entende Gomes, satisfeito com o resultado. A tradução Guarani-Português é de Eliara Antunes.
A colaboração entre equipes de profissionais indígenas e não indígenas surgiu ainda em 2019, após alguns projetos de mostras e exposições de arte indígena. Desde então, os processos de pesquisa, conversas e contato com as lideranças dos territórios Guarani se adaptaram ao ritmo imposto pela pandemia covid-19. Quando puderam ter contato pessoal, as equipes totalizaram entre 3 e 4 dias de trabalho em cada uma das aldeias Tekoa Ka’aguã Porã (Maquiné), Tekoa Yvyty (Maquiné) e Tekoa Yvy’ã Poty (Camaquã). Além do diretor, a fotografia, a assistência de fotografia e a captação de som são atividades de profissionais do coletivo Kuery.
Mby’á Nhendu – O som do espírito Guarani é um filme que faz parte do projeto “Jerojy, Jeroky: em busca das músicas do céu e da terra”, coordenado há algum tempo pelo coletivo Comunicação Kuery. O grupo surgiu em 2013 a partir da necessidade apontada pelas lideranças indígenas de registrar a vida e o cotidiano nas aldeias impactadas pelas obras de duplicação da BR-116, no trecho entre Guaíba e Pelotas, no Rio Grande do Sul. O coletivo já produziu diversos vídeos, de vários formatos. Em 2018, lançaram o documentário Ka’aguy Rupa, que já foi exibido na Mostra de Cinema Tela Indígena. O processo de formação em audiovisual no qual estão envolvidos o(a)s agentes de comunicação, visa a ampliação da autonomia Mbyá-Guarani na utilização dos meios de produção e realização cinematográfica, portanto, vale ressaltar que, além do documentário finalizado, o processo de realização representa troca de conhecimento e educação.
“Durante a fase de gravações, realizávamos, à noite e após o trabalho, exibições de cinema em paredes de escolas e casas para as comunidades acompanharem outros filmes indígenas. Nos últimos anos, o cinema tem sido aliado nas lutas dos povos indígenas e há outras experiências cinematográficas, como em retomadas de terras e áreas de conflito, em que exibições foram realizadas por apoiadores como forma de fortalecer a comunidade”, salienta o diretor do documentário.”
A Companhia H estreia, nos dias 8 e 9 de fevereiro (terça e quarta- feira), um espetáculo de dança contemporânea baseado no poema ¨”Necrológio dos Desiludidos do Amor”, de Carlos Drummond de Andrade. Com direção de Ivan Motta, EXTimidades apresenta quatro coreografias, como se fossem quatro curtas metragens, cujas histórias apresentam como denominador comum a falta de comunicação, a frustração e as incertezas em um relacionamento, no qual nenhum dos envolvidos acredita que sobreviverá.
No elenco, Andressa Pereira, Bruno Manganelli, Caleo Alencar, Driko Oliveira, Didi Pedone, Edison Garcia, Fera Carvalho Leite, Igor Zorzella e Rossana Scorza, nomes conhecidos da cena gaúcha e que têm um histórico de trabalho com Ivan.
“O espetáculo foi concebido como forma de explorar a ambiguidade emocional, que envolve nossas verdadeiras intenções quando estamos na iminência da perda e do rompimento de uma relação. Para tanto, serão mostradas, através de quatro casais, este momento de rompimento. Embora sejam pequenas histórias coreografadas diferentes entre si, apresentam a mesma fragilidade e vulnerabilidade final”, explica o diretor.
EXTimidades é dedicado ao fotógrafo Claudio Etges, que acompanhou, como amigo e profissional, a trajetória de 25 anos da Companhia H. Etges faleceu no último dia 30 de novembro, aos 62 anos, vítima do coronavírus.
Sobre a Cia H
A Companhia H foi criada em 1995, a partir da reunião dos bailarinos Aldo Gonçalves, Aldair Rodrigues, Eduardo Severino, Luciano Tavares e Ricardo Leon e do coreógrafo Ivan Motta. Na época, eles tinham como foco usar a temática masculina e suas derivações como forma de expressão. A partir de 1997, bailarinas foram incorporadas ao elenco.
No ano de 2020, nos primeiros meses da pandemia, a companhia celebrou 25 anos e, desde então, toda a sua produção visa a evolução do H de Homem para H de HUMANIDADE.
FICHA TÉCNICA Direção-geral/ Coreografia: Ivan Motta Artistas Colaboradores: Andressa Pereira, Bruno Manganelli, Caleo Alencar, Driko Oliveira, Didi Pedone, Edison Garcia, Fera Carvalho Leite, Igor Zorzella, Rossana Scorza Figurinos: Atelier Alfa Iluminação: Mauricio Rosa Sonorização:André Vinosky Trilha sonora pesquisada: Companhia H e Sustain Produções Direção de produção: Lucida Desenvolvimento Cultural/ Luka Ibarra Vídeo: Kevin Nicolai
SERVIÇO
Espetáculo de dança contemporânea EXTimidades
Quando: 8 e 9 de fevereiro | Terça e quarta | 20h
Onde: Teatro Bruno Kiefer, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana
A reunião de obras produzidas por seis mulheres artistas em diferentes técnicas e perspectivas compõe a exposição “Feminilidades”, que abre nessa terça-feira, dia 25 no Espaço Cultural Correios Porto Alegre. Assim como o feminino é diverso, também as séries apresentadas pelas artistas têm características específicas. E foram essas especificidades que o curador da mostra, Walter Karwatzki, buscou preservar respeitando e reconhecendo cada artista em sua relação sujeito-mundo.
Obra de MERY_BAVIA/ DivulgaçãoObra de SANDRA GONÇALVES/ Divulgação
As 35 obras que serão expostas fazem parte das produções recentes de Andréa Brächer (séries Anel de fada e Jardim dos sonhos azuis), Denise Giacomoni, (série O corpo que habito), Denise Wichmann, (série Silências), Mery Bavia, (série Os outros eus e os outros), Sandra Gonçalves, (série Tudo dança, transmutação) e Sandra Kravetz (série Vestidas). Entre as técnicas utilizadas pelas artistas estão a pintura, a fotografia e a cianotipia, que é um processo artesanal de impressão fotográfica em tons de azul.
Obra de ANDREA BRACHER/DivulgaçãoObra de DENISE WICHMANN/ Divulgação
Feminilidades poderá ser visitada até 25 de fevereiro, de terça a sábado, das 10h às 17h, com entrada franca. O Espaço Cultural Correios Porto Alegre está localizado no térreo do prédio histórico da empresa na Praça da Alfândega (Centro Histórico da capital), com acesso pela lateral, na Avenida Sepúlveda. O uso de máscara é obrigatório no local.
Obra de DENISE GIACOMONI/ Divulgação
Feminilidades
Abertura: 25 de janeiro, das 10h às 17h
Visitação: 25 de janeiro de 2022 a 25 de fevereiro de 2022
Horário: 10h às 17h, de terça a sábado
Local: Espaço Cultural Correios (Sete de Setembro, 1020)
Nascida em Porto Alegre, em 17 de março de 1945, moradora do bairro IAPI, onde morou até se mudar para São Paulo, Elis Regina é lembrada em todo o Brasil, pelos 40 anos de sua morte ocorrida no dia 19 de janeiro de 1982.
Seu filho, João Marcello Bôscoli agora traz relatos inéditos sobre os 11 anos que conviveu com a mãe. No ebook ‘Elis e Eu’, onde o filho retrata uma mulher intensa e batalhadora, mas também inquieta e insegura
“Você se lembra da sua mãe?” Essa pergunta, muitas vezes feita ao filho mais velho de Elis Regina, João Marcello Bôscoli, inspirou uma das obras mais completas sobre a vida da cantora fora dos palcos. A ‘pimentinha’, como era carinhosamente conhecida, marcou a história da música e do Brasil não só por sua voz, mas também pelo seu posicionamento em assuntos polêmicos, como política. Nesta quarta, dia 19, completa 40 anos da morte de uma das maiores cantoras do país.
Longe dos palcos, Elis tinha uma vida quase que normal, realizava suas tarefas de casa, criava os filhos, além de administrar sua carreira. No livro ‘Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe’, publicado pela editora Planeta e disponível em ebook no Skeelo, Bôscoli relata uma Elis sob a ótica da criança que conviveu poucos anos com essa mulher que ele sequer sabia da grandiosidade.
No início do livro, o filho lembra do principal legado da cantora. “Elis Regina é a parte pública da minha mãe, uma de suas faces. Embora suas entrevistas e canções iluminem muitas coisas, o olhar de uma criança, de um filho, durante onze anos, pode revelar outros contornos da mulher que me deu a vida, daquela que é o amor da minha vida. E o amor, aprendi com ela, é a única força realmente transformadora”. Em outro trecho, ele relata uma Elis vulnerável, bem desconhecida do público em geral. “Lembrei-me da imagem dela, no ano anterior, tirando um roupão, ficando nua para uma amiga e perguntando: “Eu sou uma merda?”. Algo detonara sua autoestima. Ciúme, insegurança, traições, carência. Nada que parecesse ter relação com tudo representado por Elis Regina”, conta o filho.
A obra, também traz o olhar do menino Bôscoli sobre o dia da morte da cantora e o desespero do filho no processo de luto. Elis Regina é uma das maiores artistas do Brasil e suas obras transcendem o tempo. Suas músicas, por exemplo, ultrapassam um bilhão de views no YouTube.
Com prefácio de Rita Lee, amiga de Elis e outra grande cantora importante do cenário nacional, o ebook é uma oportunidade de conhecer um outro lado dessa artista. O livro em versão digital está na área premium do aplicativo Skeelo, disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play. Quem quiser também pode acessar o site https://skeelo.app/.
O Núcleo Educativo da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), repercute, ao longo do mês de janeiro, a trajetória do Jornal Boca de Rua, publicação inteiramente produzida por pessoas em situação de rua em Porto Alegre. O jornal é tema do documentário “De olhos abertos”, dirigido por Charlotte (Cha) Dafol, que será exibido no sábado, 22 de janeiro, às 19h, com entrada franca, na Cinemateca Paulo Amorim, térreo da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre).
A diretora Cha Dafol. Foto: Mauro Marques/ Divulgação
Charlotte Dafol conta que começou o projeto do documentário participando das reuniões do grupo responsável pela produção do jornal. O filme, que teve o lançamento adiado pela pandemia, mostra a comemoração dos 18 anos do Boca de Rua. O documentário chega ao público quando o jornal já está completando 21 anos. “Essa oportunidade de exibição na CCMQ é muito importante. É finalmente quando o filme poderá encontrar seu público”, comemora a diretora.
O cartaz do documentário;
Em ação anterior, nesta terça-feira, 18 de janeiro, às 14h30, a CCMQ recebe integrantes do projeto Boca de Rua, que serão recepcionados pelo diretor da instituição, Diego Groisman, e pela equipe do Núcleo Educativo. Em uma visita mediada pelo complexo cultural, a equipe do Boca de Rua vai ser apresentada a aspectos da história e da relevância patrimonial do prédio, bem como às múltiplas ações culturais realizadas nos espaços da CCMQ.
O diretor da instituição, Diego Groisman, destaca o alinhamento da iniciativa com as políticas inclusivas conduzidas pela Sedac. “Para a Casa de Cultura é extremamente importante apoiar um projeto de tamanha relevância social, como o Boca de Rua. Debater sobre a questão das pessoas em situação de rua é urgente na cidade, e iniciativas como esta possibilitam que as pessoas em vulnerabilidade social tenham mais voz e representatividade, e, consequentemente, condições de vida mais dignas”, comenta Groisman. Entre as ações que buscam dar visibilidade aos 21 anos do jornal Boca de Rua, a CCMQ também prepara, para data a ser divulgada em breve, uma mostra das capas de todas as edições publicadas ao longo desse período.
Exibição do documentário “De olhos abertos”
Quando: 22 de janeiro | sábado
Horário: 19h
Onde: Cinemateca Paulo Amorim (térreo da CCMQ)
Entrada franca