Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

    Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

     

    Renato Piau canta e conta Luiz Melodia acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite

    O Espaço 373 apresenta Renato Piau canta e conta Luiz Melodia. Por quase 40 anos, o guitarrista foi um fiel escudeiro de Melodia. Além de acompanhá-lo em shows e gravações, Piau dividiu com ele a autoria de algumas músicas, entre elas: Fadas, Me Beija, Cuidando de Você, a famosa Cara a Cara e Este filme eu já vi, interpretada por Cássia Eller. O show acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite.

    Com mais de 200 músicas gravadas por diversos artistas, seu trabalho foi citado em dezenas de livros sobre a história MPB, por autores como Ricardo Cravo Albin, Nélson Motta, André Diniz, Rodrigo Moreira, Euclides Amaral e Antônio Carlos Miguel, além das biografias de Sérgio Sampaio, Tim Maia, Zé da Velha & Silvério Pontes, Cássia Eller e, claro, de Luiz Melodia.

    O tributo no Espaço 373 terá as participações especiais das cantoras Adriana Deffenti e Rita Zart. Além de cantar, Piau contará algumas histórias que marcaram quatro décadas de parceria com Luiz Melodia. O show ocorre às 21h e os ingressos custam R$ 55, pelo site da Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917.

    O músico Renato Piau – Foto Felipe Giubilei/ Divulgação

    O início da parceria

    Foi na plateia do show Fa-Tal, de Gal Costa, no Teatro Tereza Rachel – atual Theatro NET Rio em Copacabana – que Renato Piau conheceu Luiz Melodia. Gal interpretava Pérola Negra e fazia o lançamento do compositor, descoberto por Jards Macalé e Wali Salomão, no Morro do Estácio. A partir daí, se tornaram mais do que amigos.

    Quando assinou contrato com a Philips, a gravadora ofereceu uma casa em Jacarepaguá para que Melodia se dedicasse integralmente ao seu primeiro disco, Pérola Negra. Piau foi morar com o artista.

    Entre 1974 e 1976, o guitarrista viveu em Brasília. De volta ao Rio de Janeiro, Renato Piau trabalhou com Chico Anísio e Arnoud Rodrigues, com quem compôs várias músicas para a dupla Baiano e Os Novos Caetanos. Ele também dividiu os palcos com Fagner, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Sandra de Sá, Sérgio Sampaio, Tim Maia e sua Banda Vitória Régia, Zé Ramalho, Chuck Berry e Ron Carter.

    A partir do Nós (1980), o guitarrista participou de todos os discos dele e shows, até Zerima (2015). “Melodia foi o homem mais lindo que conheci. Ele confiava muito em mim, cantava me olhando quando se sentia inseguro e eu dava as entradas (das músicas)”, relembra. Luiz Melodia morreu em 4 de agosto de 2017, em decorrência de um câncer.

    SERVIÇO
    Renato Piau canta e conta Luiz Melodia
    Quando: 
    1º e 2 de outubro | Sexta e sábado
    Horário: 
    21h (a casa abre às 19h)
    Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
    Ingressos: R$ 55 antecipado
    Reservas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917

     

  • Revelações da dança e da música, apresentadas pelo Ballet Vera Bublitz, no Theatro São Pedro

    Revelações da dança e da música, apresentadas pelo Ballet Vera Bublitz, no Theatro São Pedro

    O cantor Pedro Coppeti, que já estrelou espetáculos da Broadway, e a cantora-mirim Valentina Corrêa, do The Voice Kids, estão entre os destaques das apresentações que ocorrem nos dias 25 e 26 de setembro.

    A mais tradicional escola de dança do Estado, o Ballet Vera Bublitz (BVB), volta ao Theatro São Pedro para a IX Gala de Excelência em Dança. No palco, estrelas do canto e do ballet integram um espetáculo em 4 apresentações, às 10h30 e às 16h, nos dias 25 e 26 de setembro. Os ingressos estão à venda nas unidades da escola na Cel. Corte Real, 227, no telefone (51) 98590-0618, e na Cel. Lucas de Oliveira, 158, no telefone (51) 99933-3310.

    Ator e cantor Pedro Coppeti, um dos convidados. Foto: Fabio Alt/ Divulgação
    A cantora Débora Neto. Foto: Cicero Rodrigues/ Divulgação

    Desta vez, a excelência em dança, que faz parte da trajetória de mais de 40 anos do Ballet Vera Bublitz, divide os holofotes com talentos da música. Um dos convidados é o ator e cantor gaúcho Pedro Coppeti, destaque nos palcos internacionais. Radicado em Nova York, Coppeti é formado em Teatro Musical pela The American Musical and Dramatic Academy (AMDA), com um currículo de diversas apresentações na Broadway, inclusive no lendário Carnegie Hall. Na IX Gala de Excelência em Dança, o cantor interpreta, nas apresentações de domingo, 26 de setembro, um trecho de O Corcunda de Notre Dame, ao lado da cantora gaúcha Débora Neto, destaque em festivais de música e que emocionou a plateia do espetáculo Os Miseráveis Experience, em 2019, no Theatro São Pedro.

    A cantora Valentina Corrêa. Foto: Roque Rodrigues / Divulgação

    Aluna do Ballet Vera Bublitz desde os 2 anos de idade, a cantora Valentina Corrêa, de 9 anos, também estará no palco. Ela brilhou na mais recente edição do The Voice Kids, em 2021. No espetáculo, Valentina vai cantar, no sábado, 25 de setembro, “Além do Arco-Íris”, do Mágico de OZ, acompanhada pelo pianista Tiago Lewis, pai da também aluna Olívia.

    Alicia Sassi. Foto: César Rodrigues/Divulgação
    Giovana Ryff. Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Entre os bailarinos que compõem o espetáculo, revelações da dança que nasceram no Ballet Vera Bublitz, como Patrick Bublitz, Alicia Sassi, Catarina Kallfelz da Costa, Giovana Ryff, Isabela de Azevedo e Azevedo, Isabela Huyer, Julia Petry Quinto, Julia Xavier, Maiara Terra y Castro e Marina Miguel Starosta. Eles interpretam trechos de clássicos de ballets de repertório, como Gisele, Dom Quixote, Paquita, Quebra-Nozes e Bela Adormecida. “Nas apresentações, os bailarinos antecipam coreografias que serão apresentadas em festivais internacionais de dança de 2022”, revela a diretora Carlla Bublitz. Mesmo na pandemia, os bailarinos têm se dedicado com afinco para a dança, em aulas intensivas de segunda a sábado, para poderem brilhar nos palcos. “O alimento mais importante para os jovens é fazerem o que amam”, destaca Vera Bublitz.

    Patrick Bublitz. Foto: Daniel Martins. Divulgação
    Marina Miguel Starosta e Júlia Petry Quinto. Foto:_Daniel Martins/ Divulgação

     Agende-se:

    XIX Gala de Excelência em Dança Ballet Vera Bublitz

    25 de setembro (sábado): 10h30 e 16h
    26 de setembro (domingo): 10h30 e 16h

    Local: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre)

    Capacidade: 170 lugares por espetáculo

    Valor único: R$ 100

    Ingressos antecipados:

    1. Cel. Corte Real, 227
      Whatsapp: (51) 98590-0618
    1. Cel. Lucas de Oliveira, 158

    Whatsapp: (51) 99933-3310

    Os ingressos também poderão ser adquiridos nos dias do espetáculo na bilheteria do Theatro São Pedro, dependendo da disponibilidade de assentos.

     

  • Um livro à altura dos molhes riograndinos

    Um livro à altura dos molhes riograndinos

     

    Geraldo Hasse

    O jornalista Klécio Santos avisa que o livro “Sonhos de Pedra”, que conta a história da construção dos molhes que há um século viabilizam o porto de Rio Grande, vai ter uma segunda edição. A primeira, lançada há três meses e colocada à venda por R$ 85 na Livraria Vanguarda, de Pelotas, está no fim. Trata-se de um livrão de capa dura em formato A4 com 240 páginas contendo ilustrações e textos em português e inglês.

    Antes de Sonhos de Pedra, a saga da construção dos molhes havia sido contada num dos 16 capítulos do livro Navegando pelo Rio Grande (Já Editores, 2008), que conta a história das hidrovias gaúchas. Klécio Santos nasceu em Porto Alegre, se criou em Rio Grande e trabalhou vários anos como jornalista em Pelotas, de onde migrou há 21 anos para Brasília. É autor de outros livros patrocinados sobre o Theatro Sete de Abril e o Mercado Público de Pelotas.

    Além de fazer sua parte como repórter (com mestrado em patrimônio cultural), Klécio valeu-se de pesquisas feitas em jornais por Adão Monquelat, historiador-livreiro em Pelotas. Dos textos e das fotos emergem diversos personagens que se tornaram nomes de logradouros públicos. Entre os brasileiros, o maior dele foi o engenheiro Honório Bicalho.

    O melhor do livro são as minúcias em torno da construção das duas barreiras de pedra que domaram as águas do Atlântico na barra da Laguna dos Patos — obra que envolveu brasileiros, franceses e norte-americanos, sendo considerada uma das maiores epopéias técnica do início do século XX. Sem os molhes, erguidos com pedras extraídas do interior do município de Pelotas, a cidade de Rio Grande não teria se tornado uma das maiores do Estado.

  • Nas Comemorações Farroupilhas, e na cultura estadual,  a presença destacada da transexual Gabriella Meindrad,

    Nas Comemorações Farroupilhas, e na cultura estadual, a presença destacada da transexual Gabriella Meindrad,

    Higino Barros

    O sotaque, fortemente acentuado, dá uma pista de sua origem do interior gaúcho.  “O tê demonstra de onde vem”, comenta brincando. Às vezes fala na terceira pessoa, se referindo a si mesma como a Gabriela. Tem noção de seu valor e o que representa sua escolha, pelo governador Eduardo Leite, a um cargo ambicionado no universo cultural gaúcho, principalmente no meio do tradicionalismo. Acentua com naturalidade “sou uma transexual em cargo público no governo estadual”. Na sua conversa há o uso frequente da palavra movimentação. Muitas da coisas que fala de sua vida explica como “movimentação.”

    Nascida em São Vicente do Sul, em 1986, Gabriella Meindraid cresceu numa região intensamente influenciada pela cultura do campo e o cultivo das tradições gaúchas. Teve infância e adolescência convivendo com esse universo até 2015, quando em 2019 foi convidada a trabalhar na Secretaria Estadual da Cultura. A partir teve uma trajetória rápida e bem sucedida.

    Para conhecidos, dá a impressão que depois dessa experiência executiva, estará pronta para ambições políticas eleitorais, se candidatando à vereadora, prefeita ou deputada. Por enquanto Gabriela Mendraid está mergulhada na sua função de Secretária –Adjunta da Cultura, ainda mais nos festejos farroupilhas , onde tem causa e vivência.

    Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook.

    Está tendo experiência executiva ímpar, trabalhando ao lado da secretária titular Beatriz Araújo e de Ana Fagundes, a terceira pessoa na hierarquia da SEDAC. As três formam um trio de grande capacidade administrativa elogiada por admiradores e respeitadas por opositores.

    Na entrevista abaixo, Gabriela Mendraid fala sua trajetória e trabalho com cultura gaúcha: 

    Pergunta: Quem é Gabriela Mendraid

    Resposta: Minha trajetória sempre teve a presença da cultura. Pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. Desde os seis anos já participava, essa foi a primeira aproximação cultural que tive. Seja dançando, seja em declamação, em concursos, sempre fui muito próxima desse universo tradicionalista, na infância e adolescência. Culminou com uma experiência muito rica, em 2015, quando em Santa Maria, quando fui Rainha do Carnaval. Foi outra aproximação importante na minha vida. Foram essas duas aproximações que fizeram a construção da Gabriela, próxima ao cenário cultural. Que me deram experiência e inclusive uma formação muito humana.

    Eu morei em São Vicente do Sul até os 17 anos. Depois me aproximei do carnaval em Santa Maria até que em 2015, com 29 anos fui Rainha do Carnaval. A partir de 2019 vim para a Secretaria da Cultura do Estado. Assumi uma assessoria específica de Diversidade. Isso ampliou meu conhecimento com outras áreas, uma experiência mais rica e um trabalho mais consolidado.

    Contato com outras áreas também, principalmente em uma aproximação para que a cultura chegue em todos os segmentos e que as pessoas possam conhecer mais, aproximar mais, ter mais contato com as instituições. Sempre coloco que uma das maiores dificuldades para quem é do interior é um maior vivência cultural, ter essa efervescência que se tem aqui em Porto Alegre.

    As pessoas do interior, em geral, têm muito mais contato com o tradicionalismo e o universo do CTG. Que é uma raiz forte da nossa cultura e não tem aproximação com outras áreas culturais. Nesse sentido é que temos feito um trabalho muito forte aqui na SEDAC para descentralizar mais a cultura. Teatro, fotografia, valorização dos músicos de cada localidade, artes visuais e artesanato, são algumas das áreas. E tem sido efetivo porque cada vez que se vai ao interior a gente consegue ter um olhar mais atento de cada realidade.

    A Secretária da Cultura Beatriz Araújo e a Secretária -Adjunta, Gabriella Maindrad. Foto: Arquivo pessoal.

    Pergunta: Como veio parar na Sedac?

    Resposta: Eu sou servidora pública na área administrativa do município de São Vicente de Sul. Em 2019 em razão da homenagem que recebi do Movimento Tradicionalista Gaúcho na Ciranda Cultural de Prendas da região, por ter sido a primeira mulher trans homenageada, pela trajetória cultural que eu tenho dentro do CTG, acabei sendo muito conhecida. Viralizou nas redes a informação dessa homenagem. Por ser uma mulher trans dentro de um ambiente tão machista, receber esse reconhecimento.

    Isso chegou ao conhecimento da secretária Beatriz que na época, em 2019, ligou para a escola onde eu trabalhava, em São Vicente, e fez o convite para vir integrar a equipe da secretaria. Foi proposto para que eu assumisse uma nova diretoria, a da Diversidade que trabalhasse questões de gênero, racial, de Direitos Humanos, de respeito à diversidade. Propondo dentro da cultura reflexões para mudanças e quebras desses preconceitos, de dificuldades que ainda existem na nossa sociedade.

    Foi nesse sentido que acabei assumindo essa assessoria.  Minha trajetória no meio tradicionalista já tinha sido um desafio. Em julho do ano passado, fui novamente desafiada ao vir para cá, e assumir como diretora geral e secretária- adjunta da Cultura. Com todas as dificuldades da pandemia, em um processo de execução da Lei Aldir Blanc, com uma conferência estadual de cultura que acabei coordenando.

     

    Pergunta: Sua convivência com o meio tradicionalista, conhecido de seu conservadorismo, como é?

    Resposta: Noto que nós temos muito mais pontos positivos do que negativos, muito mais avanços nesse período do que qualquer época anterior. Acabou existindo preconceitos, mas a partir do momento que as pessoas foram conhecendo minha história e ela foi divulgada se iniciou um processo quer não tem como sofrer recuos. De avanço, de giro, de respeito às pessoas, de uma construção para diminuir esse machismo, essas dificuldades que existem no MTG, porque elas são de algumas pessoas. Mas não representam todo o movimento.

    Quando existe uma série de ações de gestão de peões e prendas buscando um diálogo, mostra que o setor começou a se movimentar e tem visto avanços. Assim como minha presença na Secretaria da Cultura representa esse avanço. Por força das ações que propusemos e temos adesão das prefeituras.

    Como o Janeiro Lilás, que é o mês da visibilidade trans; o mês do Orgulho LGBT, da Quebra contra o Racismo, onde temos uma comemoração específica ao Cinquentenário do 20 de Novembro, Mês da Mulher e várias outras ações, sempre buscando a quebra de preconceitos e dificuldades que temos na sociedade gaúcha dessas desconstruções que ainda são necessárias para que se consiga fazer com a cultura uma movimentação e mudança cultura para que se possa viver mais justa, mais igualitária e que pense nas pessoas e suas particularidades.

     

    A importância que tem uma mulher trans em um cargo público de relevância dentro de um Estado tem enorme importância para o universo LGBT. É a primeira vez que isso acontece. São dois desafios. Um conseguir mostrar nossa capacidade de trabalho e abrir espaço para outras pessoas que são tratadas pela sociedade ainda diferentes do padrão que é imposto e consiga ocupar mais espaços.

    No Movimento de Tradições Gaúchas. Foto: Arquivo pessoal

    Pergunta: alguma área oferece mais resistência ao seu trabalho?

    Resposta: O cenário cultural tem a característica das pessoas possuírem mais diversidade e serem mais respeitosos nesse campo. É um meio que as pessoas conseguem ser mais o que são. O universo tradicionalismo é o que ainda tem mais preconceito. Vem da formação enquanto sociedade, de ser gaúcho, em ser homem ou ser mulher. Nos últimos anos as mulheres foram ocupando mais esse espaço masculino, como exemplo na área da Segurança, na Polícia Civil na Brigada Militar, então existe uma movimentação bem importante.

    E mudança nesse comportamento conservador acontece também por iniciativa do governador Eduardo Leite, em entrevista que ele deu ao jornalista Pedro Bial, na TV Globo, ele comentou com naturalidade a minha escolha, uma mulher trans como Secretária-Ajunta da Cultura. Pelo que se saiba é um caso único no Brasil. Para mim é muito orgulho.

    Presença na imprensa de Santa Maria em 2019. Foto: Divulgação

    Pergunta: A relação da Secretaria da Estadual da Cultura com o interior, de municípios menores, como se dá?

    Resposta: Desde o início do governo trabalhamos nos editais ter cotas específicas para os municípios de acordo com as regiões funcionais do estado. Isso aconteceu na aplicação da Lei Aldir Blanc, onde a maioria do dinheiro pelo sistema das cotas chegou no interior. Agora recentemente, em edital lançado para a área de Patrimônio isso também ocorreu. Um valor definido para cada uma das regiões funcionais. Para cada um seja contemplado.

    Pergunta: Esse valor ultrapassou os 60% da verba destinada ao setor?

    Resposta: Ele se aproxima bastante e nossa meta é que chegue à 70%. Esse número tem a dificuldade de chegar a esse resultado porque a maior parte da população está nos grandes centros urbanos, isso acaba refletindo nos projetos. No resultado da Aldir Blanc ocorreu que produtores contemplados aqui na capital contrataram pessoas de localidades do interior. Ou seja, isso chegou na ponta.

    No início do governo iniciamos com um a Lei de Incentivo à Culrtura investindo R$ 36 milhões anual. Esse ano, no valor global, são investidos de R$ 56milhões e Com previsão de entrega o ano que vem em R$ 70 milhões.  Isso proporciona que em todos os lugares e todos os cantos, os incentivos possam ser contemplados e possam fazer arte e cultura.

     Pergunta: a Lei de Aldir Blanc provou muita reclamação por quem não foi contemplado. Nomes consagrados, inclusive. Como a Sedac lidou com isso:

    Resposta: Eu vejo que, acima das reclamações, houve e há uma grande revelação e valorização de pessoas, já que trajetória cultural não se mede apenas pelo tempo, mas também pela relevância de seu trabalho.  Pode ter 50 anos de carreira e não ter relevância nenhuma. Pode ter cinco e ter relevância. Isso foi revelado na Lei Aldir Blanc. De fazedores de cultura que nunca tinham chegado a receber um recurso de fomento do Estado. Aconteceu porque foram feitos editais específicos, para periferias por exemplo. Para bairros e municípios vítimas de mais violência, de mais racismo, mais vulnerabilidade das pessoas. Chegaram às pessoas fora desses cenários conhecidos, mas têm relevância e atuação social e contribuição cultural importante nas comunidades em que estão inseridas.

    Todos merecem ser reconhecidos e valorizados, mas o recurso é finito. Assim parte deles foram priorizados.

    Estado teve nesse período todo uma permanente Conferência Estadual da Cultura, foi o único estado brasileiro que fez isso nesse período, trazendo as pessoas de todas regiões e áreas, trazendo suas realidades e os editais se aproximaram mais dessas localidades. E número atingiu um grande número de projetos e de pessoas, trazendo assim a descentralização de forma efetiva, uma das metas da Lei Aldir Blanc.

    Foi um ano de conferência. Os recursos chegaram a mais de 99,98% de aplicação, mais de CR 47 milhões, em todos os segmentos dos 12 colégios setoriais, com aumento no cadastro de produtores culturais, mais de 18 mil projetos inscritos nos editais. Em período que o setor atravessou enormes dificuldades, ocasionadas pela pandemia.

    Temos agora pela frente o Programa do governador Eduardo Leite, avançar na Cultura. Historicamente estamos quebrando os recordes e iremos em busca de novas quebras de paradigmas. Para isso vão ser investidos R$ 74 milhões. Ou seja, temos muito o que fazer pela frente

    Foto Arquivo pessoal/ Divulgação

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    OS NÚMEROS PARA A CULTURA do RS

    Com a sanção da Lei Aldir Blanc, a Sedac conseguiu distribuir os recursos emergenciais em pontos diversos, de forma a promover o sustento e a continuidade de ações culturais de todo o estado em um momento repleto de incertezas. Os editais da Lei Aldir Blanc têm como missão alcançar uma grande capilaridade territorial, passando adistribuir proporcionalmente os recursos nas nove Regiões Funcionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes).

    Edital Produções Culturais e Artísticas: disponibilizou recursos para 100 projetos de fomento a produções culturais e artísticas nos mais variados segmentos, com investimento total de R$ 19,1 milhões.

    Edital Aquisição de Bens e Materiais: disponibilizou R$ 7,3 milhões para 92 projetos de compra de bens culturais, equipamentos e materiais.

    A Sedac também realizou processos de Chamadas Públicas, em que selecionou instituições parceiras para a colaboração no repasse dos recursos restantes da Lei Aldir Blanc. Por meio dessas parcerias, em 2021 foram publicados mais três editais. Esses contam com cotas sociais, assegurando vagas para autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas, ciganos, mulheres trans/travestis, homens trans e pessoas com deficiência (PCDs).

    Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas: selecionou 592 projetos de pesquisa, criação, formação ou qualificação na área da Cultura, com investimento de R$ 20 milhões e parceria com a Fundação Marcopolo.

    Edital Ações Culturais das Comunidades: parceria com a Associação de Desenvolvimento Social do Norte do RS (ADESNRS) –

    Central Única das Favelas de Frederico Westphalen e Cufa RS, distribuiu R$ 14 milhões em recursos para promover a estruturação e a qualificação de 4736 iniciativas realizadas por coletivos culturais de base comunitária,

    Edital Prêmio Trajetórias Culturais – Mestra Sirley Amaro: o último utilizando recursos da Lei Aldir Blanc a ser concluído, premiou 1500 trabalhadores e trabalhadoras por suas trajetórias dentro do setor cultural. Ao todo, foram R$ 12 milhões distribuídos em prêmios.

    Auxílio emergencial: R$ 1,5 milhão no pagamento da renda emergencial a 526 trabalhadores e trabalhadoras da Cultura, com o repasse de cinco parcelas de R$ 600,00 (pagas em cota única). Os pagamentos foram liberados em novembro de 2020.

    Avançar na Cultura

    O projeto Avançar na Cultura investirá R$ 76,1 milhões no setor até 2022, entre obras, fomento, editais e qualificações. É um investimento superior ao total realizado nos últimos oito anos no Estado.

    Serão R$ 30 milhões aportados no Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para o lançamento de editais. O primeiro, FAC Patrimônio, foi lançado em 31 de agosto, e selecionará projetos que desenvolvam atividades de preservação e promoção do Patrimônio Cultural do Estado e de qualificação das Instituições Museológicas do RS, somando R$ 3 milhões em investimentos.

    Outros seis editais estão previstos até 2022:

    ▪ FAC Expressões Culturais (R$ 2 milhões): Culturas Populares e

    Artesanato

    ▪ FAC Visual (R$ 1,5 milhão): Artes Visuais

    ▪ FAC das Artes de Espetáculo (R$ 8 milhões): Circo, Dança,

    Música e Teatro

    ▪ FAC Publicações (R$ 1,5 milhão): Livro, Leitura e Literatura

    ▪ FAC Filma RS (R$ 12 milhões): Audiovisual

    ▪ FAC Territórios Criativos (R$ 2 milhões): Criações funcionais

    (design, serviços e novas mídias)

    Dados fornecidos pela Assessoria de Comunicação da Sedac

     

  • ‘Preta Poesia Feminina’ leva aos palcos a produção de cinco poetas negras gaúchas

    ‘Preta Poesia Feminina’ leva aos palcos a produção de cinco poetas negras gaúchas

     

    Quatro apresentações no estado do RS marcam a estreia do projeto Preta Poesia Feminina, que traz a atriz Silvia Duarte como protagonista de uma homenagem a cinco poetas negras gaúchas: Ana dos Santos, Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Lilian Rocha. Com produção executiva da montagem da obra teatral de Tulio Quevedo, trilha sonora de Alessandra Souza e direção cênica da diretora teatral Silvana Rodrigues, a montagem busca desmistificar o fazer poético como literatura falada. A estreia em Porto Alegre será no dia 18 de setembro próximo, às 20h, com transmissão pelas plataformas YouTube (Silvia Duarte Atriz Produtora).

     

    A proposta conta, ainda, com apresentações online em três outras cidades e em asilos públicos de idosos no mês de setembro: Pelotas (19), Caçapava do Sul (20) e Caxias do Sul (21), sempre às 20h. Preta Poesia Feminina leva ao público poemas que dialogam com questões contemporâneas do universo das mulheres negras, ao mesmo tempo em que destacam o seu valor. A iniciativa pretende oferecer à população afro-brasileira das quatro cidades gaúchas um resgate de seu protagonismo. A peça oferece acessibilidade em libras. Este projeto é executado por meio do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

    Peça será transmitida em Porto Alegre e em mais três cidades gaúchas. Fotos: Matheus Piccini/ Divulgação

    Descobrindo a poesia

    Ao referir-se à sua trajetória de amor à poesia, Silvia Duarte lembra que, em sua adolescência, escrevia poemas, mas o estranhamento que seus versos causavam a inibiu de prosseguir escrevendo. – Com o passar dos anos, em minhas leituras, percebi que não havia escritoras e poetisas negras. Em busca de saber se elas existiam, de conhecer seus poemas e suas narrativas e na tentativa de me identificar, não apenas na temática do feminismo, mas na condição de mulher negra, conheci Elisa Lucinda. Foi uma paixão. Mergulhei nos poemas dela, conta. Seguindo sua busca, leu Conceição Evaristo e fez do poema “Eu-Mulher”, da escritora mineira, o primeiro a ser apresentado publicamente. – Foi assim que decidi interpretar, como atriz, essas poesias que me tocavam, recorda.

     

    Silvia Duarte destaca, ainda, outro momento importante em sua busca pelo que viria a se tornar o Preta Poesia Feminina. – Por indicação de minha irmã, passei a frequentar, na primeira terça de cada mês, o Sarau Sopapo Poético, tradicional evento de difusão da poesia realizado pela Associação Negra de Cultura, relembra. – Deparei-me com um grupo de homens e mulheres lendo poesias, algumas autorais e de autorias de diversos poetas e poetisas, todos negros, pois ali só era possível ler, declamar textos do nosso povo negro. Foi nestes constantes saraus que conheci Lilian Rocha, Isabete Fagundes, Ana dos Santos, Delma Gonçalves e Fatima Farias. Essas cinco mulheres poetisas, algumas compositoras, tão diferentes, mas tão potentes, me proporcionaram viajar no tempo e relembrar o que eu, por tanto tempo, havia negado em mim: a minha poesia, declara.

    Trilha sonora é executada “ao vivo” por Alessandra Souza

    Foi assim que a protagonista de Preta Poesia Feminista decidiu se aprofundar na obra das cinco autoras gaúchas. Com a pandemia e a luta dos trabalhadores da cultura por recursos emergenciais, uma das primeiras oportunidades foi o FAC Digital, que lhe possibilitou recursos para realizar uma live com poetisas negras, que chamou de Preta Poesia Feminina, embrião do atual projeto. – Com a abertura do Edital da Marcopolo, eu e o produtor executivo, Túlio Quevedo, decidimos transformar essa live em um espetáculo. Em setembro, serão cinco artistas gaúchas que estarão no palco por meio de suas poesias, com meu corpo, minha voz, como uma forma de homenagem e gratidão por suas existências, suas histórias e suas lutas, conclui.

     

    Ficha Técnica:

    Realização – Silvia D’Arte Produções

    Produção Executiva – Timbre Produtora Cultural

    Direção de Produção – Túlio Quevedo

    Direção Cênica – Silvana Rodrigues

    Trilha Original – Alessandra Souza

    Atriz – Silvia Duarte.

    Atriz / Musicista – Alessandra Souza

    Cenografia – Criação Coletiva

    Cenotécnico – Antônio Marcos de Oliveira (Pele)

    Figurinos – Mari Falcão

    Figurinos – Camila Falcão

    Adereços – Ateliê Janah Amigurumis

    Acessórios – Bela Oyá

    Maquiagem – Alexsander Maker

    Assessoria de Imprensa – Silvia Mara Abreu

    Identidade Visual – Aline Gonçalves

    Fotografia – Matheus Piccini

    Iluminação – Miguel Tamarajo (Jaka)

    Sonorização – Bruno Klein

    Edição / Projeção de Mídia – Andres Costa

    Captação de Imagem – MP Comunicação Audiovisual

    Montagem / Finalização – Mario Costa

    Tradução / Intérprete de Libras – Vânia Rosa da Silva

    Acompanhe pelos canais de comunicação do projeto:
    https://www.facebook.com/DUARTE176
    https://www.facebook.com/Preta-Poesia-Feminina
    Instagram – @silviadarteprod
    YouTube – Silvia Duarte atriz e produtora
    Site – https://silviadart.com/

    SERVIÇO:

    O Quê: Preta Poesia Feminina, espetáculo cênico com a atriz Silvia Duarte. Direção cênica de Silvana Rodrigues. Direção de produção de Túlio Quevedo.

    Quando: Estreia dia  18 de setembro de 2021, sábado, às 20h, em Porto Alegre

    Onde: Transmissão pelo YouTube (Silvia Duarte Atriz Produtora)

    https://www.youtube.com/channel/UCPnJULJDWgZreurBPQ0Cdxw

     

    Gênero: Livre | Classificação etária: 12 anos

    Duração: 60 minutos

    Recurso de acessibilidade: Libras

    Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

  • “O Olhar da Cena”: o teatro captado pela fotografia em exposição nas galerias do Trensurb; veja as fotos

    “O Olhar da Cena”: o teatro captado pela fotografia em exposição nas galerias do Trensurb; veja as fotos

    Abre nesta quarta-feira, 15 de setembro  “O Olhar da Cena”  exposição de fotos que ocupa, até 30 de outubro, os espaços culturais Xico Stockinger e Mario Quintana, nas estações Mercado e Rodoviária, do Trensurb, em Porto Alegre.

    As  imagens que fazem parte de espetáculos integrantes do Palco Giratório Sesc em 2021.

    Na exposição, são retratados os espetáculos :

    “Interior”, pelo fotógrafo Caique Cunha (CE);

    “Mini Cabaré Tanguero”, por Paula Carrubba (AL);

    “O Circo a Céu Aberto”, por Cyntia C (RJ);

    “Ícaro”, por Renato Domingos (RS);

    “Salão”, por Isabela Bugmann (BA);

     

    “Meia-Noite”, por Lívia Neves (PE);

    “Enquanto a Chuva Cai”, por Allan Capdehourat (PR);

    “Boquinha… e assim surgiu o mundo”, por Júlio Ricardo (RJ).

    Estes e mais sete espetáculos serão transmitidos ao vivo pela Internet entre 30 de setembro e 16 de outubro, quando acontece a 23ª edição do Palco Giratório Sesc no País e 15ª edição no Rio Grande do Sul.

    Além das apresentações de grupos de todas as regiões do Brasil, também serão realizadas ações formativas on-line, que terão inscrições abertas em breve no site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio, além de quatro apresentações e uma instalação projetadas para surpreender a comunidade em espaços abertos de Porto Alegre.

    Exposição “O Olhar da Cena”

    Data: 15/09 a 30/10

    Horário de visitação: todos os dias, das 5h às 23h20

    Local: Galeria Mario Quintana (Estação Mercado do Trensurb) e Galeria Xico Stockinger (Estação Rodoviária do Trensurb)

    Fotógrafos participantes: Júlio Ricardo (RJ), Allan Capdehourat (PR), Lívia Neves (PE), Isabela Bugmann (BA), Renato Domingos (RS), Diego Bresani (DF), Paula Carrubba (AL), Cyntia C (RJ) e Caique Cunha (CE).

    Valor: A exposição é gratuita, porém é acessível apenas aos passageiros do metrô após a passagem pela catraca

    Sinopse: A exposição “O Olhar da Cena” é composta por imagens que representam a diversidade e pluralidade encenadas nos palcos brasileiros.

    Os registros de fotógrafos de diferentes regiões do país trazem a intensidade e a beleza da relação entre artistas e plateias.

    A alegria e dinâmica do palhaço, o movimento detalhado dos corpos na dança, a expressão imponente e convincente do ator, trazem à memória os momentos inesquecíveis vividos pela experiência do teatro, da dança e do circo.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é” inaugura o V744 Atelier

    Exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é” inaugura o V744 Atelier

    “ViCeVeRSa…pode não ser o que é” dá título à exposição que inaugura o V744 Atelier, neste sábado, 18 de setembro, às 16h. Nesta mostra, a artista visual Vilma Sonaglio, idealizadora da iniciativa, apresenta trabalhos realizados  no último ano e meio, no contexto da pandemia.

     

    – A pandemia impôs o isolamento social e afetou, de forma brusca, o modo como a humanidade vivia e se relacionava, ditando novos comportamentos, padrões e protocolos. O mercado cultural, porque depende da plateia e do público, sofreu diretamente este impacto, avalia Vilma Sonaglio. – Diante da percepção da arte como espaço de acolhimento e alívio, para além de sua importância social e econômica, os artistas, produtores e empreendedores culturais vêm buscando se adaptar a este momento, criando alternativas para viabilizar suas produções artísticas, observa.

     

    Neste cenário, em que muitas galerias fecharam suas portas e muitos artistas migraram para o espaço digital, como possibilidade de divulgação, fruição e diálogo, nasce o V744 Atelier. Segundo Vilma Sonaglio, é um local para criar e expor arte contemporânea. Irá abrigar exposições de artistas convidados, mas também serão aceitas propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens, com relevância, na arte contemporânea.

    Obra “Transbordo “.

    – Para a criação, tem o atelier de desenvolvimento de projetos artísticos, meus e de grupos de estudos com propostas de pensar a arte, explica Sonaglio. – O espaço de exposição vai abrir com uma mostra de meu projeto mais recente e, no futuro, assim que as condições permitirem, se destinará a todas as linguagens artísticas contemporâneas, antecipa. Destaca-se, ainda, uma área dedicada ao acervo de obras da artista.

     

    – A intenção é expor arte contemporânea por meio de projetos e curadorias que pensem a arte como parte integrante da sociedade e da sua cultura, comenta. – É um enorme prazer poder proporcionar este espaço expositivo e de criação independentes, contribuindo com o sistema da arte contemporânea, reflete.

    A exposição

    “ViCeVeRSa…pode não ser o que é” apresenta trabalhos realizados por Vilma Sonaglio no último ano e meio, no período da pandemia. A artista exibe três séries fotográficas que refletem metaforicamente seu pensar sobre este período de isolamento social. Trazem, também, questões de materialização do virtual; trabalhos criados para serem veiculados virtualmente são, agora, materializados, dando outro olhar para as obras. Ao todo, são 18 obras com dimensões variadas, desde 100cmx100cm até 50cmx50cm.

    Obra “Sopro”.

    Mestre em Artes Visuais  pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Vilma Sonaglio realizou exposições individuais e coletivas no Brasil, Alemanha e México. Como  principais distinções estão prêmio aquisição do Museu de Arte de Brasília, Prêmio Porto Seguro Pesquisas Contemporâneas, Prêmio Salão de Arte Sacra Contemporânea. Foi indicada ao Prêmio Açorianos. Hoje vive e trabalha na cidade de Porto Alegre.

     

    A visitação será de quarta a sexta-feira, das 14 às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.

     

    Os visitantes devem seguir os protocolos de higiene, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento pessoal. Um espaço externo auxilia nos protocolos de segurança.

    SERVIÇO:

    O Quê: “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, exposição de Vilma Sonaglio

    Onde: V744 Atelier | Rua Visconde do Rio Branco, 744, Bairro Floresta, Porto Alegre-RS

    Quando: Abertura 18 de setembro de 2021, sábado, das 16h às 20h.

    Visitação de quartas as sextas, das 14h às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.

    Quanto: Entrada franca

    Recomendação etária: 14 anos

    Uso obrigatório de máscara e álcool em gel à disposição, assim como orientação para 2m de distância entre as pessoas.

  • Inscrições do II Festival Cinema Negro em Ação são prorrogadas até sexta-feira

    Inscrições do II Festival Cinema Negro em Ação são prorrogadas até sexta-feira

    O período de inscrições para a segunda edição do Festival Cinema Negro em Ação foi prorrogado até a próxima sexta-feira (17/9). A competição, realizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), selecionará obras audiovisuais produzidas por pessoas negras. O regulamento completo e o formulário de inscrição on-line e gratuita estão disponíveis no site da Sedac.

    Em formato híbrido, o Festival acontece de 20 a 27 de novembro, integrado às comemorações do Cinquentenário do 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. A mostra contará com programação na grade da TVE-RS, na Cinemateca Paulo Amorim e na plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

    Contemplando videoclipes, videoarte, curtas-metragens e longas-metragens, no formato digital, de temática livre, o festival promove o protagonismo e o intercâmbio entre realizadores negras e negros que atuam com audiovisual por todo o mundo. Na primeira edição do Festival, realizada em 2020, foram 280 inscritos de todas as regiões do Brasil e, também, de Portugal, sendo considerado o maior evento afirmativo do setor audiovisual gaúcho.

  • Biblioteca Pública homenageia Dante Alighieri com projeção de imagens na fachada do prédio

    Biblioteca Pública homenageia Dante Alighieri com projeção de imagens na fachada do prédio

    No dia 24 de setembro (segunda-feira), a partir das 19h, o prédio da Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), terá suas paredes cobertas pela projeção de imagens em homenagem a Dante Alighieri. A ação faz parte da programação alusiva aos 150 anos da Biblioteca e aos 700 anos da morte de Dante Alighieri, falecido em Ravena, na Itália,  em 1321. Inicialmente marcada para esta segunda-feira (13/9), a atividade foi transferida em função da chuva.

    Por meio de um show de mapping 3D, serão projetadas nas paredes da construção histórica imagens alusivas ao prédio e à obra de Dante na Biblioteca Pública, acompanhadas de texto de Rafael Bán Jacobsen, interpretado pelo ator Zé Adão Barbosa. A realização é da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública (AABPERS), com fotografia e produção de Celso Chittolina Filho e execução das empresas WOC Group e Visual Áudio e Vídeo.

    Dante Alighieri (Florença, 1265 – Ravena, 1321) é considerado um dos mais importantes escritores da literatura universal e do renascimento literário e o maior escritor de língua italiana. Sua obra mais relevante é o poema intitulado “A Divina Comédia”, escrito no século 14 e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

    A obra descreve uma viagem de Dante através dos três estágios. Primeiramente, é guiado pelo poeta romano Virgílio – símbolo da razão humana –, autor do poema épico Eneida, no Inferno e no Purgatório. Depois, no Paraíso, é levado pela mão de sua amada Beatriz – símbolo da graça divina.

    A cultura de Dante 

    A BPE tem em Dante Alighieri uma das figuras mais importantes da concepção de seu prédio, criado em 1912. A obra do autor recebeu destaque na idealização do local, com referências presentes em pinturas, mobiliário, bustos, ornamentos e acervo.

    Na fachada da Biblioteca, o busto de Dante aparece ao lado de outros nomes importantes do pensamento, formando o Calendário Positivista. Os bustos vieram da Europa, feitos por encomenda para a inauguração do prédio, em 7 de setembro de 1922. O calendário Positivista consistia na representação de ícones de cada área do pensamento e era dividido em 13 meses. Cada mês apresenta um patrono responsável pela evolução da humanidade. Dante Alighieri é a quarta figura no prédio, representando o mês da Epopeia Moderna.

    Referências a Dante e à Divina Comédia

    Ao entrar no prédio, bem no fundo do Salão da Referência e Acervo Geral, a guarnição esculturada em madeira escura da Caixa do Elevador “Otis” é um dos trabalhos do escultor italiano Giuseppe Gaudenzi, com relevos que representam episódios dos Cantos da “Divina Comédia”.

    No segundo piso, a sala que abriga o Acervo do Rio Grande do Sul possui o busto em mármore de Beatriz, de autoria do professor Besfi. Beatriz foi a musa de Dante e a sua paixão imortalizada nas páginas da Divina Comédia.

    No Salão Mourisco, sobre duas colunas de madeira representando monstros dantescos, estavam colocados dois bustos de bronze, em tamanho natural, de Homero e Dante. Hoje, as mesmas colunas contêm os bustos de Borges de Medeiros e Julio de Castilhos.

    Já o Salão Egípcio apresenta dois medalhões ovais, com pinturas a óleo de Beatriz e de Dante e inscrições de trechos da Divina Comédia.

    Obras Raras

    Além das edições mais recentes disponíveis para empréstimo, a BPE possui três edições especiais da Divina Comédia, no setor de Obras Raras: La divina commedia, de 1921, edição comemorativa, restrita a 1000 exemplares; O Inferno: Poema em 34 cantos, ilustrado por Gustavo Doré, de 1887; e La divina commedia di Dante Alighieri, em miniatura de 1911.

    A Biblioteca Pública representa, em seu conjunto, um dos mais expressivos tributos ao escritor italiano.

     

    SERVIÇO

    O quê: Projeção alusiva aos 700 anos da morte de Dante Alighieri na Biblioteca Pública

    Quando: 24 de setembro de 2021, das 19h às 21h

    Onde: Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Riachuelo, 1190 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS)

    Realização: Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado, Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul e Secretaria de Estado da Cultura

  • Evento cultural celebra, nesse sábado, 100 anos do Cais do Porto

    Evento cultural celebra, nesse sábado, 100 anos do Cais do Porto

     

    Nesse sábado, dia 11, o coletivo “Cais Cultural Já” preparou um grande evento para celebrar os 100 anos do Cais do Porto, com a participação de grupos e entidades ligados à cultura de Porto Alegre. Ele acontece a partir das 15h, com concentração na Praça da Alfândega, cortejo pelo Pórtico do Porto, Rua Sete de Setembro e apoteose na Praça Elis Regina, ao lado do Gasômetro.

    O evento será transmitido pela internet em link no facebook do grupo.

    EMBARQUE COM A GENTE!

    São diversas atrações, com muita alegria e segurança, seguindo todos os protocolos anti-covid-19.
    * USO DE MÁSCARA OBRIGATÓRIO
    * DISTANCIAMENTO DE 2 MTS ENTRE OS PARTICIPANTES
    * USO DE ÁLCOOL GEL

    O roteiro do cortejo:

    ROTEIRO DO CORTEJO CAIS CULTURAL JÁ – 100 ANOS DO CAIS DO PORTO, ALEGRE!
    15;00: Concentração Praça da Alfandega
    15:30 -Rua Sepúlveda – Quem somos e a que viemos.
    15:45: Início das apresentações – Música- Dança e Teatro
    Bloco Ai que Saudade do Meu EX
    Dança e Música por “Bia da Ilha” – Quilombo da Resistência
    CTG – Ilhas – Dança
    Poesia, Teatro e Circo
    16H30 – Trajeto: Partida do Cortejo rumo a Usina do Gasômetro, Praça Elis Regina, junto a Kombi de som, pela Rua Sete de Setembro.
    17h30 – Chegada na Usina do Gasômetro. Apresentações Artísticas Teatro, Música, Circo.( Distribuição de Folders)
    18h – Atraque do Cisne Branco no Pier do Gasômetro, trazendo os atores circenses.
    O Cortejo recepciona o Cisne.
    18h10 – Contemplação do Por do Sol – Aplausos – – Apresentação do Circo com Fogo formando 100 anos!
    Apresentação de grupos de Hip hop.

    Para os organizadores o evento não significa Encerramento… e sim,  Novo Início!