Seguindo uma tradição de 32 anos, o Theatro São Pedro volta a ser a Embaixada da Sbørnia, a partir deste 9 de janeiro.
Durante 28 anos, “Tangos e Tragédias” , com Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky ocupou este espaço arrastando multidões, marcando época e transformando-se em um grande atrativo das temporadas de verão.
Desde a partida de Nico Nicolaiewsky, o espetáculo “A Sbørnia Kontr’Atracka” com Hique Gomez e Simone Rasslan, a cantora, pianista e atriz que veio para completar a equipe, vem confirmando esta predileção com fãs que já voltaram ao espetáculo inúmeras vezes e confirmam em depoimentos emocionados a legitimidade da continuação da Saga Sbørniana.
Participações especiais e surpresas sempre são esperadas na temporadas que marcam uma faceta da cultura gaúcha. Cenários Virtuais, som surround, arte em alto estilo e diversão garantida para toda a família. Até 19 de janeiro.
Descontos:
50% para associados da AATSP (ingressos limitados)
50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência (40% da lotação)
50% para idosos
INGRESSOS
Plateia: R$ 120,00
Cadeira extra: R$ 120,00
Camarote central: R$ 100,00
Camarote lateral: R$ 80,00
Galerias: R$ 40,00
Categoria: Cultura-MATÉRIA

Sbornia no São Pedro

"A Tempestade" na celebração de Fábio André Rheinheimer
Um dos mais ativos agente cultural e curador de artes plásticas de Porto Alegre, o artista visual e arquiteto Fábio André Rheinheimer celebra 33 anos de sua primeira exposição individual com “A Tempestade”. Agora ele deixa o papel de pedra para se tornar vitrine.
O cenário de cultura e artes no Estado na década de 2010/2019 foi cheio de percalços, avanços, recuos e conquistas já que, como disse a ex- presidenta Dilma Roussef, “não está fácil pra ninguém”. No meio desse emaranhado da cultura da aldeia emergiram artistas fazendo o que eles mais gostam e sabem fazer, mostrar seus trabalhos, ao lado de gerações anteriores que nunca deixaram o facho de luz da civilização e da arte local se apagar.
Assim, toda vez que a roda da cultura se move, através de seus artistas tarefeiros, de instituições oficiais e privadas, público e outros agentes, Porto Alegre se justifica no verão ( e no resto do ano) exercendo sua condição de esquina do mundo.
Que isso se repita muitas e muitas vezes nessa década que iniciou agora em 1920, são os votos da redação do JÁ Porto Alegre.
Higino Barros
André Rheinheimer celebra 33 anos de sua primeira exposição individual. Fotos: Juliana Baratojo/ Divulgação
O texto abaixo é da jornalista Tatiana Csordas
“A exposição “A Tempestade” tem vernissage na quinta-feira, dia 9, das 17h30 às 20h, no Espaço Cultural Correios (Av. Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Acesso pela Avenida Sepúlveda). A mostra fica em cartaz até o dia 9 de fevereiro de 2020. Entrada franca.
“Ao longo dos 33 anos de atuação nas artes, Rheinheimer participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões de arte, apresentando obras como artista e como curador. “A Tempestade” é fruto de um projeto de pesquisa estabelecido a partir do exercício pictórico, em que o resultado são fotografias, registros desse processo.Durante a pesquisa, que levou às obras da exposição, o artista alterou as pinturas continuamente, sobrepondo umas às outras compondo assim novas imagens, que surgiam e se extinguiam sucessivamente, em um processo de constante transformação. O resultado são paisagens marítimas, sob efeito de intensa agitação atmosférica, em obras com densa carga dramática. “É um projeto que representa pontualmente uma parcela das possibilidades desenvolvidas até o momento e que ainda pode ganhar novas formas”, revela o artista.
“Esse projeto tem por referência dois elementos fundamentais, que se relacionam: a produção dos artistas impressionistas e o estilo ukiyo-e, um gênero de xilogravura e pintura japonesa”, explica o artista. Entre importantes nomes que se dedicaram ao estilo ukiyo-e destaca-se a produção de Katsushika Hokusai, que tem em A Grande Onda de Kanagawa sua obra mais célebre, que acabou servindo como um dos principais elementos de referência teórica para Rheinheimer.
As imagens selecionadas para esta mostra são os registros de uma contínua investigação pictórica. “A Tempestade” é composta por 16 obras impressas em tecidos diversos com grandes dimensões e em adesivo sobre PVC. Entre esses materiais estão tecidos utilizados normalmente na decoração e na moda, como Linarte, Linho Madrid, em uma parceria com a Casa Rima, e neoprene. As fibras apresentadas em grandes dimensões, de 1,40 m por 2,30 m, dão novas cores e características às obras pela estrutura de seus fios, compondo quase que uma nova criação a partir das pinturas originais.”

Exposição “A Tempestade” de Fábio André Rheinheimer
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Acesso pela Avenida Sepúlveda
Vernissage: 9 de janeiro, das 17h30 às 20h
Período: Até 9 de fevereiro de 2020
Visitações: de terça a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos, das 13 às 17
Cantor uruguaio Sebastián Jantos no Clube de Cultura
Em única apresentação em Porto Alegre, na próxima quinta-feira (09), o multi-instrumentista uruguaio Sebastián Jantos interpreta suas canções percorrendo com habilidade incomum o universo musical que distingue o nosso continente mesclando ritmos e refinada poesia.
Sua trajetória inclui, entre outras criações, a trilha sonora do DVD “A linha fria do horizonte”, dois CDs individuais e um em parceria com Mário Falcão que, ao lado de Zé Ramos, Lucas Kinoshita e Pablo Lanzoni, estão entre os convidados da noite.Jantos participou com músicos e compositores do Brasil, Uruguai e Cuba do projeto cultural José Marti em Canto, em homenagem ao poeta e líder da independência de Cuba na guerra contra o domínio espanhol.
Os artistas musicalizaram e interpretaram poemas de Martí, e o projeto teve como convidado especial, o ex – governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra com a apresentação de dois poemas.
Com o apoio de entidades sociais e sindicais o projeto promovido pela Associação Cultural José Martí/RS teve duas apresentações em Porto Alegre. A convite do Ministério da Cultura de Cuba e com a adesão de músicos ocorreram três shows em Havana. E duas apresentações em Montevidéu, com o apoio da Embaixada da República de Cuba, a Direção Nacional de Cultura do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai e da Casa da Amizade Uruguai /Cuba.
No Uruguai cerca de 80 ativistas políticos, sociais e culturais gaúchos acompanharam a caravana à Montevidéu organizada pela produtora do evento, e que reuniu os músicos e compositores Sebastián Jantos, do Uruguai, Mauricio Figueiral, de Cuba, Leonardo Ribeiro, Mário Falcão, Pablo Lanzoni, Marisa Rotenberg, Everson Vargas, Tonda Pecoits, Claudio Sander e Giovanni Berti, do Brasil. Para escutar o CD José Martí em Canto clique http://soundcloud.com/josemartiemcanto.
Show de Sebástian Jantos, em Porto Alegre, no Clube de Cultura, Ramiro Barcelos, 1853
Quinta-feira, 09 de janeiro, às 20 horas
Ingressos no local, valor 20,00
Site do artista: http://sebastianjantos.blogspot.com/
Evento face: http://abre.ai/aCxh
canal no YouTube: http://www.youtube.com/channel/UCQsEHEMaVHi83EIW5XMeLIg
Sarau "A Única Negra" homenageia a poeta e compositora Delma Gonçalves

Delma Gonçalves tem marcante presença na vida cultural da cidade. Foto: Feijão/ Divulgação Em sua quarta edição, o Sarau “A Única Negra” volta a reunir mulheres em torno de música, da poesia e da arte, desta vez prestando homenagem a uma das integrantes do coletivo, a poeta e compositora Delma Gonçalves.
O encontro será no próximo dia 23 de dezembro, segunda-feira, às 20h30, no Capadócia Bar & Pub (R. dos Andradas, 724, Centro Histórico), em clima de celebração.
A homenageada desta noite é uma das personalidades mais atuantes da vida cultural da Capital gaúcha. Em novembro deste ano, Delma Gonçalves lançou seu livro de poesias na Feira do Livro de Porto Alegre, “O Som das Letras”. A festividade contará com as vozes das cantoras Claudia Quadros, Denizeli Cardoso, Glau Barros, Marietti Fialho e Maria do Carmo Carneiro; com textos de Silvia Abreu, Silvia Duarte e Lilian Rocha, além das intervenções coreográficas do grupo de danças Brazil Estrangeiro. Participam, ainda, os músicos Alexandre Rodrigues (violão) e Alexsandra (percussão).
Promovido pelo Coletivo Nimba, o Sarau “A Única Negra” mantém a proposta de reunir um conjunto de artistas descendentes da diáspora africana em apresentação literária-musical para discutir, poeticamente, a presença minoritária da mulher negra em espaços de produção intelectual e de consumo.
Sobre Delma Gonçalves
Delma Gonçalves, porto-alegrense, poeta, compositora, escritora e produtora cultural. Formada em Letras e Pós Graduada em produção textual. Parceira musical de Bedeu desde a década de 70. Possui músicas gravadas por artistas gaúchos. Faz parte, como secretária, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves e é a primeira secretária da Associação de Sambistas e Compositores Gaúchos. É colaboradora ativa do Sarau Sopapo Poético e integra o grupo de Mulheres Cantoras e Compositoras do Samba Sul. Em setembro deste ano participou da Bienal do Livro no Rio de Janeiro pela Ed. Villardo com sua crônica, “Manhã Atribulada”, na coletânea “Negras Crônicas” (Escurecendo os Fatos).
SERVIÇO:
O Quê: Sarau “A Única Negra“. Homenagem à poetisa e compositora Delma Gonçalves
Onde: Capadócia Bar & Pub (R. dos Andradas, 724 – Centro Histórico, Porto Alegre-RS
Quando: Dia 23 de dezembro de 2019, segunda-feira, das 20h30 às 23h
Quanto: Couvert a R$ 20,00 | Artistas: R$10,00 (lista amiga)
Contatos com a produção: Silvia Duarte: (51) 9.9701-3638
Ortácio, Borghetti, Salazar & Poty mostram as canções inéditas que estarão no 1º disco, no Café Fon Fon
Após um ano de intensa atividade, que incluiu o lançamento do 1º. clipe do quarteto, “Ainda Multidão”, os músicos João Ortácio, Pedro Borghetti, João Salazar e Poty Burch fecham 2019 no Café Fon Fon, dia 18 de dezembro, para divulgar a nova aventura do grupo, mostrando em primeira mão, as canções novas do 1º. disco, que será lançado em 2020.
Com repertório exclusivamente autoral de canção brasileira, entre as composições do roteiro estão as músicas novas como Vermelho Rosa Terra, Psicotrópiko, e Asa de Plástico, além de Ainda Multidão (primeira composição do grupo e música do 1º. clipe lançado em agosto passado), Tornado, Andar e Imprevisão.
O quarteto apresenta influências da Música Popular Brasileira, passando pela Música Regional, Rock e outros gêneros.

Em formato acústico, os compositores se acompanham utilizando diversos recursos musicais, explorando vários instrumentos e, ao mesmo tempo, valorizando o protagonismo de cada um. Arranjos vocais, instrumentos de cordas, percussões e outras perfumarias sonoras são os meios usados por João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty para interpretar o trabalho autoral.
A ideia do show é mostrar ao público uma junção orgânica da criação dos quatro compositores, que resulta num acertado coletivo de individualidades.
Repertório do show
– Tornado (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Ainda Multidão (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Todo Silêncio do Mundo (João Ortácio)
– Andar (João Salazar, Guilherme Becker e Bruno Neves)
– Bom Fim (Pedro Borghetti)
– Imprevisão (João Ortácio, Poty e Thiago Ramil)
– Retina (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Passageira (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Represa (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Vermelho Rosa Terra (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Navegador (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Psicotrópiko (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Parte (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Asa de Plástico (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)
– Passeio (João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty)

Ortácio, Borghetti, Salazar & Poty
Os jovens compositores que formam o Projeto João Ortácio, João Salazar, Pedro Borghetti e Poty vêm apresentando intensa criação e atuação no cenário musical do Rio Grande do Sul.
Se juntaram inicialmente para fazer uma série de shows pelo estado com o objetivo de apresentar as canções que fazem parte de seus trabalhos individuais. A partir da primeira turnê começaram a compor uma série de canções em parceria, essas novas composições já resultaram na gravação do clipe Ainda Multidão.
A estreia do grupo foi em abril de 2018 na canja do tradicional Sarau Elétrico no Bar Ocidente, onde retornaram no segundo semestre. O grupo contabilizou uma série de bem sucedidas apresentações no ano passado. Subiram ao palco do Café Fon Fon, uma das referências culturais da Capital, por duas vezes, no Sofar Sounds, no Parangolé e no FIND-Festival Independente realizado na Redenção, com apoio da Secretaria Municipal da Cultura.Participou do Festival Morrostock, em Santa Maria onde também tocaram no Plataforma 85. Realizaram duas turnês pelo interior do Estado, que brindou o público de Pelotas, Rio Grande, São Lourenço do Sul, Passo Fundo e Nova Prata, com destaque para a apresentação na Feira Literária de Cruz Alta.
Esse ano, integraram a programação da Virada Sustentável (Centro Cultural Vila Flores) e da Noite dos Museus (Museu Júlio de Castilhos e Casa de Cultura Mario Quintana), além de terem conquistado o 1º. Lugar no Festival Matinê Cervejeiro, realizado no Shopping Total, em maio.
Em agosto desse ano o quarteto lançou, no Gravador Pub, seu primeiro clipe intitulado “Ainda Multidão”, alusivo a primeira parceria do grupo, que antecipa a gravação do 1º. álbum que será realizada em 2020. Em setembro apresentou show no Musical Évora na Sala do Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro e participou do Festival Mirabal realizado dia 24/11, no Centro Cultural Vila Flores.
Serviço
Show Ortácio, Borghetti, Salazar & Poty
18 de dezembro de 2019 – 21h – Café Fon Fon
Rua Vieira de Castro, 22 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre
Valor do Ingresso no local: R$ 30,00
Antecipados
Sympla.com.br – R$ 20,00 (quantidade limitada)
Promoção mediante a reserva de lugares pelo telefone 998807689
A partir da reserva de dois lugares o ingresso custa R$ 25,00
Duração: 60 minutos
Classificação Livre
20 bailarinas dançam a história política e social dos países árabes, no Teatro Bruno Kiefer
A Escola Harém Dança do Ventre faz sua tradicional apresentação de final de ano, com a estreia de “Arábia”, na próxima quarta-feira, dia 18 de dezembro. O espetáculo ocorre às 20h, no Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana.Com 20 bailarinas no palco, “Arábia” retrata a cultura de países como Egito, Marrcos, Líbano e Turquia, refletindo na dança do ventre singularidades que agregam componentes estéticos e políticos de cada país. Partindo da pesquisa acadêmica da diretora Muna Zaki, que investiga processos de mundialização e hibridação na dança, a concepção do espetáculo contou com relatos de viagens das alunas àqueles países, fotos e vídeos. “‘Arábia’ desmistifica a ideia em torno dos países árabes, apresentando por meio da dança a sua complexidade, alegria e diversidade”, diz Muna.Sobre a Escola
Harém é uma das pioneiras da dança do ventre em Porto Alegre, inaugurada em 2001. Nestes 18 anos já formou dezenas de bailarinas, muitas delas, atualmente, professoras ou com carreira internacional nos países árabes. Muna é pós-doutoranda em Artes Cênicas, e professora Raíssa Mahin é formada em Dança pela UERGS.FICHA TÉCNICA
Direção geral: Muna Zaki | Coreografias: Muna Zaki e Raíssa Mahin | Sonorização e Iluminação: Alex PregoServiço:
Espetáculo Arábia | Escola Harém Dança do Ventre
Quando: 18 de dezembro | Quarta-feira | 20h
Local: Teatro Bruno Kiefer – 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico)
Ingressos: R$ 30,00
Ingressos antecipados: http://www.eventbrite.co.uk/e/espetaculo-arabia-tickets-84016703221?aff=efbevent&fbclid=IwAR0LeawYC9wZXAAxmMLreKp9jyviaKgmd21sDdfZMHD7aR1ZZiUKYP8kD2oExposição coletiva "Gabinete do Colecionador ", no Espaço Cultural Brix 21
O curador, artista e arquiteto Anaurelino Barros Neto e o Espaço Cultural Brix 21 promovem a partir dessa quarta-feira, dia 11, a Exposição “Gabinete do Colecionador”. A mostra vai contar com uma água-forte de Rembrandt auto-retrato., edição do museu, antiga na exposição. Terá também ítens de coleção e obras de 39 artistas do Rio Grande do Sul.Haverá uma homenagem à Rembrandt por ter sido um grande colecionador e marchand e ao jornalista Paulo Raymundo Gasparotto colecionador e um dos maiores conhecedores de arte e antiguidades do país.
O curador Anaurelino Barros Neto escreveu sobre a mostra:“Por que a humanidade coleciona objetos que vão de obras de arte à caixas de fósforos?Uma das hipóteses deste comportamento passional seria dar um sentido de permanência e eternidade. De domínio sobre si, sobre os objetos e sobre o Universo, trazendo poder e bem estar espiritual. Possivelmente também uma exteriorização de sua personalidade nos ítens eleitos, seja por empatia, seja por frustrações em algum ciclo de suas vidas.A organização dos objetos, fator essencial pra alcançarmos o conceito de Colecionismo que conhecemos hoje, passa pelos sistemas de codificação e aperfeiçoamento da linguagem, com o advento da escrita.Proporcionou a grandes Reinos e Estados o acúmulo de riquezas e obras de arte fantásticas.Deste modo, criou-se uma hierarquia de bens e conceitos. Passou-se então, a discriminar, ordenar, classificar e eleger prioridades, formando deste modo as coleções, através de repetições sistemáticas do mesmo objeto.Foram com as grandes navegações e explorações nos séculos XVI e XVII que surgiram os Gabinetes de Curiosidades, que se consistiam em espaços particulares onde se acumulavam toda a espécie de objetos exóticos e raros, como o de Rembrandt, colecionador e marchand.No século XVIII, estes gabinetes desapareceram e são considerados os antecessores dos museus, dando lugar às coleções privadas e institucionais posteriores .Colecionar é bem mais complexo que simplesmente consumir, pois envolve paixão, algumas vezes obsessão. Possuir um objeto do desejo é optar por ele, elegê-lo entre muitos, apoderando-se de pequenos universos particulares.“Guardar uma coisa é olhá-la, mirá-la por admirá-la, isto é,iluminá-la ou ser por ela iluminado” Antônio Cícero , poema GUARDAR.Colecionadores são fundamentalmente guardiões de um passado distante, que preservam a memória e o patrimônio de uma época, vivida ou imaginada.”
SERVIÇOO que ? Exposição Gabinete do ColecionadorOnde: Espaço Cultural Brix 21Marechal Floriano . 705 . Caminho dos Antiquários.Vernissage: Dia 11 de dezembro, às 18:30Horário de Visitação: Das 12 h as 19;30Espetáculo musical cênico marca a estreia do ciclo de peças composto por Jeferson Colling
Contexto é a palavra chave da criação do jovem compositor Jeferson Colling, cujo ciclo de peças será apresentado em estreia do espetáculo musical-cênico Testemunho, dia 9 de dezembro, no Auditorium Tasso Corrêa, no Instituto de Artes da Universidade Federal do RS.
A dramaturgia e a iluminação foram criadas especialmente para o espetáculo. As palavras dialogam indiretamente com a música, no sentido que ambos – o texto com a aparente concretude das palavras e a música na abstração dos sons –transitam por um universo habitado de incertezas, receios e reflexões.
O espetáculo será apresentado por Giovani dos Santos (violino), André Munnari (acordeon) e Siane Cappela Leonhardt (apresentação) e conta com a iluminação de Anderson Zang, texto e criação da arte de Guilherme Sommermeyer, direção cênica de Fabio Ferraz e composição musical e idealização de Jeferson Colling.

” Testemunho” é um espetáculo Musical-Cênico. O trabalho marca a conclusão do 1º. ano do Doutorado em Música, na área Composição, de Jeferson Colling, no Instituto de Artes da Ufrgs, como bolsista a CAPES-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, tendo como orientador o Prof. Doutor Celso Giannetti Loureiro Chaves.
Espetáculo musical-cênico
Se trata de uma apresentação de música erudita de câmara com um repertório que consiste, em sua íntegra, na estreia de um ciclo de peças do jovem compositor, Jeferson Colling.
Embora seja hábito os recitais e concertos de música erudita de câmara apresentarem peças de curta ou média duração, que combinam diferentes compositores, oriundos de distintas épocas e lugares, a criação de Colling aponta outras abordagens: “Meu interesse tem sido a composição de ciclos de peças que ocupem toda duração de um espetáculo, dessa maneira posso propor o percurso musical que o público vivenciará. “Contexto” vem sendo, de maneira crescente, a palavra chave quando trabalho em minhas composições. Cada peça é composta pensando o ponto do espetáculo em que estará, levando em conta o que já foi ouvido até ali e o que ainda será ouvido”.
Acredito que com a abordagem cênica o espetáculo potencializa o impacto expressivo das peças que o integram e estas, por sua vez, potencializem o impacto da experiência do espetáculo como um todo”, salienta.
Jeferson conta que desde o mestrado vem pensando sua produção desta maneira.
“Neste projeto que será apresentado agora minha preocupação com o contexto em que a música será ouvida deixa o âmbito apenas do sonoro, com a união da música com o texto e um trabalho de iluminação também pensados especificamente para o espetáculo.
O texto, apresentado em forma de monólogo, dialoga indiretamente com a música, no sentido de que ambos – o texto, com a aparente concretude das palavras e a música na abstração dos sons – ambos transitam por um universo habitado por incertezas, receios e reflexões”, explica o jovem compositor.
FICHA TÉCNICA
Composição musical e idealização: Jeferson Colling
Violino: Giovani dos Santos
Acordeon: André Munnari
Texto: Guilherme Sommermeyer
Apresentação: Siane Cappela Leonhardt
Criação da arte: Guilherme Sommermeyer
Direção cênica: Fabio Ferraz
Iluminação: Anderson Zang
Serviço
Testemunho
Espetáculo musical-cênico estreia ciclo de peças para violino e acordeon
Dia 9 de dezembro de 2019 – 20h30min
Auditorium Tasso Corrêa – Instituto de Artes da Ufrgs
Rua Senhor dos Passos, 248 – Centro Histórico – Porto Alegre
Entrada franca
Duração: 75 minutos
Classificação livre
Casa Expandida encerra atividades do ano com Luís Vagner e outras atrações, na CCMQ
Acontece no próximo sábado, dia 07, a última edição de 2019 do Casa Expandida. Todos os espaços da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) ficam abertos ao público até a meia-noite, com atrações especiais e muita gastronomia e música na Travessa dos Cataventos, a partir das 19h. A discotecagem será do DJ Piá, os shows do Luís Vagner e de Madblush, e o projeto Experiência Redoma terá participação de Élle de Bernardini, tudo com animação d’O Cara da Sunga. A entrada é gratuita.

Madblush se apresenta às 22horas. Foto Diego Nardi/ Divulgação A partir das 19h o DJ Piá mostra o groove de mais de 30 anos ligados à música, em especial o hip-hop, funk e soul. No primeiro show, às 21h, Luís Vagner apresenta sucessos de sua carreira, com grandes composições e muito swing na Travessa dos Cataventos. Para fechar as atrações, às 22h, Madblush desfila num espetáculo que promove o lançamento de seu primeiro álbum “Cactus”, mostrando sua versatilidade com muito funk carioca, trap, hip-hop, electro com batuques e outros elementos.

As 19h começa a discotecagem do DJ Piá. Foto: Divulgação Os teatros recebem o Festival Estadual de Teatro do Rio Grande do Sul (Feste), que apresenta peças vencedoras de festivais do interior do estado, todas gratuitas. Em uma parceria com o Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC-RS), acontece, sempre no Casa Expandida, o projeto “Experiência Redoma”, uma sequência de eventos-vivos que ocorrerão na Cúpula da Casa. Na edição de novembro é Élle de Bernardini que participa, com uma performance multimídia inédita, explorando a relação do corpo de Élle – uma mulher transexual – com imagens que contam a história do século XXI. As projeções percorrem questões políticas, sociais e a profusão de mortes simbólicas que marcaram o começo do milênio.

Elle de Bernardini faz performance na Cúpula do Jardim Lutzenberger. Foto: Divulgação Entre os espaços na CCMQ que também recebem público até mais tarde está a ArteLoja, com arte em diversas formas e estilos e produtos sobre o Mario Quintana; o Café Santo de Casa, com gastronomia e charme na cúpula da casa.
AS ATRAÇÕESLuís Wagner
‘Luís Vagner Dutra Lopes” nasceu em Bagé (RS), em 1948. Mais conhecido pelo nome artístico “Luís Vagner, o Guitarreiro”, é cantor, compositor e instrumentista brasileiro. Criado numa família ligada à música (seu pai, Vicente Lopes, era músico da orquestra Copacabana Serenaders, e seu avô, Romario Lopes Brasil , além de fotógrafo, era flautista), Luís Vagner logo cedo teve contato com a música. Seu primeiro violão foi presente do avô e desde então procurou seu próprio caminho, após receber influências de todo o tipo de música. O que foi marcante para sua escalada musical foi a descoberta do rock, ao ver o filme “No balanço das horas”. Começou a compor algumas músicas em 1963, se muda com a família para Porto Alegre e participa da banda de rock The Jetsons. Em 1966 vai para São Paulo, onde “The Jetsons” vira “Os Brasas” e vai, com o tempo, marcando seu nome na história da música brasileira, incluindo a música “Luís Vagner Guitarrero”, escrita e gravada por Jorge Ben.
Hoje, mora em Porto Alegre e está finalizando novos discos e vem, aos poucos, retornando aos palcos. Formação da banda para o show na Casa Expandida: Produção: Delma Gonçalves / Direção musical: Luis Vagner / Arranjos: Marco Farias e Luis Vagner / Marco Farias: Teclado / Rick Carvalho: Contra baixo / Bateria e percussão: Tuti Rodrigues / Luis Vagner: GuitarraMadblush
Começou a cantar em 2007, quando lançou a música “I Wanna Be Real” em seu primeiro show no Bar Ocidente, em Porto Alegre. Logo se destacou pela originalidade, energia, performance e voz, fazendo shows em: Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. Em 2013 lançou seu primeiro EP “Intenso Cru”, totalmente produzido por ele e onde se assume de vez como compositor. Com esse primeiro EP, Madblush fez mais shows na capital paulista e também em Montevideo, Punta Del Leste, Porto Alegre e no interior do Rio Grande do Sul. Em 2017, lançou o EP “Cactus Pt.1” e, no começo de 2018, o EP “Cactus II”. O destaque para o seu trabalho em várias matérias e o primeiro show no Rio de Janeiro prepararam o lançamento do seu primeiro álbum completo o “CACTUS”. Madblush foi indicado com o álbum ao Prêmio Açorianos 2019 na categoria Revelação. Participou de eventos importantes em Porto Alegre, como a Noite dos Museus e o Festival Porto Alegre em Cena. Atualmente vem fazendo shows da “Cactus Tour”.
Canais:DJ Piá
Piá é um dos precursores do movimento hip hop no Rio Grande do Sul. Em 1984 idealizou um grupo de dança break e criou a banda Lords, com a qual passou a se apresentar em festas da periferia, chegando rapidamente às principais casas noturnas da cidade. Em 1996, produziu a primeira coletânea de rap do Estado, reunindo treze grupos de Porto Alegre, lançou seu primeiro disco solo e se tornou conhecido no eixo Rio-São Paulo. Depois de gravar a música “Jovem Cowboy”, em 1998, com os Cowboys Espirituais (Júlio Reny, Frank Jorge e Márcio Petracco), Piá foi premiado internacionalmente pela mistura de bombo leguero com guitarras e batidas funk da faixa. Em 2002, lançou o disco “Um Pouco Sobre Todos Nós”, pela gravadora Trama, cujo trabalho rendeu o Prêmio Açorianos de Melhor Disco de Rap. Com a sua carreira de DJ, Piá já passou uma pequena temporada nos Estados Unidos, tocando em festas por lá.PROGRAMAÇÃO19h – Discotecagem DJ Piá – Travessa dos Cataventos
19h – Experiência Redoma, com Élle de Bernardini – Cúpula do Jardim Lutzenberger
21h – Luís Wagner Guitarrero
22h – MadblushSERVIÇOCasa Expandida
Quando: 7 de dezembro | Sábado
Horário: das 12h à meia-noite
Local: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico / Porto Alegre)
Entrada franca"Cristais Colhidos na Névoa", livro de Carlos Hahn, terá lançamento no Clube de Cultura
Autobiografia surrealista, o livro de poemas “Cristais Colhidos na Névoa “marca a estreia literária do jornalista e compositor Carlos Hahn. Dividido em cinco seções – Amanheceres, Mergulhos, Ficções, Voos e Amanhãs –, a obra traça a trajetória da infância à idade adulta e finda por lançar luzes sobre o porvir, num jogo dialético entre a intuição e o desejo.
No lançamento da obra, dia 07 de dezembro, às 19h, no Clube de Cultura (Ramiro Barcelos, 1853), além da sessão de autógrafos, haverá pocket-show do autor (violão e voz), acompanhado do percussionista Pedro Hahn – ex-Bidê ou Balde, Wander Wildner e Pink Floyd das Antigas. No repertório, composições de Carlos Hahn, costuradas com trechos de poemas do livro. Haverá, ainda, exposição de pôsteres das ilustrações de Guará.

Tendo passado parte da infância na Nicarágua sandinista, o poeta de 45 anos espalha entre as 104 páginas do livro, além de versos e expressões em espanhol, a esperança de quem teve o privilégio de vivenciar a construção de uma sociedade socialista. Da mesma forma, a influência da adolescência vivida em Porto Alegre nos desregrados anos 1990 faz-se sentir em poemas que aludem a imersões existenciais e experiências estradeiras.
Outro destaque do livro, publicado pela ZoomRS Relações Editoriais, são as ilustrações do programador e designer gráfico Francisco Guará Hahn, 20 anos, filho do autor. Com traços livres e espontâneos, feitos a nanquim, o jovem artista dialoga com 18 poemas, resultando num sensível exercício de complementação semântica.
Artista plástico e video-maker, Carlos Hahn agrega à obra vídeos com imagens bucólicas, declamações de poemas e trilhas de violão. O canal no YouTube conta com seis vídeos e, nos próximos meses, outros serão disponibilizados quinzenalmente.

CRISTAIS COLHIDOS NA NÉVOA – Livro de Carlos Hahn
Lançamento dia 07 de dezembro, às 19h
Clube de Cultura – Ramiro Barcellos, 1853
Entrada franca
Mais sobre o autor e obra:
Facebook – fb.me/cristaiscolhidosnanevoa
YouTube – bit.ly/colhidos
















