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  • Zoravia Bettiol mostra instalação sobre incêndios em florestas em evento paralelo à Bienal do Mercosul
    Zoravia Bettiol trabalhando na instalação no seu atelier – Foto Gilberto Perin/ Divulgação

    Zoravia Bettiol mostra instalação sobre incêndios em florestas em evento paralelo à Bienal do Mercosul

    A Galeria Zoravia Bettiol apresentará uma instalação de grande porte que denuncia incêndios em florestas no país e no exterior, durante o Portas para a Arte, projeto paralelo à 14ª Bienal do Mercosul. A concepção da obra “Florestas em Chamas” é da própria Zoravia, mas sua execução contou com a participação de um grupo de artistas.

    Macaco na floresta em chamas – Foto: Gilberto Perin/Divulgação

    A inauguração da obra acontecerá em 22 de março, cinco dias antes do início da Bienal. A antecipação é motivada por razão especial e justificada: a data marca o Dia Mundial das Águas, tema muito presente no ativismo de Zoravia como artista. Já no início deste século, ela defendia a criação de um Museu das Águas de Porto Alegre, próximo ao Guaíba.

    .Tamanduá na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Queremos denunciar a destruição ambiental, conscientizar por meio da educação que precisamos reflorestar as áreas destruídas para que voltemos a ter um equilíbrio climático. Os problemas ambientais adquiriram uma proporção descomunal e as soluções exigem medidas governamentais e globais”, afirma Zoravia, aludindo à mensagem a ser passada ao público pela instalação.

    .Galhos de árvores calcinados na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Esperamos que a COP 30 seja benéfica em suas resoluções”, acrescenta ela, do alto de seus 89 anos. A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas será realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), na Amazônia, em novembro. Um dos temas da conferência é a preservação de florestas e biodiversidade. Para a artista, se não surgirem medidas positivas no encontro, “o nosso planeta estará se aproximando de uma crise climática sem volta”, alerta.

    Artista Zoravia Bettiol trabalhando em seu atelier/ Divulgação

    Artistas coautoras

    As seguintes artistas atuaram junto com Zoravia e assinam a obra “Florestas em Chamas” como coautoras: Clara Koury, Elaine Veit, Inez Pagnoncelli, Marcia Balreira Souza, Rosane Moraes, Tereza Albano, Vera Matos e Verônica Daudt. O fotógrafo Gilberto Perin acompanhou o processo de produção do grupo para fazer um painel fotográfico com o making off do trabalho.

    Zoravia e as coautoras Rosane Morais, Clara Koury, Tereza Albano, Elaine Veit, e Vera Matos Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Florestas em chamas” é uma instalação têxtil, tridimensional, cuja estrutura metálica alcança 3,40m de altura e o diâmetro, no solo, mede 3,50m. Pendurada no teto da galeria, conta com organza nas cores vermelho, laranja, amarelo e cinza, papelão e acetato pintados de preto e cordão de algodão trançado. O músico da OSPA Cosmos Grineisen responderá pela trilha sonora criada para a instalação, que também contará com iluminação especial.

    “Amazônia, caixa d’água que rega o continente”

    O texto de apresentação da obra coletiva será do geólogo Rualdo Menegat, professor da UFRGS, doutor em Ecologia da Paisagem, um dos mais respeitados especialistas ambientais. Para ele, o trabalho concebido por Zoravia “trata-se de uma obra de grande impacto estético e poético para refletir algo pesaroso, que é a perda dos verdadeiros paraísos da Terra: nossas florestas. A beleza estética da arte se coloca como um contrapeso à triste realidade e, por isso, permite à mente pensar e refletir profundamente essa perda. Essa função só as grandes obras de arte, como a de Zoravia, conseguem produzir”, analisa Menegat.

    O professor ressalta que a Amazônia não é apenas o “pulmão do mundo”, como se costuma dizer. “Ela é simultaneamente a caixa de água que rega o continente e é um estoque de carbono retirado da atmosfera e, portanto, fundamental para regular o clima. Além disso, a Amazônia é berço de civilizações ancestrais que desenvolveram uma cognição humana singular: a de habitar florestas sem destruí-las”.

    Declarando ter recebido com grande prazer o convite para escrever o texto da obra, Menegat pontua que Zoravia, “com todo seu talento artístico, nos faz pensar que a Amazônia é um verdadeiro santuário da Terra e que não pode ser uma paisagem em extinção”.

    Gravuras

    IEMANJÁ EM NOITE DE QUATRO LUAS – Série Iemanjá 78 X 50 cm 1973/ Divulgação

    Além da instalação, a Galeria Zoravia Bettiol – na Rua Paradiso Biacchi, 109, em Ipanema – exibirá a mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”, com 30 obras da reconhecida artista, de nove diferentes séries em xilogravura, linóleogravura, serigrafia, gravura digital e litografia.

    AFRODITE – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 81 X 51 cm – 1976 /Divulgação

    O Portas para a Arte envolve 45 espaços e 64 exposições na capital, nesta edição, com visitação gratuita. O projeto incentiva que galerias da cidade façam mostras durante a Bienal do Mercosul (de 27 de março a 1º de junho), para que artistas locais possam mostrar e vender obras ao público interessado em arte.

    DEMÉTER – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 47 X 80 cm – 1976/Divulgação

    SERVIÇO:

     Galeria Zoravia Bettiol no projeto Portas para a Arte

    Exposição da instalação “Florestas em Chamas”

    Mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”

    Inauguração dia 22/03, das 15h às 18h30

    Visitação gratuita: de 23/03 a 23/06

    Horário: de segunda a sexta das 10h às 18h; às sábados, das 10h às 13h.

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema, Porto Alegre

  • Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    A nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), já tem data para começar: 14 de março. Neste dia, uma sexta-feira, às 20h, o Complexo Cultural Casa da OSPA recebe a harpista russa  Ekaterina Dvoretskaya, em sua estreia no Brasil, como convidada especial.

    O maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da OSPA, é responsável pela regência da orquestra no programa dedicado aos compositores russos Reinhold Glière e Nikolai Rimsky-Korsakov. A venda de ingressos para o Concerto de Abertura da Temporada 2025 iniciou  nesta quinta-feira (27/3), pelo Sympla. Os valores seguem iguais aos de 2024, variando de R$ 10 a R$ 50. A apresentação também pode ser conferida ao vivo, pelo canal da OSPA no YouTube.

    OSPA 09.11 – Clássicos da Broadway. Foto Vinícius Angeli/ Divulgação

    Em 2025, a OSPA celebra 75 anos de existência. Para abrir uma temporada tão especial, o novo diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt, optou por um programa inusitado que revela a força da música orquestral: “Para esta abertura simbólica, escolhi duas obras que dialogam entre sutileza e intensidade. Ao destacar a harpa e contar com a presença da talentosa solista russa Ekaterina Dvoretskaya, reafirmo meu compromisso em ampliar espaços na música e convido o público a se encantar com a riqueza e a diversidade dos instrumentos musicais”.

    A apresentação integra a programação do Mês da Mulher da Sedac-RS. Reconhecida em premiações internacionais, a harpista Ekaterina Dvoretskaya estará à frente da OSPA como solista da obra Concerto para Harpa e Orquestra, do compositor russo Reinhold Glière (1875 – 1956). Segundo a artista, a obra inicia com uma introdução solene repleta de “amor e esperança”, depois envereda por “uma história de amor cheia de reflexões, explosões de sentimentos”, finalizando com “uma verdadeira celebração, escrita pelo compositor dentro da tradição das canções russas”. “Glière cria uma obra grandiosa em conceito e sonoridade, enquanto permite que a harpa ressoe de forma plena, mesmo diante da estrutura densa da orquestra ao fundo”, avalia a musicista.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Dejan Romih/ Divulgação

    No mesmo concerto, após o intervalo, a Orquestra interpreta Scheherazade, Op. 35, de Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908). A obra, baseada na célebre coletânea de contos As Mil e Uma Noites, é uma das composições mais emblemáticas do repertório orquestral. O título Scheherazade é uma homenagem à lendária princesa que, noite após noite, narrava histórias tão fascinantes que salvavam a sua vida. “Em sua Suíte Sinfônica, Rimsky-Korsakov traduz esse universo mágico em uma obra orquestral rica em cores, texturas e temas líricos”, comenta o maestro Manfredo Schmiedt, “Scheherazade não é apenas uma obra-prima musical, mas também uma homenagem à força, inteligência e coragem feminina”, conclui.

    Quem desejar descobrir mais detalhes sobre o programa pode prestigiar o Notas de Concerto, projeto de formação de público que traz comentários e curiosidades sobre cada obra que é apresentada pela orquestra na Série Casa da OSPA. No dia 14/3, às 19h, o professor Francisco Marshall faz a explanação na Sala de Recitais da Casa da OSPA – a entrada é  mediante o ingresso do concerto. Ao longo de 2025, outros especialistas comentarão os concertos da Série Casa da OSPA. Os encontros ocorrem na Sala de Recitais e são transmitidos ao vivo pelo canal da OSPA do YouTube.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Yaroslav Yarovoi/Divulgação

    Sobre Ekaterina Dvoretskaia

    A harpista Ekaterina Dvoretskaia estudou na Escola Central de Música do Conservatório Tchaikovsky de Moscou (2010–2021) e, em 2023, tornou-se aluna do Koninklijk Conservatorium Brussel, sob a orientação de Agnès Clément. Desde 2020, é solista da Casa da Música de São Petersburgo e, desde 2022, da Orquestra Juvenil Pan-Russa. Realizou recitais solo e colaborou com orquestras renomadas em locais icônicos, como o Royal Theatre La Monnaie (Bruxelas), os Teatros Bolshoi (Moscou) e Mariinsky (São Petersburgo) e a Filarmônica de Moscou. Venceu o Concurso Internacional de Harpa de Israel (2022), o III Concurso de Música Pan-Russo (2020) e a Harpa de Ouro (2024), entre outras competições.

    Maestro Manfredo Schmiedt regendo a OSPA- Foto Vinicius Angeli/ Divulgação

    Sobre Manfredo Schmiedt

    Com uma destacada carreira na regência coral e orquestral, Manfredo Schmiedt é o atual diretor artístico da OSPA. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado pela UFRGS (BR), recebeu as distinções Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Foi regente convidado de prestigiadas orquestras e atuou por mais de 30 anos no Coro Sinfônico da OSPA e 18 anos como diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da UCS.

    SERVIÇO

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2025

    SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2025

    Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Francisco Marshall.

    Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

    Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa a partir de 27/02 ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
    Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

    PROGRAMA

    Reinhold Glière | Concerto para Harpa e Orquestra Op. 74 em Mi bemol Maior

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Intervalo

    Nikolai Rimsky-Korsakov | Scheherazade, Op. 35

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Regência: Manfredo Schmiedt

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

    Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

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  • Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval
    Bloco das Pretas/Divulgação

    Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

    O Bloco da Pretas, primeiro bloco de carnaval  formado exclusivamente por mulheres negras, já tem data para o seu cortejo. O grupo agendou sua saída para o dia 1º de março, na Orla do Gasômetro, a partir das 16h. O repertório contará  com músicas de autorias e de cantoras negras brasileiras,  como Ludmilla e Elza Soares. O Bloco das Pretas segue recebendo apoio financeiro pelo pix blocodaspretasbr20@gmail.com.

    “É um bloco para todas as pessoas celebrarem a vida, principalmente mulheres negras de todas as idades”, afirma Negra Jaque, uma das fundadoras do Bloco das  Pretas.

    Fundado em 2019, o bloco tem como objetivo fortalecer a presença das mulheridades no carnaval do sul do país. A iniciativa propõe não apenas celebrar a arte e a cultura afro-brasileira, mas também combater a violência e a objetificação enfrentadas pelas mulheres negras. Além disso,  o projeto se alinha às lutas antirracistas e feministas, proporcionando um espaço seguro para a expressão, valorização e fortalecimento da identidade negra, além de oferecer oportunidades de aprendizado e intercâmbio cultural.

  • ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re
    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

    O fotógrafo Fábio Del Re inaugura no dia 15 de março próximo, sábado, às 17h, sua nova exposição, “Acordei ontem, ainda era hoje”, no V744atelier. A mostra reúne uma série de trabalhos fotográficos que exploram a interseção entre memória, esquecimento e o tempo, criando uma reflexão profunda sobre a efemeridade da vida e a permanência das imagens. A exposição faz parte do projeto “Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul” e ficará aberta para visitação até o dia 26 de abril.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    A nova fase de Fábio Del Re, que sempre se destacou por sua produção autoral em fotografia, traz uma proposta mais introspectiva, com um olhar sensível para o abandono e a perda de identidade. Em “Acordei ontem, ainda era hoje”, o artista explora, entre outros temas, a “linearidade do tempo e como ele pode ser desconstruído”. Em suas palavras, “estou fazendo um trabalho que internamente está mexendo muito comigo, com questões sobre o esquecimento, o tempo e a memória”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Diferente de suas produções anteriores, que muitas vezes focaram registros de arquitetura e cultura, esta exposição adentra um universo mais pessoal, refletindo sobre o processo de descarte e o esquecimento das imagens, em especial, através da compra de fotografias antigas e esquecidas. “Chamo estas fotografias de meus órfãos, são órfãos. Elas foram descartadas, ninguém mais sabe quem são aquelas pessoas. Fui encontrando nelas algo que me tocou profundamente”, explica Del Re.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    O trabalho não se limita à fotografia tradicional. Fábio, que prefere “a parceria do acaso, do acidente”, se utiliza de técnicas que incluem o tempo como elemento próprio da obra, com fotos mal fixadas, mofo e furos causados por insetos. Esses elementos acabam criando uma estética única que reforça o conceito de impermanência. Ele afirma: “O tempo fez sua marca nas fotos, nos furos dos insetos, no mofo dos livros… o mais importante foram os achados e as escolhas das fotos que acompanham a narrativa”. Ainda sobre este tema, em seu texto crítico, o escritor Flávio Kiefer comentou:  “Estamos diante de uma produção que quer falar sobre o tempo, sobre a memória, sobre a presença e a ausência como conteúdo norteador, mas, se nos deixarmos levar pela fruição do que nos é apresentado, fala de muito mais”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Além da questão estética e conceitual, o ambiente do V744atelier, uma casa que também é atelier de Vilma Sonaglio, idealizadora de V744, proporciona uma relação mais íntima e orgânica entre as obras e o público. Del Re destaca: “Este espaço é muito diferente, é uma casa, pessoas moram aqui, não é uma galeria. Isso tira a ideia de uma exposição convencional e coloca o foco no trabalho em si”. Para ele, esse ambiente sem filtros e sem a formalidade de uma galeria tradicional aproxima o espectador da arte.

    A exposição contará com 16 obras, aproximadamente, que variam de tamanhos e formatos, e propõem uma experiência sensorial e introspectiva, convidando os visitantes a refletirem sobre a atemporalidade e a finitude. Fábio Del Re expressa sua expectativa para a mostra: “Gostaria que as pessoas saíssem atordoadas, tocadas pela ideia de que o tempo é algo que nos escapa, que a memória e o esquecimento caminham juntos, e que o que é visto nem sempre reflete a realidade”.

    Sobre Fábio Del Re

    Fábio Del Re é fotógrafo e iniciou sua trajetória na New England School of Photography, em Boston (EUA), onde viveu por seis anos. Durante esse período, foi premiado com o School Honors (1989) e o Honors in Black and White (1989). Desde então, Del Re tem se dedicado a desenvolver um trabalho autoral em fotografia, sempre com uma forte presença de reflexão sobre a memória, o tempo e a arquitetura.

  • Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful
    Grupo Produto Nacional-Crédito Roger Gloeden/Divulgação

    Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful

    Duas das principais bandas negras do Rio Grande do Sul se unirão, no dia 22 de fevereiro, para fazer a Festa Black Is Beautiful. Produto Nacional e 50 Tons de Preta sobem ao palco do Nosso Tap Room  (Conselheiro Travassos, 203), no Quarto Distrito. O evento inicia a partir das 19h e será  um momento de celebrar black music e todos os admiradores do reggae, do soul, do rap e da MPB.

    A discotecagem fica a   cargo do DJ e beatmaker MDN Beatz.

    Dona de sucessos como “Esperança”, “Reggae Paradise”, “Oprimidos e Opressores” e “A Mão do Justo” e mais recentemente de “O amor  é  o guia”, a Produto Nacional é uma das bandas pioneiras do reggae no Rio Grande do Sul, conta com três discos de estúdio e diversas participações em coletâneas. Sua história foi reconhecida pela Câmara Municipal de Porto Alegre pelo comprometimento com as causas sociais e raciais com o Prêmio Artístico Lupicínio Rodrigues, em 2003.

    A dupla “50 tons de preta”. Foto: Divulgação

    50 Tons de Pretas surgiu em 2017, formado pela dupla de cantoras e instrumentistas Dejeane Arruée e Graziela Pires. Nesta caminhada, já acumulam um repertório representativo e diverso, inúmeros prêmios e um reconhecimento público que as orgulha. O disco de estreia, ‘Voa’, lançado em novembro de 2020, foi amplamente aclamado e premiado em 2021 no Prêmio Açorianos, destacando-se como Melhor Álbum MPB, melhores intérpretes e compositoras, um feito inédito para duas artistas pretas com trabalho independente. Em 2021, o EP ‘Então Vem’ também recebeu prêmios em festivais no Paraná e Minas Gerais. Em 2023, foram reconhecidas como Melhor Banda MPB no Prêmio Profissionais da Música. Em 2024, lançaram o álbum “Tira o teu Racismo do Caminho”, com patrocínio do Natura Musical e apoio da Lei de Incentivo à Cultura do RS.

    O evento  é  produzido pela Paulo Dionísio Produções e Carrasco Produções. Os ingressos podem ser  adquiridos pelo site  e custam R$ 20.

  • Adeli Sell lança “Memórias do PT gaúcho-vol. 2”, no Chalé da Praça XV
    Adeli Sell é quadro histórico do PT gaúcho. Foto: Leonardo Lopes- CMPA/ Divulgação

    Adeli Sell lança “Memórias do PT gaúcho-vol. 2”, no Chalé da Praça XV

    Adeli Sell, militante histórico do Partido dos Trabalhadores RS , dirigente, ex-vereador, ex- secretário municipal em administrações petistas, há anos vem resgatando  o que ele chama de “as memórias” vivenciadas do PT gaúcho”
    Na próxima quinta-feira, dia 20, às 17h30min às 20h ele promove o lançamento do livro “Memórias do PT gaúcho, vol. 2” no Chalé da Praça XV.
    Segundo Adeli “em 202, foi lançado o seu primeiro volume, cujos lançamentos e debates foram prejudicados  pela pandemia, agora em 2025 acontece o volume II.”
    Adeli salienta que o primeiro “foi um trabalho de
    rememorizações das suas andanças e de elementos fundantes em tempos áridos.”
    No volume II, Adeli Sell traz alguns textos de militantes
    históricos, como Selvino Heck e David Stival, que presidiram o partido no Estado. Notas sobre a vida de militantes do PDT, PSB e PCB que vieram ao PT.
    Começa a resgatar a memória de seus núcleos de base, dos debates das tendências, a necessidade de atualizar as concepções do Modo Petista de Governar e Legislar. Não deixa de listar uma série de tópicos nos quais considera ter lacunas no partido.
    Lembra também a memória de militantes históricos como Clóvis Ilgenfritz da Silva, Lorim, “Mulita”, Pedro Carleti, entre outros.
    O livro está à venda por 50 reais. Pedidos podem ser feitos ao autor – 51.999335309 – com envio pelos correios, sem custos adicionais.

  • Nação Zumbi trouxe Da Lama ao Caos de volta ao Opinião em Porto Alegre na noite de ontem
    Capa “Da Lama ao Caos”

    Nação Zumbi trouxe Da Lama ao Caos de volta ao Opinião em Porto Alegre na noite de ontem

    Modernizar o passado
    É uma evolução musical
    Cadê as notas que estavam aqui?
    Não preciso delas!
    Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
    O medo dá origem ao mal
    O homem coletivo sente a necessidade de lutar
    O orgulho, a arrogância, a glória
    Enche a imaginação de domínio
    São demônios os que destroem o poder bravio da humanidade
    Viva Zapata!
    Viva Sandino!
    Viva Zumbi!
    Antônio Conselheiro!
    Todos os Panteras Negras
    Lampião, sua imagem e semelhança
    Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia

    Parecia impossível não se arrepiar ao ecoar das frases da abertura com “Monólogo ao pé do Ouvido”, dessa vez com o timbre mais intenso de Jorge du Peixe, quase inaudível com a plateia lotada cantando junto. Mesmo revisitada em muitos shows da Nação Zumbi, revisitar “Da Lama ao Caos“, álbum de lançamento de Chico Science e Nação Zumbi, trouxe quem viu o saudoso Chico Science e gerações que só ouviram falar para cantar, pular, vibrar e viver um pouco do movimento Manguebeat, na noite de ontem no Opinião. 

    Os arranjos levemente mais pesados, alinhados ao timbre de Jorge Du Peixe, atenderam fielmente ao que se esperava do show, que não contava com nenhuma tentativa de cópia dos shows dos anos 90. Muito melhor que isso, a referência de que Chico Science permanece vivo se mostrou em algumas poucas frases e no chapéu de palha do cantor, morto num acidente de carro em 1997.

    E quando o álbum comemora seus 30 anos, percebe-se que a Nação Zumbi segue em forma, seguindo seus conceitos de valorizar (e espalhar) a cultura pernambucana, ainda tão surpreendente aos olhos gaúchos. Não só por mencionar o companheiro de Movimento Mangue Fred Zero Quatro, do Mundo Livre SA, compositor de “Computadores fazem Arte”, mas também por ressaltar a parceria musical muito comum pelo Recife, enfatizando que o baterista é da Academia da Berlinda, banda que claramente também bebe da fonte do mangue. Mais que isso, o maracatu é reverenciado em diversos momentos do show, desde os tambores virarem frontmen, até a presença da indumentária, propagada ao grande público pelo clipe de “Maracatu Atômico“, que apareceu em palco inicialmente em “Salustiano Song” – música em homenagem ao Mestre Salustiano, do Maracatu-, ao lado da primeira aparição no show de Maciel Salú e sua rabeca, instrumento muito pouco mencionado por aqui e tão nordestino.

    Com um bis de 5 músicas, sem saída de palco, com “Foi de Amor“, “Manguetown“, “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada“, “Quando a Maré Encher” e “Maracatu Atômico“, o show durou mais de uma hora e meia e trouxe um suspiro de esperança com seus gritos de ordem e suas letras politizadas reflexivas, na ponta da língua de todas as gerações que estavam no show, que até esqueceram seus celulares no bolso e apenas viveram (e dançaram) o momento.

  • “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas
    Ita Stockinger Bailarinas. Foto Marilene Bittencourt/ Divulgação

    “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    Com abertura programada para o dia 19/02, a Habitart Galeria de Arte, em Porto Alegre/RS, reúne cinco artistas visuais e suas criações em pinturas que retratam representações sobre a mulher na exposição “Ecos do Feminino” até o dia 22 de março de 2025.

    Obra de Delise Renck. Crédito_Marilene Bittencourt/ Divulgação

    Por meio de seus traços, Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo destacam aspectos que realçam etnias, acolhimento, força, vulnerabilidade, compaixão, sensualidade, independência, leveza, poder. Para Marilene Bittencourt, curadora da exposição, a mulher, nos seus mais diversos papéis na sociedade, merece estar representada, também, como forma de ativismo frente aos cenários que o mundo vive: “Cada vez mais, precisamos reafirmar nossa importância em todas as frentes, e a arte é um veículo de expressão que impacta e faz refletir. Além disso, reunimos um grupo de artistas mulheres admiráveis em suas trajetórias, técnicas e identidades próprias”.

    Obra de Graça Tirelli-Matrioska. Crédito Marilene Bittencourt

    A coletiva abre o calendário de exposições de 2025 da Habitart, que tem se destacado na divulgação e exposição de nomes consagrados nas artes visuais, bem como novos artistas que estão despontando no circuito.

    Tita Macedo -Recatada. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgaçãao

    Faz parte da programação do “Ecos do Feminino” o Conversa com as Artistas e a Visita Guiada, no dia 12/03. Por meio de um bate-papo informal, o público poderá interagir com perguntas sobre processos criativos, inspirações, referências e vivências das artistas para a realização de suas obras. Integrando a programação, a palestra da curadora de arte e historiadora Giselle Padoin sobre a mecenas e um dos nomes mais importantes do mundo das artes, a norte-americana Peggy Guggenheim, com data prevista para o dia 22 de março.

    Obra de Jaque Biazus-Estelares. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição: Ecos do Feminino

    Artistas: Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo

    Coquetel de abertura: quarta-feira, dia 19 de fevereiro de 2025, das 18h30 às 21h30

    Vigência: a exposição seguirá aberta à visitação até o dia 22 de março. A galeria é aberta ao público de quarta a sábado, das 14h às 18h

    Outros dias e horários, sob agendamento prévio pelo WhatsApp (51) 981899181

    Conversa com as artistas e visita guiada: dia 12 de março, das 18h30 às 21h30

    Visitação gratuita

    Endereço: Rua Coronel Armando Assis, 286 – Bairro Três Figueiras – Porto Alegre/RS

    Instagram: @_habitart_

     AS ARTISTAS

    Artista Delize Renck. Crédito: Marilene Bittencourt/Divulgação

    Delise Renck (Cachoeira do Sul/RS). Vive entre Porto Alegre/RS e Cascais/Portugal. Publicitária pela PUC-RS, tendo atuado no mercado por longos anos. Após um período morando em Paris, aproximou-se da arte. Ao retornar, iniciou cursos de extensão em História da Arte e passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti, recebendo orientação da artista por sete anos. Sempre buscando aperfeiçoamento, tem participado de cursos sobre temáticas relacionadas à arte, tecnologia, técnicas de pintura, bem como profissionalização na área. Incorporam-se ao currículo salões internacionais de pintura nos EUA, sendo premiada em duas categorias, além de exposições no Brasil, Peru, Ucrânia, Barcelona e Dubai.

    Artista Graça Tirelli. Crédito Graça Tirelli/Divulgação

    Graça Tirelli (Alegrete/RS). Graduada em Biologia, desde muito jovem demonstrou interesse pela arte. Desenvolveu sua técnica em cursos e escolas no Brasil e no exterior. Frequentou ateliês, como Fernando Baril, Carlos Wladimirsky, Paulo Houayeck. Estudou no Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre; na Art Academy, em Londres; na Ball State University/EUA com Marilynn Derwenskus; além de David Rosado, em Lisboa. Participou de projetos de arte nacionais e internacionais, como a National Endowment for the Arts/EUA. Com mais de 75 exposições coletivas nacionais e internacionais, suas obras marcaram bienais e feiras, entre elas, Red Dot/Miami, Macau Biennale/China, Carrousel Du Louvre/Paris, Artconnect Women/Dubai, Mauritius ArtFair. Representada por galerias de Porto Alegre, São Paulo e Barcelona, com obras nas plataformas online Artsy, SaatchiGallery, Artsper. Soma mais de 20 exposições individuais e 15 premiações em exposições de arte nacionais e internacionais.

    ArtistaI ta Stockinger. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Ita Stockinger (Bagé/RS). Advogada, artista visual, galerista, curadora de arte. Tem formação em desenho industrial e artístico e realiza estudos permanentes em pintura com mestres brasileiros. Nos anos 1980, sob influência do escultor austríaco Francisco A. Stockinger, começou a admirar a arte modernista e a conviver no meio artístico. A partir de 2000, estudou pintura com Lou Borghetti e Fernando Baril. Tem influência das obras de Maria Lídia Magliani, Marcelo Grassmann, Iberê Camargo, com os cadernos de Picasso e Paula Rego. Hoje faz parte do Grupo de Estudos com o professor Charles Watson no Parque Lage/RJ. Dentro da arte expressionista contemporânea, seus trabalhos são exibidos no Brasil e no exterior.

    Artista Jaque Biazus. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Jaque Biazus (Caxias do Sul/RS). Sua vivência nos últimos 30 anos na inspiradora Praia do Rosa/SC a fez despertar para a pintura como autodidata. Em 2015, passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti. Teve aulas com Fernando Baril, Rosali Plentz e, atualmente, Márcia Rosa é uma de suas mestras. Participou de exposições coletivas na Art Lab Gallery/SP, na Art Design Gallery/Miami/EUA, na Fundação Iberê Camargo e Galeria 506, em Porto Alegre.

    Artista Tita Macedo. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Tita Macedo (Porto Alegre/RS). Sua carreira se iniciou no Rio de Janeiro, quando estudou na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1975. Em Porto Alegre, frequentou o Atelier Livre Xico Stockinger, fez cursos de desenho com Ho Monteiro, Fabriano Rocha e Gustavot Dias. Participou, por 13 anos, das aulas regulares no Atelier Lou Borghetti. Para ampliar seus interesses, frequentou cursos de História da Arte com Maria Helena Bernardes, Jailton Moreira, extensão em História da Arte na PUCRS, cursos de Função Poética com Ricardo Silvestrin, pintura com Fernando Baril e o Laboratório de Criatividade de Ana Flavia Baldisserotto. Realizou exposições individuais em Porto Alegre e coletivas no Espaço Cultural dos Correios, Fundação Iberê Camargo, Galeria Bolsa de Arte, Museu de Arte de Londrina/PR, e em países como Estados Unidos (Miami e Los Angeles), Hungria, Áustria, Eslováquia, República Dominicana, França.

     

     

  • Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana
    Foto: Thiele Elissa/ Divulgação

    Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana

    A Casa de  Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove, a partir da próxima quinta-feira (20/2), três novas sessões do projeto Curta no Jardim. Serão exibidos dez curtas-metragens do Acervo Videobrasil, uma plataforma de arte sem fins lucrativos, com curadoria do artista visual, pesquisador e professor Marco Antônio Filho. As sessões são gratuitas, sempre às 19h30, no Jardim Lutzenberger, localizado no 5° andar da CCMQ.

    A primeira sessão, na quinta-feira (20/2), intitulada “Ruínas da Terra”, apresentará os curtas “Contornos”, de Ximena Garrido-Lecca; “1978: Cidade Submersa”, de Caetano Dias; e “A Idade da Pedra”, de Ana Vaz. Segundo Filho, as três produções dialogam ao apresentar paisagens que emergem a partir do triunfo do projeto capitalista moderno. “Os vídeos apresentam o espaço não como algo inerte, mas como o conjunto de camadas estratificadas de existências que resistem às constantes tentativas de obliteração e apagamento”, afirma o curador.

    No dia 6 de março, o encontro terá como tema “Máquina e Imaginário”, e discutirá o papel das imagens técnicas na naturalização de ideologias e na criação de memórias. Serão exibidas as produções “Artifícios do Olhar”, de Joacélio Batista e Pablo Lobato; “Landscape Theory”, de Roberto Bellini; “Paisagem em Fuga: Apreensão”, de Glaucis de Morais; e “The Age of Happiness”, de Damir Ocko.

    A última sessão, que ocorrerá no dia 20 de março, intitulada “Dizer o Mundo”, buscará discutir as obras “Trecho”, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; “Mientras paseo en cisne”, de Lara Arellano; e “Sertão de acrílico azul piscina”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. A partir das exibições, o curador incentivará o público a lançar o olhar à ação de viajar como um ato triplo: o deslocamento no espaço, a contemplação introspectiva e a fabulação narrativa.

    Em caso de chuva, as duas primeiras sessões ocorrerão na Sala Sérgio Napp 2, no 2° andar da Casa, e a última, no Auditório Luís Cosme, no 4° andar.

    Sobre o projeto

    Sucesso de público, a iniciativa Curta no Jardim, criada em 2024, é uma realização da CCMQ em parceria com o Instituto Estadual do Cinema (Iecine) e a Cinemateca Paulo Amorim – instituições da Sedac. Por meio do projeto, organizações culturais projetam suas coleções nas paredes do Jardim Lutzenberger, que, no ano passado, recebeu a Fundação Vera Chaves Barcellos, o Cine Esquema Novo e o projeto Tela Indígena. O Acervo Videobrasil será a quarta a expor seu acervo, que conta com vídeos, videoinstalações, arte eletrônica e registros de performances.

    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio prata de Hyundai, Lojas Renner e EDP; apoio de Tintas Renner, Banco Topázio, e iSend; e realização da Sedac e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Serviço

    Curta no Jardim

    Sessão 1 “Ruínas da Terra”
    Quando: Quinta-feira, 20 de fevereiro, às 19h30

    • Ximena Garrido-Lecca, “Contornos”, 2014. ️© Acervo Videobrasil

    • Caetano Dias, “1978 – Cidade Submersa”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Ana Vaz, “A Idade da Pedra”, 2013. ️© Acervo Videobrasil

    Sessão 2 “Máquina e Imaginário”
    Quando: Quinta-feira, 6 de março, às 19h30

    • Joacélio Batista e Pablo Lobato, “Artifícios do Olhar”, 2005. ️© Acervo Videobrasil

    • Roberto Bellini, “Landscape Theory”, 2005. © Acervo Videobrasil

    • Glaucis de Morais, “Paisagem em Fuga: Apreensão”, 2004. © Acervo Videobrasil

    • Damir Ocko, “The Age of Happiness”, 2009. © Acervo Videobrasil

    Sessão 3 “Dizer o Mundo”
    Quando: Quinta-feira, 20 de março, às 19h30

    • Clarissa Campolina e Helvecio Marins Jr., “Trecho”, 2006. ️© Acervo Videobrasil

    • Lara Arellano, “Mientras paseo en cisne”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, “Sertão de acrílico azul piscina”, 2004. ️© Acervo Videobrasil

  • Abertas inscrições para curso de dubladores, em Canoas

    Abertas inscrições para curso de dubladores, em Canoas

    Programação realizada pelo Projeto Dublapoa conta com curso intensivo, oficinas livres, aula técnica online e bate-papo com profissionais da área

    Segmento do audiovisual que mantém o mercado aquecido anualmente, a dublagem oferece inúmeras oportunidades de trabalho para atores e atrizes do teatro e do cinema. Com o objetivo de colaborar na qualificação desse público, o Projeto Dublapoa irá realizar, no próximo mês, uma série de atividades na cidade de Canoas (RS), iniciando com uma palestra ministrada por profissionais de notoriedade nacional. Na sequência, ainda ocorrem presencialmente um curso intensivo de dublagem e duas oficinas livres, além de uma aula técnica online. As inscrições estão abertas e devem ser feitas através de formulários específicos para cada atividade (que podem ser acessados via QR Code publicado nas redes sociais da Dublapoa e em material gráfico, distribuído em pontos estratégicos da cidade).

    Iniciativa financiada pela Lei Paulo Gustavo (edital nº 14/2023, voltado ao setor audiovisual), o projeto, denominado Dublagem em Canoas, é idealizado pelas atrizes Silvana da Costa Alves e Fera Carvalho Leite – que, desde 2017, promovem de forma independente diversas capacitações na área, através do Projeto Dublapoa. Nesta edição, o curso e as oficinas contarão com valores subsidiados e bolsas de estudo, e serão ministrados por três professores da empresa Dubrasil – Central de Dublagem: André Rinaldi (ator, dublador, locutor e diretor de dublagem), Victor Moreno (ator e dublador) e Bruno Sangregório (ator, dublador e filmaker).

    Foto: Dublapoa/divulgação

    Aberto a qualquer pessoa interessada, o evento de abertura terá entrada franca e acontecerá às 19h do dia 12 de março, no Colégio Estadual Marechal Rondon (rua Santini Longoni, 147). Na ocasião, os professores dubladores irão realizar um bate-papo com o público presente, além de explicar como funciona o mercado de dublagem e o cotidiano de gravações. A atividade contará com mediação de Marcelo Figueiredo, diretor da Radioativa Game Sounds, e terá tradução para LIBRAS, além de ser transmitida ao vivo pelas redes sociais do Projeto Dublapoa. Voltado para atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo), o curso intensivo de dublagem acontece nos dias 13, 14, 15 e 16 de março, nos turnos da manhã (das 9h às 13h) e da tarde (das 14h30min às 18h30min), no estúdio Handle Foley Sound.

    Antecedendo as atividades teóricas e práticas – com metodologia diferenciada das encontradas no mercado –, às 19h do dia 11 do mesmo mês, ainda haverá uma aula de fonoaudiologia para os participantes da qualificação, ministrada pela fonoaudióloga Ligia Motta. O valor do investimento é de R$ 500,00. Dentre as dez vagas disponibilizadas para esta atividade, uma contará com bolsa integral. A seleção para o benefício será feita por currículo (através de carta de interesse) e é destinada para ator ou atriz profissional residente em Canoas, com preferência para pessoa preta ou indígena.

    Dublapoa/divulgação

    Já as oficinas livres de dublagem são voltadas para não-atores, a partir dos 11 anos de idade.  As turmas, com dez vagas cada, serão divididas nos dias 15 (para adultos, a partir de 17 anos de idade) e 16 de março (para crianças e jovens até 16 anos), e ocorrem na Casa de Artes Villa Mimosa, das 9h às 12h. Em ambos os casos, serão disponibilizadas cinco bolsas integrais para pessoas pretas e indígenas. Para as demais, o investimento é de R$ 100,00.

    Além disso, no dia 17 de março, das 14h às 17h, os alunos da turma do curso intensivo de dublagem terão acesso a um conteúdo adicional de criação de home studio e gravação remota, durante aula ministrada pelo professor Anderson Carvalho, coordenador técnico de dublagem da Dubrasil. A atividade ocorre de forma remota. Tanto a qualificação profissional como as oficinas livres oferecem certificação aos participantes que concluírem 100% das horas/aula.

     Dublagem em Canoas – Programação:

    11/03: Aula específica, com a fonoaudióloga Ligia Motta

    • Local: Handle Foley Sound (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
    • Horário: das 19h às 22h
    • Público alvo: participantes do curso intensivo.

    12/03: Palestra de André Rinaldi, Victor Moreno e Bruno Sangregório (professores dubladores da Dubrasil), com mediação de Marcelo Figueiredo (diretor da Radioativa Game Sounds)

    • Local: Colégio Estadual Marechal Rondon (Rua Santini Longoni, 147 – Canoas)
    • Horário: 19h
    • Aberto ao público, com entrada franca

    13/03 a 16/03: Curso Intensivo de Dublagem – aulas teóricas e práticas, com metodologia diferenciada, ministradas por professores da Dubrasil (André Rinaldi, Victor Moreno e Bruno Sangregório)

    • Público alvo: atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo)
    • Local: Handle Foley Sound (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
    • Horário: das 9h às 13h e das 14h30min às 18h30min
    • Investimento: R$ 500,00*

    *uma das dez vagas contará com bolsa integral para pessoa preta ou indígena, residente em Canoas (seleção por currículo, através de carta de interesse)

    15/03: Oficina Livre de dublagem (adultos, a partir de 17 anos de idade)

    • Público alvo: não-atores
    • Local: Casa de Artes Villa Mimosa (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
    • Horário: das 9h às 12h
    • Investimento: R$ 100,00*

    *cinco bolsas integrais para pessoas pretas ou indígenas

    16/03: Oficina Livre de dublagem (crianças e adolescentes de 11 até 16 anos)

    • Público alvo: não-atores
    • Local: Casa de Artes Villa Mimosa (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
    • Horário: das 9h às 12h
    • Investimento: R$ 100,00*

    *cinco bolsas integrais para pessoas pretas ou indígenas

    17/03: Aula técnica online sobre de criação de home studio e gravação remota, ministrada por Anderson Carvalho (coordenador técnico de dublagem da Dubrasil)

    • Público alvo: atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo) inscritos no curso intensivo de dublagem
    • Horário: 14h às 17h*

    *o link será enviado para a turma, juntamente com todas as informações pertinentes do curso presencial

    INSCRIÇÕES: Aqui o link para os formulários, com mais informações: https://linktr.ee/dublapoa

    Dublapoa: https://www.instagram.com/dublapoa/