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  • Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre
    O elenco do espetáculo infanto-juvenil; Foto:

    Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre

    O espetáculo infanto juvenil “O Lanceirinho Negro”, inspirado no livro homônimo da escritora gaúcha Angela Xavier, será apresentado em diversos espaços públicos de Porto Alegre entre os dias 23 e 26 de janeiro. Com realização do coletivo Trupi di Trapu e contemplado pelo último Edital de Produção Artística do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), o projeto é financiado pelo Grupo Carrefour Brasil.

    A diretora do espetáculo infanto juvenil Mayura Matos: Foto Divulgação

    A montagem dirigida por Mayura Matos traz à tona histórias de luta e resistência dos Lanceiros Negros, promovendo reflexões sobre ancestralidade e fortalecimento identitário para crianças e adolescentes. No elenco, estão Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson (no papel do Lanceirinho). Ketelin Oliveira integra o grupo, realizando a interpretação de libras.

    A peça é uma adaptação teatral da obra de Angela Xavier, criada para responder às inquietações de uma aluna sobre a Revolução Farroupilha. O espetáculo, rico em sonoridades e elementos da cultura afro-gaúcha, utiliza recursos como atabaques, samba de roda e arquétipos dos orixás para envolver o público em uma narrativa poética e educativa.

     

    Os personagens conectam vivências contemporâneas com a memória dos Lanceiros Negros, símbolos de coragem e resiliência. “O espetáculo surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira, ao mesmo tempo em que marca os 17 anos da Trupi di Trapu”, explica o ator e bonequeiro Anderson Gonçalves, responsável pela produção e cenografia do espetáculo.

    Para Gonçalves, apresentar a peça em locais públicos é essencial para ressaltar o papel dos Lanceiros Negros na história do Rio Grande do Sul e enfrentar o racismo estrutural do Estado. “Esses espaços são democráticos e permitem discutir a invisibilidade histórica de heróis negros e indígenas, que muitas vezes são omitidos da narrativa tradicionalista”, ressalta. “Mostrar essas histórias na rua ajuda a desconstruir estereótipos e contribui para a formação de uma consciência antirracista, valorizando a diversidade e a memória desses heróis esquecidos”, opina.

     

    Além da valorização histórica, a encenação destaca a importância do protagonismo negro, explorando temas como identidade e combate ao racismo por meio de jogos, músicas e brincadeiras afrorreferenciadas. A montagem é uma oportunidade única de promover o diálogo entre gerações, fortalecendo o orgulho das raízes culturais negras.

     

    Com o objetivo de ampliar o debate presente no livro e de expandir cada vez mais a memória dos Lanceiros Negros, o espetáculo teatral O Lanceirinho Negro, proposto pelo grupo, surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira.

     

    Com este projeto, a Trupi di Trapu se coloca em um lugar de acolhimento com as infâncias negras, se propondo ao resgate da memória heróica negra com grande relevância histórico-socialcultural e também de prospecção de lugares heróicos, positivos e de identificação para as novas gerações.

     “Nosso trabalho, ao abordar o letramento racial e destacar a importância de personagens negros, promove reflexões e valoriza heróis que inspiram resistência e esperança. Embora tratemos de temas históricos pesados, como a luta e a morte dos Lanceiros Negros, trazemos também a mensagem de virtude e liberdade, que vai além da ausência de correntes, abrangendo a aceitação e a valorização do outro em sua essência”, afirma Anderson. “Pedagogicamente, mostramos que os heróis podem e devem ser negros, indígenas ou LGBTQIA+, ampliando referências e fortalecendo as relações étnico-raciais na comunidade”.

    FICHA TÉCNICA:

    Atuadores: Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson

    Diretora cênica/encenadora: Mayura Matos

    Produtor executivo, cenógrafo e criação de bonecos: Anderson Gonçalves

    Diretora musical: Jane Oliveira

    Intérprete de Libras: Ketelin Oliveira

    Assessoria Histórica: Angela Maria Xavier Freitas

    Figurinos e cenografia: Mari Falcão

    Designer gráfico: Yannikson

    Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

    Identidade Visual: Mitti Mendonça e Alisson Affonso

    Fotografia e Gestão de Redes Sociais: Juliette Bavaresco

    Produção local: Rita Santos

     

    Realização: Trupi Di Trapu
    Financiamento: Fumproarte, Prefeitura de Porto Alegre

    Canais de comunicação:
    Instagram: @trupiditrapu
    E-mail: trupiditrapu@hotmail.com

    SERVIÇO:

    O quê: Espetáculo infantojuvenil “O Lanceirinho Negro” com a Trupi di Trapu. Direção: Mayura Mattos

    Quando e onde:

    • Dia 23/01, quinta-feira, 17h – Explanada da Restinga, Estr. João Antônio da Silveira, 2359
    • Dia 25/01, sábado, 10h30min – Chocolatão | Biblioteca, Av. Loureiro da Silva, 445, Centro Histórico
    • Dia 26/01, domingo, 16h – Redenção | Perto da Cancha de Bocha
    • Quanto: Gratuito
      Classificação indicativa: Livre
  • Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes
    Sede da FASE – Foto de Saul Teixeira Ascom Fase/ Divulgação

    Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Neste dia 10 de janeiro, sexta-feira, às 9h, na sede da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS), na capital, será apresentado o Curso EAD do Projeto Tamo Junto, uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Porto Alegre e a FASE/RS. O objetivo é instrumentalizar profissionais para promoção de saúde emocional e o bem-estar dos adolescentes, oferecendo-lhes informações e ferramentas que os ajudem a desenvolver autonomia no cuidado individual e coletivo intra e extramuros. O curso será online e gratuito, disponível pela plataforma educaPOA. A formação é voltada para profissionais que atuam no sistema socioeducativo, saúde, educação, assistência social e áreas relacionadas ao cuidado de adolescentes.

    Composto por três módulos, o curso capacita profissionais para desenvolver habilidades éticas, sociais e emocionais que promovam relações de cuidado, compaixão e apoio ao desenvolvimento integral de adolescentes em medidas socioeducativas ou fora desse contexto. Entre os objetivos específicos, destacam-se: formar agentes e profissionais de diversas áreas para aplicar a metodologia do projeto, promover discussões temáticas sobre adolescência em contextos de vulnerabilidade, incluindo autonomia e aprendizagem socioemocional, e oferecer ferramentas práticas para o manejo de emoções no atendimento a esses jovens.

     “Considerando as características que permeiam a adolescência e os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e a necessidade de habilidade dos profissionais que se dedicam a este público, é essencial que os mesmos tenham qualificação para abordagem adequada e oportuna das situações identificadas. Entendemos que a melhora no cuidado aos adolescentes pode vincular os mesmos aos profissionais, reduzir danos e exposição a riscos e reconduzi-los para uma adolescência plena”, afirma a Coordenadora da Área Técnica da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Sonia Silvestrin. O Curso proposto viabiliza a formação dos profissionais da FASE, instrumentalizando os mesmos na abordagem dos temas centrais da adolescência, fomentando o planejamento e execução de oficinas junto aos adolescentes. O curso fica disponível de janeiro a dezembro para a realização dos profissionais.

    PRIORIDADE ESTRATÉGICA

    A proposta do Tamo Junto – vai além do bem-estar individual. Ela também visa reduzir danos e fortalecer a autonomia de cuidado dos adolescentes durante e pós sistema socioeducativo. A iniciativa é vista como uma estratégia essencial para humanizar o cuidado e fortalecer os vínculos entre jovens e profissionais.

    RESULTADOS E EXPANSÃO FUTURA

     Os resultados obtidos até agora mostram avanços significativos. Adolescentes que participam das atividades têm demonstrado maior autonomia no cuidado com a saúde, além de melhorias no bem-estar emocional e físico. Com base nesses êxitos, a Prefeitura e a FASE/RS planejam expandir o projeto para outros centros socioeducativos e desenvolver programas de formação contínua para os profissionais envolvidos.

    A parceria com a Secretaria da Saúde de Porto Alegre é uma excelente notícia visando a qualificação do atendimento socioeducativo. “O projeto atende a duas diretrizes fundamentais de atuação da Fase: a formação permanente dos nossos servidores e as ações destinadas à promoção da saúde física e mental entre os adolescentes e jovens adultos”, destacou o presidente da Fase, José Stédile. O gestor lembra, ainda, que as primeiras edições do Tamo Junto já garantiram a realização de oficinas temáticas junto aos jovens entre os anos de 2020 e 2023. “O objetivo, agora, é potencializar ainda mais as atividades. As oficinas desenvolvem autonomia no processo individual e coletivo do cuidado visando promover, proteger e recuperar a saúde da população socioeducativa”, completou.

    A apresentação do projeto marca um novo passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado de adolescentes. O evento reforça o compromisso das instituições envolvidas em construir novas formas de ações e educação em saúde para adolescentes em medida socioeducativa.

    Serviço:

    O que: Apresentação do Projeto Tamo Junto – Edição Conecta

    Quando: 10 de janeiro de 2025, às 9h

    Onde: Auditório da Sede da Administrativa da FASE/RS, Avenida Padre Cacique,1372, Porto Alegre

  • Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes
    Sede da FASE – Foto de Saul Teixeira Ascom Fase/ Divulgação

    Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Neste 10 de janeiro, às 9h, na sede da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS), na capital, será apresentado o Curso EAD do Projeto Tamo Junto, uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Porto Alegre e a FASE/RS. O objetivo é instrumentalizar profissionais para promoção de saúde emocional e o bem-estar dos adolescentes, oferecendo-lhes informações e ferramentas que os ajudem a desenvolver autonomia no cuidado individual e coletivo intra e extramuros. O curso será online e gratuito, disponível pela plataforma educaPOA. A formação é voltada para profissionais que atuam no sistema socioeducativo, saúde, educação, assistência social e áreas relacionadas ao cuidado de adolescentes.

    Composto por três módulos, o curso capacita profissionais para desenvolver habilidades éticas, sociais e emocionais que promovam relações de cuidado, compaixão e apoio ao desenvolvimento integral de adolescentes em medidas socioeducativas ou fora desse contexto. Entre os objetivos específicos, destacam-se: formar agentes e profissionais de diversas áreas para aplicar a metodologia do projeto, promover discussões temáticas sobre adolescência em contextos de vulnerabilidade, incluindo autonomia e aprendizagem socioemocional, e oferecer ferramentas práticas para o manejo de emoções no atendimento a esses jovens.

    Considerando as características que permeiam a adolescência e os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e a necessidade de habilidade dos profissionais que se dedicam a este público, é essencial que os mesmos tenham qualificação para abordagem adequada e oportuna das situações identificadas. Entendemos que a melhora no cuidado aos adolescentes pode vincular os mesmos aos profissionais, reduzir danos e exposição a riscos e reconduzi-los para uma adolescência plena”, afirma a Coordenadora da Área Técnica da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Sonia Silvestrin. O Curso proposto viabiliza a formação dos profissionais da FASE, instrumentalizando os mesmos na abordagem dos temas centrais da adolescência, fomentando o planejamento e execução de oficinas junto aos adolescentes. O curso fica disponível de janeiro a dezembro para a realização dos profissionais.

     PRIORIDADE ESTRATÉGICA

    A proposta do Tamo Junto – vai além do bem-estar individual. Ela também visa reduzir danos e fortalecer a autonomia de cuidado dos adolescentes durante e pós sistema socioeducativo. A iniciativa é vista como uma estratégia essencial para humanizar o cuidado e fortalecer os vínculos entre jovens e profissionais.

    RESULTADOS E EXPANSÃO FUTURA

     Os resultados obtidos até agora mostram avanços significativos. Adolescentes que participam das atividades têm demonstrado maior autonomia no cuidado com a saúde, além de melhorias no bem-estar emocional e físico. Com base nesses êxitos, a Prefeitura e a FASE/RS planejam expandir o projeto para outros centros socioeducativos e desenvolver programas de formação contínua para os profissionais envolvidos.

    A parceria com a Secretaria da Saúde de Porto Alegre é uma excelente notícia visando a qualificação do atendimento socioeducativo. “O projeto atende a duas diretrizes fundamentais de atuação da Fase: a formação permanente dos nossos servidores e as ações destinadas à promoção da saúde física e mental entre os adolescentes e jovens adultos”, destacou o presidente da Fase, José Stédile. O gestor lembra, ainda, que as primeiras edições do Tamo Junto já garantiram a realização de oficinas temáticas junto aos jovens entre os anos de 2020 e 2023. “O objetivo, agora, é potencializar ainda mais as atividades. As oficinas desenvolvem autonomia no processo individual e coletivo do cuidado visando promover, proteger e recuperar a saúde da população socioeducativa”, completou.

    A apresentação do projeto marca um novo passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado de adolescentes. O evento reforça o compromisso das instituições envolvidas em construir novas formas de ações e educação em saúde para adolescentes em medida socioeducativa.Serviço:

    O que: Apresentação do Projeto Tamo Junto – Edição Conecta

    Quando: 10 de janeiro de 2025, às 9h

    Onde: Auditório da Sede da Administrativa da FASE/RS, Avenida Padre Cacique,1372, Porto Alegre

  • Dia do Leitor acontece na Praça da Alfândega sob o absoluto encantamento dos participantes
    A artista visual Graça Craidy, um das organizadoras do evento. Foto: Carlos Souza, Divulgação

    Dia do Leitor acontece na Praça da Alfândega sob o absoluto encantamento dos participantes

    Higino Barros

    O artista visual  Wili Cava falando sobre a obra de Quintana | Foto: Carlos Souza/Divulgação
    A poeta Ana dos Santos declamou poemas de sua autoria | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O jornalista Paulo Gasparotto falou de suas lembranças de Mário Quintana e a importância de le |. Foto: Carlos Souza/Divulgação

    Cerca de 100 pessoas participaram do Dia do Leitor nesta terça-feira, junto às estátuas dos poetas Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, na praça da Alfândega. O evento aconteceu das 11h às 17h e teve presenças de vários intelectuais gaúchos, autoridades da Secretaria de Cultura de Porto Alegre e pessoas que estavam transitando pelo local no horário e pararam desfrutando a função, absolutamente encantadas com o que estava acontecendo. Entre eles dois estrangeiros, visitando a capital gaúcha – um irlandês e um argentino – e que acabaram declamando poemas em seus idiomas de origem.

    A cantora e compositora Heloísa Marshall declamou poema de sua autoria | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O psicanalista Abrão Slavutzsky falou sobre a importância de ler | Foto: Divulgação
    Grupo de fotógrafos do Foto Clube Porto-alegrense e o jornalista Carlos Souza |Foto: divulgação

    Uma das organizadoras do evento, a artista visual Graça Craidy, ao lado dos jornalistas Ayres Cerutti e Higino Barros, fez uma descrição assim em suas redes sociais:

    “Teve psicanalista se rendendo à poesia: Abrão Slavutzky diz que o poeta cura mais que o psicanalista.  Paulo Raymundo Gasparotto: que o último grande prazer da vida é a leitura.

    Os organizadores do evento e o staff da Secretaria de Cultura Municipal de Porto Alegre | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O escritor Alcy Cheuiche lembrou da sua convivência com o poeta Mario Quintana/ Divulgação
    O professor Sérgius Gonzaga leu poema de Carlos Drummond, a quem considera o maior poeta brasileiro | Foto: Divulgação
    A deputada estadual Sofia Cavedon fez denúncia contra fechamentos de bibliotecas públicas estaduais  | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O turista argentino que declamou poema em espanhol | Foto: Carlos Souza/ Divulgação

    E teve também vertentes dos próprios autores, elas e eles, em pessoa: Rafael Guimaraens, Lilian Rocha Eira eira eira!, Taiasmin Ohnmacht , Catia Simon, Ana dos Santos, Alcy Cheuiche e Alice Urbim, em nome do querido Carlos Urbim, já falecido.

    Professor Sérgius Gonzaga ostentou um Drummond exclusivo praticamente inédito dedicado a Guilhermino César.

    Cheuiche contou causos hilários do Quintana, seu mestre e conterrâneo do Alegrete. Diz que inventaram uma lenda do poeta: certa madrugada, voltando pra casa já meio alto, ele teria sido visto batendo na “porta” dum poste. Ao que o guarda noturno, brincalhão, teria  alertado: – Não adianta bater que não tem ninguém em casa! Contestado, incontinente, por Quintana: – Tem, sim, não tá vendo que a luz tá acesa?

    Teve garotinha lendo redação do colégio. Teve um rapaz que me mostrou no celular dele mensagem em inglês em que dizia ser da Irlanda, não sabia português, mas queria muito dizer um poema, respondi Why not? E também outro muchacho argentino que declamou em espanhol.

    Teve inclusive uma cidadã do povo, engraxate na Praça da Alfândega, que recitou versos que ela decorou do Poesia no Ônibus, veja a importância. E que tentou se desculpar dizendo “eu sou uma mera engraxate”, ao que devolvi na horita: aqui ninguém é mero!

    Jornalista Ayres Cerutti, um dos organizadores do evento | Foto: Divulgação
    O jornalista e escritor Rafael Guimaraens | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O secretário adjunto municipal de Cultura, Victor Hugo | Foto: Carlos Souza/ Divulgação
    O professor e escritor Francisco Marshall | Foto Carlos Souza/ Divulgação

    Teve presenças da Secretária da Cultura e seus assessores e do diretor do IEL – Instituto Estadual do Livro.

    E teve, também, denúncia grave da deputada Sofia Cavedon: todas as bibliotecas de escolas públicas do Estado – inclusive a do Instituto de Educação! – foram fechadas pelo Governo Leite e, by the way, não existem mais bibliotecárias. E o vereador Adeli Sell reforçou: as bibliotecas de escolas municipais ainda estão fechadas por conta da enchente e do descaso público.

    Teve pertinente observação feminista de que o dia era do leitor e também da leitora.

    Teve a revoada amorosa dos fotógrafos do Fotoclube Porto-alegrense cobrindo o evento.

    Graça ainda fez outras observações sobre o ocorrido. A reação de quem participou do evento foi de absoluto encantamento. As pessoas foram pegas de surpresa e não esperavam o acontecido. Assim todos eram elogios e sentimento de felicidade no final. Com isso o 7 de Janeiro, Dia do Leitor, que na edição de 2025 teve o slogan “Leio, logo existo”, passa a forte candidato de efeméride a ser  incorporada ao calendário cultural de Porto Alegre.

     

     

  • A volta do Dia do Leitor, com participação especial da artista visual Graça Craidy e 16 intelectuais gaúchos
    Foto: Nina Pulita/ Divulgação

    A volta do Dia do Leitor, com participação especial da artista visual Graça Craidy e 16 intelectuais gaúchos

    Higino Barros

    Criado pelo jornal cearense O Povo em 1928, fixado na data de 7 de janeiro o Dia do Leitor foi comemorado pela primeira vez em Porto Alegre vez em 2017. Iniciativa do jornalista Ayres Cerutti em um local icônico na capital gaúcha: as estátuas dos poetas Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, da autoria do escultor Xico Stockinger, na Praça da Alfândega. Na ocasião grupo de moradores da cidade, em parceria com a Biblioteca Pública Estadual (BPE) e Associação Riograndense de Imprensa (ARI) se reuniu junto às estátuas e fez leituras de textos de autores diversos.

    Após um intervalo de oito anos, o evento volta a se repetir no próximo dia 7 de janeiro, das 11h às 17h, na Praça da Alfândega, com uma atração especial. A participação da artista visual Graça Craidy cuja trajetória artística está intensamente ligada à literatura. Ela que é publicitária de formação e artista por vocação.

    Desenhos do poeta gaúcho Quintana e do mineiro Drummond para o Dia do Leitor de 2025 pela artista visual Graça Craidy/ Divulgação

    Além de Graça Craidy outros artistas, escritores e intelectuais gaúchos foram convidados e cresceu nos últimos dias a lista de convidados que confirmaram presenças na praça da Alfândega. Alguns como Sergius Gonzaga, Demétrio Xavier, Cátia Simon, Milton Ribeiro e Rafael Guimaraens confirmaram presenças logo no início.

    Outros se juntaram ao grupo nos últimos dias. Como Alcy Cheuiche, Francisco Marshall, Juremir Machado da Silva, Jane Tutikian, Abrão Slavutziki , Silvio Bento (IEL) , Alice Urbin, Cintia Moscoviche, Taiasmin Ohnmacht e da Secretaria Municipal da Cultura, Clóvis André, secretário da cultura adjunto e o cantor Vitor Hugo. O Jornal JÁ Porto Alegre, o Foto Clube Porto Alegrense e Luciano Riquez Produções são parceiros do evento em 2025.

    Outro diferencial é que a data cai em uma terça-feira, dia de movimentação normal na praça. A proposta é envolver também no evento o público que transita pela área, tornando acessível também à população que gosta de ler. A escolha do texto de leitura fica a critério do leitor.

     

    Grupo de participantes da primeira edição do Dia do Leitor na Praça da Alfândega em 2017. Foto: Divulgação

    Arte visual e literatura

    Já Graça Craidy tem em sua produção visual desenhos de rostos de mais de 50 autores de literatura universal, além de brasileiros como Guimarães Rosa e Clarise Lispector, a quem Graça dedicou exposições exclusivas com grande repercussão no cenário gaúcho e brasileiro. A exposição sobre Clarice Lispector foi exibida no Rio de Janeiro, Curitiba e outras cidades. A de Guimarães Rosa, sobre personagem do romance “Grande Sertão, Veredas” foi incorporada à programação da Feira do Livro deste ano e teve grande afluência de público.

    Graça Craidy explica sua ligação com literatura e a importância dela para seu trabalho:

    “Para mim ler é um ato revolucionário, muda rumos de dentro e rumos de fora. Por isso me valho da minha arte feito mediação entre os visitantes e grandes autores como Guimaraes Rosa e Clarice Lispector. Para que o visitante, ao se encantar com a representação pictórica dos escritores e seus personagens, desperte para o original literário. Por isso sou a primeira a aderir à justa e heróica homenagem ao Dia do Leitor.”

    Família posa junto as estátuas na Praça da Alfândega/ Foto:: Divulgação
    Criança no banco com os poetas. Foto: Divulgação

    Se é de ler, leio.

    Organizador do evento, ao lado de Graça Craidy e do jornalista Higino Barros, Ayres Cerutti relembra da primeira edição do Dia do Leitor;

    “Tenho um costume. Se é de ler, leio. Era uma lista de efemérides que recebi de jornalista amigo, do Espírito Santo. Primeira surpresa: janeiro, 7, Dia do Leitor.

    Liguei para amigos. Ninguém conhecia.  Como em 2017 a data cairia num sábado, pensei em promover algo. Primeiro passo: ligar para os amigos da Câmara do Livro e colegas jornalistas. Final de ano, muitos já estavam com outros compromissos, mas todos aplaudiram a proposta.

    A Morgana Marcon, a então diretora da Biblioteca Pública, entusiasmada, decidiu levar livros para distribuir na praça. O Higino Barros publicou no JÁ Porto Alegre e enviou material para a Coletivanet. A Sônia Zancheta, a professora Ana Carolina Martins, da UERGS, ampliaram os convites.

    Os organizadores do evento, Graça Craidy, Aires Cerutti e Higino Barros/ Divulgação

    Na primeira semana do ano, recebi como hóspede o amigo Arno Rochol, que trabalhava na Alemanha. Na manhã do dia 07, na hora do nosso chimarrão, ele me surpreendeu com três camisetas que ele tinha feito com tesoura e cola para marcar o dia; Estava escrito Dia do Leitor. Naquele sábado, passamos o dia em ritmo de leitura. No final da tarde, o jornalista Elmar Bones declamou um dos poemas preferidos pelo jornalista Danilo Ucha, que tinha falecido há poucos meses, provocando forte emoção entre os presentes.”

    Assim promete ser- sob fortes emoções- a próxima edição do Dia do Leitor, 7 de janeiro de 2025.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Semana de Arte da Galeria Bublitz, com mais de 400 itens, na praia de Atlântida
    Obra de Marcelo Hubner/ Divulgação

    Semana de Arte da Galeria Bublitz, com mais de 400 itens, na praia de Atlântida

    O mar está para arte. E o veraneio começa com a tradicional Semana de Arte da Galeria Bublitz na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A programação inicia no sábado, 4 de janeiro, e segue até domingo, 12. Além das obras de arte de diversos artistas gaúchos e nacionais, tapetes orientais e objetos de decoração, a mostra terá a participação de Marcelo Hübner, fazendo pinturas ao vivo, retratando cenas do litoral. E na sexta-feira, dia 10 de janeiro, às 20h, haverá a palestra “Ver a Arte” com a professora de história da arte Tânia Bian. A entrada é franca para a palestra e a exposição.

    O artista visual Marcelo Hubner/ Divulgação

    Durante a temporada, Hübner, que mora em Porto Alegre, praticamente se muda para Atlântida e para a SABA, que se transforma em seu atelier. As cores e os traços característicos de Hübner poderão ser conferidos pessoalmente por quem visitar a exposição, que também traz obras de suas principais séries: “Banhistas”, “Floristas”, “Urbanos”, “Jornais Florais” e as “Paisagens Gaúchas”, com a retomada das origens com os cenários do Rio Grande do Sul, expressos na grandiosidade dos campos e dos pampas; “Jardins Tropicais”, com suas folhas características, sua exuberância, em diversos tons de verde; e a série “Vívidas”, com figuras femininas, de teor intenso e ardente, que trazem um raio vívido de esperança para as telas.

    “A Galeria Bublitz faz do Rio Grande do Sul sua casa. Ao longo do ano, levamos arte para o interior, para cidades como Caxias do Sul, Uruguaiana, Itaqui, Bagé e muito mais. E, agora, abrimos a programação de 2025 em um lugar que representa cultura, lazer e arte, com uma mostra perto do mar, na SABA, para toda a população do litoral e veranistas. Começamos o ano em um dos mais belos cenários e com muita beleza em obras de arte, tapetes orientais e objetos de decoração, que não só poderão ser apreciados como adquiridos por quem visitar a exposição”, detalha o marchand Nicholas Bublitz.

    A professora de arte Tânia Bian faz palestra dia 10. Foto: Acervo pessoal/ Divulgação

    Além das obras de Marcelo Hübner, a Semana de Arte da Galeria Bublitz traz mais de 400 itens, com destaque para as criações de Erico Santos, Antonio Soriano, Paulo Amaral, Paulo d’Avila, Marcelo Zeni, Mirian Garcia, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Fernando Ikoma, Flávio Scholles, Ênio Lippmann, Ana Caroline Becker, Sergio Lopes e João Carlos Bento.

    Os tapetes orientais, que são outra marca registrada da Bublitz, também estarão no espaço. Exclusivos e importados da Índia e do Irã trazem a tradição dos modelos Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. A exposição também destaca objetos de decoração, como porcelana europeia, itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.

    A mostra funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 10 vezes sem juros.

    Serviço:

    Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
    Local: SABA – Av. Central, 5 – Atlântida
    Período: 4 a 12 de janeiro de 2025
    Horário: das 10h30 às 19h30

    Palestra “Ver a Arte”
    Ministrante: Tânia Bian
    Data: 10 de janeiro
    Horário: 20h às 21h30

  • Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS
    Foto: Aduana Marchiori/ Divulgação

    Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS

     

    Mesmo em um ano desafiador, a cultura do Rio Grande do Sul ultrapassou fronteiras e levou aos quatro cantos do país a resiliência gaúcha. Agora, os artistas envolvidos nos projetos “Nossa Arte Circula RS” e “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, pensados de forma emergencial durante as enchentes, retornam a suas cidades de origem, após encantarem plateias de 30 municípios pelo Estado e outros 42 pelo Brasil, em uma iniciativa que envolveu centenas de profissionais e um investimento de cerca de R$4 milhões, somando-se aos valores já programados para o ano nas diferentes linguagens artísticas. Os resultados foram apresentados e celebrados pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc em evento realizado na noite desta segunda-feira, 16 de dezembro, na sede da entidade, em Porto Alegre.

    Representando o presidente do Sistema, Luiz Carlos Bohn, a diretora administrativa da Federação, Maria Tereza Menegotto, destacou na abertura que “além de uma homenagem a todos que auxiliaram na construção dos projetos, o evento também é um marco para o fechamento de um ano que exigiu muita resiliência, fé, força e esperança”.

    Durante o encontro, foram apresentados números que reforçam o impacto deles na economia criativa do Rio Grande do Sul. O “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, iniciativa do Sesc/RS em parceria com o Departamento Nacional do Sesc que contou com o apoio dos departamentos regionais do Sesc pelo Brasil, mobilizou um total de 286 profissionais, sendo 192 artistas, 64 técnicos e 30 produtores. Foram percorridas 42 cidades de 18 Estados e o Distrito Federal, levando espetáculos de música, literatura e artes cênicas.

    “Foi um ano desafiador, sem dúvidas. Contudo, sinto que conseguimos superar todos os percalços e fortalecer ainda mais o compromisso que temos com os artistas gaúchos. Nossas iniciativas valorizam a diversidade e a riqueza cultural dos talentos locais, proporcionando visibilidade e oportunidade de se apresentarem em diferentes regiões do Estado e do país. Além de democratizar o acesso à arte e à cultura, fomentamos a economia criativa e promovemos intercâmbios culturais significativos entre os Estados. Essa circulação de artistas gaúchos por locais como Bahia, São Paulo, Pernambuco e tantos outros fortalece os laços culturais entre as regiões e leva a identidade cultural do Rio Grande do Sul a públicos diversos”, afirma Luciana Stello, Gerente de Cultura do Sesc/RS.

    As apresentações atraíram mais de 13.500 espectadores, com destaque para as artes cênicas, que contaram com 6.100 pessoas nas plateias, seguidas pela música, com 5.100, e a literatura, com 2.300 participantes. As cidades contempladas variaram de grandes capitais, como São Paulo e Brasília, a municípios do interior, como Bela Vista do Paraíso (PR) e Araripina (PE). Foram ocupados 137 espaços culturais ao longo do circuito, entre teatros, praças e centros comunitários, promovendo um intercâmbio cultural diversificado.

    Os projetos selecionados vieram de 14 cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria. A iniciativa representou, ainda, um investimento significativo do Sesc em cultura e mobilidade. Foram aplicados R$1,1 milhão em passagens aéreas e R$60 mil em deslocamentos terrestres, além de R$452 mil em hospedagem e alimentação dos profissionais. Os cachês dos artistas somaram R$1,15 milhão.

    Voltado para geração de renda de profissionais da área cultural e estímulo da economia local, contribuindo para a sustentabilidade das regiões mais afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o “Nossa Arte Circula RS” selecionou 180 artistas para rodarem o Estado. Foram 13.426 pessoas que marcaram presença nas 60 sessões realizadas em 30 cidades gaúchas, além de 3.540 participações em atividades formativas.

    Vindos de Alvorada, Bagé, Bento Gonçalves, Rio Grande e outros 17 municípios, os projetos selecionados passaram por 197 espaços culturais diferentes. Além do impacto cultural, o “Nossa Arte Circula RS” gerou significativo investimento na economia local. Foram destinados aproximadamente R$150 mil para hospedagem, R$165 mil para transporte em ônibus, com um adicional de R$25,7 mil para deslocamento dos grupos pelo circuito. Em alimentação, o investimento foi de R$109,1 mil. Além das ações pensadas com foco na reconstrução, o Sesc/RS teve como foco também reorganizar a agenda do ano. Alguns eventos tradicionais da instituição, como o Festival Palco Giratório Sesc, por exemplo, tiveram que ser adiados, mas  conseguiram ser retomados nos meses posteriores. É o caso também dos circuitos de artes cênicas, música, literatura e as Aldeias Sesc, que tiveram seus investimentos potencializados, aumentando o fomento na cadeia produtiva da área cultural.

    Para Luciana, as iniciativas citadas reverberam nas realidades locais e reafirmam a economia criativa como catalisador de receita e renda. “Além de mantermos nossos artistas realizando suas funções de maneira remunerada, injetamos uma quantia significativa na economia de dezenas de municípios gaúchos, comprovando o impacto positivo da cadeia produtiva da economia criativa na realidade local das cidades, muitas delas em recuperação após as enchentes. Para o Sesc/RS, investir em projetos como estes significa acreditar na força da arte como ferramenta de transformação e integração social”, finaliza.

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

  • “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém
    Dalton Trevisan em uma de suas raras fotografias. nos anos 1970.Escritor curitibano Dalton Trevisan não dava entrevistas desde os anos 1970 — Foto: Divulgação/Prefeitura

    “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    Morreu nesta segunda-feira, 9 de dezembro, o escritor Dalton Trevisan, conhecido como “O Vampiro de Curitiba”. Ele tinha 99 anos (completaria 100 em junho de 2025) e vivia recluso num apartamento no centro da capital paranaense.

    A causa da morte não foi informada.
    Trevisan ganhou o apelido em 1965, quando lançou seu primeiro grande sucesso,  um  livro de contos  com o título  “O Vampiro de Curitiba”.
    A familia informou que não haverá velório. O corpo
    do escritor foi levado diretamente para o crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
    Dalton Trevisan começou a carreira literária com a novela “Sonata ao Luar” e ganhou destaque nacional com “Novelas nada exemplares”.

    Sua obra é conhecida por retratar o cotidiano de forma concisa e popular, explorando as tramas psicológicas e os costumes urbanos.
    Entre os muitos prêmios que ganhou, destacam-se o Jabuti e o Camões — os mais importantes para autores em língua portuguesa.

    Vivia tão recluso, sem dar entrevistas ou receber visitas, que no comunicado oficial do prêmio Camões, a organização divulgou que não havia conseguido contato com Dalton Trevisan para avisá-lo da homenagem.
    Poucas pessoas tinham acesso a ele. Em 2021, o escritor deixou de morar na casa onde sempre viveu, na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no bairro Alto da Glória.
    A saída do local se deu por questões de segurança e também de saúde. Desde então, o contista morava em um apartamento, no Centro de Curitiba.
    “Sua reclusão pública contrastava com a vivacidade de sua escrita, que permanece como um marco da literatura brasileira contemporânea. Dalton deixa um legado de rigor literário, criatividade e uma visão aguda e implacável sobre o ser humano”, apontou a Secretaria de Cultura do Paraná.
    De acordo com o comunicado da secretaria, Trevisan “desvendou como poucos as complexidades humanas e as angústias cotidianas da vida urbana”. “Dalton retratou com crueza a solidão, os dilemas morais e as contradições da classe média, com um olhar atento para os excluídos e marginalizados”, afirmou.

    “O Vampiro de Curitiba criou uma obra enraizada na capital paranaense, elevando suas ruas e seus bairros a verdadeiros personagens. Livros como ‘O Vampiro de Curitiba’, ‘A Polaquinha’ e ‘Cemitério de Elefantes’ revelam uma Curitiba sombria, mas também lírica, onde a banalidade do cotidiano convive com dramas intensos”, disse a secretaria.

  • Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs
    O governador Eduardo Leite e a Secretária de Cultura Beatriz Araújo na reabertura do Margs

    Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs

    Sete meses depois da enchente. o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), reabriu suas portas ao público nesta sexta-feira (6/12).

    O governador Eduardo Leite e a Secretaria da Cultura, Beatriz Araújo,  participaram solenidade,  abrindo a exposição: “Post scriptum – Um museu como memória”.

    O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) aportou R$ 5,6 milhões, por meio do programa de patrocínios da instituição.

    Também foram aplicados R$ 1,6 milhão do Fundo da Defesa Civil, além de recursos do orçamento da Sedac e de doações da sociedade.
    Além do restauro de obras do acervo, os recursos foram aplicados no conserto da subestação de energia, do sistema de climatização e na adequação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI).

    Também foram realizadas obras de requalificação do acesso ao museu, o restabelecimento dos sistemas do alarme de incêndio, das câmeras de segurança e da rede lógica, além da reposição de equipamentos e mobiliários atingidos.
    “Foram sete meses de um intenso trabalho de resiliência e reconstrução e isso é uma conquista para toda a sociedade gaúcha”, comemorou a secretária da Cultura.

    A criação de uma nova reserva técnica, em andares superiores, está em andamento, com o objetivo de garantir melhores condições de preservação do acervo.

    A instituição também busca patrocínios via lei federal de incentivo à cultura para seu Plano Bianual 2025-2026. Autorizada a captar R$ 8,6 milhões pela Lei Rouanet, a instituição vai dar continuidade às ações de restauro e modernização.

    Um museu como memória
    Aberta ao público até 9 de março, a exposição Post Scriptum, que reabre o Margs, tem entrada gratuita.

    A programação inclui visitas mediadas e atividades educativas que aprofundam o debate sobre memória e preservação cultural.
    A mostra, que ocupa todo o primeiro andar expositivo do museu, foi concebida para narrar o impacto do evento climático no Margs, ao mesmo tempo em que celebra a resiliência da instituição.

    Com mais de 100 obras de artistas como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Glauco Rodrigues, Pedro Weingärtner, a exposição conecta acervo e memória, apresentando também itens afetados pela enchente que já foram restaurados.

    “Post scriptum é um testemunho da força da cultura em tempos de adversidade. Não é apenas uma exposição sobre a enchente, mas uma reflexão sobre o papel dos museus como guardiões da memória coletiva”, destacou Beatriz.

    Responsável pela concepção da mostra e por liderar as obras do museu, o diretor-curador Francisco Dalcol destacou o esforço conjunto do Estado e da sociedade civil para que a instituição voltasse a receber visitantes. “Para conseguirmos superar os desafios, cada contribuição foi importante: a equipe do Margs, os colaboradores e os voluntários que auxiliaram no momento de crise, os gestores públicos e as iniciativas da sociedade civil que vêm apoiando a recuperação do museu”, disse.
    Dividida em cinco seções temáticas, Post scriptum propõe um diálogo entre passado e presente. As seções da mostra abordam, por exemplo, o impacto das cheias históricas em Porto Alegre e o processo de restauro das obras atingidas. Uma das áreas mais impactantes da exposição, segundo Dalcol, é o Laboratório de Restauração, onde o público pode acompanhar os trabalhos realizados por especialistas diretamente no espaço expositivo.
    “Esta exposição foi pensada para compartilhar e trazer a público a jornada enfrentada pelo museu no maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul. Isso reflete o compromisso do Margs com a memória, aprofundando-o quando o próprio museu é parte da circunstância histórica e de suas consequências”, concluiu Dalcol.
    O público poderá visitar o museu gratuitamente de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h).

  • Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas
    PROJETO PÚRPURA-Foto Divulgação

    Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas

    Em resposta às recentes emergências climáticas no Rio Grande do Sul, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS-RS), implementou em quatro cidades gaúchas o Projeto Púrpura – Assistência, Proteção e Igualdade.  Voltado para a promoção de direitos sexuais, reprodutivos e à violência de gênero, a iniciativa reflete um compromisso com a saúde das mulheres, meninas e população LGBTQIA +. O projeto Púrpura busca não apenas a assistência e proteção, mas também criar espaços de transformação, com a garantia de direitos.

     

    Embora não haja dados oficiais específicos sobre as necessidades de meninas, mulheres e comunidade LGBTQIA +, bem como sobre a prevalência da violência baseada no gênero nos municípios afetados, os dados globais sublinham a importância de abordar e atuar nestas questões no rescaldo das catástrofes naturais. Além disso, a perturbação causada pelas catástrofes aumenta a vulnerabilidade deste público. “O projeto concentra esforços para garantir assistência qualificada, inclusiva e equitativa às populações mais vulneráveis, reforçando o compromisso com a saúde e os direitos de todos”, afirma Cacildo Delabary, Presidente do Cosems e Secretário Municipal de Saúde de Lavras.

     

    A assistência iniciou em outubro nos serviços de saúde nas cidades de Porto Alegre, Canoas,Guaíba e São Leopoldo, que sofreram severos impactos com as enchentes de maio. “Para enfrentar esses desafios, o UNFPA, em parceria com o COSEMS, mobiliza equipes de saúde com foco em garantir o acesso ao pré-natal, especialmente para gestantes em risco obstétrico, visando prevenir mortes maternas. A iniciativa também assegura o direito ao planejamento familiar e à livre escolha, além de ampliar a testagem para HIV, fortalecer a adesão ao tratamento em casos de abandono e oferecer acolhimento e encaminhamento adequado para situações de violência sexual”, afirma Caio Oliveira, Oficial de Resposta Humanitária do UNFPA.  No projeto, enfermeiras contratadas pelo COSEMS-RS atuam junto ao público do projeto, dentro das unidades de saúde, nas seguintes ações:

    • Pré-natal e encaminhamento dos casos de gestação de alto risco;
      •  Apoio no planejamento reprodutivo (disponibilização de métodos contraceptivos);
      • Manejo de Casos Violência Sexual;
      • Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis;
    • ⁠⁠CP – Citopatológico de colo de útero;
    • Atividades extramuros dentro da comunidade – por exemplo: ações do PSE(Programa de Saúde na Escola) para atividades de direitos sexuais e reprodutivos em escolas do território da unidade de saúde;

     

    Sobre o COSEMS-RS

    O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS), fundado em 20 de junho de 1986, é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O COSEMS/RS tem por finalidade lutar pela gestão municipal de Saúde, congregando secretários e dirigentes e funcionando como órgão permanente de intercâmbio e troca de experiência. Participa da gestão das políticas públicas em nível estadual e nacional e atua para que a Saúde nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul seja a melhor possível.

     

    Sobre o UNFPA

    O UNFPA é a agência das Nações Unidas para a saúde sexual e reprodutiva, que trabalha para um mundo onde cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro e o potencial de cada jovem seja realizado. O UNFPA colabora com parceiros locais e nacionais para promover saúde, dignidade e igualdade para mulheres, adolescentes e jovens, com foco especial no combate à violência de gênero e no alcance de resultados transformadores até 2030. Para mais informações acesse: https://brazil.unfpa.org/pt-br