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  • A escrita que vem do Centro-Oeste, com Tatiana Guimarães,  na Feira do Livro de Porto Alegre
    Tatiana Guimarães – Acervo Pessoal/ Divulgação

    A escrita que vem do Centro-Oeste, com Tatiana Guimarães, na Feira do Livro de Porto Alegre

    Um livro de uma escritora gaúcha que é sucesso no Centro-Oeste antes mesmo de ser lançado no Rio Grande do Sul. “Linhas do Tempo”, de Tatiana Guimarães, é para ser degustado aos poucos. A obra trata de temas como saúde emocional, superação e autoconhecimento, e será lançada na sexta-feira, 8 de novembro, às 17 horas, na Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre.

    Natural de Três de Maio, Tatiana Guimarães atualmente reside em Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Além de escritora, também é médica e palestrante, com atuação na medicina há mais de 25 anos. Em sua trajetória, reuniu o dom da medicina com o dom da escrita, herdado do avô, o gaúcho Francisco Sales Guimarães, que possui nove obras publicadas em defesa da educação integral. A primeira obra literária de Tatiana foi o livro “Quase Poesia”, rapidamente esgotado, que aguarda segunda edição.

    Capa Livro Linhas do Tempo/Divulgação

    “Linhas do Tepo” foi lançado em julho em Campo Grande e conquistou elogios da imprensa e da Academia Sul-Matogrossense de Letras e da Academia Goiana de Letras. A obra, com 150 páginas, publicada pela editora Totalbooks, traz reflexões para o desenvolvimento pessoal e humano.

    “Os temas abordados nos fazem refletir sobre a condição humana e questionar o nosso modelo de sociedade”, pontua o editor Paulo Fitz. Em cada parágrafo, há uma descoberta; em cada nova página, uma conquista, levando o leitor a vivências propulsoras para o autoconhecimento e, consequentemente, à coragem e à superação.

    Sessão de Autógrafos:

    Livro: Linhas do Tempo
    Autora: Tatiana Guimarães
    Data: 8 de novembro
    Horário: 17 horas
    Editora: Totalbooks
    Valor: 56,00

    Instagram: @dratatianaguimaraes

  • Livro sobre Ruy Carlos Ostermann terá lançamento, bate-papo e autógrafos dia 12 na Feira do Livro de Porto Alegre
    Ruy Carlos Ostermann e Carlos Guimarães . Foto Rogério Fernandes/Divulgação

    Livro sobre Ruy Carlos Ostermann terá lançamento, bate-papo e autógrafos dia 12 na Feira do Livro de Porto Alegre

    O Professor Ruy Ostermann estava feliz da vida no lançamento de sua biografia, escrita pelo jornalista e também comentarista esportivo Carlos Guimarães, no Book Hall, no último dia 23. “Me senti vivo e disposto. Revi colegas e amigos, um momento realmente muito especial pra mim”, afirma Ruy, que no alto dos seus 90 anos se manteve por três horas firme e forte autografando a obra ao lado do autor. Agora vem uma nova experiência: a Feira do Livro de Porto Alegre. No dia 12 de novembro, com bate-papo e sessão de autógrafos.

    Com a mediação de Cristiane Ostermann, o autor da obra, Carlos Guimarães, e os convidados Luiz Artur Ferraretto, Carlos Eugênio Simon e Enéas de Souza, estarão reunidos no Auditório Barbosa Lessa para este debate, às 17h30min, conversando sobre a trajetória de Ruy Ostermann, comentarista esportivo, professor de |Filosofia, político, jornalista e sua imensa contribuição para a cultura e para a crônica esportiva do Rio Grande do Sul e do Brasil. Logo após, às 19h, Guimarães autografa no Pavilhão de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre.

    Ruy Carlos Ostermann – um encontro com o Professor resgata, em forma de memória biográfica, a vida e a carreira de Ruy, o mais conhecido comentarista esportivo do Rio Grande do Sul, e que, para além de sua atuação na imprensa gaúcha, teve um importante papel na sociedade e nas áreas pública e cultural, com contribuição efetiva para a construção social nestas áreas. Seu legado como comentarista, homem público e membro atuante na cultura gaúcha, estão presentes nesse belo livro de mais de 400 páginas.

    Carlos Guimarães foi o nome escolhido para escrever o texto final desta biografia, composta por imensa pesquisa que reuniu gravações, diários de Ruy, suas crônicas ao longo de décadas, pensamentos, depoimentos. Tudo em uma cronologia repleta de surpresas e emoções. “É um livro que tive o cuidado de deixar o mais próximo daquilo que imagino que o Ruy escreveria. A linha do tempo é contada a partir da pesquisa, mas também de diversas situações voltadas para a personalidade dele. Foi um processo delicioso em todos os sentidos. Tem muita revelação, fatos que as pessoas não sabem e um lado que pretende apresentar o Ruy além do mito que todos conhecem. Foi o desafio da minha vida”, reflete o autor.

    A intenção desta obra é resgatar a riqueza de uma história que não foi contada, transformando-a em um documento histórico para perpetuar a trajetória de um dos mais importantes personagens que a imprensa do Rio Grande do Sul já produziu. Registros fotográficos e documentais estão nas páginas da biografia, a partir do arquivo pessoal de Ruy e da família, de acervos públicos e de documentos que saíram na imprensa. O livro aborda fatos e o contexto social desde sua infância, na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, até o momento atual, em que, embora fora da grande imprensa, ainda é uma referência para todos os comunicadores. Retrata a sociedade no período em que Ostermann esteve em efetiva atuação, desde os tempos de estudante, nos anos 1940, passando pela época em que foi atleta – na década seguinte, professor, sua militância política, entre 1960 e 1990 e, por fim, sua atividade como comunicador, a partir dos anos 1960. Também muitas de suas crônicas ilustram as páginas de Ruy Carlos Ostermann – um encontro com o Professor, que pode ser encontrado nas livrarias da cidade e na Feira do Livro de Porto Alegre. Confira em www.umencontrocomoprofessor.com.br.

    Ficha técnica:

    Capa e design gráfico: Tavane Reichert Machado

    Revisão: Press Revisão

    Impressão: Gráfica e Editora São Miguel

    Fotos da capa: Rogério Fernandes

    Fotos do livro: arquivo pessoal

    Número de páginas: 436

    Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten Comunicação

    Redes sociais: Gabriela Mantay

    Produção: Christian Farias

    Produção executiva: Diogo Bitencourt

    Coordenação: Cristiane Ostermann

    Ruy Carlos Ostermann – Um encontro com o Professor

    Biografia de Ruy Carlos Ostermann escrita por Carlos Guimarães

    Lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre dia 12 de novembro

    Bate-papo com o autor Carlos Guimarães e convidados às 17h30

    Auditório Barbosa Lessa / Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223

    Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, às 19h

    Pavilhão de autógrafos

    Uma produção de Ferst & Ostermann Ltda e FootHub

    Patrocínio: Grupo Zaffari

    Realização: Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil, união e reconstrução.

  • Mosaicista Silvia Marcon celebra 10 anos de Monalisas em livro e exposição

    Mosaicista Silvia Marcon celebra 10 anos de Monalisas em livro e exposição

    O projeto de arte urbana em mosaico que ressignifica a icônica figura, refletindo a diversidade e a riqueza das experiências cotidianas, tem lançamento na Casa Musgo e na 70ª Feira do Livro de Porto Alegre

    Em novembro, as Monalisas da artista visual Silvia Marcon ganham livro e exposição. Monalisas – Releituras Urbanas celebra os dez anos do trabalho da mosaicista em sua linguagem contemporânea e urbana, de intervenções em grandes metrópoles com centenas de releituras de Monalisas, em mosaicos hipercoloridos.

    SIlvia Marcon por João Carlos Martini/ Divulgação

    A partir de uma profunda conexão com a arte de rua, Silvia recriou a figura emblemática da Mona Lisa, cada uma delas representando diferentes facetas do feminino, das lutas sociais e da identidade urbana. Com o tempo, as “Monas” se multiplicaram ainda mais em Porto Alegre e ganharam o mundo: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Paris, Nova York, Málaga, entre outras cidades.

    O livro, editado pela Libretos e com curadoria literária de Roger Lerina, reúne 180 releituras da célebre obra de Leonardo da Vinci em 172 páginas. A publicação em capa dura, bilíngue, colorida, é mais do que uma coletânea de arte. Ela é um manifesto. Além das fotografias de intervenções urbanas realizadas em cidades ao redor do mundo, traz reflexões da própria artista sobre o processo criativo e as questões sociais que inspiraram cada obra.

    “Minha missão é levar a arte para o cotidiano das pessoas, quebrando as barreiras que tradicionalmente limitam o acesso à cultura. Acredito que a arte deve ser parte integrante do tecido urbano, contribuindo para a vitalidade e a riqueza cultural das cidades”, ressalta a artista.

    A exposição – que apresenta uma série de fotografias selecionadas – tem abertura no dia 07 de novembro (quinta-feira), às 18h, na Casa Musgo (Rua Vieira de Castro, 80 – Porto Alegre/RS) e segue até o dia 10 (domingo). Na ocasião, acontece também o lançamento do livro. As fotografias, de autoria da artista, estarão disponíveis para aquisição.

    Reprodução/ Divulgação

    Durante a 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, o livro será lançado no dia 10 de novembro (domingo). Às 17h, haverá um encontro com a autora Silvia Marcon e o jornalista Roger Lerina na Sala O Retrato – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223. Logo após, às 18h, acontece a sessão de autógrafos.

    Silvia Marcon é mosaicista e uma artista urbana. Sua trajetória profissional e acadêmica passou por diversas áreas, mas, desde 2012, dedica-se integralmente ao mosaico. Com um ateliê próprio em Porto Alegre, sua cidade natal, começou a criar obras em espaços públicos da capital gaúcha.

    Em 2014, surgiu a figura da Mona Lisa, um ícone reconhecido mundialmente que se tornou uma base rica para explorar diversos temas e conceitos por meio de releituras em mosaico. Sua versatilidade permite uma rica exploração da diversidade e das experiências cotidianas, facilitando a identificação do público e trazendo a obra do Louvre para o contexto urbano.

    Utilizando técnicas de mosaico aprendidas no Brasil e na Itália, criou releituras únicas, cada uma com sua própria identidade e mensagem, espalhadas por várias cidades do Brasil e do exterior. A arte, para ela, é uma forma de militância, capaz de inspirar mudanças e promover justiça social. Cada instalação representa uma oportunidade de abordar temas frequentemente ignorados.

    Seu trabalho pode ser acompanhado pelas redes Facebook: Monalisando e Instagram: @_sil_sil_.

    Eventos

    Exposição Monalisas – Releituras urbanas e lançamento do livro

    Dia 07 de novembro (quinta-feira), às 18h, na Casa Musgo (Rua Vieira de Castro, 80 – Porto Alegre/RS). A mostra segue até o dia 10 (domingo). Horários de visitação: quarta à sexta, das 14h às 18h e sábado e domingo, das 10h às 18h.

    lançamento do livro Monalisas – Releituras urbanas (Libretos Editora, Capa dura, 172 páginas, 4 cores, bilíngue, R$190. Na Feira: R$150) na 70ª Feira do Livro de Porto Alegre

    Dia 10 de novembro (domingo). Às 17h, Silvia Marcon e Roger Lerina participam do painel Vitrine de Lançamento, na Sala O Retrato – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223. Logo após, às 18h, acontece a sessão de autógrafos.

  • Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, na Feira do Livro de Porto Alegre

    Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, na Feira do Livro de Porto Alegre

    O jornalista  Elmar Bones  autografa hoje, às 19 horas, na Feira do Livro de Porto Alegre, seu livro O Editor sem Rosto, que resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.

    “Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor.

    Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da guerra dos farrapos e da República Riograndense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.

    Rossetti era filiado a La Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.

    Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.

    Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.

    Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a campanha, quando foram atacados de surpresa.

    Publicado pela JÁ Editora, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, nesta terça-feira, 5/11, às 19 horas.

     

     

  • Rossetti

    Rossetti

    Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos,

    na Feira do Livro de Porto Alegre

     

     

    O livro O Editor sem Rosto, do jornalista Elmar Bones, resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.

    “Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor. Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da Guerra dos Farrapos e da República Rio-Grandense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.

    Rossetti era filiado à La Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.

    Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.

    Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.

    Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a Campanha, quando foram atacados de surpresa.

    Publicado pela JÁ Editora, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, na terça-feira, 5/11, às 19 horas.

    O Editor se Rosto – A utopia de Luigi Rossetti, o italiano que criou o jornal do Farrapos

    De Elmar Bones

    2024, 3a ed., JÁ Editora

    Sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre nesta terça-feira, dia 5/11, às 19 horas.

  • ENIO SQUEFF/ Arthur Moreira Lima
    Aquarela: Arthur Moreira Lima por Enio Squeff

    ENIO SQUEFF/ Arthur Moreira Lima

    A morte de meu amigo, Arthur Moreira Lima, aos 84 anos, me remete a algumas reflexões que sempre pairam em minha mente e sobre as quais nunca me ocorreu escrever.
    A primeira é que Florianópolis, homenagem a Floriano Peixoto, um dos presidentes militares mais façanhudos que tivemos, continua o que foi no seu
    começo, “Ilha do Desterro”.

    Ou seja, não são poucos, principalmente gaúchos, que se
    aposentam e se tocam para Florianópolis. Arthur, que não era gaúcho, mas frequentava o melhor boteco da orla da praia do Santinho – o “Bar do Diabão”, apelido de seu
    proprietário, Fernando Saes, mulato gaúcho de olhos intensamente verdes (daí o apelido), que com a sua companheira, a Gorete, imprimiam ao lugar uma magia que só os iniciados, os amigos dele e dos que o frequentavam, sabiam avaliar.
    Arhur era um dos que se juntava aos desterrados. Depois de sua saída dos palcos do Brasil, onde seu Chopin iluminava seu Ernesto Nazaré, Arthur, como fizeram e fazem muitos intelectuais e jornalistas, decidiu que sua vida se faria olhando para o belo céu e o mar que desbordam na ilha.
    A outra reflexão tem a ver com isso – o fascínio de ter uma velhice tranquila e talvez uma morte idem.

    Falo do assunto, porque nunca conversamos a sério sobre
    qualquer destas duas coisas: o fascínio da ilha, os desterrados em busca do ócio, a velhice. E a morte.

    De Arthur, porém, me ocorre uma noite em que bebemos na casa de um ricaço paulistano várias garrafas de Romanée-Conti – sim, de Romanée-Conti, talvez o
    vinho mais caro do mundo, que mesmo a um inexperto em vinhos como eu, me foi e será sempre o melhor que bebi em minha vida.

    Saímos de manhã da casa do homem e a história pararia por aí não fosse um detalhe: no dia que já raiava, o Arthur
    me disse que, dali a pouco, ou seja, às sete horas da manhã, tinha marcado um encontro com Luís Carlos Prestes. Gostaria de acompanhá-lo?
    Aceitei na hora. Mal tive tempo de me recompor, fui à casa do Arthur que morava na avenida São Luís e, a pé mesmo, nos tocamos para o apartamento, também na São Luís, em que o legendário comandante se hospedava e que, àquelas horas, já nos aguardava. Foi uma conversa mais ou menos frouxa, como não podia deixar de ser, com
    os dois notívagos fedendo a álcool.

    Enquanto o Arthur e o Prestes conversavam sobre a Rússia, ainda União Soviética, deu-se que o Comandante
    matou uma curiosidade que eu trazia há anos: ao lhe lembrar que em quase todas as cidades brasileiras há um parque ou rua Siqueira Campos, perguntei-lhe sobre o homem. Quem era o mais bem homenageado dos tenentistas de 24?

    Prestes era um homem franco. Disse, sem meias palavras, que Siqueira Campos “era o mais bonito dentre nós”
    (os tenentes que formaram a Coluna Prestes). E não apenas isso: era “também o mais valente”.

    Prestes contou que as missões mais perigosas eram sempre confiadas a ele. Fiquei surpreso. E lembrei que  quando morreu afogado, num desastre de avião, na Baía de Guanabara, Siqueira Campos, exímio nadador, tentou
    salvar um homem que, não sabendo nadar, levou com ele, para o fundo do mar, o impávido tenente. Abraço de afogado.
    Certamente minhas lembranças do Arthur não se limitam à noitada e à conversa com Prestes.

    Foi um grande pianista. Um dos melhores que o Brasil já teve. Chegamos a nos estranhar algumas vezes. Mas além de pianista, era um poderoso contador de histórias. Só que sempre um músico fantástico. Uma amiga que compartilhou com ele algumas aulas de piano no Conservatório de Moscou, contou-me que quando Arthur se apresentava, juntava sempre uma plateia entusiasta de colegas russos, europeus, americanos.

    Era um exímio chopiniano, famoso no conservatório e em Moscou. O próprio Arthur confessou numa conversa que tivemos em Floripa, no bar do Diabão evidentemente, que não conhecia melhor cidade que Moscou, o que nos surpreendeu a todos que dividíamos a mesa com ele.

    Mas não foi esta a única surpresa patrocinada por
    Arthur Moreira Lima. Certa vez, em sua casa, em São Paulo, me fez ouvir uma das músicas de que mais gostava: nada menos do que um intermezzo do “I Pagliacci” de Leoncavallo. Para os que se surpreendem, informo que Chopin, que Arthur tocava magnificamente, preferia Bellini a outros compositores que o frequentavam, como Liszt,  ou que ele conhecia, como Beethoven, Bach, Mozart…
    Em tempo: na semana retrasada, como que a antecipar a morte de um de seus mais importantes frequentadores de seu bar legendário, morreu também, em Porto Alegre,
    Fernando Saes, o Diabão.
    Triste sina, esta, dos velhos a escrever sobre seus mortos. (Enio Squeff)

  • A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE
    Domingo, 2 de novembro, 14 h: o calor não afeta o movimento na Feira.

    A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE

    A primeira conclusão salta aos olhos:  a Feira do Livro de Porto Alegre encolheu. Nesta 70a. edição conta com apenas 64 barracas de livrarias e editoras, menos do que no ano passado, menos da metade do que já teve nos seus melhores momentos.

    Outra conclusão vai-se impondo à medida que se entra no espaço da  feira nas alamedas da praça.

    Neste domingo, por exemplo, por volta das duas da tarde, sob um calor de 32 graus, o centro histórico de Porto Alegre estava vazio. Até mesmo o bar Tuim, tradicional ponto da boêmia portoalegrense, na rua da Ladeira, estava fechado.

    Pois a feira já estava lotada, com uma pequena multidão percorrendo os corredores e se aglomerando diante dos balcões das livrarias e das caixas de saldos.

    Às duas da tarde, seis autores já atendiam seus leitores na fila de autógrafos.

    Na praça de autógrafos, seis autores já estavam sentados diante de enormes filhas assinando dedicatória nos livros em lançamento.

    Só na tarde de domingo, até o encerramento às 20 horas, seriam mais de 40 sessões de autógrafos.

    No total, nos 20 dias da feira, serão mais de 700 autores lançando livros dos mais variados títulos dos mais diversificados assuntos –   desde a legislação sobre a presença de cães e gatos nos condomínios, até uma antologia da poesia medieval japonesa.

    Além de menor, a feira ficou mais pobre. Mesmo tendo apoio dos maiores anunciantes do Estado e das leis de incentivo à cultura, o orçamento, ainda que bastante reduzido só fechou à última hora, quando os promotores já desesperavam.

    Outra constatação evidente neste novo cenário é uma aproximação das raízes da feira, agora toda montada em torno do livro, com menos representações institucionais e eventos de marqueting.

    Também é perceptível ao primeiro olhar a garra e animação de editores e livreiros para se refazer das perdas que sofreram com a grande enchente.

    Editoras que perderam quase tudo, estão lá na esperança da retomada.  É o caso da Libretos, por exemplo, que reduziu seu stand a menos da metade por que perdeu todo o se estoque, mas está com 14 lançamentos na Feira. (segue)

    Praça de autógrafos já com filas de leitores às duas da tarde de domingo.
    Muitas pessoas em busca de informação, uma das deficiência da organização.

    Sob calor de 32 graus, a área infanto juvenil já estava lotada

  • Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”
    Abertura da 70a Feira do Livro de Porto Alegre Foto: Felipi Karam/PMPA

    Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”

    Está aberta, até o dia 20 de novembro,  a 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega.

    A solenidade de abertura, nesta sexta-feira, 1, teve a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do prefeito Sebastião Melo e da secretária  estadual da Cultura, Beatriz Araújo, que representou o governador Eduardo Leite.

    O presidente da Câmara Riograndense do Livro, Maximiliano Ledur, falou das dificuldades este ano em que o Estado foi atingido por um desastre climático. E agradeceu ao grupo Zaffari pela quota de patrocínio que à última hora permitiu fechar o orçamento e viabilizar o evento.

    Depois das falas e discursos da autoridades, houve a transmissão do cargo de Patrono, a figura mais importante da Feira a cada ano.

    O escritor e cineasta Tabajara Ruas, patrono da feira passada, falou da obra de seu sucessor, Sérgio Faraco. Obra rigorosa e original, que tem entre suas fontes o universo pampeano do Alegrete, terra natal de Faraco.

    O patrono destacou a importância do livro e da palavra escrita e enumerou os crimes cometidos, desde os romanos, contra o conhecimento depositado nos livros.

    Concluiu dizendo que “precisamos de mais bibliotecas, livrarias e feiras como esta”.

    No encerramento, uma homenagem ao Patrono: o “Canto Alegretense” interpretado pelos irmãos Fagundes.  O público cantou o refrão (“ouve o canto gauchesco e brasileiro, desta terra que amei desde guri”) acompanhando com palmas.

    Números da 70a. Feira

    Organizada pela Câmara Riograndense do Livro, a feira conta com 72 expositores, estandes dos patrocinadores e a Praça de Autógrafos. Mais de 700 autores estarão autografando seus lançamentos este ano.

    A programação oficial, bem como a de expositores e parceiros, pode ser acessada no site www.feiradolivro-poa.com.br.

  • Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus
    VH carvão s tela – Divulgação

    Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus

     

    O artista visual Vitor Hugo Porto apresenta na Delphus Galeria de Arte e Molduras, a partir de segunda-feira (04/11), a exposição “Linha do tempo”. Um dos principais nomes das artes de Caxias do Sul e do estado, ele fez 70 anos dia 19 de outubro na plenitude de sua capacidade criativa em uma carreira que já dura meio século.

    “Minha inspiração nesta mostra é a percepção do tempo passando. Percebo, ao encontrar amigos que não via há tempo, como houve uma mudança; com certeza, eles também percebem o mesmo. Inconscientemente passei a pintar esses personagens nos meus quadros, na técnica mista, grafite, carvão, pastel e caneta Bic”, conta Vitor Hugo, que é homenageado pela galeria no “Mês do Artista Delphus”.

    Obra do artista -Divulgação

    As figuras focalizadas pelo artista não são mais as jovens e exclusivamente mulheres. Aparece a figura masculina ao lado da feminina, ambas mostrando as linhas marcadas pelo tempo. “São personagens mais maduros, que encontro no dia a dia”, relata Vitor Hugo, que, com bom humor, cede à máxima segundo a qual “o tempo passa para todos”.

    Vitor Hugo Porto na Galeria Delphus, em Porto Alegre-Divulgação

    “Às vezes percebo um olhar melancólico, às vezes, aquele olhar da eterna procura que, mesmo com a idade, até avançada, continuamos a procurar ou sentir emoções, sensações”, constata o artista, ligado às artes desde criança.

    Vitor Hugo frequentou como ouvinte a Escola de Belas Artes de Caxias do Sul; participou de vários concursos de vitrinas, obtendo o 1º lugar várias vezes; estudou formas, cores e técnicas sobre vários materiais, como pastel seco, acrílica, óleo, carvão e técnicas mistas; cursou a Escola Internacional Gráfica de Veneza, onde fez curso de Gravura e permaneceu por seis meses na Itália, pintando e fazendo esculturas; depois, desenvolveu o costume de passar cerca de quatro meses ao ano no país europeu, pintando e expondo.

    A Delphus também comemora 50 anos de atividade neste 2024. Liderada pela galerista Salete Salvador, possui acervo de obras de mais de 300 artistas de diversos lugares do Brasil, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. A galeria trabalha com acervo de obras originais superior a 2 mil itens, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras seriadas.

    SERVIÇO

    Exposição “Linha do tempo”, de Vitor Hugo Porto

    Período: de 4/11 (segunda-feira) a 30 de novembro

    Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45; sábado, das 9h às 13h Endereço:

    Av. Cristóvão Colombo 1501, Floresta

    Entrada grátis

    -FOTOS divulgação artista/galeria

  • NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro
    NÓS-_Fotos:_Adriana Marchiori/Divulgação

    NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro

    Experiência única e rica em emoções, o espetáculo NÓS – Performance teatral, da Nós – Cia. de Teatro, chega ao palco do Theatro São Pedro (TSP) nos dias 1, 2 e 3 de novembro, com sessões às 20h (sexta e sábado) e às 18h (domingo). Dirigida por Everson Silva, a montagem que mistura teatro, dança, poesia e show musical levará à cena um volumoso elenco, formado por mais de 80 artistas de diversas áreas. Os ingressos custam entre R$ 30,00 (galeria) e R$ 80,00 (plateia e cadeira extra) e podem ser adquiridos pelo site do TSP ou na bilheteria do espaço cultural, uma hora antes de cada apresentação.

    Com o tema “existir entre nós”, a obra utiliza o corpo coletivo como elemento central – que serve tanto de cenário como de impulsionador das cenas que se misturam –, criando um caleidoscópio de memórias, desejos e sentimentos, vivenciados e revisitados pelos performers que surgem de forma fragmentada. A encenação acontece a partir de um grande grupo de pessoas, que adentram o palco, calçam sapatos (que parecem abandonados, dispostos ao chão) e, assim, vestem seus personagens e ampliam suas experiências em acontecimentos vibrantes.

    Em uma atmosfera poética que constrói uma relação de reconhecimento do espelho social através desta performance, a música se transpõe das vozes e sons dos corpos dos artistas. O figurino vermelho que compõe a cenografia faz uma alusão ao sangue que bombeia as veias humanas, com a intenção de significar a vida pulsando através da arte.

     

    Concebida no início de 2023, a montagem surgiu como um chamado à convivência, à empatia, e ao retorno do compartilhar, após o longo período de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19, que mudou hábitos de vida de muitas pessoas. Também celebra os 20 anos de carreira de Everson Silva (diretor da companhia teatral), que idealizou a experimentação composta por um total de 100 pessoas.

    Outro objetivo traçado desde o início do projeto era estrear a performance no palco mais antigo e prestigiado de Porto Alegre. “Fomos fazendo as temporadas e juntando recursos financeiros, sempre no intuito de conseguir chegar ao Theatro São Pedro, até que, este ano, abriu o Edital de Ocupação desse importante espaço cultural”, revela a produtora e uma das atrizes do espetáculo, Kacau Soares. Segundo ela, a realização deste “sonho” compartilhado entre o diretor e o elenco chegou como um presente de aniversário para Silva, em maio de 2024 (época em que a montagem foi inscrita no edital).

    Desde sua estreia, em abril do ano passado, no Teatro do Sesc Canoas (quando contava com um elenco formado por 22 artistas), o espetáculo tomou uma proporção bem próxima do desejo de Silva. De lá para cá, com o objetivo de ampliar o corpo cênico desta obra, a Nós – Cia. de Teatro realizou uma série de oficinas/ensaios, incluindo seus participantes no elenco da montagem. Até o momento, a Nós – Performance teatral cumpriu cinco temporadas, sendo que – além da estreia em Canoas – quatro ocorreram em espaços culturais da Capital, a exemplo da mais recente, em janeiro deste ano, realizada no Teatro Renascença, dentro da programação do 25º Festival Porto Verão Alegre. Na ocasião, Silva dirigiu 60 pessoas em cena. Nos meses seguintes, esse número aumentou, a partir de novas oficinas/ensaios. “É uma realização para a Nós Cia. de Teatro, encontrar tantos artistas em cena – uma experiência inesquecível e uma grande celebração da arte que existe em nossos corpos”, afirma o diretor.

    A performance que chega ao palco do Theatro São Pedro ainda conta com as participações especiais de outros quatro artistas convidados locais (a bailarina Ana Medeiros, o ator Jairo Klein, a atriz e percussionista Nina Fola, e a atriz e produtora Silvia Duarte), com o intuito de apresentar trabalhos relevantes e prestigiar personalidades da cena cultural.  Uma oportunidade imperdível para vivenciar as artes cênicas em suas diversas formas.

    NÓS – Performance teatral

    Local: Theatro São Pedro – palco principal (Praça Mal. Deodoro, s/n)

    Datas: dias 1 e 2 de novembro (sexta e sábado), às 20h; dia 3 de novembro (domingo), às 18h

    Gênero: dança, teatro, música, poesia.

    Classificação: 16 anos

    Ingressos* pelo site theatrosaopedro.eleventickets.com

    • Plateia: R$ 80,00
    • Camarote central: R$ 60,00
    • Camarote lateral: R$ 40,00
    • Galeria: R$ 30,00

    *meia-entrada: estudantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas de baixa renda, PCDs e acompanhantes, membros Associação Amigos do Theatro São Pedro, assinantes ZH e acompanhantes, doadores de sangue, pessoas trans, artistas, professores e profissionais da rede pública municipal e estadual.

    Ficha técnica:

    Direção/criação: Everson Silva

    Produção: Kacau Soares

    Texto e dramaturgia: Nós Cia. de Teatro, citações de Fernanda Bastos, Caio Fernando Abreu, Ana Martins Marques, Paul Éluard, Miguel Poveda, Lilian Rocha e Augusto Branco.

    Operação de som: Pedro dos Santos

    Operação de luz: Veridiana Mendes

    Coordenação de comunicação: Mariana Ruduit

    Mídias e redes sociais: Amanda Hamermüller, Carol Pinheiro e Gabriela Tarouco

    Assessoria de imprensa: Adriana Lampert (contato:51- 98412.8832), Gabriella Scott (contato: 51-8136.1260) e Giulliano Pacheco (contato: 51- 8442.3997)

    Realização:

    Nós – Cia. de Teatro, Iacen, Theatro São Pedro RS

    Apoio Cultural:

    Clube do Assinante ZH, TVE e FM Cultura, RBS TV
    Outros apoiadores:

    Jerônimo Café, Restaurante Casa Lee, Café Mal Assombrado POA, Bar do Alexandre, Tiny Café e Armazém Café 47

    Sobre a Nós – Cia. de Teatro: reúne artistas que pesquisam teatro e realizam obras com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e gerar novas experiências para o grupo e para o público. Capitaneada pelo ator e diretor Everson Silva, a companhia produziu – ao longo de 16 anos – 11 espetáculos, que são a expressão das inquietações dos artistas envolvidos.