Programa inclui a grandiosa “Uma Vida de Herói”, de Richard Strauss
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), apresenta uma das grandes obras do genial compositor Richard Strauss, “Uma Vida de Herói”, no concerto homônimo marcado para sábado, 28 de maio, às 17h. A apresentação ocorre na Casa da OSPA, em Porto Alegre, e conta com transmissão ao vivo pelo YouTube. Como regente convidado, a OSPA recebe um parceiro de longa data, o maestro japonês Kiyotaka Teraoka. Nesta semana, a solista é a cantora brasileira Tati Helene, que interpreta “La Mort de Cléopâtre”, de Hector Berlioz. Anunciada no início da temporada, a cantora espanhola Nancy Fabiola Herrera teve de cancelar a sua vinda por motivos de saúde. Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 40 em sympla.com.br.
Ensaio Uma Vida de Herói. Foto: Vitória Proença/ Divulgação
No sábado, o programa do concerto será apresentado ao público pela pianista, compositora e pesquisadora Catarina Domenici. Dentro do projeto Notas de Concerto, às 16h, a musicista explica, contextualiza e comenta as peças que serão executadas pela OSPA logo depois, às 17h.
Soprano de destaque no cenário lírico brasileiro, Tati Helene fará sua primeira apresentação com a OSPA. Caberá à cantora interpretar “La Mort de Cléopâtre”, peça escrita em 1929 pelo compositor francês Hector Berlioz (1803 – 1869). Sobre a composição, Tati comenta que “explora de maneira muito interessante a combinação do colorido da orquestra com a de uma voz de soprano dramático”.
OSPA – Ensaio Uma Vida de Herói Foto: Vitória Proença/ Divulgação
O maestro japonês Kiyotaka Teraoka já regeu a OSPA duas dezenas de vezes desde 2003 e cultiva uma relação próxima com a capital gaúcha. “Prometo que este concerto será uma experiência extraordinária para o público de Porto Alegre, de quem eu já estava com muitas saudades!”, antecipa o regente.
OSPA – Ensaio Uma Vida de Herói . Foto:Vitória Proença/ Divulgação
O compositor, pianista e maestro alemão Richard Strauss (1864 – 1949) talvez seja mais conhecido hoje pela introdução de “Assim falou Zarathustra”, usada como trilha do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick. Mas seu legado é vasto, compreendendo óperas e poemas sinfônicos, entre eles “Uma Vida de Herói”, no qual o compositor traduz em música a sua própria trajetória. Ele mesmo regeu a estreia em Frankfurt, em 1899. Ao longo da obra, a história de sua vida é contada em seis partes, começando por uma apresentação do herói (considerado o próprio Strauss), seguida por seus adversários (possivelmente os críticos de sua obra), sua companheira (um solo de violino representaria a esposa, Pauline Strauss), o campo de batalha (dificuldades da vida como artista), suas obras (com citações a diversas composições de Strauss) e, por fim, a conclusão. Bastante exigente para a orquestra, “Uma Vida de Herói” é considerada um exercício de virtuosismo.
Depois de estudar contrabaixo em Tóquio, Kiyotaka Teraoka foi aluno de regência de Uros Lajovic no Conservatório de Viena e aprofundou seu aprendizado em masterclasses ministradas pelos maestros Chung, Temirkanov, Karabtchevsky, N. Järvi e Giulini. Em 2000, venceu o primeiro prêmio do Concurso Internacional de Regência Dimitri Mitropoulos, em Atenas. Desde então, regeu muitas orquestras, incluindo a Filarmônica de São Petersburgo, a Orquestra da Câmara de Viena, a Netherlands Radio Symphony Orchestra e a English Chamber Orchestra. Na Orquestra Sinfônica de Osaka, atuou como maestro residente entre 2004 e 2011, e maestro permanente entre 2011 e 2019. Atualmente é conselheiro e regente da Orquestra Sinfônica de Waseda, em Tóquio.
OSPA – Ensaio Uma Vida de Herói. Fotos: Vitória Proença/ Divulgação
Sobre Tati Helene (soprano)
Eleita a melhor cantora de 2019 pelo site movimento.com, Helene já trabalhou com importantes nomes da cena lírica europeia, como os diretores de cena Peter Konwitschny, Bepi Morassi e Stefano Vizioli, e os maestros Michael Radulescu da Áustria e Alessandro Sangiorgi. Na Itália, foi bolsista do governo italiano e do Conservatório Antonio Buzzolla em função do seu mestrado em performance. Atuou em alguns dos principais palcos do país, como o Teatro Malibran de Veneza, o Teatro Comunale de Rovigo e o Teatro Olímpico de Vicenza. No Brasil, participou do projeto Grandes Vozes ao lado de Renato Bruson e Graciela Araya, artistas consagrados do meio lírico. Foi a protagonista das estreias brasileiras da ópera ‘‘Monteverdi L’incoronazione di Poppea’’ (Planetário do Rio de Janeiro, 2014), da ópera ‘‘Vanessa de Barber’’ (Teatro Adamastor, Guarulhos) e da estreia mundial de ‘‘O Peru de Natal’’ de Martinelli (Theatro São Pedro), ambas em 2019.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)
Concerto da Série Casa da OSPA – “Uma Vida de Herói”
Concerto: Sábado, 28 de maio de 2022, às 17h. Notas de Concerto: às 16h.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingresso solidário (mediante doação de 1kg de alimento): R$ 10 (estudante, qualquer seção), R$ 15 (mezaninos e balcões) e R$ 20 (camarotes e plateia). Ingresso inteiro: R$ 30 (mezaninos e balcões) e R$ 40 (camarotes e plateia). Desconto de 50% para Amigo OSPA, sócios do Clube do Assinante ZH, idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, estudantes, jovens até 15 anos e ID Jovem. Desconto de 20% para titulares do cartão Zaffari e Bourbon e para clientes do Banrisul.
Bilheteria na Casa da OSPA: sextas e sábados, das 12h às 17h. Formas de pagamento: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Programa:
Berlioz, Hector | La Mort de Cléopâtre
I. Allegro vivace con impeto – Récit. C’en est donc fait!
II. Lento cantabile. Ah! qu’ils sont loin ces jours, tourment de ma mémoire
III. Méditation. Largo misterioso. Grands Pharaons, nobles Lagides
IV. Allegro assai agitato. Non!… non, de vos demeures funèbres
Intervalo
Strauss, Richard | Ein Heldenleben, op. 40, “Uma Vida de Herói”
Regência:
Kiyotaka Teraoka (JAP)
Solista:
Tati Helene (soprano – BRA)
Apresentação:
Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA)
Direção Artística:
Evandro Matté
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Alibem e Banrisul.
Patrocinadores da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.
Apoio da Temporada Artística: Dufrio e Sulgás.
Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal – Pátria Amada Brasil. PRONAC: 192458.
Restauro de prédio que abrigou antigo cinema do interior é a base do curta-metragem “Isto aqui vai ser muito valorizado”
O processo de restauro do prédio que abrigou o antigo cinema da cidade da Feliz, em uma região colonizada por imigrantes de origem germânica, é o ponto de partida para uma discussão sobre as inúmeras nuances que envolvem a preservação do patrimônio arquitetônico no Brasil e na Europa. A reflexão deu origem ao curta-metragem “Isto aqui vai ser muito valorizado”, realizado pela Escaiola Arquitetura Rara e dirigido por Boca Migotto. O filme será lançado na segunda-feira (30), às 16h, nas redes sociais da Escaiola (facebook.com/escaiolaarquiteturarara) e também ficará disponível gratuitamente no Youtube.
O filme integra o projeto Arquitetura Rara – Intercâmbio cultural, que levou a equipe de especialistas a apresentarem o patrimônio gaúcho a profissionais na Espanha e em Portugal. Ao todo, foram mais de dois anos de produção, 10 cidades filmadas e milhares de quilômetros percorridos para a realização do curta.
Abordando o cotidiano de trabalho de especialistas na área, a iniciativa tem como objetivo democratizar o conhecimento sobre a preservação do patrimônio histórico no estado, como explica a arquiteta e urbanista Juliana Betemps: “O filme tem a pretensão de trazer à tona as diversas variantes que envolvem o patrimônio arquitetônico, e discutir, aqui e lá fora, esse tema tão similar nas mais diferentes culturas.”
O curta mostra também que é conservando os prédios históricos que são valorizadas as culturas locais que envolvem cada comunidade, como observa a arquiteta e urbanista Cristiane Rauber: “Compartilhamos da concepção de que patrimônio cultural é a união dos bens materiais e imateriais, ambos se complementam. Tamanha riqueza que possuímos aqui no nosso Brasil, que durante o intercâmbio cultural foi possível afirmar que, por sermos um país demasiadamente jovem, temos muitas peças a serem encaixadas para que não percamos nenhuma história”, diz.
Construído no século XIX, o cinema do Casarão Amália Noll, em Feliz, é um exemplo dessa necessidade. Amália Noll passou para o imaginário popular da cidade de Feliz como uma pioneira do empreendedorismo cultural na região no início do século 20. Sua casa era cheia de cultura, com salão de baile, cinema e fotografia, expressão pela qual era apaixonada, o que fez com que o casarão fosse o primeiro equipamento cultural da cidade. Após passar décadas vazio, o prédio foi tombado como patrimônio do município e agora será restaurado.
Nesse sentido, o cineasta Boca Migotto alerta para a necessidade de “uma política que proteja nosso patrimônio, mas também se preocupe em educar as pessoas sobre a importância de preservarmos nossa história que, no caso, vai muito além de apenas casas antigas”.
O projeto Arquitetura Rara – Intercâmbio Cultural é financiado via Lei de Incentivo à Cultura Estadual (LIC-RS) e conta com o apoio das seguintes empresas: Vinícola Don Guerino, Transportadora Mobile e Vassouras Odim.
O Espaço 373 recebe o flautista e saxofonista Derico Sciotti com seu trio Brasa Gente, formado por Fabio Hess (baixo), Jeff Sabbag (piano) e Luiz Gustavo (bateria), nessa quinta-feira e sábado, dias 26 e 28 de maio. No repertório, jazz, a verdadeira música brasileira instrumental e boas histórias que vivenciou ao longo da carreira. Sua verve humorística, que ele tornou pública por quase três décadas ao lado de Jô Soares, em diferentes emissoras, é requisitada até hoje nas apresentações musicais. Não à toa, ganhou o título de “Assessor para Assuntos Aleatórios”.
Profissional desde os 11 anos, Derico começou seus estudos de flauta aos 5, com mestres renomados, entre eles: João Dias Carrasqueira, Antônio Carlos Carrasqueira, Jean-Noel Saghaard, Lídia Alimonda, Héctor Costita e Amilson Godoy. Com 14 anos, foi “spala” (primeiro flautista) da Orquestra Jovem Municipal de São Paulo e participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, regido pelo maestro Eleazar de Carvalho.
Derico – Foto Werner Heilig /Divulgação
Em 1979, paralelo a carreira erudita, mergulhou no jazz, no blues, na música instrumental (fusion) e na música experimental (dodecafonismo e minimalismo) e aprendeu a tocar saxofone, piano, guitarra, contrabaixo, violão e bateria. Como multi-instrumentista, partiu para uma carreira mais popular, conheceu e trabalhou com Dominguinhos, Diana Pequeno, Marlui Miranda, Jean & Paulo Garfunkel, Amelinha, Trovadores Urbanos, Ana de Hollanda, Celso Viáfora, Márcia Salomon, Chico César e Eliete Negreiros, além de participar com o Grupo Ânima de shows com artistas, como Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo.
Derico – Foto Werner Heilig /Divulgação
Com o Quinteto Onze e Meia, tocou com Chick Corea, George Benson, Billy Cobham, Stacey Kent, Ian Anderson, Ray Coniff, Randy Crawford, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Pepeu Gomes, Ed Motta, Pedrinho Máttar, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Lenine.
SERVIÇO
Derico & Trio Brasa Gente
Quando: 26 e 28 de maio | Quinta e sábado | 21h
Ingressos na quinta: R$ 50 a 100
Ingressos no sábado: R$ 70 a R$ 120
Foi lançada na manhã dessa terça-feira, dia 24 de maio, a 13ª Bienal de Arte do Mercosul. Depois de edição virtual, em 20020, agora ela volta de forma presencial, com grandes ambições, entre elas atrair um público de 800 mil pessoas, em seus 65 dias de exibição. O evento acontece de 15 de setembro a 20 de novembro, em tradicionais, conhecidos e novos equipamentos culturais de Porto Alegre e terá a participação de 90 artistas, de 20 países diferentes.
Instalação de Túlio Pinto será exibida pelas ruas da capital gaúcha. Fotos: DivulgaçãoO artista Túlio Pinto
O texto do lançamento da Bienal do Mercosul, distribuído pela Fundação Bienal do Mercosul é esse abaixo, entre parênteses:
“A 13ª Bienal do Mercosul reflete sobre experiências coletivas nesta edição, que retoma formato presencial em 2022. O evento é assinado pelo curador-geral, Marcello Dantas, e os curadores adjuntos Tarsila Riso, Laura Cattani, Munir Klamt e Carollina Lauriano. Com acesso gratuito, as exposições, que incidem sobre o tema Trauma, Sonho e Fuga, pretendem proporcionar ensaios de imersão por meio dos sentidos e da percepção dos visitantes. A mostra, presidida pela empresária Carmem Ferrão, acontece de 15 de setembro a 20 de novembro em diferentes espaços de Porto Alegre.
Esta edição reconhece nos traumas – individuais ou coletivos – o maior combustível da arte de todos os tempos e entende os sonhos como um estratagema para a fuga. Assim, a vivência traumática coletiva, como é o caso da pandemia de Covid-19, impulsiona a criação artística para um novo território. O impacto no imaginário comum, por meio da ativação do onírico, dos sonhos e dos delírios, abre portas para o escape de uma condição imposta a todos nós.
Marcello Dantas, o curador da 13ª Bienal do Mercosul.
Trabalhando na fronteira entre a arte e a tecnologia, o curador-geral desta edição, Marcello Dantas, é um criador interdisciplinar. Por trás da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa, a Japan House e o Museu do Caribe, na Colômbia, Dantas produz exposições, museus e múltiplos projetos que buscam proporcionar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. “A mostra acontecerá em cinco plataformas distintas, cada uma objetivando atingir uma combinação de públicos diferentes e conteúdos originais, provocando de forma disruptiva, sensorial e reflexiva”, esclarece Dantas.
A presidente da Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão.
Na presidência da Fundação Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão enxerga nesta uma edição global, que terá mais de 90 artistas de 20 países diferentes. “Mais do que democrática e inclusiva, esta Bienal trará inovação e tecnologia, além de apresentar novos talentos e espaços da cidade a quem nos visitar. Meu desejo é levar a arte contemporânea para todos”, afirma a presidente.
Além de obras no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, no Memorial do Rio Grande do Sul, no Farol Santander Porto Alegre, na Fundação Iberê Camargo, na Usina do Gasômetro – interligada aos Armazéns do Cais do Porto, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Instituto Ling e no Instituto Caldeira, a edição criará um percurso de Arte Urbana na região central da cidade. A Bienal também contará com um núcleo histórico de obras de outras edições no Memorial do Rio Grande do Sul. Artistas como o catalão Jaume Plensa, o mexicano-canadense Rafael Lozano-Hemmer, o britânico radicado em Berlim Tino Sehgal, a pioneira da arte performática Marina Abramovic e a artista e arte-terapeuta Lygia Clark compõem a lista formada por mais de 90 artistas selecionados para a Bienal.
Chamada aberta/Transe
“Com o objetivo de oferecer uma vivência em arte e novas tecnologias, a 13ª Bienal do Mercosul lançou, em 2021, o Chamada Aberta, que recebeu mais de 880 propostas de 22 países, entre eles Argentina, Uruguai, Colômbia, México, Estados Unidos, Eslovênia e Alemanha. Inédito na mostra, o edital selecionou 19 artistas e coletivos para compor a exposição Transe, no mais novo espaço cultural da cidade, o Instituto Caldeira. Os projetos escolhidos exploram e investigam novas tecnologias, linguagens e materiais, assim como revisam saberes e técnicas tradicionais. Dos projetos selecionados pelos curadores Marcello Dantas, Tarsila Riso, Laura Cattani, Munir Klamt e Carollina Lauriano, 15 são brasileiros e outros quatro são de artistas ou coletivos da Argentina, do Uruguai, do Peru, da Bolívia e dos Estados Unidos. Para Dantas, “além da alta qualidade das propostas apresentadas, a surpresa foi encontrar também pesquisas que relacionam arte, biologia e elementos orgânicos que se mostraram consistentes e bastante inovadoras”. Até o início da 13ª Bienal do Mercosul os artistas têm mentorias com os curadores e suporte técnico em laboratórios de entidades parceiras com acesso a materiais e equipamentos.
Hypnopedia – enciclopédia audiovisual de sonhos
Projeto colaborativo do artista mexicano Pedro Reyes, o Hypnopedia – enciclopédia de sonhos convida o público a produzir filmes registrando suas memórias oníricas a partir de linguagens diversas. Os materiais serão selecionados e compilados para apresentação no MARGS e nas redes sociais da Bienal. Interessados em orientações, podem participar de encontros online e oficinas práticas e presenciais a partir de maio na Casa de Cultura Mario Quintana e no Instituto Ling.
Arte Urbana Obras de reconhecidos artistas brasileiros que atuam no espaço público das cidades ativarão uma circulação cultural e de pedestres na região central de Porto Alegre. A parte externa da Usina do Gasômetro, os Armazéns do Cais do Porto, as ruas do Centro Histórico e a Casa de Cultura Mário Quintana farão parte do circuito. A Usina do Gasômetro também será ocupada por instalações de artistas latino-americanos que, por meio de ocupações simbólicas, atuando em zonas limítrofes e com atrito entre elas, a mostra será formada por criações que revelam a tensão deste momento.
Projeto Educativo O Projeto Educativo é uma das ações da programação da Bienal do Mercosul, realizada em Porto Alegre desde 1997. Em 2007, na 6ª edição, alcançou um novo patamar, permitindo maior integração com a comunidade e os diferentes públicos. A partir desse momento, a ação educativa se tornou permanente na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, cumprindo assim seu papel institucional de formação ao promover a qualificação do ensino da arte e a construção de um pensamento crítico e criativo por meio de formações e oficinas, por exemplo. Para a 13ª edição, a equipe educativa organizou ações voltadas para públicos diferenciados.
Um diálogo sincero – Curso para Formação de Mediadores, que acontece entre 12 de julho e 14 de setembro, no Centro Cultural da UFRGS, é voltado para estudantes e profissionais interessados. Gratuito e dividido em dois módulos, o curso abordará conteúdos práticos e teóricos sobre mediação em artes visuais, educação, arte contemporânea, acessibilidade cultural e cidadania. Além de reflexões envolvendo os temas desta edição da Bienal – Trauma, Sonho e Fuga, ações do Projeto Educativo e atividades práticas preparatórias para o dia a dia da equipe de Mediação na mostra integram o currículo. O segundo módulo, composto por 14 encontros, apresentará conteúdos teóricos direcionados às discussões artístico-pedagógicas específicas do evento, além de práticas coletivas de pesquisa e visitas mediadas experimentais, realizadas junto aos Educativos de instituições locais de artes visuais. Interessados podem se inscrever pelo link.
Zonas de contato – Seminário da 13ª Bienal do Mercosul abordará o tema Trauma, Sonho e Fuga a partir de diferentes experiências, formações e áreas de conhecimento. Serão seis encontros presenciais, entre junho e novembro, realizados no Salão multiuso do Instituto Ling. Em breve serão divulgadas as datas, os convidados confirmados e as inscrições para o seminário. Com encontros presenciais entre junho e novembro no Instituto Ling, o Conversas de cozinha – Bastidores da 13ª Bienal do Mercosul irá desmistificar os processos artísticos e aproximá-los da comunidade, a partir do dia a dia das equipes de produção, educativo e arquitetura desta Bienal. Outras ações como oficinas para públicos espontâneos e agendados, workshops para professores, participação em projetos artísticos específicos comissionados para esta Bienal, ocupações educativas por meio da articulação de atividades do educativo em outras instituições, estão na programação do Educativo. Ao longo de 12 edições, o Projeto Educativo já realizou um milhão e 200 mil agendamentos escolares, produziu 298 mil materiais didáticos para alunos, professores e instituições de ensino e já formou mais de 2 mil mediadores”.
Lista de artistas:
“Adrianna Eu, Alejandra Dorado, Antonio Henrique Amaral Antonio Tarsis Bruno Borne, Camila Sposati, Carlos Nader, Carlos Zerpa, Cesar & Lois, Craca, Daniel Lie, Daniel Monroy Cuevas, Daniel Senise, Daniel Steegmann Mangrané, David Manzur, Denise Milan, Dora Smék, Elias Maroso, Ênio Pinalli, Esfincter, Estela Sokol, Evgen Bavcar. Fayga Ostrower, Felippe Moraes. Fernando Baril, Fernando Sicco, Francisco Stockinger, Franco Callegari. Gabriel de la Mora, Gabriela Mureb, Garrett Bradley, Gastão Hofstetter, Gisela Waetge, Gustavo Prado, Guto Nóbrega, Héctor Zamora, Iole de Freitas Ivan Caceres Janaína de Barros, Janaina de Mello, Jaume Plensa, Juliana Góngora, Julius Von Bismarck, Karin Lambrecht, Karola Braga, Leandra E. Santo, Leandro Lima, Leonardo Drew, Leticia Monte, Ana Vitória e Carolyna Aguiar, Lia Menna Barreto, Lídia Lisbôa, Liuska Astete, Lucas de Sordi, Lucas Dupin, Luísa Mota, Luiz Roque, Luzia Simons, Lygia Clark, Mara Weinreb, Marilá Dardot, Marina Abramovic, Martin Soto Climent, Mazenett Quiroga, Milton Kurtz, Nati Canto, Nico Vascellari, Nídia Aranha, Noélia de Paula, Panmela Castro, Pedro Carneiro, Pedro Reyes, Pierre Fonseca, Poema Mühlenberg, Rabih Mroué, Rafael Lozano-Hemmer, Raphael Escobar, Sebástian Calfuqueo, Silêncio Coletivo – Jaime Lauriano e Igor Vidor, Tino Sehgal, Túlio Pinto, Tunga, Vera Chaves Barcello, Vitor Mizael, Vivian Cacuri, Walid Raad, Yeddo Titze e Zé Bento.
Porto Alegre já tem o evento cultural mais impactante do ano: A Noite dos Museus, ocorrida no sábado, dia 21, em 20 equipamentos culturais da cidade, que levou às ruas da capital gaúcha cerca de 180 mil pessoas, segundo os cálculos dos seus organizadores. Há dois anos o evento era realizado de forma virtual e a volta da participação presencial do público virou uma espécie de reencontro dos habitantes com a cidade.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação.
Foi uma noite de celebração para os moradores locais e para quem a visitava. Praças, museus, prédios públicos e locais histórico foram tomados pela população de todas as idades, das 19hrs de sábado à uma hora da madrugada de domingo. Segundo os organizadores, o resultado numérico superou as expectativas. Rodrigo Nascimento, idealizador do projeto em sua 6ª edição, considerou que “mais do que a expectativa de público, o que importa é essa participação em torno não só do evento, mas de curtir a cidade, de se reencontrar com a cidade”. Para Nascimento, trata-se de “uma noite de reencontros, não só com os amigos, mas também se reencontrar com os museus, com a cultura, com a cidade”.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Gerido pelo Instituto Noite dos Museus, uma organização sem fins lucrativos, o evento tem patrocínio da Lei Rouanet e parceria com entidades públicas e empresas privadas. Seu idealizador é o professor, escritor e produtor cultural Francisco Marshall e se tornou lei municipal, proposta pelo vereador Alcides Oliboni (PT) em setembro de 2021.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Sem máscara
Chamou a atenção o comportamento da maioria da população presente sem o uso de máscara contra a Covid 19. A liberação das máscaras pelas autoridades em locais fechados soou às pessoas como permissão para baixar à guarda diante dos riscos da pandemia, apesar do alerta dos organizadores da noite para os protocolos de proteção à saúde serem mantidos, especialmente o uso das máscaras.. À parte dessa situação, era visível a alegria e desejo de confraternização entre o público.
Os eventos ocorreram em diferentes bairros de Porto Alegre, todos com registros de públicos acima da média. O circuito do Centro Histórico, pelo número de equipamentos culturais que possui, foi o mais procurado. Começando pela Praça da Matriz, toda iluminada e com o Palácio Piratini aberto para visitação do público. O relato da Assessoria de Comunicação do Palácio mostrou a movimentação no local:
Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini. Foto Alvaro Bonadiman/ Divulgação
“O Palácio Piratini participou pela primeira vez do evento Noite dos Museus, realizado em Porto Alegre no sábado (21/5), e recebeu aproximadamente mil pessoas. A intenção era apresentar a sede do Executivo gaúcho ao público.
Os visitantes adentravam na porta principal e passavam pelo processo de registro. Somente 30 pessoas poderiam estar ao mesmo tempo dentro do palácio. Conforme cinco saíam, a mesma quantidade entrava. A expectativa para conhecer o local era grande, o que provocou uma grande fila.
Ao chegar ao Salão Negrinho do Pastoreio, uma das primeiras impressões era a trilha sonora formada com interpretações da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), o que proporcionava uma experiência de conexão com o local. Uma característica do evento foi a presença de várias tribos de pessoas. No início da noite, era perceptível o considerável número de crianças e adolescentes que participavam.
Obra de Aldo Locatteli no Palácio Piratini. Foto Alvaro Bonadiman/ Divulgação
De acordo com o assessor do Gabinete do Governador e coordenador do Núcleo de Preservação e Memória do Patrimônio Cultural do Palácio Piratini, Mateus Gomes, inserir a sede do Executivo na programação da Noite dos Museus era um desejo antigo. O Piratini não participou das atividades em 2021, ano do seu centenário, por causa da pandemia. Neste ano, a equipe procurou a organização do evento para incluir o prédio, que não é um museu, nem centro cultural, mas tem demandas dessa natureza”.
Foto Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Circuito concorrido
O circuito da Praça da Matriz, descendo pela ladeira General Câmara, atingindo a Praça da Alfândega e seguindo pela Rua dos Andradas em direção ao Gasômetro foi o que teve maior número de pessoas. Filas se formavam para acesso aos equipamentos culturais e o palco montado para apresentações musicais no centro da praça atraiu muita gente.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Os bares, restaurantes, vendedores de comida e bebida ambulantes tiveram sua noite de maior faturamento até agora no ano. Estava tudo cheio. O super mercado Zaffari, da Rua dos Andradas, até a hora de seu fechamento às 21 horas, estava com seu corredores tomado por consumidores, principalmente de bebidas.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Estreando na programação do evento, o Museu Militar do Comando Militar do Sul, situado na Rua dos Andradas, conhecido como Museu do Exército, recebeu o maior público de sua história, segundo o diretor da instituição coronel Ílio Araújo de Oliveira Júnior. Em entrevista à RBS TV, ele relatou a satisfação e a oportunidade que a população da cidade teve em visitar o local. “Muita gente não conhecia o museu. Os pais trouxeram os filhos, famílias inteiras nos visitaram e ficaram conhecendo mais de nossa história”, explicou o militar.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Quem está se debruçando atentamente sobre as repercussões positivas da Noite dos Museus é a prefeitura de Porto Alegre, que tem cerca de R$ 16 milhões para investir na recuperação do Centro Histórico, as entidades do comércio, os patrocinadores da iniciativa, centro culturais e pessoas ligadas ao evento. A expectativa é que sejam retirados muitos ensinamentos dessa edição, para que a próxima seja ainda mais exitosa. A população de Porto Alegre agradece.
Uma homenagem àquelas que vieram antes, abrindo caminho e conquistando espaços com muita luta e determinação. Assim é definido o show de Natália Santos que resgata com afeto e agradecimento a história escrita por mulheres negras e dá sequência ao seu legado. Bate na palma da mão que chegou Leci Brandão! integra o projeto O samba é meu dom – Temporada 2022 do Teatro Sinduscon-RS. O projeto tem curadoria de Mathias Pinto e apresenta artistas e grupos brasileiros sempre na última quinta-feira de cada mês. Natália Santos se apresenta quinta-feira dia 26, às 20h.
O show em homenagem à Leci Brandão nasce em um momento de reflexão sobre o lugar da mulher negra no samba. “Mesmo com grandes mulheres na história do samba, ainda existe uma resistência à nossa participação. Temos a necessidade de provar o nosso talento ou a nossa capacidade para sermos respeitadas em uma roda de samba”, diz Natália Santos. E a sambista questiona: “O que quero expressar com a minha arte? Qual o posicionamento da mulher negra nas rodas?”. A partir destas ideias, ela vai a fundo buscar embasamentos nas biografias de grandes sambistas brasileiras. Passando por Tia Ciata, Chiquinha Gonzaga, Aracy de Almeida, Clementina e chegando na homenageada.
Leci Brandão, além de grande cantora, é compositora, percussionista, primeira mulher a integrar a ala de compositores da Mangueira e, acima de tudo, uma cidadã que defende os direitos e a cultura de seu povo. A identificação com Leci foi instantânea! Mulheres negras e sambistas, representantes do grupo LGBTQIAP+ e filhas de Ogum! Essa homenagem só poderia ser para Leci. O show percorre diversos momentos de sua carreira com composições que marcaram época, além de músicas de outros artistas que fizeram sucesso em sua voz.
Natália Santos sobe ao palco dia 26 com um time de peso: Rafa 16 (violão), Cabelinho (cavaquinho), Cleômenes Jr. (sax e flautas), Marcelo Moyses (clarinete), Zalmir Chartzman (percussão) e Alexsandra Amaral (percussão).
O Sindusom é uma das plataformas do Projeto Construção Cultural, uma iniciativa do Sinduscon-RS com o objetivo de intensificar a comunicação e o relacionamento do setor da construção civil junto à comunidade, às lideranças públicas/privadas e multiplicadores de opinião. A ideia é fortalecer a atuação do Sinduscon-RS, que vai além de atender aos interesses do setor que representa. A cada ano, uma série de shows com curadoria de Mathias Pinto é apresentada de forma gratuita sempre na última quinta-feira de cada mês. Esta temporada recebeu o nome de O samba é meu dom e trará na programação de 2022 artistas como Chico Cordeiro e Izolino, reforçando a identidade pensada para esta edição. Desde o ano de sua criação, em 2015, o Teatro Sinduscon-RS já apresentou mais de 60 shows, entre eles, Valéria, Pâmela Amaro, Hique Gomes, Nina Wirtti e Luís Barcelos, entre muitos outros.
SERVIÇO
O Samba é meu dom – temporada 2022 do Teatro Sinduscon-RS
A Monjuá, rede de varejo gaúcha, reforça seu propósito de resgatar culturas ancestrais. A coleção “Terra Original – Monjuá + Dewaneios,” desenvolvida em colaboração com a artista indígena descendente guarani Wanessa Ribeiro, será lançada nesta segunda-feira, 23 de maio, em todas as lojas da rede espalhadas no Estado e com transmissão do vídeo da coleção às 20 horas, no Youtube e no Facebook da marca Monjuá @monjuaoficial.
Wanessa Ribeiro – Luneta Content /Divulgação
É a segunda coleção realizada com a cultura indígena. No final do ano passado, a empresa lançou a Vy’apa, que significa Felicidade, com ilustrações desenvolvidas por moradores de aldeias do povo Mbyá Guarani, de Barra do Ribeiro, no interior do Rio Grande do Sul.
Foto Luneta Content/ Divulgação
A ilustradora Wanessa Ribeiro cria composições que demonstram que nosso corpo é natureza. “As estampas contam histórias. Eu costumo trazer referências ancestrais na minha arte e me inspiro muito na minha avó e em mulheres mais velhas, nas árvores, que nos dão sombra e que nos fazem virar semente. Eu quero trazer símbolos que são nossos, da nossa terra, para valorizar o que é nosso e não ficarmos em uma outra narrativa, de outra cultura. A ideia é valorizar nossa força, nossa beleza, o que a gente tem”, afirma a artista.
“A Wanessa mostra toda a sensibilidade dos povos ancestrais e a noção de que nós somos um só com a Natureza”, observa Felipe Bender, CEO da Monjuá. “A importância desse lançamento é que ele marca mais um passo na direção do objetivo de nos tornamos referência em valorizar essas culturas ancestrais a partir da beleza. Então, a cada passo que nós damos, avançamos em nosso programa e ficamos mais próximos da nossa origem. Estamos muito felizes de estarmos servindo de plataforma para que tudo isso floresça e aconteça no mercado da moda”, destaca o executivo.
Wanessa Ribeiro – Luneta Content / Divulgação
A coleção “Terra Original” é composta por quatro peças: blusa, calça, vestido e jaqueta jeans, uma peça agênero – que pode ser usada por todos, com opções disponíveis nos tamanhos de PP a G e de 34 a 42 para a calça jeans. Cada item recebeu uma estampa diferente desenvolvida por Wanessa Ribeiro. “A ilustração ‘Somos Muitas’aplicada na jaqueta fala de coletividade, de trazer corpos e plantas juntos em equilíbrio. Para a blusa, criei a estampa ‘Erva-Mate’, um símbolo regional que valoriza o que é da nossa terra, o que é nosso. Na calça jeans está a estampa “Tatu”, inspirada no corpo do animal, com seus padrões lineares que compõem uma estética moderna. Para o vestido, há uma diversidade de estampas – o ‘Milho’, a folha de abóbora e o bordado que representam símbolos da ancestralidade e de cultivos milenares”, detalha Wanessa. As peças custam de R$ 139,90 (blusa) a R$ 219,90 (jaqueta jeans).
A preocupação em valorizar a natureza esteve também presente nos materiais utilizados. Os itens foram produzidos com fibras de madeira de reflorestamento, fios de garrafa PET descartadas e algodão certificado (BCI). Houve cuidado com a redução de consumo e reuso da água, utilização de fontes renováveis de energia e lenha ecológica, além do manejo adequado de resíduos líquidos e sólidos. A produção das peças usou ainda produtos químicoslivres de metais pesados e outros elementos que pudessem ser nocivos à saúde.
As peças da coleção já estão disponíveis nas lojas da rede Monjuáno Rio Grande do Sul. São 78 em todo Estado. Em Porto Alegre, a unidade, inaugurada no final de 2021, está localizada na Avenida Azenha, 1008.
Depois de dois anos sem presença de público, a Noite dos Museus volta a acontecer em Porto Alegre. Será a sexta edição, no próximo sábado, dia 21 de maio, com cerca de 100 atrações artísticas gratuitas para o público. O evento acontece das 19h à 1h, sendo possível frequentar as exposições e os acervos dos mais de 20 espaços culturais, que estarão abertos para visitação com entrada franca. Haverá também de dezenas de apresentações gratuitas que envolvem música, cinema, performance, artes visuais e literatura. Atração internacional
Pela primeira vez em sua história, o Noite dos Museus receberá uma atração internacional. Acompanhada pela sua banda, a cantora e compositora argentina Barbarita Palacios apresentará o seu novo disco, “Criolla”, em um palco montado na Praça da Alfândega especialmente para o evento. O álbum mistura ritmos contemporâneos e sul-americanos, como cumbia, milonga e rock alternativo.
Noite dos Museus. Foto:_Anderson Fetter/ Divulgação
Para dar conta do público esperado, que chegou a mais de 100 mil pessoas na última edição presencial em 2019, a organização do evento ampliará o espaço de circulação ao ar livre, instalando dois palcos externos no Centro Histórico: um na Praça da Alfândega e outro em frente ao Museu da Brigada Militar. Algumas das ruas do entorno serão fechadas para o trânsito de carros, priorizando o acesso de pedestres e facilitando a movimentação a pé na região.
Noite dos museus. Foto: Divulgação
A programação completa é essa:
Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico)
19h – Bloco Areal do Futuro (cortejo/música)
20h – James Liberato e Grupo (música)
21h – Jordana Henriques (música)
22h – Matheus Alves e Bruno Coelho (música)
23h30 – Café Trio (música)
Exposição
– “A casa do tempo” – cinco exposições, do térreo ao 5º andar
– “Cont(é)m POA” – mostra da CCMQ e do MACRS, no 3º andar do prédio Alfândega, na Microgaleria Tatata Pimentel
– “Cidade Oculta” – exposição sobre os 21 anos do Jornal Boca de Rua
– “Anahatron” – Instalação do artista Athos Aguiar
– “Mulheres em Luta” – mostra da CCMQ e do MACRS
Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75 – Centro Histórico)
19h15 – Pedro Tagliani (música)
20h – Joaquim Velho Instrumental (música)
21h – Balaio de Palha (música)
22h – Carlos Badia e Grupo (música)
Exposição
– “Vilões vilões violam violentam violas violões” – exposição que faz um convite para a reflexão, ao mesmo tempo que celebra a memória e a poesia, na Sala Múltiplos Usos I
– “A última invenção de Luciano Wieser” – exposição performática do Grupo De Pernas Pro Ar, na Sala Múltiplos Usos II
– Acervo com mais de 30 mil objetos, como instrumentais médicos, indumentárias, imagens sacras, relógios, móveis e utensílios farmacêuticos
– Acervo arqueológico, composto de mais de 25 mil itens recolhidos nas diversas fases de construção do complexo hospitalar
*A instituição fechará à meia-noite
Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico)
19h15 – Irmãos Rocha! (música)
20h30 – Projeção de trechos do filme “Vento Norte” com trilha sonora ao vivo por Ângelo Primon e Oly Jr. (cinema + música)
22h – Exibição do curta-metragem “Vicious”, de Rogério Brasil Ferrari, com atuação de Julio Reny (cinema)
22h30 – Julio Reny e os Irish Boys (música)
23h30 – Sessão musicada de “O Inferno” com trilha sonora ao vivo de Carlos Ferreira e Fu_k The Zeitgeist (cinema + música)
Exposição
– Acervo que reúne obras e documentos diversos relacionados ao cinema gaúcho, nacional e internacional
Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223 – Centro Histórico)
19h – Sexteto Blazz (música)
20h – Neuro Júnior e Lucas Fê (música)
22h – Rodrigo Maia (música)
23h – Fernanda Copatti (música + performance)
Exposição
– “Complete as lacunas” – mostra de Bruno Novaes para refletir sobre a diversidade de vozes, corpos e histórias que possuem um lugar social comum: a escola
– “Watts e Volts” – exposição que remonta a história da energia elétrica através de itens como luminárias, maquinários e alguns dos primeiros eletrodomésticos do país
– “Memorial Erico Verissimo” – reúne correspondências, desenhos e manuscritos originais do escritor gaúcho
Fábrica do Futuro (Rua Câncio Gomes, 609 – Floresta)
19h15 – Richard Serraria (música + literatura)
20h15 – Jortacio e Eduardo Morlin (música)
21h – Dona Conceição (música)
22h15 – Bel_Medula (música)
Exposição com inauguração de exposição do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS)
– “As Mil Faces de Makunaima” – experiência imersiva que une projeções audiovisuais às técnicas tradicionais de pintura. Criada por Mishta & Manatit, que visa difundir a arte indígena contemporânea de Jaider Esbell. A exposição foi desenvolvida em parceria entre o Museu de Arte Contemporânea (MACRS) e a Fábrica do Futuro especialmente para o Noite dos Museus
Farol Santander (Rua 7 de Setembro, 1028 – Centro Histórico)
19h15 – Cleômenes Junior (música)
20h15 – Marcelo Corsetti (música)
21h15 – Projeto Nó (música)
22h15 – Guitarras da Cidade (música)
Exposição
– “Observatório – Artur Lescher” – com 28 obras, a exposição traz um recorte da trajetória do artista. Utilizando materiais como latão, alumínio, aço inox, linha, granito e madeira, exibe as tradicionais instalações tridimensionais que compõem o repertório do artista
– “ECOARt – Uma viagem pelos biomas do Brasil através da arte” – apresenta a diversidade da flora e dos biomas retratados através do olhar de diferentes artistas fotográficos brasileiros
Galeria do DMAE (Rua 24 de Outubro, 200 – Moinhos de Vento)
19h15 – Coro do DMAE (música)
20h – Inserções em Circuitos Ideológicos (música)
21h – Tonda y Combo (música)
22h – Lucas Brum Big Band (música)
Exposição do Goethe-Institut criada especialmente para o Noite dos Museus
– “Retrato de Família” – com curadoria de Tiago Coelho, apresenta mais de 20 fotografias e vídeos de artistas contemporâneos da cena local da cidade, que retratam relações de parentesco e relações comunitárias, identitárias, afetivas e ancestrais. A exposição foi proposta pelo Goethe-Institut especialmente para o espaço da Galeria do DMAE, com a união dos dois espaços culturais para o Noite dos Museus
Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras)
Apresentações
19h – Slam das Minas RS (poesia falada)
20h – Miri Brock (música)
21h – Gustavo Telles & os Escolhidos (música)
22h – Mari Kerber e Ale Ravanello (música)
23h – Tom Bloch (música)
Exposição
– “Uma Experiência Compartilhada” – mostra coletiva reúne 30 obras produzidas nas mais variadas técnicas da gravura em metal, assinadas por 27 artistas de projeção nacional e internacional. A exposição apresenta um recorte da Coleção Ateliê de Gravura da Fundação Iberê, com seleção do curador Eduardo Haesbaert
– “Ling Apresenta obra de Bruno Tamboreno” – intervenção artística inédita criada pelo artista visual bajeense, desenvolvida em uma das parede do centro cultural
– Acervo permanente com 19 obras de arte contemporânea brasileira assinadas por renomados
*A instituição fechará à meia-noite
Memorial do Rio Grande do Sul (Rua 7 de setembro, 1020 – Centro Histórico)
Apresentações
19h – Grupo Teko Guarani (música)
20h30 – Lipsen (música)
Exposição
– “Palmares não é só um, são milhares: 50 anos do 20 de Novembro” – exposição em comemoração ao cinquentenário do dia nacional da Consciência Negra, no saguão
– “Kunhun Gá Jýkre – História e memória das retomadas Kaingang no Rio Grande do Sul” – exposição com fotografias, textos e objetos sobre as retomadas Kaingang no Estado, além de desenhos da artista Kaingang Vera Lúcia Kaninhka da Rosa, no segundo andar
– A edificação também sedia o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS) e o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (Mars), além do Espaço Cultural Correios
Multiverso Experience – Cais Embarcadero (Av. Mauá, 1050 – Armazém A7 – Centro Histórico)
Exposição
– “Mostra Van Gogh” – exposição com mais de 40 obras digitalizadas de Van Gogh, apresentadas em conjunto com obras de Monet. No espaço, que conta com tecnologia de mapeamento digital de superfícies, composta por projetores de alta resolução que formam as imagens apresentadas, o público pode conhecer as origens e as experiências dos dois maiores representantes do impressionismo e pós-impressionismo no mundo.
– “LiquidEffects”, ambiente contemplativo que apresenta cores em movimento com ambientação sonora envolvente, resultando em um espetáculo de efeitos audiovisuais.
Museu da Brigada Militar (Rua dos Andradas, 498 – Centro Histórico)
Apresentações em palco externo, em frente ao museu
19h – Banda da Brigada Militar (música)
19h30 – Lux Sonora (música)
20h – Fofa Nobre (música)
20h45 – Instrumental Picumã (música)
21h30 – Fátima Gimenez (música)
22h – Jean Carlo Godoy Trio (música)
23h – Rafa 16 e Caco Velho Ensemble (música)
Exposição
– “Portões do Regimento do Caty” – exposição que faz parte do acervo do museu, abrange conteúdos sobre o quartel do Caty, o primeiro do Rio Grande a ser construído de acordo com as modernas exigências da técnica de Engenharia.
Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa (Rua dos Andradas, 959 – Centro Histórico)
Exposição
– ”Esquina da Comunicação” – mostra sobre o histórico de uma das mais tradicionais esquinas de Porto Alegre, a Esquina da Comunicação, formada pelo encontro da Rua dos Andradas com a Rua Caldas Júnior, no Centro Histórico da capital gaúcha
– “Paralelos” – exposição, com curadoria da equipe do MuseCom, apresenta ao público acervos preservados pela instituição dos séculos XIX, XX e XXI e aborda paralelos existentes ao longo da história da Comunicação Social num contexto global
– Os acervos, disponíveis para pesquisa, abrangem diferentes áreas da Comunicação, como Imprensa escrita, Televisão, Rádio e Fonografia, Publicidade e Propaganda, Fotografia e Cinema
Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Bom Fim)
Apresentações
19h30 – Lucas Brum Trio (música)
20h30 – As Aventuras (música)
21h30 – Matheu Corrêa (música)
23h – Naddo Entre Gigantes (música)
Exposição
– “Museu e Universidade: Trajetórias que criam conexões” – mostra conta a trajetória do museu e da UFRGS relembrando momentos marcantes e celebrando encontros, parcerias e experiências vividas
– “Cidade e Universidade” – exposição apresenta transformações urbanas dos anos 1890 a 1930 e o surgimento dos primeiros cursos superiores em Porto Alegre
– Acervo composto por fotos, documentos e objetos tridimensionais sobre a universidade
Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS (Praça da Alfândega, s/n° – Centro Histórico)
Apresentações
20h30 – Guilherme Dable (performance sonora)
22h – Lipsen (música)
Exposição
– “Guilherme Dable — Não um tempo, mas um lugar” – exposição de um dos mais destacados nomes de sua geração, que despontou nos anos 2000, apresentando pela primeira vez em Porto Alegre uma mostra abrangente e significativa de sua produção e trajetória
– “Presença Negra no MARGS” – exibição coletiva que propõe o debate e a reflexão racial sobre a presença e a representatividade de artistas negros/as no acervo do Museu e no sistema da arte, trazendo a público obras de artistas históricos e atuantes
– “Acervo em movimento” – exposição coletiva e permanente dedicada à exibição pública do acervo do MARGS que opera com um modelo de rotatividade de obras, mediante substituições frequentes, procurando oferecer uma experiência sempre renovada e inédita ao público
– Acervo com mais de 5 mil obras de arte, desde a primeira metade do século XIX até os dias atuais, abrangendo diferentes linguagens, como pintura, escultura, gravura, cerâmica, desenho, arte têxtil, fotografia, instalação, performance, arte digital e design, entre outras
Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, 582 – Cidade Baixa)
Apresentações
19h15 – Bate & Sopra (música)
20h15 – Desagravo (música)
21h – Luana Fernandes (música)
22h – Farabute (música)
Exposição
– “O Solar que virou Museu – memórias e histórias” – exposição em que são exploradas as transformações sofridas pela edificação e trajetória dos indivíduos que a ela se relacionaram
– “Nomeando caminhos: a cidade por suas ruas” – mostra apresenta fragmentos da história da cidade através de suas ruas
– “Patrimônio Imaterial: as Lendas Urbanas de Porto Alegre” – exposição percorre a cidade através das lendas que povoam e formam o seu imaginário
– Acervo formado por mais de 1,3 mil objetos dos séculos XIX e XX, como instrumentos musicais, mobiliário e indumentária; 200 mil itens arqueológicos provenientes de áreas de ocupação indígena oriundos de sítios ocupados entre os séculos XVIII e XX; além de 9 mil imagens dos séculos XIX e XX, com registros de diferentes aspectos da cidade, e mais de 400 cartões postais das primeiras décadas do século XX
Museu Julio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205 – Centro Histórico)
Apresentações
19h30 – Paulinho Cardoso Quarteto (música)
20h30 – Felipe Azevedo e Trio (música)
21h30 – Pedro Cassel (música)
22h30 – Gelson Oliveira (música)
Exposição
– “Passeio” – exposição alusiva aos 250 anos de Porto Alegre, apresenta cenas de vários momentos da cidade associadas a peças que remetem ao hábito de passear no Centro Histórico
– “Memória e Resistência” – mostra exibe 97 peças representativas do povo indígena, com destaque para as esculturas missioneiras
– “Narrativas do Feminino” – expõe diferentes perspectivas de mulheres de meados do século XIX a meados do século XX
Museu Militar do Comando Militar do Sul (Rua dos Andradas, 630 – Centro Histórico)
Apresentação única
19h15 – Grupo de Percussão da APAE Porto Alegre (música)
Exposição
Exposição permanente composta por diversos acervos militares, desde viaturas blindadas até réplicas com dioramas que buscam aproximar o público ao ambiente militar. Conta com descrição das Armas, Quadros e Serviços do Exército Brasileiro
Palácio Piratini (Praça Mal. Deodoro, s/n° – Centro Histórico)
Visitação
– Durante o Noite dos Museus, o público poderá contemplar a Ala Governamental, que inclui os dois principais salões do Palácio, Alberto Pasqualini e Negrinho do Pastoreio, com as pinturas do italiano Aldo Locatelli e outras peças do acervo histórico do Piratini
Pinacoteca Aldo Locatelli – Paço Municipal (Praça Montevidéo, 10 – Centro Histórico)
Apresentação única
19h – Candombe POA (cortejo/música)
Exposição
– “Francis Pelichek: um moderno boêmio em Porto Alegre” – exposição comemorativa ao centenário da chegada em Porto Alegre em 1922 do desenhista e pintor tcheco Francis Pelichek, reunindo obras de arte, documentos, fotografias, entre outros itens pertencentes a acervos públicos e privados, selecionados pelas curadoras Paula Ramos e Ana Koehler
– “Portoalegrismo: a soma de todos os bairrismos” – mostra composta por obras elaboradas por tapeceiras do estúdio Maria Rita Caminhos Culturais, oferece uma visão singular sobre a cidade a partir da perspectiva de pertencimento, com curadoria de Maria Rita Webster e a coordenação técnica de Dinorá Bohrer Silva
– Acervo com coleção que possui obras de importantes artistas gaúchos, bem como peças de nomes nacionais e internacionais que passaram por Porto Alegre deixando sua contribuição na cultura local
Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico)
Apresentações
19h15 – Ricardo Silvestrin (música)
20h – “Ruído Ancestral” (performance sonora e visual)
21h – “Infusion Guitar Project” (performance musical)
22h – Gil Jazz Trio (música)
Exposição
– “Existências Ocultas – políticas de legitimação na Pinacoteca Ruben Berta” – mostra, sob a curadoria do pesquisador Nei Vargas, traz obras da coleção da Pinacoteca que raramente foram expostas ao longo da história do museu, com pinturas, desenhos, esculturas e gravuras assinadas por figuras lendárias da arte brasileira, como Almeida Junior, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Portinari
Planetário da UFRGS (Av. Ipiranga, 2000 – Santana)
Apresentações
19h15 – Paradise Sessions (música)
21h – Carrossel Diabólico (música)
22h30 – Os Replicantes (música)
23h – DJ Chernobyl (discotecagem)
Visitação
– Atuando como órgão de complementação de ensino e divulgação da astronomia durante os últimos 50 anos, o Planetário vem oferecendo programas científicos e culturais à comunidade do Rio Grande do Sul. O espaço conta com uma exposição científica sobre os planetas em seu saguão
Palco na Praça da Alfândega, entre o MARGS e o Memorial do Rio Grande do Sul
Apresentações
19h30 – Imperadores do Samba (música)
20h – “Fakecina”, de Alexandre de Nadal, com remédio contra fake news (performance)
21h – As Tubas + 50 Tons de Pretas (música)
22h15 – Gelpi (música)
23h30 – Barbarita Palacios (atração internacional/música)
Nesta sexta, 20 de maio, o Espaço 373 recebe o pianista João Maldonado para um show inédito, que vai de solo a sexteto, como as apresentações nas famosas formações de jazz de Nova Iorque. A noite promete surpresas ao público amante do estilo tradicional.
No repertório, músicas compostas por Maldonado, que estão nos álbuns Beauty, Prêmio Açorianos de Música 2020 – Melhor Disco Instrumental, e Solitude, primeiro trabalho só de piano da carreira do artista, além de clássicos de nomes, como Art Blakey, Ellis Marsalis, Wayne Shorter e William Gillok.
Para este show, João Maldonado contará com as participações de Amauri Iablonovski (tenor, alto e soprano sax), Cristiano Ludwig (tenor sax), Gian Becker (trumpete), Miguel Terreira (contrabaixo) e Daniel Vargas (bateria).
Ingresso Amigo: R$ 35
Ingresso Mui Amigo: R$ 45
Ingresso 373: R$ 55
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)
O Museu do Trabalho apresenta sua segunda exposição em 2022. Em “Algo turvo, cremoso e entorpecido”, Carolina Marostica ocupa as duas salas do Museu do Trabalho com instalações compostas por esculturas desenvolvidas em materiais sintéticos que remetem a organismos vivos. A mostra abre dia 17 de maio às 19h e permanece em cartaz até 19 de junho.
Obra de Carolina Marostica.
Ao utilizar polímeros como espuma, borracha, nylon e plástico de modo artesanal e não mecânico e seriado, a artista se apropria da potencial maleabilidade desses materiais e convida a estabelecer uma conexão que parte do deslocamento de suas formas, gerando um desconforto que contorce o estômago e insinua que nossos corpos não terminam na pele. Em seu uso de elementos presentes no cotidiano doméstico, tais como as famigeradas sacolinhas, Marostica, ao mesmo tempo que se opõe a uma tradição rígida e monumental da escultura, também sugere que reflitamos sobre o seu potencial extraordinário, movimentando uma energia erótica que eleva e fortalece as nossas experiências.
Obra de Carolina Marostica.
O título da mostra é uma referência a frase de Roland Barthes, no texto no qual o ensaísta elabora sobre a estética do plástico e sua essência prosaica e alterada, por vezes fascinante, por vezes maldita, dada a sua onipresença residual no mundo, que tanto faz eco a sensibilidade atual. A mostra tem curadoria de Taís Cardoso e irá contar com o lançamento de uma publicação realizada em parceria com a Austral Edições.
Carolina Marostica é artista visual e sua produção artística envolve esculturas, pinturas e instalações. Atualmente realiza doutorado em Poéticas Visuais no PPGAV-UFRGS, em Porto Alegre, onde reside e trabalha. É mestre em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Realizou diversas mostras individuais e coletivas no Brasil, em Portugal e no Uruguai, além de salões. Participou das residências artísticas Red Bull Station (São Paulo, 2017) e Pivô (São Paulo, 2019). Em 2018, foi finalista do 2o Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea de Porto Alegre. Em 2019, foi premiada na Mostra de Artes da Juventude do SESC Ribeirão Preto. Em 2012, foi selecionada para a terceira edição da mostra Pintura e Desenho – A novíssima geração, no Museu do Trabalho (Porto Alegre), local para onde ela retorna 10 anos depois para expor um rearranjo de esculturas em instalações que configuram sua pesquisa nos últimos anos.
Obra de Carolina Marostica.
“Algo turvo, cremoso e entorpecido”
Exposição de Carolina Marostica
Instalação com esculturas em materiais sintéticos
Curadoria de Taís Cardoso
Abertura 17 de maio, terça-feira, às 19h
Visitação de 18 de maio a 19 de junho de 2022
Terça a sábado, das 13h30 às 18h30
Domingos e feriados, das 14h às 18h30
Museu do Trabalho
Rua dos Andradas, 230. Centro Histórico. Porto Alegre
51 – 3227 5196 / www.museudotrabalho.org
Apoio:
Bebê Baumgarten Comunicação
Austral Edições
Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis da Cavalhada – ASCAT