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  • A 13ª FestiPoa Literária e sua primeira atividade, em parceria com o  Coletivo Atinuké e DEDS/UFRGS
    Ana Maria Gonçalves. Foto: Leo Pinheiro/ Divulgação

    A 13ª FestiPoa Literária e sua primeira atividade, em parceria com o  Coletivo Atinuké e DEDS/UFRGS

    “Escrever pode ser uma espécie de vingança (…). Não sei se vingança, talvez um desafio, um modo de ferir o silêncio imposto, ou ainda executar um gesto de teimosa esperança.” Estas são as palavras de Conceição Evaristo e que representam o ciclo “Percursos do romance de autoria negra feminina’, atividade que integra a programação da 13ª FestiPoa Literária. O ciclo acontecerá entre 26 de abril e 24 de maio e é uma parceria com o Coletivo Atinuké e com o DEDS/UFRGS.

    A escrita de autoras negras se inscreve na literatura brasileira com a autoridade de uma perspectiva singular. Suas histórias retratam a complexidade de sentimentos, a força das ações e a humanidade que habita aquelas personagens que, na literatura canonizada pela crítica literária, não passavam de meras figurantes. São essas peculiaridades que desestabilizam a visão padronizada da sociedade e envolvem o público leitor, além da inquestionável qualidade de seus trabalhos.

    Para explorar a grandeza dessa literatura, o ciclo ‘Percursos do romance de autoria negra feminina’ convoca o olhar de profissionais negras das áreas das letras, sociologia, teatro e história, sobre quatro obras que ilustram a inserção da criação literária de mulheres negras no panteão dos ícones da nossa literatura. A atividade acontecerá na plataforma zoom e os inscritos receberão por e-mail o link para acesso. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 22 de abril no link:

    http://bit.ly/autorianegrafeminina

    FestiPoa Literária, em sua primeira edição 100% virtual, terá cinco dias de literatura, poesia e debate de ideias com as presenças de mais de 30 escritoras e escritores nacionais. Transmitida ao vivo pelo canal do YouTube e redes sociais do evento, com acesso gratuito, terá em sua programação, além dos homenageados Ana Maria Gonçalves e Sérgio Vaz, convidados como Jeferson Tenório, Marcelino Freire, Criolo, Letrux, Ricardo Aleixo, Luedji Luna, Angélica Freitas, Paulo Lins, entre outros, em mesas redondas, oficinas, bate-papos e saraus. A FestiPoa será realizada entre 13 e 17 de maio e conta com o Patrocínio do Itaú e Grupo Zaffari. Realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Lei Federal de Incentivo à Cultura, Governo Federal.

    Confira o programa do Ciclo Percursos

    Via zoom com inscrições gratuitas até dia 22 de abril no link http://bit.ly/autorianegrafeminina

    26 de abril, 19h – Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, com Fidelayne Sousa e Nina Fola;

    03 de maio, 19h – Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, com Ana dos Santos e Suelen Aires Gonçalves;

    01 de maio, 19h – Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, com Dalva Maria Soares e Lara Cornelio;

    15 de maio, 18h – Um defeito de cor, Dedy Ricardo e Fernanda Oliveira entrevistam a autora Ana Maria Gonçalves;

    24 de maio, 19h – Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, com Lara Cornelio e Roberta Pedroso.

    Ciclo Percursos do romance de autoria negra feminina

    De 26 de abril a 24 de maio

    Inscrições pelo link http://bit.ly/autorianegrafeminina

    Transmissão pela plataforma zoom

  • Biblioteca Pública Estadual celebra 150 anos de existência
    Foto: ASCOM BPE/ Divulgação

    Biblioteca Pública Estadual celebra 150 anos de existência

    Nessa quarta-feira, dia 14, a Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPE) completou 150 anos de existência.  Para marcar a data foi promovido um encontro virtual para homenagear a Biblioteca, com a presença e fala de personalidades renomadas da área literária e cultural do Estado, como Jane Tutikian, Alcy Cheuiche, Luiz Coronel e Miguel Frederico do Espírito Santo, e também dos membros da Academia Brasileira de Letras,  Antônio Secchin e Geraldo Carneiro.

    Além do evento, durante o mês de abril e ao longo do ano, a Biblioteca estará realizando outras atividades comemorativas. No mês de abril, a BPE tem postado nas redes sociais cards com a história de todos os diretores que estiveram à frente da instituição ao longo desses 150 anos. Também serão homenageados os funcionários que muito contribuíram para a sua trajetória. Ainda no mesmo mês, acontecerá um Chapéu Acústico Especial, que será transmitido nas redes sociais da Biblioteca, uma visita guiada virtual e o lançamento de vídeos com depoimentos de pessoas que participaram dessa história.

    “Sempre ressalto que a Biblioteca Pública é um lugar plural, de todos e para todos, com muita informação disponível, onde ‘circula o espírito do mundo’, como estav escrito em um livro de bronze que ornava a fachada da instituição. Me orgulha fazer parte dessa história”, comemora a diretora, Morganah Marcon. “É uma data para celebrar e se orgulhar. Quero cumprimentar a todos e desejar que, muito em breve, possamos estar, novamente, frequentando a Biblioteca, fazendo pesquisa, enfim, podendo usufruir desta maravilha que é esta instituição tão cara a
    todos os gaúchos”, destaca a secretária da Cultura, Beatriz Araujo.

    História
    A história da Biblioteca Pública do Estado começa na Província de São Pedro, durante o reinado de D. Pedro II. Sua fundação remonta a 14 de abril de 1871, com a Lei Provincial n° 724, quando passou a funcionar no mesmo prédio do Atheneu Rio-Grandense. De lá pra cá, além da importância histórica e da riqueza do seu patrimônio arquitetônico e mobiliário, a Biblioteca construiu uma coleção de mais de
    250 mil volumes que representa o mais importante conjunto bibliográfico de salvaguarda da memória sul-rio-grandense, sendo a referência mais importante da historiografia e da cultura gaúchas dos séculos 19 e 20, além de imensurável representatividade junto à memória nacional pela exclusividade de títulos desde o século 16, dentre outros.

    Programação | 14 de abril de 2021 – das 15h às 18h
    Celebração do aniversário de 150 anos da fundação da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul 15h – 15h30 – Mesa de Abertura
    Coord.: Gilberto Schwartsmann (AABPE-RS), Morganah Marcon (Diretora da BPE), Rafael Ban Jacobsen (Presidente da Academia Rio-Grandense de Letras) e Eduardo Leite (Governador do Estado do Rio Grande do Sul), Beatriz Araujo (Secretária de Estado da Cultura), Gunter Axt (Secretário de Cultura de Porto Alegre)

    Recital da Bach Society Brasil Ária da Orchestral Suite No 3 (BWV 1068), de Johan Sebastian Bach, adaptação para o cravo, com o maestro Fernando Cordella.

    Programa
    15h30 -17h | Parte I – Coord. Dr. Alcides Mandelli Stumpf (AABP-RS)
    A Fundação da Biblioteca
    Miguel Frederico do Espírito Santo (Presidente do IHG-RS)
    O valor simbólico da Biblioteca
    Jane Tutikian (Academia Rio-Grandense de Letras)

    Meu olhar sobre a Biblioteca
    Alcy Cheuiche (Academia Rio-Grandense de Letras)

    Um poema para a Biblioteca
    Luiz Coronel (Academia Rio-Grandense de Letras)

    17h – 18h | Parte II – Coord. Gilberto Schwartsmann (AABPE-RS)
    “Drummond e a magia da Leitura”
    Antônio Carlos Secchin (Academia Brasileira de Letras)

    “Camões, nosso contemporâneo”
    Geraldo Carneiro (Academia Brasileira de Letras)
    18h | Encerramento da Sessão

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    Palestrantes
    Alcy Cheuiche – escritor. Já foi patrono de feiras do livro em Alegrete, Caçapava do Sul, Gramado, Gravataí, Porto Alegre e São Sepé. No ano de 2011, foi patrono da Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul. Pertence à Academia Rio-Grandense de Letras e é sócio-fundador da Associação Gaúcha de Escritores.

    Antônio Carlos Secchin ocupa a cadeira de número 19 da Academia Brasileira de Letras. Recebeu várias premiações, incluindo o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, da ABL, PEN Club Brasil e a Medalha Jorge Amado. Publicou críticas, ensaios, livros de poesia, ficção, além de antologias de grande repercussão no cenário literário brasileiro.

    Geraldo Carneiro ocupa a cadeira de número 24 da Academia Brasileira de Letras. É poeta, letrista, roteirista e tradutor. É autor de um expressivo número de obras  premiadas para teatro, cinema, televisão e música. Traduziu para o português vários clássicos, entre eles várias obras de Shakespeare.

    Jane Tutikian é escritora, doutora em Letras e professora titular da UFRGS. Recebeu vários prêmios literários, entre eles o Jabuti.

    Luiz Coronel é poeta, escritor, publicitário, compositor e professor de História e Literatura. Exerceu a magistratura e foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, em 2012, e em outras 20 cidades.

    Miguel Frederico do Espírito Santo é mestre e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino. Foi conselheiro da Fundação Gaúcha do Trabalho, conselheiro do Conselho Estadual de Cultura (CECRS), membro do Ministério Público do RS, tendo se aposentado como procurador de Justiça. Atualmente, é presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

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    Serviço:
    ONDE: via plataforma Zoom (disponibilizado dia 14/4, a partir do meio-dia, pelas
    redes sociais da Biblioteca)
    QUANDO: 14/4/2021
    HORÁRIO: a partir das 15h
    Acompanhe nas nossas redes sociais toda a programação
    Instagram: @bpe.rs

    Texto de Claudia Antunes- ASCOM BPE

  • Grupo NEELIC traz espetáculos de teatro online e gratuitos nos próximos três meses
    Cena de “Capital”. Foto: Elisa Rohweder/ Divulgação

    Grupo NEELIC traz espetáculos de teatro online e gratuitos nos próximos três meses

     Quem está com saudade de ir ao teatro tem a oportunidade de se sentir mais perto dos palcos com a mostra de repertório do grupo NEELIC, que ocorre nos próximos três meses no Youtube (@neelic_grupo). Em abril, o grupo que completa 18 anos de trajetória artística em 2021 apresenta a peça “Capital”, criada a partir do texto “Bartleby, o Escrivão”, de Hermann Melville. Com vídeos pré-gravados e debates posteriores ao vivo com atores do elenco, o espetáculo estará em cartaz da próxima sexta-feira (16) até 25 de abril, às sextas, sábados e domingos, sempre às 19h, mediante inscrição prévia pelo e-mail do grupo, WhatsApp ou plataforma Sympla.

    Cena de “Primeiro amor” Foto: Marcio Garcia/ Divulgação

    “Capital” é uma adaptação do NEELIC em que a Nova York apresentada no texto original se torna uma urbanidade brasileira: Porto Alegre. Na versão do grupo, a personagem central recebe o nome de Amarildo, em uma homenagem ao pedreiro carioca considerado morto após desaparecimento provocado pela polícia do Rio de Janeiro. Em uma trama poética, mas também lúdica e divertida, o Amarildo do espetáculo traz à cena a desestruturação do sistema em que está inserido pela ausência da palavra. O seu silêncio é trabalhado no espetáculo ora de forma triste, ora de modo cômico e a brasilidade se estabelece pelos aspectos simbólicos das cenas.

    Cena de “Merda! ” Foto de Márcio Garcia/ Divulgação

    Completam a mostra de repertório “Primeiro Amor”, que investiga o cruzamento entre a noção de teatro gestual e referências do universo de Samuel Beckett, e” MERDA!”, resultado da observação do contexto político e social do Brasil. Também estão previstas sessões com tradução para Libras e audiodescrição nos três espetáculos.

    A mostra integra o projeto Ver a Cena, contemplado pelo Edital FAC Movimento RS, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. O grupo NEELIC atua em Porto Alegre desde 2003. Mais dados sobre o grupo e os espetáculos seguem abaixo e maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@neelic.org ou pelo WhatsApp 51 99274.9933.

    Serviço/ Datas:

    Mostra de Repertório Capital: 16, 17, 18, 23, 24* e 25** de abril

    Mostra de Repertório Primeiro Amor: 21, 22, 23, 28, 29* e 30** de maio

    Mostra de Repertório MERDA!: 04, 05, 06, 11, 12* e 13** de junho

    *com tradução para Libras

    **com audiodescrição

    Horário: Sempre às 19h

    Meios de inscrição: email contato@neelic.org / whatsapp 51 99274.9933 / Sympla link: https://www.sympla.com.br/mostra-de-repertorio-espetaculo-capital-dia-1604__1173868. Plataforma: You Tube

    Espetáculos em cartaz:

    Capital – O espetáculo foi elaborado a partir do texto Bartleby, o Escrivão, de Hermann Melville. Na encenação do grupo NEELIC, a Nova York apresentada no texto de Melville se torna uma urbanidade brasileira: Porto Alegre, a capital mais ao Sul do país. A personagem central deixa de chamar-se Bartleby e recebe o nome de Amarildo, em uma homenagem do NEELIC ao pedreiro carioca que, vítima do sistema em que estava inserido, foi considerado morto após desaparecimento provocado pela polícia do Rio de Janeiro. O Amarildo do espetáculo Capital traz à cena a provocação da desestruturação de um sistema pela ausência: no caso real, a supressão de um corpo, de uma vida. No espetáculo, a ausência da palavra. O senso de brasilidade é a marca principal do espetáculo, que, de forma lúdica e envolvente, leva o público, através da fábula criada por Hermann Melville, a uma importante reflexão sobre as consequências das pequenas ações de cada pessoa. Afinal, as ações cometidas no âmbito das relações interpessoais podem colaborar ou não com o engessamento das estruturas sociais criadas e alimentadas no cotidiano.

    Primeiro Amor – O espetáculo investiga na cena o cruzamento entre a noção de teatro gestual e referências oriundas do universo de Samuel Beckett. É um espetáculo de autoria do grupo NEELIC, livremente inspirado no universo literário do autor irlandês. O espetáculo traz a história de um homem, cujo nome nunca é pronunciado, que vive num banco praça, rejeitado por seu contexto social de origem. Na praça, ele conhece uma mulher misteriosa e delicada. Ao longo da trama eles realizam questionamentos existenciais através do encontro com outras personagens, vivenciando situações amorosas ora dolorosas e amargas, ora leves e doces. Influenciado pela noção de teatro performativo, Primeiro Amor é uma encenação com pouquíssimas palavras. No espetáculo, o silêncio verbal norteia a estrutura dos acontecimentos e quem fala em primeiro plano são os corpos dos atores.

     MERDA!  – O espetáculo é um dos resultados do processo perceptivo que se desenvolve diariamente no grupo NEELIC, e da observação da alarmante situação política no Brasil. Como artistas e pessoas que pensam sobre a realidade à sua volta, os integrantes do NEELIC, a partir da necessidade de expressar publicamente sua posição, criaram este espetáculo de teatro performativo. O espetáculo também foi criado no contexto de celebração dos 15 anos do grupo, completados em 2018. Hoje, perto de completar 18 anos de trajetória, o grupo sustenta a posição de que tal tempo de existência, na cidade mais ao Sul de um país que, lamentavelmente, ainda não entendeu massivamente a importância social da arte e da cultura é, por si só, uma enorme e vibrante conquista.

    Sobre o NEELIC

    O grupo NEELIC foi fundado em 2003 e desde a origem desenvolve suas pesquisas e criações no campo que vincula teatro e performance. Seu primeiro local de trabalho foi um dos pavilhões em ruínas do edifício do Hospital Psiquiátrico São Pedro, lugar tombado como patrimônio histórico e que muito nos ensinou sobre a atuação sócio-política-cultural que seria uma constante a partir dali. O grupo permaneceu por 13 anos no projeto Condomínio Cênico do HPSP, que reunia quatro grupos da capital gaúcha e durou, ao todo, 16 anos, tendo sido desmontado em 2016 pela gestão estadual vigente à época, após negociações infrutíferas e tentativas vãs de diálogo com o governo através de seus representantes no setor cultural.

    Entre 2007 e 2016, o grupo atuou também na Usina do Gasômetro, pelo projeto Usina das Artes, até o fechamento do edifício da Usina.
    A partir de 2017, então, o grupo NEELIC inicia um novo ciclo: em sede própria de trabalho, luta diariamente para prosseguir atuante através de todos os seus projetos, com a constante preocupação com o equilíbrio das contas. Na nova casa do NEELIC, são desenvolvidos ensaios, reuniões, processos criativos, apresentações do NEELIC e de grupos convidados e todos os cursos mantidos através da Escola de Teatro do NEELIC, ambiente pedagógico que compartilha com o público as premissas técnicas, éticas e estéticas do grupo.

  • Laércio de Menezes expõe “Deus da humanidade”,  na Gravura Galeria de Arte
    Totem, obra de Laerte de Menezes/ Divulgação

    Laércio de Menezes expõe “Deus da humanidade”, na Gravura Galeria de Arte

    Ao longo das últimas 50 décadas o dilema moderno do capitalismo x dominação = destruição foi extensivamente estudado por ecologistas, cientistas, escritores e cineastas. Foi tema de grandes obras. O dinheiro tudo salva, tudo move – ou tudo destrói. É exatamente o argumento central do trabalho do artista Laércio de Menezes, que está todo o mês de abril, na exposição híbrida intitulada “Deus da humanidade”, na Gravura Galeria de Arte. A mostra seguirá até o dia 30, com visitação controlada de até três pessoas por horário.

    Nas obras pictóricas do artista, o assunto social e ecológico é claramente exposto, através de elementos inseridos nas composições. Estas linguagens, colagens mescladas à pintura, remetem à pop art inglesa e americana, por utilizar um elemento cultural cotidiano e ressignificá-lo – e é agora incorporado pelo artista como construção da paisagem, juntamente com cores puras que nos remetem ao movimento artístico fauvismo, e pinceladas que sugerem um desenho quase caligráfico com uma justaposição que lembra o impressionismo.

    O fauvismo foi um movimento artístico heterogêneo associado à pintura teve sua origem na França no início do século XX. Essa tendência foi desenvolvida entre os anos de 1905 e 1907. A principal característica desse movimento foi a utilização da cor pura, sem misturas, de modo a
    delimitar, dar volume, relevo e perspectiva às obras. Já os pintores da arte impressionista costumavam produzir suas telas ao ar livre. A intenção era capturar as tonalidades que os objetos refletiam segundo a iluminação solar em determinados momentos do dia.

    As composições quando geométricas são cuidadosas e a paleta de cores joga bem com o grafismo e coloração insinuada das cédulas de dinheiro, impressas com linhas muito finas. “Já nas infografias o dinheiro cobre, sem pudor nenhum, as imagens que remetem a reis, profetas
    e à tão sacra e simbólica cruz, objeto de pura adoração. Tudo é feito dele, incluindo a figura humana. É dourado, reluzente, é chocante, é cru. É nu”, explica Laércio.

    Assim, o artista passa claramente o recado através de suas obras com um forte viés de crítica política, humana e social, sugerindo ao espectador, subjetivas interpretações. As obras da exposição “Deus da humanidade” foram todas produzidas durante o período de confinamento da pandemia, sendo que a primeira obra foi criada para a exposição ConfinArt que ocorreu em abril de 2020 promovida pela Gravura Galeria de Arte com o objetivo de estimular os artistas nestes tempos difíceis. A mostra acontecerá na sala Branca da e será composta por 10 obras em acrílica e técnica mista sobre tela de Laércio de Menezes.

    Sobre o artista:
    Laércio de Menezes nasceu em Bagé em 1956 e atualmente reside em Porto Alegre. É autor do livro de fotografias em preto e branco “Ode marítima” inspirado nas belezas das praias banhadas pelos Oceanos Pacífico e Atlântico publicado em 2018. Foi professor de fotografia na
    UCS (Universidade de Caxias do Sul) e na ULBRA (Universidade Luterana do Brasil). Fez diversos cursos no Orange Coast College, Costa Mesa, California, USA, sendo que os mais recentes foram Colagem em Workshop com a artista Anete Schroder e Introdução a Pintura em Workshop com a artista Denise Giacomoni, ambos em Porto Alegre/RS.  Realizou diversas exposições individuais e coletivas em Porto Alegre/RS, Bagé/RS, Caxias do Sul/RS, Novo Hamburgo/RS, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e Nova Friburgo/RJ. Em 2020, participou de diversas exposições virtuais e atualmente participa da exposição coletiva Street Expo Photo na scadaria do viaduto da Borges de Medeiros em Porto Alegre-RS.

    SERVIÇO
    Exposição híbrida “Deus da humanidade”, de Laércio de Menezes
    Visitação: de 08 a 30 de abril.
    Local: Gravura Galeria de Arte (Rua Corte Real, 647 – Petrópolis/ Porto Alegre).
    Horários: Segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h30 – limite de três pessoas por horário.
    Fones: (51) 3333-1946, (51) 99718-9258 e (51) 99666-3972.
    Acompanhe também pelas redes sociais da Gravura (@gravuragaleriadearte).
    Vendas: https://www.gravuragaleria.com.br/.
    Use máscaras, álcool gel e evite aglomerações.

  • Verissimo manda notícias: está em casa se recuperando de um AVC
    Luiz Fernando Veríssimo em casa. Foto: Fernanda Veríssimo, via O Globo.

    Verissimo manda notícias: está em casa se recuperando de um AVC

    Uma leitora perguntou a O Globo, na semana passada, o motivo da ausência dos textos inteligentes e bem-humorados do escritor Luis Fernando Verissimo das páginas do jornal. “Por que não está mais escrevendo? Como está sua saúde?”

    Nesta terça, 13, o jornal respondeu com uma matéria.

    “Verissimo, de 84 anos, publicou sua última crônica no GLOBO há quase três meses, em 14 de janeiro. O criador do Analista de Bagé e da Velhinha de Tautabé precisou interromper as colunas para cuidar da saúde: sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico em meados de janeiro e precisou passar algumas semanas no hospital”.

    Numa troca de e-mails, a filha Fernanda Verissimo disse que o pai está convalescendo em casa.

    — Ele recuperou os movimentos muito rápido, mas ainda está com dificuldade para falar e escrever, por isso ainda não conseguiu voltar ao jornal — explica. — Mas ele tem feito fisioterapia e já melhorou bastante. Tudo é mais complicado com a pandemia, inclusive os tratamentos.

    A família Verissimo leva o distanciamento social a sério. O escritor e a esposa, Lúcia, estão trancados em casa, em Petrópolis, bairro de Porto Alegre, desde março do ano passado, escondendo-se do coronavírus. O filho caçula, Pedro, está confinado junto com eles. O casal já tomou as duas doses da vacina, mas continua se cuidando. As poucas visitas não entram na casa e conversam com o casal no portão ou, se o dia está bonito, no pátio.

    — É chato, mas necessário — diz Fernanda.

    Desde março do ano passado, Verissimo saiu de casa poucas vezes, e para ir ao hospital. Em novembro, ele precisou fazer uma cirurgia na mandíbula e ficou duas semanas internado. Em janeiro, depois do AVC, ficou mais algumas semanas no hospital antes de voltar para casa.

    Grupo de risco
    Em entrevista , ainda no início da pandemia, há mais de um ano, o cronista lembrou que faz parte de mais de um grupo de risco: “Sou cardíaco, diabético e velho. O vírus que me pegar vai ganhar a Tríplice Corona”. Na mesma entrevista, ele ainda lamentou que, confinado, só podia “trocar abanos tristes” com sua neta Lucinda, uma de suas maiores paixões e personagem de algumas de suas colunas. Os abanos continuam. Lucinda vê os avós quase todos os dias e conversa com eles do portão. Dependendo do dia, vai até o pátio e a varanda, lugar em que o escritor gosta de ficar para ler jornal, como se vê na foto enviada por Fernanda.

    Para se reunir nas festas de final de ano, todos na família Verissimo fizeram testes para a Covid-19 e passaram alguns dias isolados. A saudade era tamanha que decidiram ficar quase um mês inteiro juntos.

    Apesar da dificuldade para falar, Verissimo, conta Fernanda, mandou uma mensagem para seus leitores: “Viva o SUS!”. Assim que estiver recuperado, o escritor voltará com sua coluna, às quintas-feiras, agora na editoria de Cultura.

    (com informações de O Globo)

     

  • Uma viagem pela capital das religiões afro no Brasil: Porto Alegre

    Uma viagem pela capital das religiões afro no Brasil: Porto Alegre

    Lançamento marcado para o dia 16 de abril, o documentário longa-metragem “Cavalo de Santo”, baseado no livro homônimo da fotógrafa Mirian Fichtner.

    É resultado de dez anos de pesquisas, entre os terreiros gaúchos e retrata o universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul.

    Dirigido pela fotógrafa e pelo jornalista e produtor cultural Carlos Caramez, o longa (realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº14.017/2020) será pré-lançado de forma virtual no dia 16 de abril, com live de apresentação e participação dos autores e convidados.

    “Cavalo de Santo” marca a estreia de Mirian Fichtner na direção de cinema com um longa-metragem. Segundo ela, “o maior desafio  enfrentado foi  transpor a linguagem fotográfica do livro para a narrativa cinematográfica”.

    O filme apresenta o complexo das religiões afro-gaúchas destacando o Batuque, a Umbanda e a Quimbanda com suas características e peculiaridades regionais.

    A obra conta com a participação de nomes importantes da ancestralidade religiosa afro-brasileira no Rio Grande do Sul e depoimentos de antropólogos e sociólogos.

    Também aborda a história e a formação das religiões, o racismo, a intolerância religiosa no RS e as diversas formas de luta do povo de religião para preservarem seus cultos e manterem a sua fé.

    O longa teve como ponto de partida os dados IBGE 2000 e 2010 que apontaram o Rio Grande do Sul como o estado com maior número de terreiros e de fiéis declarados pertencentes a este segmento religioso, proporcionalmente ao número da população.

    A FGV – Fundação Getúlio Vargas, em mapa das religiões, elaborado em 2011, confirmou Porto Alegre como a capital das religiões afro, no Brasil.

    Para Mirian, o objetivo do filme é dar voz e protagonismo aos personagens do livro. “Através do filme é possível ouvir suas rezas, mostrar a cultura exuberante e conhecer a vida pulsante dos terreiros gaúchos. É uma forma de preservar os saberes e memórias desta cultura imaterial no Rio Grande do Sul, transmitida pela oralidade da ancestralidade negra no Estado”.

    O filme longa-metragem “Cavalo de Santo” foi produzido  pela Cubo Filmes, em parceria com a Estação Filmes, a Pluf Fotografias e a Caminho do Mar Soluções Culturais. Contou com o apoio da lei Aldir Blanc para sua finalização e lançamento.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

    Ficha Técnica

    Direção – Mirian Fichtner e Carlos Caramez

    Roteiro – Carlos Caramez

    Direção de Fotografia – Mirian Fichtner

    Direção de Produção – Cláudio Fagundes e Carlos Caramez

    Montagem – Jorge Bazzo e Cláudio Fagundes

    Pesquisa – Mirian Fichtner e Carlos Caramez

    Realização – Cubo Filmes

    Coprodução – Estação Filmes, Pluf Fotografias e Caminho do Mar Soluções Culturais

    Coordenação Leis de Incentivo e Produção – Rosane Furtado

    Divulgação – Buda Comunicação

    Colorização – Cubo Filmes

    Áudio – Cubo Filmes

    Serviço:

    Pré-Lançamento do longa-metragem “Cavalo de Santo”

    Site: cavalodesantofilme.com.br

    Dia 16/4

    20h – live de apresentação com autores e convidados

    20h30min – pré-lançamento do filme

  • 27 bailarinos e o resultado da pesquisa em residência artística com Eva Schul
    Eva Schul. Foto: Eduardo carneiro/ Divulgação

    27 bailarinos e o resultado da pesquisa em residência artística com Eva Schul

    A residência é parte do projeto “Levanta, sacode a poeira dá a volta por cima”, que tem como tema a resiliência. O documentário sobre os processos criativos será lançado no dia 21 de abril

    Grupo de 27 bailarinos que participou da residência artística do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” revela no dia 17 de abril (sábado) o resultado da imersão artística com Eva Schul. A apresentação acontece às 20h, pelo canal do projeto no YouTube.

    Durante três meses, Eva provocou os artistas com um jogo de palavras e frases, que tinham como tema a resiliência, para que eles criassem dentro de suas clausuras. Os processos criativos foram gravados e discutidos em reuniões semanais com a diretora e coreógrafa, e com Eduardo Severino, assistente de direção e intérprete-criador do projeto. A pesquisa como um todo foi documentada em um vídeo, que será lançado no próximo dia 21.

    Este projeto, único, vem num momento frágil da nossa história para realizar um desejo antigo de juntar tantos artistas maravilhosos para uma residência artística. Este trabalho, que se transformará em documentário, é realizado num período por demais traumático, mas também prolífico para a vazão do sentimento, a reflexão sobre o fazer artístico e os limites inexistentes da arte”, diz Eva Schul.

    Além de Eva e Severino, o projeto conta com Luka Ibarra na direção de produção. A trilha sonora é assinada por João Maldonado, com a voz de Adriana Deffenti, e o filme, pelo cineasta Alex Sernambi.

    “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac/RS nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas.

    SERVIÇO
    Apresentação dos processos de pesquisa do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”
    Quando: 17 de abril | Sábado | 20h
    Plataforma: Youtube | https://linktr.ee/levantasacodeapoeira

    FICHA TÉCNICA
    Levanta, sacode a poeira, dá volta por cima
    Diretora e coreógrafa: Eva Schul
    Assistente de direção e intérprete criador: Eduardo Severino
    Produção: Luka Ibarra/ Lucida Desenvolvimento Cultural
    Companhias de dança: Ânima Cia de Dança, Cubo1 Cia de Arte e Eduardo Severino Companhia de Dança
    Artistas independentes: Letícia Paranhos, Pâmela Ferreira, Fernanda Carvalho Leite, Lucca Adams Pilla, Thais Petzhold
    Artistas convidadas (sem  remuneração): Cibele Sastre, Luciana Paludo, Fernanda Santos, Mônica Dantas e Suzi Weber
    Intérpretes-Criadores: Adriana Deffenti, Bianca Weber, Daniel Aires, Driko Oliveira, Eduardo Severino, Tom Nunes, Fellipe Resende, Fernanda Carvalho Leite, Gabriel Martins, Geórgia Macedo, Uantpi Flowjack, Junior Alceu Grandi, Letícia Paranhos, Lucca Adams Pilla, Luciano Tavares, Pamela Ferreira, Richard Salles, Tatiana da Rosa, Thais Petzhold, Verônica Prokopp, Viviane Gawazee e Viviane Lencina
    Trilha sonora: João Maldonado
    Design: Lucas Magnus

    Eva Schul. Foto: Eduardo carneiro/ Divulgação

    Videomaker: Alex Sernambi
    Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas

  • Festival Hercule Florence exibe a mostra “Mais a Mais ou Menos”, de Fernando Lemos
    O Atelier de Saint Jacques (Fernando Lemos / Acervo Instituto Moreira Salles)

    Festival Hercule Florence exibe a mostra “Mais a Mais ou Menos”, de Fernando Lemos

    Em razão da prorrogação das restrições da Fase Vermelha do Plano SP, a exposição “Mais a Mais ou Menos” do Festival Hercule Florence, em Campinas, com fotografias de Fernando Lemos (Acervo Instituto Moreira Salles) e curadoria de Rosely Nakagawa, será revelada para o público por meio de uma live nesta sexta-feira (09), às 18h. A apresentação contará, ainda, com a participação de Thyago Nogueira, curador de fotografia do Instituto Moreira Salles, onde foi incorporado o acervo do artista. Fernando Lemos faleceu em dezembro de 2019 e esta é a primeira mostra que reúne a sua obra fotográfica após a sua morte.
    “Fernando Lemos, nascido em Lisboa em maio de 1926, construiu uma trajetória artística exuberante, estruturada na libertação, subversão, provocação e contestação das regras. Carregado pela mãe, ainda menino, ia ao mercado e às feiras, lendo em voz alta os jornais usados para embrulhar peixes. Na adolescência, trabalhou em uma litografia, depois como desenhista e, então, em agências de publicidade. Em 1949, comprou uma máquina fotográfica Flexaret e começou a fotografar. Sua primeira exposição surrealista ampliou a visão de arte portuguesa em pleno período de repressão do governo de Salazar na década de 1940”, conta Rosely Nakagawa, curadora do evento.

    A primeira exposição no Rio de Janeiro provocou sua mudança definitiva para o Brasil, pouco antes do golpe militar de 1964. “Sempre explorando processos gráficos e fotográficos, ancorado no fazer artístico, construiu uma linguagem própria, recorrendo à inversão, à fragmentação, à solarização e a sobreposições. Sua obra é marcada pela imagem construída, visando um efeito de revelação, ocultação, incisão, encenação, invenção e assinalada pela participação das mãos como ferramenta de construção de um diálogo entre o trabalho e o sonho”, completa Rosely.

    Todas as informações do Festival estão no site: www.festivalherculeflorence.com.br

    Serviço:

    Exposição Virtual “Mais a Mais ou Menos” – Festival Hercule Florence

    Data: Sexta-feira (09/04)

    Horário: 18h

    Curadoria: Rosely Nakagawa e Thyago Nogueira

    Sobre o Festival

    Criado em 2007, o Festival Hercule Florence tem como matriz a invenção isolada da fotografia no Brasil, feita em Campinas, em 1833, por Hercule Florence, considerado o pai da fotografia. Esse fato desencadeou na cidade atitudes fotográficas no percurso dos séculos. Dessa cultura fotográfica, nasceram os grupos de fotografia e o festival, a partir da criação da Semana Hercule Florence. Mais de 120 mil pessoas e 80 fotógrafos brasileiros e estrangeiros já participaram do evento ao longo dos anos.

    Este ano, o XII Festival Hercule Florence é um dos projetos fomentados com recursos da Lei Aldir Blanc – EDITAL PROAC EXPRESSO LAB Nº 40/2020 por meio da SECRETARIA DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DE SÃO PAULO.
  • Documentário “Eu gosto de coisa velha” revela patrimônio da cultura alemã no RS 
    Carnaval em Feliz/ Divulgação

    Documentário “Eu gosto de coisa velha” revela patrimônio da cultura alemã no RS 

    Conhecer o passado, valorizar as memórias e salvaguardar a história são alguns dos valores que movem o projeto “Nossa gente: Unsere Leute”, que possibilitou a realização do inventário do patrimônio cultural do município de Feliz. O projeto foi selecionado no edital FAC Educação Patrimonial, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

    O trabalho deu origem ao curta-metragem “Eu Gosto de Coisa Velha”, dirigido e roteirizado por Boca Migotto. Disponível de forma gratuita no Youtube, o documentário mostra o processo de pesquisa do inventário e entrevistas com moradores locais, além de visitar algumas das edificações mais antigas da cidade, construídas nos séculos 19 e 20.

    Gravação do documentário/ Divulgação

    Realizada pela equipe da Escaiola Arquitetura Rara, especializada em patrimônio cultural, a pesquisa resultou em mais de 30 bens culturais identificados ou inventariados, entre edificações, paisagens naturais, costumes, saberes e celebrações, marcadas pela presença da imigração, preponderantemente alemã. O carnaval felizense e o kerb, festejo com duração de três dias em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, foram exemplos de celebrações identificadas.

    Inventariar os bens materiais e imateriais do município pode servir de instrumento para que sejam criadas políticas públicas para preservar o patrimônio cultural da cidade, bem como as memórias e a cultura local. “Trabalhamos com patrimônio cultural como um todo, entendendo que não somente a edificação é objeto de resgate, como também as histórias que existiram ali”, explica a arquiteta Juliana Betemps, da Escaiola. “Quando trabalhamos com bens culturais, nós nos conectamos com histórias, memórias, com pessoas”, complementa a sócia e também arquiteta Cristiane Rauber.

    Paisagem de Feliz/ Divulgação

    Em exemplar desses bens que contam a história local é o Casarão Amália Noll, onde funcionava o antigo cinema da cidade, iniciativa de uma mulher à frente de seu tempo e apaixonada pela arte, que promovia a cultura de Feliz. O prédio foi tombado como patrimônio cultural do município e deve se tornar um espaço cultural, depois do processo de restauro. O projeto já foi aprovado no sistema Pró-Cultura RS e está na fase da captação de recursos.

    Sobre a Escaiola

    A Escaiola – Arquitetura Rara atua desde 2013 na área da arquitetura de restauração, primando pela preservação do patrimônio material e imaterial. Nos últimos anos, realizou projetos de restauro em edificações como o Convento Franciscano São Boaventura, em Imigrante, o Banco Pelotense do Vale do Caí, em São Sebastião do Caí, e Estação Férrea Nova Vicenza, em Farroupilha. Atualmente, a empresa também tem projetos culturais de pesquisa e educação patrimonial em andamento.

    Ficha técnica

    “Eu Gosto de Coisa Velha”

    Produção: Escaiola Arquitetura Rara e Teimoso Filmes

    Roteiro e direção: Boca Migotto

    Pesquisa: Cristiane Rauber, Juliana Betemps e Raquel Brambilla

    Onde assistir:  https://www.youtube.com/watch?v=IGm1pbsharM&t=37s

  • Liana Timm e os grandes nomes da humanidade, em obra de arte digital
    Freddie Mercury por Liana Timm/ Divulgação

    Liana Timm e os grandes nomes da humanidade, em obra de arte digital

    A gaúcha Liana Timm transforma grandes nomes da arte, da filosofia e das ciências em obras de arte. A mais recente criação da artista foi o retrato do cantor Freddie Mercury, que agora ocupa um lugar de destaque no estúdio do ator e cantor Mouhamed Harfouch, recentemente nas telas da TV com a novela Amor de Mãe.

    A paixão de Mouhamedh por Freddie Mercury fez com que a arquiteta Valéria Fredo, amiga de muitos anos de Liana, encomendasse um retrato personalizado. “Para essa obra, foram feitos perto de 20 estudos. A escolhida já está no Rio e vai participar do ambiente musical e da casa do ator como um todo”, orgulha-se Liana. Agora a obra ficará no minipalco que Mouhamed está construindo na casa que adquiriu em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O espaço, para tocar, receber amigos e gravar, terá tudo o que inspira sua veia musical.

    Mouhamed Harfouch e Freddie Mercury – Foto: Clarissa Eyer/ Divulgação

    A arquiteta Valéria Fredo, que também gaúcha e atualmente reside no Rio de Janeiro, assina a reforma desta casa dos anos 80. Ela segue a mesma linha adotada por Liana Timm: preservar sempre o que tem valor e substituir o que realmente é necessário. Logo, quebrou pouco, como lavabo, banheiros e área de serviço e uniu cozinha e sala. É nesse ambiente de arte e arquitetura que a obra de Liana Timm vai conviver com a música, uma das maiores paixões da artista gaúcha, que também é cantora e escritora.

    Além de Freddie Mercury, outros grandes nomes da humanidade se transformaram em obras de arte a partir do olhar inspirado de Liana Timm na série Outro(s) de Mim. Em seu site, www.dasartesterritorio.com.br, é possível conferir e encomendar obras que homenageiam cantores da Bossa Nova, como Tom Jobim e Nara Leão, e outros ícones da cultura e das ciências, como Clarice Lispector, Picasso, Einstein e Virginia Woolf. A artista também abre espaço para que as pessoas proponham obras a partir de fotos e imagens enviadas.  A mais recente criação personalizada foi a da influencer digital Miréia Borges, que agora ocupa a casa da gaúcha.

    Miréia Borges por Liana Timm/ Divulgação

    Território das Artes
    Site de livros e obras de arte digital

    Link: www.dasartesterritorio.com.br