Autor: da Redação

  • Universidade de Passo Fundo vai realizar dois mil testes do coronavírus
    Iniciativa tem a parceria da Prefeitura de Passo Fundo. Foto: Luiz Carlos Kreutz/UPF

    Universidade de Passo Fundo vai realizar dois mil testes do coronavírus

    Os testes para diagnóstico da covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, iniciaram nesta semana. A parceria entre a Prefeitura de Passo Fundo e a Universidade de Passo Fundo (UPF), prevê a realização de dois mil testes, sendo que a capacidade da instituição é de realizar diariamente a análise de 50 amostras.

    O convênio faz parte de um esforço do Município para ampliar a testagem, identificação de casos, ações de isolamento e controle da disseminação do novo coronavírus em Passo Fundo.

    De acordo com a secretária municipal de Saúde, Carla Crivellaro Gonçalves, o Município adquiriu os testes junto a UPF com objetivo de ampliar a testagem, especialmente, em casos que os critérios do Ministério da Saúde ou Secretaria Estadual da Saúde não abrangem. “Temos o objetivo dessa ampliação para pessoas com 60 anos ou mais que tenham sintomas, mas não se enquadram nos critérios de síndrome respiratória aguda grave, além de pessoas que, independente da idade, tem fatores de risco que podem piorar o quadro quando têm sintomas. Entra aqui também trabalhadores de outras áreas como assistência social, coletores de lixo e recicladores, por exemplo”, explicou ela.

    A reitora da UPF, Dra. Bernadete Maria Dalmolin, reitera que essa ação é alicerçada na solidariedade e que tem o objetivo de apoiar a comunidade, somando-se a outras dezenas de iniciativas que contam com a contribuição da Universidade. “Com esta ação, estamos somando esforços para auxiliar o município de Passo Fundo a fim de que se possa tomar as medidas necessárias para o enfrentamento dessa pandemia, que afeta a todos nós”, salienta.

    Se houver atualização desses critérios, o Município poderá ampliar ainda mais a testagem. O teste é o RT-PCR, que pesquisa o vírus nas vias aéreas, ou seja, nariz e cavidade da garganta, e está em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A coleta fica a cargo da Secretaria de Saúde e é feita por meio de um swab (similar à um cotonete) que é introduzido profundamente em cada narina e outro swab da garganta.

    (Prefeitura de Passo Fundo e UPF)

  • Pesquisa apresenta a atuação das universidades no combate à Covid-19
    IFES contribuem para o enfrentamento à pandemia. Foto: Flávio Dutra/Divulgação

    Pesquisa apresenta a atuação das universidades no combate à Covid-19

    Relatório divulgado pela Andifes mostra que universidades federais brasileiras estão atuando fortemente no combate à propagação no novo coronavírus

    Desde março, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus, muitas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) suspenderam suas atividades presenciais. Das 67 universidades federais, 59 estão trabalhando de forma remota. Mas isso não quer dizer que estejam paradas.

    Junto com a pandemia surgiram a necessidade e a oportunidade de essas instituições mostrarem a importância de pesquisas científicas, de várias naturezas, que buscam entender a doença, descobrir como conter a propagação do vírus, como mitigar seus efeitos na saúde humana, métodos de prevenção e, até mesmo, formas de tratamento.

    Para apresentar os resultados do trabalho que vem sendo feito, o Colégio de Gestores de Comunicação (Cogecom), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), divulgou nesta segunda-feira, 11, uma pesquisa sobre as ações de combate à Covid-19 realizadas pelas universidades federais brasileiras.

    Em entrevista coletiva virtual, os dados foram mostrados pelo presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles Pires da Silva. O levantamento, que será atualizado constantemente pela entidade, apresenta uma amostra significativa de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas para o enfrentamento emergencial da pandemia no Brasil.

    A pesquisa aponta que existem 823 estudos sobre o coronavírus em andamento; 96 ações para produção de álcool e produtos sanitizantes, sendo produzidos até o momento 992.828 litros de álcool em gel e 912 mil litros de álcool líquido.

    Foram realizadas 104 iniciativas de confecção de equipamentos de proteção individual (EPIs), com a produção de 162.964 protetores faciais, 85.514 máscaras de pano, 20.200 unidades diversas, 6 mil aventais e 2 mil capuzes.

    As ações de testagem do coronavírus chegam a 53, com número incipiente de 2.600 testes diários e de 55.001 testes realizados. As universidades desenvolveram 697 campanhas educativas; 341 ações solidárias; 198 parcerias com prefeituras e 79 com governos estaduais.

    Além disso, o estudo ainda mostrou que os hospitais universitários do país estão disponibilizando 2.228 leitos normais para tratamento de pacientes com Covid-19 e 489 leitos de UTI. O número total inclui leitos próprios e outros viabilizados graças a parcerias para a construção e a operacionalização de hospitais de campanha.

    Confira alguns dados das ações da UFRGS:

    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

  • Pesquisa da Unisinos sobre testes rápidos da Covid-19 terá recursos da Fapergs
    Iniciativa é fruto da parceria entre a Escola de Saúde da Universidade e o itt Chip. Foto: Rodrigo W. Blum/Divulgação

    Pesquisa da Unisinos sobre testes rápidos da Covid-19 terá recursos da Fapergs

    Pesquisa desenvolvida por um grupo de profissionais da Escola de Saúde e do Instituto Tecnológico de Semicondutores – itt Chip foi contemplada em Edital Emergencial 06/2020, da Fapergs. O Edital busca dar uma resposta à crise provocada pela pandeia do novo coronavírus.

    O trabalho realizado na Universidade visa desenvolver um dispositivo de testes rápidos para detectar a Covid-19. Existem muitas opções de testes rápidos pelo mundo, mas esse projeto possibilita a realização por biologia molecular. O teste busca a identificação do material genético que pode ser a presença do novo coronavírus ou outros microrganismos. A professora da Escola de Saúde, Priscila Lora explica que esse é o grande diferencial em relação aos que já existem.

    “Isso se diferencia da maior parte dos testes do mercado, pois usualmente os testes buscam a presença de anticorpos que são o resultado da resposta imunológica do indivíduo, processo mais lento, leva em torno de 15 a 20 dias após a infecção. Enquanto que a detecção da presença do vírus por meio do teste que está sendo desenvolvido poderá ser imediata”, afirma.

    Os recursos adquiridos neste Edital da Fapergs vão possibilitar o desenvolvimento de um protótipo do produto e a realização dos primeiros testes de funcionalidade. “Esse é o primeiro passo para que seja possível no futuro disponibilizar o teste de detecção viral produzido inteiramente no Brasil, com funcionamento rápido e portátil. Isso terá um impacto no aumento do número de exames realizados e em um maior controle da transmissão, além da independência de insumos importados”, afirma Priscila.

    O projeto conta com a parceria de uma equipe qualificada e multidisciplinar coordenada pela professora Priscila e tem relação com os trabalhos de conclusão dos alunos Samuel Maraschin, mestrando do curso de Engenharia Elétrica e Natasha de Moraes, graduanda do curso de Biomedicina. A descoberta servirá para detecção do novo coronavírus e também de outros agentes infecciosos.

    (Rhavine Falcão – Unisinos)

     

  • Mobilização da Campanha do Agasalho ocorre nesta quarta-feira, no Largo Glênio Peres
    Prefeito Nelson Marchezan participou da primeira mobilização na semana passada. Foto: Jefferson Bernardes/PMPA

    Mobilização da Campanha do Agasalho ocorre nesta quarta-feira, no Largo Glênio Peres

    A prefeitura de Porto Alegre realiza nesta quarta-feira, 13, das 11h às 16h, na avenida Borges de Medeiros, na calçada do Largo Glênio Peres, o segundo drive thru para arrecadar doações para a Campanha do Agasalho.

    Em caso de chuva, o evento será cancelado. A iniciativa ocorrerá todas as quartas-feiras, no mesmo local, até 1º de julho.

    O resultado da primeira edição ultrapassou as expectativas. As doações da primeira edição lotaram cinco caçambas de camionetes.

    “Além da solidariedade, as pessoas atenderam nosso pedido de doar roupas limpas e organizadas. Reforçamos a necessidade de peças infantis”, diz a primeira-dama Tainá Vidal.

    Com o tema Suas roupas já podem sair de casa para abraçar alguém, a campanha deste ano precisou ser reinventada em função do cenário atual, que exige isolamento e cuidados. Uma das principais mudanças, é que as roupas ficarão em quarentena por 14 dias em local arejado e ensolarado, para depois serem triadas e embaladas.

    Serão beneficiadas 142 organizações cadastradas na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além de albergues, abrigos, Centros Pop, pessoas atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centros Dia do Idoso (CDI) e Centros de Relações Institucionais e Participativas (Crips), povos indígenas e quilombolas.

    As doações, iniciativas e pontos de coleta podem ser acompanhados pelo portal da prefeitura e no App #EUFACOPOA. A 99 vai disponibilizar voucher de desconto para corridas até pontos de coleta com drives thrus.

    Pontos de coleta:

    1. Paço Municipal – Centro Histórico

    2. Central de Triagem – rua Múcio Teixeira, 33 – Menino Deus

    3. EstaFácil Estacionamentos

    rua Dona Laura , 320

    rua Comendador Caminha, 42

    4. Instituto de Cardiologia – avenida Princesa Isabel, 395 – Santana

    5. Rede Panvel

    avenida  Borges de Medeiros, 589 e 595 – Centro Histórico

    avenida Wenceslau Escobar, 2857 – Lj 04 – Cristal

    avenida Edgar Pires de Castro, 1395 – Aberta dos Morros

    avenida Cavalhada, 2351 – Cavalhada

    rua Vinte e Quatro de Outubro, 742 – Moinhos de Vento

    rua Zeca Neto, 38 – Cristo Redentor

    rua Valparaíso, 698 – Jardim Botânico

    rua Coronel Bordini,12 – Auxiliadora

    rua Silveiro, 1810 – Menino Deus

    Shopping Bela Vista – avenida Nilópolis, 543 – Lj 5 – Petrópolis

    Viva Open Mall – avenida Nilo Peçanha, 3200 – Lj 48 – Chácara das Pedras

    6. Rede Asun de Supermercados

    avenida Cavalhada, 2985 – Cavalhada

    avenida Plínio Brasil Milano, 1609 – Higienópolis

    avenida Francisco Trein, 687 – Cristo Redentor

    avenida Bento Gonçalves, 68 – Azenha

    estrada João Antônio da Silveira,1134 – Nova Restinga

    rua Jacinto Osório, 126 – Santana

    rua da República, 500 – Cidade Baixa

    avenida Bernardino Silveira Amorim, 1134 – Rubem Berta

    7. Mercado Público – Largo Glênio Peres – Centro Histórico

    8. Defensoria Pública do Estado – rua Sete de Setembro, 666 – Centro Histórico

    9. Lojas Quero Quero

    avenida Alberto Bins, 358 – Centro Histórico

    avenida da Azenha, 941 – Azenha

    avenida Assis Brasil, 5411 – Sarandi

    avenida Protásio Alves, 5525 – Petrópolis

    avenida Edgar Píres de Castro, 1813 – Hípica

    10. Academia Scorpyon – avenida Adda Mascarenhas de Moraes, 297 – Jardim Itú Sabará

    11. Palácio da Polícia – avenida João Pessoa, 2050 – Azenha

    12. Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso- avenida Ipiranga, 1803 – Azenha

    13. Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher – DEAM – rua Freitas de Castro, 701- Azenha

    14. Supermercado Lang – rua Prof. Carvalho de Freitas, 857- Teresópolis

    15. Supermercado SuperTrês

    avenida Teresópolis, 33980 – Teresópolis

    avenida Teresópolis, 3742 – Nonoai

    avenida Prof. Oscar Pereira, 4125 – Cascata

     

  • Ricardo Lewandowski já está com testes do coronavírus de Bolsonaro
    Ministro Ricardo Lewandowski foi escolhido relator do caso. Divulgação STF

    Ricardo Lewandowski já está com testes do coronavírus de Bolsonaro

    A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ontem que entregou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski os laudos dos exames de covid-19 realizados pelo presidente Jair Bolsonaro.  Segundo a AGU, os laudos confirmam que Bolsonaro testou negativo para o novo coronavírus.

    Em março, o presidente informou que testou negativo nos dois exames que realizou.

    Desde então, a partir de uma ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça de São Paulo vinha determinado que a AGU apresentasse o laudo para comprovar o resultado.

    Na sexta-feira (8), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que obrigou o governo federal a apresentar à Justiça os exames. Na decisão, Noronha entendeu que é assegurado ao presidente e a todos os cidadãos a proteção à intimidade.

    Ontem (11), o jornal recorreu ao STF e o ministro Ricardo Lewandowski foi escolhido relator do caso. Ainda não houve decisão do ministro.

     

  • Facebook exclui mais de 50 milhões de postagens falsas
    Conteúdos sobre coronavírus foram considerados nocivos. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Facebook exclui mais de 50 milhões de postagens falsas

    A rede social Facebook publicou na terça-feira (12) relatório sobre as ações tomadas para prevenir a disseminação de conteúdos falsos ou duvidosos na internet. Segundo o Relatório de Aplicação dos Padrões da Comunidade, cerca de 50 milhões de postagens relacionadas ao novo coronavírus, publicadas tanto no Facebook quanto no Instagram, foram consideradas incompatíveis com as políticas da empresa.

    “Passamos os últimos anos construindo ferramentas, equipes e tecnologias para ajudar a proteger as eleições de interferências, evitar a disseminação de desinformação em nossos aplicativos e manter as pessoas protegidas de conteúdos nocivos”, afirma o vice-presidente de Integridade do Facebook, Guy Rosen, em comunicado.

    O relatório do Facebook diz também que a maior parte do trabalho de filtragem de conteúdo é feito por algoritmos de inteligência artificial que identificam conteúdos abusivos com expressões de discurso de ódio, nudez adulta e atividades sexuais, violência e conteúdo explícito, bullying e assédio.

    Apenas uma parte da filtragem é reavaliada por revisores de conteúdo, enquanto a maior parte é excluída automaticamente. “Trabalhamos com mais de 60 organizações de verificação de fatos que revisam e classificam conteúdos em mais de 50 idiomas ao redor do mundo. No mês passado, continuamos a expandir nosso programa para adicionar mais parceiros e idiomas. Desde o início de março, adicionamos oito novos parceiros e expandimos nossa cobertura para mais de uma dúzia de novos países”, revela Rosen.

    As postagens removidas que continham desinformação sobre o novo coronavírus foram avaliadas com base em 7.500 artigos científicos usados para comparar fatos entre os textos publicados nas redes sociais e o entendimento médico-científico atual sobre a doença.

    O levantamento também marca a primeira vez que o Facebook e Instagram divulgam informações sobre apelações feitas por usuários de ambas as plataformas. De janeiro a março de 2020, das 2,3 milhões de postagens excluídas por violação dos termos de uso, 613 mil foram restauradas após análise de avaliadores.

    Fake news

    O relatório destaca ainda o esforço da empresa para conter o avanço e a disseminação de notícias falsas.

    O Facebook anunciou parceria com a International Fact-Checking Network (IFCN) em um contrato de US$ 1 milhão que inclui os serviços de 13 organizações de verificação de fatos em todo o mundo.

  • Dólar encosta nos R$ 5,90, maior valor desde criação do Real
    Moeda norte-americana bate recorde com tensões no Brasil e no exterior. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Dólar encosta nos R$ 5,90, maior valor desde criação do Real

    Em meio a tensões no Brasil e no exterior, o dólar aproximou-se de R$ 5,90 e voltou a bater recorde. O dólar comercial encerrou a terça-feira (12) vendido a R$ 5,866, com alta de R$ 0,042 (+0,71%). Este é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real.

    O euro comercial fechou a R$ 6,37, com alta de 1,26%. A libra comercial encerrou o dia vendida a R$ 7,22, com alta de 0,54%.

    O dólar estava em queda até pouco antes das 15h, quando se encerrou a exibição, na sede da Polícia Federal, do vídeo de uma reunião ministerial realizada no fim de abril. O vídeo é parte do inquérito que investiga declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Na máxima do dia, por volta das 16h, encostou em R$ 5,89. A divisa acumula alta de 46,17% em 2020.

    O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária fez um leilão de contratos novos de cerca de US$ 500 milhões de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

    Nos últimos dias, os investidores têm repercutido a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a Selic (taxa básica de juros) para 3% ao ano. Além de reduzir a taxa além do estimado, o BC indicou que pretende promover novo corte de até 0,75 ponto percentual em junho, o que poderia levar a Selic para 2,25% ao ano.

    Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado. Além da exibição do vídeo da reunião ministerial, os investidores estão atentos às negociações para o veto a artigos da lei de ajuda a estados e municípios que exclui categorias de servidores do congelamento salarial por 18 meses.

    Mercado de ações

    O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta terça-feira aos 77.872 pontos, com queda de 1,51%. O indicador estava em alta até por volta das 15h, mas passou a operar em queda nas horas finais de negociação. O Ibovespa fechou no menor nível desde 24 de abril.

    Além das tensões políticas no Brasil, o Ibovespa foi afetado pelo mercado externo. Influenciado pelo aumento de casos de coronavírus em países que relaxaram as restrições sociais, como a Alemanha e a Coreia do Sul, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com perda de 1,89%.

    A bolsa norte-americana também foi afetada pelo aumento nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, depois que um grupo de senadores norte-americanos apresentou um projeto de lei com sanções comerciais contra o país asiático.

    Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos o combate à doença.

    (Wellton Máximo – Agência Brasil)

  • 73.242 militares receberam o auxílio emergencial para informais e desempregados

    Ministério da Defesa divulgou uma nota nesta terça-feira (12) na qual informou que as Forças Armadas analisam caso a caso os militares que receberam o auxílio emergencial de R$ 600.

    Na segunda (11), o ministério já havia informado que iria apurar se militares receberam o benefício de maneira indevida.

    Segundo o governo, 73,2 mil militares ativos, inativos, de carreira, temporários, pensionistas, dependentes e anistiados receberam o auxílio.

    “Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal.

    Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados”, informou o ministério em nota.

    “Assim que o Ministério da Defesa e o Ministério da Cidadania fizeram o cruzamento de dados e identificaram a possibilidade de eventuais recebimentos indevidos, os Comandos das Forças Armadas foram acionados para apurar possíveis irregularidades”, acrescentou a pasta.

    Na segunda (11), o Ministério da Cidadania informou que quem recebeu o auxílio emergencial sem ter direito terá de devolver os recursos aos cofres públicos por meio do pagamento de uma Guia de Recolhimento da União (GRU).

    A Caixa Econômica Federal, que faz o pagamento do auxílio, informou que faz a operação somente após a validação dos dados dos cidadãos pelo próprio governo.

    Ministério da Defesa:

    Nota à Imprensa

    Brasília, 12 de maio de 2020

    Com a pandemia do Covid-19, o governo brasileiro montou uma grande rede de proteção social, necessária e inédita. Em menos de 30 dias, o auxílio emergencial chegou às mãos de mais de 50 milhões de pessoas.

    Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal.

    Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados.

    Assim que o Ministério da Defesa e o Ministério da Cidadania fizeram o cruzamento de dados e identificaram a possibilidade de eventuais recebimentos indevidos, os Comandos das Forças Armadas foram acionados para apurar possíveis irregularidades.

    No momento, as Forças Armadas apuram individualmente cada caso. Os valores recebidos indevidamente serão restituídos.

    É importante ressaltar que:
    – desse universo, parte recebeu automaticamente por ter CPF registrado no Cadastro Único ou ser beneficiário do Bolsa Família;
    – entre os que solicitaram o auxílio, por meio do aplicativo ou do site da Caixa Econômica Federal, há pertencentes a famílias cuja renda mensal por pessoa não ultrapassa meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total é de até 3 (três) salários mínimos (R$ 3.135,00) e que podem ter interpretado equivocadamente as regras de recebimento do benefício.
    Havendo indícios de práticas de atos ilícitos, os Ministérios da Defesa e da Cidadania adotarão todas as medidas cabíveis, mantendo sempre o compromisso com a transparência.

    Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cidadania
     

  • Justiça manda bancos esclarecerem “propaganda enganosa” sobre prorrogação de dívidas
    Foto: Tânia Rêgo/EBC

    Justiça manda bancos esclarecerem “propaganda enganosa” sobre prorrogação de dívidas

    Os bancos terão que informar aos clientes “de forma clara e precisa” as condições que estão oferecendo para a prorrogação e renegociação de dívidas de seus clientes em decorrência da pandemia.

    A decisão é do juiz Sérgio Caldas Fernandes da 23ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, nesta terça-feira, 12. Ele considerou que os bancos praticaram propaganda enganosa.

    O juiz atendeu parcialmente ao pedido do Instituto de Defesa Coletiva (IDC) em uma ação civil pública contra a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco do Brasil, o Bradesco, o Itaú e o Santander.

    Segundo o IDC, os bancos não estão cumprindo o que prometeram para prorrogação e renegociação de dívidas de seus clientes.

    Em março deste ano, os bancos anunciaram a prorrogação de dívidas de clientes pessoas físicas ou micro e pequenas empresas por até 60 dias.

    Entretanto, empresas e pessoas físicas relataram dificuldades para ter acesso à pausa de 60 dias no pagamento de parcelas de crédito.

    Na ação, o IDC citou casos de clientes que não conseguiram renegociar  e receberam diversas justificativas dos bancos, de modo a dificultar as operações.

    O juiz analisou o caso e considerou incompletas ou pouco claras, tanto a nota emitida pela Febraban, como as ” informações/publicidade realizadas pelas instituições bancárias”. Ele deu 48 horas para os bancos reverem o procedimento.

    Na despacho, o juiz lembra que na oferta de crédito pelas instituições financeiras, a informação deve conter, no mínimo, sua natureza, prazo de carência, provisão de juros, incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e demais encargos como as tarifas.

    “Caso se trate de uma renegociação, é essencial que se esclareça de antemão se se trata de prorrogação, novação, refinanciamento, diferimento ou qualquer outro negócio jurídico que implique alteração nos prazos de vencimento ou das condições de pagamento originalmente pactuadas”, destaca o juiz.

    O juiz lembra que ao divulgar a prorrogação de dívidas, os bancos disseram estar “sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus”, tendo a medida o objetivo de “amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda”.

    “A referida publicidade tem o condão de criar legítima expectativa nos consumidores de que novas modalidades de operação de crédito mais favoráveis seriam oferecidas, distintas das já existentes, ou que o pagamento seria diferido sem aumento dos encargos pelo período aventado. Em suma, os consumidores foram atraídos para os seus bancos com a expectativa de que seria postergada a data do pagamento dos seus compromissos ou que lhes seriam oferecidas condições especiais para ultrapassarem este difícil momento”, diz o juiz.

    Entretanto, acrescenta o juiz, a publicidade das medidas pode ser classificada como enganosa. “As indicações trazidas levam a crer que, na prática, estão as instituições bancárias praticando alongamentos das parcelas, com o acréscimo proporcional dos juros remuneratórios no patamar contratado e IOF sobre a carência adicional no saldo devedor, retirando a confiança despertada pela publicidade original, esta que deve ser considerada como enganosa”.

    O advogado Márcio Casado, que representa do IDC na ação, diz que agora é preciso que os bancos cumpram a determinação judicial. “O primeiro passo é fazer cumprir a liminar.

    A Febraban e bancos devem editar contrapropaganda – um recall contra fake news, basicamente – deixando claras as condições para a concessão dos créditos, bem como explicando se são prorrogações ou novas operações de crédito”, disse.

    Na ação, o IDC lembra que os bancos receberam ajuda para ter recursos disponíveis (liquidez) e assim dar fluidez ao crédito.

    Ao todo, as medidas anunciadas têm o potencial de ampliar a liquidez do sistema financeiro em R$ 1,217 bilhão, equivalentes a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

    “A prorrogação dos prazos de empréstimo e financiamento seria a contraprestação das instituições financeiras para promover a liquidez também aos consumidores. Assim sendo, é possível vislumbrar que a prorrogação das parcelas não é uma medida de solidariedade, tampouco de apoio voluntário aos consumidores, mas, sim, uma contraprestação decorrente das medidas adotadas pelo Conselho Monetário Nacional”, argumenta Casado.

    Na ação, o IDC também pediu que as ofertas disponibilizadas no site da Febraban e das instituições financeiras garantam à prorrogação de contratos de empréstimo e financiamento, sem a incidência de qualquer juro moratório ou remuneratório, ou encargo de nova operação de crédito.

    Também pede que sejam criadas regras e critérios objetivos para aplicação das medidas de forma isonômica, sem cunho discriminatório para a prorrogação/renegociação dos contratos de empréstimo e financiamento explicitando quem são os consumidores contratantes que têm esse direito, quais são as condições contratuais para exercer esse direito, quais são os encargos e qual é o custo efetivo total incidente.

    A ação ainda propõe prorrogar a medida de enfrentamento à pandemia divulgada em 15 e 16 de março, por mais 60 dias, a partir de seu término.

    Outro pedido foi para que todos os consumidores que possuem contratos de empréstimo e financiamento com bens dados em garantia, incluindo os inadimplentes desde o dia 20 de fevereiro de 2020, bem como os que possuem contratos de empréstimos consignados também possam ter prorrogação de dívida.

    Entretanto, o juiz só aceitou o pedido de correção na publicidade feita pelos bancos. “Em relação aos demais pedidos liminares, tenho que não devam ser acolhidos neste momento em sede de processo coletivo”, disse o juiz.

    Posicionamento dos bancos
    A Febraban disse, em nota, que “a renegociação e concessão de carência de dívidas foi uma medida de caráter voluntário adotada pelos cinco maiores bancos, no intuito de conferir fôlego financeiro aos consumidores, micro e pequenas empresas como primeira iniciativa após o anúncio oficial da pandemia decorrente da covid-19.

    Por esse motivo, a Febraban, na qualidade de entidade representativa do setor, divulgou a iniciativa de forma setorial e genérica”.

    “As informações tornadas públicas pela Febraban tiveram por objetivo oferecer orientações mínimas ao consumidor sobre como solicitar a renegociação de dívidas perante os bancos; os destinatários da medida; a desnecessidade de comparecimento às agências; para quais bancos ela valia; para quais tipos de dívidas a medida era aplicável. A Febraban desde o início orientou os consumidores a buscarem os canais de atendimento dos bancos para detalhamento das medidas e regras aplicáveis”, acrescentou.

    Desde o início da pandemia do coronavírus, a Febraban disse que o setor já renegociou 7,4 milhões de contratos com operações em dia, que têm um saldo devedor total de R$ 424,9 bilhões. A soma das parcelas já suspensas dessas operações repactuadas totaliza R$ 40,7 bilhões.

    Procurados, o Banco do Brasil disse que não irá se pronunciar e o Bradesco afirmou que “o assunto está sendo conduzido pela Febraban”.

    Já o Itaú Unibanco disse que “mantém seu compromisso de prorrogar, por 60 dias, os vencimentos das dívidas de clientes pessoa física adimplentes referentes a empréstimo pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis e financiamento de veículos”.

    “Os clientes foram e estão sendo devidamente informados de que sobre as parcelas prorrogadas há incidência da mesma taxa de juros originalmente contratada. O Itaú reforça seu compromisso de apoiar seu público e a sociedade neste momento desafiador e informa que recorrerá da decisão”, acrescentou o Itaú Unibanco.

    O Santander disse que ainda não foi intimado sobre a decisão. “Mas esclarece que todas as informações sobre a oferta de prorrogação de parcelas de empréstimos foram devidamente prestadas, inclusive em nosso site www.santander.com.br/cuidar, e que em algumas linhas de crédito, mediante as condições descritas no site, existe a possibilidade de postergação automática dos vencimentos e a manutenção do valor das parcelas, com a consequente redução da taxa de juros originalmente contratada.”

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Mortes de enfermeiras na pandemia triplicam e chegam a 98 em um mês
    Foto: EBC

    Mortes de enfermeiras na pandemia triplicam e chegam a 98 em um mês

    Entre 5 de abril e 5 de maio, o número de enfermeiros afastados do trabalho pelo novo coronavírus aumentou 48 vezes – saltando de 230 casos suspeitos e confirmados para 11 mil, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira,12, pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

    O relatório aponta ainda que as mortes triplicaram no período, passando de 30 para 98 óbitos em um mês. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking.

    A categoria somava 12 mil afastamentos até o último domingo, 10 de maio. Mulheres são as mais afetadas: elas totalizam 10 mil afastamentos e respondem por 60 das 98 mortes notificadas.

    A rápida progressão da covid-19 entre os enfermeiros fez o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, buscar mais recursos para a campanha que distribui óculos de proteção aos profissionais de saúde que atuem em hospitais e a entidades de classe.

    A falta de proteção ocular representa um risco para a saúde pública, afirma o oftalmologista.

    Um estudo da Academia Americana de Oftalmologia (AAO) alerta que os olhos e o nariz estão interligados pelo ducto lacrimal que pode levar o coronavírus a todo sistema respiratório.

    Além disso, outro recente estudo italiano, divulgado pelo Instituto Spallanzani, revela que o Sar-Cov-2 é ativo na lágrima de uma pessoa contaminada que apresente conjuntivite.

    Queiroz Neto ressalta que a conjuntivite não é comum na covid-19, mas o resultado desses estudos explica o motivo de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar o uso de óculos de proteção durante o atendimento de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus.

    Recentemente, os patrocinadores da campanha (Fundação Abióptica, Essilor Brasil e Allprot) aumentaram de 5 mil para 12 mil o total de óculos proteção doados.

    Com isso, foram distribuídos 8,35 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) aos enfermeiros – inicialmente eram 1,35 mil.

    (Com informações da EBC)