Autor: da Redação

  • Após disputa judicial, jornal publica exames de Bolsonaro para Covid-19

    Após disputa judicial, jornal publica exames de Bolsonaro para Covid-19

    Após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF),  determinar nesta quarta-feira (13) que todos os exames feitos pelo presidente Jair Bolsonaro para o Covid-19 entregues em seu gabinete fossem tornados públicos, o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) estampou na manchete em seu portal de notícias que os laudos deram negativo para a doença.

    Os testes foram feitos com os codinomes Airton Guedes e Rafael Augusto, mas CPF, RG e documentos informados nos papéis são do presidente, revelou o jornal.

    Desde 13/3, o jornal tentava ter acesso aos resultados dos testes laboratoriais de Bolsonaro. Em ação ajuizada contra a União, obteve o pedido de tutela de urgência, mantido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), mas suspenso pelo STJ.

    Na RCL 40574, ajuizada ontem (12), o Estadão sustentava que a decisão do STJ representava censura prévia e ofendia a autoridade do entendimento do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, em que se garantiu a liberdade de manifestação do pensamento. Por isso, pedia o restabelecimento da obrigação da União para apresentar os laudos de todos os exames no prazo de 48 horas.

     

  • É precipitado flexibilizar o isolamento no RS, diz médico Armando de Negri

    É precipitado flexibilizar o isolamento no RS, diz médico Armando de Negri

    Para o médico Armando de Negri Filho, coordenador-geral da Rede Brasileira de Cooperação em Emergências (RBCE), a flexibilização do distanciamento social, proposta pelo governo estadual, no atual estágio da pandemia, é precipitada e poderá pôr a perder toda a vantagem obtida até o momento. “Frente a um ambiente de alta incerteza, o primeiro mandamento é a precaução”, defendeu De Negri.

    A preocupação foi manifestada nesta quarta (13), em videoconferência da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, da Assembleia Legislativa do RS, presidida pela deputada Zilá Breitenbach (PSDB), que teve como pauta a situação da saúde no estado e a atualização de dados sobre a pandemia do coronavírus, a Covid-19. Além do médico, participaram do debate a coordenadora do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Rio Grande do Sul, Cláudia Regina Mastrascusa Espíndola, e deputados membros da comissão.

    Segundo Armando De Negri Filho, o que se observa hoje no estado é um avanço da doença, tanto geograficamente como no número de infectados, e as medidas a serem tomadas devem ser pensadas a longo prazo, dada a possibilidade de novas ondas da doença e a inexistência de uma vacina ou medicamento efetivo.

    A seu ver, são cinco as condições necessárias para se iniciar a saída do isolamento: 1) a observação de um período de 14 dias em que se verificasse uma redução contínua dos casos de hospitalizações e óbitos; 2) a garantia por parte do sistema de saúde e de todos os outros aparatos de suporte social de que estaríamos preparados para eventuais flutuações de casos durante as retomadas das atividades; 3) a existência de uma estrutura de testagem adequada para o monitoramento constante dos casos suspeitos e dos trabalhadores em seu retorno às atividades; 4) a capacidade de se realizarem as quarentenas protetoras de forma adequada; e 5) a existência de um sistema de proteção econômica e social às famílias e microempresas em maior risco.

    De acordo com o médico, o estado não atende a essas cinco condições, por isso deveria manter o isolamento até que houvesse mais segurança para a retomada gradual das atividades. Ele sustenta que, embora o Rio Grande do Sul não apresente “números dramáticos, talvez”, a saturação do sistema pode ser muito rápida, sem que se tenha tempo para uma reversão. Segundo ele, em São Leopoldo, por exemplo, havia dez leitos, dos quais dois ocupados, o que significava 80% de desocupação, ou seja, na realidade, apenas oito leitos desocupados.

    O médico ainda observou que a oferta hospitalar no Rio Grande do Sul é historicamente deficiente, com em torno de um leito a cada mil habitantes, quando o ideal seria de três a quatro leitos, e lembrou que, nos próximos meses, devem se intensificar os quadros de infecções respiratórias com a chegada do inverno.

    A coordenadora do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Rio Grande do Sul, Cláudia Regina Mastrascusa Espíndola, também manifestou preocupação com a flexibilização das medidas de isolamento social, especialmente com a aproximação dos dias mais frios, e com a situação dos profissionais da saúde. Disse que no Rio Grande do Sul foram registrados 517 infectados e uma morte no setor, enquanto que no país o número era de 108 óbitos. Explicou que foram todos pegos de surpresa e não estavam preparados para uma atuação de forma segura, o que fez com que muitos profissionais se contaminassem, e defendeu que a única forma de conter a disseminação do vírus era reduzindo a circulação das pessoas.

    Proposta para a bancada federal e medidas na AL

    Ao término das manifestações, o deputado Pepe Vargas (PT), autor do convite para que o médico Armando De Negri participasse do encontro, propôs que a comissão entrasse em contato com a bancada federal gaúcha para uma discussão com o Ministério da Saúde quanto à abertura de leitos, entre outros assuntos. Já a presidente da comissão, deputada Zilá Breitenbach (PSDB), comunicou ter sido assinado ontem (12) um protocolo na Casa prevendo a criação de um grupo de trabalho para a tomada de ações relacionadas ao enfrentamento ao coronavírus.

    (Marinella Peruzzo – Agência de Notícias ALRS)

     

  • Universidade de Passo Fundo vai realizar dois mil testes do coronavírus

    Universidade de Passo Fundo vai realizar dois mil testes do coronavírus

    Os testes para diagnóstico da covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, iniciaram nesta semana. A parceria entre a Prefeitura de Passo Fundo e a Universidade de Passo Fundo (UPF), prevê a realização de dois mil testes, sendo que a capacidade da instituição é de realizar diariamente a análise de 50 amostras.

    O convênio faz parte de um esforço do Município para ampliar a testagem, identificação de casos, ações de isolamento e controle da disseminação do novo coronavírus em Passo Fundo.

    De acordo com a secretária municipal de Saúde, Carla Crivellaro Gonçalves, o Município adquiriu os testes junto a UPF com objetivo de ampliar a testagem, especialmente, em casos que os critérios do Ministério da Saúde ou Secretaria Estadual da Saúde não abrangem. “Temos o objetivo dessa ampliação para pessoas com 60 anos ou mais que tenham sintomas, mas não se enquadram nos critérios de síndrome respiratória aguda grave, além de pessoas que, independente da idade, tem fatores de risco que podem piorar o quadro quando têm sintomas. Entra aqui também trabalhadores de outras áreas como assistência social, coletores de lixo e recicladores, por exemplo”, explicou ela.

    A reitora da UPF, Dra. Bernadete Maria Dalmolin, reitera que essa ação é alicerçada na solidariedade e que tem o objetivo de apoiar a comunidade, somando-se a outras dezenas de iniciativas que contam com a contribuição da Universidade. “Com esta ação, estamos somando esforços para auxiliar o município de Passo Fundo a fim de que se possa tomar as medidas necessárias para o enfrentamento dessa pandemia, que afeta a todos nós”, salienta.

    Se houver atualização desses critérios, o Município poderá ampliar ainda mais a testagem. O teste é o RT-PCR, que pesquisa o vírus nas vias aéreas, ou seja, nariz e cavidade da garganta, e está em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A coleta fica a cargo da Secretaria de Saúde e é feita por meio de um swab (similar à um cotonete) que é introduzido profundamente em cada narina e outro swab da garganta.

    (Prefeitura de Passo Fundo e UPF)

  • Pesquisa apresenta a atuação das universidades no combate à Covid-19

    Pesquisa apresenta a atuação das universidades no combate à Covid-19

    Relatório divulgado pela Andifes mostra que universidades federais brasileiras estão atuando fortemente no combate à propagação no novo coronavírus

    Desde março, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus, muitas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) suspenderam suas atividades presenciais. Das 67 universidades federais, 59 estão trabalhando de forma remota. Mas isso não quer dizer que estejam paradas.

    Junto com a pandemia surgiram a necessidade e a oportunidade de essas instituições mostrarem a importância de pesquisas científicas, de várias naturezas, que buscam entender a doença, descobrir como conter a propagação do vírus, como mitigar seus efeitos na saúde humana, métodos de prevenção e, até mesmo, formas de tratamento.

    Para apresentar os resultados do trabalho que vem sendo feito, o Colégio de Gestores de Comunicação (Cogecom), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), divulgou nesta segunda-feira, 11, uma pesquisa sobre as ações de combate à Covid-19 realizadas pelas universidades federais brasileiras.

    Em entrevista coletiva virtual, os dados foram mostrados pelo presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles Pires da Silva. O levantamento, que será atualizado constantemente pela entidade, apresenta uma amostra significativa de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas para o enfrentamento emergencial da pandemia no Brasil.

    A pesquisa aponta que existem 823 estudos sobre o coronavírus em andamento; 96 ações para produção de álcool e produtos sanitizantes, sendo produzidos até o momento 992.828 litros de álcool em gel e 912 mil litros de álcool líquido.

    Foram realizadas 104 iniciativas de confecção de equipamentos de proteção individual (EPIs), com a produção de 162.964 protetores faciais, 85.514 máscaras de pano, 20.200 unidades diversas, 6 mil aventais e 2 mil capuzes.

    As ações de testagem do coronavírus chegam a 53, com número incipiente de 2.600 testes diários e de 55.001 testes realizados. As universidades desenvolveram 697 campanhas educativas; 341 ações solidárias; 198 parcerias com prefeituras e 79 com governos estaduais.

    Além disso, o estudo ainda mostrou que os hospitais universitários do país estão disponibilizando 2.228 leitos normais para tratamento de pacientes com Covid-19 e 489 leitos de UTI. O número total inclui leitos próprios e outros viabilizados graças a parcerias para a construção e a operacionalização de hospitais de campanha.

    Confira alguns dados das ações da UFRGS:

    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

  • Pesquisa da Unisinos sobre testes rápidos da Covid-19 terá recursos da Fapergs

    Pesquisa da Unisinos sobre testes rápidos da Covid-19 terá recursos da Fapergs

    Pesquisa desenvolvida por um grupo de profissionais da Escola de Saúde e do Instituto Tecnológico de Semicondutores – itt Chip foi contemplada em Edital Emergencial 06/2020, da Fapergs. O Edital busca dar uma resposta à crise provocada pela pandeia do novo coronavírus.

    O trabalho realizado na Universidade visa desenvolver um dispositivo de testes rápidos para detectar a Covid-19. Existem muitas opções de testes rápidos pelo mundo, mas esse projeto possibilita a realização por biologia molecular. O teste busca a identificação do material genético que pode ser a presença do novo coronavírus ou outros microrganismos. A professora da Escola de Saúde, Priscila Lora explica que esse é o grande diferencial em relação aos que já existem.

    “Isso se diferencia da maior parte dos testes do mercado, pois usualmente os testes buscam a presença de anticorpos que são o resultado da resposta imunológica do indivíduo, processo mais lento, leva em torno de 15 a 20 dias após a infecção. Enquanto que a detecção da presença do vírus por meio do teste que está sendo desenvolvido poderá ser imediata”, afirma.

    Os recursos adquiridos neste Edital da Fapergs vão possibilitar o desenvolvimento de um protótipo do produto e a realização dos primeiros testes de funcionalidade. “Esse é o primeiro passo para que seja possível no futuro disponibilizar o teste de detecção viral produzido inteiramente no Brasil, com funcionamento rápido e portátil. Isso terá um impacto no aumento do número de exames realizados e em um maior controle da transmissão, além da independência de insumos importados”, afirma Priscila.

    O projeto conta com a parceria de uma equipe qualificada e multidisciplinar coordenada pela professora Priscila e tem relação com os trabalhos de conclusão dos alunos Samuel Maraschin, mestrando do curso de Engenharia Elétrica e Natasha de Moraes, graduanda do curso de Biomedicina. A descoberta servirá para detecção do novo coronavírus e também de outros agentes infecciosos.

    (Rhavine Falcão – Unisinos)

     

  • Mobilização da Campanha do Agasalho ocorre nesta quarta-feira, no Largo Glênio Peres

    Mobilização da Campanha do Agasalho ocorre nesta quarta-feira, no Largo Glênio Peres

    A prefeitura de Porto Alegre realiza nesta quarta-feira, 13, das 11h às 16h, na avenida Borges de Medeiros, na calçada do Largo Glênio Peres, o segundo drive thru para arrecadar doações para a Campanha do Agasalho.

    Em caso de chuva, o evento será cancelado. A iniciativa ocorrerá todas as quartas-feiras, no mesmo local, até 1º de julho.

    O resultado da primeira edição ultrapassou as expectativas. As doações da primeira edição lotaram cinco caçambas de camionetes.

    “Além da solidariedade, as pessoas atenderam nosso pedido de doar roupas limpas e organizadas. Reforçamos a necessidade de peças infantis”, diz a primeira-dama Tainá Vidal.

    Com o tema Suas roupas já podem sair de casa para abraçar alguém, a campanha deste ano precisou ser reinventada em função do cenário atual, que exige isolamento e cuidados. Uma das principais mudanças, é que as roupas ficarão em quarentena por 14 dias em local arejado e ensolarado, para depois serem triadas e embaladas.

    Serão beneficiadas 142 organizações cadastradas na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além de albergues, abrigos, Centros Pop, pessoas atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centros Dia do Idoso (CDI) e Centros de Relações Institucionais e Participativas (Crips), povos indígenas e quilombolas.

    As doações, iniciativas e pontos de coleta podem ser acompanhados pelo portal da prefeitura e no App #EUFACOPOA. A 99 vai disponibilizar voucher de desconto para corridas até pontos de coleta com drives thrus.

    Pontos de coleta:

    1. Paço Municipal – Centro Histórico

    2. Central de Triagem – rua Múcio Teixeira, 33 – Menino Deus

    3. EstaFácil Estacionamentos

    rua Dona Laura , 320

    rua Comendador Caminha, 42

    4. Instituto de Cardiologia – avenida Princesa Isabel, 395 – Santana

    5. Rede Panvel

    avenida  Borges de Medeiros, 589 e 595 – Centro Histórico

    avenida Wenceslau Escobar, 2857 – Lj 04 – Cristal

    avenida Edgar Pires de Castro, 1395 – Aberta dos Morros

    avenida Cavalhada, 2351 – Cavalhada

    rua Vinte e Quatro de Outubro, 742 – Moinhos de Vento

    rua Zeca Neto, 38 – Cristo Redentor

    rua Valparaíso, 698 – Jardim Botânico

    rua Coronel Bordini,12 – Auxiliadora

    rua Silveiro, 1810 – Menino Deus

    Shopping Bela Vista – avenida Nilópolis, 543 – Lj 5 – Petrópolis

    Viva Open Mall – avenida Nilo Peçanha, 3200 – Lj 48 – Chácara das Pedras

    6. Rede Asun de Supermercados

    avenida Cavalhada, 2985 – Cavalhada

    avenida Plínio Brasil Milano, 1609 – Higienópolis

    avenida Francisco Trein, 687 – Cristo Redentor

    avenida Bento Gonçalves, 68 – Azenha

    estrada João Antônio da Silveira,1134 – Nova Restinga

    rua Jacinto Osório, 126 – Santana

    rua da República, 500 – Cidade Baixa

    avenida Bernardino Silveira Amorim, 1134 – Rubem Berta

    7. Mercado Público – Largo Glênio Peres – Centro Histórico

    8. Defensoria Pública do Estado – rua Sete de Setembro, 666 – Centro Histórico

    9. Lojas Quero Quero

    avenida Alberto Bins, 358 – Centro Histórico

    avenida da Azenha, 941 – Azenha

    avenida Assis Brasil, 5411 – Sarandi

    avenida Protásio Alves, 5525 – Petrópolis

    avenida Edgar Píres de Castro, 1813 – Hípica

    10. Academia Scorpyon – avenida Adda Mascarenhas de Moraes, 297 – Jardim Itú Sabará

    11. Palácio da Polícia – avenida João Pessoa, 2050 – Azenha

    12. Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso- avenida Ipiranga, 1803 – Azenha

    13. Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher – DEAM – rua Freitas de Castro, 701- Azenha

    14. Supermercado Lang – rua Prof. Carvalho de Freitas, 857- Teresópolis

    15. Supermercado SuperTrês

    avenida Teresópolis, 33980 – Teresópolis

    avenida Teresópolis, 3742 – Nonoai

    avenida Prof. Oscar Pereira, 4125 – Cascata

     

  • Ricardo Lewandowski já está com testes do coronavírus de Bolsonaro

    Ricardo Lewandowski já está com testes do coronavírus de Bolsonaro

    A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ontem que entregou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski os laudos dos exames de covid-19 realizados pelo presidente Jair Bolsonaro.  Segundo a AGU, os laudos confirmam que Bolsonaro testou negativo para o novo coronavírus.

    Em março, o presidente informou que testou negativo nos dois exames que realizou.

    Desde então, a partir de uma ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça de São Paulo vinha determinado que a AGU apresentasse o laudo para comprovar o resultado.

    Na sexta-feira (8), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que obrigou o governo federal a apresentar à Justiça os exames. Na decisão, Noronha entendeu que é assegurado ao presidente e a todos os cidadãos a proteção à intimidade.

    Ontem (11), o jornal recorreu ao STF e o ministro Ricardo Lewandowski foi escolhido relator do caso. Ainda não houve decisão do ministro.

     

  • Facebook exclui mais de 50 milhões de postagens falsas

    Facebook exclui mais de 50 milhões de postagens falsas

    A rede social Facebook publicou na terça-feira (12) relatório sobre as ações tomadas para prevenir a disseminação de conteúdos falsos ou duvidosos na internet. Segundo o Relatório de Aplicação dos Padrões da Comunidade, cerca de 50 milhões de postagens relacionadas ao novo coronavírus, publicadas tanto no Facebook quanto no Instagram, foram consideradas incompatíveis com as políticas da empresa.

    “Passamos os últimos anos construindo ferramentas, equipes e tecnologias para ajudar a proteger as eleições de interferências, evitar a disseminação de desinformação em nossos aplicativos e manter as pessoas protegidas de conteúdos nocivos”, afirma o vice-presidente de Integridade do Facebook, Guy Rosen, em comunicado.

    O relatório do Facebook diz também que a maior parte do trabalho de filtragem de conteúdo é feito por algoritmos de inteligência artificial que identificam conteúdos abusivos com expressões de discurso de ódio, nudez adulta e atividades sexuais, violência e conteúdo explícito, bullying e assédio.

    Apenas uma parte da filtragem é reavaliada por revisores de conteúdo, enquanto a maior parte é excluída automaticamente. “Trabalhamos com mais de 60 organizações de verificação de fatos que revisam e classificam conteúdos em mais de 50 idiomas ao redor do mundo. No mês passado, continuamos a expandir nosso programa para adicionar mais parceiros e idiomas. Desde o início de março, adicionamos oito novos parceiros e expandimos nossa cobertura para mais de uma dúzia de novos países”, revela Rosen.

    As postagens removidas que continham desinformação sobre o novo coronavírus foram avaliadas com base em 7.500 artigos científicos usados para comparar fatos entre os textos publicados nas redes sociais e o entendimento médico-científico atual sobre a doença.

    O levantamento também marca a primeira vez que o Facebook e Instagram divulgam informações sobre apelações feitas por usuários de ambas as plataformas. De janeiro a março de 2020, das 2,3 milhões de postagens excluídas por violação dos termos de uso, 613 mil foram restauradas após análise de avaliadores.

    Fake news

    O relatório destaca ainda o esforço da empresa para conter o avanço e a disseminação de notícias falsas.

    O Facebook anunciou parceria com a International Fact-Checking Network (IFCN) em um contrato de US$ 1 milhão que inclui os serviços de 13 organizações de verificação de fatos em todo o mundo.

  • Dólar encosta nos R$ 5,90, maior valor desde criação do Real

    Dólar encosta nos R$ 5,90, maior valor desde criação do Real

    Em meio a tensões no Brasil e no exterior, o dólar aproximou-se de R$ 5,90 e voltou a bater recorde. O dólar comercial encerrou a terça-feira (12) vendido a R$ 5,866, com alta de R$ 0,042 (+0,71%). Este é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real.

    O euro comercial fechou a R$ 6,37, com alta de 1,26%. A libra comercial encerrou o dia vendida a R$ 7,22, com alta de 0,54%.

    O dólar estava em queda até pouco antes das 15h, quando se encerrou a exibição, na sede da Polícia Federal, do vídeo de uma reunião ministerial realizada no fim de abril. O vídeo é parte do inquérito que investiga declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Na máxima do dia, por volta das 16h, encostou em R$ 5,89. A divisa acumula alta de 46,17% em 2020.

    O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária fez um leilão de contratos novos de cerca de US$ 500 milhões de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

    Nos últimos dias, os investidores têm repercutido a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a Selic (taxa básica de juros) para 3% ao ano. Além de reduzir a taxa além do estimado, o BC indicou que pretende promover novo corte de até 0,75 ponto percentual em junho, o que poderia levar a Selic para 2,25% ao ano.

    Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado. Além da exibição do vídeo da reunião ministerial, os investidores estão atentos às negociações para o veto a artigos da lei de ajuda a estados e municípios que exclui categorias de servidores do congelamento salarial por 18 meses.

    Mercado de ações

    O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta terça-feira aos 77.872 pontos, com queda de 1,51%. O indicador estava em alta até por volta das 15h, mas passou a operar em queda nas horas finais de negociação. O Ibovespa fechou no menor nível desde 24 de abril.

    Além das tensões políticas no Brasil, o Ibovespa foi afetado pelo mercado externo. Influenciado pelo aumento de casos de coronavírus em países que relaxaram as restrições sociais, como a Alemanha e a Coreia do Sul, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com perda de 1,89%.

    A bolsa norte-americana também foi afetada pelo aumento nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, depois que um grupo de senadores norte-americanos apresentou um projeto de lei com sanções comerciais contra o país asiático.

    Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos o combate à doença.

    (Wellton Máximo – Agência Brasil)

  • 73.242 militares receberam o auxílio emergencial para informais e desempregados

    Ministério da Defesa divulgou uma nota nesta terça-feira (12) na qual informou que as Forças Armadas analisam caso a caso os militares que receberam o auxílio emergencial de R$ 600.

    Na segunda (11), o ministério já havia informado que iria apurar se militares receberam o benefício de maneira indevida.

    Segundo o governo, 73,2 mil militares ativos, inativos, de carreira, temporários, pensionistas, dependentes e anistiados receberam o auxílio.

    “Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal.

    Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados”, informou o ministério em nota.

    “Assim que o Ministério da Defesa e o Ministério da Cidadania fizeram o cruzamento de dados e identificaram a possibilidade de eventuais recebimentos indevidos, os Comandos das Forças Armadas foram acionados para apurar possíveis irregularidades”, acrescentou a pasta.

    Na segunda (11), o Ministério da Cidadania informou que quem recebeu o auxílio emergencial sem ter direito terá de devolver os recursos aos cofres públicos por meio do pagamento de uma Guia de Recolhimento da União (GRU).

    A Caixa Econômica Federal, que faz o pagamento do auxílio, informou que faz a operação somente após a validação dos dados dos cidadãos pelo próprio governo.

    Ministério da Defesa:

    Nota à Imprensa

    Brasília, 12 de maio de 2020

    Com a pandemia do Covid-19, o governo brasileiro montou uma grande rede de proteção social, necessária e inédita. Em menos de 30 dias, o auxílio emergencial chegou às mãos de mais de 50 milhões de pessoas.

    Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal.

    Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados.

    Assim que o Ministério da Defesa e o Ministério da Cidadania fizeram o cruzamento de dados e identificaram a possibilidade de eventuais recebimentos indevidos, os Comandos das Forças Armadas foram acionados para apurar possíveis irregularidades.

    No momento, as Forças Armadas apuram individualmente cada caso. Os valores recebidos indevidamente serão restituídos.

    É importante ressaltar que:
    – desse universo, parte recebeu automaticamente por ter CPF registrado no Cadastro Único ou ser beneficiário do Bolsa Família;
    – entre os que solicitaram o auxílio, por meio do aplicativo ou do site da Caixa Econômica Federal, há pertencentes a famílias cuja renda mensal por pessoa não ultrapassa meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total é de até 3 (três) salários mínimos (R$ 3.135,00) e que podem ter interpretado equivocadamente as regras de recebimento do benefício.
    Havendo indícios de práticas de atos ilícitos, os Ministérios da Defesa e da Cidadania adotarão todas as medidas cabíveis, mantendo sempre o compromisso com a transparência.

    Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cidadania