Autor: da Redação

  • Trump proibe entrada de brasileiros e estrangeiros que passaram pelo Brasil: “Não quero que venham aqui e infectem o nosso povo”

    Trump proibe entrada de brasileiros e estrangeiros que passaram pelo Brasil: “Não quero que venham aqui e infectem o nosso povo”

    A situação da pandemia no Brasil ganha repercussão mundial com a proibição anunciada neste domingo: brasileiros e estrangeiros que tenham passado pelo país nos últimos 14 dias não podem entrar nos Estados Unidos.

    O decreto foi assinado pelo presidente Donald Trump, no domingo, 24.  A entrada passa a ser proibida a partir do dia 29 de maio.

    “Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo”, declarou  Trump há dez dias, quando o aumento de casos colocou o Brasil em segundo lugar  entre os países com mais pessoas contaminadas, atrás justamente dos EUA.

    Neste domingo, o número de mortes registrado no Brasil (653) foi maior do que nos Estados Unidos (638), segundo a universidade Johns Hopkins.

    “Os Estados Unidos doarão 1.000 respiradores para o Brasil para ajudar nas necessidades de saúde. Essas restrições de viagem são projetadas para proteger os cidadãos dos Estados Unidos e do Brasil e não refletem de forma alguma uma redução no forte relacionamento bilateral entre nossos dois países”, diz o comunicado do governo americano.

    Segundo as agências internacionais,  Trump conversou com o presidente Jair Bolsonaro duas vezes nos últimos dois meses sobre o assunto.

    A cada semana, mais de 1.500 passageiros chegam a aeroportos dos EUA vindos do Brasil. Entre 11 e 17 de maio, cerca de 1.800 viajantes do Brasil entraram nos Estados Unidos.

    Os voos entre os dois países no momento estão bastante reduzidos. Atualmente, os únicos estados dos EUA que ainda operam voos com origem e destino ao Brasil são Texas e Flórida.

    A restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenha residência permanente no país, filhos ou irmãos de americanos ou residentes permanentes também poderão entrar, desde que tenham menos de 21 anos.

    Membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição.

    Neste domingo, os Estados Unidos chegaram à marca de 1.635.192 casos de Covid-19, com  97.599 mortes pela doença, segundo a universidade Johns Hopkins. Já o Brasil tinha 347.398 casos e 22.013 mortes.

    Filipe Martins, assessor especial da presidência brasileira para assuntos internacionais, usou seu perfil em uma rede social para comentar o decreto de Trump.

    “Ao banir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano está seguindo parâmetros quantitativos previamente estabelecidos, que alcançam naturalmente um país tão populoso quanto o nosso. Não há nada específico contra o Brasil. Ignorem a histeria da imprensa”, escreveu.

    Anteriormente, os EUA já tinham proibido a entrada de pessoas provenientes de outros países devido à pandemia de coronavírus: da China (excluindo Hong Kong e Macau), do Irã, de países europeus membros da zona Schengen, do Reino Unido e da Irlanda.

    As autoridades brasileiras também destacaram a cooperação do governo dos EUA à presidência brasileira no combate à pandemia e disseram que “as restrições não afetam o fluxo de comércio entre os dois países”.

    “A decisão do governo dos EUA baseou-se em critérios técnicos, que levam em conta uma combinação de fatores tais como os casos totais, tendências de crescimento, volume de viagens, entre outros.

    A restrição americana tem o mesmo propósito de medida análoga já adotada pelo Brasil em relação a cidadãos de todas as origens, inclusive norte-americanos, e de medidas semelhantes tomadas por ampla gama de países.”, diz a resposta do Itamaraty.

    (Com informações da EBC e G1)

  • Estudo das Nações Unidas prevê queda “sem precedentes” na saúde, educação e nível de vida

    Estudo das Nações Unidas prevê queda “sem precedentes” na saúde, educação e nível de vida

    O Programa  das Nações Unidas para o Desenvolvimento  divulgou uma previsão do impacto global da pandemia nos níveis de saúde, educação e condições de vida.

    Será “um retrocesso sem precedentes no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta”.

    O recuo universal do IDH em decorrência da covid-19 seria o primeiro em 30 anos, desde que o indicador foi criado, em 1990.

    “O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. A covid-19, com seu triplo impacto em saúde, educação e renda, pode mudar essa tendência”, declarou o administrador do Pnud, Achim Steiner, ao comentar as conclusões do estudo.

    De acordo com a análise, a renda per capita global deve cair 4% em 2020, com elevação dos índices de desemprego e endividamento dos governos.

    Na saúde, o colapso dos sistemas de atendimento em todo o planeta deve ir além de não conseguir dar conta dos infectados pela covid-19. Pode inviabilizar o também atendimento de outras doenças, elevando os riscos de morte para outros segmentos, além dos grupos de risco do novo coronavírus.

    Em relatório divulgado na última semana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimou que 6 mil crianças podem morrer diariamente de causas evitáveis, nos próximos seis meses, em razão do enfraquecimento dos sistemas de saúde pelo mundo causado pelo coronavírus.

    Segundo o Pnud, a deterioração do IDH será maior nos países pobres e em desenvolvimento.

  • Celso de Mello anuncia que decidirá hoje sobre divulgação da reunião ministerial

    Celso de Mello anuncia que decidirá hoje sobre divulgação da reunião ministerial

    O ministro Celso de Mello decidirá até as 17h desta sexta-feira (22) sobre o sigilo da gravação da reunião ministerial apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na autonomia da Polícia Federal.

    A informação é da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal.

    O vídeo é parte do inquérito autorizado pelo ministro, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), para apurar a acusação de Moro.

    Segundo o ex-ministro, Bolsonaro tentou interferir na PF para evitar que familiares fossem investigados.

    Parte dos diálogos da reunião foram transcritos pela Advocacia Geral da União e entregues ao STF.

    No trecho selecionado, o presidente aparece reclamando da falta de informações da Polícia Federal e afirmando que iria “interferir”.

    De acordo com o documento, Bolsonaro afirmou na reunião que não iria esperar “foderem” alguém da família ou amigo dele para trocar a “segurança” no Rio.

    A realizada em 22 de abril e teve a presença de Bolsonaro, do vice, Hamilton Mourão, de Moro e de outros ministros. Ao todo, teriam participado 25 autoridades.

    Nesta quinta, Bolsonaro afirmou em uma transmissão ao vivo por uma rede social que a divulgação do vídeo mostrará que “não tem nada”, “nenhum indício” de que interferiu na Polícia Federal.

    “Agora, só peço [a Celso de Mello]: não divulgue a fita toda. Tem questões reservadas, tem particularidades ali de interesse nacional. O resto, do que eu falei, tem dois pedacinhos de 15 segundos que é questão de política externa e não pode divulgar. O resto, divulga. E tem bastante palavrão, tá? Se o ministro resolver divulgar, vou cumprir a decisão judicial, tá certo?”, afirmou o presidente.

    Para ele, o “mais importante” é que a divulgação do vídeo “vai dizer que não houve uma palavra” mencionando a Polícia Federal.

    Na última segunda-feira (21), Celso de Mello assistiu ao vídeo e informou que decidiria até esta sexta. Segundo a imprensa, o ministro se declrarou estarrecido.

    A defesa do ex-ministro Sérgio Moro pediu a retirada total do sigilo. Mas a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendem a divulgação apenas das falas do presidente.

  • Mortes pela Covid 19 no Brasil passam de 20 mil

    O Brasil ultrapassou as 20 mil mortes pela pandemia.

    Levantamento do G1, junto às Secretarias Estaduais computou 20.112 mortes provocadas pela Covid-19, até esta sexta-feira, 22.

    Os casos confirmados da doença no país chegaram a 312.074.

    O Brasil é o terceiro país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás de Estados Unidos e Rússia.

    O balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (21) informa 20.047 mortos e 310.087 casos.

    Foram 1.188 mortes incluídas no balanço em 24 horas.

    Das 20 cidades com maior mortalidade, 15 estão no Norte e cinco no Nordeste.

    Taxa de ocupação de leitos de UTI
    Acre – 23,3% em todo o estado em 28/4
    Alagoas – 68% em todo o estado da rede pública e contratualizados em 20/5
    Amapá – 100% em todo o estado em 18/5
    Amazonas – 79% em todo o estado em 19/5
    Bahia – 53% em todo o estado em 17/5
    Ceará – 89% em todo o estado em 17/5
    Espírito Santo – 78,13% em todo o estado em 19/5
    Maranhão – 94,31% na capital em 17/5
    Mato Grosso – 12,20% em todo o estado em 20/5
    Mato Grosso do Sul – 1,40% em todo o estado em 17/5
    Minas Gerais – 59% em todo o estado em 5/5
    Pará – 81,16% em todo o estado em 17/5
    Paraíba – 65% em todo o estado em 17/5
    Paraná – 38% em todo o estado em 20/5
    Piauí – 50,20% em todo o estado em 17/5
    Pernambuco –52,20% em todo o estado em 7/5
    Rio de Janeiro – 98% em todo o estad86% publico em 4/5
    Rio Grande do Norte – 86% do sistema público em todo o estado em 17/5
    Rio Grande do Sul – 73,20% em todo o estado em 17/5
    Rondônia – 31,60% em todo o estado em 11/05
    Santa Catarina – 58% do sistema público em todo o estado em 20/5
    São Paulo – 71,70% em todo o estado em 20/5
    Sergipe – 56,30% do sistema público em todo o estado em 13/5
    Tocantins – 35% dos leitos ocupados em 8/5.

    Distrito Federal, Goiás e Roraima não divulgaram a taxa de ocupação.

     

     

  • Cloroquina causa mais uma baixa no Ministério da Saúde: secretário pediu demissão

    A polêmica em torno da cloroquina causou mais uma baixa no Ministério da Saúde do governo Bolsonaro.

    Por discordar do novo protocolo para uso do medicamento no tratamento da Covid 19, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Campos de Carvalho, pediu demissão.

    Sua exoneração, “a pedido”, foi publicada  na edição da madrugada desta sexta-feira (22) do “Diário Oficial da União”. O decreto foi assinado pelo Ministro da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto.

    Carvalho ficou no cargo apenas  18 dias e sua saída  foi atribuída à discordância com a posição do presidente Jair Bolsonaro, que estimula o uso da cloroquina em pacientes com os primeiros sintomas da Covid 19.

    Antes, ele já  havia declarado à  imprensa que era contra o novo protocolo para uso do medicamento, adotado por pressão de Bolsonaro.

    Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, o então secretario disse que deixaria o cargo por considerar precipitada a mudança de protocolo no uso da cloroquina.

    O setor que Carvalho chefiava é responsável, segundo o site do Ministério da Saúde, pelo o desenvolvimento da capacidade científica, tecnológica e produtiva nacional para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

    Na quarta-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou o protocolo que libera no SUS o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina até para casos leves de Covid-19.

    Não há comprovação científica de que a cloroquina é capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no remédio e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda o uso.

    O protocolo da cloroquina foi motivo de atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Em menos de um mês, os dois deixaram o governo.

    O decreto:
    O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 4º do Decreto nº 9.794, de 14 de maio de 2019, resolve:
    Nº 254 – EXONERAR, a pedido,
    ANTONIO CARLOS CAMPOS DE CARVALHO do cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, código DAS 101.6, a partir de 18 de maio de 2020.
    WALTER SOUZA BRAGA NETTO

  • Comitê pela Democracia debate a “militarização do governo Bolsonaro”

    Comitê pela Democracia debate a “militarização do governo Bolsonaro”

    Mais de dois mil cargos, inclusive nove dos 22 ministérios,  do governo Bolsonaro são ocupados por militares.  O próprio presidente, capitão reformado, e seu vice, o general Hamilton Mourão são oriundos da caserna.

    “Há mais militares no governo brasileiro do que na Venezuela, acusada por muitos de ser uma ditadura civil-militar”, diz o cientista político Benedito Tadeu César, que nesta sexta-feira, 22,  será o mediador de um debate on line sobre o tema, promovido pelo Comitê em Defesa da Democracia.

    Até que ponto essa “militarização do governo”, reforçada pelos discursos autoritários do presidente da República, representa um risco para a democracia no país?

    Essa é a pergunta central que os debatedores – Celso Amorim e Aldo Rebelo, dois civis que ocuparam o ministério da Defesa – vão responder.

    O debate on line começa às 18 horas  e será transmitido ao vivo pelos canais do jornal JÁ, Brasil de Fato, Rede Soberania, (Facebook), as rádios web Manawa e Vale do Mampituba, além do canal do Comitê no You Tube e Facebook.

    http://www.youtube.com/watch?v=UgjcHJjc6Jk

     

  • Celso Amorim e Aldo Rebelo participam do debate sobre a questão militar no Brasil

    Confira como foi a transmissão do debate clicando aqui.

    “A Questão Militar no Brasil Hoje” será o tema de mais uma edição dos Debates Mensais sobre Conjuntura Política do Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, evento que será realizado na próxima sexta-feira, dia 22 de maio, a partir das 18 horas. O debate contará com a participação dos ex-ministros da Defesa Aldo Rebelo e Celso Amorim como debatedores e do jornalista e escritor Fernando Morais e do cientista político Benedito Tadeu César como mediadores.

    O evento faz parte das atividades promovidas pelo Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito e será transmitido pelos meios de comunicação do comitê: canal no Youtube, página no facebook e site, pela Rede Soberania, pelos jornais Brasil de Fato e Já Porto Alegre, pelos blogs Nocaute e Esquina Democrática, bem como pelas rádios Manawa Rádio Web e Vale do Mampituba Rádio Web.

    Confira como foi a transmissão do debate clicando aqui.

     

  • Mais de 100 laboratórios estão na corrida para chegar a uma vacina contra o coronavirus

    Mais de 100 laboratórios estão na corrida para chegar a uma vacina contra o coronavirus

    Três vacinas entraram na segunda fase de testes clínicos em Pequim, segundo informou nesta quarta-feira, 20, a agência oficial do governo chinês.

    Inovio e Pfizer são duas das empresas americanas que já começaram a testar em pessoas uma vacina para a Covid 19.

    Testes em seres humanos estão tambám sendo feitas por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles disseram que poderiam ter uma vacina pronta para uso emergencial a partir de setembro.

    Outra empresa, a Moderna, anunciou resultados encorajadores de um teste  de sua vacina em oito voluntários. Só a notícia já fez as ações da empresa subirem.

    Em Boston, o Centro Médico Beth Israel Deaconess publicou  esta semana uma pesquisa mostrando resultados positivos de uma vacina aplicada em macacos.

    O esforço em busca de uma vacina contra o coronavirus mobiliza mais de 100  equipes de pesquisas em todo o mundo, segundo um levantamento publicado nesta quarta pelo New York Times.

    “Otimismo cauteloso” é o sentimento entre os cientistas que trabalham nos projeto,segundo o jornal.  A melhor expectativa é de que pelo menos uma vacina contra o coronavírus, esteja pronta no próximo ano.

    “Se isso acontecer, será o programa de desenvolvimento de vacinas mais rápido da história”, segundo um pesquisador.

    Até agora, a melhor notícia que os cientistas puderam dar é de que o coronavirus é “um patógeno estável”, ou seja, ele provavelmente não sofrerá uma mutação significativa até que se desenvolva a primeira vacina .

    Isso o torna um “um alvo mais fácil”, como disse Michael Farzan, virologista da Flórida, ao NYT.

    O coronavírus possui alvos tentadores em sua superfície, proteínas únicas  que o patógeno precisa para entrar nas células humanas. O sistema imunológico aprende prontamente a reconhecer essas proteínas, ao que parece, e a atacá-las, matando o vírus.

    A descoberta da vacina, porém, não é o único obstáculo nessa corrida que alimenta as esperanças do mundo inteiro.  Depois de desenvolvida e testada em diversos níveis ainda haverá o problema de produzí-la e distribuí-la em grandes quantidades.

    Quase todo mundo no planeta é vulnerável ao novo coronavírus. Cada pessoa pode precisar de duas doses de uma nova vacina para receber imunidade protetora. São 16 bilhões de doses.

    “Quando as empresas prometem entregar uma vacina em um ano ou menos, não tenho certeza de que estágio elas estão falando”, disse Akiko Iwasaki, imunobiologista da Universidade de Yale. “Duvido que eles estejam falando sobre distribuições globais em bilhões de doses”.

    O presidente Trump disse na sexta-feira que o o governo americano está desenvolvendo um projeto para distribuir uma vacina “antes do final do ano”. Para fazer isso, Trump conta com o Departamento de Defesa para gerenciar a logística de fabricação relacionada ao desenvolvimento de vacinas.

    Mas em uma entrevista na quinta-feira, o general Gustave F. Perna, que gerenciará a logística de fabricação, disse que as discussões sobre os equipamentos e instalações necessárias para a produção estão apenas começando.

    Ele descreveu seu trabalho como um “problema de matemática”: como obter 300 milhões de doses de uma vacina que ainda não existe para os americanos – até janeiro.

    Ele acrescentou: “Agora, como vou distribuí-lo? Em que será distribuído? O que preciso solicitar agora para garantir a capacidade de distribuição? As pequenas garrafas, os caminhões.

    Amesh Adalja, médico de doenças infecciosas e pesquisador sênior do Centro de Segurança da Saúde da Universidade Johns Hopkins, disse ao NYT que aspectos aparentemente menores da produção e distribuição podem complicar o progresso mais tarde.

    “Isso está em uma escala que nunca vimos desde a vacina contra a poliomielite”, disse ele. “São as pequenas coisas como as seringas, as agulhas, os frascos de vidro. Tudo isso precisa ser pensado. Você não quer que algo tão simples seja o gargalo do seu programa de vacinação. ”

    Na reunião da Assembléia Mundial da Saúde desta semana, foi adotada uma proposta da União Européia recomendando um pool voluntário de patentes , o que pressionaria as empresas a desistirem de seus monopólios de vacinas que desenvolveram.

    A Oxfam, uma instituição de caridade internacional, publicou uma carta aberta de 140 líderes e especialistas mundiais pedindo uma “vacina do povo”, que seria “disponibilizada gratuitamente para todas as pessoas, em todos os países”.

    “Essas vacinas precisam ser um bem público”, disse Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, que assinou a carta.

    “Quando as empresas prometem entregar uma vacina em um ano ou menos, não tenho certeza de que estágio elas estão falando”, disse Akiko Iwasaki, imunobiologista da Universidade de Yale. “Duvido que eles estejam falando sobre distribuições globais em bilhões de doses”.

    Na reunião da Assembléia Mundial da Saúde desta semana, foi adotada uma proposta da União Européia recomendando um pool voluntário de patentes , o que pressionaria as empresas a desistirem de seus monopólios de vacinas que desenvolveram.

    A Oxfam, uma instituição de caridade internacional, publicou uma carta aberta de 140 líderes e especialistas mundiais pedindo uma “vacina do povo”, que seria “disponibilizada gratuitamente para todas as pessoas, em todos os países”.

    “Essas vacinas precisam ser um bem público”, disse Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, que assinou a carta.

  • Prefeitura de Porto Alegre amplia liberação de atividades

    Prefeitura de Porto Alegre amplia liberação de atividades

    Porto Alegre avança na retomada gradual da atividade econômica.

    Estão liberados para abrir, a partir desta quarta-feira, 20, shoppings centers, galerias e centros comerciais, restaurantes, igrejas e templos, equipamentos culturais e empresas do setor do comércio e de serviços.

    O funcionamento das atividades deverá respeitar as normas de higienização, distanciamento, ocupação de até 50% da capacidade dos estabelecimentos, bem como a oferta de máscaras aos trabalhadores que utilizam o transporte público para o deslocamento.

    A decisão foi tomada a partir do monitoramento dos indicadores de evolução da pandemia na Capital, cuja principal referência é a ocupação de leitos de UTI por pacientes com Covid-19.

    As categorias flexibilizadas foram incluídas no decreto 20.583, assinado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior e publicado em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) desta terça-feira, 19.

    Seguem proibidos as aulas da educação infantil ao ensino superior das redes privadas e públicas, eventos e centros culturais, cinemas, casas noturnas e de shows, boates e similares, teatros, clubes sociais, saunas e parques de diversão. Para os condomínios, mantêm-se as regras vigentes até o momento.

    CONFIRA AS ALTERAÇÕES

    Comércio, shoppings, centros comerciais e galerias

    – Os shoppings centers poderão atender com 50% da capacidade máxima de ocupação prevista no alvará de funcionamento.

    O mesmo vale para galerias e centros comerciais. As praças de alimentação também estão autorizadas a reabrir seguindo normas de higiene e distanciamento. Já os espaços de recreação seguem fechados.

    Restaurantes, lancherias e bares

    Nos restaurantes e lancherias, os serviços de bufê estão permitidos desde que a montagem do prato seja feita exclusivamente por um funcionário do serviço. Os estabelecimentos também deverão observar a regra de distanciamento de dois metros entre as mesas e lotação de até 50% da capacidade máxima, regra geral que também vale para os bares.

    Missas e cultos

    A realização de missas, cultos ou similares poderá ocorrer com, no máximo, 30 pessoas, desde que não ultrapasse 50% do limite máximo de ocupação, e com distanciamento mínimo de 2 metros entre os presentes.

    Supermercados e hipermercados – Deverão seguir a regra geral de 50% da capacidade máxima de ocupação e respeitar o distanciamento social de dois metros.

    Mercado Público – A circulação de pessoas no Mercado Público não poderá exceder 50% da capacidade máxima prevista no alvará de funcionamento ou de prevenção e proteção contra incêndio.

    Academias – As academias e centros de ginástica ou espaços privados para atividades físicas, inclusive nos clubes sociais, poderão atender um aluno a cada 16 metros quadrados, podendo ser acompanhado por um profissional.

    Prática de esportes – Está permitida a prática de esportes individuais sem contato físico.

    Outras atividades – Também estão autorizados a retomar o trabalho os serviços sociais autônomos e entidades sindicais. No entanto, está proibida a realização de cursos presenciais, palestras e qualquer aglomeração de pessoas. Esses locais podem funcionar com atendimento presencial individual e com hora marcada.

    O decreto permite ainda o uso de espaços abertos, públicos ou privados para a realização de atividades eventuais no sistema de serviço no carro (drive-in) com distanciamento de, no mínimo, dois metros entre os veículos.

    Museus e bibliotecas também estão liberados, respeitando a regra geral de 50% da capacidade. O novo regramento permite ainda aulas de ensino particulares e individuais, como as de idiomas.

    O primeiro caso confirmado de Covid-19 na cidade foi registrado no dia 8 de março. Uma semana depois, a administração municipal já havia determinado a suspensão das aulas e o fechamento de shoppings, restaurante e bares.

    A primeira morte ocorreu em 24 de março. Hoje, mais de dois meses após a chegada do vírus, Porto Alegre tem 25 mortes, uma das mais baixas taxas de letalidade do país. Nessa terça-feira, 19, 44 pacientes confirmados com Covid-19 estavam internados em UTIs da Capital.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Brasil ultrapassa mil mortes por dia e já está em terceiro lugar no ranking mundial

    Brasil ultrapassa mil mortes por dia e já está em terceiro lugar no ranking mundial

    Com 1.179 vítimas nesta terça-feira, 19, o Brasil bateu recorde de mortes num único dia e já está em terceiro lugar no ranking mundial do número de casos confirmados da Covi 19, depois de Estados Unidos e Rússia.

    O resultado desta terça-feira, 19, representou um aumento de 7% em relação ao dia anterior, quando foram contabilizados 16.792 mil falecimentos pela covid-19.

    A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos pela quantidade da população) foi de 8,6%.

    O balanço diário do Ministério da Saúde registrou também recorde de novos casos confirmado em 24 horas, com 17.408.

    No total, 271.628 pessoas foram infectadas. O resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220.

    Do total de casos confirmados, 146.863 (54%) estão em acompanhamento e 106.794 (39,3%) foram recuperados.

    Há ainda 3.319 mortes em investigação. O número marca um aumento em relação aos últimos números para este indicador, que davam entre 2.000 e 2.300 falecimentos em investigação.

     

    São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (5.147), se seguido pelo Rio de Janeiro (3.079), Ceará (1.856), Pernambuco (1.741) e Amazonas (1.491).

    Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.519), Maranhão (604), Bahia (326), Espírito Santo (325), Alagoas (231), Paraíba (219), Minas Gerais (167), Rio Grande do Norte (160), Rio Grande do Sul (151), Amapá (136), Paraná (129), Santa Catarina (91), Piauí (85), Rondônia (87), Goiás (73), Acre (72), Distrito Federal (72), Sergipe (63), Roraima (61), Tocantins (38), Mato Grosso (32) e Mato Grosso do Sul (16).

    Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (65.995), Ceará (28.112), Rio de Janeiro (27.805), Amazonas (22.132) e Pernambuco (21.242).

    Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (16.295), Maranhão (14.198), Bahia (11.013), Espírito Santo (7693) e Santa Catarina (5.413).

    Segundo o mapa global da universidade Johns Hopkins, o Brasil passou o Reino Unido em número de casos, atrás da Rússia (299,941 mil) e Estados Unidos (1,52 milhão).

    No número de mortes, o Brasil ocupa a sexta posição, atrás de Espanha (27.778), França (28.025), Itália (32.169), Reino Unido (35.422), Estados Unidos (91.661).

    Nos dois indicadores, é preciso considerar também a população dos países, uma vez que o Brasil é mais populoso do que nações como Reino Unido, Itália e Espanha.

    Até o início da noite desta terça-feira, já haviam sido registrados 4,88 milhões de casos confirmados de covid-19 no mundo.

    Atendimento psicológico

    Em entrevista no Palácio do Planalto, representantes do Ministério da Saúde anunciaram que começou hoje o atendimento psicológico a distância para os profissionais de saúde.

    O projeto, chamado de Telepsi, é uma iniciativa em parceria com o Hospital das Clínicas de Porto Alegre e com a Universidade Federal do  Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Os trabalhadores da saúde que desejarem acessar o serviço de atendimento devem ligar para 0800 644 6543.

    As consultas serão realizadas semanalmente com o mesmo psicólogo.

    Caso haja necessidade de medicação, haverá o encaminhamento presencial para um psiquiatra. A expectativa é fornecer o serviço a 10 mil profissionais.

    (Com informações da Agência Brasil)