Autor: da Redação

  • Obras do Embarcadero paralisadas, Cais Mauá segue sem destino

    Obras do Embarcadero paralisadas, Cais Mauá segue sem destino

    As obras do projeto Cais Embarcadero estão paralisadas há pelo menos um mês.

    A Procuradoria Geral do Estado atestou que o projeto poderia ter continuidade, sem necessidade de uma licitação.

    A prefeitura disse que as obras podiam continuar, apesar das restrições de obras públicas por causa da pandemia. A área é pública, mas a obra é privada, foi a justificativa.

    Numa reunião no Palácio Piratini, no início de março, do governador com os  empresários, chegou a ser anunciada a data da inauguração em abril.

    Apesar de tudo isso, há mais de mês o projeto do Cais Embarcadero que pretendia ser uma ocupação piloto do Cais Mauá, está paralisado.

    Muitas incertezas jurídicas cercam o projeto.

    Com isso, o sítio histórico que deu origem e nome à cidade de Porto Alegre voltou ao completo abandono.

    A foto que nos foi enviada pelo capitão Geraldo Almeida um dos práticos de navegação  que operam entre Porto Alegre e Rio Grande, mostram uma fileira de conteiners pretos cobrindo  a visão dos armazéns, do lado do Guaiba.

    Aqueles armazéns não são tombados, mas estão inventariados pelo patrimônio público. Pode interferir assim?  Com a paralisação da atividades por causa da pandemia, não se consegue informação.

    Na sede do Iphan não se encontra quem possa falar, só os guardas, alguns funcionários burocráticos, o pessoal da limpeza. Por telefone, inviável.

    A área do Embarcadero vai da Usina do Gasômetro até o final do armazém A7.  As empresas DC Set, do ramo de eventos,  e a Tornak, que atua no segmento imobiliário, iriam investir R$ 6,5 milhões para montar um centro de gastronomia e lazer à beira do Guaiba.

    Segundo noticias na imprensa, 30% do empreendimento já estaria pronto.

    Área do projeto Cais Embarcadero. Foto: Cleber Dioni Tentardini

    Toda área do cais, de 181 hectares, estava concedida desde 2010 para um empreendimento privado e foi retomada há menos de um ano. Em dez anos a concessão passou por diversas mãos e o cais seguiu abandonado, como já estava nos 20 anos anteriores.

    O projeto Embarcadero foi uma proposta a que se agarraram os concessionários do Cais Mauá para dizer que estavam fazendo alguma coisa.

    Foi apresentado como um “plano piloto” da revitalização: uma área de 19 hectares (pouco mais de 10% da área total do cais) – da Usina do Gasômetro até o final do armazém A7 – seria transformada num centro de gastronomia e lazer à beira do Guaiba. Duas empresas locais – a DC Set, do ramo de eventos,  e a Tornak, que atua no segmento imobiliário,  assinaram um contrato com a Cais Mauá do Brasil  para investir R$ 6,5 milhões no projeto.

    O Ministério Público de Contas questionou a legitimidade jurídica de uma sub-locação dentro da concessão, mas o projeto foi em frente. Segundo noticias na imprensa, 30% do empreendimento já estaria pronto.

    Desde que o contrato com a Cais Mauá do Brasil foi rompido, em julho do ano passado,  o governador Eduardo Leite mostrou-se favorável a manter o projeto do Cais Embarcadero. A Procuradoria Geral do Estado atestou a viabilidade jurídica da continuidade do empreendimento, que faria um contrato com o governo do Estado, já de posse da área, sem necessidade de licitação.

    Tudo indica que há um contrato entre a Superintendência do Porto de Rio Grande e os empresários do Embarcadero,  embora não seja bem claro se a superintendência tem devida competência para assinar um contrato, sem licitação, destinando uma área pública para um empreendimento privado.

    O Cais Embarcadero chegou a ter a inauguração anunciada em abril deste ano.

    Reunião do governador com os empresários, no início de março, tratou sobre o projeto Cais Embarcadero. Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini/Divulgação

    O anúncio foi pelo governador Eduardo Leite, durante entrevista coletiva no Palácio Piratini, onde recebeu os empresários.

    “Queremos entregar um espaço qualificado para os gaúchos e porto-alegrenses. Esse projeto vai representar um impulso econômico de referência para Porto Alegre”, destacou o chefe do Executivo.

    Leite e executivos do empreendimento (DC Set e Tornak) apresentaram detalhes da iniciativa aos jornalistas. Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini/Divulgação

    O governador  mencionou o acordo assinado em fevereiro de 2020 com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, para estruturar “projetos de desestatização de imóveis do Estado que inclui entre outros o Cais Mauá”.

     

     

     

  • Federação Israelita repudia comentário de Ernesto Araújo sobre campos de concentração

    Federação Israelita repudia comentário de Ernesto Araújo sobre campos de concentração

    A Federação Israelita do RS emitiu nota nesta quarta-feira, 29, “repudiando veementemente” o comentário do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, que comparou o isolamento social para combater a Covid-19 aos campos de concentração na Alemanha nazista.

    “A fala é  ilógica e incoerente, visto que não há comparação possível entre uma medida necessária para combater uma pandemia e um lugar de perseguição contra judeus, que culminou com o extermínio de mais de 6 milhões de pessoas na Europa”.

    De acordo com o presidente da FIRS, Sebastian Watenberg, a declaração flerta com o absurdo e o completo descaso.

    “A retratação deve acontecer de forma a indicar o erro e um pedido formal de desculpas, completo e sem fugas. Destacar as relações Brasil e Israel não alivia o peso de uma comparação infeliz como esta”, finaliza.

     

  • Sites que vendiam receitas de cloroquina para tratamento para covid-19 são tirados do ar a pedido do MPSC

    Cinco sites ligados a um médico com endereço em Balneário Camboriú, utilizados para venda de atestados e receitas de diversas doenças, inclusive supostos remédios para covid-19 – como a cloroquina, por exemplo -, foram tirados do ar após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os documentos eram encaminhados ao paciente mediante o simples preenchimento de um formulário e o pagamento da “consulta”.

    O pedido para a suspensão dos sites foi feito pela 6ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, em ação penal na qual denunciou o médico por crime contra as relações de consumo, tipificado por induzir o usuário a erro por via de afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária.

    Nos sites, o médico incentivava o uso combinado de cloroquina ou hidroxicloroquina com azitromicina, sem avisar que se trata de um tratamento ainda em estudo e sem conclusão sobre possível periculosidade ou, ainda, sobre a necessidade de uso apenas em ambiente hospitalar. Na sequência, oferecia receita para o tratamento e atestado médico de 14 dias mediante o preenchimento de um formulário e o pagamento de R$ 89,00 pela consulta.

    Segundo a Promotoria de Justiça, o médico encontra-se, inclusive, com a interdição cautelar para o exercício da profissão em todo o território nacional, em procedimento do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina que apura suas atividades. Ressalta que a Vigilância Sanitária negou alvará para a clínica por ele mantida, pois nas vistorias realizadas teria encontrado apenas operadores de telemarketing em lugar de profissionais da área da saúde.

    Outra irregularidade levantada pela Promotoria de Justiça é a ausência de especialistas nas áreas médicas para as quais oferecia os serviços nos sites, que passam por cardiologia, urologia, ginecologia, psiquiatria, ortopedia, gastrologia e otorrinolaringologia, entre outras. Os médicos apresentados como do corpo clínico para prestação dos serviços têm registro apenas para clínica geral.

    A Promotoria de Justiça conclui que o réu se utilizaria de informações falsas, marketing tendencioso e aplicação de preços incompatíveis com os praticados em território nacional pelos profissionais médicos a fim de atrair os consumidores e levá-los a erro na contratação de serviço essencial à saúde.

    A pena pelo crime contra as relações de consumo varia de dois a cinco anos de detenção, que pode ser agravada em até 50% se for praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde.

    (Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)

  • Pesquisador da UFRGS propõe psicologia positiva em prol da saúde mental na quarentena

    Pesquisador da UFRGS propõe psicologia positiva em prol da saúde mental na quarentena

    Aspectos como estresse, ansiedade e depressão são sintomas psicopatológicos muito tematizados no contexto de medo de uma pandemia e de mudança de rotina com o isolamento social. A proposta do professor do Instituto de Psicologia da UFRGS Cristian Zanon é destacar a promoção da saúde mental e do bem-estar durante a quarentena. Baseado na psicologia positiva, o pesquisador aponta que é possível orientar o enfrentamento dos efeitos adversos desse período com investimento em atitudes otimistas. As ideias estão em artigo científico, no formato preprint, com o título “COVID-19: Implicações e aplicações da Psicologia Positiva em tempos de pandemia”, escrito em parceria com outros três pesquisadores.

    Desenvolver virtudes e potencialidades humanas e cultivar hábitos saudáveis estão entre as indicações da psicologia positiva. Mas como isso isso é possível no momento de uma crise de saúde mundial? Para o professor, entre os elementos indicados está a autocompaixão: “É preciso olhar para si mesmo e, em vez de criticar por não estar sendo produtivo, por exemplo, reconhecer-se diante da situação em que passam outras tantas pessoas. Muita gente também não está sendo produtiva e não consegue dar o seu melhor”, esclarece. Antes da autocrítica, é preciso a autocompaixão. “É preciso se tratar como se você fosse o seu melhor amigo”, enfatiza Zanon. O senso de coletividade também favorece essa autocompaixão, pois o mundo inteiro enfrenta esse problema.

    Outro aspecto importante para “enfrentar” a pandemia é o otimismo, que leva a ver o futuro com expectativa positiva. “Isso vai passar, e vou fazer o melhor que posso”, sintetiza o pesquisador. Cristian Zanon ressalta que cultivar o pessimismo leva ao aumento da quantidade de afetos negativos, como angústia, tristeza e medo. Desse modo, a visualização criativa do futuro permite imaginar novos tempos em que a pandemia já fará parte do passado. Intervenções positivas podem ser ferramentas no enfrentamento às consequências do momento, como a meditação, por exemplo, que é capaz de reduzir ansiedade, estresse e depressão e melhorar a qualidade do sono. O pesquisador reforça que a prática da meditação tem custo baixíssimo e não tem efeitos colaterais.

    O Bem-estar

    Olhar para a realidade da quarentena em seus aspectos positivos também é uma estratégia, como por exemplo: a possibilidade de estar mais tempo consigo mesmo, o maior contato da relação pais e filhos ou mesmo o exercício da já citada visualização criativa do futuro. Desse modo, o bem-estar,na explicação do docente, conta com três componentes: a) cognitivo – pensamento sobre a vida e as coisas que são importantes, ou seja, a satisfação com a vida; b) afetos positivos – vivenciar com alta intensidade e frequência os afetos positivos, como o amor e a alegria e c) afetos negativos – vivenciar com baixa intensidade e frequência os afetos negativos, como frustração, raiva e angústia.

    Além dessa atitude positiva para consigo mesmo, a psicologia positiva entende que a demonstração de empatia também contribui para a ampliação do bem-estar. Generosidade, altruísmo e apoio social são aspectos positivos que efeitos adversos, como uma pandemia, acabam gerando. Ser legal, ajudar, doar tempo sem esperar nada em troca são atitudes que levam as pessoas a terem mais empatia. Segundo Zanon, pesquisas mostram que isso tem impacto sobre o bem-estar das pessoas, tanto daquelas que se dedicam a causas maiores quanto daquelas que se dispõem à gratidão por terem recebido algo de alguém. “Ter um propósito de vida, é claro, ajuda no bem-estar” finaliza.

    A psicologia positiva

    Segundo explica Zanon, a psicologia positiva surgiu nos Estados Unidos, por volta dos anos 2000, como uma nova forma de abordagem da área da psicologia. Seu foco é no desenvolvimento das potencialidades do ser humano, com o incentivo daquilo que ele tem de melhor. Ele indica que não é uma negação dos sofrimentos das pessoas, mas um foco no potencial de cada uma delas. “A psicologia positiva não tem o foco no trabalho de sintomas ou na redução de sofrimentos, mas o foco está nas forças e nas potencialidades do ser humano, em vista de uma vida com mais sentido”, destaca.

    Confira um vídeo em que o professor Cristian Zanon fala sobre autocompaixão e bem-estar:

     

    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

  • Empresa júnior da Engenharia de Alimentos abre inscrições para processo seletivo

    A Eali, empresa júnior do curso de Engenharia de Alimentos, está com inscrições abertas para o processo seletivo 2020/2. Podem se inscrever alunos regularmente matriculados nos cursos de Engenharia de Alimentos, de Produção, Química ou de Materiais da UFRGS que possuam disponibilidade de, no mínimo, dez horas semanais em horário comercial.

    As inscrições vão até dia 4 de maio, pelo link bit.ly/ps-eali-2020-2. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.

  • PPG em Farmacologia e Terapêutica promove webconferência sobre a Covid-19

    PPG em Farmacologia e Terapêutica promove webconferência sobre a Covid-19

    O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Terapêutica (PPGFT) promove nesta quinta-feira, 30, o seminário “COVID-19: epidemiologia, farmacologia e informação”. Participam como palestrantes os professores Ana Paula Herrmann (UFRGS), Flávio Fernando Demarco (UFPel), Mellanie Fontes Dutra da Silva (UFRGS) e Rafael Selbach Scheffel (UFRGS). A atividade começa às 10h por meio de webconferência via Mconf UFRGS, no link http://mconf.ufrgs.br/spaces/seminario-ppgft.

  • Ministro do STF suspende nomeação de Ramagem na Polícia Federal

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta quarta-feira a nomeação de Alexandre Ramagem para ser diretor-geral da Polícia Federal.  Ele acatou pedido do PDT, que alega desvio de finalidade na nomeação dele pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Na ação, o PDT afirma que a intenção do chefe do Executivo é interferir na PF para proteger a ele mesmo e familiares que estariam no alvo de investigações em andamento.

    “A vontade pessoal contida no ato, é de, através da pessoa do Litisconsorte (Ramagem), imiscuir-se na atuação ordinária da Polícia Federal, sobremodo, a do exercício exclusivo de função de polícia judiciária da União, perante esta Corte, inclusive. Pretendendo-se, ao fim, o aparelhamento particular – mais do que político, portanto – de órgão qualificado pela lei como de Estado”, diz um trecho do mandado de segurança apresentado pelo partido.

    Ramagem é próximo da família Bolsonaro, e amigo pessoal do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Ao deixar o cargo de ministro da Justiça, Sergio Moro afirmou que o presidente tentou obter acesso a relatórios de inteligência e assumiu que tinha intenções políticas ao trocar o comando da PF. As denúncias são alvo de um inquérito aberto no Supremo contra Bolsonaro.

    Uma outra ação, movida pelo deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) também pede que a posse de Ramagem seja suspensa. Na Câmara, o Psol protocolou um requerimento para que o novo ministro da Justiça, André Mendonça, explique como será sua atuação no cargo.

  • Capes oferece 900 bolsas de pesquisa para Programa de Combate a Epidemias

    São oferecidas 900 bolsas em até 30 projetos de pesquisa. As inscrições terminam nesta quinta, 30.

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recebe até quinta-feira (30) propostas de pesquisa para o Programa de Combate a Epidemias. São três editais que oferecem 900 bolsas de doutorado e pós-doutorado para as áreas de epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática.

    Segundo a Capes, os projetos para o Edital nº 9/2020 devem ser encaminhados por instituições que oferecem cursos de pós-graduação stricto sensu, e as propostas precisam ser apresentadas no Sistema de Inscrição (Sicapes).

    “Os 30 projetos de pesquisa a serem apoiados vão desenvolver ainda equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais de saúde, além de tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias”, diz nota da instituição. Cada projeto receberá R$ 345 mil, e o orçamento total é de R$ 70 milhões. O resultado final deve ser divulgado no dia 29 de maio, e o início das atividades está previsto para junho.

    (Bruna Saniele – Repórter da Agência Brasil)

  • Estudo inédito da Fiocruz analisa esgoto para mapear circulação do coronavírus

    Uma pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a prefeitura de Niterói e a concessionária Águas de Niterói começou a mapear a presença do novo coronavírus no esgoto da cidade, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro. O estudo é inédito no Brasil e pode servir como um instrumento capaz de identificar a chegada do vírus a uma localidade antes da confirmação dos casos pelo sistema de saúde.

    A análise do material coletado em 15 de abril confirmou a presença do microorganismo em cinco dos 12 pontos estudados – quatro deles no bairro de Icaraí. As amostras pesquisadas também são dos bairros de Jurujuba, Camboinhas, Maravista e Sapê e das comunidades do Palácio, Cavalão, Preventório, Vila Ipiranga, Caramujo, Maceió e Boa Esperança.

    As coletas foram planejadas e realizadas pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em colaboração com a concessionária Águas de Niterói. Já as análises são lideradas pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em colaboração com o Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, que também é do IOC/Fiocruz e foi recentemente considerado referência em coronavírus nas Américas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Segundo os pesquisadores, investigar a presença do coronavírus no esgoto pode ser uma forma de melhorar o entendimento de sua circulação em uma determinada área, já que o vírus também terá sido excretado nas fezes de pessoas assintomáticas. A partir disso, as autoridades podem otimizar os recursos disponíveis e fortalecer medidas de prevenção de forma localizada.

    Apesar de a presença no vírus nas fezes de pessoas infectadas já ter sido confirmada, não há evidências científicas de que o vírus excretado ainda é capaz de infectar outras pessoas, já que a transmissão do coronavírus é principalmente respiratória.

    (Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil)

  • Farmácias autorizadas a fazer testes rápidos para covid-19

    A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira (28) a aplicação de testes rápidos para a detecção do novo coronavírus (covid-19) em farmácias. Com a decisão, a realização deixará de ser feita apenas em ambiente hospitalar e clínicas das redes públicas e privadas.

    As farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste. O estabelecimento que optar pelo procedimento deverá ter profissional qualificado para realizar do exame.

    A realização dos exames não servirá para a contagem de casos do coronavírus no país. Em seu voto, Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou ainda que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico para o coronavírus, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o chamado “falso negativo”, quando o paciente é testado ainda nos primeiros dias de sintomas.

    “Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse.

    A liberação dos testes rápidos em farmácias enfrentava resistências, devido a questões sanitárias e ligadas também à eficácia dos exames.

    A liberação desses testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional decretado pelo Ministério da Saúde em 4 de fevereiro deste ano.