Autor: da Redação

  • Mundo tem 3,8 milhões de casos de covid-19; Brasil é 6º em mortes

    Mundo tem 3,8 milhões de casos de covid-19; Brasil é 6º em mortes

    O acumulado de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em todo o mundo chegou a 3,8 milhões. O balanço foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na manhã de sábado (9). Há uma semana eram 3,2 milhões de casos, o que representa um aumento de 20%. Há um mês, havia 1,43 milhão de casos. Em 30 dias, o acréscimo foi de 265%.

    As mortes chegaram a 265,8 mil em todo o planeta. Há uma semana, eram registrados 230,1 mil óbitos. Em sete dias, o crescimento foi de 15%. Há um mês, a OMS anunciava 85,7 mil mortes. De lá até agora, o índice mais do que triplicou.

    A pandemia está concentrada sobretudo na Europa e nas Américas. O primeiro continente concentra 1,68 milhão de casos confirmados. Já a segunda região reúne 1,63 milhão de pessoas infectadas. Em seguida vêm a área definida como Mediterrâneo, com 246 mil, o Pacífico do Oeste, com 158 mil, o Sudeste Asiático, com 90,8 mil, e a África, com 40,5 mil.

    Brasil

    O Brasil assumiu a sexta colocação em número de mortes, com 9,14 mil. O país só fica atrás da França (26,18 mil), Espanha (26,25 mil), Itália (30,2 mil), Reino Unido (31,24 mil) e Estados Unidos (69,88 mil).

    Em relação ao número de casos confirmados, o Brasil ocupa a nona posição no ranking mundial da OMS, com 135,1 mil. Acima do país estão Turquia (135,56 mil), França (136,57 mil), Alemanha (168,55 mil), Rússia (198,67 mil), Reino Unido (211,36 mil), Itália (217,18 mil), Espanha (222,85 mil) e Estados Unidos (1,24 milhão).

    (Com informações da Agência Brasil e do site da OMS)

  • STF vai decidir se Bolsonaro tem que mostrar os exames

    STF vai decidir se Bolsonaro tem que mostrar os exames

    Os exames de Jair Bolsonaro para o coronavirus devem ser o próximo capítulo da “guerra” do presidente da República com o STF, o Supremo Tribunal Federal.

    Quem pede os laudos na Justiça é o jornal O Estado de São Paulo, com base na Lei de Acesso à Informação. Até agora, Bolsonaro resiste em mostrar os exames que fez.  O STF é o último recurso.

    Em primeira instância, no dia 22 de abril, a juiza Ana Lúcia Pinto, da 14ª Vara da Justiça Federal em São Paulo  acolheu a demanda do Estadão.

    Ela deu 48 horas para Bolsonaro apresentar “os laudos de todos os exames a que se submeteu para a detecção da Covid-19, inclusive aqueles eventualmente realizados com o uso de pseudônimo”.

    Os advogados da União recorreram ao Tribunal Regional Federal da 3a. Região, que confirmou a sentença  e deu  cinco dias para apresentação dos laudos, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

    Para o tribunal, “todos os documentos que se relacionam ao conjunto de atos e condições de um agente político como o presidente da República são relevantes para a história do país”.

    O TRF3 entendeu também que não cabe a invocação da intimidade, da privacidade e do caráter personalíssimo da informação, porque o 31 da Lei de Acesso à Informação autoriza a obtenção dos exames médicos.

    Nessas hipóteses, “as informações pessoais podem ser liberadas sem o consentimento do interessado, quando forem de interesse público”.

    A AGU, então, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, o STJ, última instância  para questões não diretamente relacionadas à Constituição.

    Na sexta-feira, 8,  ao final do expediente, o  ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desobrigou Bolsonaro de apresentar os laudos dos exames que fez desde 7 de março, quando visitou os Estados Unidos e 23 pessoas de sua comitivas foram contaminadas.

    Para o ministro, “a administração pública não pode ser compelida a apresentar o resultado de exames de saúde de pessoa física ocupante de cargo público, pois isso extrapola seu âmbito de atuação”.

    Antes de julgar o caso, o ministro Noronha já havia manifestado sua  posição em entrevista. Um dia antes, ele disse ao Jota, portal especializado:

    “Não é porque o cidadão se elege presidente ou ministro que não tem direito a um mínimo de privacidade. A gente não perde a qualidade de ser humano por exercer um cargo de relevância na República. Outra coisa, já perdeu até a atualidade, se olhar, não sei como está lá, o que adianta saber se o presidente teve ou não coronavírus se foi lá atrás os exames?”.

    Depois disso, a AGU recorreu ao STJ, e o caso foi distribuído a Noronha.

    O fato foi invocado para demonstrar que o ministro arranhou  a Lei Orgânica da Magistratura, em seu artigo 36, inciso III:

    “É vedado ao magistrado:

    III – manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério”.

    A decisão ainda comporta recurso ao Supremo Tribunal Federal, o STF, que tem sido um dos alvos das investidas autocráticas do presidente. Será o embate da próxima semana.

    Quando Bolsonarao fez os primeiros testes, em março, a CNN dos Estados Unidos chegou a noticiar que o resultado fora positivo, dando como fonte da informação um dos filhos do presidente. A notícia foi prontamente desmentida, mas o laudo nunca foi mostrado.

    Quando começou o processo na Justiça, o presidente declarou que se sentiria “violentado” se tivesse que revelar os exames.

    Quando a ação ainda estava na primeira instância, a União chegou a apresentar um relatório médico, feito por profissional da Secretaria-Geral da Presidência da República, afirmando que Bolsonaro não tinha sido infectado.

    Os laudos que atestavam o fato, porém, não foram anexados. A Justiça considerou o relatório insuficiente.

    No dia 30 de abril, Bolsonaro afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, que pode ter tido coronavírus, mas não sentiu.

    Desde o início da pandemia, o presidente realiza periodicamente passeios nas ruas, cumprimentando cidadãos. Ele também faz críticas a medidas de isolamento determinadas por estados e municípios.

    A crítica contudente  feita na semana passada pela revista Lancet ao comportamento do presidente brasileiro frente à pandemia torna especialmente delicada essa questão do laudo de Bolsonaro.

    Reconhecida mundialmente pelos critérios científicos que orientam seus artigos, a Lancet publicou um relatório especial em que conclui: Bolsonaro por suas ações e omissões, é “uma ameaça” à luta contra o coronavirus no Brasil.

    A Lancet destacou que a “desconsideração e o desrespeito” de Bolsonaro  em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde atrapalham a resposta do país à pandemia. Suas atitudes, segundo a revista, despertam confusão na população.

    Essa percepção da comunidade científica internacional tende a potencializar a questão dos laudos dos exames de Jair Bolsonaro para o coronavirus.

  • Rio Grande do Sul terá modelo de distanciamento controlado com níveis de restrições

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apresentou o modelo de distanciamento controlado para enfrentamento ao coronavírus, que passa a valer a partir de segunda-feira, 11.

    Prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, que irão variar conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões pré-determinadas.

    O monitoramento será diário, mas a atualização da bandeira ocorrerá semanalmente, divulgada sempre aos sábados, valendo para a semana seguinte.

    “O coronavírus está aí e permanecerá por mais alguns meses. Teremos de conviver com essa situação, e a imensa maioria da população ainda não entrou em contato com o vírus, ou seja, não tem sistema imunológico preparado para a doença. Se o vírus circular menos, exigirá menos do nosso sistema de saúde e, assim, conseguiremos prestar atendimento a todos que tenham necessidade”, explicou o governador.

    Cada região será avaliada por meio de 11 indicadores consolidados em dois grandes grupos, com pesos iguais na definição das cores de bandeira.

    • propagação (velocidade do avanço, estágio da evolução e incidência de novos casos sobre a população);
    • capacidade de atendimento (capacidade de atendimento e mudança da capacidade de atendimento).

    As cores

    Amarela – risco médio/baixo.
    A região encontra-se com alta capacidade do sistema de saúde e baixa propagação da doença.

    Laranja – risco médio.
    Significa que a região está com um dos dois cenários: média capacidade do sistema de saúde e baixa propagação do vírus ou alta capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus.

    Vermellha – risco alto.
    A região encontra-se em um dos dois cenários: baixa capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus ou média/alta capacidade do sistema de saúde, porém alta propagação do vírus.

    Preta – risco altíssimo.
    Região encontra-se com baixa capacidade do sistema de saúde e alta propagação do vírus.

    Regiões

    Foram definidas 20 regiões, a partir da junção de algumas das 30 Regionais de Saúde (R01, R02, R03 etc.), de tal modo que existam hospitais de referência para leitos de UTI dentro de cada uma das novas regiões.

    Os agrupamentos levam o nome da respectiva cidade mais populosa:

    1. Santa Maria (R01 e R02)
    2. Uruguaiana (R03)
    3. Capão da Canoa (R04 e R05)
    4. Taquara (R06)
    5. Novo Hamburgo (R07)
    6. Canoas (R08)
    7. Porto Alegre (R09 e R10)
    8. Santo Ângelo (R11)
    9. Cruz Alta (R12)
    10. Ijuí (R13)
    11. Santa Rosa (R14)
    12. Palmeira das Missões (R15 e R20)
    13. Erechim (R16)
    14. Passo Fundo (R17, R18 e R19)
    15. Pelotas (R21)
    16. Bagé (R22)
    17. Caxias do Sul (R23, R24, R25 e R26)
    18. Cachoeira do Sul (R27)
    19. Santa Cruz do Sul (R28)
    20. Lajeado (R29 e R30)

    Setores

    O modelo divide as atividades econômicas em 12 grupos, sendo que cada um é dividido em tipos e subtipos.

    Por exemplo, “Serviços” tem 14 tipos diferentes, entre os quais “artes, cultura, esportes e lazer”, que está subdividido em quatro subtipos: “casas noturnas, bares e pubs”; “eventos, teatros, cinemas”; “academias”; e “clubes sociais e esportivos”.

    Confira os grupos:

    • Administração pública
    • Agropecuária
    • Alojamento e alimentação
    • Comércio
    • Educação
    • Indústria da construção
    • Indústria de transformação e extrativista
    • Saúde
    • Serviços
    • Serviços de informação e comunicação
    • Serviços de utilidade pública
    • Transporte

    Regras gerais

    Para a abertura de estabelecimentos ao público, deverão ser observadas na íntegra:
    • as regras previstas nos Decretos de Calamidade, especialmente o de nº 55.154, de 16 de abril;
    • as Portarias da Secretaria de Saúde (SES) para atividades específicas;
    • os atos das autoridades municipais competentes, fundamentados com respaldo em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde.

    Deverão ser adotadas medidas eficazes de fiscalização do cumprimento das três regras acima e dos protocolos delas decorrentes.

    Recomenda-se que todos os estabelecimentos elaborem planos de contingência para a operação das atividades em conformidade com os protocolos que seguem.

  • Inscrições para o Enem 2020 começam na segunda-feira

    As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 começam na próxima segunda-feira (11) e vão até o dia 22 de maio. Elas poderão ser feitas por meio da página do Enem na internet.

    Enem digital

    A partir deste ano o Enem terá duas modalidades de provas, as impressas, com aplicação prevista para os dias 1º e 8 de novembro, e as digitais, para os dias 22 e 29 de novembro. O participante que optar por fazer o Enem impresso não poderá se inscrever na edição digital e, após concluir o processo, não poderá alterar sua opção.

    A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

    Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

    Isenção de taxa

    De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), todos os participantes que se enquadrarem nos perfis especificados nos editais, mesmo sem o pedido formal, terão isenção da taxa. A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital e se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência.

    Portanto, no ato da inscrição para o Enem 2020, terão isenção de taxa os candidatos que estejam cursando a última série do ensino médio este ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica; tenham feito todo o ensino médio em escolas da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada e tenham renda per capita familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

    Acessibilidade

    A Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep visa dar atendimento especializado aos participantes que necessitarem. Para facilitar a compreensão no momento da inscrição, os atendimentos específicos (gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar) foram incluídos na denominação “especializado”. As solicitações para esses atendimentos também deverão ser feitas entre 11 e 22 de maio. Os resultados serão divulgados em 29 de maio. Para os pedidos que forem negados, está prevista uma fase para apresentação de recursos. O resultado final estará disponível no dia 10 de junho.

    Os pedidos de tratamento por nome social serão feitos entre 25 e 29 de maio, com previsão de divulgação dos resultados em 5 de junho. O período para apresentação de recursos será entre 8 e 12 de junho e a disponibilização dos resultados finais em 18 de junho.

  • Viaduto dos Açorianos está interditado por ‘grave dano estrutural’

    Viaduto dos Açorianos está interditado por ‘grave dano estrutural’

    O Viaduto dos Açorianos, na Borges de Medeiros, sobre a avenida Loureiro da Silva, 1ª Perimetral, no Centro de Porto Alegre, foi interditado neste domingo, 10, por questões de segurança.

    Após vistoria pelos técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), foi constatado grave dano estrutural nos elementos do encontro sul da construção.

    Localizado  no Centro Histórico, o viaduto construído em 1973 possui 202 metros de comprimento, com cinco vãos livres, duas pistas de rolamento, três faixas de tráfego em cada uma, além de passeios públicos em ambos os lados e um divisor físico de concreto entre as pistas.

    Ferros expostos na estrutura

     

    Trânsito 

    A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que os veículos que circulam em direção ao Centro pela avenida Praia de Belas serão direcionados para a 1ª Perimetral, onde podem acessar a rua Gen. Lima e Silva, à esquerda, e seguem pela rua Cel. Fernando Machado até chegar à avenida Borges de Medeiros.

    Parada de ônibus interditada na avenida Borges de Medeiros

    Para quem trafega via Borges em direção à Zona Sul será permitido acessar a rua Demétrio Ribeiro, à esquerda, para chegar à rua José do Patrocínio e alcançar a Perimetral para então seguir via avenida João Pessoa. Ou, no sentido oposto, em direção à Orla do Guaíba para seguir pela av. Edvaldo Pereira Paiva, ou retornar na Câmara dos Vereadores, para seguir na Loureiro da Silva até a rua Antônio Klinger Filho e chegar à av. Borges de Medeiros.

    As duas paradas de ônibus do trecho, uma em cada sentido, estão desativadas temporariamente, enquanto os coletivos e lotações realizarão os mesmos desvios.

    As informações serão atualizadas, em tempo real, pelo twitter @EPTC_POA.

  • Gravação da reunião de Bolsonaro com ministros já está com o STF

    Gravação da reunião de Bolsonaro com ministros já está com o STF

    O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu na sexta-feira à noite a cópia da gravação de uma reunião, realizada no dia 22 de abril, entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos.

    O registro da reunião foi solicitada pelo ministro, que determinou que a gravação  seja mantida em segredo de Justiça.

    A divulgação da gravação pode ser constrangedora para o governo Bolsonaro, por manifestações inconvenientes inclusive com ofensas ao STF.

    No despacho proferido na terça-feira (5), Celso de Mello pediu a cópia da gravação à Secretaria-Geral e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao atender o pedido de diligência feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura as declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

    A reunião foi citada por Moro em depoimento à PF na semana passada.

    Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal.

    As imagens da reunião foram entregues pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral, em um HD externo. De acordo com documento que comprova a entrega, a mídia “contém o inteiro teor, sem qualquer edição ou seleção de fragmento” da gravação da reunião.

    Durante a semana, antes da entrega, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu restrições ao envio da gravação. Na primeira petição, a AGU pediu que a entrega fosse revogada “pois nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros”.

    Ontem (7), o órgão pediu que o ministro também analisasse a possibilidade de entregar somente uma parte da gravação da reunião.

    No início da tarde de hoje, a AGU solicitou que seja definida a cadeia de custódia, ou seja, por quais órgãos o vídeo deve passar até que seja periciado.

    Após receber as manifestações do órgão, Celso de Mello pediu parecer da PGR sobre o assunto.

     

  • Força-tarefa apura compra de respiradores pelo Governo de SC

    O Ministério Público de Santa Catarina, a Polícia Civil e o Tribunal de Contas do Estado formalizaram uma Força-Tarefa para investigar a aquisição pelo Estado, por dispensa de licitação com pagamento antecipado, de 200 ventiladores pulmonares (processo de dispensa de licitação SES 37070/2020) e seus desdobramentos, incluindo procedimentos conexos e correlatos.

  • Justiça suspende atividades nas empresas BRF e Minuano em Lajeado

    Atendendo pedidos do Ministério Público em ações civis públicas ajuizadas pelo promotor de Justiça Sérgio Diefenbach, na última segunda-feira, 04, a Justiça decidiu, liminarmente, pela paralisação de atividades dos frigoríficos BRF e Minuano, em Lajeado.

    No caso da BRF, a juíza Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti determinou nesta sexta-feira, 08, a paralisação integral, no prazo de 48h de toda a atividade na planta industrial da empresa por 15 dias, com a fixação de multa diária no valor de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

    Conforme a decisão, deverá ser mantida a força necessária a manutenção de todo o aparelhamento, com as medidas de contingência, higienização e proteção já ajustadas nos Termos de Ajustamento de Conduta. No período de paralisação das atividades, a demandada deverá reorientar os monitores, de modo a torná-los atuantes e efetivos, capazes de identificar o descumprimento das regras e proceder a correção das mesmas, bem como estabelecer procedimentos padronizados de cada operação. Os animais que se encontram a caminho para o abate deverão ser remanejados para outras unidades da empresa.

    Durante o período de suspensão das atividades, a empresa deve proceder a higienização e descontaminação de toda a unidade industrial, inclusive sistemas de refrigeração de ar, veículos próprios e de terceiros, espaços internos e externos da unidade (estacionamento, paradas de ônibus, acessos à empresa, etc), segundo critérios e orientações dos órgãos de vigilâncias sanitárias do Estado e Município de Lajeado e da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, com a fixação de multa diária no valor de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

    A BRF deverá elaborar um plano de retomada gradativa das atividades para implementação após o período de suspensão das atividades, observando as orientações dos órgãos responsáveis, o qual somente será efetivado após análise e aprovação do Ministério Público e homologação judicial, sob pena de se prorrogar a suspensão das atividades até a sua completa adequação.

    MINUANO

    Com relação à Minuano, o juiz Marcelo da Silva Carvalho acolheu parcialmente o pedido do MP nesta quinta-feira, 07, e determinou a paralisação parcial da atividade humana na área de produção (sala de cortes, pendura e sangria) da empresa, planta em Lajeado, pelo período de 15 dias, limitando o número de funcionários a 50% do total naquele setor, com o afastamento da planta dos demais 50% para evitar a manutenção de aglomerações em outros setores, podendo manter os turnos de trabalho já fixados a critério da empresa, a contar de 36 horas da intimação da decisão.

    De acordo com o juiz, a higienização e descontaminação de toda a unidade industrial, inclusive sistemas de refrigeração de ar, veículos próprios e de terceiros, espaços internos e externos da unidade (estacionamento, paradas de ônibus, acessos à empresa, etc), segundo critérios e orientações dos órgãos de vigilâncias sanitárias do Estado RS e Município de Lajeado e da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia.

    Determinou também a elaboração de plano de retomada integral das atividades para implementação após o período de suspensão parcial das atividades, observando as orientações dos órgãos pertinentes, sob pena de se prorrogar a suspensão parcial das atividades até a sua completa adequação ou mesmo paralisar totalmente a planta. Para isso, deverá a empresa testar para Covid-19 todos os funcionários, em especial aqueles em atividade.

    Os trabalhadores, inclusive os terceirizados, deverão ser acompanhados intermitentemente, prestando e repassando todas as informações aos gestores de saúde dos respectivos domicílios, em especial dados epidemiológicos.

    Por fim, determinou a correção das irregularidades apontadas no laudo de inspeção no prazo de cinco dias.

    Na decisão, o juiz destaca que “ao final de 15 dias, ou mesmo antes, em havendo redução ou aumento dos índices de contaminação na empresa, por dados a serem fornecidos pelo Município de Lajeado diariamente, a decisão poderá ser revista, seja para aumentar ou reduzir o percentual de trabalhadores afastados, ou mesmo paralisar totalmente as atividades da empresa”.

    (Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul)

  • Justiça suspende obras em loteamento no entorno de lagoa em Garopaba

    Estão suspensas, por decisão liminar obtida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), quaisquer atividades públicas ou privadas no entorno da área originalmente ocupada pela Lagoa das Capivaras, no município de Garopaba.

    Na ação, que busca a recuperação da área degradada, o Ministério Público aponta que obras para a implantação de loteamento irregular resultaram em aterramento do olho d’água e de áreas úmidas associadas à Lagoa das Capivaras e a supressão de vegetação nativa.

    A justiça determinou a apresentação, no prazo de 30 dias, dos projetos de execução e das licenças ambientais que autorizaram retificar ou canalizar cursos d’água, implantação de drenagem, corte de vegetação e da intervenção para a abertura de ruas e declaração de utilidade pública para as intervenções na área próxima à Lagoa das Capivaras.

  • Bancários dizem que filas revelam também a precarização da Caixa

    As entidades que representam os funcionários da Caixa Federal divulgaram uma Nota de Esclarecimento, a respeito das dificuldades para o atendimento aos trabalhadores que buscam o auxilio emergencial.

    Segundo a nota, as enormes filas que se formam diante das agências revelam a  situação dos mais pobres, com  a redução dos direitos trabalhistas e o desemprego que atingem milhões de trabalhadores.

    Mas, diz a nota, as filas refletem também a precarização da estrutura de atendimento da caixa que nos últimos cinco anos perdeu 15 mil funcionários.

    LEIA A NOTA:

    As filas formadas diariamente em frente às agências da Caixa Econômica Federal, para o pagamento do auxílio emergencial, têm revelado o drama de milhões de brasileiros, que hoje dependem do benefício para sobreviver, e, além disso, têm exposto as dificuldades de garantir atendimento digno e seguro.

    O problema da população ganha visibilidade, mas as enormes dificuldades enfrentadas por bancários e bancárias para encarar esse desafio continuam sem a atenção necessária. Ao contrário, apesar do imenso esforço para continuarmos trabalhando e atendendo o público, somos alvos de críticas infundadas por total desconhecimento da realidade atual da categoria.

    Os funcionários da Caixa têm consciência do seu papel social e orgulho de fazer parte de um banco público que, há mais de 150 anos, presta serviços à população mais necessitada.

    Não há recusa ou falta de empenho no atendimento, apesar da recente redução de pessoal: nos últimos cinco anos, 15 mil funcionários deixaram o banco. Com esse quadro, a Caixa assume a responsabilidade de acolher as 50 milhões de pessoas habilitadas para receber o auxílio emergencial. Outros 26 milhões estão na fila, aguardando análise. Calcula-se que o número total de beneficiados possa chegar a 90 milhões de brasileiros.

    Estes números trazem à tona o quadro de precarização do mercado de trabalho no país, fruto dos ataques aos direitos do trabalhador realizados nos últimos anos através da Reforma Trabalhista e de outras medidas. Quase metade da população brasileira está à margem do mercado formal de trabalho.

    Os bancários têm enfrentado riscos diários, atendendo a filas inesgotáveis, para que os benefícios cheguem às mãos dos mais necessitados. Mesmo sem as condições ideais de segurança, os empregados da Caixa têm se desdobrado para executar a missão que lhes foi confiada.

    O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e as diversas associações de funcionários da Caixa, preocupados com a segurança e a saúde dos empregados, têm realizado incessantes cobranças e negociações para que não faltem nas agências equipamentos de proteção, como barreiras de acrílico, máscaras e álcool gel. E garantimos avanços nesse sentido.

    Temos, ainda, insistido na necessidade de agendamento do atendimento, no investimento em campanhas informativas, na contratação de empresas para organização e triagem nas agências, além da incorporação das demais instituições financeiras no pagamento do auxílio, sendo que nenhuma dessas reivindicações, que minimizariam os problemas enfrentados, tenham sido atendidas até o momento.

    Mesmo diante de todas as dificuldades, seguimos cumprindo nosso papel. Muitos bancários estão adoecendo, três já perderam a vida no município. Manter as agências abertas tem sido um esforço diário para os funcionários e o fechamento se dá apenas em caso de suspeita concreta de contaminação de um funcionário por coronavírus. Portanto, nesses casos, a suspensão do atendimento se torna necessária para que haja descontaminação da agência, garantindo a volta ao funcionamento com segurança para bancários e clientes.

    Diante dessa realidade, nos causa profunda indignação saber que um jornalista é capaz de afirmar que “qualquer espirro leva ao fechamento de agências da Caixa”. Além de mentirosa, essa é uma fala absolutamente desrespeitosa com a nossa categoria.

    Lamentamos profundamente que órgãos de comunicação prestem um desserviço num momento tão grave quanto o que vivemos. Assim como respeitamos os jornalistas, que têm papel importante e continuam em suas funções durante a pandemia, exigimos respeito ao nosso esforço diário, pois arriscamos nossa saúde e nossa vida para cumprir, com profissionalismo e consciência, o papel que nos cabe.

    Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
    Associação de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (APACEF)
    Associação de Gerentes da Caixa Econômica Federal (AGECEF)
    Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APECEF)
    Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (ADVOCEF)
    Associação dos Servidores do Ex-BNH e CEF (ASAS-BNH)
    Associação dos Técnicos Sociais da Caixa (SOCIAL CAIXA)
    Associação Nacional dos Avaliadores de Penhor da Caixa Econômica Federal (ANACEF)
    Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (ANEAC)
    Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (FENAE)
    Federação Nacional das Associações de Gestores da Caixa (FENAG)
    União Nacional Economiários Inativos (UNEI CEF)