Autor: da Redação

  • Proposta brasileira: 16 países firmam compromisso para erradicar a fome

    Proposta brasileira: 16 países firmam compromisso para erradicar a fome

    Representantes de 16 países da América Latina e Caribe assinaram uma “declaração de cooperação conjunta” em que se comprometem a erradicar a fome, garantir a segurança alimentar e nutricional e combater a desigualdade econômica e social na região.

    A proposta foi apresentada pelo presidente da CONAB,  Edegar Pretto, durante encontro da Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização na América Latina e Caribe, instituição internacional coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em El Salvador, na América Central.

    Conforme Edegar, a proposição, que foi aprovada por unanimidade, atende a um pedido do presidente Lula, para que a Conab volte a se relacionar e a formar parcerias de cooperação com serviços públicos de abastecimento e comercialização de outros países. “É um esforço coletivo, de todos nós, para incentivar a produção de alimentos, erradicar a fome e fortalecer as políticas públicas”, destacou o presidente, que cumpre a sua primeira missão internacional à frente da Conab.

    A proposição leva em conta dados da FAO, que indicam um enorme retrocesso em indicadores associados à pobreza e à segurança alimentar na América Latina e Caribe. Nessa região, há mais de 267 milhões de pessoas com insegurança alimentar grave ou moderada. Além disso, 33% da população está em situação de pobreza e 14,5% em pobreza extrema. No Brasil, conforme levantamento de 2020 a 2022, divulgado nesta quarta-feira (12) pela FAO, 21,1 milhões de pessoas passam fome.

    No encontro, Edegar ainda destacou a volta de programas que haviam sido desfeitos pelo governo passado, como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e a formação de estoques públicos, além da Política Nacional de Abastecimento Alimentar, que está em processo de discussão. Tratam-se de ações estratégicas para o governo, que estão sendo executadas com o apoio da Conab para incentivar a produção de alimentos e combater a fome no país. O presidente também teve vários encontros bilaterais para discutir cooperação técnica com países vizinhos, como Colômbia, México, Cuba e Honduras.

    Além de propor os compromissos comuns entre os 16 países, Edegar também ofereceu o Brasil para sediar o próximo encontro da Rede, em 2024. Conforme decisão unânime entre os participantes, o evento será em Brasília, com a perspectiva de integrar mais países da América Latina à Rede. O objetivo do evento é promover intercâmbio de experiências de comercialização e abastecimento entre vários países, desenvolvendo estratégias conjuntas de integração regional e projetos de cooperação técnica.

    Países que participam da Rede:

    Brasil, Costa Rica, Cuba, Chile, El Salvador, Guatemala, República Dominicana, Paraguai, São Vicente e Granadinas, Venezuela, Honduras, Bolívia, Panamá, México, Colômbia e Equador.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Um morto, 23 feridos e estragos em 49 municípios: um balanço do ciclone no RS

    Um morto, 23 feridos e estragos em 49 municípios: um balanço do ciclone no RS

    A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a morte de uma pessoa, após a queda de uma árvore sobre uma residência, na cidade de Rio Grande.

    As informações mais detalhadas sobre a vítima não foram confirmadas porque a cidade enfrenta limitações de comunicação por causa da passagem do ciclone extratropical que se formou na região.

    Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Jeane Lima, as últimas 24 horas que terminaram na manhã desta quinta-feira foram as mais críticas.

    A passagem do ciclone causou vendavais com ventos que chegaram a atingir 146,9 quilômetros por hora, na cidade de Bom Jardim da Serra.

    Outras cidades como Canguçu, Canela e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, e Joaçaba e Chapecó, em Santa Catarina, também registraram vendavais.

    Um volume aumentado de chuvas também foi registrado na região, com 115,4 mm (milímetros), em Bagé (RS), e 100,2 mm, em Canguçu.

    Segundo o Inmet, o ciclone já se deslocou para o Oceano Atlântico e começa a perder força, mas o alerta vermelho foi mantido para a faixa leste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na faixa leste de São Paulo, há um alerta laranja para vendaval e, no litoral do Rio de Janeiro, o alerta laranja é para ventos costeiros.

    Feridos
    Até o momento, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabiliza que as chuvas e vendavais causados pelo ciclone atingiram 49 municípios, deixando 23 feridos, todos fora de perigo.

    Desses, 15 estão na cidade de Sede Nova, onde uma pessoa foi hospitalizada, e oito estão em Tapejara.

    Em todo o estado do Rio Grande do Sul, há 234 pessoas desabrigadas e 236 desalojadas. Cinco municípios registraram pedidos para que seja decretada situação de emergência, que ainda não foram oficializados.

    Serviço
    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informa que, para receber alertas relacionados a potenciais fontes de risco, basta enviar um SMS com o número do CEP para o telefone 40199.

    Matéria alterada as 14h33 para acréscimo de informações.

    (Com Agência Brasil)

  • “Boca de Rua”: jornal feito por sem-tetos lança primeira campanha de assinaturas

    “Boca de Rua”: jornal feito por sem-tetos lança primeira campanha de assinaturas

    O jornal Boca de Rua circula em Porto Alegre há 23 anos. Não se conhece no mundo outro semelhante, feito por pessoas que vivem ou já viveram na rua.

    É um projeto independente, criado pela Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação – ALICE, organização sem fins lucrativos que trabalha desde 1999 pelo  direito à comunicação de comunidades marginalizadas pela mídia tradicionais.

    Todas as colaboradoras são voluntárias. O principal custo do projeto é portanto a própria impressão do jornal, além de despesas estruturais da sua sede.

    O Boca de Rua não recebe hoje nenhum apoio público nem privado (de partido ou empresa). Ele é sustentado apenas por doações de pessoas físicas que acreditam nele – porém não interferem de forma alguma no seu conteúdo.

    Existem duas maneiras de apoiar o jornal:
    – Fazendo doação pontual de qualquer valor, por pix ou PagSeguro no site da Alice.
    – Fazendo uma assinatura virtual. A assinatura é mensal e recorrente a partir de apenas R$10 e assinantes recebem uma nova edição do jornal em PDF, a cada 3 meses.

    Para assinar, clique aqui.

  • Seis anos depois, Tribunal diz que reitor levado ao suicídio era inocente

    Seis anos depois, Tribunal diz que reitor levado ao suicídio era inocente

    O Tribunal de Contas da União inocentou o ex-reitor da Universidade de Santa Catarina, Luis Carlos Cancillier, em sentença emitida no último dia 6 de julho.

    Acusado sem provas, Cancilier foi preso no dia 19 de julho de 2017 e, abalado pelo isolamento e as humilhações que sofreu, suicidou-se 18 dias depois.  Embora fossem evidentes os indícios de sua inocência, o TCU levou seis anos para concluir o processo.

    Leia aqui:

    Série de abusos levou reitor à morte

  • Em queda pelo 4° mês consecutivo, inflação teve taxa negativa em junho

    Em queda pelo 4° mês consecutivo, inflação teve taxa negativa em junho

    A inflação oficial – calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – ficou em -0,08%. É a primeira vez no ano que a inflação fica abaixo de zero.

    Esse é também o menor resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) para um mês de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,23%.

    O resultado, divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE, no Rio de Janeiro, representa o quarto mês seguido em que a inflação perde força. Em maio, o IPCA foi de 0,23%.

    No ano, o índice soma 2,87% e, nos últimos 12 meses, 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

    Na comparação com maio, os grupos que mais ajudaram a colocar a inflação no campo negativo foram alimentação e bebidas (-0,66%) e transportes (-0,41%), que contribuíram com -0,14 e -0,08 ponto percentual (pp) no índice geral, respectivamente.

    Fator de influência
    Segundo o IBGE, alimentação e bebidas e transportes integram o grupo com maior influência dentro da cesta de consumo das famílias. Juntos, eles representam cerca de 42% do IPCA.

    O grupo alimentação e bebidas foi influenciado, principalmente, pelo recuo nos preços da alimentação em casa (-1,07%). Contribuíram para isso as quedas do óleo de soja (-8,96%), das frutas (-3,38%), do leite longa vida (-2,68%) e das carnes (-2,10%). Já o custo da alimentação fora de casa subiu, porém, com menos força (0,46%) em relação ao mês anterior (0,58%).

    “Nos últimos meses, os preços dos grãos, como a soja, caíram. Isso impactou diretamente o preço do óleo de soja e indiretamente os preços das carnes e do leite, por exemplo. Essas commodities são insumos para a ração animal, e um preço mais baixo contribui para reduzir os custos de produção. No caso do leite, há também uma maior oferta no mercado”, explicou André Almeida, analista da pesquisa, no site do IBGE.

    Em transportes, o recuo de preços foi motivado por queda nos preços dos automóveis novos (-2,76%) e dos usados (-0,93%). Esse comportamento tem a ver com a medida do governo federal para baixar o preço dos carros novos.

    “O subitem automóvel novo foi o de maior impacto individual no mês, com -0,09 pp. Essa redução nos preços está relacionada ao programa de descontos para compra de veículos novos, lançado em 6 de junho pelo governo federal. Isso pode ter relação também com a queda dos preços dos automóveis usados”, explica o IBGE.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • FIERGS diz que Reforma Tributária incentiva crescimento econômico

    FIERGS diz que Reforma Tributária incentiva crescimento econômico

    Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) diz que a aprovação da Reforma Tributária pela Câmara de Deputados “traz vários pontos positivos para o País, ao promover um crescimento mais vigoroso por meio de um sistema de arrecadação de impostos mais simples e eficiente”.

    “O novo sistema de tributação beneficiará a população, com mais empregos e renda, e garantirá competitividade à indústria. A consequência dessas novas medidas será um incentivo ao crescimento da economia brasileira”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

    A posição da FIERGS é a mesma da Confederação Nacional da Indústria (CNI),  que destaca “as regras claras e compatíveis com os melhores modelos tributários utilizados em outros países”.

    Um dos principais pontos é o fim da cumulatividade, que no sistema atual coloca impostos a incidirem sobre impostos cobrados de bens e serviços.

    Outro avanço destacado pela FIERGS é a garantia da devolução rápida dos créditos de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    Além disso, a criação do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) dual, incluindo um tributo federal (a CBS) e outro subnacional (o IBS) é um modelo mais simples do que o atual, composto por PIS, Cofins, IPI, ISS e ICMS.

    Para a indústria, reforça a FIERGS, o fim da cumulatividade e a garantia e rapidez na restituição dos saldos acumulados do IBS e da CBS têm impacto adicional para os exportadores. A não oneração das exportações corrige uma distorção atual na qual o produto brasileiro chega nos mercados internacionais com impostos embutidos no seu preço. Outro ponto destacado pela FIERGS é que, ao prever crédito imediato de IBS e CBS, a reforma também elimina a incidência de ISS sobre as operações de investimentos produtivos.

    Outros destaques positivos apontados são a alíquota padrão para todos bens e serviços e a possibilidade de o contribuinte poder escolher apurar o IBS-CBS por débito e crédito, mas também manter a opção por permanecer integralmente no regime unificado, no qual a transferência dos créditos será equivalente ao montante cobrando pelo Simples.

    Na visão da FIERGS, contudo, há pontos de alerta para determinadas questões, como a disparidade tributária entre a Zona Franca de Manaus e a produção de outras regiões. Além disso, a sociedade precisa de uma garantia no texto da reforma de que não haverá aumento geral da carga tributária.

    (A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária foi aprovada pelos deputados em dois turnos na madrugada desta sexta, em votação histórica, após um esforço conjunto na Câmara, principalmente do presidente da Casa. Em primeiro turno, o placar foi de 382 a 118. Já no segundo turno, a proposta foi aprovada por 375 a 113.

    A discussão sobre um novo sistema tributário brasileiro se arrastava há quase 30 anos no Brasil e o objetivo da medida é simplificar a cobrança de impostos no país. O texto ainda será avaliado no Senado.

     

  • Minha Casa Minha Vida tem novas regras com subsídio maior e juros menores

    Minha Casa Minha Vida tem novas regras com subsídio maior e juros menores

    Estão em vigor, desde sexta-feira (7) as novas regras que aumentam o subsídio para aquisição de imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida” e que reduzem a taxa de juros para famílias de baixa renda, nas faixas 1 e 2 do programa.

    Conforme anunciado no fim do mês passado, o subsídio para famílias de baixa renda – com renda mensal de até R$ 2.640 (faixa 1) e até R$ 4,4 mil (faixa 2) –, passou de R$ 47 mil para até R$ 55 mil.

    O subsídio é uma espécie de desconto aplicado conforme a renda da família e a localização do imóvel. A partir de hoje, o teto dos imóveis para as faixas 1 e 2 do programa será de R$ 264 mil para os municípios com população de 750 mil habitantes ou mais; R$ 250 mil para as cidades com população entre 300 mil e 750 mil habitantes; R$ 230 mil para os que têm população entre 100 mil e 300 mil habitantes; e R$ 200 mil para cidades com população inferior a 100 mil habitantes.
    Valor do imóvel

    Também foi ampliado o valor máximo do imóvel por faixa de renda. Assim, para famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil (faixa 3), o valor máximo do imóvel passou de R$ 264 mil para até R$ 350 mil em todos os estados.

    A estimativa é de que a medida traga um incremento de 57 mil novas contratações na faixa 3, das quais 40 mil ainda em 2023.

    Já os juros cobrados de famílias com renda mensal de até R$ 2 mil caíram de 4,25% ao ano para 4% nas regiões Norte e Nordeste; e de 4,5% para 4,25% ao ano nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

  • Pequim 40 graus: governo da China mantém alerta laranja para ondas de calor

    Pequim 40 graus: governo da China mantém alerta laranja para ondas de calor

    O Centro Meteorológico Nacional da China renovou no domingo o alerta laranja para altas temperaturas, já que as ondas de calor resseca vastas partes do país.

    Durante o dia no domingo, as temperaturas em partes do norte da China, regiões entre o rio Amarelo e o rio Huaihe, regiões ao sul do rio Yangtzé, sul da China, Bacia de Sichuan, Hubei, Shaanxi, Gansu, Ningxia, Mongólia Interior e Xinjiang devem ultrapassar 35 graus Celsius, segundo o centro.

    Em algumas áreas de Hebei, Henan, Shandong, Zhejiang, Fujian e Mongólia Interior, as temperaturas podem ultrapassar 40 graus Celsius.

    O centro aconselhou as pessoas a evitar atividades ao ar livre durante períodos de alta temperatura e sugeriu que os trabalhadores expostos a altas temperaturas cortem seu tempo de exposição.

    Os governos locais foram solicitados a adotar medidas apropriadas para prevenir incêndios provocados por sobrecargas elétricas.

    A China possui um sistema de alerta de três níveis para altas temperaturas, com o vermelho representando o aviso mais severo, seguido de laranja e amarelo.

  • “Viamão 300 Anos”: a noite de autógrafos na igreja-fortaleza

    “Viamão 300 Anos”: a noite de autógrafos na igreja-fortaleza

    Nem a chuva forte, nem o alerta de um ciclone impediram que mais de 200 pessoas fossem ao lançamento do livro Viamão 300 anos. na noite de sexta-feira na histórica igreja matriz do município.

    A igreja Nossa Senhora da Conceição é a segunda mais antiga do Rio Grande do Sul, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

    O repórter Cleber Dioni, da equipe do livro

    O livro-reportagem, de 200 páginas, remonta aos primórdios da ocupação do Rio Grande do Sul ao tempo em que os “Campos de Viamão” abrigavam quatro freguesias que hoje abrangem toda a Região Metropolitana, inclusive Porto Alegre. Nessa região surgiram as primeiras estâncias, os núcleos originais do povoamento do Rio Grande do Sul.

    Igreja lotada no lançamento do livro/Fotos Ramiro Sanchez/JA

    Para Viamão foi transferida a capital, quando Rio Grande foi invadido pelos espanhóis. Foi a “capital da resistência”.

    A segunda parte traz um levantamento geológico da região, desde antes da presença humana, trabalho de Rualdo Menegat, que foi coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre.

    A terceira parte registra o presente no município. Hoje mais de 80 mil viamonenses (cerca de um terço da população) trabalham na capital ou noutras cidades da região. Sem grandes fábricas e outros empregos urbanos, o município abriga o maior patrimônio ambiental da região. Esse é o ponto de convergência de uma série de iniciativas, com as quais culmina o livro.

    Empreendedores, públicos e privados, inicialmente isolados, começam a formar um movimento para fazer de Viamão o maior polo de ecoturismo do Estado.

    Jornalista Elmar Bones, editor do livro

    “O livro é um manifesto em defesa dos tesouros ambientais de Viamão e da economia autossustentável”, diz o editor Elmar Bones.

     

    Autografam o editor, ao centro, e demais redatores de trechos do livro

    Com selo da Editora JÁ, Viamão 300 anos tem prefácio de Eduardo Bueno, textos de Rualdo Menegat, Vitor Ortiz e Rogério Mendelski (dois viamonenses) e coordenação editorial de José Barrionuevo. Com fotografias de Ramiro Sanchez, edição gráfica e diagramação de Rose Tesche​,  reportagens​ de Cleber Dioni Tentardini​.

    Para comprar na editora, clique aqui, ou nas livrarias.

     

  • Polícia Federal busca financiadores do atentado no aeroporto de Brasília

    Polícia Federal busca financiadores do atentado no aeroporto de Brasília

    O assunto saiu do noticiário,  mas a Polícia Federal ao que tudo indica não parou de investigar.

    Na manhã desta quinta-feira, 06, a PF anunciou a Operação Embarque Negado, “para chegar aos financiadores do atentado a bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, em dezembro de 2022”.

    Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo um em Marabá (PA), um em Água Boa (MT) e quatro no Distrito Federal.

    Em nota, a PF explicou que “os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública  e associação criminosa”.

    As investigações se referem também a outros dois episódios: o de 2 e 8 de dezembro de 2022, quando várias pessoas invadiram a área de acesso restrito e locais próximos ao aeroporto da capital, causando uma série de transtornos a segurança aérea e ao serviço do terminal. 

    O atentado foi frustrado no dia 24 de dezembro, quando o motorista de um caminhão tanque, numa inspeção de rotina, encontrou uma bomba entre os eixos do veículo que estava carregado de combustível para o aeroporto, e chamou a polícia.

    A polícia, em princípio, descartou a participação dele, mas prendeu George Washington de Oliveira Souza, por suspeita de envolvimento no caso.  Ele mora no Pará mas estava em Brasilia para participar das manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em frente ao quartel general do Exército, na capital.

    O homem foi localizado e preso em um apartamento na região do Sudoeste e confessou que tinha intenção de explodir o artefato no aeroporto. Com ele, foi apreendido um arsenal com pelo menos duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, centenas de munições e uniformes camuflados. No apartamento, foram encontradas outras cinco emulsões explosivas. À época ele disse que “queria dar inicio ao caos”.

    George Washington foi condenado pelo crime a 9 anos e 4 anos meses de prisão e está foragido. Também foi condenado no caso Alan Diego dos Santos Rodrigues, que está preso.. Alan confessou à Polícia Civil que recebeu a bomba colocada no caminhão-tanque no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. Ele também afirmou ter colocado o explosivo no caminhão pessoalmente, e disse que na ocasião estava acompanhado por Wellington Macedo de Souza.

    (Com Agência Brasil e G1)