Na quinta-feira, Olívio Dutra foi o primeiro a falar. Disse que a luta contra o fascismo é, essencialmente, uma luta contra governos que não colocam a vida humana como prioridade central das políticas públicas.
“A democracia deve ser social e participativa, e não um instrumento controlado por minorias ou pelo mercado financeiro”, afirmou.
Concluiu com uma convocação para derrotar o fascismo e o “bolsonarismo local” através da mobilização popular nas ruas.
A passeata, na quinta-feira, 26 de março de 2026, marcou a abertura da I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, em Porto Alegre.
Pelo menos cinco mil pessoas foram às ruas no Centro da capital gaúcha no início da noite e caminharam do Mercado Público até o largo Zumbi dos Palmares, cruzando todo o Centro Histórico de Porto Alegre.
A organização envolveu partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de sindicatos e coletivos.
Delegados de mais de 40 países participaram dos debates sobre estratégias contra as ameaças à democracia pelo avanço da extrema-direita e do fascismo.
Cerca de 3.500 pessoas se inscreveram nas conferências e painéis. As atividades ocorreram em diversos locais da capital gaúcha, com destaque para as sessões na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Sem ter a dimensão e o alcance das edições do Fórum Social Mundial, a Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, confirmou Porto Alegre como um potencial polo de resistência democrática, reunindo milhares de pessoas em atos públicos e debates.
A conferência foi encerrada com a “Carta de Porto Alegre”, que reafirma a luta internacional contra o fascismo e em defesa da soberania dos povos, alertando para os riscos à democracia.
Os atos reafirmaram a defesa da educação pública, ciência, tecnologia e soberania dos povos.
Os principais pontos e diretrizes do documento incluem:
- criação de uma frente internacional ampla para combater o avanço de ideologias de extrema direita e proteger as instituições democráticas.
- Condenação do “genocídio em Gaza” e o fim das ações militares na região.
- Repúdio a ataques militares e sanções econômicas unilaterais, citando especificamente o apoio à autodeterminação do povo iraniano e o fim do bloqueio a Cuba.
- Educação pública e ciência como bases fundamentais para a soberania nacional e a resistência ao fascismo.
- Clima e Meio Ambiente com respeito a soberania dos povos sobre seus territórios.
O texto completo, aprovado no encerramento da 1ª Conferência Internacional Antifascista em 29 de março de 2026, está disponível nos seguintes links:
- Portal da CUT-RS: Publicou o texto detalhando as resoluções sobre soberania e solidariedade internacional.
- Site do CPERS Sindicato: Oferece o documento na íntegra com foco nas pautas de educação e serviços públicos.

