A Justiça italiana condenou hoje (8) à prisão perpétua 24 envolvidos na Operação Condor.
Entre os condenados estão ex-chefes de Estado e expoentes dos serviços militares e de segurança da Bolívia, Chile, Peru e Uruguai, acusados de sequestrar e assassinar 23 cidadãos de origem italiana que viviam em países sul-americanos durante as décadas de 1970 e 1980.
A chamada Operação Condor foi uma estratégia político-militar conjunta de ditaduras do Cone Sul para exterminar adversários. O Brasil foi sócio ativo desse clube sinistro, mas por enquanto nenhum brasileiro entrou na lista do tribunal italiano.
Com a decisão de hoje, o Tribunal de Apelação de Roma alterou a sentença de primeira instância, proferida em 2017, que estabelecia oito prisões perpétuas e 19 absolvições por delitos prescritos.
O processo começou há 20 anos, em 1999, com a denúncia na Itália, de familiares de desaparecidos. Inicialmente, a investigação incluía 140 pessoas, incluindo 11 brasileiros, mas problemas burocráticos ligados à morte de muitos dos suspeitos reduziram o número de réus.
O ex-militar uruguaio Jorge Néstor Troccoli é um dos condenados e foi o único a comparecer ao julgamento, pois tem cidadania italiana e reside no país desde 2007, quando fugiu do Uruguai após ter confessado participar de torturas. Troccoli era considerado um membro da inteligência uruguaia ligada à então ditadura de seu país.
Em abril deste ano, o governo uruguaio enviou à Justiça italiana informações de que Troccoli teria atuado na organização de um voo que resultou no desaparecimento de 22 uruguaios.
Também foram condenados o ex-presidente boliviano Luis Garcia Meza Tejada, falecido no ano passado; Luis Arce Gomez, ex-ministro do Interior da Bolívia; Juan Carlos Blanco, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai; o chileno Jeronimo Hernán Ramirez Ramirez e o ex-presidente peruano Francisco Rafael Cerruti Bermudez
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Justiça italiana condena 24 à prisão perpétua por envolvimento com a operação Condor
Policia espanhola estima em R$ 5,6 milhões a cocaína apreendida em avião da FAB
A Guarda Civil espanhola avaliou em 1,3 milhões de euros (5,6 milhões de reais) os 39 quilos de cocaína apreendidos no aeroporto de Sevilha na bagagem do militar brasileiro Manoel Silva Rodrigues, membro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro em sua viagem à cúpula do G20 no Japão.
Segundo o El Pais, que adiantou a informaçao, falta ainda detectar a pureza da droga.
A substância apareceu dividida em 37 pacotes na maleta que o tripulante levava no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que havia feito escala em Sevilha como aparelho de reserva do presidente em sua viagem a Osaka.
O objetivo das investigações agora é saber qual era o destino da droga e por que o militar a descarregou da aeronave quando ele e os outros 20 tripulantes passariam pelo controle alfandegário.
A cocaína foi detectada quando os agentes da Guarda Civil passaram a maleta pelo raio-X e observaram a presença de pacotes suspeitos em forma de tijolo em seu interior.
Ao abri-la encontraram a droga, que nem sequer estava escondida entre as roupas. Os pacotes não apresentavam nenhuma marca exterior, como as que os narcotraficantes costumam usar para identificar a origem ou o destino do produto, segundo fontes próximas à investigação.
Essas mesmas fontes não descartam que a cocaína ficaria na Espanha, convencidas de que o detido é uma simples mula de uma organização de traficantes.
Após a detenção, o sargento brasileiro ficou à disposição do Tribunal de Instrução 11 de Sevilha, que na quarta-feira decretou sua prisão provisória sem fiança, acusando-o de crime contra a saúde pública.
A prisão na Espanha de um membro da comitiva de Bolsonaro gerou enorme polêmica no Brasil.
O Ministério da Defesa apressou-se a declarar em nota que “repudiava” os atos do militar e mostrava sua disposição em colaborar com as autoridades espanholas para esclarecer o incidente.
O próprio Bolsonaro chamou o incidente de “inaceitável” no Twitter e exigiu “investigação imediata e punição severa ao responsável”. O incidente colocou o presidente brasileiro numa situação incômoda, pois durante a campanha ele prometeu combater o crime e as drogas como nunca na história do país.
Não é a primeira vez que o sargento agora detido em Sevilha integra a comitiva de Bolsonaro e de outros mandatários brasileiros.
Com o atual presidente, ele viajou em fevereiro entre São Paulo e Brasília; e, no final de maio, a Recife.
Com Michel Temer, Rodrigues viajou em 2017 a Zurique (Suíça), segundo o Portal de Transparência.
(com informações do El País)Eduardo Leite está autorizado a privatizar estatais de energia
Sete horas bastaram para que o parlamento quebrasse um tabu, aprovando por esmagadora maioria os três projetos que autorizam a privatização da CEEE, da CRM e Sulgás, tres empresas do setor de energia de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul.
A venda das empresas é uma das exigências do Regime de Recuperação Fiscal, programa do Governo Federal para renegociar as dívidas dos Estados. Segundo o governador, é a único requisito que falta para o acordo.
Nos termos da lei, que criou o programa, consta também a privatizaçao de empresas financeiras e de saneamentos. Mas o Banrisul, pelo menos, o governador garante que não vai vender.
Para aderir ao acordo, o governo do Estado teve que se comprometer com um rígoroso ajuste fiscal, que começou pelo congelamento de despesas por 20 anos, com redução de pessoal e privatizações.
A primeira parte do ajuste foi feita pelo governo anterior, mas Ivo Sartori esbarrou na resistência às privatizações consagrada na Constituição do Estado. Sartori conseguiu também uma liminar, ante a expectativa do acordo, para suspender o pagamento das parcelas da dívida.
Essas circunstâncias não deixaram alternativa para Eduardo Leite, fora do Regime de Recuparação Fiscal. Para começar, se não quisesse aderir, ele teria que pagar R$ 5 bilhões das parcelas suspensas por força da liminar.
A adesão, para a qual agora o governo está apto, garante a suspensão do pagamento da dívida por três anos, prorrogáveis por mais três. Aliviado da dívida, o governo ainda contará com o dinheiro da venda das estatais. Fala-se em R$ 4 bilhões mas não há um número confiável.
As regras do Programa de Recuperação Fiscal determinam um destino prioritário para o recurso das privatizações: pagamento de juros e passivos. Mas há também no programa margem para novos financiamentos, algo que não é muito definido.
Quanto restará para investimento? O governo não avança em números.
Seu discurso diz que, alcançado o equilibrio fiscal, haverá crescimento com respectivo aumento da arrecadação que permitirá pagar os salários em dia, investir em Saúde, Educação e Segurança, e, quando a anistia cessar, pagar as parcelas da dívida, que ao final estará acrescida de R$ 30 bilhões.
A renegociação com a União, para a qual Eduardo Leite se credencia, foi comparada pela maioria dos discursos da oposição, com a que Antônio Brito fez com o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, quando o Estado devia R$ 9,6 bilhões. Desde então, já pagou R$ 30 bilhões e deve R$ 73 bilhões. E o desequilíbrio fiscal só aumentou. .Oposição entrou derrotada na sessão que vota a privatização da CEEE, Sulgas e CRM
“Vamos lutar como nunca…e perder como sempre”.
A frase jocosa era ouvida em gabinetes oposição da Assembléia Legislativa já na véspera da votação dos projetos que autorizam o governo gaúcho a vender três empresas estatais.
Com os últimos mapas das intenções de voto na mão, os assessores das bancadas de oposição não tinham mais dúvidas: o governo teria no mínimo 40 votos entre os 55 parlamentares.
Os votos garantidos contra os três projetos de privatização não iam além de dez: 8 do Partido dos Trabalhadores, 1 do PSOl e 1 do PDT.
Esta avaliação realista se refletiu no ânimo das entidades de servidores que resistem à privatização pretendida desde o governo passado: apesar do aparato militar, com grades bloqueando a entrada da Assembléia e um pelotão do choque, armado de bombas e gás de pimenta estacionado na garagem, na hora da votação, nesta terça-feira, não houve as manifestações esperadas.
As manifestações se concentraram nas galerias lotadas por funcionários das empresas a serem privatizadas.
Veja a sessão em andamento:
Usina Pampa Sul inaugura novo ciclo das térmicas a carvão no RS
A termelétrica Pampa Sul que discretamente entrou em operação na sexta-feira, 30 de junho, marca o início de um processo de renovação das usinas a carvão no Rio Grande do Sul..
Das cinco usinas antigas ( a mais nova é de 1986) quatro estão paradas.
São Jerônimo, de 1953, e Charqueadas, de 1964, estão desativadas por obsoletas.
Outras duas, Candiota I e Candiota II, no complexo presidente Médici pararam em função da demanda reduzida com a recessão econômica.
Além da Pampa Sul, de 340 megawatts, há outras duas térmicas, uma de 600 outra de 720 megawatts, licenciadas para o mesmo sítio, junto à mina Seival, com a expectativa de que entrem nos leilões de 2020 e 2021.
As três funcionarão com carvão da mina Seival, da Copelmi, que entrou em operação em 2018 e tem uma reserva de 600 milhões de toneladas, três vezes a tão debatida mina Guaiba, projetada para Eldorado do Sul.
Se as previsões se confirmarem, o parque de usinas a carvão no Rio Grande do Sul estará inteiramente renovado em 2026, com capacidade instalada de cerca de dois mil megawatts.Quatro usinas a carvão estão à venda (uma delas começou a funcionar sexta-feira)
Deu partida nesta sexta-feira, no município de Candiota (RS) a Usina Termelétrica Pampa Sul em construção desde 2014 por uma empreiteira chinesa.
A usina de 345 megawatts instalados custou R$ 2 bilhões e antes de começar a operar já estava a venda pela Engie, francesa que controla cinco termelétricas a carvão no Sul do Brasil. Todas estão à venda, mesmo a de Charqueadas, que está fechada há três anos.
Gigante mundial de energia, a Engie adotou em 2016 uma nova estratégia global, saindo da geração a carvão, colocando à venda todas as suas termelétricas em diversos países.
As obras da Pampa Sul já estavam em andamento e não foram interrompidas.O que entrou em operação agora é a primeira etapa de um projeto que já prevê duplicação da termelétrica.
A expectativa da empresa é que, com a entrada em operação, se acelerem as negociações que já existem e são cercadas de sigilo.
Além da Pampa, a Engie está negociando a venda das três unidades do complexo Jorge Lacerda, em Santa Catarina, que gera 857 megawatts, e está em plena operação.
A primeira unidade de Jorge Lacerda começou a funcionar em 1965, a segunda é da década de 1970, a mais nova é de 1997.
A venda das usinas é consequência da estratégia global da Engie, não está relacionada com o mercado de energia no Sul do Brasil.
Nas condições atuais, a matriz energética da região não tem como dispensar as termelétricas a carvão. Ao contrário, se houver crescimento elas serão imprescindíveis para atender à demanda por energia.
O Rio Grande do Sul, principalmente, depende do carvão para garantir o suprimento de energia elétrica no curto prazo. Atualmente, mesmo com a economia estagnada, o Estado está importando energia do Uruguai.
A energia eólica que seria a alternativa mais sustentável não é “firme”, com rendimento médio de 50%, ou seja, metade do tempo os cataventos não giram.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
Audiência tumultuada com mais de mil pessoas debate mina em Eldorado
As dez da noite, depois de quatro horas tentando organizar o debate, o engenheiro químico Renato Chagas, coordenador da equipe técnica da Fepam dava sinais de desespero:
“Eu não acredito que vocês se comportem assim nas suas casas”, suplicava ele.
Aplausos e vaias reverberavam no ginásio lotado por mais de mil pessoas, os oradores não conseguiam falar.
Era a segunda audiência pública exigida no processo de licenciamento ambiental pelo qual passa o projeto da “maior mina de carvão do Brasil”.
A primeira em março, em Charqueadas, teve público restrito e favorável ao projeto. Nesta quinta-feira, 27, foi diferente. Vários grupos de ativista ambientais se organizaram para o evento.
Cedo a frente do ginásio no centro de Eldorado do Sul ficou tomada por manifestantes contra a mina. Lá dentro, com cartazes e palavras de ordem, mantinham o clima agitado. Um homem de macacão com uma máscara contra gases fazia sinais para agitação dos militantes.
Os defensores da mina, em nome dos empregos e do desenvolvimento da região, eram mais discretos, mas não menos numerosos. Traziam adesivos no peito, nas camisetas, eram mais efusivos no aplauso e menos agressivos na contestação.
Algumas fileiras agrupavam estudantes com camisetas pró-carvão, mas indiferentes à discussão. Divertiam-se com a confusão.
O engenheiro Cristiano Weber, da Copelmi, apresentou o projeto. Cerca de vinte pessoas se manifestaram contra e a favor do empreendimento.
A mina Guaiba vai revolver uma área de 5 mil hectares entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul, na região do baixo Jacuí, para retirar 160 milhões de toneladas de carvão que estão entre 30 e 90 metros abaixo da superfície.
É razoável estimar o valor deste carvão em 10 bilhões de dólares, mas para viabilizá-lo há que investir pelo menos U$ 1 bilhão, até abrir a mina. É o desafio da Copelmi, a dona do projeto.
O impacto ambiental desta operação ao longo de 30 anos é o que está em discussão.
O projeto ingressou na Fepam em 2014 para licenciamento ambiental, foi devolvido com novas exigências e reencaminhado em 2018. Está em fase final para o licenciamento prévio.
Uma das principais reivindicações dos críticos do projeto nesta quinta feira foi: uma terceira audiência, em Porto Alegre, que está a 15 km da área da mina e tem no rio Jacuí um dos seus mananciais.Projeto Mina Guaíba vai à discussão em segunda audiência pública
Começa às 18h desta quinta, 27, a Audiência Pública em Eldorado do Sul para debater o projeto de mineração de carvão a céu aberto nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas.
O projeto é da Copelmi e está em fase final de licenciamento ambiental.
O debate sobre a Mina Guaíba vai ocorrer no ginásio da Escola Municipal David Riegel Neto.
É a segunda audiência publica marcada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – RS (Fepam), para expor aos interessados o conteúdo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que estão em análise.
O projeto, que tem apoio do governo do Estado e da maioria na Assembleia Legislativa, enfrenta fortes resistências do movimento ambientalista, que reúne diversas entidades como Agapan, Ingá, Amigos da Terra e um recente movimento contra os projetos de mineração no Estado.
O movimento está oferecendo aos interessados em participar da Audiência Pública sobre o Projeto Mina Guaíba, transporte gratuito saindo às 16h30min, de Porto Alegre, bastando enviar o nome completo e RG para o WhatsApp (51) 998301560. Confira os pontos de saída do transporte:
(Com informações de GauchaZH e Brasil de Fato)Prefeitura faz acordo para implantar reconhecimento facial em Porto Alegre
A Prefeitura de Porto Alegre assina nesta quinta-feira, 27, às 11h, termo de cooperação com Estado do Rio Grande do Sul, Tribunal de Justiça e Ministério Público para acesso recíproco a informações de segurança e compartilhamento de dados.
O termo prevê cedência de equipamentos e uso do sistema de reconhecimento facial com o acesso a base de dados de indivíduos procurados, foragidos do sistema prisional ou com restrição de acesso a estádios de futebol.
O ato acontece no no Salão Nobre do Paço Municipal (Praça Montevidéo, 10).…
Nível de confiança na indústria é o menor desde outubro
O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho, divulgado nessa terça-feira (25), atingiu, o menor nível desde outubro do ano passado.
Caiu de 57,7 pontos para 55,8, entre maio e junho, o que representa uma retração acumulada de 11 pontos nos últimos cinco meses.
“A frustração com a desaceleração da economia brasileira, o cenário externo adverso e incertezas políticas resumem o que levou a uma redução da confiança nos últimos meses”, observa o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.
Ele diz que as ações do novo governo ainda não surtiram os efeitos esperados de levar a uma retomada mais intensa do setor, que segue com a ociosidade elevada.
O ICEI-RS é obtido a partir da avaliação dos industriais gaúchos em relação às tendências atual e futura da economia e das empresas. Em junho, ante maio, todos seus componentes caíram e estão em seus menores níveis desde outubro de 2018.
Ao retroceder 2,4 pontos, o Índice de Condições Atuais (ICA), por exemplo, baixou dos 50 (atingiu 48 pontos), sinalizando piora após sete meses seguidos de avaliações positivas. São 10,3 pontos perdidos em quatro meses.
O Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira (ICA-EB) recuou de 48,2, em maio, para 46,6, em junho. Já o Índice de Condições Atuais das Empresas (ICA-E) caiu com mais força (três pontos) no período, chegando a 48,6.
EXPECTATIVAS – Da mesma forma, em junho, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses mostraram recuos pela quinta vez consecutiva. Embora continuem acima de 50 pontos, revelam que os empresários gaúchos estão cada vez menos otimistas.
O Índice de Expectativas (IE) caiu de 61,3, em maio, para 59,7 pontos. Desde que alcançou seu recorde histórico em janeiro de 2019, o índice perdeu 12,5 pontos, puxado pela redução de 15,4 das Expectativas da Economia Brasileira (IE-EB), que chegou a 56,6, em junho. Aos 61,2, o Índice de Expectativas sobre a empresa (IE-E) segue a mesma tendência: perdeu 11pontos no período, sendo 1,9 em relação a maio.
A pesquisa foi realizada com 182 empresas, sendo 41 pequenas, 64 médias e 77 grandes, entre 1º e 12 de junho.
(Com informações da Assessoria de Imprensa).
