Na sexta-feira, 21, o presidente Jair Bolsonaro desembarcou no Aeroporto de Mossoró pouco depois das nove horas.
Era a primeira visita dele ao Rio Grande do Norte, mas a terceira ao Nordeste em menos de um mês.
Desde que as pesquisas indicaram o crescimento de sua popularidade na região, ele decidiu consolidar sua posição no principal reduto do eleitorado petista. Esteve na Bahia no dia 30 de julho e em Sergipe na segunda-feira (17).
Desde as sete da manhã, milhares de apoiadores do presidente se aglomeravam no Aeroporto de Mossoró.
No RN o uso de máscara é obrigatório desde maio, mas Bolsonaro ignorou isso. Sem máscara, se aproximou e cumprimentou os apoiadores, que o aguardavam no aeroporto desde as sete da manhã.
Em Mossoró o presidente entregou 300 moradias construídas com R$ 18,3 milhões do programa Minha Casa Minha Vida. Por volta de 11 horas, deslocou-se de automóvel para Ipanguaçu.
O presidente e sua comitiva chegaram à Comunidade Angélica, na zona rural de Ipanguaçu, por volta das 12h45. Em breve ato, ele fez a entrega simbólica de 23 sistemas dessalinizadores do Programa Água Doce, além de anunciar a ampliação de crédito para os criadores de camarão.
Também foi realizada a entrega de Títulos de Domínio para 1.060 famílias de agricultores assentados de 13 municípios; a emissão de 750 contratos de crédito para famílias beneficiárias da reforma agrária; a autorização do início de obras para a construção de uma adutora e um reservatório e a recuperação de estradas vicinais.
Três ministros acompanharam Bolsonaro no RN: do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; das Comunicações, Fábio Faria; e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.
Na tarde de domingo, 23, o presidente reapareceu no Palácio da Alvorada e um dos repórteres que fazem plantão junto à Presidência perguntou à queima roupa: “Por que o Queiróz depositou R$ 89 mil na conta da primeira dama Michele Bolsonaro?”.
A reação de Bolsonaro foi chocante: “A vontade que eu tenho é de encher a tua boca de porrada”.
Aparentemente isolados, os eventos populistas no Nordeste e a agressão ao jornalista em Brasilia, são reveladores de uma ação pensada, uma estratégia eleitoral: de olho em 2022, Bolsonaro quer estabelecer relação direta com o seu eleitorado e desacreditar a imprensa que aponta os descaminhos de seu governo.


Deixe uma resposta