Das oito às 17 horas deste domingo, 4 de outubro de 2026, o Brasil estará em suspense, enquanto mais de 158 milhões de eleitores depositam seus votos nas urnas eletrônicas distribuídas pelo país.
O resultado vai decidir não só os rumos do Brasil, mas de todo o continente latino-americanos nas próximas décadas.
A disparidade entre as biografias dos candidatos é destacada nos principais veículos da imprensa internacional em contraponto à disputa apertada apontada pelas pesquisas.
O Guardian, de Londres, resume a disputa que os eleitores vão decidir neste domingo no Brasil assim: “A votação de domingo coloca o atual presidente de esquerda, Lula, contra o filho de um ex-presidente de extrema-direita condenado por tentar um golpe de Estado”.
Um presidente em terceiro mandato, líder de prestígio mundial frente a um político sem biografia, vinculado a grupos antidemocráticos e criminosos.
A revista Stern, da Alemanha, em extensa reportagem destaca a família Bolsonaro por sua capacidade de usar a política em proveito próprio, como fonte de enriquecimento. Diz que a única tentativa anterior de Bolsonaro de ocupar um cargo executivo foi em 2016 quando disputou para prefeito do Rio e chegou em quarto lugar.2016.
O caminho proposto por Lula, destacam, é um projeto nacional desenvolvimentista que articula crescimento econômico com inclusão social. É um projeto reformista que se desenvolve num ambiente de conciliação política, de negociação.
O desemprego, a pobreza e a inflação diminuíram , e a renda média aumentou, mas o endividamento das famílias também – algo que muitos atribuem às apostas online, que o então presidente Bolsonaro deixou sem regulamentação e que Lula proibiu dias antes da votação.
A campanha do atual presidente também foi atingida por alegações de corrupção – ainda sob investigação – envolvendo seu filho e um ex-assessor, enquanto um escândalo envolvendo juízes da Suprema Corte sem nenhuma ligação com Lula pode ter afetado o presidente.

