Pedidos de impeachment têm pouca chance de prosperar

Dois pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro estão protocolados na Câmara Federal.

Um do deputado Leandro Grass (Rede-DF) e outro de três deputados do PSOl: Fernanda Melchiona, Samia Bonfim e David Miranda.

Este tem um abaixo assinado em que despontam artistas, acadêmicos e religiosos, como Zélia Duncan, Gregorio Duvivier, Pablo Ortelado, Debora Diniz, Rosana PinheiroMachado, Vladimir Safatle, entre outros.

Um terceiro pedido, ainda não efetivado, foi anunciado pelo deputado Alexandre Frota, um ex-aliado de Bolsonaro, hoje critico acerbo do presidente.

Cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia dar ou não andamento a essas demandas. Ele teria, de saída, que criar uma comissão para analisar os pedidos e ver a consistência de cada um.

Embora seja um crítico severo do presidente, é pouco provável nas circunstâncias atuais que Rodrigo Maia tome qualquer providência neste sentido.

Primeiro porque, em função do coronavirus, os trabalhos na Câmara estão reduzidos ao mínimo indispensável.

Segundo porque um processo de impeachment num ambiente nacionalmente conturbado em função da epidemia seria um transtorno sem precedentes, com terrível desgaste para o parlamento.

Terceiro porque, conforme a Constituição se houver um impeachment nestas alturas, teria que ser convocada nova eleição o que é impensável neste momento.

Ou seja, a menos que fatos novos muito graves apareçam, são próximas de zero as chances de um pedido de impeachment do presidente prosperar neste momento.

Em todo caso, os pedidos estão lá e o coronavirus ainda que faça grandes estragos, em três ou quatro meses estará controlado, conforme todas as evidências.

Quando a epidemia passar, teremos uma economia devastada e um ambiente político em ebulição. Poderá ser um terreno fértil para manobras radicais.

Além disso, se o processo se estender até o ano que vem, até muitos bolsonaristas, hoje decepcionados com o presidente, poderão apoiar sua saída, se o lugar for ocupado pelo general Hamilton Mourão.

Neste caso, até a Rede Globo, epicentro das críticas a Bolsonaro, apoiaria com entusiasmo.

 

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