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  • Movimento pela democracia programa manifestações em todo o país

    Movimento pela democracia programa manifestações em todo o país

    Mais de 60 organizações da sociedade civil apoiam a campanha #BrasilpelaDemocracia#Brasil pela vida, que será lançada nesta segunda feira em eventos virtuais.

    Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, além das centrais sindicais estão entre os signatários do manifesto que circula nas redes sociais.

    Os “ataques permanentes às instituições democráticas” e a “descordenação do governo federal no combate à pandemia” são os alvos do movimento que prepara uma “Virada da Democracia” para os dias 4 e 5 de julho, com manifestações públicas, palestras e ações culturais.

    Todas as iniciativas estão no site www.brasilpelademocracia.org.br

    No domingo, 28, foi promovido o ato global “Stop Bolsonaro”, com manifestações presenciais e virtuais em 23 países. A postura do poder Executivo em relação à pandemia do novo coronavírus e as ameaças de grupos fascistas à democracia no Brasil foram os alvos do protesto.

    No mesmo dia, uma pesquisa divulgada pelo Datafolha mostrou apoio de 75% dos brasileiros ao regime democrático.

    A hipótese de uma ditadura, segundo a pesquisa, é considerada por apenas 10% da população. O índice de apoio da população à democracia é o maior desde 1989.

    Em dezembro do ano passado, em levantamento com as mesmas questões, 62% apoiavam a democracia e 12% a ditadura.

    O alastramento da pandemia no país e as recorrentes crises entre o governo e os demais poderes aumentaram a sensação de instabilidade do regime democrático.

    A presença de Jair Bolsonaro em manifestações pró-ditadura e contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, também contribuem para a sensação de insegurança democrática.

    Para 88% dos entrevistados, a maior ameaça ao regime é a divulgação de notícias falsas envolvendo políticos e ministros do STF.

    Para 68%, a principal ameaça são as manifestações nas ruas de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Para 66% deles são as manifestações nas redes sociais de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF.

    O fechamento do Congresso é rejeitado por 78%, sendo que 59% descartam totalmente essa hipótese, já 18% aceitam a ideia (11% totalmente).

    Segundo o Datafolha, o país está dividido entre quem vê risco de instalação de uma ditadura (46%) e aqueles que a descartam (49%).

    A censura aos meios de comunicação é rejeitada por 80% e aceita por 18%. Sobre as redes sociais, 64% acreditam que o governo não deve exercer algum tipo de controle, contra 33% que estão de acordo.

    Nesta semana o Senado vai votar o PL das fake news, que pretende combater a disseminação de ataques e notícias falsas pelas redes sociais.

    Foram ouvidas 2.016 pessoas nos dias 23 e 24, por telefone. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

    Na sexta-feira (26), o ato virtual do movimento Direitos Já! reuniu lideranças políticas e da sociedade civil em defesa da democracia. O ex-presidente Lula rejeitou o convite para participar. Mas cerca de 140 líderes políticos, artistas e intelectuais de diversas correntes ideológicas confirmaram participação.

     

  • 89 assassinatos em seis meses, recorde de violência contra pessoas trans no Brasil

    89 assassinatos em seis meses, recorde de violência contra pessoas trans no Brasil

    No primeiro semestre deste ano, 89 pessoas transgênero foram assassinadas no Brasil, revela uma pesquisa.

    É um aumento de 39% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

    Para a entidade, os números “escancaram como a omissão de autoridades governamentais tem contribuído o contexto amplo de vulnerabilidade, que inclui agora efeitos da pandemia de covid-19”.

    “É provável que os números reais sejam bem maiores. Mas já demonstram que o Brasil vem passando por um processo de recrudescimento da homofobia”, diz a Antra.

    Uma das dificuldade de ter uma estatística precisa está na decisão do Supremo Tribunal Federal que desde junho de 2019 trata os casos de transfobia com base na Lei nº 7.716/1989, na qual são tipificados os crimes de preconceito contra raça e cor.

    Em nota, ao comentar os homicídios, a Antra antecipou respostas obtidas em entrevistas feitas para o projeto TransAção, de apoio a travestis e mulheres trans do Rio de Janeiro.

    A maioria (87,3%) das entrevistadas apontou como uma de suas principais necessidades a conquista de um emprego capaz de garantir seu próprio sustento.

    Além disso, 58,6% declararam pertencer ao grupo de risco de covid-19 e 94,8% que sofreram algum tipo de violência motivada por discriminação devido a sua identidade de gênero.

    Ainda segundo a entidade, estima-se que cerca de 60% da população trans não conseguiu ter acesso ao auxílio emergencial concedido pelo governo federal ou benefício semelhante.

    Desenha-se, portanto, uma situação preocupante, tendo em vista que 29,3% das participantes do TransAção afirmaram sobreviver com uma renda média de até R$ 200; 39,7% com uma de valor entre R$ 200 e R$ 500; 27,6% com até um salário mínimo (R$1.045) e 3,4% com renda entre R$ 1.045 e R$ 3.135.

    Nenhuma delas declarou receber acima de três salários mínimos. Ou seja, mesmo quando têm uma fonte de recursos, a quantia é baixa, o que faz com que parte delas busquem ajuda de familiares, que, em alguns casos, as subjugam a agressões dentro da própria residência.

    No comunicado, a Antra também destaca que não há, até o momento, levantamentos abrangentes sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexo e outros) durante a crise sanitária, produzidos por iniciativa das diferentes esferas de governo.

    Para a Organização das Nações Unidas (ONU), os LGBTI+ estão entre as parcelas populacionais mais expostas à pandemia, motivo pelo qual, defende, se deve reivindicar aos governos políticas específicas de proteção social.

    Data mundial

    Neste domingo, 28,  foi celebrado o Dia Mundial do Orgulho  LGBTI, marcado pela Revolta de Stonewall, que há mais de 50 anos, levou uma multidão às ruas de Nova York pedindo o fim da violência policial contra LGBTIs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais).

    No Brasil, mais de 30 associações e entidades que reivindicam o respeito à diversidade sexual e de gênero promoveram o Festival de Cultura e Parada Online do Orgulho LGBTI Brasil,  acompanhado nas redes sociais.

    Foram 10 horas de programação, com apresentações de artistas, depoimentos de pessoas LGBTI e mensagens de apoio de personalidades como o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A solução virtual para celebrar a liberdade e as conquistas das pessoas LGBTI sem propagar o novo coronavírus foi adotada em algumas das principais paradas do mundo.

    Em São Francisco, nos Estados Unidos, o festival San Francisco Pride comemora desde sábado (27) seus 50 anos também pela internet, com apresentações transmitidas ao longo de todo o fim de semana.

    Em Berlim, na Alemanha, a celebração ocorreu no dia 25, também pela internet. Já em Barcelona, na Espanha, e na Cidade do México, a data escolhida foi ontem. Toronto e Nova York estão entre as cidades que fizeram celebrações virtuais neste domingo.

     

  • “Não tá morto quem peleia” diz o novo ministro da Educação que se declara “cariucho”

    “Não tá morto quem peleia” diz o novo ministro da Educação que se declara “cariucho”

    O professor Carlos Decotelli, nomeado ministro da Educação, disse nesta manhã que o dito gauchesco “Não tá morto quem peleia” será o lema de sua gestão.

    Conhecedor do Rio Grande do Sul, onde dá aulas em cursos de pós graduação há mais de dez anos, Decotelli disse que se considera “cariucho”. Ele falou à Gaúcha.

    Sobre seus planos, disse que serão apresentados na semana que vem e vão se basear num tripé: gestão, diálogo e integração.

    Sobre as disputas ideológicas no interior do governo, disse: “Sou da ala técnica, sou acadêmico, não sei lidar com ideologia, meus livros são sobre economia e finanças, sou gestor”.

    Logo após a indicação do ministro, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota de elogio ao novo ministro da Educação.

    O Consed afirmou que Carlos Alberto Decotelli, enquanto presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), manteve um bom canal de dialogo com os secretários, chegando também a visitar alguns estados.

    A escolha de Carlos Alberto Decotelli foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro através de publicação no Facebook. O Conselho ainda destaca que acredita na possibilidade de ampliação do diálogo e em uma “contínua interação com o Ministério da Educação”, após a saída de Abraham Weintraub.

    O Consed disse esperar que com Decotelli a implementação da Base Nacional Comum Curricular e do Novo Ensino Médio possam avançar com celeridade e qualidade.

    Confira a íntegra

    “Sobre a nomeação do novo ministro da Educação,

    o Conselho Nacional de Secretários de Educação afirma que, enquanto presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Carlos Alberto Decotelli manteve um bom canal de diálogo com os secretários, chegando a visitar alguns estados durante a sua gestão. Sendo assim, o Consed acredita na possibilidade de ampliação do diálogo e na contínua interação com o Ministério da Educação, para que políticas educacionais, como a implementação da Base Nacional Comum Curricular e o Novo Ensino Médio possam avançar com celeridade e qualidade.

    Brasília, 25 de junho de 2020.
    Conselho Nacional de Secretários de Educação.”

     

  • Pedidos de seguro-desemprego sobem 35% na primeira quinzena de junho

    Pedidos de seguro-desemprego sobem 35% na primeira quinzena de junho

    Os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada subiram 35% na primeira quinzena de junho em relação ao mesmo período do ano passado.

    O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (25) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.

    Na primeira metade do mês, 351.315 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 260.228 pedidos registrados no mesmo período do ano passado. A

    o todo, 71,4% dos benefícios foram pedidos pela internet no mês passado, contra apenas 0,7% no mesmo período de 2019.

    Número acumulado

    Apesar da alta em junho, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em ritmo menor no acumulado do ano, tendo somado 3.648.762 de 2 janeiro a 15 de junho de 2020. O total representa aumento de 14,2% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, 3.194.122.

    No acumulado do ano, 52,2% dos requerimentos de seguro-desemprego (1.903.921) foram pedidos pela internet, pelo portal.gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 47,8% dos benefícios (1.744.841) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,5% dos requerimentos (3.147.751) tinham sido pedidos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,5% (46.371) tinha sido solicitado pela internet.

    Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos.

    O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.

    Perfil

    Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de junho, a maioria é masculina (60,2%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32%) e, quanto à escolaridade, 60,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 41,7% dos requerimentos, seguido por comércio (25,3%), indústria (19,3%) e construção (9,8%).

    Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (109.278), Minas Gerais (37.130) e Rio de Janeiro (28.507) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (98,1%), Amapá (95,2%) e Alagoas (92,2%).

  • Fechamento pode causar mais 12 mil demissões em bares e restaurantes de Porto Alegre

    Fechamento pode causar mais 12 mil demissões em bares e restaurantes de Porto Alegre

    Está valendo, a partir desta quinta-feira, 25/06, o novo decreto de Porto Alegre que restringe o funcionamento de bares e restaurantes ao sistema de pega e leve ou telentrega.

    A medida foi adotada para frear a circulação de pessoas e diminuir o impacto do Covid-19 no sistema de saúde.

    Com isso, o setor pode registrar entre 10 a 12 mil novas demissões, estima a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes-RS (Abrasel-RS).

    “Era o que temíamos. Nosso setor está vivendo um cenário de incertezas quanto à continuidade dos negócios. Com o retrocesso ao decreto de março, só piora a situação”, lamenta Maria Fernanda Tartoni, presidente da Abrasel no RS.

    Desde o começo da pandemia outras 13 mil demissões já ocorreram, apontou uma pesquisa da Abrasel-RS realizada com seus associados no início de junho.

    A entidade aponta que em torno de 50% dos associados podem fechar as portas definitivamente.

    Outra preocupação é com estabelecimentos que já tinham reposto os seus estoques e agora podem ter mais prejuízos.

    “Fizemos de tudo para manter os clientes em segurança, mas estamos proibidos de fazer atendimento. Ir a um restaurante era mais seguro do que ir em uma praça e ou parque, onde tem aglomeração e não usam máscaras”, diz Maria Tartoni.

    O presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre (Sindha), Henry Chmelnitsky, também critica as restrições do novo decreto municipal. “É algo que nos deixa sem saída, muitos negócios não resistirão e vão fechar permanentemente. Estávamos preparados, treinados e com todos os processos seguros em dia. Voltar ao delivery e take away é preocupante. Esse efeito ‘abre e fecha’ vai deixar reflexos muito duros”, avalia.

    O Sindha diz que na última reabertura cerca de 40% dos comerciantes não tinham conseguido voltar e que menos de 12% dos empresários conseguiram financiamentos.

    Em mais de 80% dos estabelecimentos já houve alguma suspensão do contrato ou decretação de férias, e em metade ocorreram demissões. Porto Alegre possui cerca de 50 mil trabalhadores na área.

    Um exemplo de restaurante que não conseguiu manter os funcionários nessa época de pandemia é a tradicional Lancheria do Parque, no bairro Bom Fim. Ao todo 20 funcionários foram mandados embora. Foi a solução pra que eles recebessem Fundo de Garantia e seguro-desemprego.

    A lancheria pretende voltar, mas só após o fim da pandemia, o sistema de telentrega ou pega e leva é inviável no local. E não se sabe se todos os funcionários demitidos poderão ser recontratados.

    Agora, com a prorrogação da MP 936, que permite redução de jornada e salários, ou suspensão do contrato de trabalho por 60 dias, espera-se garantir alguma manutenção dos trabalhadores.

    Somente em maio o Rio Grande do Sul registrou 66,8 mil pedidos de seguro-desemprego, um recorde. Em relação ao mês de maio de 2019, houve crescimento de 53% nas solicitações.

  • Agressão a jornalistas em Alegrete repercute em todo o país

    Agressão a jornalistas em Alegrete repercute em todo o país

    O diretor do jornal Em Questão, Paulo de Tarso Pereira, e o repórter Alex Stanrlei, prestaram depoimentos nesta quarta-feira na Comissão de Direitos Humanos, da Câmara Municipal de Alegrete, pela manhã, e na unidade da Brigada Militar, à tarde.

    O coronel Pedro Burgel, comandante Regional da Fronteira-Oeste da BM,  informou ao JÁ que as circunstâncias em que ocorreram as agressões estão sendo apuradas e que o Inquérito Policial Militar será concluído dentro de 20 dias. “Não compactuamos em hipótese alguma com condutas violentas e, caso fiquem comprovados, os policiais responderão pelos abusos praticados”, afirmou.

    Os profissionais foram agredidos física e verbalmente por dois brigadianos em frente à Delegacia de Plantão e Pronto Atendimento de Alegrete. Os fatos ocorreram na noite de quinta-feira, 19 de junho.

    Militares do Exército e da Brigada Militar, de Rosário do Sul, estavam registrando uma ocorrência sobre abigeato na delegacia de Alegrete quando Stanrlei começou a tirar fotos de um caminhão boiadeiro militar estacionado defronte à delegacia.

    Os militares impediram o registro e o repórter, então, gravou um vídeo para relatar o trabalho de combate ao roubo de gado.

    Marcas no pescoço de Paulo

    Foi quando um dos soldados da BM tomou a máquina fotográfica e obrigou o repórter a permanecer sentado na calçada. Após a chegada do diretor do jornal, que se identificou e pediu para que liberassem Stanrlei, o PM se negou alegando que a CNH do repórter não estava em dia. E negou também que o repórter entrasse na delegacia.

    Alex ficou com as pernas esfoladas

    Paulo de Tarso conta o que ocorreu a partir daí: “Quando eu passei a gravar a forma acintosa e prepotente com que o caso estava sendo conduzido, os PMs visivelmente alterados saltaram em mim, sendo que um deles me deu uma forte gravata, me faltando o ar. Fui derrubado e chutado. Alex, na tentativa de impedir que a agressão covarde continuasse, também foi imobilizado e de repente os dois PMs o derrubaram e o arrastaram. Um deles permaneceu sobre as costas, quando Alex já estava imobilizado e algemado. Depois, no interior da DPPA, o PM Santo André continuou com provocações e humilhações contra nós”.

    O diretor de Em Questão diz que seu advogado ingressou com ações na Corregedoria da Brigada Militar e no Ministério Público Militar, com o pedido da instauração de um IPM para apurar crime de abuso de autoridade. “Foi um ato isolado, mas que serve de alerta, porque estamos certos que nem a BM e nem o Exército comungam com tais práticas”, ressaltou o jornalista.

    Registro policial

    Entidades repudiam violência contra jornalistas

    A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) repudiou os atos de violência policial contra os profissionais Paulo de Tarso Pereira e Alex Stanrlei, que, sem justificativa, receberam ordem de prisão, foram algemados e agredidos.

    A ARI espera a apuração isenta dos fatos, com a consequente responsabilização dos agressores. Assinam a nota o presidente da ARI, Luiz Adolfo de Souza, e o presidente do Conselho Deliberativo da ARI, Batista Filho.

    A Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul, Adjori-RS, ressaltou que os jornalistas agredidos estavam no cumprimento de suas atividade de informar a sua comunidade, e além de serem impedidos de executar sua tarefa, foram injustificadamente agredidos e detidos.

    “Os jornalistas não são marginais, nem vagabundos e não foram autuados em flagrante delito, estavam simplesmente cobrindo uma pauta jornalística. A imagem de nossa Brigada Militar não pode ser denegrida por atos de violência de alguns de seus membros contra trabalhadores e diretores da imprensa”, destacou o presidente da entidade, Jair Francisco de Souza.

    A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), através de sua Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos, solicita às autoridades competentes a imediata apuração dos fatos e a devida responsabilização dos agressores. Assinam a nota Cid Benjamin e Vilson Romero.

    A Associação Nacional de Jornais (ANJ) ressaltou que além de ofenderem e atacar a integridade física dos repórteres, os integrantes da Brigada Militar atentaram contra o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

  • Pessimismo entre jovens: 28% pensam em não voltar às aulas, 50% desistindo do Enem

    Pessimismo entre jovens: 28% pensam em não voltar às aulas, 50% desistindo do Enem

    O Conselho Nacional da Juventude divulgou nesta terça, 23, uma pesquisa preocupante: 28% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos pensam em deixar os estudos quando as escolas e universidades reabrirem, após a pandemia.

    A pesquisa “Juventudes e a pandemia do Coronavírus” ouviu 33.688 estudantes de todos os Estados e do Distrito Federal.

    Com relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quase metade dos entrevistados manifestaram dúvidas em fazer as provas.

    Marcus Barão, coordenador da pesquisa,  alertou para “o risco ao desenvolvimento do país”. Segundo ele, o Brasil tem hoje o maior percentual de jovens de sua história e pode perder o “bonus demográfico” que  isso representa.

    “Esse bônus demográfico abre ao país a possibilidade de dar um grande salto na segunda metade do século, com uma população melhor educada, redução das desigualdades e maior prosperidade. Essa chance pode ser perdida”, alerta o pesquisador.

    As causas desse desalento, segundo Barão, são anteriores à pandemia,

    A taxa média de desemprego, por exemplo,  já era de 27%  entre a população de 18 a 24 anos de idade. “É mais que o dobro da taxa média de desemprego da população em geral, que era de 12,2%, de acordo com o IBGE”.

    A perda de renda das famílias com a pandemia é outro agravante que  põe em risco o futuro dessa geração.

    Sete em cada dez jovens relataram que seu estado emocional piorou por causa da pandemia.

    “Isso significa que a gente pode perder 25 milhões de jovens que poderiam produzir para a economia, vão deixar de entregar aquilo que poderiam entregar para o país e vão deixar de receber o que teriam direito. Esse risco é muito sério”.

    Promovida pelo Conjuve, em parceria com a Organização em Movimento, Fundação Roberto Marinho, Mapa Educação, Porvir, Rede Conhecimento Social, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Visão Mundial, o levantamento “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus” entrevistou jovens de todo o país entre os dias 15 e 31 de maio, por questionário online.

    Dados

    Do total de respondentes, 40% estão na Região Sudeste, 28% no Nordeste, 14% no Sul, 10% no Norte do país e 8% no Centro-Oeste. A maior parte se encontra na faixa etária de 18 a 24 anos (47%), 52% são negros, incluindo pardos e pretos, e 46% são brancos.

    Do total de consultados, 32% trabalham e estudam, 40% estudam e não trabalham, 18% trabalham e não estudam e 10% não estudam nem trabalham. Desse percentual, 8% disseram estar em busca de trabalho. Trinta e sete por cento moram na capital e 40% no interior. Sessenta e nove por cento participam de algum grupo religioso ou organização social.

    A pesquisa mostra que o acesso à internet em computador durante o isolamento é menor entre os jovens negros (54%), do que entre os brancos (78%). Os mais jovens dependem financeiramente da família: são 72% na faixa dos 15 aos 17 anos de idade, enquanto os mais velhos são mais independentes financeiramente: 34% entre 18 e 24 anos de idade e 27% entre 25 e 29 anos.

    Cinquenta por cento trabalhavam antes da pandemia, sendo 40% com trabalho remunerado e carteira assinada. A renda pessoal diminuiu com a pandemia para 33% dos jovens e a renda familiar caiu para 49%.

    A pesquisa revela também que devido aos efeitos da pandemia sobre a carga de trabalho e a renda, três a cada dez jovens disseram ter buscado complementação para sua renda enquanto seis a cada dez contaram que eles, ou alguém de suas famílias, estão cadastrados para receber a o auxílio emergencial.

    De forma geral, o sentimento é ruim ou muito ruim em termos de ansiedade, tédio, impaciência.

    Apesar da predominância dos sentimentos negativos durante o distanciamento social, os jovens se dividem entre otimistas ou pessimistas em relação ao futuro após a pandemia: 27% estão otimistas, contra 34% pessimistas.

    A maior parte dos jovens que responderam ao questionário está no ensino médio ou na faculdade.

    Para lidar com as dificuldades em termos emocionais, os jovens pedem apoio das escolas e faculdades: seis em cada dez jovens consideram que as instituições de ensino devem priorizar atividades para lidar com as emoções; e cinco em cada dez desejam aprender estratégias para gestão de tempo e organização. Para 49%, o fator emocional tem atrapalhado seus estudos.

    A principal preocupação durante a pandemia é perder alguém da família (75%), ser infectado pela covid-19 (48%) ou infectar outras pessoas (45%). Trinta por cento dos entrevistados já foram infectados pela doença ou têm alguém próximo que teve covid-19.

    Perspectivas

    As redes sociais e aplicativos de mensagens de WhatsApp e Telegram são os meios em que os jovens menos confiam (67%). Já os sites e aplicativos de órgãos oficiais têm confiança de 65% dos respondentes. Setenta e nove por cento concordam que as medidas de distanciamento social são corretas para evitar a disseminação da covid-19, 65% acham que o comércio e outras atividades não deveriam reabrir sem que o coronavírus esteja controlado e 55% disseram ter medo de sair de casa, mesmo que o comércio e os serviços reabram.

    Apesar de 72% dos jovens acharem que a pandemia vai piorar a economia do Brasil, 36% acreditam que a organização da sociedade vai melhorar pós-crise, da mesma forma que esperam que o sistema público de saúde do país vai melhorar (40%). Também o modo como trabalhamos vai melhorar um pouco ou muito (49%), com novas oportunidades de trabalho para quem mora afastado dos grandes centros urbanos, por conta do aumento do trabalho remoto. Quarenta e oito por cento também creem que surgirão novas formas de estudar mais dinâmicas e acessíveis que as atualmente em vigor.

    (Com informações da Agência Brasil)

     

  • Rede pública expande ensino à distância mas não prepara professores

    Rede pública expande ensino à distância mas não prepara professores

    O isolamento social imposto pelo novo coronavírus está mostrando que o ensino à distância veio para ficar.

    A suspensão forçada das atividades escolares para evitar o contágio levou escolas e professores a descobrir as enormes possibilidade das teleaulas para manter a continuidade do aprendizado durante a pandemia.

    Mesmo que não substituam as aulas presenciais, as teleaulas  incorporam-se definitivamente ao universo escolar.

    Uma pesquisa do Instituto Rui Barbosa e do centro de pesquisa IEDE mostra que 82% das redes municipais e estaduais criaram atividades de forma remota para atender à população. E mostra como essas redes foram muito além das aulas.

    O exemplo de Belém, capital do Pará, é citado.

    A Secretaria de Educação agiu logo no começo da pandemia. Primeiro, garantindo acesso à merenda que estava nos estoques das escolas e depois entregando cestas básicas para as famílias.

    A pesquisa do Instituto Rui Barbosa, mostrou que a 56% das escolas conseguiram garantir o direito à alimentação para todos os estudantes.

    A prefeitura utilizou sua equipe pedagógica para entregar kits com atividades, que deveriam ser enviados para os alunos a cada 15 dias, junto com a entrega da merenda.

    Para reforçar o aprendizado, foi licitado um horário pela manhã e pela tarde em uma televisão local para exibição de videoaulas, que foram produzidas pelos professores, ampliando as atividades a partir de maio.

    O professor de sociologia Fabrício Araújo é um dos profissionais que foram para a frente das câmeras para dar as tele aulas. Ele explica os desafios enfrentados.

    A reação rápida em Belém foi possível porque a prefeitura já tem iniciativas de aulas para comunidades mais remotas, com um histórico de formação de professores.

    Um aspecto negativo detectado pela pesquisa “A Educação não pode esperar”: apenas 39% das redes de ensino conseguiram preparar os professores para as atividades à distância.

     

  • Marchezan troca secretário de comunicação pela terceira vez

    Marchezan troca secretário de comunicação pela terceira vez

    Não durou um mês o novo secretário de Comunicação de Porto Alegre, Empossado em 27 de maio, Denian Couto entregou o cargo na última quinta-feira, 18.

    O motivo oficial é que o jornalista “deixou o Paço Municipal para aceitar o convite do Podemos, partido o qual é filiado, para concorrer a vereador em Curitiba, cidade em que vive desde 2005”.

    Couto, que foi escolha pessoal do prefeito, é o terceiro a ocupar o cargo na gestão Marchezan, depois de Tania Moreira e Orestes de Andrade Jr.

    O substituto ainda não foi anunciado.

    Com passagem pela Bandeirantes e RBS em Porto Alegre, Denian Couto, ostenta um currículo extenso. Foi coordenador da TV Assembleia e a assessor de Comunicação da Câmara de Vereadores da capital.

    No Paraná, nos últimos 15 anos, trabalhou nas afiliadas de Curitiba do SBT, Record, Jovem Pan e Grupo Mercosul. Atualmente, é professor de Direito em três Centros Universitários do Paraná e da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst).

    O site Coletiva, especializado em mídia e marketing,  lembrou que, em 2019, Couto foi acusado de ameaçar a sua ex-noiva, também jornalista, com quem trabalhava no Paraná.

    “Na ocasião, o profissional foi afastado de dois empregos e alvo de medida protetiva com base na Lei Maria da Penha. O inquérito aberto, no entanto, foi arquivado por unanimidade pela Justiça, por entender que não houve crime”.

    A prefeitura emitiu uma nota em que “deseja sucesso ao jornalista como candidato a vereador em Curitiba”.