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  • Infectado, Bolsonaro está em isolamento no Palácio do Planalto

    O presidente Jair Bolsonaro informou nesta 3ª feira (7.jul.2020) que foi diagnosticado com a covid-19. Ele passa bem e ficará em isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

    “Se eu não tivesse feito o exame, não saberia do resultado. Deu positivo. Como isso tudo começou? Começou domingo, com uma certa indisposição”, disse ele em entrevista à TV Brasil, CNN e Record, emissoras chamadas para dentro do Palácio da Alvorada. Ao fim da coletiva, Bolsonaro retirou a máscara.

    O presidente falou que, no seu entendimento, houve “superdimensionamento” da doença. Ele afirmou que achava já ter pego a doença por conta de seu contato constante com a população.

    Bolsonaro disse que está usando hidroxicloroquina. Ele afirmou que, de acordo com médicos, a chance de se curar com o uso deste remédio em fase inicial da doença é “quase de 100%”. Não há comprovação científica até hoje sobre essa declaração.

    O presidente afirmou que “todo mundo sabia que mais cedo ou mais tarde [a doença] ia atingir uma parte considerável da população”. Falou ainda que “tudo começou no domingo com uma certa indisposição e se agravou durante o dia de 2ª feira com mal-estar, cansaço, um pouco de dor muscular e a febre no final do dia chegou a bater 38º”.

    Bolsonaro afirmou que vai despachar via videoconferência, direto do Alvorada. Ele disse vai receber apenas algumas autoridades quando houver necessidade de assinar agum documento.

    Eis a nota da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social):

    “O resultado do teste de covid-19 feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite dessa segunda-feira, 6, e disponibilizado na manhã de hoje, 7, apresentou diagnóstico positivo. O presidente mantém bom estado de saúde e está, nesse momento, no Palácio da Alvorada.”

     

  • Guedes anuncia quatro privatizações este ano; refinarias da Petrobras estão na fila

    Guedes anuncia quatro privatizações este ano; refinarias da Petrobras estão na fila

    Uma nota conjunta dos ministérios da Economia e Minas e Energia, nesta segunda-feira, revelou as novas prioridades do governo Bolsonaro, para retomar as privatizações ainda este ano.

    A nota é uma reação à ação que deu entrada no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir o governo de criar subsidiárias da Petrobras “com o intuito de desmembrar a empresa e depois vender seus ativos”.

    É a estratégia que vem sendo usada pela estatal para vender oito de suas 13 refinarias.

    O caminho é contestado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, que propôs a ação que chegou ao STF, assinada por David Alcolumbre e Rodrigo Maia.

    Trata-se de um “pedido de tutela provisória” na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.624, que já tramita no STF, tendo o ministro Ricardo Lewandowski como relator.

    Pede que, antes da decisão final sobre o mérito da ADI, o relator determine a suspensão dos trâmites que a Petrobras vem fazendo para preparar a privatização das refinarias, sem precisar passar pelo Congresso.

    O objetivo imediato da ação é barrar as privatizações da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e da Refinaria do Paraná (Repar), previstas para este ano.

    A nota conjunta dos dois ministros nesta segunda-feira invoca “decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)” que dariam aval à venda das estatais ao setor privado.

    No ano passado, o STF decidiu que o governo pode se desfazer de subsidiárias por meio de vendas diretas, sem a necessidade de licitação.

    A corte, no entanto, estabeleceu que o Congresso precisa aprovar a venda,  seja do negócio inteiro ou de partes dos ativos diretamente ligados ao negócio principal.

    O plano do governo é privatizar oito das 13 refinarias da Petrobras até o fim de 2021. Permaneceriam estatais apenas as quatro refinarias de São Paulo e a de Duque de Caxias, no Rio.

    As oito unidades a serem vendidas têm capacidade de processar 1,1 milhão de barris por dia, metade do refino de petróleo no país.

    Sem mencionar as refinarias da Petrobras, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pretende anunciar nos próximos três meses a privatização de quatro grandes estatais.

    Ele não adiantou o nome das empresas, mas indicou que os Correios deverão fazer parte da lista. Assim como as subsidiárias da Caixa: “Ali há R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões ou R$ 50 bilhões em uma IPO grande”, declarou.

    Guedes falou em entrevista à CNN Brasil, no domingo (5), e deu a entender que a aproximação do governo com o Centrão tem esse o objetivo. “Bom, agora que o presidente buscou o centro democrático, ou o Centrão, isso agora vai exigir o aparelhamento das estatais?’. Não. Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias”, disse Guedes. O ministro disse que gostaria de “privatizar todas as estatais”.

    Segundo o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), “as privatizações são parte essencial da retomada da economia após a crise da covid-19”.

    “Um dos pontos fortes de retomada além das reformas, é isso [privatização]”.

    (Com informações da EBC, G1, Congresso em Foco)

  • Relatório da polícia mostra a expansão do crime organizado no Rio de Janeiro

    Relatório da polícia mostra a expansão do crime organizado no Rio de Janeiro

    Um relatório da Polícia Civil encaminhado ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mostra que o crime organizado atua em 1.413 comunidades do Rio de Janeiro.

    O tráfico comanda 81% desses territórios, e a milícia 19%. O mapeamento mostra ainda que o número de traficantes hoje já é maior que todo o efetivo da Polícia Militar nas ruas.

    A facção de traficantes mais numerosa, revela o documento, controla 828 favelas. A segunda maior, comanda 238 favelas, enquanto uma terceira chefia o tráfico em 69 localidades.

    A milícia está presente em 278 comunidades, um número que já é maior que duas das principais quadrilhas que atuam em território fluminense.

    Divisão territorial do crime organizado no Rio:

    Quadrilha de traficantes 1 — 828 comunidades
    Milícia — 278 comunidades
    Quadrilha de traficantes 2 — 238 comunidades
    Quadrilha de traficantes 3 — 69 comunidades

    O mapa da violência obtido e divulgado pelo telejornal RJ2 mostra ainda uma mudança de comportamento no crime organizado.

    Investigações recentes da Polícia Civil apontam que agora milicianos passaram a também vender drogas em suas áreas de domínio, enquanto traficantes começaram a utilizar práticas características dos paramilitares em seus redutos.

    O documento revela também que mais da metade dos homicídios investigados na capital, na Baixada e na Região Metropolitana do Rio desde 2016 estão ligados ao crime organizado.

    A Polícia Civil estima que 56.600 criminosos estejam em liberdade e portando armas de fogo de grosso calibre. O número seria maior que todo efetivo da Polícia Militar, que conta com 44 mil PMs, sendo apenas 22 mil na atividade fim, em patrulhas e operações de enfrentamento aos criminosos.

    A participação de presos ativamente no crime organizado do Rio também é citada no relatório.

    O levantamento da Polícia Civil mostra que traficantes e milicianos contam com a colaboração de 51 mil presos ligados a estes grupos. O número de bandidos com mandados de prisão abertos mas que estão nas ruas também é grande: estima-se que sejam 895 criminosos de alta periculosidade.

    Alguns dos principais parâmetros destacados pelo relatório são:

    Polícia estima que o Rio tenha 56.600 criminosos em liberdade; efetivo da PM nas ruas é de 22 mil homens.

    895 criminosos de altíssima periculosidade têm mandados de prisão em aberto;

    A maioria dos inquéritos abertos no Rio são de crimes relacionados à violência doméstica: 9.762

    As investigações da Polícia Civil no Rio estão divididas da seguinte maneira:

    675 inquéritos policiais de associação ou organização criminosa;
    4.137 de estupro;
    830 de extorsão;
    5.522 de homicídio doloso;
    3.452 de roubos;
    2.200 de tráfico de drogas e associação para o tráfico;
    9.762 de crimes relacionados à violência doméstica.

    (Com informações do Extra)

  • Com 38º de febre, Bolsonaro faz teste para Covid 19

    Com febre de 38°C, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) na noite desta segunda-feira para fazer uma ressonância do pulmão. Desde sábado, ele vinha se sentindo mal.

    Ao retornar, fez um teste para saber se está com coronavírus. Segundo o G1, mesmo sem saber o diagnóstico, ele começou a tomar hidroxicloroquina com azitromicina, medicamentos cuja eficácia não é comprovada.

    A apoiadores com quem falou rapidamente ao voltar ao Alvorada, pouco antes das 19 horas, Bolsonaro disse que “o pulmão está limpo” e que vai fazer outro teste para saber se contraiu a Covid.

    Assessores disseram aos repórteres que fazem plantão no Planalto, que ele começou a reclamar de cansaço no sábado à noite após voltar de Santa Catarina. No domingo, o presidente continuou se queixando de mal-estar e constatou a febre.

    Aos aliados, Bolsonaro brincou estar se sentindo “meio brocha” e decidiu buscar uma ajuda clínica no hospital.

    O presidente cancelou pelo menos três agendas oficiais que teria ao longo desta semana – a reunião do conselho ministerial, prevista para terça-feira. um café da manhã com a bancada de parlamentares de Goiás, agendado para quarta-feira e também uma viagem à Bahia, programada para sexta-feira.

    Internada desde a última quarta-feira, a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi entubada no domingo (05), de acordo com informações do G1. Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, está internada no Hospital Regional de Santa Maria.

    Bolsonaro já fez três testes de Covid-19 em março. O resultado foi negativo. Ele se negou a divulgar os exames, que só vieram a público em um processo judicial que terminou no Supremo Tribunal Federal. Foram utilizados nomes fictícios para ocultar que os exames eram do presidente.

     

  • Associações médicas alertam para falta de medicamentos para sedação e anestesia no RS

    O Rio Grande do Sul enfrenta deficiência no estoque de remédios para sedação e anestesia usados em UTIs, alerta a Associação Médica do RS (AMRIGS).

    A escassez ocorre em razão do avanço da pandemia. Pacientes com a COVID-19 costumam ficar mais dias internados do que a média em UTIs. O relato de hospitais é de baixa nos estoques.

    Por conta desse sinal de alerta, Em nota informativa da Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho determinou entre outras medidas a definição de conduta de racionalização do uso de estoques disponíveis. Com isso, devem ser suspensas cirurgias e procedimentos eletivos que utilizem medicamentos do “kit entubação” para sedação dos pacientes. A medida vale para casos nos quais não há um risco real para saúde do paciente.

    “A medida é válida e é importante que se olhe com muita atenção para esta questão. Não adianta nada ter respiradores e leitos se não houver medicação para sedação”, afirma o diretor de comunicação da AMRIGS, Juliano Chibiaque.

    Já o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) acionou o Ministério Público Federal (MPF), por meio de ofício encaminhado na última sexta-feira (03/07). No documento, o Conselho solicita intervenção junto ao Ministério da Saúde (MS) para que sejam adotadas medidas para regularização do fornecimento de medicamentos para sedação e anestesia de pacientes em ambiente hospitalar.

    A indisponibilidade de insumos foi identificada nas redes pública e privada, causando o fechamento de leitos de UTI em vários municípios, situação agravada pelo aumento dos preços de forma desproporcional. O desabastecimento não ocorre somente no Rio Grande do Sul, mas também em outros estados.

    No ofício enviado ao MPF, o Cremers solicita que as autoridades públicas e as empresas adotem medidas urgentes para regularização do fornecimento dos medicamentos, bem como elaborem planejamento que garanta o abastecimento desses produtos nos hospitais de referência, com a finalidade de não colocar em risco a atividade médica e a vida dos pacientes.

    Segundo o site oficial da Secretaria da Saúde do RS, O Ministério da Saúde acenou com uma compra emergencial no mercado nacional, e até mesmo internacional em parceria com a OPAS, para abastecer os Estados. Há notícias de que alguns Estados já começaram a receber lotes de medicamentos e a SES acredita que o RS será contemplado em breve.

    O RS já registrou 759 óbitos de Covid-19. São 32401 casos confirmados, com 26892 pessoas já recuperadas. Nesta segunda a taxa de ocupação nas UTIs é de 72%, com 1618 pacientes para 2218 leitos.

  • As máquinas estão parando: crise dos jornais impressos atinge em cheio o Interior

    As máquinas estão parando: crise dos jornais impressos atinge em cheio o Interior

    Pelo menos sete impressoras rotativas estão paradas e empacotadas no interior do Rio Grande do sul.

    São máquinas potentes e modernas capazes de imprimir milhares de exemplares em poucas horas, mas que, de repente, perderam a função: os jornais impressos estão fechando ou reduzindo tiragens e periodicidade, as impressoras estão ociosas.

    Uma das alternativas que resta aos donos dessas máquinas é vendê-las para a Siderúrgica Gerdau, como sucata, para fundir e fazer aço.

    Um dos casos emblemáticos é o do maior diário do interior do Estado, o Diário Popular de Pelotas, fundado em 1890, que desativou o seu parque gráfico e passou a ser impresso em Porto Alegre, na gráfica da Zero Hora.

    O mesmo fez há mais tempo A Plateia, de Santana do Livramento, com mais de 90 anos, que já foi o principal diário da Fronteira Oeste, com circulação em vários municípios da região. Passou a cobertura diária para o digital, desativou o parque gráfico e tornou semanal a edição em papel, impressa em Porto Alegre.

    Na mesma região, a Gazeta de Alegrete, que é o terceiro mais antigo do Brasil, fundado em 1882, mantém-se por conta dos editais da prefeitura local, com escassas chances de sobrevivência. A gráfica local foi desativada ainda nos anos 90, quando o secular jornal passou a ser semanal.

    Em Bento Gonçalves, na industrializada Serra Gaúcha, onde circulavam dois jornais diários, um fechou e o outro virou semanário. Em Caxias, o diário Folha de Caxias virou semanário, e outro mantém-se com cortes. O tradicionalíssimo Correio Riograndense suspendeu sua edição impressa e se mantém no online.

    Em Santa Maria, o jornal A Razão sucumbiu ante a crise e a concorrência do Diário de Santa Maria, que a RBS lançou na cidade em 2002. Com mais de 80 anos, um rotativa própria e um grupo que chegou a ter 90 funcionários, A Razão fechou as portas em 2017. Tinha então 12 jornalistas na Redação.

    Quando a crise apertou, também a RBS vendeu o Diário de Santa Maria para um grupo de empresários locais.

    Em Santa Cruz, a poderosa Gazeta do Sul tenta se reinventar. Reduziu cadernos para compensar a perda de anúncios, mas criou páginas temáticas e busca manter-se como parque gráfico regional que chegou a ter mais de 50 títulos impressos em sua rotativa de 25 metros, capaz de imprimir 20 mil exemplares de 40 páginas, por hora.

    O tamanho real desta crise ainda não pode ser medido, os números são imprecisos, as mudanças estão acontecendo. Nem a Associação dos Jornais do Interior, a Adjori, tem os dados exatos.

    Estima-se que tenham registro cerca de 400 jornais nos 525 municípios do Rio Grande do Sul. Quantos sumiram, quantos reduziram a tiragem ou o número de páginas ou simplesmente sumiram do mapa?

    A Adjori, que tem 70 sócios ativos, estima que no total uns 190 jornais ainda estão em atividade no Estado, a maioria apenas na internet.

    A Associação dos Diários do Interior, que reúne os jornais de cidades-polo, hoje tem 24 membros, e espera a inscrição da Folha de São Borja e Diário de Santa Maria. Até o final do mês o grupo pretende realizar um encontro virtual e debater alternativas ao momento de crise.

    A professora Beatriz Dornelles, da PUC-RS, que pesquisa o assunto há 20 anos, calcula que pelo menos dez jornais impressos deixaram de circular este ano no Rio Grande do Sul.

    Quantos diários, quantos semanários, quantos bi-semanários? São dados que a professora está levantando para um livro.

    A crise econômica prolongada, a expansão da internet e das redes sociais, já haviam ferido de morte o jornal impresso. A pandemia do coronavírus está dando o golpe final.

    A maioria já migrou ou está migrando para o meio digital. A perda com o fechamento dos jornais impressos em cidades médias e pequenas pode  ser estimada pela redução dos profissionais nas redações.

    O sindicato ainda está consolidando os números, mas há indicativos bem claros: redações onde trabalhavam 20 jornalistas, restaram apenas quatro. Sem contar que os remanescentes estão com os salários e jornadas reduzidos em até 70%.

    No caso dos parques gráficos que estão sendo desmontados, ainda há que somar os trabalhadores especializados ocupados na cadeia que moviam estas impressoras agora paradas.

  • No pior momento da crise, Banrisul corta programação de anúncios nos jornais do interior

    No pior momento da crise, Banrisul corta programação de anúncios nos jornais do interior

    No meio da pior crise de sua história, os jornais do interior do Rio Grande do Sul receberam esta semana a informação de que o Banrisul decidiu suspender a programação de publicidade em todos os veículos municipais no segundo semestre de 2020.

    A decisão chegou aos jornais através da Centro Propaganda, uma das agências que administram as verbas publicitárias do banco.

    A Adjori (Associação dos Jornais do Interior) confirmou a informação ao JÁ, mas seu presidente, Jair Francisco de Souza, disse na tarde desta sexta-feira que ainda tem a esperança de reverter a decisão.

    Até agora, porém, duas reuniões agendadas com a representação dos jornais para discutir o assunto foram adiadas.

    Maior anunciante do Estado,  o Banrisul  é o único banco a manter agências em todos os municípios gaúchos e anunciou em fevereiro um lucro recorde de R$ 1,34 bilhão, em 2019, o maior dos últimos seis anos.

    Segundo a Adjori, a suspensão dos anúncios ocorre depois de longas negociações em que os jornais ofereceram descontos de até 70% para manter as programações do banco.

    “Será uma pá de cal para muitos jornais que ainda sobrevivem”, disse o presidente da entidade.

    Pelo menos 12 jornais impressos suspenderam a circulação em cidades do interior gaúcho nos últimos seis meses em consequência da crise, que se agravou com a pandemia do coronavírus.

     

     

     

     

     

     

     

  • Com recorde em ocupações de UTI por Covid-19, Marchezan fecha orla e parques em Porto Alegre

    Com recorde em ocupações de UTI por Covid-19, Marchezan fecha orla e parques em Porto Alegre

    No final da tarde desta sexta-feira, 03/07, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, determinou novas medidas de restrição à circulação de pessoas. A procupação é com o aumento na ocupação de leitos hospitalares por pacientes de Covid-19.

    No início da noite, o número de pacientes em leitos de UTI por Covid-19 na rede hospitalar de Porto Alegre chegou a 222, entre confirmados (175) e suspeitos (47), um recorde desde o começo da pandemia.

    Um decreto municipal sobre as novas regras deve ser publicado ainda no final de semana. Mas já estarão interditados a partir deste sábado, 4, os parques Moacyr Scliar (trecho 1 da Orla), Gabriel Knijnik, Germânia, Chico Mendes e Harmonia. O prefeito avisa que as medidas são “um sinal muito forte aos porto-alegrenses”.

    Conforme balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) até as 19h30, o total de óbitos na Capital chega a 106 desde que se iniciaram as ações de combate à pandemia. De acordo com a SMS, foram confirmados 92 novos casos de pacientes com a Covid-19 nas últimas 24 horas. No acumulado, são 3.816 confirmados e 8.846 em investigação.

    Ao todo, as UTIs de Porto Alegre têm uma taxa de ocupação de 82%. Dos 709 leitos de UTI, 581 estão ocupados. Se o atual ritmo de hospitalizações for mantido, até o final do mês não haveria mais leitos disponíveis.

    O governo municipal ainda lançou uma nova campanha para conscientizar a população em torno do aumento do isolamento social para 55% – como meta de controle do coronavírus.

    Marchezan afirma que o apelo para “ficar em casa” nunca foi tão decisivo quanto agora. “Estamos no limiar entre a manutenção das atuais restrições e a avaliação de novas medidas, mais drásticas e totalmente indesejadas, mas que podem ser necessárias para salvar vidas caso sigamos totalmente pressionados pelos impactos da Covid-19 à nossa rede hospitalar”, antecipa.

    Entre outras medidas, que serão válidas por 15 dias a partir de segunda-feira, estão incluídas:

    – Suspensão das atividades de academias, salões de beleza, lojas de eletroeletrônicos e Mercado Público, bem como de igrejas, cultos e templos;
    – Novo controle de entradas em supermercados e hipermercados, além da restrição de apenas um adulto por família dentro desses estabelecimentos;
    – Suspensão da Área Azul;
    – Interdição de bolsões de estacionamentos como os do Parque Marinha do Brasil e Viaduto da Borges de Medeiros, próximo à elevada do Hospital Mãe de Deus;
    – Redução de atendimento simultâneo em lojas de ferragens e materiais de construção (um cliente por atendente), entre outros.

  • Partículas do novo coronavírus são descobertas em amostra do esgoto de Florianópolis de novembro de 2019

    Partículas do novo coronavírus, SARS-CoV-2, foram encontradas em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil. A descoberta é descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub.

    A professora da UFSC Gislaine Fongaro explica que amostras de esgoto do final de outubro até o início de março foram analisadas. “Acessamos amostras congeladas do esgoto bruto para investigar o material como ferramenta epidemiológica”, afirma a pesquisadora. Até agora, é o relato da primeira presença confirmada do vírus nas Américas. Gislaine lembra que estudos semelhantes encontraram o SAR-CoV-2 no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália no início de dezembro, antes do vírus ser descrito em 31 de dezembro de 2019.

    Para o estudo, diversos departamentos da UFSC foram acionados. “É um trabalho do LVA, com parcerias interlaboratoriais. Ficamos um pouco desconfiados com os primeiros resultados, mas a gente repetiu todos os dados, fazendo testes no laboratório do Hospital Universitário, e rastreamos o genoma do vírus”, salienta a professora. “Tivemos o cuidado de realizar um teste interlaboratorial, e não foi feito um único marcador viral, vários marcadores do vírus foram usados para reconfirmar. Estamos bem tranquilos quanto ao resultado”, indica.

    A descoberta só foi possível porque pôde acessar amostras que já eram coletadas por outros estudos. “É a importância de ter amostras disponíveis e os recursos necessários para pesquisa”, comenta Gislaine, que destaca a importância do monitoramento do esgoto e da ciência básica: “É um grande momento para a gente pensar como o esgoto da população serve para programas sentinelas. Muito antes de aparecer casos clínicos, o vírus estava circulando. É possível fazer análises de risco  e antecipar os cuidados necessários com a população, como, por exemplo, a hora de dar uma diminuída nas atividades”.

    Com informações da Universidade Federal de Santa Catarina

  • Expointer 2020 é cancelada

    Expointer 2020 é cancelada

    A edição 2020 da Expointer foi cancelada. A decisão foi tomada após reunião entre organizadores e governo do Estado do RS, na tarde desta quinta-feira, 02/07.

    Dúvidas quanto a contenção da pandemia até a data que tinha sido anunciada, final de setembro, levou à decisão.

    No final da tarde, o Governo publicou oficiamente uma nota confirmando o cancelamento do evento. O texto registra que “provas técnicas de associações de produtores e atividades de julgamento de animais serão prioritariamente consideradas, observados os protocolos de saúde pública e sem a participação de público visitante.”

    A mensagem é assinada pelo secretário de agricultura, Luis Antônio Covatti, e por entidades copromotoras.

    Em 10 de junho a Comissão Executiva da Expointer tinha anunciado que estava programando a realização da 43ª edição da Feira para o final de setembro, e não mais em agosto, como ocorreu em anos anteriores. O calendário havia sido definido pelas Secretarias da Agricultura e de Saúde, em conjunto com as entidades promotoras, mas com o agravamento da pandemia do novo coronavírus, as entidades entendem qua há alto risco para expositores e público, optando agora pelo ccancelamento.

    Neste ano a Expointer celebraria 50 anos sediada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A feira é a principal do Rio Grande do Sul e uma das maiores do País.