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  • Bolsonaro anuncia auxílio menor e pressiona pelo fim do isolamento

    Bolsonaro anuncia auxílio menor e pressiona pelo fim do isolamento

    O presidente Bolsonaro disse na quinta-feira (4) à noite  que está acertado o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600.

    Bolsonaro fez o anúncio durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. Ele também pressionou pelo fim do isolamento social para combate à Covid 19.

    ” Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamente para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego”, disse.

    O auxílio emergencial, em três parcelas de R$ 600,| foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril  para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. O governo propôs um valor de R$ 200, que foi aumentado por decisão dos parlamentares.

    Mais de 59 milhões tiveram o benefício aprovado. O novo valor ainda não foi anunciado pelo governo. O mais provável é que ele retorne ao antigo valor de R$ 200.

    Liberação de praia

    Durante a live, o presidente defendeu a liberação de acesso às praias, que está proibida na maioria das capitais litorâneas do Brasil, e que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai emitir um parecer favorável sobre o assunto.

    “O governo federal vai opinar favoravelmente para aquela pessoa ir à praia, agora o juiz de cada cidade, que vai recepcionar esses mandados de segurança, é que vai decidir se o João pode ir para a praia ou não. Eu não vejo nada demais ir para a praia, praia é saúde”, afirmou.

    O fechamento das praias faz parte das estratégias dos governos estaduais e prefeituras para evitar aglomerações.

    O isolamento social é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por especialistas como a principal forma de evitar disseminação em massa do novo coronavírus.

    (Com informações da Agência Bresil)

  • Relatório inclui jornal centenário como divulgador de fake news

    Relatório inclui jornal centenário como divulgador de fake news

    O relatório produzido por consultores legislativos classificou a Gazeta do Povo, jornal fundado em 1919, como divulgador de “notícias falsas”.

    O documento foi produzido a pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, e também inclui outros 47 sites.

    A classificação negativa ao veículo centenário, detentor de diversos prêmios jornalísticos, foi dada, segundo a relatoria da comissão, após consulta de seis agências verificadoras.

    A Gazeta do Povo procurou as seis agências indicadas. Todas desmentiram a versão da CPMI. Comprova, Aos Fatos, Estadão Verifica, Boatos.org, Lupa e E-Farsas relataram não terem sido consultadas ou sequer acionadas pela comissão.

    A CPMI produziu um levantamento sobre sites, canais no Youtube e aplicativos que veicularam propagandas do governo federal por meio da plataforma Google Adwords, uma ferramenta automática que distribui anúncios em sites que possuem o sistema do Google, como a Gazeta do Povo.

    Ou seja, o contratante da propaganda não escolhe diretamente onde quer que seu anúncio seja divulgado.

    A Associação Nacional de Jornais (ANJ) cobrou explicações da CPMI sobre inclusão da Gazeta na lista. “A Gazeta tem sido, ao contrário, uma adversária permanente da desinformação e um veículo de ponta na defesa da pluralidade”, disse o presidente da ANJ, Marcelo Rech. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou e revela que o caso Gazeta é exemplo do risco de se deixar o Estado definir o que é fake news.

    Para se ter uma ideia, a verba de anúncios do governo federal via Google Adwords para a Gazeta do Povo foi de R$ 909,16 em 2019 e é de R$ 494,49, do início de 2020 até os dias atuais. O valor tem peso diminuto em relação ao auferido pela Gazeta com assinaturas e outros tipos de publicidade.

    “O critério de enquadramento da CPMI para veículos de comunicação como sendo disseminadores de Fake News deve ser revisto. E óbvio que a Gazeta do Povo não se enquadra nesta categoria,” disse o deputado Ricardo Barros (PP-PR), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News.

     

  • Propaganda do governo em sites de fake news é a ponta do iceberg

    Propaganda do governo em sites de fake news é a ponta do iceberg

    Em 40 dias, dois milhões de anúncios do governo federal foram veiculados em 47 canais de notícias falsas, 12 de jogos de azar e quatro canais de conteúdo sexual.

    A informação é de um relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o fenômeno das fake news, as notícias falsas que se tornaram uma praga na internet.

    O secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, minimizou o problema dizendo que esses dois milhões representam 4% de um total de 47 milhões de anúncios veiculados.

    E que não foi decisão do governo programar esses canais, pois “não é o governo que define quais os sites que terão anúncios utilizando ferramenta de publicidade na internet, e sim a plataforma”.

    O secretário de Publicidade, Glen Valente, disse à Agência Brasil  que “não é papel da Secom censurar sites e nem definir os veículos que são impróprios para anúncios na internet”.

    Nada disso diminui o tamanho do problema, que recém começa a ser enfrentado.

    Os técnicos a serviço da CPI pediram à Secom um levantamento dos anúncios veiculados no Google num período de 11 meses, mas até agora só conseguiram acesso acesso dos dados 6 de junho e 13 de julho de 2019.

    Segundo o secretário, se fossem efetivados esses 2 milhões de anúncios – o que o governo não confirma – o custo máximo dessa publicidade seria de R$ 10 mil, em um total de R$ 72 milhões utilizados na campanha pela reforma da Previdência.

    Argumento que também não minimiza o problema, segundo a CPI. Mais do que o desperdício do dinheiro público,  grave é a canalização de recursos do governo estimulando atividades ilegais.

    Além da CPI no Congresso, as fake news na internet também são alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, que investiga ataques e ameaças a ministros.

    Na semana passada, por determinação judicial  uma operação da Policia Federal fez buscas e apreensões nas casas de 29 blogueiros e apoiadores do presidente Bolsonaro, entre eles o blogueiro Allan Santos e o empresário Luciano Hang.

    A ação policial provocou um discurso indignado do presidente, que definiu como “atentado à liberdade de expressão”.

    Este inquérito que nesta quinta-feira ouve a deputada Carla Zambelli pode se tornar ameaçador para o governo se confirmados os indícios de que ataques disseminados por rede clandestina partem de servidores abrigados em gabinetes palacianos.

     

  • Saques mostram que racismo e desemprego se cruzam na crise americana

    Saques mostram que racismo e desemprego se cruzam na crise americana

    Os protestos nos Estados Unidos foram detonados pelo assassinato de um homem negro por um policial branco.

    Começaram há nove dias em Minneapolis, onde ocorreu o crime, e já provocam toque de recolher em 40 cidades americanas, incluindo a capital, Washington, e a maior cidade, New Yok.

    Movem-se contra o racismo desde o início. Nos últimos dias, porém, é crescente a presença de depredadores e saqueadores na esteira das manifestações que estendem por avenidas de grandes cidades.

    Enquanto a policia acompanha o movimento dos manifestantes, grupos que se movem no contra-fluxo, arrombam e saqueiam lojas e edifícios.

    O governo diz que são “baderneiros”,  “ladrões” e “criminosos” e ameaça endurecer com a repressão policial.

    Na verdade é mais um sinal de que  o desemprego – outro problema americano que se agrava vertiginosamente- está ganhando corpo no ambiente de caos gerado pela pandemia.

    Cerca de 20 milhões de trabalhadores perderam o emprego desde o início da crise. Os números do Departamento do Trabalho mostram que já são 38 milhões os que dependem do seguro de desemprego.

    Os saques se repetem e multiplicam  nos últimos dias indicando que esse ingrediente conjuntural- o desemprego, que atinge sobretudo negros – está  se misturando ao caldo histórico do racismo,  tornando ainda mais indigesta a sopa que ferve no caldeirão americano.

  • Pacote de ajuda dos EUA incluiu cloroquina a pedido do governo brasileiro

    Pacote de ajuda dos EUA incluiu cloroquina a pedido do governo brasileiro

    O embaixador dos Estados Unidos,  Todd Chappman, disse em entrevista à rádio Gaúcha nesta manhã de quarta-feira, 4, que o lote de hidroxicloroquina incluído no pacote da ajuda americana ao combate da codiv 19 no Brasil, atendeu a “um pedido do governo brasileiro”.

    Segundo a embaixada americana, já foram entregues 2 milhões de doses do medicamento ao ministério da Saúde, além de respiradores, outros equipamentos e doações para institutos de pesquisas, num total que chega a 12,5 milhões de dólares.

    O uso da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 vem sendo questionado cada vez mais pelas autoridades médicas no mundo inteiro, pela falta de comprovação da eficácia e pelos efeitos colaterais, que podem levar à morte.

    Mesmo nos Estados Unidos há pressão da área médica para que sejam revisadas as regras que indicam o uso do medicamento em pacientes contaminados pelo novo coronavirus.

    O governo Trump, no entanto, se mantém irredutível na defesa da cloroquina, no que é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro.

  • Senado congela planos de saúde por 120 dias

    O  Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto que suspende por até 120 dias o reajuste de preços de planos de saúde e por 60 dias os de remédios.

    Como tem uma medida provisória congelando os preços dos remédios, o aumento no preço dos medicamentos fica suspenso também por 120.  A matéria será analisada agora pela Câmara dos Deputados.

  • Auxilio emergencial: Câmara aprova projeto que dá prioridade a mulheres

    O plenário da Câmara foi aprovou nesta terça-feira, 2, o projeto que dá prioridade à mulher chefe de família no recebimento do auxílio emergencial.

    A proposta pretende evitar fraudes por ex-companheiros que pediram o auxílio como se tivessem a guarda dos filhos.

    De acordo com a deputada  Dorinha Seabra Rezende, do Democratas de Tocantins, relatora do projeto, o governo terá que dar preferência à mãe das crianças na hora de pagar as duas cotas R$600.

     

     

     

  • Bilionários que apoiam Trump financiam campanha contra o confinamento

    Bilionários que apoiam Trump financiam campanha contra o confinamento

    “Uma poderosa coalizão conservadora”. Assim o Guardian definiu o grupo de apoiadores do governo Trump que está arrecadando US $ 5 milhões para aplicar em “novos esforços publicitários – online, rádio e imprensa” – para defender a reabertura imediata das atividades econômicas.

    O movimento tem apoio um grupo de médicos e além da retomada das atividades pede redução de de impostos e corte dos “gastos pandêmicos”, para movimentar os negócios.

    A coalizão Save Our Country (SOC), lançada em abril, é integrada por grupos de direita, como FreedomWorks Foundation, Tea Party Patriots e Conselho de Intercâmbio Legislativo Americano (Alec). Teria no total 200 membros, segundo relato do Guardian.

    As autoridades de saúde pública se mantém cautelosas quanto a relaxar as medidas de contenção e liberar as atividades nos estados.

    A epidemia já custou mais de 100 mil vidas aos Estados Unidos e o risco de que uma abertura precipitada resulte numa segunda onda, “ainda mais devatadadora”, é apontado por especialistas do mundo inteiro.

    Os defensores da abertura, no entanto, já estão em campo.

    Segundo o Guardian, os Patriots do Tea Party, em entrevistas de rádio e TV,  estimulam a mobilização “de médicos que pedem aos Estados que se movam mais rapidamente”.

    A líder do Tea Party, Jenny Beth Martin, ouvida pelo Guardian, disse que o grupo tem cerca de 800 membros e sua missão é “educar o público americano sobre os efeitos colaterais não desejados” do isolamento.

    Martin disse que 800 médicos assinaram uma carta em maio a Donald Trump, que considerou os bloqueios um evento de “vítimas em massa”, causando depressão e outros males, e instou Trump a encerrar o “fechamento nacional”.

    A Dra. Simone Gold, de Los Angeles, disse à AP que “não havia base científica com a qual o americano comum deveria se preocupar”. Covid-19 – algo que minimiza todas as evidências médicas sobre os riscos da pandemia.

    Gold também usou o rádio para falar da hidroxicloroquina, um medicamento anti-malária – com que Trump espera bloquear o Covid-19 – apesar das crescentes evidências científicas que traz grandes riscos à saúde.

    Jerry Taylor, um especialista ouvido pelo Guardian disse que “os atores políticos envolvidos com esses grupos estão unidos em dois pontos”:

    1) são hostis à ciência dominante, que eles consideram uma conspiração esquerdista conspiratória para destruir o capitalismo de mercado livre;

    2) tem uma compreensão superficial da economia. “A reabertura total da economia não produzirá uma recuperação econômica até que o coronavírus seja contido e possa permanecer contido ”, afirmou ele.

     

  • Senado vota projeto para combater fake news

    Prevista para esta terça-feira, 2, a votação, no Senado, do projeto sobre fake news. O objetivo é combater as noticias falsas espalhadas nas redes sociais, segundo um dos autores da proposta, senador Alessandro Vieira, do Cidadania, de Sergipe.

    Vieira argumenta que o projeto mira nas ferramentas que são utilizadas criminalmente, em especial as contas falsas e as redes ilegais de disparo, e defendeu que a proposta não atinge a liberdade de expressão.

    No entanto, entidades ligadas à sociedade civil, como a Coalizão Direitos na Rede, que reúne organizações de defesa de direitos digitais, pedem cautela e cobram mais tempo de debate sobre o tema, como aponta a jornalista Bia Barbosa.

    Joana Varon, diretora da Coding Rights e Fellow em Tecnologia e Direitos Humanos, na Kennedy School, da Universidade norte-americana de Harvard, diz que a entidade concorda na necessidade de se elaborar um projeto para o combate das fake news e elogia o incentivo à transparência que prevê o texto. No entanto, Joana relata preocupação em se intensificar a remoção de conteúdos arbitrariamente, e na proibição do anonimato nas redes sociais.

    Os deputados Tábata Amaral, do PDT, e Rigoni, do PSB, também são coautores da proposta. A parlamentar diz que ouviu as organizações e retirou da proposta original os itens que não tinham consenso. Segundo a deputada, o projeto não prevê censura, não quebra a privacidade e nem retira conteúdo do ar. O trecho sobre os dispositivos que permitiam intervenção sobre conteúdos considerados falsos também foi retirado.

    O trecho era polêmico porque, na proposta original, as empresas poderiam usar os serviços de verificadores independentes de conteúdo. Na prática, entidades privadas ficariam com a missão de decidir o que é ou não fake news.

    Na Câmara, o projeto também divide opiniões. Parlamentares ligados ao governo são contrários à regulação de redes sociais. Já os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, defendem punição para as plataformas digitais que não adotarem meios para combater robôs que disseminam fake news, por exemplo.

    (Com informações da EBC)

  • Manifestação contra racismo termina com depredações no centro de Curitiba

    Manifestação contra racismo termina com depredações no centro de Curitiba

    Oito pessoas foram presas num confronto entre manifestantes e a Polícia Militar no centro de Curitiba, na noite desta segunda feira.  Um policial foi ferido.

    O ato foi convocado pelas redes sociais “para protestar contra o racismo”.  A concentração iniciou na Praça Santos Andrade e deveria ser “apartidária e pacífica”.

    No início da noite, no entanto, um grupo que se intitula “Antifa”, o mesmo nome que aparece nos protestos nos Estados Unidos seguiu para o Centro Cívico, jogando pedras em agências bancárias e nas vidraças do edifício do Fórum Cível.

    Houve princípio de incêndio. Ao chegarem ao Palácio Iguaçu, arrancaram a bandeira do Brasil hasteada em frente ao prédio e atearam fogo nela.

    A PM reprimiu com balas de borracha e bombas de efeito moral.

    O grupo inverteu o rumo da caminhada e voltou a se dirigir para o Centro.

    As bombas estourando entre os prédios assustaram os moradores.

    Os manifestantes correram, então, em direção à Praça Tiradentes.

    Os PMs acompanharam de perto, dispersando as aglomerações usando cassetetes.

    Em nota, a prefeitura de Curitiba informou que, em equipamentos públicos do município, houve registro de danos em algumas estações-tubo na região do Centro Cívico e pontos de mobiliário urbano na Praça Tiradentes e na Travessa Nestor de Castro.