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  • Caso Marielle: investigações continuam com a polícia do Rio

    Caso Marielle: investigações continuam com a polícia do Rio

    O Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido de federalização das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

    O crime ocorreu em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.

    A decisão, por unanimidade, foi tomada nesta quarta-feira, 27.

    O pedido foi feito no ano passado pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

    Na ocasião, Raquel Dodge alegou que havia tentativas de obstrução das investigações que estão a cargo da Polícia Civil do Rio. Ela queria que o caso passasse à Justiça Federal.

    Desde o início, as familias de Marielle e de Anderson Gomes foram contra o transferência do caso para a Justiça Federal.

    A vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros no Estácio, região central do Rio de Janeiro, quando o carro em que estavam foi atingido por diversos disparos. Quatro tiros acertaram a vereadora e três, o motorista.

    Dois suspeitos de serem os executores do crime estão presos.

     

  • Pais perdeu mais de 860 mil  empregos em abril

    Pais perdeu mais de 860 mil empregos em abril

    Foram divulgados na quarta-feira, 27, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, referentes a abril.

    O saldo é de 860.503  empregos a menos no país.

    Nos 30 dias de abril foram demitidos  1.459.099  trabalhadores, enquanto as admissões ficaram em 598.596.

    Houve um aumento de 17,2% nas demissões e uma queda de 56,7% nas admissões, na comparação com abril do ano passado.

    Em abril de 2019, foram 1.374.628  contratações e  1.245.071  demissões, com um saldo positivo de 129.601 mil postos de trabalho a mais.

    Os dados do Caged referem-se aos trabalhadores com carteira assinada.

    São Paulo teve o pior desempenho, com o fechamento de 260.902 vagas. Em seguida aparece Minas Gerais (-88.298), Rio de Janeiro (-83.626) e Rio Grande do Sul (-74.686).

    De janeiro a abril de 2020, houve 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, resultando num acumulado de 763.232 fechadas nos quatro primeiros meses do ano.

    Um ano atrás, o mesmo período contou com 5.529.457 admissões e 5.215.622 demissões, com um saldo positivo de 313.835. Ou seja, as admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no intervalo de um ano.

    Na comparação mês a mês, o salário médio real de admissão no Brasil cresceu. Passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

    O Ministério da Economia estima que se não fosse o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda,  criado em fim de março,  mais de 8  milhões de trabalhadores já teriam perdido o emprego em consequência da pandemia.

    Na polêmica reunião de 22 de abril, na única menção que fez à crise  decorrente da pandemia, o presidente Bolsonaro estimou que ao final da crise “10 milhões de carteiras assinadas vão para o saco”.

     

  • França revoga decreto que autorizava o uso da cloroquina no tratamento da Covid

    França revoga decreto que autorizava o uso da cloroquina no tratamento da Covid

    O decreto que permitiu o uso da hidroxicloroquina no combate ao Covid-19 na França foi revogado, por um novo decreto publicado nesta quarta-feira, 27 de maio.

    A medida se baseia num parecer emitido no dia anterior pelo Conselho Superior de Saúde Pública (HCSP) e foi tomada pelo Ministro da Saúde, Olivier Véran.

    A suspensão é “para analisar as regras depreciativas para a prescrição de hidroxicloroquina na luta contra o Covid-19”.

    Essa opinião desfavorável foi acompanhada de uma recomendação com o mesmo efeito publicada terça-feira pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM).

    O parecer do HCSP ocorreu após a publicação na revista científica The Lancet  de um estudo retrospectivo que demonstrou maior mortalidade em pacientes hospitalizados pelo Covid-19 e que receberam cloroquina e hidroxicloroquina, bem como arritmias cardíacas.

    O HCSP considerou que esses elementos, além de outros estudos disponíveis, dados de farmacovigilância e opiniões negativas de outras autoridades de saúde no exterior, justificaram “não usar hidroxicloroquina isoladamente ou em combinação com um macrólido,  para o tratamento de Covid-19 em pacientes, ambulatoriais ou hospitalizados, qualquer que seja o nível de gravidade ” .

    Em relação aos ensaios clínicos destinados a avaliar sua eficácia e segurança no uso contra o novo coronavírus, ele é da opinião “para reavaliar a relação benefício / risco desse medicamento em estudos atuais e futuros” .

    (Com informações do Le Monde)

  • Prorrogação do abono emergencial é certa; valor e prazo estão em discussão

    A proposta de ampliar o prazo do auxílio emergencial já entrou em discussão na Câmara Federal.

    Pelo menos dez projetos de lei sobre o tema já foram protocolados na Câmara, segundo o G1. Alguns ampliam o prazo de pagamento por mais três meses e outros propõem estender as parcelas até o fim deste ano.

    A previsão é de que seja votada em junho.

    A questão a ser decidida é o valor.  A intenção já manifestada pelo governo é de estender o benefício, mas em um valor inferior aos atuais R$ 600.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que o Executivo trabalha com valores entre R$ 200 e  R$ 300, o que indica um embate parlamentar, pois há uma tendência em todas as bancadas para manter o valor atual, de R$ 600.

    Entre os líderes partidários, discute-se a possibilidade de criar um grupo de trabalho, envolvendo Câmara, Senado e até o governo, para chegar a um consenso.

     

  • Dois terços dos brasileiros entre 9 e 17 anos ainda não têm acesso à internet

    Dois terços dos brasileiros entre 9 e 17 anos ainda não têm acesso à internet

    A expansão do ensino à distância, que tem sido a alternativa durante o periodo de confinamento por conta da pandemia, esbarra no aumento da desigualdade social no Brasil.

    Na faixa entre de 9 e 17 anos de idade, dois terços dos brasileiros ainda não tem acesso à internet, segundo uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

    Nas famílias cuja renda é de até um salário mínimo, 73% dos alunos dessa faixa etária não navegam na rede quando estão em casa. A partir de 3 salários mínimos, o índice é de 53%.

    O número é ainda maior na zona rural, onde 82% dos alunos não acessam a internet em ambientes privados.

    As pesquisas evidenciam também outras dificuldades:
    -casas sem espaço para estudar e sem saneamento básico;
    – falta de equipamentos como computadores e notebooks;
    – problemas na conexão à internet;
    – falta de formação dos professores para usar tecnologia na educação;
    – baixos índices de leitura.

    Além da falta de internet e de equipamentos, outros fatores dificultam o ensino remoto no país.

    Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, 17,3% das crianças de 0 a 14 anos moram em residências que não têm acesso à rede geral de abastecimento de água e 40,8%, em locais sem conexão com o sistema de esgoto.

    Nas casas em que não há internet, as condições de saneamento são ainda piores: 29,3% sem rede de água e 60%, sem a de esgoto.

    Outro problema é a condição das moradias. A pesquisa mostra que 15,1% das residências em que há adultos e crianças abrigam seis ou mais pessoas. Em 40%, há mais de três moradores por dormitório.

    O equipamento que está mais presente nas residências brasileiras é o televisor (96%). Mesmo entre os mais pobres, das classes D e E, 92% têm o aparelho – mas apenas 9% com canais pagos da TV fechada.

    Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, que avalia o uso de tecnologias de informação nos domicílios brasileiros, os computadores portáteis continuam concentrados nas famílias mais ricas: na classe A, 90% têm notebook e 49%, tablet.

    Nas camadas D e E, os índices não chegam a 5%.

    Considerando o recorte regional, no Norte, apenas 19% dos lares têm ao menos um notebook. No Sudeste, que aparece em primeiro lugar, o índice é de 33%.

    Ao mensurar o acesso apenas das crianças e jovens de 9 a 17 anos, a pesquisa mostra que 71% dos mais pobres que tem internet só acessam a rede pelo celular. Na classe AB, apenas 26% têm essa restrição, contando também com notebooks e computadores.

  • Ministério da Saúde contraria OMS e mantém orientação para uso da cloroquina

    Ministério da Saúde contraria OMS e mantém orientação para uso da cloroquina

    O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que o governo federal vai manter as orientações para o uso da cloroquina no tratamento da Covid 19, apesar a decisão da Organização Mundial da Saúde, a OMS, que interrompeu testagens com a droga.

    Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, afirma que a pasta tem segurança com a orientação, e vem acompanhando estudos que estão sendo feitos no país.

    A OMS suspendeu temporariamente testes com o medicamento hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus.

    Quem comunicou a interrupção foi o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom, nessa segunda-feira. A medida se deu por questões de segurança dos pacientes, até que os dados sejam revisados.

    A organização já havia afirmado que as evidências clínicas não indicavam o uso do medicamento para a Covid-19 até que as pesquisas fossem concluídas. Mas que a decisão sobre a indicação do uso de qualquer medicamento, é de cada país.

    Na semana passada, o Ministério da Saúde publicou uma nova orientação para o uso da cloroquina, indicando inclusive para a fase inicial de sintomas da doença.

    A norma, entretanto, garante ao médico a sua indicação, além da necessidade de autorização de uso dos pacientes. Segundo a pasta, a orientação garante o acesso ao tratamento em todo país.

    Associações médicas brasileiras e o Conselho Nacional de Saúde também se posicionaram contra o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, alegando ausência de comprovação científica sobre a eficácia do medicamento.

    A posição do Ministério da Saúde segue orientação do presidente Jair Bolsonaro. Uma divergência sobre o uso do medicamento foi, segundo a imprensa, a causa da demissão do ministro Nelson Teich, que deixou o cargo depois de 28 dias.

    No dia 26 de março, em transmissão ao vivo pela internet, o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o uso da hidroxicloroquina e cloroquina no combate ao novo coronavírus (Covid-19).

    No pronunciamento, mesmo contrariando o que diz a bula do próprio medicamento, o governante afirmou que a cloroquina não tem efeitos colaterais.

    “Aplica logo, pô”, disse Bolsonaro. “Sabe quando esse remédio começou a ser produzido no Brasil? Ele começou a ser usado no Brasil quando eu nasci, em 1955. Medicado corretamente, não tem efeito colateral”, disse o presidente.

    Bolsonaro chegou a posar para a  CNN, mostrando embalagens do remédio.

    A bula do medicamento explica que o uso da substância apresenta efeitos colaterais comuns em muitos pacientes, como alteração dos batimentos cardíacos, cefaleia, irritação do trato gastrointestinal, distúrbios visuais e urticária, entre outras reações adversas. As orientações ainda explicam que doses diárias altas podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis.

  • 7,6 milhões recebem a segunda parcela do auxílio emergencial

    Nesta terça, 26, a Caixa Econômica Federal (CEF) credita novos lotes do Auxílio Emergencial, tanto da primeira parcela, para novos aprovados, quanto da segunda, para quem recebeu a anterior até 30 de abril.

    Ao todo, o benefício será pago a 7,6 milhões de trabalhadores, segundo o banco.

    Com os pagamentos desta terça, a Caixa conclui os pagamentos da segunda parcela para os beneficiários que receberam a primeira parcela até 30 de abril e que não fazem parte do programa Bolsa Família.

    Veja quem recebe nesta terça:

    Segunda parcela: 5 milhões trabalhadores inscritos no Cadastro Único ou que se cadastraram através do aplicativo e do site, e que receberam a primeira parcela até 30 de abril, nascidos em novembro e dezembro

    Segunda parcela: 1,9 milhão de trabalhadores beneficiários do Bolsa Família, cujo NIS termina em 7

    Primeira parcela: 700 mil trabalhadores do novo lote de aprovados do benefício, nascidos em setembro

    Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

    Veja calendário da 2ª parcela

    Depósito em poupança digital e restrição para saque e transferências

    Para os beneficiários que vão receber a segunda segunda parcela e não fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos trazem mais restrições: todos vão receber por meio de conta poupança digital da Caixa – mesmo quem recebeu a primeira parcela em outra conta.

    Além disso, a poupança digital não vai permitir transferências inicialmente – apenas pagamento de contas, de boletos e compras por meio do cartão de débito virtual. Transferências para outras contas e saques só serão liberados a partir de 30 de maio (veja o calendário ao final da reportagem).
    Primeira parcela para novos aprovados

    A primeira parcela para esse novo grupo será creditada na conta escolhida pelo beneficiário, da forma como receberam os primeiros beneficiários: nas contas da Caixa, na Poupança Social Digital ou em contas de outros bancos.

    Esses beneficiários também poderão fazer o saque em espécie do auxílio na data da liberação.

    Veja como ficou o calendário de pagamento da 1ª parcela para novos aprovados:

    19 de maio (terça): nascidos em janeiro
    20 de maio (quarta): nascidos em fevereiro
    21 de maio (quinta): nascidos em março
    22 de maio (sexta): nascidos em abril
    23 de maio (sábado): nascidos em maio, junho ou julho
    25 de maio (segunda): nascidos em agosto
    26 de maio (terça): nascidos em setembro
    27 de maio (quarta): nascidos em outubro
    28 de maio (quinta): nascidos em novembro
    29 de maio (sexta): nascidos em dezembro

    Calendário da 2ª parcela

    O calendário do pagamento da 2ª parcela do Auxílio Emergencial começou na segunda-feira (18) e seguirá até 13 de junho.

    O calendário da terceira parcela, que estava prevista para maio, continua sem definição.

    O calendário da segunda parcela vale apenas para quem recebeu a primeira parcela até 30 de abril. O governo não informou quando vai pagar a segunda parcela para quem receber a primeira depois desta data.
    São 3 calendários:

    -um para recebimento em poupança social
    -um para saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família
    -um para saque em espécie para poupança social e transferência de recursos

    (Com Assessoria de Imprensa)

  • “Não há base ideológica para um golpe militar”

    “Não há base ideológica para um golpe militar”

    “A questão militar no Brasil de hoje”, foi o tema do debate on line promovido pelo Comitê de Defesa da Democracia, coordenado pelo cientista político Benedito Tadeu César e a advogada Mari Peruso.

    Aldo Rebelo e Celso Amorim, dois ex-ministros da Defesa, foram os debatedores.

    Amorim  ocupou o cargo no governo Lula e foi também ministro das Relações Exteriores nos governos Itamar Franco, Lula e Dilma.

    Rebelo,  ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara, foi ministro da Defesa do governo Dilma.

    Ambos assinaram, no início de maio,  a nota conjunta divulgada pelos seis civis que ocuparam o Ministério da Defesa desde que ele foi criado em 1999, repelindo os apelos à intervenção militar, que tem sido estimulados durante o governo Bolsonaro.

    Segundo Celso Amorim, “hoje não há propriamente uma Questão Militar”, expressão criada no tempo do Império, quando havia “um confronto entre o Exército e o poder civil”.

    O que se tem no período recente são manifestações pontuais – como a nota emitida pelo então comandante do Exército, general Vilas Boas, na véspera do julgamento do ex-presidente Lula em segunda instância, em janeiro de 2018.

    “A manifestação do comando militar pode ter influenciado a decisão que condenou o ex-presidente e levou, em seguida, à sua prisão. Mas foi um fato isolado, não configurando uma intervenção dos militares no processo político.”

    Hoje, segundo Amorim, as manifestações dos comandos militares são no sentido de garantir a estabilidade e o processo democrático.

    Mesmo a recente nota do general Augusto Heleno, ameaçando  com “consequências imprevisíveis” caso  a Justiça determine a apreensão do telefone celular do presidente da República, não é  mais que “uma bravata”.

    “Hoje, disse Amorim,  temos uma situação muito diferente de 1964, quando as Forças Armadas foram o principal instrumento do golpe civil-militar”.

    Naquele período, segundo ele, havia uma ideologia gestada nas escolas militares, principalmente na Escola Superior de Guerra no contexto internacional da Guerra Fria, entre a União Soviética e os Estados Unidos.

    “Talvez hoje exista algum ressentimento, um sentimento de que os militares tenham ficado de lado  no processo de redemocratização ou mesmo uma vontade de voltar ao poder, mas não há uma ideologia a justificar uma intervenção militar”.

    Ideologicamente, explicou Amorim, os militares se identificam com a classe média, com muita sensibilidade para temas como corrupção e o anti-comunismo e que alguns interesses, inclusive estrangeiros, sabem explorar. “Mas não há uma base ideológica que una os militares no sentido de tomarem o poder.”

    Teriam sido esses fatores, na avaliação de Celso Amorim, que levaram muitos militares  a apoiarem  a candidatura e o governo de Jair Bolsonaro.

    “Os militares, ao menos os de alta patente, não eram bolsonaristas mas acabaram se identificando com essas bandeiras de anti-corrupção e de nova política que podem ter alimentado um desejo de voltar ao governo, mas não como uma corporação unida que tem um projeto de poder.”

    O caso mais emblemático nesse ponto seria o do general  Carlos Alberto Santos Cruz, que ocupou a Secretaria de Governo da Presidência e não demorou a se decepcionar, assim como vários outros militares que foram para o governo, mas logo saíram fora.

    “É preciso considerar também que quase todos esses militares que foram para o governo são da reserva”, disse Amorim.

    “Eles se julgam bons administradores e em algumas áreas, como a logística, realmente são bons e já demonstraram isso, como na organização da Copa do Mundo, das Olimpíadas e outros grandes eventos ou mesmo dirigindo setores estratégicos como o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, que no governo Dilma foi presidido por um general, com bons resultados.”

    Segundo Amorim, é correta a afirmação de que o governo Bolsonaro “não é um governo militar, são militares no governo, embora se deva levar sempre em conta que a quantidade influi na qualidade”

    Para ele, um dos objetivos da presença dos militares  seria “não tutelar, mas moderar o presidente”. Com a crise  do coronavírus, porém,  “ficou claro que o presidente não é controlável”.

    Amorim acredita que “partir daí se tem uma situação diferente”, marcado pela “espantosa nomeação” de um general para o ministério da Saúde, num momento de crise sanitária e epidemiológica.

    A partir daí, segundo ele, vai ficando claro que os militares  se envolveram demais com um governo sem rumo e estão numa “situação difícil” cujo desdobramento ainda não se pode prever.

    Aldo Rebelo, de certa forma, corroborou as colocações  de Celso Amorim na abertura do debate. Ele disse que não se deve  “avaliar  as instituições pela posição de seus representantes momentâneos”, mas por sua história. “Não posso avaliar o Itamarati pelo Ernesto Araújo, nem as Forças Armadas pelo general Heleno”.

    O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, segundo Rebelo, “não é representativo”.

    “As Forças Armadas, segundo ele,  têm um papel maior do que sugerem alguns episódios protagonizados por aqueles que se imaginam seus representantes”

    Para Rebelo, “não se pode olhar a conjuntura e, a partir dela, fazer julgamentos definitivos”.  Embora, diz ele, não se deva passar ao largo da conjuntura, para entender o papel dos militares é recomendável  um olhar mais abrangente.  “É preciso ver a história e o papel da instituição militar  na defesa e na construção do país em momentos difíceis.”

    Rebelo citou o período da Regência, no Regime Imperial, quando o Brasil enfrentou quatro guerras civis – na Bahia, no Maranhão, no Pará e, a maior delas, no Rio Grande do Sul, onde a “Guerra dos Farrapos durou dez anos”.

    “Nem o pulso e autoridade do regente Feijó foi capaz de pacificar o país, dividido pelos conflitos entre as lideranças regionais. Não havia uma ideia de nação, o  país poderia ter se fragmentado em cinco ou seis repúblicas.  Foi a instituição militar que  garantiu a unidade. Mais adiante, na Abolição, os militares tiveram participação decisiva. “Floriano Peixoto era abolicionista e participava de clubes clandestinos, os militares homenageavam os abolicionistas. Sem falar na proclamação da República que se concretizou pela ação militar. Na Revolução de 1930 também tiveram participação importante.  O general Góis Monteiro  governou junto com Getulio Vargas, que tinha um projeto de desenvolvimento para o país”.

    Segundo Rebelo, o que aconteceu em 1964 foi fruto da Guerra Fria, que dividiu o mundo em dois polos irreconciliáveis  e levou os militares brasileiros a um alinhamento total aos Estados Unidos e uma exacerbação anti-comunista. A situação hoje é outra.

    “Não acho que os militares estão no governo. Estão no governo os amigos de Bolsonaro. Não vejo engajamento dos militares que estão nos quartéis. Heleno, Braga Neto e outros que foram apoiadores de Bolsonaro  desde o início, não representam a instituição.”

    Para Rebelo, a atual crise institucional tem origem em outros fatores, para além da questão militar.

    As raízes da atual instabilidade, segundo o ex-ministro, estão no processo que derrubou a presidente Dilma Rousseff e que teve como principais protagonistas, não os militares, mas o Ministério Público, a Polícia Federal e o próprio STF.

    “Imagino se Dilma tivesse dado posse ao presidente Lula como chefe da Casa Civil, independente da decisão do supremo”, diz Rebelo.

    Ministro da Defesa durante a crise que culminou com a queda da presidente, Aldo Rebelo revelou que mandou para Dilma e seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um parecer jurídico mostrando que o então juiz Sérgio Moro cometeu crime contra a Segurança Nacional quando vazou para a imprensa o telefonema da presidente para Lula, falando da sua nomeação para a Casa Civil.

    “Não tenho dúvida que ele cometeu crime contra a Segurança Nacional ao divulgar  o telefonema entre a presidente da República e o ex-presidente Lula”.

    Segundo Rebelo,  Dilma poderia ter mandado prender o juiz Sérgio Moro por esse motivo.  “Não tenho dúvida que ele cometeu crime contra a Segurança Nacional ao vazar uma comunicação pessoal da presidente da República. Eu mandei para a Dilma o parecer do meu Ministério da Defesa, comprovando isso, mandei para o ministro da Justiça o mesmo parecer. Ali, ele cometeu também crime contra a Administração pública.” Seriam dois crimes, portanto, segundo Rebelo.

    “Os defensores da legalidade, aqueles que estão hoje tão melindrados pelo respeito entre os poderes, o que fizeram? Nada, apoiaram o impeachment.”

    Segundo Rebelo, a disputa pelo poder entre as corporações do MP, PF e o próprio STF, que querem usurpá-lo da verdadeira fonte do poder que é o povo, “isso é o que está na origem da instabilidade que o país vive hoje”.

    “O ministro Heleno  julga que o STF extrapolou  suas atribuições ao pedir um parecer da Procuradoria Geral da República sobre um requerimento da oposição para recolher os telefones de Bolsonaro. Veja que o STF não mandou quebrar o sigilo nem recolher os telefones de Bolsonaro. O que o ministro fez foi consultar sobre o pedido de deputados da oposição,com base numa lei”.

    “Fica claro que essa nota ameaçando com “consequências imprevisíveis”  tem por objetivo  calar o parecer da procuradoria . O que o GSI tem a ver com isso?”

    “É bravata, inconsequência, que não faz bem à  biografia dele e vai destruindo o esforço de construção democrática, esse é o governo. Não acredito que os militares profissionais, que tem as responsabilidades, vão se meter numa situação dessas. Se meter para quê? Com que resultado? Patrocinar a defesa de um governo, que patrocina cenas deploráveis como as que foram mostradas no vídeo da reunião ministerial… é esse governo que ameaça as instituições?  O ministro Heleno deve saber que consequências imprevisíveis serão imprevisíveis para todos, inclusive para ele. Na minha terra se diz que cachorro que late não morde. Por isso vou dormir tranquilo, pois apesar do barulho midiático não terá maiores consequências”, disse o ex-ministro.

    Segundo Rebelo, a pior das consequências que já está se fazendo sentir nesse processo é o enfraquecimento do Poder Executivo, “o único poder que tem condições de enfrentar a grave crise econômica e social que estamos vivendo e que vai se agravar ainda mais”.

    O Congresso, segundo ele, “é uma instituição municipalista, o Senado é federalista,  é voltado para os Estados. Só o Executivo  atende à nação como um todo e o Executivo só se faz representar quando é forte, atuante, que tem iniciativa. No Brasil, só quando o executivo foi forte e teve iniciativa foi possível combater as desigualdade sociais e regionais”.

    Segundo Rebelo toda essa agenda de que o atual governo se queixa,  de esvaziamento do poder executivo, foi a agenda apoiada por muita gente,  para enfraquecer a presidente Dilma. “As pautas bombas, as emendas obrigatórias, o controle do orçamento, tudo para fragilizar o Executivo. Foi ali que tudo isso começou. E como diz o poeta: Rei fraco faz fraca a forte gente”

    O irônico, para Rebelo, é que o empoderamento das corporações  como o Ministério Público e a Polícia Federal e do próprio judiciário se deu nos governos do PT. “Hoje o alvo delas  é a política. As corporações acham que a política é corrupta, os votos são comprados, os políticos, incompetentes. Eles estão ungidos pelos seus concursos, sua meritocracia e se aproveitam de um governo ruim e desorientado.”

     

  • Ex-ministro da Defesa ironiza ameaça do general Heleno: “Cachorro que late não morde”

    Em nota oficial emitida na sexta-feira, quando circulou a notícia (errada) de que a Justiça poderia requisitar os telefones do presidente da República,  o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, disse que a medida poderia ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional”.

    Uma ameça explícita de intervenção militar.

    A ameaça do general Heleno  mereceu um comentário irônico do ex-ministro da Defesa do governo Dilma, Aldo Rebelo: “Não é representativo do que pensam os militares, não terá maiores repercussões. Como dizem na minha terra: “Cachorro que late não morde”.

    Rebelo fez a declaração no debate sobre a maciça presença de militares no governo Bolsonaro,  promovido pelo Comitê de Defesa da Democracia, na sexta-feira e que está no You Tube e no site do jornal JÁ.

    http://www.youtube.com/watch?v=UgjcHJjc6Jk

  • Manifesto de coronéis da reserva ataca STF e diz que imprensa é “tendenciosa e canalha”

    Um manifesto assinado por 92 coronéis da reserva ataca duramente o Supremo Tribunal Federal  e diz que “o noticiário das redes de TV, jornais e rádios (“com raríssimas exceções”) é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha”.

    O manifesto foi divulgado no fim de semana para dar “total e irrestrita solidariedade” ao general Augusto Heleno, que na sexta-feira, em nota oficial, disse que uma possível apreensão dos telefones do presidente Bolsonaro poderá ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional”.

    Grafando a sigla STF, com letras minúsculas, o texto dos coronéis  repudia as “sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do STF, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância”.

    Deputados da oposição minimizaram o alcance do manifesto, dizendo que “são militares de pijamas, mais interessados em cargos no governo Bolsonaro”. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, Bolsonaro já nomeou cerca de 2.500 militares para órgãos de primeiro escalão, incluindo nove dos 22 ministérios.

    Leia a íntegra do manifesto:

    SOLIDARIEDADE AO GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA

    Nós, oficiais da reserva do Exército Brasileiro, integrantes da Turma Marechal Castello Branco, formados pela “SAGRADA CASA” da Academia Militar das Agulhas Negras em 1971, e companheiros dos bancos escolares das escolas militares que, embora tenham seguido outros caminhos, compartilham os mesmos ideais, viemos a público externar a mais completa, total e irrestrita solidariedade ao GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, não só em relação à Nota à Nação Brasileira, por ele expedida em 22 de maio de 2020, mas também em relação a sua liderança, a sua irrepreensível conduta como militar, como cidadão e como ministro de Estado.

    Alto lá, “ministros” do stf!

    Temos acompanhado pelo noticiário das redes sociais (porquanto, com raríssimas exceções, o das redes de TV, jornais e rádios é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha, como bem assevera o Exmº. Sr. presidente da República), as sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do stf, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância.

    Assistimos, calados e em respeito à preservação da paz no país, à violenta arbitrariedade de busca e apreensão, por determinação de conluio de dois “ministros”, cometida contra o General Paulo Chagas, colega de turma. Mas o silêncio dos bons vem incentivando a ação descabida dos maus, que confundem respeito e tentativa de não contribuir para conturbar o ambiente nacional com obediência cega a “autoridades” ou conformismo a seus desmandos. Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas.

    Desnecessário enumerar as interferências descabidas, ilegais, injustas, arbitrárias, violentas contra o Exmº Sr. Presidente da República, seus ministros e cidadãos de bem, enquanto condenados são soltos, computador e celular do agressor do então candidato Jair Bolsonaro são protegidos em razão de uma canetada, sem fundamentação jurídica, mas apenas pelo bel-prazer de um ministro qualquer.

    Chega!

    Juiz que um dia delinquiu – e/ou delinque todos os dias com decisões arbitrárias e com sentenças e decisões ao arrepio da lei – facilmente perdoa.

    Perdoa, apoia, põe em liberdade e defende criminosos, mas quer mostrar poder e arrogância à custa de pessoas de bem e autoridades legitimamente constituídas. Vemos, por esta razão, ladrão, corrupto e condenado passeando pela Europa a falar mal do Brasil. Menos mal ao país fizeram os corruptos do mensalão e do petrolão, os corruptos petistas e seus asseclas que os maus juízes que, hoje, fazem ao solapar a justiça do país e se posicionar politicamente, como lacaios de seus nomeadores, sequazes vermelhos e vendilhões impatrióticos.

    O cunho indelével da nobreza da alma humana é a justiça e o sentimento de justiça. Faltam a ministros, não todos, do stf, nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil. Mas os que se julgam deuses do Olimpo se acham incólumes e superiores a tudo e todos, a saborear lagosta e a bebericar vinhos nobres; a vaidade e o poder lhes cegam bom senso e grandeza.

    Estamos na reserva das fileiras de nosso Exército. Nem todos os reflexos são os mesmos da juventude. Não mais temos a jovialidade de cadetes de então, mas mantemos, na maturidade e na consciência, incólumes o patriotismo, o sentimento do dever, o entusiasmo e o compromisso maior, assumido diante da Bandeira, de defender as Instituições, a honra, a lei e a ordem do Brasil com o sacrifício da própria vida. Este compromisso não tem prazo de validade; ad eternum.

    Brasília, 23 de maio de 2020.

    Assinam (o nome aparece em ordem alfabética):

    Adonai de Ávila Camargo Coronel de Infantaria

    Alvarim Pires do Couto Filho Coronel de Infantaria

    Álvaro Vieira Coronel Engenheiro Militar

    Altimelio Silva Pinheiro Homem Coronel de Infantaria.

    Alzelino Ferreira da Silva. Coronel Comunicações

    Amaury Faia Coronel de Infantaria

    Anquises Paulo Stori Paquete Coronel de Infantaria

    Antônio Carlos Gay Thomé Coronel Engenheiro Militar

    Antônio Carlos da Silva Portela General de Brigada

    Antônio Ferreira Sobrinho Coronel de Artilharia

    Augusto Cesar Lobão Moreira Promotor de Justiça

    Carlos Alberto Dias Vieira Engenheiro

    Carlos Alberto Zanatta Coronel Engenheiro Militar

    Carlos Augusto da Costa Brown Coronel de Infantaria

    Carlos Soares Coronel Engenheiro Militar

    Celso Bueno da Fonseca Coronel de Cavalaria

    Chacur Roberto Jorge Major de Material Belico

    Cláudio Eustáquio Duarte Coronel de Infantaria

    Dalton Domingues Coronel do Quadro de Material Bélico

    Décio Machado Borba Júnior Coronel Infantaria

    Édson Pires dos Santos Coronel de Infantaria

    Edu Antunes Coronel de Infantaria

    Eduardo de Carvalho Ferreira Coronel do Quadro de Material Bélico

    Eduardo José Navarro Bacellar Coronel de Comunicações

    Eliasar de Oliveira Almeida Coronel de Artilharia

    Emilio Wagner Kourrouski Coronel de Cavalaria

    Ênio Antonio Alves dos Anjos Coronel de Comunicações

    Fernando Francisco Vieira Major de Artilharia

    Fernando Freire Coronel de Infantaria

    Francisco José da Cunha Pires Soeiro Coronel Engenheiro

    Fernando Ruy Ramos Santos Coronel de Intendência

    Francisco de Assis Alvarez Marques Coronel de Artilharia

    Gabriel Cruz Pires Ribeiro Coronel de Comunicações

    Genino Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

    Gilberto Machado da Rosa Coronel de Engenharia

    Ivanio Jorge Fialho Coronel de Intendência

    Jeová Ferreira Rocha Coronel do Quadro de Material Bélico

    Johnson Bertoluci Coronel de Engenharia

    João Cunha Neto Coronel de Infantaria

    João Henrique Pereira Allemand Coronel de Comunicações

    João Vicente Barboza Coronel de Infantaria

    Jorge Alberto Durgante Colpo Coronel de Artilharia

    Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

    José Benedito Figueiredo Coronel de Artilharia

    José Carlos Abdo Coronel de Engenharia

    José Eurico Andrade Neves Coronel de Cavalaria

    José Rossi Morelli Coronel de Engenharia

    Josias Dutra Moura Coronel de Intendência

    Julio Joaquim da Costa Lino Dunham

    Juarez Antônio da Silva Coronel de Infantaria

    Lincoln Ungaretti Branco Coronel de Infantaria

    Luiz Antônio Gonzaga Coronel de Artilharia

    Luiz Dionisio Aramis de Mattos Vieira Coronel de Cavalaria

    Luiz Eduardo Rocha Paiva Gen Bda Ref

    Manoel Francisco Nunes Gomes Coronel de Infantaria

    Márcio Visconti Coronel de Cavalaria

    Marco Antônio Cunha Coronel de Infantaria

    Marino Luiz da Rosa Coronel de Comunicações

    Nelson Gomes Coronel de Engenharia

    Moacir Klapouch Coronel de Intendência

    Nilton Nunes Ramos Coronel de Infantaria

    Nilton Pinto França Coronel de Artilharia

    Norberto Lopes da Cruz Coronel de Infantaria

    Osiris Hernandez de Barros Coronel de Cavalaria

    Pascoal Bernardino Rosa Vaz Coronel de Cavalaria

    Paulo Cesar Alves Schutt Coronel de Infantaria

    Paulo César Fonseca Coronel de Infantaria

    Paulo Goulart dos Santos Coronel de Infantaria

    Paulo Sérgio de Carvalho Alvarenga Coronel do Quadro de Engenheiros Militares

    Paulo Sérgio do Nascimento Silva Coronel de Infantaria

    Pedro Sérgio Chagas da Silva Coronel do Quadro de Material Bélico

    Pedro Paulo da Silva Coronel de Infantaria

    Renan Coelho Caldeira Coronel de Intendência

    Renato César do Nascimento Santana Coronel de Infantaria

    Roberto Barbosa Coronel de Infantaria

    Robert Henriques empresário

    Ronald Wall Barbosa de Carvalho Engenheiro e empresário

    Rubens Vieira Melo Coronel de Artilharia

    Rui Antônio Siqueira Coronel de Infantaria

    Sebastião Célio de Aquino Almeida Coronel de Intendência

    Sérgio Afonso Alves Neto Coronel de Artilharia

    Sérgio Antônio Leme Dias Advogado e professor

    Siloir José Soccal Coronel de Intendência

    Téo Oliveira Borges Coronel de Infantaria

    Tércio Azambuja Coronel de Cavalaria

    Tiago Augusto Mendes de Melo Coronel de Artilharia

    Túlio Cherem General de Exército

    Vanildo Braga Vilela Coronel de Engenharia

    Vicente Wilson Moura Gaeta Coronel de Intendência

    Waldir Roberto Gomes Mattos Coronel de Infantaria

    Walter Paulo General de Brigada

    Willard Faria Familiar Coronel de Infantaria

    Zenilson Ferreira Alves Coronel de Artilharia