Morreu neste domingo em Pelotas o jornalista Jota Pinho, pioneiro na formação acadêmica de jornalistas pela UCPel, a Universidade Católica de Pelotas.
Sem curso superior, deu aulas de técnica de jornal por mais de 20 anos. Formou várias gerações de repórteres. Também trabalhou como secretário de redação do Diário Popular, fundado em 1895, até hoje controlado pela familia Fetter.
Joaquim Salvador Coelho Pinho, seu nome completo, tinha 84 anos.
A seguir, o perfil de Jota Pinho, publicado no livro coletivo “50 Tons de Rosa –
Pelotas no Tempo da Ditadura” (Artes e Ofícios, 2016)
O ator que foi Mestre em jornalismo
Geraldo Hasse
Jornalista, professor de jornalismo e publicitário, Joaquim Salvador Coelho Pinho foi um dos mais notáveis profissionais da comunicação social de Pelotas na segunda metade do século XX.
Nascido em 23/02/1936 em uma família de classe média – pai comerciário, mãe do lar – já antes dos 30 anos era um multimidiaman que trabalhava em três turnos de quatro a cinco horas cada um, deslocando-se pela cidade ao volante de um Renault Dauphine, o menor dos carros fabricados no Brasil nos anos 1960. Nas raras horas vagas, dedicava-se ao teatro.
Em seus três turnos de trabalho, Pinho praticava a comunicação social em três diferentes dimensões: pela manhã, tocava seu próprio negócio, uma agência chamada Domus Propaganda, pela qual assinava artigos de jornal e comentários de rádio em nome de Salvador Coelho.
À tarde era, simplesmente, Joaquim Pinho, secretário de redação do Diário Popular, o jornal mais antigo da cidade (1895), dirigido então pelo advogado Clayr Lobo Rochefort (1928-2012.
À noite, finalmente, era o professor-âncora do curso de jornalismo da Universidade Católica de Pelotas, fundada e dirigida pelo bispo dom Antônio Zattera (1899-1987). Foi na faculdade que ganhou dos seus alunos o título que o acompanharia pela vida toda: Mestre, Mestre Pinho.
De qual trabalho J. Pinho gostava mais? Onde se deu melhor? Minha impressão é que a manhã era para ele um sacrifício; a tarde, uma penitência; e a noite, a jornada mais prazerosa, pois era na sala de aula que se sentia mais livre.
Mas essa é uma simples impressão baseada na convivência que mantivemos no final dos anos 1960, quando fui seu aluno por três anos e, no último ano (1968), seu subordinado na redação do Diário Popular.
Infelizmente, não houve tempo para uma entrevista. Quando liguei para o mestre, em fevereiro de 2016, não rolou a comunicação desejada. The time is over, disse a máquina do tempo.
Foi então que me dei conta: fora a profunda admiração e o respeito reverencial aos mestres, eu tinha poucos dados sobre a figura mais lembrada e querida pelos ex-alunos do jornalismo da UCPel.
Como escrever o perfil de um estranho? Sim, estranho, pois nunca tive intimidade com o Mestre. Nunca fui à sua casa. Não sei onde morava quando éramos colegas de imprensa. Não conheci seus pais. Nunca soube se tinha irmãos, ignoro como foi sua infância e adolescência. O único parente seu que conheci em Pelotas foi seu primo Hamilton de Pinho, publicitário até debaixo d’água, mas os dois não se bicavam.
Enfim, Jota Pinho era um cara muito ocupado, não sobrou tempo para uma aproximação. Menos ainda depois que deixei Pelotas para me aventurar na imprensa do centro do Brasil. Mas vamos por partes, respeitando a cronologia dos dados.
Rádio
No início deste texto, mencionei o Dauphine de Pinho. É uma lembrança de 51 anos atrás. Eu me recordo da Figura assomando o topo da longa escadaria da Rádio Tupanci, na rua XV, defronte ao Diário Popular.
Ele chegava com uma pastinha embaixo do braço e, com uma mesura, entregava ao sonoplasta de plantão uma fita cassete contendo um comentário de cinco minutos (ou seriam dois minutos apenas?) a ser veiculado pouco antes do Jornal do Meio Dia. Qual o conteúdo?
Era uma crônica de utilidade pública sobre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), o principal cliente da Domus Propaganda. Quem a lia e assinava era Salvador Coelho, a versão publicitária de Joaquim Pinho.
Confesso que nunca prestei atenção ao conteúdo das mensagens levadas ao ar por Salvador Coelho; o que me impressionava era o jeitão do sisudo mensageiro do SAAE. Ele se inspirava, provavelmente, nos locutores do serviço em português da BBC de Londres ou, quem sabe, nos caras da Voz da América – aquele timbre impávido, impecável, impoluto, impagável.
– Gosto muito dos comentários desse Salvador Coelho, parece ser um homem muito sério.
Era minha tia Elma se declarando fã dele e perguntando se eu o conhecia. Ela se preocupava com o saneamento, um dos temas de Salvador Coelho, porque morava nas Terras Altas, bairro onde os resíduos líquidos de matadouros e indústrias de conservas corriam em valas a céu aberto.
Num tempo em que poucos tinham aparelho de televisão era comum encontrar fãs de radialistas. O rádio tinha uma força extraordinária, era formador de profissionais de imprensa. Foi no meio radiofônico que Pinho começou. Na escola do rádio. Fazendo rádio-teatro…
Na casa das minhas tias, nas Terras Altas, havia uma caixa de fotos de artistas do rádio de outrora. Orlando Silva. Emilinha Borba. E outros mais. Para minha surpresa, havia lá um retrato (P&B 6×8) autografado de Gilberto Gomes, ex-Rádio Tupi, diretor da Tupanci e, mais tarde, professor do curso de comunicação social da UCPel. Tudo a ver e ouvir. GG bem jovem fazendo pose de galã. O rádio era (ainda é) veículo que mesclava realidade e fantasias.
Eu ainda cursava o terceiro ano colegial quando comecei a trabalhar no departamento de jornalismo da Tupanci. Sabia o essencial sobre o ofício de informar porque havia frequentado um cursinho básico de jornalismo ministrado num final de semana pela Associação Riograndense de Imprensa.
E prestava atenção nos macetes usados pelas raposas do rádio, cuja programação misturava uma série de práticas como animação de auditório, divulgação musical, jornalismo e publicidade – não necessariamente nessa ordem de importância.
Na Tupanci, Gilberto Gomes jogava em todas as posições, mas deixava claro: quem comanda o espetáculo são os anunciantes. Ali, como em outros lugares, prevalecia a máxima expressa na frase “O cliente sempre tem razão”.
Pelo jeito, Salvador Coelho pensava a mesma coisa, mas sem o fanatismo da maioria dos publicistas da cidade. Em nossos encontros fortuitos dentro da rádio nunca fomos além dos cumprimentos formais. “Bom dia, tudo bem?” Por incrível que pareça, somente no início do ano seguinte eu descobriria que, além de trabalhar no Diário Popular, aquele careca meio esquisito era professor de jornalismo. Mas na UCPel ele não era o Salvador do SAAE. Nem o tocador da redação do DP. Era uma terceira pessoa. Mais risonho e expansivo. Sem dúvida, era nesse terceiro papel que ele se sentia mais à vontade.
Paradoxo
”Professor de jornalismo que não teve a oportunidade de diplomar-se em curso superior (concluiu o colegial no Gonzaga e começou a trabalhar, batendo perna no comércio), J. Pinho se constituiu num paradoxo dentro da primeira universidade pelotense.
Quando a UCPel abriu o curso de Comunicação Social (na Universidade de Brasília, o mesmo curso foi denominado Meios de Comunicação de Massa), ele se inscreveu como aluno mas logo, pela escassez de docentes, foi convidado a dar aulas. Natural, pois sabia mais do que qualquer um dos frequentadores do prédio da Gonçalves Chaves, onde tudo começou.
Entre pagar para estudar e receber um salário como professor, ele não teve dúvida. Naquela época, a universidade não fazia questão de títulos. Bastava o saber. Muito tempo depois, quando as regras mudaram e se tornou necessário possuir mestrado e/ou doutorado para ser professor universitário, Pinho foi obrigado a desocupar a cadeira. Mas aí o Mestre já estava careca de tanto lutar contra a burocracia.
“Tenho poucas anotações das aulas de Mestre Pinho na agenda de 1970 que me serviu de caderno para os quatro anos de estudo de Jornalismo (1972/1975). Sei que começamos por Roma. Anotei então: “Acta diurna popoli romana. Publicação diária dos acontecimentos no Senado. ‘Fofoca política’, periódica e atual, variedade, só lhe faltava circulação”.
Por essa rara lembrança de Lourenço Cazarré, vemos o quanto Pinho foi um autodidata erudito.
É pertinente lembrar que, no curso de jornalismo, Mestre Pinho nos apresentou apenas dois bons autores didáticos: o brasileiro Luiz Beltrão (1918-1986), que foi professor em Recife e Brasília; e o norte-americano F. Fraser Bond, que versava sobre o padrão jornalístico dos EUA.
Ambos editados pela Agir no início dos anos 1960, a Introdução ao Jornalismo (de Fraser Bond) e a Iniciação à Filosofia do Jornalismo (de Beltrão) eram praticamente os únicos alfarrábios disponíveis na época para o estudo deste ofício. O resto, no curso, eram ensinamentos práticos, obtidos no exercício da profissão e por meio de leituras. E foi aí que Pinho fez a diferença. Entre outras coisas, ele nos ensinou a regra básica do jornalismo norte-americano, segundo o qual o primeiro parágrafo de uma notícia (o lead) deve responder a cinco perguntas – o que, quem, quando, onde e como. Nós acrescentamos mais uma: por quê.
Na década de 1960, muitos professores de Pelotas desfrutavam de uma aura de prestígio que, certamente, começou a ser construída lá atrás por sábios como o francês Guilherme Minssen (anos 1910) e o polonês Ceslaw Maria Biezanko (anos 1930), profetas do cultivo da soja décadas antes que essa leguminosa chinesa se tornasse o carro-chefe da agricultura brasileira.
Depois da escola de Agronomia (1883), tivemos mais: Farmácia e Odontologia, 1911; Direito, 1912; Música, 1918; Ciências Contábeis, 1937; Belas Artes, 1949; Filosofia, 1953. Medicina e Jornalismo, anos 60. Com duas universidades, Pelotas se tornou um dos maiores pólos de ensino e pesquisa da América Latina. A base disso? Um baita elenco de escolas secundárias, entre as quais se destacam: Assis Brasil, Gonzaga, Pelotense, Monsenhor Queiroz, Santa Margarida, São José, Escola Técnica Federal, Visconde da Graça…
Poderíamos lembrar aqui os nomes de professores que deixaram rastros notórios na história educacional de Pelotas – alguns até se destacaram em cargos públicos, enquanto outros ficaram mal vistos por dedurar colegas aos órgãos de segurança da ditadura militar de 1964/85 –, mas não percamos o rumo: o único professor pelotense a operar em 3D foi J. Pinho.
Sendo assim tridimensional, não admira que tenha virado uma lenda entre alunos e repórteres, duas categorias que frequentemente viravam uma só nas mãos dele.
Mestre Pinho tinha olhos e ouvidos para a diversidade dos talentos rolantes nas ruas de Pelotas. A propósito, leiamos o depoimento de Ayrton Centeno (Pelotas, 1949):
O mestre Joaquim Salvador foi o cara que, para o bem ou para o mal, me inventou jornalista. Eu estava ali, na condição de revisor do nosso DP, e ia levando. Era, na carteira profissional, jornalista, por conta da legislação que assim considerou aqueles que exerciam o ofício até então, mas era um mero transeunte da coisa toda.
Meu destino era outro. Cursava direito e seria um causídico, faria concurso para promotor ou juiz. Na verdade não tinha muita convicção mas era algo por aí. Então o JP me convidou — acho que estimulado pelo Luiz Lanzetta — para trocar a revisão pela redação. Foi o que acabou mudando a minha vida.
Depois do Diário Popular, Centeno trabalhou como repórter e editor em vários veículos, terminando por se dedicar à produção de livros como Os Vencedores (Geração Editorial, 2014), que conta a história de militantes de esquerda que sofreram na pele a repressão da ditadura militar brasileira. Um excelente trabalho de um jornalista que não precisou do curso para se tornar uma referência profissional. Mas teve a ajuda providencial do Mestre num momento decisivo.
O espírito da época
Por um ano trabalhei nos fundos da redação do Diário Popular, onde haviam alojado o equipamento inédito na cidade: o teletipo, que despejava notícias nacionais (Agência JB) e internacionais (France Presse). Naquele ano, a salinha do fundo era mostrada com orgulho aos visitantes. E a mim, guardião do noticiário nacional/internacional, cabia resumir as matérias e passá-las ao chefe. Mal sobrava tempo para ler um livro ou escrever uma crônica.
Lembro bem do dia 14 de dezembro de 1968, o day after do AI-5, que sacramentou a ditadura militar. No início da tarde, quando chegou o exemplar do JB, Pinho vibrou – braços para o alto, como um torcedor de futebol diante de um gol – ao perceber que o editor-chefe do jornal carioca, Alberto Dines, havia driblado a censura ao publicar no quadrinho da previsão do tempo, no alto da capa, uma nota dizendo que o país fora “varrido por um vendaval”, metáfora inaugural de um tempo em que os jornalistas precisariam usar de elipses, hipérboles e parábolas para tentar contar o que se passava. Também coloquei nas mãos do chefe Pinho grandes reportagens internacionais escritas por cobras da AFP sobre a guerra do Vietnã e a Primavera de Praga, a qual foi seguida pela invasão da Tchecoslováquia pelos tanques da URSS – tudo isso em 1968, o ano que até hoje inspira jornalistas, escritores e cineastas.
Quando deixei Pelotas para me aventurar na imprensa de São Paulo, indiquei para o meu lugar, como redator do Diário Popular, um ex-colega do secundário que estudava Direito. Goleiro campeão do citadino pelotense de 1967 pelo Esporte Clube Camponês, onde eu também jogava, Newton Peter tinha duas credenciais para trabalhar em jornal: escrevia bem e, além de ler escritores como Morris West (As Sandálias do Pescador), recitava Goethe em deutsche. De fato, ele se deu bem na cozinha do Diário Popular, tanto que se tornou editor e, mais tarde, secretário de redação, função que combinou com o exercício da advocacia.
Ao contrário de Centeno, bacharel que ficou no jornalismo para sempre, Peter optou finalmente pela carreira de advogado, mesmo depois de ter trabalhado por alguns anos na imprensa de Porto Alegre.
Como saí de Pelotas em 1969 e fiquei quase uma década sem voltar, não acompanhei as mudanças no jornalismo e na UCPel. Hora de recorrer a outros ex-alunos para descrever melhor nosso personagem principal. Lourenço Cazarré (Pelotas, 1953), que se alçou do jornalismo para a literatura:
Aos 35 anos, o mestre Pinho tinha a parte central do crânio raspada por uma reluzente calvície. Na lateral, porém, exibia uma notável cabeleira de cacheados cabelos negros. Talvez para vingar-se da calvície que certamente o acometera muito cedo, ele exibia um formidável bigode. Um senhor bigode, para ser justo. Dois centímetros de altura e uns dez ou doze de extensão.
Passemos ao rosto. Mestre Pinho tinha uma cara redonda, um queixo fino, uma testa obviamente larga e uns olhos espertos. Espertíssimos. O mestre ria com os olhos. E ele ria muito. Às vezes eu tinha impressão de que ele mais se divertia do que ensinava. Ria sempre quando nos dirigíamos a ele.
O mais impressionante no Mestre era o gestual. Ele vinha do teatro, sabíamos. Movimentava-se muito pela sala. Obedecia cegamente a uma marcação, sem dúvida estabelecida por um bom diretor de cena. Assim que acabava de escrever algo no quadro, voltava-se imediatamente para nós, brusco, como se temesse uma punhalada pelas costas. E, a seguir, caminhava de um lado a outro, nervoso, falante, empolgado pelo discurso. Mas, de repente, freava. Essas paradas eram sensacionais. Ele se detinha subitamente, jogava o tronco para trás, cruzava os braços diante do peito, enterrava as mãos nos sovacos e exibia os ombros largos.
– E você, aí, rapaz, o que pensa disso?
– Bem, eu acredito que, na verdade, de certo modo, o senhor estava querendo nos dizer que…
– Muito bem, rapaz, obrigado.
Os olhos luzindo, gargalhando por dentro, sarcástico, o Mestre alisava o bigode. O dedão afagando o lado direito do gigantesco marandová, o fura-bolo, o esquerdo.
O Mestre também se divertia, e muito, com as moças que sentavam nas primeiras cadeiras e copiavam tudo o que ele dizia, vírgulas inclusive.
Quando alguém lhe fazia uma pergunta completamente imbecil, o que não era raro, ele não perdia o ensejo. Brecava, espantado, olhos esgazeados, sobrancelhas levantadas, testa enrugada.
– Como assim?
O Mestre achava que toda asneira, para melhor ser apreciada, tinha de ser repetida.
Pinho era respeitado pelos jornalistas e, mais ainda, pelos estudantes de jornalismo. Alguns o temiam e mitificavam.
Em minha última conversa com o professor Pinho, eu lhe contei das minhas intenções.
– Vou embora de Pelotas!
Sentado por trás da sua mesa, ele reprovou meu plano:
– Nem todos os jornalistas devem deixar a sua cidade natal, pois nós necessitamos de um bom jornalismo feito aqui, na nossa terra, por gente nossa.
Mas de todas essas passagens que me vêm à memória, nunca me esquecerei de um episódio muito triste, quando perdemos dois colegas de turma – um rapaz e uma moça – que, aliás, eram notoriamente os preferidos do Mestre.
Um dia depois da perda daqueles dois estudantes, esperávamos pelo professor em sala. Surpeendentemente, ele não nos cumprimentou. Atirou com violência a sua pasta preta em cima da mesa, reclinou a cabeça sobre o móvel, passou as mãos no rosto suado. Em seguida, rumou aos janelões, jogando cada uma das suas partes para um lado, fazendo com que batessem na parede e produzissem um estrondo. E por ali permaneceu por alguns minutos, não sei se meditando, recompondo-se ou se maldizendo, até que conseguiu se voltar para nós. Caminhou, então, até o centro do quadro-negro, e firmou-se no chão como um pranchão que sustentasse bandeiras hasteadas a meio pau.
E nos falou:
– Se alguém, aqui nessa sala de aula, puder me dar uma explicação para o que aconteceu com estes dois jovens, colegas de vocês, tão cheios de vida e de planos, estes que, com certeza, seriam ótimos profissionais, por favor, me diga!
Depois, sem mais poder ocultar o que sentia, entregou-se a um pranto convulsivo.
Falta saber como atuava o mestre na redação. Era um gentleman, mas não dava mole para ninguém. Escutem mais um depoimento de Ayrton Centeno, o bacharel que abdicou do direito em favor do jornalismo:
Acho que o Jota Pinho, de uma maneira discreta, foi a principal força renovadora do Diário Popular num momento de sua história, que inclui os anos 60 e metade dos 70, justamente uma época em que o mundo — e o jornalismo — vivia em efervescência. Pinho e sua gestão compreenderam o espírito da época.
Afinal foi ele quem começou a colocar na redação gente que pensava jornalismo de uma maneira diferente do que sempre havia sido na história do jornal. Trouxe os seus alunos, rejuvenesceu a redação, até então entregue à geração anterior, de jornalistas feitos na própria lida diária. Lembro que, como revisor (comecei lá pelos 12 anos, ajudando, de graça, o então revisor da noite, o Vilas-Boas), recebia originais que eram simplesmente recortes do Estadão. Com uma emenda-foguete o, digamos, redator só trocava a data e tocava o barco. Brincava-se que o jornal não tinha reportagem e sim recortagem. E que no dia que roubassem as tesouras e giletes da redação não haveria jornal…
Essas coisas começaram a mudar com a aposentadoria dos mais velhos, a chegada dos mais novos e a adoção de outras práticas. Pinho não era o jornalista mais conhecido do DP — o que cabia ao Irajá Nunes e ao Clayr Lobo Rochefort — mas era quem estava mudando cara e conteúdo do Diário. Abriu espaço para os novos. Me colocou, primeiro, como editor de internacional e, logo, como secretário de redação.
Eu e o Lanzetta inventamos uma coluna de cinema. Pinho nos deu liberdade e incentivou. Ganhamos meia página por semana. Animados, criamos outra meia página semanal com dicas de gastronomia. Eu, com meu ex-comparsa de revisão, João Pedro Lobo da Costa, passei a assinar uma terceira coluna sobre música popular. Eu, o Lanzetta, o fotógrafo Paulo Lanzetta (primo do Lanza) e o próprio Pinho lançamos pelo jornal um concurso de fotografia que teve uma carrada de inscrições e o DP, claro, publicou numa página os premiados.
Mas houve um momento em que a barra pesou no jornal e Pinho teve de sair. Junto com ele saiu a metade da redação, inclusive sua mulher Maria Clara Michels. Alguns foram trabalhar na Domus Propaganda, outros buscaram saídas fora de Pelotas.
O próprio Pinho saiu para o jornal Agora, de Rio Grande. Até que assumiu o cargo de diretor da Biblioteca Pública e também coordenou por largo tempo as atividades artísticas na Secretaria de Cultura do município. Mais uma vez estava no seu chão. Sobre o lado livresco do Mestre temos o depoimento de Klécio Santos, que fez de Pinho uma fonte rica em dicas e furos.
“Conheci Joaquim Salvador Pinho no começo dos anos 1990, quando ingressei na Católica. Era meu professor em três disciplinas: Teatro, Técnica de Redação em Jornalismo e Técnica de Edição em Jornalismo Gráfico.
Já sabia de sua fama como ativista cultural junto com a Maria Clara Michels à frente da retomada dos festivais de teatro em Pelotas a partir de 1985 ou como ator de peças de John Steinbeck, como Amor Ardente, pelo Teatro Escola, nos anos 1960, quando era conhecido como Jota Pinho, passagens essas retratadas no meu livro Sete de Abril, o Teatro do Imperador.
À época em que ingressei no curso de Jornalismo, Pinho liderava a reconstrução da Bibliotheca Pública Pelotense após enxotar os vereadores que ocupavam o segundo piso do prédio, depois de uma longa ação judicial. Ainda lembro dele em meio aos escombros e andaimes. Comecei a trabalhar, no segundo semestre do curso, como estagiário na Rádio Pelotense. Depois passei a editor de Cultura do Diário da Manhã.
Ao final do curso, já como correspondente de Zero Hora, me encontrava com Pinho não só na faculdade, mas por conta das pautas. Invariavelmente, também avistava o Mestre em frente ao Campus II da Católica, onde ele podia ser encontrado dormindo dentro do seu carro (não recordo se era um Chevette). Pinho era das antigas, fazia questão de cultuar o estereótipo do jornalista boêmio. Eu o achava o máximo.
Às vezes, cruzava com ele no Laranjal onde eu também morava. Pinho estava sempre na frente do sobrado de tijolos, no jardim ou deitado na rede. Juntos, fomos jurados de concursos nas áreas de Teatro e Literatura. Fizemos várias matérias sobre a BPP para ZH como a retomada do Museu Histórico ou quando Pinho criou uma sala com obras raras com livros como Espinhos D’Alma, de Lobo da Costa, editado em 1872. Ainda me lembro em detalhes quando me chamou para anunciar a incorporação de duas obras de François Rabelais, escritas em 1546 e 1552, doadas pelos herdeiros do ex-ministro Adriano Cassiano do Nascimento. Ele sabia o que rendia notícia, tinha faro. “Pelotas consegue livro raro”, foi o título.
Embora eu fosse estudante, Pinho sempre me tratava como se eu já fosse um profissional. Jamais deu ouvido aos sindicalistas de plantão que buscavam seu apoio para denunciar a prática do jornalismo – no caso, a minha – antes de ser formado. Naqueles anos, não havia outro jeito. O alto custo das mensalidades obrigava os alunos menos abastados – no caso, eu – a terem uma renda.
Por tudo isso jamais me recusei a participar de suas empreitadas, até mesmo quando quis retomar o jornal laboratório Atuação. A ideia era “furar” os jornais da cidade com matérias mais elaboradas. Na verdade, Pinho queria mostrar que era possível fazer um bom jornalismo, mesmo através de um veículo universitário de oito ou 12 páginas. Lembro quando nos convocou. Éramos apenas oito alunos. Se topássemos, ele ia atrás de recursos para impressão (tudo naquela época era difícil). Lógico que aceitamos. Guardo até hoje o exemplar, confeccionado em papel jornal como manda o figurino, em formato tablete. Escrevi sobre a luta dos estudantes para retomar a meia-entrada nos cinemas em Pelotas. Nunca tinha visto Pinho com tanta motivação, quase um adolescente, orientando as entrevistas e revisando os textos, um verdadeiro editor como se estivéssemos no NYT. Nunca aprendi tanto.
Aliás, foram dele as principais dicas que recebi no jornalismo. “Jamais usar gravador”. Aquilo me invocava. Mas como? E ele sempre dizia que o gravador fazia com o entrevistador perdesse o foco. Sempre que possível, segui à risca essa orientação e, confesso, que os melhores textos, foram aqueles em que dispensei o instrumento.
Quando fiz uma pós em Patrimônio Cultural, precisava de uma carta de recomendação e Pinho me rotulou como “um dos seus melhores alunos”. Na época, vaidoso, não dei bola, mas hoje o saudosismo fala mais alto. Nunca tive tempo de agradecer. Então, faço aqui. Obrigado, mestre!”
Por fim, não percam o depoimento de Carlos Eduardo Behrensdorf, o Garça, outro autodidata que, só pra variar, se mandou para Brasília nos anos 1970:
“No Diário Popular fui repórter de “geral”. Cobria de tudo um pouco, ou seja, era pau pra toda obra. Acumulava cobertura de esportes e, depois, polícia. Virei chefe de reportagem e secretário de redação. Este foi o meu trajeto percorrido no jornal de novembro de 1968 a fevereiro 1973.
Diariamente, me encontrava com o Pinho para o fechamento. Quando eu pisava na redação, ele levantava a cabeça, olhava firme e perguntava: ”E aí, meu rapaz”? Era chegada a hora da prestação de contas sobre pautas cumpridas ou não.
Com ele aprendi a respeitar a profissão e, mais do que isso, a entender um jornal por dentro, da primeira à última página, numa fase de mutação: era a chegada do “lead” e da diagramação.
Os espaços ficaram valorizados. Notícias na primeira e na última página passaram a ter um crivo de valor de conteúdo e estética. Uma pergunta detonava a discussão: “Vale primeira página”? A primeira página do Diário Popular era seu cartão de apresentação.
Com Jota Pinho também aprendi a fazer legendas. Quem não é do ramo não sabe o que é escrever com espaço limitado, sem computador. Tenho um recorde: reduzir 18 linhas para quatro.
Quando entreguei ao Pinho, ele sacudiu a cabeça, afirmativamente, grafou a fonte dos tipos e abriu a janelinha para a oficina. Lá se foi minha legenda, intacta.
Fiquei parado na frente dele, esperando um elogio. Ele levantou a cabeça, me olhou, sorriu e disse: “Tá me olhando por quê? Te manda, meu rapaz… Amanhã tem mais”.
Ousado mas sem rompantes, Pinho se pautava pela discrição. Em aula ou na redação, não há registro de que alguma vez tenha levantado a voz para qualquer uma das centenas de pessoas que estiveram diante de suas mesas de trabalho na faculdade, no jornal, na publicidade, na biblioteca pública ou no departamento de cultura.
Aparentemente incapaz de dar uma bronca nos subordinados, tratava alunos e repórteres por um genérico “meu rapaz”, expressão amistosa e professoral que não causava estranheza, pelo menos nos meios universitários e jornalísticos. Na Pelotas sesquicentenária, a absoluta maioria dos praticantes de jornalismo era do sexo masculino. As mulheres ainda eram minoria nas salas de aula. Nas redações, menos ainda.
Ouçamos o que nos diz Núbia Ferro, a primeira ex-aluna do Jornalismo da UCPel contratada para trabalhar na redação do Diário Popular:
Não tenho dúvidas de que o professor Joaquim Pinho foi o grande responsável pela minha formação profissional para um jornalismo sério, isento e investigativo. De todos os professores que tive durante o curso de Comunicação Social na UCPel, Pinho foi o mais capaz de transmitir a seus alunos como se faz um bom jornalismo. Sem deixar de lado a teoria necessária, ele nos levou à prática, apontando nossos erros e acertos, nos orientando como sempre buscar o aperfeiçoamento. Tenho especial gratidão a esse grande mestre, que me proporcionou trabalhar e ser requisitada para grandes jornais nacionais, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo,O Globo e Correio Braziliense, entre outros.
Quarta dimensão: o teatro
O cabelo só na volta da cabeça produzia uma imagem marcante, próxima dos retratos de William Shakespeare. Contribuía para a semelhança o nariz aquilino do mestre pelotense. Permitam que o chame de ShakesPinho.
E aqui chego ao ponto que pode dar origem a 1001 divergências: nosso Mestre possuía uma quarta dimensão – a paixão pelo teatro. Sim, nosso multimidiaman amava o teatro mais do que a cátedra, o jornal ou a propaganda.
A imprensa, as aulas e a agência de reclames foram seus ofícios de sobrevivência numa cidade que sempre se destacou na arte de representar papéis idealizados – a Atenas Riograndense, a Princesa do Sul… –, oscilando entre os extremos da carolice e do pernosticismo.
No início de sua vida profissional, Pinho fez rádio-teatro, ofício que o ensinou a empostar a voz, a dosar a respiração e a administrar o tempo das falas. Ele não era um grande orador, às vezes se deixava levar pela ansiedade, mas sabia conduzir-se diante de quaisquer plateias. Claramente não gostava de aparecer, mas a vida o colocou em posições de evidência. Contradições da existência, diria ele, à maneira de Shakespeare.
Sentindo-se talvez sem espaço para ser ator numa cidade onde só havia lugar para o brilho da estrela solitária do professor-ator Luiz Carlos Correa da Silva (pelo menos uma vez por ano ele lotava um auditório com o monólogo As Mãos de Eurídice, de Pedro Bloch), Pinho criou o Teatro Experimental do Jornalismo de Pelotas (TEJOP), ao qual dedicava suas horas de lazer, sem remuneração, com ensaios nos sábados à tarde ou em aulas noturnas. Era um hobby intelectual, quase um exercício terapêutico. Nada mais romanticamente shakespeareano no fog pelotense, mais conhecido como cerração.
Em 1967, na flor dos seus 31 anos, lá estava ele encenando O Amante, do inglês Harold Pinter, um dos principais nomes do teatro do absurdo. O papel-título era de José Luiz Mendonça, ator escolado que também representava o marido da personagem principal, vivida por Zaida Guterres; o elenco era completado por José Cruz, escalado para uma aparição-relâmpago, como o leiteiro da história.
Os três atores eram alunos do Jornalismo. E de quem era o cenário? Da genial Lenir de Miranda, artista plástica que, além de trabalhar na Domus Propaganda, cursaria jornalismo – mais para ilustrar-se do que visando tornar-se profissional – na primeira metade dos anos 1970.
A peça estreou com casa cheia no palco-auditório do Colégio Gonzaga, berço do aprendizado teatral do nosso ShakesPinho. No intervalo da peça, uma surpresa: abriu-se uma cortina no fundo do palco e lá estava o conjunto musical Os Lobos, que fazia sucesso na cidade e na região.
O público, pouco familiarizado com o teatro, recebeu o show como parte do sofisticado enredo de Harold Pinter. Absurdo por absurdo, foi J. Pinho quem apresentou a Pelotas um conteúdo teatral até então conhecido apenas em Londres, Nova York e Rio-São Paulo. Cabe inserir aqui uma conclusão algo tardia de Lourenço Cazarré:
Décadas depois, acho hoje que Pinho nunca foi um professor. Era um rapaz já maduro que representava, e como representava bem, o papel de Mestre numa peça de um só ator, ele, diante de uma displicente platéia de uns trinta gatos pingados.
Antes tarde do que nunca
A combinação de rádio+jornalismo+magistério+teatro levou Pinho a esticar a corda tanto nas atividades profissionais quanto na vida pessoal. Depois do primeiro casamento com Maria Nanci, com quem teve um filho (Marcelo), nosso Mestre se apaixonou por uma aluna chamada Maria Clara Michels, com quem casou para sempre (tiveram dois filhos, Juliana e Joaquim Filho). Tudo isso sem a bênção do bispo, sem perder o cargo no jornal do prefeito, sem renunciar ao posto de professor e sem precisar fugir da cidade de Glória Menezes, a gloriosa atriz que fez como a lagunense Anita Garibaldi, a heroína de dois mundos.
Para encerrar, leiamos o email-resposta de Maria Clara Michels Pinho, a eterna Macacha, enviado em 26 de fevereiro de 2016, três dias depois de Sal, seu apelido na intimidade familiar) ter completado 80 anos:
“Estamos juntos há 43 anos, ele foi meu professor também e acabamos com nossos casamentos para ficarmos juntos. Foi bem escandaloso na época, principalmente por ser meu professor e pela diferença de idade. Ele quase foi expulso da Católica”.
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Morreu Mestre Pinho, que formou gerações de jornalistas em Pelotas

Greve dos petroleiros entra na terceira semana e pode afetar abastecimento
A greve dos petroleiros iniciada dia 1º de fevereiro, tem sido ignorada pelos principais jornais e sites noticiosos. Mas, ao entrar na sua terceira semana, ela tende a se tornar uma séria dor de cabeça para o governo e será inevitável que chegue às manchetes.
A possibilidade de faltar combustíveis nos próximos dias foi admitida pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
Em carta ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), na semana passada, Oddone alertou que a “situação foge à normalidade”, embora a Petrobras ((PETR3 e PETR4), tenha alocado equipes de contingência para atuar nas unidades operacionais para assegurar a operação e a segurança.
Em novo balanço da paralisação divulgado no fim de semana, os grevistas anunciam mais adesões ao movimento e afirmam que “enquanto a direção da Petrobras se negar a dialogar com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a paralisação continua.
A greve foi deflagrada pela decisão da Petrobrás de fechar demitir os 114 funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen).
Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos.
Até o momento, segundo a FUP, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás.
A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.
Na Bahia, os trabalhadores da Estação de Distribuição de Gás de Camaçari também paralisaram as atividades neste domingo.
Segundo a FUP, são 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).
No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e lutando para reverter as demissões anunciadas pela Petrobrás e que já tiveram início no último dia 14.
Nesta terça-feira, 18, uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil será realizada no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados.
A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, onde está instalada a Vigília da Resistência Petroleira.
Se for confirmada a greve anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) para começar esta segunda-feira, a situação tende a se tornar caótica.
Segundo a FUP, 20 mil petroleiros, em 116 unidades da Petrobras, estão mobilizados. Entre eles, de 56 plataformas, 11 refinarias, 23 terminais, sete termelétricas, uma usina de biocombustíveis e uma fábrica de fertilizantes, dentre outras, espalhadas em metade do Brasil: Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Quadro nacional da greve – 15/02
57 plataformas
11 refinarias
23 terminais
7 campos terrestres
7 termelétricas
3 UTGs
1 usina de biocombustível
1 fábrica de fertilizantes
1 fábrica de lubrificantes
1 usina de processamento de xisto
2 unidades industriais
3 bases administrativas
A greve em cada estado
Amazonas
Termelétrica de Jaraqui
Termelétrica de Tambaqui
Terminal de Coari (TACoari)
Refinaria de Manaus (Reman)
Ceará
Plataformas – 09
Terminal de Mucuripe
Temelétrica TermoCeará
Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)
Rio Grande do Norte
Plataformas – PUB-2 e PUB-3
Ativo Industrial de Guamaré (AIG)
Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais
Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima (Rnest)
Terminal Aquaviário de Suape
Bahia
Terminal de Candeias
Terminal de Catu
UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
Terminal Madre de Deus
Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)
Espírito Santo
Plataforma FPSO-57 e FPSO-58
Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)
Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)
Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
Sede administrativa da Base 61
Minas Gerais
Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
Refinaria Gabriel Passos (Regap)
Rio de Janeiro
Plataformas – P08, PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77
Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)
Terminal de Campos Elíseos (Tecam)
Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)
São Paulo
Terminal de São Caetano do Sul
Terminal de Guararema
Terminal de Barueri
Refinaria de Paulínia (Replan)
Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)
Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)
Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
Plataformas (04) – Mexilhão, P66, P67 e P69
Terminal de Alemoa
Terminal de São Sebastiao
Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos
Terminal de Pilões
Mato Grosso do Sul
Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)
Paraná
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)
Terminal de Paranaguá (Tepar)
Santa Catarina
Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
Terminal de Guaramirim (Temirim)
Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)
Base administrativa de Joinville (Ediville)
Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)Sarampo: campanha vai até março
A Campanha Nacional contra o Sarampo segue até dia 13 de março para o público de 5 a 19 anos. A meta do Ministério da Saúde é vacinar três milhões de pessoas nesta faixa etária.
A campanha quer interromper a transmissão do sarampo, eliminar a circulação do vírus e garantir altas coberturas vacinais. Nesse sábado, no Dia D de mobilização, 42 mil postos em todo o país abriram as portas para vacinar contra o sarampo.
Airbag defeituoso que já matou 22 fez primeira vítima no Brasil
A Honda comunicou na noite desta sexta-feira (14) um caso de acidente com morte envolvendo um veículo da marca equipado com os airbags defeituosos da Takata.
Não foram divulgados detalhes. A Honda informou apenas que o acidente ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo um Civic 2008.
A empresa disse que a perícia “determinou que houve a ruptura anormal do insuflador do airbag Takata, causando ferimentos que levaram à morte do motorista.”
Este é o primeiro caso de morte envolvendo veículos equipado com os chamados “airbags mortais” no Brasil.
Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história.
Em setembro de 2018, a Honda informou que havia 28 ocorrências de rupturas das bolsas no Brasil, com 11 feridos.
A Honda ainda disse que “já comunicou as autoridades competentes e seguirá colaborando disponibilizando as informações sobre a ocorrência.”
De acordo com a empresa, o Civic acidentado foi convocado para o recall em 2015 para troca do insuflador do airbag do lado do motorista, mas o proprietário não levou o carro para a realização do reparo.
Em nota, a fabricante ainda informou que “continua a convocar proprietários de veículos afetados pelos recalls do insuflador de airbags Takata e pede para que levem, com urgência, seus veículos a uma concessionária autorizada para o reparo.”
Os proprietários podem checar no link se seus veículos precisam de reparo. O agendamento pode ser feito pelo mesmo site ou pelo telefone: 0800-701-3432.
Além da Honda, outras 14 marcas convocaram recalls para trocar o equipamento defeituoso no país.
Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história. O caso ficou conhecido como o dos “airbags mortais”.
A Takata revelou o defeito em 2013.
Desde então, somente no Brasil, mais de 2 milhões de carros, de 15 diferentes marcas, foram chamados para a troca da peça defeituosa desses airbags, chamada insuflador.
O insuflador é uma espécie de caixa metálica que abriga o gás que faz a bolsa de ar inflar. O defeito nessa peça causa uma abertura forte demais quando o airbag é acionado.
Além disso, a falha gera trincas no insuflador e, com a explosão do airbag, ele se estilhaça, atirando pedaços de metal contra os ocupantes, causando ferimentos que podem ser fatais e já foram comparados a facadas.

Um general na Casa Civil, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar
Depois de uma desgastante “fritura”, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a mudança: o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixará o cargo para assumir o lugar de Osmar Terra no Ministério da Cidadania.
Terra, que tem mandato de deputado federal, voltará para a Câmara.
Para o lugar de Onix, na Casa Civil foi nomeado o general Walter Souza Braga Netto, que atualmente ocupa a chefia do Estado-Maior do Exército, considerada a segunda posição na hierarquia da força militar.
O anúncio foi feito por Bolsonaro em publicação no Twitter.
É a primeira vez, desde o fim da ditadura (1964-1985), que um militar ocupa a Casa Civil, que tem status de ministério e cuida da articulação política do governo.
O último general no cargo foi o general Golbery do Couto e Silva, considerado o estrategista do regime militar. Golbery chefiou a Casa Civil nos governos de Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.
A cerimônia de posse nos cargos será realizada na terça-feira (18), no Palácio do Planalto, às 15 h. Bolsonaro não informou quando as trocas serão formalizadas no Diário Oficial da União.
Com a mudança, só militares ocupam gabinetes de ministros no Planalto
Desde que assumiu, há pouco mais de um ano, o presidente Jair Bolsonaro já fez sete mudanças no primeiro escalão.
Houve trocas no Ministério da Educação (Ricardo Velez por Abraham Weintraub), na Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto e, em seguida, por Jorge Oliveira), na Secretaria de Governo (Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos) e, na semana passada, no Ministério do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto por Rogério Marinho).
A Casa Civil coordena o andamento das ações dos ministérios, em uma espécie de centro de governo. A pasta também tem uma secretaria que trata da entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Já o Ministério da Cidadania é responsável pela área social do governo. A pasta gere os programas Bolsa Família, Criança Feliz e Progredir, por exemplo. Além disso, é responsável pela Secretaria Especial de Esporte, que substituiu o extinto Ministério do Esporte.
Quem é Braga Netto
General de quatro estrelas, Walter Souza Braga Netto, nasceu em Belo Horizonte (MG), o militar tem 63 anos de idade. Atualmente chefia o Estado-Maior do Exército, um dos principais cargos dentro da força.
Além de comandar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, em 2018, Braga Netto foi comandante Militar do Leste, responsável pelas atividades do Exército nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O militar ainda foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. Ele também trabalhou no serviço de inteligência do Exército e foi observador militar durante a missão de paz das Nações Unidas no Timor Leste, no sudeste asiático
Novo ministro da Cidadania
Deputado federal licenciado do mandato, Onyx participou da campanha eleitoral de 2018 ao lado de Bolsonaro e, após o resultado, coordenou a equipe de transição.
Na Casa Civil, atuava como um dos principais interlocutores do presidente da República. O ministro chegou a ir ao Congresso em algumas ocasiões para entregar pessoalmente projetos de interesse do governo.
Depois, entretanto, deixou de ser o responsável pela articulação política e também deixou de comandar o programa de concessões do governo federal.
Em um vídeo publicado nas redes sociais após o anúncio de Bolsonaro, Onyx afirmou que concluiu a “missão” dada pelo presidente. Disse também que assumirá outra missão no governo, à frente do Ministério da Cidadania, trabalhando com “zelo”.
“O time Bolsonaro é humilde, é unido, é forte. E aqui não importa o número da camiseta”, disse Onyx.
Saída de Osmar Terra
Também deputado federal licenciado, Osmar Terra deverá retomar o mandato na Câmara. Ele é filiado ao MDB do Rio Grande do Sul.
Após o anúncio de Bolsonaro, Terra divulgou a seguinte nota: “Eu estarei onde for mais importante para o governo e para o presidente Jair Bolsonaro. Sou deputado no sexto mandato, com muito orgulho. Agradeço ter ajudado o Brasil e quero continuar ajudando onde estiver. Desejo sorte ao companheiro Onyx Lorenzoni.”
Osmar Terra comandou de 2016 a 2018 o Ministério do Desenvolvimento Social, no governo de Michel Temer. Por sugestão de Onyx, foi convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério da Cidadania a partir de 2019.
A pasta até então comandada por Osmar Terra unificou os ministérios do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura.
Bastidores das negociações
Bolsonaro convidou Braga Netto para a Casa Civil ainda em janeiro deste ano. Antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, também chegou a ser sondado para o cargo, mas não aceitou.
(Com informações da Agencia Brasil e G1)
Cientista mineiro desenvolve vacina para dependentes de drogas
Um grupo de pesquisa liderado pelo cientista Frederico Garcia, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está testando uma vacina para tratar dependentes de cocaína e de seus derivados, como o crack.
A dependência da droga é um problema de saúde pública mundial.
Na universidade, o professor lidera o Núcleo de Pesquisa em Drogas, Vulnerabilidade e Comportamentos de Risco a Saúde e coordena o Centro de Referência em Drogas.
Professor destaca que a vacina não pode ser vista como solução única para o complexo problema da dependência.
A pesquisa para a vacina contra a cocaína começou como uma tentativa de proteger fetos de mães usuárias de crack dos malefícios da droga. Hoje, é esperança para pessoas depedentes da cocaína.
Feita de moléculas da droga, a vacina faz com que o corpo passe a reconhecer a cocaína como um agente estranho e passe a combater sua entrada no organismo.
Os testes em seres humanos devem começar ainda este ano, após autorização da ANVISA. O medicamento já foi testado em animais.
Jovens são os que mais perdem renda com crise e desemprego
A parcela jovem da população é a que mais perdeu renda no trabalho nos últimos cinco anos, de acordo com a pesquisa Juventude e Trabalho do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Social. É entre os mais jovens também que estão os maiores índices de desigualdade.
A pesquisa mostra que entre 2014 e 2019, jovens de 15 a 29 anos perderam 14% da renda proveniente do trabalho.
Entre os jovens mais pobres, esse percentual chegou a 24% e, entre analfabetos, 51%. “O elemento fundamental um para lidar com essa situação é a educação. Não se pode errar na educação”, dizo diretor da FGV Social, Marcelo Neri.
De acordo com a publicação, enquanto outros grupos tradicionalmente excluídos como analfabetos, negros e moradores das regiões Norte e Nordeste apresentam reduções de renda pelos menos duas vezes maior que a da média geral nesse período de crise econômica no Brasil, esta perda foi cinco vezes maior entre jovens de 20 a 24 anos.
O desemprego, segundo Neri, afetou os jovens, mas a precarização do trabalho também. “O desemprego é um componente importante, mas não é o único e não é o maior. O desemprego é alto, mas a perda por precarização, por informalidade e redução de salário é tão grande quanto o desemprego”, diz.
O cenário provoca descrença entre os jovens. Neri diz que 30% dos jovens brasileiros acreditam que não têm perspectiva de ascender socialmente pelo trabalho. Isso colocar o Brasil em 103º lugar em um ranking de 130 países.
No Peru, esse percentual é 3%. “As ferramentas do jovem de inserção, que são educação e trabalho, na visão do jovem esses elementos estão aquém do que eles precisam”, diz Neri.
Descrentes, o percentual dos chamados nem-nem, ou seja, aqueles que não estudam, nem trabalham passou de 23,4% em 2014 para 26,2% 2019.
Entre os jovens que são chefes de família, esse percentual cresceu de 15,19% para 22,67% no período. Entre mulheres, passou de 27,84% para 30,25%.
“O jovem tem que acreditar que é possível subir na vida senão para que vai estudar e trabalhar para sobrevivência?”, diz o diretor. “[A situação dos Nem-Nem] é um vácuo que foi formado e precisa ser ocupado com coisas positivas e concretas. O jovem tem que conseguir vislumbrar isso, o que não está conseguindo com a situação atual”.
De acordo com Neri, uma educação mais voltada para a realidade do jovem, ensino técnico para capacitar para o mercado e melhorias no ambiente de trabalho são fatores que podem contribuir para melhorar o cenário. O estudo está disponível na internet.
(Com Agência Brasil|)
Lucro do Banrisul reforça posição de Leite nas negociações em Brasilia
A privatização do Banrisul é um dos pontos nevrálgicos das negociações que o governo do Rio Grande do Sul faz com o governo federal para aderir ao Programa de Recuperação Fiscal.
O governo gaúcho garante que a venda do Banrisul está fora de cogitação.
Mas, o secretário Nacional do Tesouro, Monsueto de Almeida, disse na rádio Gaúcha há poucos dias que “ainda tem que fazer as contas para ver se os cortes que o governador Eduardo Leite está fazendo justificam retirar o banco da lista das privatizações que o Estado terá que fazer”.
O secretário lembrou que o Rio Grande do Sul, como os demais Estados, para entrar no programa tem que se comprometer com regras que estão fixadas em lei. Uma delas é a privatização nas áreas de energia, saneamento e financeira.
Uma fonte que acompanha de perto as negociações disse o JÁ que no plano político já há um entendimento para deixar o Banrisul de fora. Mas uma justificativa “técnica” tem que ser encontrada.
Ela pode estar no balanço que o “banco dos gaúchos” divulgou esta semana, com lucro recorde de mais de R$ 1,3 bilhão, com crescimento de 28% num ano. Fica mais difícil justificar perante à opinião pública a venda de uma empresa eficiente e lucrativa.
No mesmo dia, terça-feira, em que o balanço foi divulgado, o governador foi recebido pelo ministro Paulo Guedes, em Brasilia.
No que foi divulgado da reunião, da qual participaram os secretários Marco Aurelio (Fazenda), Leany Lemos (Planejamento) e o procurador-geral Eduardo Cunha da Costa, a questão Banrisul não é mencionada..
Segundo a assessoria, Leite apresentou ao ministro os resultados que obteve com a aprovação dos oito projetos de seu pacote de reforma, destacando entre as medidas de ajuste “a redução da faixa de isenção dos aposentados – de R$ 5,8 mil e, agora, caiu para R$ 1 mil – e o fim da incorporação de gratificações e de vantagens temporais às aposentadorias do funcionalismo público”.
O ministro teria se limitado a elogiar “as soluções que o Rio Grande do Sul está encaminhando” e a discussão se focou nas mudanças que o programa de ajuste fiscal deve sofrer – ampliação do prazo de suspensão da dívida e abrandamento das exigências – e que precisam passar pelo legislativo.
“O ministro demonstrou que confia nas nossas providências e no que estamos fazendo. É um trabalho conjunto, e há interesse da STN, dos Estados e da própria Câmara para que isso se resolva”, declarou o governador após o encontro.
A expectativa do governador é de a questão possa ser votada até abril, a fim de que o pedido de adesão ao RRF possa ser feito ainda no primeiro semestre deste ano.
Prêmio Sesc de Literatura edita obra do vencedor
Escritores com obras na gaveta têm até 20 de fevereiro para garantir a participação no Prêmio Sesc de Literatura 2020. O prêmio é uma edição de 2 mil exemplares da obra por uma editora nacional.
A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc, onde também é possível acessar ao regulamento. Podem participar autores com obras inéditas nas categorias conto e romance.
Além da publicação pela editora Record, os vencedores realizam um circuito por unidades do Sesc de todas as regiões do Brasil falando sobre suas obras.
Lançado em 2003, o concurso já revelou 29 novos autores e recebeu mais de 14 mil inscrições de livros. Além de conceder oportunidades a novos talentos, o Prêmio tem como objetivo promover uma renovação do panorama literário brasileiro.

Banrisul vai fechar agências e investir em tecnologia em busca de eficiência
O Banrisul registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,34 bilhão em no ano passado, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira. Representa um crescimento de 28,2% na comparação com o lucro registrado no balanço anterior.
A orientação, adotada ainda no governo Sartori, de concentrar os esforços nas operações dentro do Rio Grande do Sul e a decisão do atual governo de manter grande parte da diretoria, foram apontadas entre os fatores que garantiram o bom desempenho do banco. “Eu diria que houve uma continuidade com aperfeiçoamento”, disse o presidente do Banrisul, Claudio Coutinho.
Para 2020, o desafio é combinar ” redução de despesas com maior eficiência operacional”. Nesse sentido, está sendo feita uma avaliação de agências que podem ser fechadas e fundidas com outras.
A extinção de seis agências na região metropolitana de Porto Alegre, que encerrarão atividades ou se fundirão com outras, já estão decidida. Outras três agências, na mesma região, se tornarão “postos bancários” (uma redução da estrutura) e mais três no interior gaúcho, sendo uma em Caxias do Sul, também serão fundidas.
Coutinho considera pequeno o número total de agências que terão suas atividades encerradas e garante que nos municípios que contam com apenas uma agência do Banrisul, o serviço vai ser mantido, mesmo quando a agência for deficitária.
Ao mesmo tempo o banco vai aumentar seus investimentos em “modernização tecnológica” em mais de 30%: em 2019 foram R$ 298 milhões para essa área. Em 2020, estão previstos no orçamento R$ 406,3 milhões de investimento em tecnologia.
A ideia é melhorar os processos já existentes, criar novos produtos e aprimorar os canais digitais. As operações feitas nos canais digitais do banco, no ano passado, representaram 54,5% do total realizado, contra 50,8% em 2018.
Em 2019, os canais de Internet Banking e Mobile Banking tiveram 274,7 milhões de acessos, 34,8% superior ao ano anterior, equivalendo a uma média de 752,7 mil acessos diários.
(Com informações da Assessoria de Imprensa e do Jornal do Comércio)







