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  • Novas regras permitem adição de mel e leite na cerveja

    A cerveja fabricada no Brasil agora tem novos padrões de qualidade e identidade, segundo instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
    A nova norma traz as classificações e as denominações do produto, determina os ingredientes permitidos e proibidos e estabelece padrões de rotulagem para a cerveja.
    A norma também permite a adição de produtos de origem animal como o leite e mel.
    A quantidade de malte que deve estar presente na cerveja não será alterada, que deve ser de, pelo menos, 55% do extrato primitivo da bebida, ou seja, da quantidade de açúcares que são utilizados pela levedura antes da fermentação. O eventual uso de outros ingredientes deverá ser informado na rotulagem.
    O texto complementa a alteração feita em julho, trazendo as disposições específicas para a produção, comercialização e rotulagem da cerveja no país.
    (Da Agência Brasil )
     

  • Aumento proposto pelo governador "é fictício", segundo o Cpers

    Em greve desde o dia 18 de novembro, os professores não se senbilizaram com a nova proposta do governo.
    O Cpers emitiu nota, reiterando a continuidade da greve e exigindo a retirada do pacote para  debater o assunto numa mesa de negociações. Eis a nota:
    “Eduardo Leite apresentou, nesta quinta-feira (12), sem dialogar com o CPERS ou a categoria, um novo material com alterações no projeto do Plano de Carreira do Magistério.
    De saída, salientamos que o governador continua a ignorar a existência de funcionários(as) de escola, uma das categorias mais empobrecidas do Estado e que pode ser severamente prejudicada com as alterações na Lei 10.098.
    Dito isso, apesar de trazer um quadro de subsídios com seis níveis, a proposta para o Magistério mantém os mesmos mecanismos de achatamento da carreira e de congelamento dos salários previstos no projeto original.
    O CPERS não teve acesso ao texto do substitutivo. As lâminas apresentadas são imprecisas e não esclarecem, por exemplo, se os mecanismos de diferenciação entre os níveis da carreira, com percentuais definidos de evolução, constarão na Lei.
    A possível inexistência desse gatilho acabaria com a carreira, levando ao achatamento e sobreposição dos níveis a médio e longo prazo, à medida que o Piso Nacional é reajustado.
    Da mesma forma, a parcela autônoma gerada com a “sobra” das vantagens temporais continua a ser absorvida pelos reajustes anunciados pelo governador, condenando parte da categoria a não receber qualquer reposição nos próximos anos.
    É fictícia, portanto, a informação contida no material de que haverá um aumento real de 19,8% em três anos. O aumento divulgado ficará limitado a um percentual mínimo de servidores(as), deixando de fora os aposentados(as) e o grande contingente dos educadores(as) que tem mais tempo de carreira.
    O “aporte” anunciado, de R$ 676 milhões, também é falso. A quantia é inferior ao crescimento vegetativo da folha – que o governo pretende eliminar com o fim das vantagens temporais –, que chegaria a R$ 870 milhões em igual período. Ou seja: Eduardo Leite quer economizar às custas da categoria.
    Os números também ignoram os recursos que Eduardo Leite pretende arrecadar confiscando o salário de Aposentados(as) a partir da Reforma da Previdência.
    A apresentação deste material, às vésperas do encerramento do prazo para votação do projeto e sem a demonstração pontual de cada alteração, prova que o Governo não se preocupa em discutir seus planos com a categoria.
    O objetivo de Eduardo Leite é fazer valer a sua vontade na implantação de um projeto que penaliza quem já está na miséria sem atacar qualquer privilégio.
    Seguimos em greve e mobilizados, exigindo a retirada do pacote e a abertura de uma mesa de negociação real para valorizar a educação e quem trabalha na escola pública, incluindo funcionários(as) de escola e os aposentados(as) que dedicaram a vida pela educação.
    Nos dias 17, 18 e 19, a Praça da Matriz será tomada por educadores(as) e servidores(as) de todo o Rio Grande do Sul. Não aceitaremos continuar pagando a conta da crise do Estado”.

  • Governador diz que ouviu "voz das ruas" e apresenta nova proposta ao magistério

    O governador Eduardo Leite apresentou, nesta quinta-feira (12/12) mudanças na proposta que altera a carreira do magistério, o mais polêmico dos oito projetos que configuram a Reforma do Estado a ser votada na semana que vem.
    “Nas últimas semanas, ouvimos os deputados e ouvimos a voz das ruas. Não somos insensíveis”, disse o governador.
    A reunião teve a presença de 33 dos 55 deputados estaduais que deverão votar a reforma a partir da próxima terça-feira, 17.
    Agora, o governo propõe, mais um nível na tabela, maior intervalo entre os níveis, e aumento de 19,8% em três anos, além da realização de um novo concurso.
    A proposta anterior previa a divisão em cinco níveis de evolução na carreira.
    Agora, serão seis níveis – o nível 5, que anteriormente abrangia profissionais com mestrado e doutorado, foi dividido em dois.
    O nível 5, portanto, contempla apenas profissionais com mestrado, e o nível 6, profissionais com doutorado.
    O aumento no salário dos professores será de 19,8% em três anos – em 2020, o piso chegará a R$ 2.717,15; em 2021, a R$ 2.885,61, e em 2022, a R$ 3.064,52.
    Aos profissionais com doutorado em final de carreira, o subsídio subiria de R$ 3.887,30, previsto na proposta inicial, para R$ 4.752,42 em 2020; em 2021, para R$ 5.047,07, e em 2022, para R$ 5.359,99.
    Segundo o governo, o conjunto das mudanças propostas vai implicar, em dez anos, num aporte de R$ 676 milhões em relação à proposta original, ou seja, uma redução de menos de 3% na economia de R$ 25,4 bilhões em dez anos, inicialmente prevista com o pacote da reforma.
    “Esse novo plano traz mais incentivos aos profissionais, melhorando o processo de qualificação e a valorização por mérito, e traz mais transparência ao processo de reajuste de remunerações”, disse Leite.
    O governador ressaltou que Estados como Maranhão, Paraná, Piauí e Ceará, que não apresentam déficit, já propuseram e aprovaram, com celeridade, as reformas necessárias. “São Estados que não têm um déficit tão grave quanto o nosso, e estão rapidamente analisando a questão. Nunca sairemos da crise se não enfrentarmos esse tema”, afirmou.
    Militares não terão privilégio.
    O governador também fez menção à aposentadoria dos militares.
    Na semana passada a reforma da previdência dos militares federais, aprovou contribuição de 10,5%.
    Para o RS, Leite considera inviável que os militares sejam contemplados com uma redução nas alíquotas, na medida em que os inativos civis estão sendo chamados à contribuição que varia de 14% até 18% do valor recebido.
    “Não é correto, não é adequado, e vai gerar novas pressões, pois todas as categorias da segurança sentirão que também merecem ser contempladas”, afirmou.
    O Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu que cabe à lei estadual, regulamentar as disposições relativas ao regime de aposentadoria dos militares estaduais.
    (Com informações da Assesoria de Imprensa)

  • Ambientalistas apontam falta de "base técnica" no código aprovado

    A aprovação do novo Código Ambiental do Rio Grande do Sul estava garantida pela manhã quando o líder do governo na Assembléia, deputado Frederico Antunes (PP) comunicou na reunião de líderes que a Justiça negara liminar à oposição e o projeto poderia ser incluído na pauta do dia.
    Um acordo de líderes colocou o projeto no quinto item da pauta. Uma mudança no trecho sobre auto-licenciamento foi introduzida para atender os indecisos e a base aliada deu folgada vitória ao governo: 37 a 11.
    Rejeitado pelos movimentos ambientalistas, mas apoiado pelas entidades empresariais, o novo código com quase 480 alterações em relação ao código vigente, tramitou em regime de urgência.
    “A votação ocorreu sem que a grande maioria dos deputados conhecessem o seu conteúdo”, declarou o líder do PT, Luiz Fernando Mainardi. A pressa, segundo o governo, era pela necessidade de “destravar o ambiente de negócios no Estado”.
    Em reportagem investigativa, os jornalistas Naira Hofmeister e Pedro Papini  apuraram que “as 480 alterações no Código Estadual de Meio Ambiente possuem origem desconhecida”. Não há, segundo a reportagem, uma documentação técnica que lhe dê base.
    “Provocado por meio da Lei de Acesso à Informação, o governo do Estado admitiu não possuir ‘registros formais’ das contribuições de servidores dos órgãos ambientais”, diz o texto publicado no Extra Classe, nesta quarta-feira.
    E prossegue:
    “A única fonte indicada pelo Poder Executivo como base do projeto de lei – cuja velocidade de tramitação incomodou até mesmo associações ruralistas – é o relatório de uma subcomissão do Legislativo, realizada em 2016 como tentativa de atualizar o Código Ambiental. Entretanto, das 480 mudanças previstas no PL 431/2019, agora em tramitação, a Associação dos Servidores da Fepam (Asfepam) identificou apenas oito cuja origem está no documento de 2016.
    “Para mim, a autoria dessa minuta é o divino espírito santo. Nunca conseguimos identificar quem foram as pessoas que redigiram o texto em discussão. E gostaríamos de saber, inclusive para debater e compreender, porque há mudanças que fragilizam a proteção ao meio ambiente”, critica o integrante da Asfepam, Luis Fernando Perelló, que é biólogo e doutor em Ecologia.
    “Na manhã dessa terça-feira, 10, a entidade entregou a parlamentares cópias de um relatório de recomendações no qual analisa o projeto de lei atual, e propõe alternativas de redação e questionamentos. No documento, os técnicos alertam para a falta de transparência, que gerou “lacunas e falhas de base técnica”. Uma delas está já na justificativa do PL, que atribui a necessidade de alteração do atual código às mudanças climáticas, “enquanto a presente proposta não apresenta sequer alinhamento com a Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC (Lei 12.187/2009)”. “Esse PL foi feito entre quatro paredes, com contribuições esporádicas da gestão e não reflete o pensamento dos técnicos”, acusa Perelló.
    Leia a íntegra da reportagem http://www.extraclasse.org.br/politica/2019/12/quase-500-alteracoes-no-codigo-ambiental-gaucho-nao-tem-documentacao-tecnica
     

  • Há uma rede de pesquisadores de plantas medicinais no serviço público de saúde

    Em vias de aposentar-se na Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, onde trabalha há 39 anos, a farmacêutica Silvia Ciemainski decidiu manter-se trabalhando em sua especialidade — o uso de plantas medicinais na saúde pública –, mesmo sabendo que a escassez de recursos orçamentários criou uma situação extremamente desfavorável à pesquisa e ao uso de fitoterapia no Serviço Único de Saúde (SUS).
    Para Silvia, não teria cabimento desanimar só porque o tratamento da maioria das doenças é feito com medicamentos sintéticos fabricados por grandes laboratórios industriais. Ela coordena há 13 anos no RS um programa que, ao nascer em 2006, envolveu 13 ministérios coordenados pelo de Saúde. No Rio Grande do Sul, foi criado o projeto Planta Viva, liderado pela farmacêutica Jussara Cony, militante do PCdoB que chegou a exercer o cargo de deputada estadual. Graças a uma rede de mais de 800 pessoas, o Planta Viva se espalhou por todo o território gaúcho, onde “cada município tem pelo menos uma prática nessa área”, informa a Dra. Silvia.
    A lei estadual 12560/2006, denominada lei da fitoterapia, prescreve práticas integradas, em contraponto à fragmentação da prática médica, dividida em especialidades que se ignoram ou pouco se comunicam entre si. Além de fazer seminários para difundir os objetivos e métodos de uso de plantas medicinais no SUS, o departamento de Silvia (composto por oito especialistas) promove cursos de 42 horas para capacitação de pessoal, dando ênfase às políticas públicas, ao princípio da integralidade, esmiuçando a legislação e ensinando o cultivo de espécies vegetais e sua aplicação. Já passaram pelo curso 320 pessoas. Ela acredita que a partir de 2020 o uso de plantas medicinais vai virar rotina na gestão da Saúde, como já acontece em alguns municípios.
    Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, é modelo de atuação no SUS. Lá, além de cultivar, o pessoal colhe, seca e embala o material fitoterápico. Para chegar a esse nível, chamado de “farmácia viva”, o município precisa ter um horto, como acontece também no município de Sapucaia do Sul, na Grande Porto Alegre. O Jardim Botânico de Porto Alegre, ameaçado de extinção pelo governo de Ivo Sartori (2015-2018), foi preservado sob a responsabilidade do biólogo Fernando Vargas.
    O berço da farmácia viva no Brasil é Fortaleza. Em Curitiba, funciona sob o comando do Dr. Graça. No Espírito Santo, sobressai Henriqueta Sacramento. No Maranhão, onde trabalha a Dra. Moema, há mais de 500 farmácias vivas. Em Pelotas, destaca-se a Embrapa. No Rio, a Fundação Osvaldo Cruz. Em tudo quanto é lugar, a Emater, que dá assistência a agricultores familiares, indígenas e quilombolas. No Cepes, em Porto Alegre, onde trabalham seis pessoas, foram criadas quatro patentes na época do governo Olívio Dutra. No Ministério da Saúde, a pessoa de referência se chama Katia Torres. Parece pouco, mas é uma rede.
    Segundo um levantamento sobre as 50 espécies vegetais mais usadas em fitoterapia, concluiu-se que 30 não são nativas, contrariando exigência da lei 12560. A partir dessa descoberta, o pessoal envolvido com o projeto passou a focalizar a salvação de espécies nativas ameaçadas de extinção, como a espinheira santa. “Não é fácil trabalhar no universo vegetal”, diz Silvia, salientando que só de carqueja há 60 variedades, nem todas portadoras dos mesmos princípios ativos.
    Por tabela, passou-se a encarar mais fortemente o trabalho das abelhas no campo da preservação da biodiversidade, ameaçada pelo uso predatório de produtos químicos de alta toxicidade na agricultura. Segundo a Dra Silvia, os riscos sobre os seres vivos crescem à medida que se agravam os sinais das mudanças climáticas na superfície terrestre.
     
     
     

  • Padre que criou o Sicredi é o Patrono do Cooperativismo no Brasil

    Assinado pela presidência da República e publicado nessa segunda-feira, 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, o documento oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro.
    O reconhecimento é uma homenagem ao trabalho realizado pelo padre suíço, que fundou a primeira cooperativa de crédito da América Latina, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, e que atualmente é a Sicredi Pioneira RS, uma das 111 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.
    Padre Theodor Amstad teve um papel importante na construção do cooperativismo no Brasil. Hoje, esse modelo de sistema colaborativo para produção e distribuição de riquezas se perpetua em áreas como da educação, saúde, agricultura, turismo, construção civil, terceiro setor e na de finanças, como o Sicredi, um dos maiores sistemas de cooperativismo de crédito do país, que reúne mais de 4 milhões de associados espalhados por 22 estados brasileiros e Distrito Federal.
    Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça, e chegou ao Brasil em 1885, período de grande imigração europeia no país. O padre se estabeleceu na região de Nova Petrópolis, há cerca de 100 km da capital Porto Alegre, e logo começou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos alemães e italianos que viviam na região.
    Sempre comprometido com o desenvolvimento social e econômico das comunidades locais, que na época viviam basicamente da produção agrícola, Theodor criou a Bauernkasse, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, na comunidade de Linha Imperial em Nova Petrópolis, cidade que desde 2010 leva o título de Capital Nacional do Cooperativismo.
    A Bauernkasse seguiu o modelo “Raiffeisen”, surgido na Alemanha, em 1862, voltado aos agricultores mais pobres, que não tinham garantias a oferecer,mas que precisavam de recursos para desenvolverem suas produções. Esse modelo se espalhou pela Itália, França, Holanda, Áustria e Inglaterra e, no Brasil.
    Segundo Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu), o pioneirismo do padre Theodor Amstad deu origem a um modelo de negócio que hoje está presente em aproximadamente metade dos municípios brasileiros.
    “Graças a sua luta e visão de mundo mais justo e igualitário, hoje temos milhões de brasileiros em cooperativas de crédito que desenvolvem trabalhos de suma importância econômica e social.
    A história do Sicredi tem ligação direta com a trajetória de Theodor Amstad, foi ele quem nos ensinou a caminhar nos fez andar e nos deu a inspiração para continuarmos disseminando a cooperação entre as pessoas”, comenta Dasenbrock, que também destaca a importância dos programas Crescer e Pertencer, realizados pelo Sicredi com o objetivo de promover formação cooperativa para associados, colaboradores e comunidade em geral.
    De acordo com o Banco Central, no Brasil já são mais de 10 milhões de associados ao Cooperativismo de Crédito e mais de 3,9 milhões deste total entraram para o segmento nos últimos cinco anos. “Em muitos municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes, o que contribui para a inclusão financeira e o desenvolvimento local das comunidades”, explica Dasenbrock.
    Amstad morreu no dia 7 de novembro de 1938, na cidade de São Leopoldo (RS). O padre também ficou conhecido por percorrer mais de 100 mil quilômetros montado em uma mula para levar seu conhecimento e apoio às comunidades do interior do Rio Grande do Sul.
    Sua história é preservada fisicamente na comunidade Linha Imperial em Nova Petrópolis, onde fica o Memorial Padre Amstad. Cerca de três mil visitantes passam anualmente pelo local para conhecer um pouco mais da história do patrono do cooperativismo brasileiro.
     
     
     

  • Policiais civis iniciam vigília e anunciam greve a partir de segunda-feira

    Em assembleia nesta terça-feira, 10, os policiais civis do Rio Grande do Sul decidiram entrar e greve a partir da próxima segunda-feira, 16.
    Depois da assembleia, no Palácio da Polícia, os policiais saíram em marcha, cruzando avenidas de Porto Alegre em direção ao Centro Histórico da Capital, para incorporar-se à vigília dos servidores na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.

    A caminhada saiu da avenida Ipiranga, por volta das 15h, e seguiu pela avenida João Pessoa. Segundo o UGEIRM-Sindicato, cerca de 4 mil policiais integram a manifestação.
    Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) bloqueavam o trânsito na passagem, que se prolongava por mais de 15 minutos nos trechos devido ao número de participantes.
    Um boneco do vice-governador, Ranolfo Veira, que é delegado de carreira, trazia uma placa com os dizeres “Traidor da Segurança Pública”. Cartazes apontando impactos das mudanças propostas por Leite nas carreiras – aposentadorias, composição de vencimentos e tempo de serviço – compunham a marcha. Integrantes do quadro vindos de diversas cidades ainda estavam presentes.
    No alto-falante, sindicalistas esclareciam à população que o movimento se deve também aos quatro anos de atraso e parcelamento de salários. “Estamos na rua brigando pelos direitos dos policiais e de suas famílias”, justificava um dirigente do Ugeirm ao alto-faltante.
    (Com informações do Jornal do Comércio)

  • “A verdade é que querem acabar com a escola pública”

    O presidente da Assembleia Legislativa, Luís Augusto Lara, recebeu o Comando de Greve do Cpers na tarde desta terça-feira.
    Assunto: a retirada do regime de urgência para a votação do pacote do governador Eduardo Leite, que está para ser votado na semana que vem.
    O presidente já havia se manifestado, na última semana, sobre o desejo de retirar o regime de urgência para dar mais tempo ao debate.
    “Embora eu tenha ajudado a formar este governo, meu mandato é independente. Garanto que se ele colocar o projeto como está, vai haver problemas”, enfatizou.

    A presidente do CPERS, Helenir Schürer,  reiterou as críticas da categoria às medidas propostas pelo governo.
    “Querem retroceder para antes de 1974, quando a maioria dos professores tinha somente o Ensino Médio. O Plano de Carreira garantiu que buscássemos qualificação, e hoje temos orgulho de ter um dos mais elevados índices do Brasil de pós-graduados na carreira”, disse.
    “A realidade é que o governador quer acabar com a escola pública e abrir mercado para o capital. E vai começar acabando com a nossa carreira”, complementou.
    O comando também questionou Lara sobre a possibilidade de retirada do pacote da pauta, a principal reivindicação da categoria. A medida só pode ser tomada pelo próprio governador.
    Lara pontuou: “o meu movimento nesse momento é o que está dentro das minhas possibilidades, o movimento de pedir para desacelerar, para que parem e pensem”.
    Helenir também pediu um posicionamento de Lara sobre a possível retirada do pedido de urgência na votação do pacote. Nesse momento, o presidente da Casa pediu a presença de Carlos Eugenio Grapiglia Cezar, superintendente do Legislativo.
    Carlos lembrou que mesmo que o governo retire o pedido de urgência, os projetos ainda podem ir para a pauta de janeiro.
    “Tirar a urgência não nos garante. Precisamos barrar esse pacote”, afirmou Helenir.
    Lara garantiu compreender a situação e disse estar ciente das dificuldades.
    “Essa reforma do Estado está recaindo sobre uns com maior peso do que outros. Cadê as demais categorias e os demais poderes?”, disse.
    Ao fim da reunião, o presidente informou que pretende mediar uma conversa entre o CPERS e o Executivo. “Todos os meus esforços estarão voltados para retomar esse diálogo e solucionar o impasse.”
    (Com informações da Assessoria de Imprensa da AL)
     
     

  • Mobilização dos servidores contra o pacote tira empresários da zona de conforto

    Todas as federações empresariais do Rio Grande do Sul fecharam com o pacote do governador Eduardo Leite, que tramita na Assembleia em regime de urgência.
    A reação do empresariado foi motivada pela forte mobilização do funcionalismo contra as medidas, que num horizonte de dez anos cortam R$ 25,4 bilhões da  massa salarial dos servidores estaduais, segundo estimativa do próprio governo na cartilha que publicou.
    Vanguarda nos projetos de ajuste do setor público, os empresários estavam até agora de observadores. As impressionantes manifestações de rua promovidas pelos servidores nas últimas semanas acenderam o sinal vermelho.
    Um vídeo da direção da Fecomércio,  difundido  pelas redes sociais, fazendo um chamamento em defesa do pacote, parece ter sido o detonador da reação. que culminou com a manifestação da Farsul nesta terça-feira, 10.
    Um dia antes, a Federação das Indústrias entregou, a cada um dos deputados estaduais, uma carta assinada pelo presidente Gilberto Porcello Petry, de “apoio às medidas encaminhadas visando à modernização do setor público”.
    “Seu  voto  será decisivo no encaminhamento da modernização do Estado ou de ficarmos sempre lamentando a falta de segurança, de acesso à educação de qualidade, e de mais serviços de saúde para toda a sociedade”, diz o texto.
    Os argumentos são os mesmos do governo, que circulam na imprensa desde que o projeto se tornou conhecido: os salários já representam 82% das despesas, numa trajetória insustentável que vai obrigar a cortes ainda maiores em áreas essenciais.
    Repete o número que aponta crescimento das despesas com pessoal acima da inflação e da receita de impostos. (Embora os salários estejam congelados há cinco anos, o governo diz que os encargos com pessoal continuam crescendo).
    A entidade diz que o projeto “ataca o principal problema das finanças públicas estaduais, o gasto com pessoal e que, se nada for feito, chegará o momento em que todos os recursos arrecadados serão destinados à folha de pagamento”.
    Nesta terça-feira, em audiência com representantes do professores em greve contra as propostas do governo, o presidente da Assembleia  Luís Augusto Lara voltou a dizer que sem mais tempo para discutir e aperfeiçoar as medidas dificilmente elas serão aprovadas. Aliado do governo, Lara já se manifestou pela retirada do regime de urgência.
    São oito projetos no conjunto. Seis Projetos de Lei Complementar, um Projeto de Lei e um Projeto de Emenda Constitucional, com apenas 30 dias para ser examinados. .

  • RS no ranking dos Estados: 11º em educação, 18º em infraestrutura

    O governador Eduardo Leite pode ver nesta segunda feira (9/12) uma fotografia sem retoques da crise estrutural que atinge o Rio Grande do Sul, durante a apresentação do Ranking de Competitividade dos Estados 2019.
    O levantamento é produzido há nove anos pelo Centro de Liderança Pública e faz um diagnóstico das 27 unidades federativas a partir da análise de 69 indicadores sociais e econômicos.
    O gerente de Competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, fez a exposição perante o governador Eduardo Leite, secretários e diretores de instituições estatais, no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini.

    O Rio Grande do Sul ficou em sétimo lugar na média geral – era quinto no ano passado, caiu duas posições em um ano.  Mas despencou em itens essenciais: 11º lugar em educação, 18º em infraestrutura e último em termos de equilíbrio fiscal.
    Em “sustentabilidade ambiental” caiu dois pontos em relação ao ano passado  é o 12º.
    Em “capital humano”  é o 15º, mesma posição que ocupa quanto ao “potencial” de mercado”.
    O Estado  teve destaque em “inovação” (2ª colocação), eficiência da máquina pública (2º), sustentabilidade social (3º). Em Segurança Pública, subiu três posições, mas ainda está em quinto lugar.
    Nascimento, explicou que o RS tem um PIB mais alto que a média nacional, mas a baixa capacidade de investimento (2,92% da RCL), o déficit primário e nominal, somado à baixa solvência fiscal, ao elevado gasto com pessoal (104% da RCL) e à baixa capacidade de poupança, fazem o Estado ocupar a última colocação no ranking no quesito da “solidez fiscal”.

    Fotos: Itamar Aguiar/Palácio Piratini
    O governador agradeceu ao CLP pelo trabalho e pela apresentação detalhada. “A apresentação reforça nossas convicções e mostra que estamos trabalhando na direção correta, principalmente com a reforma estrutural que está em discussão, porque estamos atacando aquilo em que estamos pior colocados em todo o país”, destacou Leite.
    O Ranking avalia o desempenho dos governos estaduais buscando auxiliar dirigentes públicos a diagnosticar e elencar prioridades de gestão.
    Desde seu início, em 2011, conta com o apoio técnico da Economist Intelligence Unit e, desde 2015, passou a ter a colaboração da Tendências Consultoria Integrada.
    Novas reuniões estão agendadas da equipe do CLP com as secretarias de Governança e Gestão Estratégia e de Planejamento, Orçamento e Gestão.
    “Essa ferramenta (o ranking) vai ajudar o governo nas diversas frentes da sua atuação na busca por melhorias e oferecer melhor qualidade de vida à população. Poderemos alinhar nossa estratégia e fazer as eventuais correções de rumos necessárias. Com esses dados em mãos, temos, agora, de fazer a lição de casa”, complementou o governador.
    RANKING 2019
    Assim como na edição anterior, São Paulo segue na primeira colocação no Ranking de Competitividade dos Estados. Da mesma forma, Santa Catarina permaneceu na segunda posição, Distrito Federal, na terceira e Paraná, na quarta.
    As unidades federativas do Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram-se na metade superior do ranking, com os Estados do Norte e Nordeste ocupando as últimas posições. Se destacaram as seguintes UFs, por terem sido as que mais ganharam posições em relação à edição de 2018: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe.
    A lista completa:
    1º São Paulo
    2º Santa Catarina
    3º Distrito Federal
    4º Paraná
    5º Mato Grosso do Sul +2
    6º Espírito Santo +2
    7º Rio Grande do Sul
    8º Minas Gerais
    9º Mato Grosso +2
    10º Rio de Janeiro +3
    11º Paraíba
    12º Ceará
    13º Goiás
    14º Alagoas +2
    15º Rio Grande do Norte +5
    16º Amazonas +1
    17º Pernambuco +4
    18º Rondônia
    19º Tocantins
    20º Bahia +2
    21º Roraima
    22º Sergipe +3
    23º Piauí
    24º Amapá
    25º Pará
    26º Maranhão
    27º Acre
    José Henrique Nascimento, do CLP, detalhou os dados do ranking que coloca o RS na última posição em Solidez fiscal – Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini
     
    POSIÇÃO DO RS EM RELAÇÃO À EDIÇÃO 2018:
    Ranking geral
    ▼ Caiu 2 posições (7ª colocação)
    Em cada pilar:
    ▼ -4 em Infraestrutura (18ª colocação)
    ▼ -1 em Sustentabilidade Social (3ª colocação)
    ▲ +3 em Segurança Pública (5ª colocação)
    ▼ -3 em Educação (11ª colocação)
    ▼ -2 em Solidez Fiscal (27ª colocação)
    ▼ -1 em Eficiência da Máquina Pública (2ª colocação)
    ▼ -1 em Capital Humano (15ª colocação)
    ▼ -2 em Sustentabilidade Ambiental (12ª colocação)
    ▲ +10 em Potencial de Mercado (15ª colocação)
    ■ em Inovação (2ª colocação)
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)