O gigante do fast-food McDonald’s abriu seus primeiros restaurantes na Região Autônoma da Etnia Hui de Ningxia e na Província de Qinghai, no noroeste da China, no último fim de semana, estendendo a presença da marca para todas as províncias na parte continental da China.
No sábado, o McDonald’s anunciou sua entrada em Yinchuan, capital de Ningxia, com a abertura de três restaurantes nos principais distritos comerciais da cidade.
A primeira loja do McDonald’s em Qinghai foi inaugurada no domingo no Novo Distrito de Haihu, em Xining, capital provincial.
O restaurante drive-through ocupa uma área total de mais de 700 metros quadrados e conta com mais de 200 assentos.
O McDonald’s entrou oficialmente no mercado continental chinês em outubro de 1990, abrindo seu primeiro restaurante em Shenzhen, na Província de Guangdong, no sul.
Em 2017, a empresa firmou uma parceria estratégica com CITIC Limited, CITIC Capital e Carlyle Group.
Dados do McDonald’s China mostram que, até novembro de 2025, o McDonald’s já havia aberto mais de 7.500 restaurantes em mais de 280 cidades de nível sub-regional no continente chinês, empregando mais de 200 mil pessoas.
O McDonald’s possui mais de 44 mil lojas, em mais de 100 países, sendo cerca de 15 mil nos Estados Unidos e aproximadamente mil no Brasil . Os planos de expansão da empresa prevêem mais de 50.000 locais até 2028.
A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou, antes do início do recesso, o último lote de ações regressivas para recuperar os valores descontados por meios fraudulentos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS..
Foram R$ 135 milhões neste último lote de um total de 37 ações cautelares que pedem bloqueio de R$ 6,6 bilhões (R$ 300 milhões acima do que se estimou no início das investigações) em bens de pessoas físicas e jurídicas.
Desse total, a Justiça já concordou com o bloqueio de R$ 4,4 bilhões, porém somente R$ 514 milhões foram encontrados até o momento, somando saldos em contas, 17 imóveis e 76 veículos.
O INSS, por sua vez, precisou desembolsar até o momento R$ 2,74 bilhões para ressarcir mais de 4 milhões ( 3 milhões na estimativa inicial) de beneficiários que acusaram os descontos em suas aposentadorias ou pensões, feitos sem autorização ou com autorização fraudada.
Confira abaixo as entidades processadas pela AGU para que devolvam o dinheiro desviado de benefícios previdenciários
Associações e entidades acionadas no quarto lote:
-Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag)
-Sindicato Nacional dos Aposentados do Brasil (Sinab)
-Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF/CNTT/CUT)
-Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf)
-Associação dos Servidores do Tráfego da Viação Férrea Centro Oeste (ASTRE)
-Sindicato dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (SindaPB)
-Instituto de Longevidade Mongeral Aegon (Unidos)
-Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas e Idosos (Sintapi-CUT)
Associações e entidades do terceiro lote:
-Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da UGT (Sindiapi-UGT)
=Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação (Abapen)
-Associação de Amparo aos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Ambapen/Abenprev)
-Associação Brasileira dos Contribuintes do RGPS (Abrasprev)
-Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Sintraap)
-Rede Ibero-Americana de Associações de Idosos do Brasil (Riamm)
-Associação dos Aposentados do Brasil – (AAB)
-União Brasileira de Aposentados da Previdência – (UniBrasil)
A Polícia Federal (PF) apontou ao Supremo Tribunal Federal a existência de R$ 28,638 milhões em movimentações suspeitas, sem justificativa plausível, em contas de assessores dos gabinetes dos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), bem como funcionários do partido, entre outras pessoas próximas aos parlamentares.
As informações constam no relatório parcial, cujo sigilo foi levantado nesta manhã pelo ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo, e que embasou a Operação Galho Fraco, deflagrada pela PF nesta sexta-feira (19) tendo os parlamentares entre os alvos.
Segundo informações preliminares, R$ 400 mil em dinheiro vivo foram encontrados pelos agentes em um dos endereços de Sóstenes, que é líder do PL na Câmara.
Nesta sexta, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão autorizados por Dino com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). As diligências incluíram busca pessoal, veicular e em imóveis de Jordy e Sóstenes.
Segundo as investigações, os dois parlamentares são suspeitos de usar locadoras de veículo de fachada para desviar a cota parlamentar – verba a que cada congressista tem direito para pagar custear o funcionamento de seu gabinetes, incluindo despesas com o aluguel de frota de carros para deslocamento do deputado ou senador.
Nas redes sociais, Jordy disse estar sendo perseguido por Dino e negou qualquer esquema ilegal. “Hoje, no aniversário da minha filha, a PF fez busca e apreensão novamente na minha casa por determinação de Flávio Dino [ministro do STF]. Perseguição implacável!”, escreveu.
Smurfing
De acordo com o relatório parcial da PF, além das quantias incompatíveis com a renda declarada, o que chamou atenção dos investigadores foi a realização de saques nunca superiores a R$ 9.999,00, indicando a “possível prática de lavagem de dinheiro conhecida por “smurfing”, que consiste em limitar o valor das transações para tentar burlar o monitoramento dos órgãos competentes.
Os maiores montantes suspeitos foram movimentados por Adailton Oliveira dos Santos, assessor especial do PL. Pela conta dele passaram mais de R$ 11,4 milhões entre 2023 e 2024, quantia que “mostra-se incompatível com a capacidade econômica declarada do titular, considerando-se seu vínculo funcional e contexto familiar”, escreveram os investigadores.
Já Itamar de Souza Santana, secretário parlamentar de Jordy, movimentou sozinho R$ 5,9 milhões. Ele também foi alvo de buscas nesta sexta-feira.
Os investigadores afirmaram haver indícios de utilização de cota parlamentar para pagamento de despesas inexistentes ou irregulares. Além disso, foram anexados trechos de conversas no aplicativo WhatsApp que sugerem pagamento “por fora” por parte dos deputados.
Além das buscas contra os deputados e mais três pessoas, com a respectiva quebra de sigilos telefônicos e telemáticos, Dino autorizou a quebra de sigilo bancário dos parlamentares e outras 12 pessoas físicas e uma pessoa jurídica. O ministro mandou ainda que informações de interesse sejam compartilhadas com a Receita Federal.
Nota do Editor: As últimas revelações sobre as fraudes no INSS tornam atual esta matéria, aqui publicada no dia 2/5/2025.
Em seu pronunciamento aos trabalhadores, neste primeiro de maio de 2025, o presidente Lula mencionou as fraudes que teriam lesado milhões de aposentados e pensionistas, através de descontos indevidos na folha de pagamentos do INSS, desde 2019.
Lula deu a entender que a crise está controlada: ele mandou investigar, a CGU e a polícia federal já identificaram os responsáveis . As associações e sindicatos envolvidos na fraude “vão devolver o dinheiro roubado das contas dos aposentados”.
Mas as manchetes a cada dia mostram que as verdadeiras dimensões desse escândalo monumental recém estão emergindo e seu desdobramento poderá ter para o governo Lula um custo político que ainda não se pode avaliar.
Em janeiro de 2023, quando Carlos Lupi tomou posse como ministro da Previdência, chegaram ao INSS mais de 22 mil pedidos de exclusão de descontos indevidos, feitos na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.
Somados aos pedidos que se acumulavam nos registros do INSS desde o ano anterior, já eram mais de 40 mil pedidos de exclusão, 90% deles relativos a descontos não autorizados.
Em fevereiro, a advogada Tonia Galleti, que integrava o Conselho Nacional da Previdência, pessoalmente alertou Lupi sobre a gravidade do problema. Em julho, a advertência dela foi registrada em ata, mas não entrou na pauta da reunião do Conselho.
Gráfico mostra o crescimento dos pedidos de exclusão dos descontos a partir de 2022 e que chegaram a mais de 190 mil até as primeiras medidas em 2024. Fonte Relatório CGU
O INSS só foi tomar as primeiras providências para conter a fraude em março de 2024, exigindo assinatura eletrônica e biometria, conforme constatou a auditoria da Controladoria Geral da União que, de abril a julho do mesmo ano, investigou onze das 33 entidades associativas cadastradas junto à Previdência para fazer descontos diretamente na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.
A suspensão dos descontos, medida cautelar recomendada desde o início e reiterada no relatório da CGU, só foi decidida em 24 de abril de 2025, um dia depois da “Operação Sem Desconto”, em que política federal prendeu cinco pessoas suspeitas de envolvimento nas fraudes. No dia seguinte, o INSS suspendeu cautelarmente todos os descontos.
Nos dois anos decorridos entre a posse de Lupi no Ministério da Previdência e a efetiva suspensão dos descontos, os aposentados e pensionistas do INSS tiveram descontados de seus benefícios quase R$ 4 bilhões (gráfico), dois terços do total da fraude estimado em R$ 6,3 bilhões.
Em pesquisa por amostragem, com 1.273 entrevistados, os auditores da CGU constataram que 97% deles não haviam autorizado os descontos.
Com sua leniência, para dizer o mínimo, Lupi perdeu uma oportunidade única de denunciar nos primeiros dias do governo um monumental esquema de corrupção que foi montado no governo anterior. Teria prestado um relevante serviço ao país e ao governo do qual é ministro.
Ao deixar que a Polícia Federal revelasse a fraude sob suas barbas, em vez de um trunfo, Lupi jogou no colo de Lula uma bomba-relógio cujos efeitos poderão se desdobrar até a eleição de 2026.
Carlos Lupi, com sua verve, que conquistou Leonel Brizola, se mantém no cargo, transferindo responsabilidades e chantageando Lula com os votos do PDT, do qual foi presidente e é uma espécie de patrono.
De olho no tabuleiro político, Lula mantém Lupi para não perder o apoio dos pedetistas, 17 deputados federais e três senadores. O preço desses votos no parlamento pode se tornar caro nas urnas de 2026.
Quando a fraude veio a público, na semana passada, com as prisões e as apreensões feitas pela Polícia Federal na “Operação Sem Desconto”, já a grande imprensa, sempre pré-disposta a desgastar Lula, embaralhou os fatos e colou no governo “mais um escândalo de corrupção”.
A comunicação do governo foi falha e o próprio relatório da CGU, concluído em julho de 2024, mas divulgado só agora, depois da Operação Sem Desconto, contribuíu para a confusão.
O gráfico sobre a disparada dos descontos indevidos, por exemplo, mostra que o grande salto nos valores descontados se deu a partir de 2023, duplicando em 2024, ou seja, no governo Lula.
O INSS disse em nota oficial que apenas uma entidade foi credenciada depois de 2023 e que o crescimento dos descontos deve-se a entidades credenciadas no governo anterior. Mas o gráfico contido no relatório da CGU mostra um acréscimo de onze entidades em 2023 e 2024. Quem está certo?
O INSS diz que apenas uma entidade foi credenciada a partir de 2023. Mas o gráfico do relatório da CGU mostra a evolução dos descontos e das entidades a partir de informações da folha de pagamentos do INSS e aponta que em 2023 e 2024 onze empresas se credenciaram junto ao INSS. Quem está certo?
Fica no rodapé o esclarecimento de que, das onze empresas investigadas, dez foram credenciadas entre 2019 e 2022, sendo metade neste último ano, ou seja, no governo Bolsonaro.
Nos últimos dias, vazamentos seletivos de informações tem colocado nas manchetes aliados do governo – a Contag, o Sindinapi, entidades que divulgaram notas dizendo que há tempo denunciam junto ao INSS a “farra dos descontos”. É um sinal do que vem por aí. (Leia mais)
Atualização: Na sexta-feira, 2 de maio, depois de reunião com o presidente Lula, Carlos Lupi pediu demissão do Ministério da Previdência.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu nesta quarta-feira (17) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a abertura do processo administrativo que pode levar à cassação (caducidade) da concessão da Enel em São Paulo. A informação é do G1.
A caducidade ( extinção do contrato) pode ocorrer se o processo comprovar que a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população.
Em seu ofício, o ministro citou oito alertas enviados à Aneel desde novembro de 2023 e menciona os “reiterados desligamentos de grandes proporções”.
A decisão indica que é para valer a determinação do presidente Lula de “maximo rigor na fiscalização das concessionárias”.
No Rio Grande do Sul, a concessionária foi alvo de uma CPI, que encerrou na semana passada.
O presidente da CPI da Energia, deputado Miguel Rossetto, pediu ao Ministério Público Federal, a instauração imediata do processo de caducidade (perda) da concessão da CEEE Equatorial.
No encerramento dos trabalhos da CPI, Rossetto apresentou uma declaração de voto defendendo a cassação da concessão da CEEE Equatorial por má gestão e descumprimento contratual.
Segundo o deputado, “as evidências reunidas pela CPI ao longo de quatro meses revelam um padrão sistemático de deficiência estrutural na governança corporativa da CEEE Equatorial, comprometendo a própria viabilidade da concessão”.
Em julho, uma CPI na Câmara de Vereadores já havia apontado deficiências. O relatório teve como principais conclusões que não havia manejo arbóreo dos vegetais em contato ou próximos a rede elétrica por parte da CEEE Equatorial antes de 16 de janeiro de 2024, em que pese houvesse licenciamento por parte da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Que existem cobranças duvidosas e, em tese, abusivas em relação aos consumidores por parte da concessionária. Que há demora excessiva no restabelecimento de energia elétrica quando há interrupção do fornecimento. Que há deficiência de canais efetivos de comunicação dos consumidores com a CEEE Equatorial.
O texto aponta que houve deficiência na transição operacional entre a CEEE pública e a CEEE Equatorial, na medida em que houve um enxugamento de 46% do quadro funcional, com a adesão de 998 empregados ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), sem a devida contraprestação de mão de obra com o conhecimento técnico de campo. Em relação ao evento climático de 16 de janeiro, não houve planejamento adequado para a resposta ao mesmo, e o número de equipes de trabalho era insuficiente, pelo menos nas primeiras 72 horas. Também que os serviços de energia somente foram restabelecidos na totalidade em 28 de janeiro, portanto, 12 dias após o incidente.
O Ministério Público de Contas (MPC) pediu a suspensão do projeto de lei que revisa o Plano Diretor de Porto Alegre, em tramitação na Câmara de Vereadores..
Indícios de irregularidades na eleição do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) justificam o pedido.
Na representação, protocolada na sexta, 12/12, o procurador Geraldo Da Camino aponta um inquérito que apura “irregularidades e ilegalidades” na eleição para CMDUA no início de 2024, e adverte que “o encaminhamento da proposta de revisão do Plano Diretor ao Poder Legislativo, precedido de deliberações e manifestações do CMDUA constituído de forma irregular, compromete a validade de todo o processo”.
O pedido do procurador será submetido ao conselho do TCE, após análise do conselheiro-relator Estilac Xavier,
Não há prazo para decisão. A prefeitura ainda não se manifestou.
O projeto do Plano Diretor foi encaminhado pelo prefeito Sebastião Melo no dia 12 de setembro. Passou por uma comissão especial e entrou em discussão nesta segunda-feira, 15/12. A expectativa é de que seja votado em fevereiro.
O prefeito tem maioria para aprová-lo com folga. Mas o projeto é polêmico e mobiliza forte oposição de entidades de defesa do meio ambiente e dos interesses comunitários, algumas delas com assento no CMDUA.
O estímulo ao adensamento, via verticalização e aumento da ocupação do solo, é o principal foco das críticas.
Será instalada nesta terça-feira, CPI dos Pedágios, para investigar os contratos de concessão de rodovias pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul.
O início efetivo das atividades será na sexta-feira (19), quando os titulares se reúnem pela primeira vez para definir o relator, o vice-presidente e o plano inicial de diligências, oitivas e análises técnicas.
A distribuição das vagas obedece à proporcionalidade das bancadas. As maiores — PT e PP — terão três e duas indicações, respectivamente. MDB, Republicanos, PL, União Brasil, PSDB e PDT participam com um representante cada.
A presidência da comissão será do deputado Paparico Bacchi (PL), autor do requerimento que deu origem à CPI.
O escopo da CPI abrange os Blocos 1 e 2, ainda em fase preliminar de licitação, e o Bloco 3, denominado Caminhos da Serra Gaúcha, já em execução.
Entre os temas que serão examinados estão possíveis inconsistências na modelagem econômico-financeira, falhas nos estudos de demanda, uso de dados desatualizados e ausência de validação cruzada.
A comissão também avaliará a transparência das audiências públicas, os impactos das tarifas, a implementação do sistema de pedágio eletrônico (free flow), os reequilíbrios financeiros realizados e o emprego de recursos públicos, incluindo aportes do FUNRIGS.
O governador Eduardo Leite questionou a necessidade de uma CPI e disse que as concessões rodoviárias representam uma solução para os Estados, como o Rio Grande do Sul, que não tem capacidade de investir.
“Eu lamento que aqui se formou uma associação entre a esquerda e a direita para contestar e atacar a partir dessa CPI, mas vamos enfrentar como sempre enfrentamos […] Este governo não se acovardará, não deixará de fazer o que tem sido feito, e a nossa responsabilidade como governo vai até o último dia”.
Segundo o governador, em 40 anos o Rio Grande do Sul fez 50 quilômetros de duplicação de estradas com recursos próprios, enquanto os dois blocos de concessão que o atual governo está propondo pretendem duplicar 600 quilômetros em 10 anos.
O leilão do bloco 2, por exemplo, está marcado para março, no primeiro trimestre de 2026. Para o governador, a CPI não atende ao interesse do Estado, que é criar um ambiente propício para atrair mais concorrentes.
“Não acho que a CPI seja um instrumento legislativo mais adequado”, disse o governador.
Composição da CPI dos Pedágios:
Titulares
Paparico Bacchi (presidente) – PL
Miguel Rossetto – Federação PT/PCdoB
Sofia Cavedon – Federação PT/PCdoB
Haley Lino – Federação PT/PCdoB
Frederico Antunes – PP
Guilherme Pasin – PP
Rafael Braga – MDB
Capitão Martim – REPUBLICANOS
Professor Bonatto – PSDB
Tiago Cadó – PDT
Aloisio Classmann – UNIÃO
Felipe Camozzato – NOVO
Suplentes
Stela farias – Federação PT/PCdoB
Laura Sito – Federação PT/PCdoB
Adão Pretto Filho – Federação PT/PCdoB
Joel Wilhelm – PP
Rodrigo Lornzoni – PP
Não informado – MDB
Sergio Peres – REPUBLICANOS
Pedro Pereira – PSDB
Kelly Moraes – PL
Airton Artus – PDT
Dr. Thiago Duarte – UNIÃO
O principais jornais brasileiros tradicionais ignoraram a convocação por entidades sindicais, partidos de oposição e organizações sociais que chamaram a população às ruas em protesto contra a redução das penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023.
Na noite de sábado, véspera dos eventos não havia uma notícia sobre os protestos no site da Folha de São Paulo, O Globo, Estado de São Paulo, Zero Hora etc. Na manhã de domingo, a Folha postou uma matéria depreciativa, dizendo que a “esquerda tenta repetir mobilizações”.
Uma pesquisa no Google, apresentava o seguinte:
“Há diversos atos organizados em várias cidades do país neste domingo. Relatos de redes sociais e convocações indicam protestos programados em muitas capitais e grandes cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza, Campinas, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Joinville (SC) — com horários e pontos de concentração diversos ao longo do dia”.
Fontes locais reportam grandes mobilizações em diversas cidades, com convocações populares e estimativas de presença de grupos organizados ao longo do dia.
Existem relatos informais de dezenas de cidades confirmando manifestações, sugerindo um alcance amplo nacionalmente.
Ainda assim, não há números oficiais de participantes antecipados (as projeções variam conforme cada grupo convocante).
As manifestações foram convocadas por movimentos sociais, partidos e frentes como Brasil Popular e Povo Sem Medo sob o lema “Sem Anistia para Golpistas”.
As listas das mobilizações incluem — entre muitas outras
Capitais e grandes cidades
Brasília (DF)
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (RJ)
Belo Horizonte (MG)
Fortaleza (CE)
Recife (PE)
Goiânia (GO)
Campo Grande (MS)
Porto Alegre (RS)
Curitiba (PR)
Outras cidades confirmadas em atualizações populares e levantamentos
Campinas (SP)
Florianópolis (SC)
Joinville (SC)(citada em algumas programações comunitárias)
Santos (SP)
Juiz de Fora (MG)
Uberlândia (MG)
Aracaju (SE)
João Pessoa (PB)
Natal (RN)
Veja a relação de cidades e locais onde haverá atos
CENTRO-OESTE DF • Brasília – 09h – Museu da República com Marcha até o Congresso
GO • Goiânia – 15h – Praça Universitária
MS • Campo Grande – 08h – Afonso Pena com a 14 de Julho
MT • Cuiabá – 08h – Praça Ulysses Guimarães, Av. do CPA
NORDESTE AL • Maceió – 09h – Praça 7 Coqueiros
BA • Salvador – 09h – Morro do Cristo
CE • Fortaleza – 15h – Praia de Iracema, 1750 (Espigão da Rui Barbosa) • Sobral – 18h – Boulevard do Arco
MA • São Luís – 09h – Largo do Carmo
PB • João Pessoa – 09h – Busto do Tamandaré
PE • Recife – 14h – Rua da Aurora
PI • Teresina – 09h – Praça Pedro II
RN • Mossoró – 17h – Teatro Municipal • Natal – 08h – Av. Roberto Freire (Calçada do Ferreira Costa)
SE • Aracaju – 16h – Praia da Cinelândia
NORTE AC • Rio Branco – 17h – Lago do Amor
AM • Manaus – 09h – Faixa liberada da avenida Getúlio Vargas
AP • Macapá – 16h – Praça Veiga Cabral (ao lado do Teatro das Bacabeiras)
PA • Belém – 09h – Escadinha das Docas
RO • Porto Velho – 15h – Praça da Estrada de Ferro
RR • Boa Vista – 17h – Praça das Águas
TO • Palmas – 17h – Feira do Bosque
SUDESTE ES • Vitória – 16h – UFES
MG • Belo Horizonte – 09h – Praça Raul Soares • Diamantina – 09h – Praça do Largo do Dom João (Em frente ao Mercado Novo) • Divinópolis – 08h30 – Feira do Niterói • Ipatinga – 09h30 – Feira do Canaã • Juiz de Fora – 10h – Praça da Estação • Montes Claros – 08h – Praça da Matriz • Passos – 09h – Feira Livre da JK • Poços de Caldas – 10h – Praça Pedro Sanches • Serra do Cipó – 10h – Praça Central • São João Del Rei – 09h30 – Leite de Castro com Frei Cândido • Teófilo Otoni – 08h30 – Praça dos Imigrantes • Uberaba – 10h30 – Feira da Abadia • Uberlândia – 09h30 – Praça Clarimundo Carneiro
RJ • Rio de Janeiro – 13h – Posto 5 Copacabana
SP • Araçatuba – 09h – Câmara Municipal • Araraquara – 10h – Parque Infantil (Centro) • Bauru – 14h – Parque Vitória Régia • Botucatu – 10h – Em frente à EECA • Campinas – 09h – Largo do Pará • Ribeirão Preto – 15h30 – Esplanada Pedro II • Santos – 14h – Estação da Cidadania • São José do Rio Preto – 09h – Câmara Municipal de Rio Preto • São Paulo – 13h13 – PedaLula na Praça do Ciclista (Av. Paulista, 2440) • São Paulo – 14h – Em frente ao MASP (Avenida Paulista) • Sorocaba – 10h – Praça da Bandeira, ao lado do Shopping Cianê
SUL PR • Curitiba – 14h – Boca Maldita • Maringá – 14h – Av. Brasil com Av. Getúlio Vargas (Centro)
Como os fatos contrariaram suas previsões, os jornalões trataram de minimizá-los, dizendo que “as manifestações foram menores do que as ocorreram contra a PEC da Bandidagem.”
Mariângela Fialek, a Tuca, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira.
Segundo as investigações, ela está no centro de um esquema que opera o orçamento secreto e organiza a indicação das emendas parlamentares.
Tuca, atualmente, trabalha na liderança do PP na Câmara.
Policiais fizeram buscas em salas utilizadas pela funcionária na Câmara e também na casa dela, onde apreenderam um celular e outros pertences.
O ministro Flávio Dino determinou a operação no âmbito do inquérito que apura irregularidades na destinação de verbas públicas através de emendas parlamentares.
“Mariângela Fialek, que desponta exercer o controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de uma provável organização criminosa voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”, diz trecho de manifestação da Procuradoria Geral da República destacado por Dino.
Depoimentos
No curso das investigações, foram colhidos os depoimentos dos deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI). Também foi ouvido o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e uma servidora da Câmara.
“Tais oitivas direcionaram as apurações à Representada, indicada como a principal responsável pela operacionalização do chamado ‘orçamento secreto’ no âmbito daquela Casa Legislativa”, diz a decisão de Dino.
Os depoimentos colhidos revelam que Mariângela Fialek atuava “diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas” e que efetuava as indicações em nome de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara.
“Tais circunstâncias evidenciam fortes indícios de que a Representada integra uma estrutura organizada voltada ao indevido direcionamento de emendas parlamentares, supostamente atuando sob ordens diretas da antiga Presidência da Câmara dos Deputados, exercida pelo Deputado Arthur Lira, fato que ainda está em apuração”, disse.
“Constatou-se, ainda, que, mesmo após a alteração na Presidência da Casa, ela permaneceu no exercício da função”, completa o documento.
Segundo Dino, a investigação da PF encontrou, na nuvem da servidora, indícios de que a alocação de recursos era feita de maneira totalmente informal, a partir de manuscritos de Tuca, como no caso do envio de recursos previstos para Nova Russas (CE) e realocados para Reriutaba (CE) a pedido do deputado Júnior Mano (PSB-CE) — investigado em outro inquérito sob suspeita de desviar emendas.
“Destaque-se, aliás, o incomum desapego à formalidade na formulação orçamentária; uma anotação à mão, realizada de maneira rudimentar, foi responsável pela realocação de recursos de um Município para outro”, diz o despacho.
“Lamentavelmente, não há como não comparar a maneira de controlar e organizar o orçamento secreto coordenado por Tuca a uma ‘conta de padaria’. A anotação transparece que milhões em recursos públicos eram direcionados a partir de comandos verbais, sem qualquer preocupação com projetos ou interesses republicanos de fato”, completou Dino, citando a PF.
“Mais uma vez, portanto, o indício é claro de que TUCA era a responsável por organizar o orçamento secreto. E, mais uma vez, com recursos vinculados à CODEVASF, onde Tuca mantinha assento no conselho fiscal.”
Mariângela não falou à imprensa ate agora. A assessoria de Lira afirmou ao G1 que Mariângela “não é assessora do deputado e que ele não tem o que comentar porque não é investigado”.
“No Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Brasil acorda com a notícia de um golpe. Pode dizer que é legal, que é constitucional, mas é golpe…a democracia está ameaçada”.
Essa a mensagem postada nas redes sociais logo cedo nesta quinta-feira pelo ex-ministro José Dirceu, hoje um dos mais influentes líderes da frente de esquerda que apoia o governo Lula.
Segundo Dirceu, o golpe que os militares tentaram e fracassaram, está sendo retomado pela maioria de direita no parlamento. E só há uma força capaz de deter o processo: o povo nas ruas.
“Todos aqueles que se opuseram à tentativa de 8 de janeiro tem que ir às ruas protestar contra essa decisão da Câmara que abriu caminho para a anistia aos golpistas.”