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  • Endividamento recorde atinge 78% dos lares brasileiros

    Endividamento recorde atinge 78% dos lares brasileiros

    O percentual de famílias com dívidas a vencer cresceu 0,7 ponto percentual em julho, atingindo a marca recorde de 78% dos lares brasileiros.

    O aumento em relação a julho de 2021 foi de 6,6 pontos percentuais.

    Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O total de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou em 29% em julho, ante 28,5% em junho deste ano e 25,6% em julho de 2021. Desses, 10,7% disseram não ter como pagar os compromissos assumidos, proporção 0,1 ponto percentual maior do que no mês anterior e 0,2 ponto percentual menor do que no mesmo período do ano anterior.

    O aumento do endividamento foi de 0,5 ponto percentual entre as mulheres e de 1 ponto percentual entre os homens, ficando em 80,6% e 77,5% respectivamente. Entre as mulheres, a pesquisa aponta desaceleração no endividamento nos últimos meses, mas o incremento na comparação anual foi de 8,3 pontos percentuais, enquanto entre os homens subiu 6,3 pontos percentuais.

    Por faixa de renda, a Peic aponta que as famílias na faixa acima de dez salários mínimos mensais contraíram mais 0,8 ponto percentual de dívidas em julho, chegando a 75% com dívidas.

    Na faixa com renda abaixo de dez salários mínimos, o endividamento cresceu 0,6 ponto percentual, atingindo 78,8%. Nas duas faixas, a taxa é recorde.

    Modalidades de endividamento
    Por modalidade de endividamento, a Peic mostra queda de 1,2 ponto percentual no número de famílias que devem no cartão de crédito, a terceira queda seguida.

    Entre os que têm dívidas, 85,4% possuem dívidas no cartão de crédito. Em abril, a proporção havia chegado a 88,8%.

    Na avaliação da CNC, a queda no cartão de crédito ocorreu pela busca por opções mais baratas de juros.

    “Esse movimento de queda da proporção de endividados no cartão de crédito mostra que as famílias têm buscado alternativas de crédito mais baratas no contexto de juros elevados.

    Com isso, carnês de lojas e crédito pessoal foram as modalidades que avançaram no endividamento, neste início de semestre, representando 18,8% e 9,2% do total de famílias com dívidas, respectivamente”, diz a nota da confederação.

    Inadimplência
    O número de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu 0,5 ponto percentual em julho, para 29%. A proporção é 3,4 pontos percentuais maior do que o apurado em julho de 2021.

    Já a proporção daquelas que não terão condições de saldar seus débitos ficou em 10,7%, percentual que se manteve praticamente estável no último ano.

    “A alta dos indicadores de inadimplência, após moderação e queda entre abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito restrito ao segundo trimestre no pagamento de contas e/ou dívidas já atrasadas”, avalia a CNC.

    De acordo com a confederação, o mercado de trabalho está absorvendo trabalhadores com menor nível de escolaridade e de maneira informal, o que aumenta a incerteza na gestão das finanças pessoais.

    Além disso, segundo a CNC, a inflação elevada achata os rendimentos e dificulta a organização do orçamento familiar.

    Os dados da Peic são coletados em todas as capitais e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. Os principais tipos de dívida levantados são cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Eleições 2022: mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro

    Eleições 2022: mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro

    Nas eleições de outubro, mais uma vez, as mulheres são a maioria entre pessoas aptas a votar.

    Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos mais de 156,4 milhões de eleitores que poderão participar do pleito nos dois turnos, 53%, pouco mais de 82,3 milhões, são do gênero feminino e 74 milhões do masculino, que equivale a 47%.

    Na distribuição regional dos eleitores, os três maiores colégios eleitorais – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram quase a metade dos votos do país (42,64%).

    O estado de São Paulo, que sozinho detém 22,16% dos eleitores, há cerca 18,3 milhões de mulheres e 16, 2 milhões homens em condições de votar.

    Na segunda posição do ranking, o eleitorado mineiro é formado por 8, 5 milhões de mulheres e 7,7 milhões de homens.

    Já o Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral brasileiro, os votos femininos superam em 1 milhão os dos homens. No estado, 6,9 milhões de votantes são do gênero feminino e 5, 9 milhões do masculino.

    A Bahia vem na quarta posição, com cerca de 11,2 milhões de eleitores. Lá, as mulheres correspondem a 52,5% dos votantes, enquanto os homens representam 47,5% do eleitorado baiano.

    Perfil
    Segundo o TSE, a maior parte das eleitoras brasileiras (5,33%) tem de 35 a 39 anos, seguida das mulheres com idade entre 40 e 44 anos (5,32%). A faixa de 25 a 29 anos soma 5,2%. Apesar do voto no Brasil ser obrigatório entre 18 e 70 anos, um dado curioso é o de eleitoras com 100 anos ou mais: são 87,4 mil.

    Exterior
    Entre eleitores que moram no exterior, elas, também estão em maioria. Das quase 700 mil pessoas que moram fora do país e se habilitaram para votar para o cargo de presidente da República, 59% são mulheres e 41% homens.

    Representação
    Números tão expressivos ainda não se refletem em assentos políticos e de poder. Segundo o TSE, nesses espaços, as mulheres continuam sub-representadas. Nas Eleições Gerais de 2018, apenas seis das 81 vagas do Senado Federal foram conquistadas por mulheres. Na Câmara, dos 513 eleitos somente 77 eram do sexo feminino. Em 2018, apenas uma governadora foi eleita: Maria de Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte (RN).

    Para incentivar a entrada e a permanência das mulheres na política, o TSE lançou, em junho de 2022, a nova campanha Mais Mulheres na Política 2022. Exibida nacionalmente em emissoras de rádio e de televisão, redes sociais da Justiça Eleitoral e no Portal do Tribunal, a campanha enfatiza a diferença entre o Brasil real, de forte presença feminina, e o Brasil político, universo no qual as mulheres ainda são minoria.

    Na avaliação do presidente da Corte Eleitoral, ministro Edson Fachin, a democracia sem a expressão do feminismo se atrofia, torna-se uma mera formalidade, perde a representatividade. Para o ministro, a democracia, para ser plena, tem que apresentar a sua face feminina.

    “Além da questão da visibilidade das mulheres, há também a questão da efetividade das medidas que visam garantir a elas o acesso e a voz nos espaços da vida política do país. A Justiça Eleitoral está do lado da materialização dos direitos que são inerentes à condição feminina”, destacou à época do lançamento da campanha.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Cooperativa mais antiga do Paraná cresce 22% em 2022

    Em 01 de agosto, a Frísia Cooperativa Agroindustrial completa 97 anos de história. Tudo começou em 1925, quando sete produtores fundaram a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios. A ideia original, do que viria a ser a primeira cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, era facilitar a transformação do leite em queijo e manteiga. 97 anos mais tarde, o trabalho dos pioneiros e o desenvolvimento cooperativo fizeram da região dos Campos Gerais a mais expressiva bacia leiteira do país atualmente.

    O resultado deste trabalho está refletido no desempenho e faturamento da cooperativa. No primeiro semestre de 2022, o faturamento líquido acumulado foi de R$ 3.02 bilhões, uma alta de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela produção de grãos e laticínios.  No fechamento deste balanço, a cooperativa Frísia alcançou a marca de 1.011 cooperados, mais de 590 mil toneladas de grãos recebidos, mais de 149 milhões de litros de leite produzidos e cerca de 74 mil leitões comercializados no período.

    “A cooperativa é hoje referência em produção agroindustrial. Isso é resultado da filosofia cooperativista que a Frísia vem adotando nos seus 97 anos de história. Sabemos que, juntos, conseguimos superar os desafios do dia a dia e buscar novas soluções para aumentar a produtividade, sempre pensando no crescimento do produtor, na qualidade de vida animal e na sustentabilidade”, afirma o presidente, Renato Greidanus.

    Ao longo da sua história, a cooperativa incentivou e incentiva a inovação dos seus cooperados e da região através da realização de eventos como a ExpoFrísia, feira que reúne criadores e animais com alto padrão genético, reprodutivo e produtivo, a Digital Agro, que é um ponto de encontro para se discutir a agricultura e a pecuária do futuro, focada na tecnologia digital para aumentar a produtividade e reduzir custos ao produtor, e o Show do Cerrado, com a difusão de tecnologia, conhecimento e fortalecimento do setor agropecuário na região norte do país.

    Além de acreditar na união de produtores, a Frísia também aposta na união das cooperativas. Juntas, as cooperativas Frísa, Castrolanda e a Capal, atuam numa aliança estratégica em forma de intercooperação – a Unium, que congrega as marcas de varejo Colônia Holandesa, Naturalle e Colasso (leite); Alegra (carne suína e derivados) e Herança Holandesa e Precisa (trigo). A intercooperação vem contribuindo, desde o ano de 2011, com o desenvolvimento e o crescimento do estado.

    Contribuição ao desenvolvimento que é reconhecida

    Recentemente, a Frísia conquistou diversos reconhecimentos da sua atuação no agronegócio nacional. Ficou na 49ª colocação entre as maiores empresas do Sul do Brasil no ranking “500 Maiores do Sul”, organizado pelo Grupo Amanhã com o apoio técnico da PwC; na lista Forbes Agro 100, que traz as maiores empresas de capital aberto no país, a cooperativa conquistou o 50º lugar; na última edição do Valor 1.000, que usa critérios como as receitas, despesas, margens e dívidas, a Frísia ficou na 218ª posição; já na edição publicada em 2021 da Época 360º, ranking da revista Época Negócios, que apresenta as 500 maiores empresas do País, a cooperativa ficou na  223ª posição. O trabalho da Frísia para a redução das emissões de gases do efeito estufa garantiu o Selo Clima Paraná, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná (Sedest/PR).

    A Frísia também fortaleceu seu compromisso com a integridade, ética e transparência, com dois importantes atos: a cooperativa aderiu ao Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, do Instituto Ethos, e foi a primeira cooperativa do Paraná a constar no cadastro AgroÍntegro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. São duas iniciativas que reconhecem ações efetivas na implementação de práticas de integridade, ética e transparência. Os reconhecimentos são resultado do trabalho do Programa de Integridade Frísia.

    Rumo aos 100 anos

    Em 2020, a cooperativa apresentou aos associados e colaboradores o Planejamento Estratégico “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas e ações para serem aplicadas até 2025, ano do centenário da Frísia. Entre as ações estão previstos incentivos para um aumento da produção agropecuária e investimentos na intercooperação. Até 2025 deve ser investido quase R$ 1 bilhão em expansão e novos negócios. Ainda em 2022, o planejamento é iniciar os trabalhos com o beneficiamento de sementes de cevada e ampliação de dois entrepostos  no Tocantins.

    Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial

    Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA).

     

  • Fim da Era Simon: pela primeira vez, MDB não disputa o governo do RS

    Fim da Era Simon: pela primeira vez, MDB não disputa o governo do RS

    Pela primeira vez o MDB não tem candidato numa eleição para o governo do Rio Grande do Sul.

    Fundado num tempo em que os governadores eram nomeados, o partido teve que esperar doze anos para disputar a primeira eleição, em 1982, que perdeu.

    Desde então, disputou todas as eleições e, nesses quarenta anos, fez quatro governadores – Simon, Britto, Rigotto e Sartori montou a maior estrutura partidária no Estado, com 33 coordenadorias regionais e 487 diretórios municipais (97% do Estado).

    Não é mais a mesma força que foi no período da redemocratização, quando aglutinou as principais correntes da oposição ao regime militar. Dividido e fisiológico, chegou ao fundo do poço ao se aliar ao bolsonarismo galopante nas eleições de 2018.

    Mas, ainda tem no Estado oito deputados estaduais, quatro federais, 135 prefeitos, 125 vice-prefeitos, 1.156 vereadores, 262 mil filiados.

    Agora, depois de um longo e penoso processo de disputa interna,  decidiu em convenção aliar-se ao PSDB, com o deputado Gabriel de Souza na condição de vice do ex-governador Eduardo Leite, que tenta a reeleição.

    A convenção em que foi decidido esse caminho no último domingo, 31, é a própria imagem do partido, na sua fração mais representativa, no Rio Grande do Sul. Além de espelhar a divisão ( a aliança com o PSDB foi decidida por 239 votos a favor e 212 contra), marcou o fim de um ciclo ao longo do qual pairou a liderança do ex-senador Pedro Simon, agora derrotado junto com as figuras históricas do partido. Aos 92 anos, Simon viu pela primeira vez o MDB gaúcho seguir um caminho diverso daquele que sua liderança, até então inquestionável, recomendou.

     

     

  • País da carne, Uruguai consome 90 quilos per capita ao ano, triplo da média mundial

    País da carne, Uruguai consome 90 quilos per capita ao ano, triplo da média mundial

    Considerado produtor da melhor carne do mundo, o Uruguai também é, proporcionalmente, o maior exportador e o maior consumidor de carne bovina, de acordo com uma pesquisa recente*.

    No mundo, a média de consumo per capita de todos os tipos de carnes é de 34 quilos por pessoa, por ano. No Uruguai a média supera os 90 quilos per capita por ano.

    A pesquisa, financiada pelo Instituto Nacional de Investigação Agropecuária, comparou dados de 172 países, considerando também o percentual de vegetarianos (que não consomem carne, mas incluem leite e ovos em suas dietas), veganos (que não consomem nenhum tipo de proteína de origem animal), pescetarianos (vegetarianos que consomem peixe e frutos do mar) e flexitarianos (vegetarianos que de vez em quando comem carne e derivados).

    A pesquisa  considerou a região, o sexo , a idade e o nível educacional dos consumidores, assim como seu nível de renda.

    No Uruguai, constatou-se que apenas 9% não consomem carne, numa população em que a cultura do assado e da “parrilla” antecede à própria formação do país.

    Desses 9% que não consomem carne, 1% são veganos,  5% são vegetarianos, 3% são pescetarianos e 2% que não consomem por motivos, doenças, por exemplo.

    A análise das respostas dos mais jovens, no entanto, mostra que essa realidade está mudando. Na faixa entre 18 e 19 anos, por exemplo, o percentual dos que não comem carne chega a 20%, porque são veganos, vegetarianos, ou pesceterianos. Entre os que têm educação  de nível superior, o percentual chega a 13%.

    Quanto aos motivos para não comer carne, 73% dizem que é pela saúde, 44% por questões ligadas ao “bem estar animal” e 39% pela questão ambiental.

    *Perspectivas de la carne: asociaciones mentales de los consumidores uruguayos y motivos subyacentes en los cambios de consumo.

  • Eleições 2022: O fator Olívio

    Eleições 2022: O fator Olívio

    Ainda estamos muito perto do fato para poder avaliar devidamente o impacto da decisão de Olívio Dutra de entrar na disputa eleitoral,  a pouco mais de 60 dias do pleito.

    Aos 81 anos, o ex-prefeito e ex-governador foi motivado pelo aceno que Lula fez à ideia de um orçamento participativo federal, como contraponto ao “orçamento secreto” do centrão.

    Prefeito que implantou o orçamento participativo que deu notoriedade internacional a Porto Alegre, a partir de sua eleição em 1988, Olívio se propõe a ajudar a construir um orçamento participativo em âmbito federal. Quer chegar ao senado com essa bandeira.

    Para Edegar Pretto, o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, que esteve questionado em certo momento, Olívio representa um selo de legitimidade dentro do partido. Mais do que isso: no ponto mais frágil de Pretto, que é o eleitorado de Porto Alegre, onde é pouco conhecido,  Olívio, com popularidade quase mítica na capital, pode ser um fator decisivo.

    Sim, é bem provável que Olívio Dutra, aos 81 anos, dê uma virada na eleição no Rio Grande do Sul.

     

  • 36 entidades de ensino e pesquisa protestam contra fechamento de cursos na Unisinos

    Manifesto contra o fechamento                                 dos cursos de Pós-Graduação:

    As entidades abaixo assinadas vêm a público se manifestar contra o fechamento pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) de seus programas de pós-graduação em diversas áreas.

    Tal atitude tem como fundamento privilegiar resultados financeiros em detrimento das contribuições da produção científica e do impacto social desses Programas.

    No caso recente, chama a atenção a solidez e qualificação dos programas de pós-graduação, alguns com mais de 30 anos de existência, com notas 6 ou 5 junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

    O fechamento dos Programas traz impactos para além da demissão de valorosos/as pesquisadores/as, referências em suas áreas de expertise, e do enxugamento do compromisso com a ampliação do sistema de Pós-Graduação, até então meta da CAPES,
    do Plano Nacional de Pós-Graduação e do Plano Nacional de Educação 2014-2024.

    Com a extinção dos programas desaparecem Grupos de Pesquisas essenciais e com repercussão nacional e internacional, revistas acadêmicas, além do prejuízo a pesquisadores/as com bolsas de produtividade científica que compõem o quadro de docentes.
    Estes programas, por fazerem parte do sistema de pós-graduação, foram contemplados com fatias importantes do investimento público por meio de bolsas e incentivos à pesquisa.

    Sua extinção institucional unilateral é um contrassenso do ponto de vista de qualquer intenção de fortalecimento da política científica no Brasil e configura também um atentado ao investimento público realizado durante estes anos todos de construção dos programas.
    Não é admissível que Universidades que recebem financiamento público em pesquisa possam adotar estas ações de forma unilateral com base apenas em discussões de dividendos e lucros privados, rompendo com compromissos assumidos junto ao Sistema Nacional de Pós-Graduação e à Sociedade Brasileira.
    Neste sentido, as entidades se solidarizam com colegas demitidos/as, estudantes prejudicados/as, funcionários/as dedicados/as e, principalmente, demandam por parte do ente público ações imediatas de cobrança da responsabilidade da Universidade.

    Desta e de outras que estejam com as mesmas ações.
    Nossa solidariedade a pesquisadores/as, alunos/as e funcionários/as que enfrentam decisão tão daninha para a pesquisa e o País.

    Assinam:

    -Fórum das Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Letras, Linguística e Artes -FCHSSALLA
    -Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência-SBPC
    -Associação de Linguística Aplicada do Brasil – ALAB
    -Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC
    -Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística – ANPOLL
    -Associação Nacional de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião – ANPTECRE
    -A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN)
    -Associação Brasileira de Professores de Língua Inglesa da Rede Federal de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico – ABRALITEC
    -Associação Brasileira de Relações Internacionais – ABRI
    -Associação Brasileira de Antropologia – ABA
    -Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos – SBEC
    -Associação Brasileira de Literatura Comparada – ABRALIC
    -Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS
    -Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – ANPPOM
    -Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo – ANPTUR
    -Associação Brasileira de Ensino de Biologia – SBEnBio
    -Associação Nacional de Política e Administração da Educação – ANPAE
    -Associação Brasileira de Educação Musical – ABEM
    -Associação Brasileira dos Pesquisadores em Publicidade – ABP2
    -Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia – ANPOF
    -Associação Brasileira de Hispanistas – ABH
    -Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações
    Públicas – ABRAPCORP
    -Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura – ABCIBER
    -Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação- ANCIB
    -Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – COMPOS
    -Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED
    -Associação Brasileira de Psicologia Política – ABPP
    -Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional – ANPUR
    -Associação Nacional de Pesquisa e Pós – graduação em Psicologia – ANPEPP
    -Associação Brasileira de Psicologia Social – ABRAPSO
    -Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo ( SBPJor)
    -Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial – ABPEE
    -Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação –SOCICOM
    -Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia – ALCAR
    -Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular –
    ABPCom

  • Pesquisa do IBGE: salários representam 7,5% das receitas líquidas na indústria

    Pesquisa do IBGE: salários representam 7,5% das receitas líquidas na indústria

    Num ano, 2020, em que teve receitas líquidas de R$ 4 trilhões, a indústra brasileira pagou R$ 308 bilhões em salários, ou seja cerca de 7,5% do total.

    Nos dez anos, entre 2011 e 2020,  o setor industrial cortou 1 milhão de empregos e reduziu a média salarial.

    Na indústria de transformação, em emprega quase 50% da mão de obra do setor, a média salarial foi de 2,9 salários mínimos. A média geral foi de 3 salários mínimos mensais, por influência das indústrias extrativas, onde a média foi de 4,6 salários mínimos. Esse resultado foi influenciado sobretudo pela remuneração elevada no setor de extração de petróleo e gás natural, cujo salário mensal, em média, alcançou 22,7 salários mínimos em 2020.

    As causas do corte de emprego e salários: evolução da tecnologia, concorrência com o setor externo e dependência do consumo interno.

    Entre os dez principais produtos industriais do país, destaca-se o minério de ferro, com receita de R$ 145,7 bilhões e participação de 4,8% no total, por conta do aumento de mais de 70% no preço da tonelada do minério em 2020, sustentado pela demanda chinesa.

    Ultrapassou óleos brutos de petróleo, o segundo no ranking, com receita líquida de R$ 95,5 bilhões e participação de 3,1% no total, cuja cotação do barril de petróleo recuou em 2020.

    Em seguida, vêm carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (R$ 73,6 bilhões e 2,4% de participação), óleo diesel (R$ 70,5 bilhões e 2,3%) e álcool etílico (etanol) não desnaturado para fins carburantes (R$ 49,4 bilhões e 1,6%). Os dez maiores produtos, em conjunto, concentraram 20,9% do valor das vendas em 2020.

    Segundo o IBGE, entre os 100 principais produtos, os dez que mais perderam posições no ranking em relação a 2019 foram alguns que sofreram fortes impactos com medidas para combater a disseminação da covid-19, como o isolamento social e paralisações das fábricas.

    As duas maiores quedas no ranking estão associadas ao setor de aviação: querosene de aviação, que recuou 58 posições, ao passar da 28ª para a 86ª posição, e serviço de manutenção e reparação de aeronaves, turbinas e motores de aviação, que passou da 67ª para a 90ª posição, perdendo 23 posições.

  • Pré-candidatos ao governo gaúcho discutem desenvolvimento regional

    Pré-candidatos ao governo gaúcho discutem desenvolvimento regional

    Com a participação dos pré-candidatos ao governo do RS, acontece nessa quarta-feira, dia 20, a mesa de encerramento do seminário  sobre Desenlvolvimento, Desigualdades Regionais e Planejamento Federativo no Estado, em curso desde o dia 4 de julho, por iniciativa da Rede Estação Democracia.

    Na ARI – Associação Riograndense de Imprensa, avenida Borges de Medeiros, 915, 7o andar.

     

  • Líder indígena será candidata a vice-presidente da República na chapa do PSTU

    Líder indígena será candidata a vice-presidente da República na chapa do PSTU

    Kunã Yporã, conhecida também como Raquel Tremembé, será a vice-presidente na chapa do PSTU,  que tem Vera como candidata à presidência da República nas eleições de 3 de outubro.

    A pré-candidatura será formalizada em evento virtual na sexta-feira, 22, às 19h.

    “A chapa será composta por duas mulheres, uma operária negra e uma indígena, onde temos o desafio de apresentar um programa socialista contra toda forma de exploração e opressão. Na defesa de uma sociedade que respeite os direitos das populações tradicionais, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, assegurando demarcação, titulação e posse de suas terras e respeitando sua cultura e seu modo de vida”, declarou Kunã Yporã, que é maranhense.

    “A defesa de uma sociedade igualitária, sem explorados e oprimidos, onde os recursos naturais e a riqueza produzida pelo trabalho do povo sejam todas utilizadas para garantir vida digna a todas e todos, onde seja assegurada a preservação do meio ambiente. Uma sociedade que acabe com toda a violência contra os setores mais desprotegidos e que assegure a todas e todos não apenas condições materiais para uma vida digna, mas também acesso ao conhecimento, à cultura, ao lazer e a toda liberdade necessária para sua realização plena como seres humanos”, completa.

    Quem é a candidata

    Kunã Yporã (Raquel Tremembé) tem 39 anos de idade,  da etnia Tremembé do Estado do Maranhão. É pedagoga.

    É integrante da Articulação da Teia de Povos de Comunidades Tradicionais do Maranhão e membro da Secretaria Executiva Nacional da Centra Sindical e Popular (CSP)-Conlutas

    “Kunã Yporã (Raquel Tremembé) é parte atuante das mobilizações dos povos indígenas contra o governo de Bolsonaro e Mourão, que governam a serviço dos interesses de latifundiários, mineradoras, madeireiras, garimpeiros e grileiros, patrocinando diversos ataques aos povos originários, seja contra seus territórios, suas vidas e também de extermínio cultural”, segundo a nota do partido.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

    _Fotos:_ Divulgação