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  • Cidade dos que moram na rua seria uma das 100 maiores do Brasil

    Cidade dos que moram na rua seria uma das 100 maiores do Brasil

    Se fossem reunidos num único local todos os brasileiros que estão vivendo em situação de rua, eles formariam uma das 100 maiores cidades do país, em população.

    Não há um número exato.  O último levantamento de julho deste ano revela que o  número de “pessoas sem residência formal” no Brasil e que estão inscritas no Cadastro Único praticamente dobrou em cinco anos, passando de 116.799 em 2018 para 221.113 em julho do ano passado.

    Também quase dobrou o número de municípios com pessoas vivendo em situação de rua, passando de 1.215 em 2015 para 2.354 no ano passado.

    Isso significa que, em 2023, quase 42% dos municípios brasileiros tinham pessoas vivendo nessa condição. Essa é a situação revelada pelas estatísticas do governo.  Os números reais são maiores, as próprias prefeituras admitem.

    Somados os números, oficiais e estimados, essa população equivale no mínimo a uma cidade do porte de Gravataí ou Santa Maria, que estão entre as 100 maiores do país, na faixa dos 300 mil habitantes.

    São Paulo, a maior cidade brasileira, concentra a  maior parte dessa população: uma em cada quatro pessoas em situação de rua no Brasil vive na cidade de São Paulo, aponta o Observatório Nacional dos Direitos Humanos.

    Segundo o Observatório, a cidade de São Paulo tinha, em julho de 2023, um total de 54.812 pessoas vivendo em situação de rua. Esse número pode ser ainda maior, pois o dado levou em consideração apenas as pessoas inscritas no Cadastro Único. A cidade do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 14.004 pessoas cadastradas, representando 6,3% do total da população em situação de rua do país. Em terceiro lugar está Belo Horizonte, somando 11.796 pessoas (5,3% do total do país).

    O presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Robson Mendonça, estima números maiores. “Há 69 mil pessoas vivendo em situação de rua na cidade de São Paulo”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    Além de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, outras sete cidades somam mais da metade (51,5%) do total dessa população em 2023. São elas: Salvador, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Florianópolis.

    Perfil da população em situação de rua no país em 2023: majoritariamente masculino (88%) e em idade adulta (57% tinham entre 30 e 49 anos). A maior parte (68% do total) era formada por pessoas negras (somando 50% pardas e 18% pretas).

    Entre os principais motivos apontados para a situação de rua estavam os problemas familiares (44%), seguido pelo desemprego (38%) e o alcoolismo e/ou uso de drogas (28%).

    Já com relação ao tempo, a maior parte das pessoas cadastradas (60%) informou encontrar-se nessa situação há dois anos. Segundo os dados, 12% do total informaram viver nas ruas há mais de dez anos.

    Como fonte de renda, as principais atividades indicadas foram a de catador de material reciclável (19%) e a de pedir dinheiro nas ruas (11%). Quanto ao local de nascimento, 38% nasceram no município atual, 57% em outro município e 5% em outro país (10.069 pessoas).

    Segundo Robson Mendonça, as principais políticas públicas para que as pessoas possam sair dessa condição de rua são habitação e emprego. Em São Paulo, uma lei (17.252, de 2019) determina que todo órgão público municipal, quando abrir uma licitação, deve reservar no mínimo 2% das vagas para a população em situação de rua. “E isso não é cumprido”, reclamou.

    A lei municipal de São Paulo a que Mendonça se refere é a 17.252, de 2019, que determina a reserva de cota mínima de vagas de trabalho em serviços e obras públicas para pessoas em situação de rua e que foi regulamentada em 2023. Por essa lei, todo edital de contratação por prazo igual ou superior a 120 dias deverá estabelecer a exigência de disponibilizar no mínimo 2% das vagas para destinação a pessoas que estejam inseridas na rede de serviços e programas para pessoas em situação de rua da prefeitura.

    Violência
    Entre 2015 e 2022, foram feitas 48.608 notificações de violência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que tiveram como motivação principal a condição de situação de rua da vítima. Isso representa uma média de 17 notificações de violência por dia.

    Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, os números, no entanto, devem ser ainda maiores porque essas notificações contabilizaram apenas as situações em que um agente público registrou a informação sobre a situação de rua da vítima no sistema.

    A maior parte das vítimas dessa violência é formada por mulheres. Apesar de representarem apenas 13% do total de pessoas vivendo nas ruas, as mulheres foram vítimas de 40% dos casos de violência notificados em 2022. Entre os homens, as maiores vítimas de violência nas ruas são os jovens negros: 63% do total eram negros e a faixa etária com mais notificações de violência estava entre os 20 e 29 anos (26% do total de casos notificados).

    Os principais autores da agressão (39% do total) eram pessoas desconhecidas das vítimas.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Reajuste do salário mínimo vai injetar 70 bilhões na renda dos trabalhadores

    O novo salário mínimo de R$ 1.412, entrou em vigor nesta segunda-feira, 1. Ele é 6,97% maior que o salário de R$ 1.320, que vigorou de maio a dezembro de 2023.

    Considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o período de maio – mês em que houve o último reajuste – a dezembro de 2023, o ganho real chegou a 5,77%, conforme calculou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    O reajuste do salário mínimo beneficiará 59,3 milhões de trabalhadores e resultará em um incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilhões, segundo o Diese.

    A entidade estima que o governo – União, estados e municípios – arrecadará R$ 37,7 bilhões a mais por causa do aumento do consumo atrelado ao salário mínimo maior.

    De 2007 a 2019, vigorava a política semelhante à atual, em que o salário mínimo era corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Quando o PIB encolha, havia a reposição apenas pela inflação.

    De 2020 a 2022, o salário mínimo passou a ser corrigido apenas pelo INPC, sem ganhos reais.

    No ano passado, houve dois aumentos. De janeiro a maio, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.302, com ganho real de 1,41%. A partir de maio, quando o governo editou a medida provisória retomando a política salarial anterior, o salário passou para R$ 1.320, com valorização real de 2,8% em relação ao mínimo de 2022.

    Orçamento

    O projeto de lei do Orçamento de 2024 estimava salário mínimo de R$ 1.421. No entanto, com a queda do INPC ao longo do segundo semestre, o valor final ficou em R$ 1.412, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de dezembro.

    Por causa dos benefícios da Previdência Social atrelados ao salário mínimo, o novo valor, de R$ 1.412, aumentará os gastos da União em R$ 35 bilhões neste ano. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas do governo em R$ 389 milhões. Os cálculos, no entanto, não consideram os ganhos de arrecadação decorrentes do aumento do consumo.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Expectativa por concursos aumenta 30% matrículas nos cursos preparatórios

    Um levantamento do jornal Extra, do Rio, mostra como a expectativa por concursos públicos previstos para 2024 fez crescer em mais de 30% as matrículas nos cursos preparatórios.
    O jornal publicou uma relação “dos processos seletivos mais aguardados no país”. Só no âmbito do Rio de Janeiro
    a previsão para o ano é de 10.907 vagas, até o momento.
    Segundo o jornal, já estão anunciados concursos para a Caixa, Correios, INSS, MPU, Polícia Federal e PRF. Além disso, um segundo Concurso Nacional Unificado deverá ocorrer no próximo ano e o judiciário que realizará concurso para preenchimento de vagas.
    Como destaques nos concursos para o Estado do Rio, o estão as seleções para Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Tribunais e Ministério Público. Ainda estão previstos concursos para a Prefeitura do Rio, como o da Procuradoria-Geral, Guarda Municipal e Secretaria municipal de Educação.
    As cidades de Petrópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Maricá, Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Macaé e Volta Redonda também anunciaram a realização de concurso em 2024.
    Os especialistas consultados pelo jornal recomendam que o candidato comece a se preparar já, sem esperar pelos editais.
    — O maior erro que um candidato pode cometer é iniciar os estudos somente quando o edital é divulgado. O intervalo até as provas costuma variar entre 60 e 90 dias. Sendo assim, fica complicado fazer uma preparação adequada: estudar todo o conteúdo programático, fazer revisões e simulados — recomendou Marco Brito, diretor pedagógico da Degrau Cultural.

    No âmbito federal, 2023 foi um período da retomada dos concursos. Mais de oito mil vagas foram autorizadas em 2023 só no Executivo Federal.
    Já foram realizados concursos para Transpetro, Petrobras, Dataprev e BB Tecnologia, entre outras. Em 2024, o concurso unificado será uma novidade do terceiro mandado de Lula, que permitirá que concurseiros tentem uma chance em mais de um órgão, pagando apenas uma taxa e fazendo uma mesma prova.
    Mas a onda de oportunidades não ficou restrita ao cenário federal.
    — Em âmbitos estadual e municipal, também foi um ano muito positivo para o Rio. O governo do estado abriu concursos para o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, AgeRio, Controladoria Geral do Estado, por exemplo. A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu concurso para a Controladoria Geral do Município e Secretaria Municipal de Fazenda. Tivemos também concursos para Niterói, São João de Meriti, Nilópolis, Maricá e vários outros municípios — lembra Brito.
    Seleções mais esperadas
    Abaixo uma lista publicada pelo Extra com os principais concursos nacionais previstos para o ano que começa.
    Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
    Situação atual: Previsto
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: A definir
    -Casa da Moeda do Brasil
    Situação atual: Banca definida
    Cargos: Técnico e analista
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 68
    Polícia Rodoviária Federal (PRF)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Policial rodoviário e agente administrativo
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 5.121 vagas
    -Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
    Situação atual: Comissão formada
    Cargos: Analista e inspetor
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 60
    Secretaria do Tesouro Nacional
    Situação atual: Autorizado
    Cargos: Auditor federal
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 40
    Ministério da Economia
    Situação atual: Solicitado
    Cargos : Analista e assistente
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 160
    Tribunal de Contas da União (TCU)
    Situação atual: Comissão formada
    Cargos: Auditor
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: A definir
    Agência Nacional de Proteção de Dados
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: A definir
    Escolaridade: A definir
    Número de vagas: 213 vagas
    Ministério Público da União (MPU)
    Situação atual: Banca em definição
    Cargos: Técnico e analista
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: A definir
    Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
    Situação atual: Autorizado
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 890
    Polícia Federal (PF)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 734
    Superintendência de Seguros Privados (Susep)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Analista e técnico
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 302 vagas
    Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
    Situação atual: Previsto
    Cargos: Perito
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 1.700
    Receita Federal
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Diversos administrativos
    Escolaridade: Níveis de médio e superior
    Número de vagas: 1.310

  • Pacote para cortar incentivos aumenta em 70% o imposto da cesta básica

    Pacote para cortar incentivos aumenta em 70% o imposto da cesta básica

    A Federação do Comércio, Fecomércio, divulgou uma análise dos quatro decretos que o governador Eduardo Leite publicou no final do ano,  revisando “benefícios fiscais” concedidos a empresas ou segmentos empresariais pelo governo do Estado.

    A maioria dos incentivos revisados atingem “as indústrias e o agronegócio”.

    Os analistas do “Núcleo Jurídico Tributário” da Fecomércio  não arriscam estimativas do impacto financeiro, nem nos setores empresariais, nem na arrecadação do governo.

    Destacam, porém, a elevação de 7% para 12% (aumento de 71%) do ICMS sobre os produtos da cesta básica de alimentos, que foi reduzida.  Foram  retirados da lista “arroz beneficiado, batata, carnes, cebola, farinha de trigo, feijão, hortaliças, verduras e frutas frescas, leite fluido, exceto o UHT, ovos frescos, pão e peixes”. Esses ítens voltarão a pagar o ICMS cheio ( 17%)? A análise não esclarece.

    “A mudança atinge o setor de alimentos e deverá ser sentida pelo consumidor”, diz a nota divulgada pela Fecomércio. Em outras palavras: o consumidor, principalmente o de mais baixa renda, é quem vai pagar a conta.

    Também a cesta básica de medicamentos – que inclui aspirina, insulina, penicilina – será onerada, com a obrigação de devolver parte (até 40%) do incentivo recebido para um fundo social que o governo vai criar.

    Os decretos entram em vigor em 1° de abril de 2024.

    Conclusão dos analistas: 
    Foram alterados vários benefícios, na sua grande maioria destinados ao setor industrial e agronegócio.
    Uma das principais alterações foi a ampliação da carga tributária da cesta básica de alimentos, que passará de 7% para 12%, e a exclusão de alguns produtos da cesta
    básica, que atingirá não apenas o setor de alimentos (mercados em geral) como também o consumidor final.

    Ainda, condicionou o aproveitamento de benefício de isenção de alguns produtos, como os agrotóxicos, e também de redução de base de cálculo de outros itens a
    depósitos prévios.

    Novamente, a grande maioria pertencente ao setor industrial, mas alguns deles poderão afetar o setor atacadista, e também, mesmo que indiretamente, o varejo, como o de material de construção, alguns alimentos (feijão, alho, arroz, batatas congeladas).

    Nestas condicionantes entram também a cesta básica de medicamentos, que afetará o setor farmacêutico como um todo, além do setor atacadista de lentes e óculos de
    sol.
    Por fim, destacamos que a efetivação desses depósitos somente será possível após a criação do Fundo (necessária aprovação de Lei Estadual) e publicação de Instruções Normativas da Receita Estadual sobre o procedimento.
    Porto Alegre, 19 de dezembro de 2023
    Catiuce Lopes
    Advogada
    Moisés Lucchese Mendes
    Advogado
    Tatiane Correa
    Gerente do Núcleo Jurídico Tributário

    Cesta Básica De Alimentos 
     Açúcar
     Banha suína
     Café torrado e moído
     Conservas de frutas frescas, exceto de amêndoas, avelãs, castanhas e nozes;
     Farinha de trigo com adição de fosfatos minerais, antioxidantes, emulsificantes, vitaminas ou fermento químico, farinhas de arroz, de mandioca e de milho
     Leite UHT – Ultra High Temperature
     Margarina e cremes vegetais
     Óleos vegetais comestíveis refinados, exceto de oliva
     Sal
     Misturas e pastas para a preparação de pães

    Cesta básica de medicamentos
     Ácido Acetil Salicílico
     Ampicilina
     Cimetidina
     Cinarizina
     Eritromicina
     Furosemida
     Hidroclorotiazida
     Insulina NPH-100
     Isossorbida
     Metildopa
     Nifedipina
     Penicilina
     Propanolol
     Salbutamol
     Sulfametoxazol + Trimetopima
     Verapamil

     

  • Ministros de Lula defendem regulação das redes após morte de jovem vítima de fake news

    Ministros de Lula defendem regulação das redes após morte de jovem vítima de fake news

    Ministros do governo federal defenderam a regulação das redes sociais para combater a disseminação de notícias falsas, após a morte de uma jovem de 22 anos.

    As declarações foram dadas neste sábado (23) pelo ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, e pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

    Na sexta-feira (23), Jéssica Canedo, moradora de Araguari (MG), foi encontrada morta. Jéssica passou a ser alvo de ataques virtuais nas redes sociais após o perfil de notícias de celebridades Choquei divulgar que a jovem teria um relacionamento amoroso com o humorista Whindersson Nunes.

    O suposto relacionamento foi negado pelo artista e pela jovem, mas a desinformação não foi retirada das plataformas. Segundo a família, ela sofria de depressão.

    Em postagem nas redes sociais,  o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio de Almeida, declarou que a regulação das redes sociais é um “imperativo civilizatório”.

    “A irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais diante de conteúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos nela propagam tem destruído famílias e impossibilitado uma vida social minimamente saudável”, escreveu.

    A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que a morte de Jéssica foi causada pela “irresponsabilidade” de perfis que lucram com a misoginia e a disseminação de mentiras.

    “É inadmissível que o conteúdo mentiroso contra Jéssica, que fez crescer uma campanha de difamação contra a jovem, não tenha sido retirado do ar nem pelo dono da página nem pela plataforma X ao longo de quase uma semana, mesmo depois dos apelos da própria Jéssica e de sua mãe”, completou a ministra.

    Em nota, o perfil Choquei afirmou que não houve “qualquer irregularidade” nas informações publicadas  e que as postagens foram feitas com os “dados disponíveis no momento”.

    “O perfil Choquei, por meio de sua assessoria jurídica, vem esclarecer aos seus seguidores e amigos que não ocorreu qualquer irregularidade na divulgação das informações prestadas por esse perfil. Cumpre esclarecer que não há responsabilidade a ser imputada pelos atos praticados, haja vista a atuação mediante boa-fé e cumprimento regular das atividades propostas”, declarou.

  • Entrevista Jair Krischke: O risco de se perder a memória das ditaduras

    Entrevista Jair Krischke: O risco de se perder a memória das ditaduras

    Jair Krischke, 85 anos, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, é personagem do documentário “Imprescindível”, que será lançado nesta quarta feira, 13/11, na Casa de Cultura Mário Quintana.

    Reproduzimos a entrevista de Jair Krischke  à Revista JÁ em  maio de 2014.

    “Denunciar crimes de Estado e atentados à pessoa é, há meio século, a rotina de Jair Krischke, o incansável presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos. Em sua pequena sede no centro de Porto Alegre, ele abriga um dos acervos mais completos sobre as brutalidades, não só da ditadura brasileira, mas de seus vizinhos.

    Nos últimos anos Krischke tem uma outra preocupação: os crimes que se continuam cometendo contra a memória desse período, como forma de apagar ou atenuar os horrores da ditadura. “Sem essa memória estaremos condenados a repetir muito em breve as mesmas barbaridades e os mesmos erros”, disse ele no lançamento do projeto Marcas da Memória, que está colocando uma placa alusiva em cada um dos locais que serviram de prisão e centro de tortura em Porto Alegre. Jair falou ao JÁ sobre a ditadura e  os riscos de se perder sua memória.

    JÁ – Há uma ideia de que a ditadura começou branda… a violência veio depois…

    Jair Krischke – Esse é um dos mitos fruto do esquecimento, da falta de memória. O golpe não teve enfrentamento armado, mas desde o início foi violento. Um caso exemplar ocorreu aqui em Porto Alegre no dia 4 de abril. O coronel Alfeu Monteiro, comandante do 5º Comando Aéreo, foi metralhado por golpistas. Foi chamado ao QG, para ser destituído de um comando. Quando entrou no gabinete foi assassinado pelas costas, era legalista, em 1961 tinha sido um dos líderes, que impediu o bombardeio do Palácio Piratini. É o caso mais grave. Mas fora isso, as prisões, as perseguições, as torturas campearam desde o início. Centenas de oficiais e sargentos foram presos e expurgados apenas por serem acusados de nacionalistas, brizolistas, janguistas ou comunistas… Dizia-se que era um “golpe preventivo”, para impedir o golpe de Jango… A tese do “golpe preventivo” foi tão trabalhada que no dia 31 de março de 1964 muita gente  acreditava que era mesmo o Jango quem estava dando um golpe. Por que o Meneghetti foi pra Passo Fundo? Não havia a menor razão para sair… Isso ainda não foi bem investigado, mas eu acho que ele não sabia de que lado vinha o golpe e, na dúvida, se mandou…

    Acreditas que havia esse plano do Jango?

    O Jango nunca teve plano de golpe.  O plano que houve, e muito bem feito, foi para desestabilizar o governo dele, para diminuir, apequenar a figura do presidente, que na verdade foi dos mais habilidosos líderes políticos que tivemos. Nunca foi golpista. Tanto que, quando lhe foi sugerido pelos militares o Estado de Sítio, ele mandou a mensagem para o Congresso… e depois retirou. Isso é ser golpista? Ao contrário, ele segurava os golpistas… O problema é que havia uma ação escancarada com muito dinheiro para desestabilizar o seu governo, inclusive com intervenção americana. Na época já se lia nos muros do Rio: “Chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente”. Hoje está provado e comprovado.

    Qual foi o fator decisivo na queda?

    São muitos fatores. Mas um que acho deve ser aprofundado é a traição do general Amaury Kruel, comandante do II Exército. Kruel era compadre de Jango. Quando lhe chamam a atenção para o comportamento ambíguo de Kruel nos primeiros momentos do golpe, ele brincou: Kruel não o trairia. Como ia justificar para o João Vicente, de quem era padrinho?  Agora, recentemente, um coronel médico do Exército depondo na Comissão da Verdade em São Paulo contou algo fantástico: que viu duas pastas com dólares entregues por gente da Fiesp para comprar a adesão de Kruel ao golpe. Isso tem que ser melhor apurado, mas independente disso, houve a traição, do compadre! Isso abala moralmente.

    O golpe, então, seria preventivo, em seguida viriam eleições…

    Sim, aquele primeiro ato que não tinha número porque seria o único, previa eleições, para dois anos, está escrito. Castello assumiria para reorganizar e seriam convocadas eleições. Logo começa a mudar, uma facção militar começa a sobrepujar a outra. Grupos se formam em torno de duas posições: “Brasil Possível” dos civilistas ou “Brasil Potência” dos militaristas. Aí, começa-se a entender porque o hiato vai se estendendo. As eleições não acontecem, as cassações se prolongam, vai se agravando até explodir em 1968, com o AI5, que foi o golpe dentro do golpe.

    Em 1966, a morte do sargento Raymundo escancara a tortura…

    Sim, mas há um dado interessante aí, era outra situação… a imprensa, que até então minimizava a repressão, não havia censura, mas  a repercussão foi enorme, até provocou uma CPI na  Assembleia, muito bem feita,  os deputados foram muito corajosos, mas aí chega-se em 1968 e termina tudo. Após o golpe, tinha um serviço de inteligência montado pelo Golbery e a partir daí vai se montando um sistema de repressão, assimilando a doutrina francesa desenvolvida na Argélia… É um crescendo: fechadas as portas, os jovens partem para a luta armada, isso vai justificar tudo para combater os “terroristas”.

    Os códigos militares foram esquecidos…

    Veja só, no Vale da Ribeira eram 23 pessoas, com o Carlos Lamarca. Uma força com milhares de soldados (fala-se em cinco mil) cerca a região, os guerrilheiros escapam. Foram massacrados lá na Bahia, já sem condições de resistir. No Araguaia, mandaram os paraquedistas e nada… era um grupo pequeno, 70 pessoas, foram ficando mais cruéis… Chegaram ao paroxismo.

    Foi feito há pouco um levantamento dos centros de tortura…

    Pois é, fui surpreendido. No Rio Grande do Sul não foi apontado nenhum. Isto é incrível, porque aqui em Porto Alegre tivemos o primeiro centro clandestino de repressão da América Latina, o Dopinha, na rua Santo Antônio, número 600.

    Começou a operar em abril de 1964, oficiais do Exército comandavam as operações de “polícia política”, com policiais civis subordinados a eles.  Contava com um grande número de arapongas e funcionou ativamente até 1966, quando estourou a morte do sargento Manoel Raymundo Soares. Na CPI que investigou a morte do sargento se chegou ao Dopinha. Raymundo passou por lá…

    Por que o mataram?

    Porque ele não falou. Queriam saber dos sargentos de vários Estados que tinham vindo para cá, para aqui montar um núcleo de resistência com armas e munição… O Raymundo foi atraído para um encontro, foi preso e torturado, não falou, não entregou os companheiros que aqui estavam… Ele foi preso pelo Exército, foi torturado no Dops e levado para a Ilha do Presídio. Tenho a planilha onde há a libertação forjada do Dops. Da ilha foi pro Dopinha, daí ele aparece morto. Dizem que foi afogamento, que escapou ao controle. Acho que não, foi morto na tortura porque não falou. Com este escândalo, revelado na CPI, em agosto de 66 fecha o Dopinha.

    E o grupo do Raymundo?

    Esse grupo não desanima, essa é a origem da guerrilha de Caparaó. Saem daqui com armas e bagagens para Caparaó.

    Eram as guerrilhas brizolistas…

    É que havia aqui um grande número de militares nacionalistas, brizolistas, comunistas, e inconformados com o desfecho, sem resistência. Aqui e em Montevidéu, onde estavam Brizola, Jango e centenas, senão milhares de asilados. O caso do Jefferson Cardim Osório, na guerrilha de Três Passos, por exemplo. Com um pequeno grupo, mal armado, ele sai de Montevidéu e atravessa a fronteira para desencadear um levante. Simplesmente, ele não podia aceitar que a ditadura fosse completar um ano sem reação, e partiu pra luta. Foi massacrado.

    Aí a tortura foi brutal…

    A tortura chega aos quartéis quando os militares adotam o conceito da guerra de contrainsurgência, baseada na experiência francesa na Argélia. Isso tem origens na Escola Nacional de Informações. Antes do golpe, o Dan Mitrione esteve bom tempo no Brasil – Minas, Rio de Janeiro, Porto Alegre. Há até uma foto dele na frente do Palácio da Polícia… Daqui ele foi para o Uruguai, depois República Dominicana e voltou para o Uruguai, onde os Tupamaros o capturam e matam. Ensinava como obter confissões, inclusive por meio da tortura. Exigia assepsia total na sala de trabalho e não admitia que alguém falasse em espremer os ovos do prisioneiro. “Ovos não… testículos”. A tortura, que sempre existiu, tornou-se mais elaborada, científica… Não é uma barbaridade, é uma técnica. Essa sofisticação não tínhamos.

    A justificativa…

    A justificativa de que havia grupos armados não serve. Até a guerra tem regras. A Convenção de Genebra condena a tortura, diz que os inimigos mortos em combate têm que ser identificados… No mínimo, foram crimes de guerra, se querem dizer que foi uma guerra… Vítimas que sequer tomaram em armas, o caso do Wladimir Herzog, que não foi isolado… Aqui tivemos o caso do Mirajo Fernandes Simão, recolhido ao xadrez do Dops, também apareceu enforcado com o cinto no trinco da porta.

    Há um número final, aceitável, para o total de mortos e desaparecidos?

    Nós trabalhamos com números, a norma é a credibilidade. Quanto aos mortos e desaparecidos, 366 nós provamos. Há um número muito maior (quem sabe o que se matou do povo da selva na repressão ao Araguaia?), mas provados são esses. Mas a violência não está só nisso. Está no número de mandatos cassados, quantas pessoas foram presas, muitas sem saber porquê, os processos na Justiça Militar…

    O clima de insegurança…

    Lembra da piada da época? Um sujeito pergunta: “Sabe da última?”. Outro responde: “Não sei nada, tinha um amigo que sabia, agora não sabem dele”. Eles eram os donos, não podias prever… Sem falar no terror cultural, apreensão de livros… até o Brás Cubas prenderam.

     

     

  • Edição histórica do 40° Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo com recorde de inscrições

    Edição histórica do 40° Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo com recorde de inscrições

    Duas datas deram uma conotação especial ao Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo de 2023: os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e os 40 anos do próprio prêmio, instituído pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos e a Ordem dos Advogados RS em 1984. É hoje um dos mais antigos certames jornalísticos nacionais e um dos mais concorridos. Foram 414 inscritos este ano.

    Na entrega dos prêmios nesta sexta-feira, 09, o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamacchia, e o presidente do MJDH, Jair Krischke, destacaram importância do jornalismo na luta permanente na defesa dos direitos humanos. “Se a imprensa não tem liberdade, os direitos humanos e a própria democracia estão em perigo”, disse Krischke.

    Liberdade era o tema geral do concurso deste ano e a vencedora foi a jornalista Luiza Villaméa, com o livro A Torre – O Cotidiano de Mulheres Encarceradas pela Ditadura.

    COMISSÃO JULGADORA ESTABELECEU CINCO CRITÉRIOS BÁSICOS:

    Qualidade do texto ou da imagem;
    Investigação original dos fatos;
    Profundidade no tratamento da informação;
    Abordagem de temas socialmente relevantes;
    Valores éticos profissionais refletidos no trabalho.
    Os referidos critérios não serão ponderados através de notas, sendo que os trabalhos vencedores deverão refletir de forma equilibrada os cinco valores jornalísticos estabelecidos.

    INSCRIÇÕES RECEBIDAS

    CATEGORIA ÁUDIO: 40
    CATEGORIA ACADÊMICO: 60
    CATEGORIA TELEVISÃO: 49
    CATEGORIA DOCUMENTÁRIO: 16
    CATEGORIA REPORTAGEM: 96
    CATEGORIA G. REPORTAGEM (LIVRO): 10
    CATEGORIA FOTOGRAFIA: 30
    CATEGORIA ONLINE: 107
    CATEGORIA CRÔNICA: 6

    HOMENAGEADOS

    RECONHECIMENTO

    IVONE CASSOL

    PRÊMIO ESPECIAL “LIBERDADE”

    1º Lugar
    A TORRE – O COTIDIANO DE MULHERES ENCARCERADAS PELA DITADURA
    Editora Companhia das Letras – São Paulo – SP

    LUIZA VILLAMÉA

     

    Menção Honrosa
    A ORIGEM DO DIA NACIONAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA
    LabJ (Laboratório de Jornalismo da Famecos) – Porto Alegre – RS

    FRANCISCO MASCOLO GEYER DE OLIVEIRA
    THEO FABRICIO GIACOBBE

    CATEGORIA REPORTAGEM

    1º Lugar
    MUTILADOS
    Jornal O GLOBO e Jornal EXTRA – Rio de Janeiro – RJ

    FELIPE GRINBERG
    RAFAEL GALDO

    2º Lugar
    POLICIAIS CONFESSAM CRIMES IMPUNEMENTE EM PODCASTS E VIDEOCASTS
    Ponte Jornalismo – Porto Alegre – RS

    FÁBIO CANATTA

    3º Lugar
    MORRE DONA VITÓRIA, NASCE JOANA DA PAZ
    Jornal EXTRA – Rio de Janeiro – RJ

    FÁBIO GUSMÃO

    Menção Honrosa
    NARCOGARIMPO AVANÇA NA AMAZÔNIA POR DROGAS, OURO E CASSITERITA
    Valor Econômico – Rio de Janeiro – RJ

    MARINA LANG

    Menção Honrosa
    DE COPÉRNICO A KAFKA. OU COMO O ESTADO PUNIU OS MÉDICOS QUE REVOLUCIONARAM A SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL: A HISTÓRIA DA URIHI
    Sumaúma – Altamira – PA

    MALU DELGADO

    CATEGORIA TELEVISÃO

    1º Lugar
    O COIOTE
    Record TV – São Paulo – SP

    ROBERTO CABRINI
    ANGÉLICA BALBIN
    MICHEL CURY
    KEILA GASPARINI
    ELIAN MATTE
    RAPHAEL MENDONÇA
    JAYR DUTRA
    LÍVIA MAJOR
    JULIANA CAMARGO
    ANA MACHADO
    LETÍCIA FAGUNDES
    DANIEL VICENTE
    REINALDO DANTAS
    CLOVIS RABELO
    ANTONIO GUERREIRO

    2º Lugar
    BARRICADAS DO CRIME
    TV Globo / Fantástico – Rio de Janeiro – RJ

    LUCIANA OSÓRIO
    SABRINA OLIVEIRA
    PRISCILLA MONTEIRO
    MICHEL FARIAS
    ALEXANDRE RODRIGUES
    ANITA PRADO
    LESLIE LEITÃO
    PAULO ADOLPHSSON
    RICARDO GUIMARÃES
    DOUGLAS LIMA
    ALAN CAVALCANTI
    SOLANGE MELGES
    RODRIGO CARVALHO
    MARCOS AURÉLIO SILVA
    PEDRO MENEZES
    RICARDO MORAES

    3º Lugar
    O RESGATE – SÉRIE ESPECIAL
    Jornal da Record – Record TV – São Paulo – SP

    ARI PEIXOTO
    LEOPOLDO DE MORAES
    PEDRO VELOSO
    CAMILA MORAES
    ROSANA TEIXEIRA
    YOSHIO TANAKA
    CLAUDIO MONOZ
    GUILHERME GIMENES
    PATRÍCIA RODRIGUES
    THIAGO CONTREIRA
    ANTONIO GUERREIRO

    Menção Honrosa
    NOVA CHANCE PARA PRESOS: APAC NA CAPITAL OPORTUNIZA RESSOCIALIZAÇÃO
    Record TV – Porto Alegre – RS

    GABRIELA MILANEZI
    HENRIQUE BARCELLOS
    NILTON PRATES
    VIVIAN LEAL
    JULIANO SOARES
    NEI EPIFÂNIO PEREIRA
    RICARDO AZEREDO
    JOSÉ FERRARO
    ROGÉRIO CENTRONE

    Menção Honrosa
    TRANSGARIMPEIRA – A ROTA DO OURO ILEGAL DA AMAZÔNIA
    Record TV – São Paulo – SP

    MARIANE SALERNO
    LARISSA WERREN
    GIL SILVA
    AGUIAR JUNIOR
    CAIO LARONGA
    GUSTAVO COSTA

    CATEGORIA ÁUDIO

    1º Lugar
    A INVENÇÃO DA PROPRIEDADE PRIVADA
    O Joio e O Trigo – São Paulo – SP

    TATIANA MERLINO
    JOÃO PERES
    MARCOS HERMANSON
    LUÍSA COELHO
    NATHÁLIA IWASAWA
    CLARA BORGES
    DENISE MATSUMOTO
    JOÃO AMBROSIO
    AMANDA FLORA

    2º Lugar
    CASO VINI JÚNIOR – UM MERGULHO NAS RAÍZES DO RACISMO
    Rádio Gaúcha – Porto Alegre – RS

    RODRIGO MARTINS DE OLIVEIRA

    2º Lugar
    ZILDA, HEROÍNA DAS CRIANÇAS, DOS IDOSOS, DO BRASIL
    Rádio Senado – Brasília – DF

    RODRIGO RESENDE

    3º Lugar
    BRIGADA MILITAR: ASSÉDIO E SUICÍDIO ENTRE POLICIAIS MILITARES NO RS
    Grupo Radioweb – Porto Alegre – RS

    LENO FALK

    Menção Honrosa
    FORÇA NEGRA
    Jornal NH – Novo Hamburgo – RS

    EDUARDO AMARAL
    GABRIEL RENNER

    CATEGORIA ONLINE

    1º Lugar
    EMPRESAS CÚMPLICES DA DITADURA
    Agência Pública de Jornalismo Investigativo – São Paulo  

    THIAGO DOMENICI
    BRUNO FONSECA
    MARIAMA CORREIA
    DYEPESON MARTINS
    ANDRÉ BORGES
    VASCONCELO QUADROS
    MARCELO OLIVEIRA
    AMANDA MIRANDA

    2º Lugar
    CAUBÓIS DO CARBONO LOTEIAM A AMAZÔNIA
    Sumaúma – Altamira – PA


    CLÁUDIA ANTUNES

    3º Lugar
    O CONTO DO BIOMA INVISÍVEL
    Vós – Porto Alegre – RS

    GEÓRGIA PELISSARO DOS SANTOS

    Menção Honrosa
    ATAQUES NEONAZISTAS SE DISSEMINAM EM ESCOLAS E UNIVERSIDADES. O QUE FAZER?
    O Estado de S.Paulo – São Paulo – SP


    LEON FERRARI


    Menção Honrosa
    SP: REGIÃO METROPOLITANA REGISTROU MAIS DE 820 CHACINAS EM 40 ANOS
    EBC (Empresa Brasil de Comunicação) – São Paulo – SP

    ELAINE PATRICIA CRUZ
    GUILHERME JERONYMO
    GRAÇA ADJUTO

    Menção Honrosa
    MEDICINA E ABUSADORES: A QUE PONTO CHEGAMOS NA SAÚDE?
    Instituto Mulheres Jornalistas – São Leopoldo RS

    LETÍCIA FAGUNDES
    JULIANA MONACO
    JULIANA TAHAMTANI
    ANALLI VENANCIO
    VINÍCIUS RODRIGUES

    CATEGORIA DOCUMENTÁRIO

    1º Lugar
    RELATOS DE UM CORRESPONDENTE DA GUERRA NA AMAZÔNIA
    Repórter Brasil – São Paulo – SP

    ANA ARANHA
    DANIEL CAMARGOS
    CARLOS JULIANO BARROS
    FERNANDO MARTINHO
    CAIO CASTOR
    PEDRO WATANABE
    RAFAEL VERÍSSIMO
    GUSTAVO CARVALHO
    FERNANDO IANNI
    RAFAEL JYO
    VINÍCIUS SILVESTRE
    CYNTHIA GANCEV
    BEATRIZ VITÓRIA
    JOYCE CARDOSO
    DELPHINE LACROIX
    DANIEL TANCREDI
    CADU SILVA
    JÚLIA DOLCE
    ANA MAGALHÃES
    MARIANA DELLA BARBA
    TAMYRES MATOS


    2º Lugar
    DESAFIOS DA IGREJA – MÁRTIRES DA CAMINHADA
    TV Aparecida – São Paulo – SP

    CAMILA MORAIS
    DIEGO ROSA


    3º Lugar
    BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA: HERÓIS E HEROÍNAS DA LIBERDADE
    TV Bahia – TV Globo – Salvador – BA


    HENRIQUE MENDES
    RICARDO ISHMAEL
    ROGÉRIO ARAÚJO
    CLERISTON SANTANA
    JEFTÉ RODRIGUES
    FELIPE TELES
    LEONEL ALVES
    EDUARDO BARBOSA
    ANTÔNIO RAMOS
    CARLOS ALBERTO
    ELIAS BISPO
    TIAGO DO CARMO
    RAFAEL SOEIRO
    LUAN FAGUNDES
    PAULINO SILVA
    ANDERSON JESUS
    CAMILA PIMENTEL
    DAVID CARDOSO
    RAFAEL FREITAS
    GEORGE LOPES
    AMANDA TORRES
    BRUNO BASTOS
    DANIELE CORREIA
    JOÃO VICTOR PEREIRA
    JOSEANE ARÃO
    MARIA ALACOQUE


    Menção Honrosa
    UNIVERSO DOS PORQUÊS
    Insígnia Filmes – Porto Alegre – RS


    DOUGLAS ROEHRS
    JANAÍNA KALSING
    ROSSANA SILVA

     

    CATEGORIA GRANDE REPORTAGEM (LIVRO)


    1º Lugar
    MILICIANOS: COMO AGENTES FORMADOS PARA COMBATER O CRIME PASSARAM A MATAR A SERVIÇO DELE
    Editora Objetiva – Rio de Janeiro – RJ

    RAFAEL SOARES

    2º Lugar
    PEDOFILIA NA IGREJA – UM DOSSIÊ INÉDITO SOBRE CASOS DE ABUSOS ENVOLVENDO PADRES CATÓLICOS NO BRASIL
    Editora Máquina de Livros – Rio de Janeiro – RJ

    FÁBIO GUSMÃO
    GIAMPAOLO MORGADO BRAGA

    3º Lugar
    CEM ANOS DA REVOLUÇÃO DE 1923: HISTÓRIA, MÍDIA E CULTURA
    Editora Sulina – Porto Alegre – RS

    JUREMIR MACHADO DA SILVA
    ÁLVARO NUNES LARANGEIRA
    LARISSA FRAGA
    PÂMELA BECKER
    TAÍLA QUADROS
    BEATRIZ DORNELLES

    Menção Honrosa
    AS MÚLTIPLAS DIMENSÕES DA POBREZA NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL
    Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – São Paulo – SP

    ANDRÉIA PERES
    MARCELO BAUER
    CARMEN NASCIMENTO
    HELOISA BRENHA RIBEIRO
    LILIAN SABACK
    MAURI KÖNIG
    ÉRICO MELO
    LUCIANE GOMIDE
    VITOR MOREIRA CIRQUEIRA
    ROBERTA FABRUZZI
    GABRIELA PORTILHO
    SÉRGIO MORAES
    GABRIEL MARZINOTTO
    JOÃO MENEZES
    PIETRA BASTOS

    Menção Honrosa
    NÓS NÃO CAMINHAMOS SÓS – HISTÓRIAS DE ISOLAMENTO NO ANTIGO LEPROSÁRIO ITAPUÃ
    Editora Sulina – Porto Alegre – RS


    ANA CAROLINA OLIVEIRA PINHEIRO

    Menção Honrosa
    PAREM DE NOS MATAR
    Editora RD Comunicações – Goiânia – GO

    RENATO DIAS

    CATEGORIA CRÔNICA

    1º Lugar
    DE ONDE VEM SEU PRIVILÉGIO?
    Matinal Jornalismo – Porto Alegre – RS

    MARCELA DONINI

    2º Lugar
    SAI DAÍ, TÁ CHOVENDO: MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER MORADOR DE ÁREA DE RISCO
    Agência Eco Nordeste – Recife – PE

    VICTOR MOURA

    3º Lugar
    MEU RELATO DE ABORTO
    Matinal Jornalismo – Porto Alegre – RS

    TATIANA RECKZIEGEL RODRIGUES

    CATEGORIA ACADÊMICO

    1º Lugar
    BUSCARITA: A CIÊNCIA ALIADA AOS DIREITOS HUMANOS
    Universidade de São Paulo – USP / Folha de S.Paulo – São Paulo – SP

    BEATRIZ GATTI DE CASTRO

    2º Lugar
    TRÁFICO DE PESSOAS, EXPLORAÇÃO SEXUAL E TRABALHO ESCRAVO: UMA CONEXÃO ALARMANTE NO BRASIL
    Universidade de Brasília – UnB / Agência Senado – Brasília

    JEOVANA DA SILVA CARVALHO (autora)
    PAOLA LIMA
    MOISÉS NAZÁRIO
    PILLAR PEDREIRA
    3º Lugar
    RESQUÍCIOS DOS MANICÔMIOS NAS MÃOS DO ESTADO
    Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – Santa Maria – RS

    PAULA COLPO APPOLINARIO
    THAIS EDUARDA IMMIG

    Menção Honrosa
    O VAZIO DA SEPULTURA
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS/ Revista-laboratório Sextante – Porto Alegre – RS

    LUCAS DOS SANTOS VIEIRA

    CATEGORIA FOTOGRAFIA – TROFÉU PAULO DIAS

    1º Lugar
    MUTILADOS
    Jornal O Globo – Rio de Janeiro – RJ

    MÁRCIA FOLETTO

    2º Lugar
    EM NOME DE ALÁ: GRUPO ISLÂMICO DOUTRINA E LEVA INDÍGENAS DO AMAZONAS PARA A TURQUIA
    Metrópoles – Brasília – DF

    VINÍCIUS SCHMIDT SANTOS

    3º Lugar
    EMERGÊNCIA YANOMAMI
    Agência Brasil – Rio de Janeiro – RJ

    FERNANDO FRAZÃO

    Menção Honrosa
    CHACINA NÃO GARANTE SEGURANÇA
    Plataforma 9 – Rio de Janeiro – RJ

    FABIO TEIXEIRA
  • Dengue aumenta 17,5 % e ganha “potencial epidêmico” em vários Estados

    Dengue aumenta 17,5 % e ganha “potencial epidêmico” em vários Estados

    Os casos de dengue no Brasil aumentaram 17,5% em 2023 em relação ao ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Saúde.

    As ocorrências passaram de 1,3 milhão em 2022 para 1,6 milhão este ano. Já a taxa de letalidade ficou em 0,07% nos dois anos, somando 1.053 mortes confirmadas em 2023 e 999 no ano passado.

    Segundo a previsão do Ministério da Saúde, divulgada nesta sexta-feira, “a Região Centro-Oeste do Brasil deve registrar nível epidêmico de dengue em 2024”. “Crianças e idosos, são os grupos que mais nos preocupam”, avaliou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel

    Outro alerta da pasta vale para a Região Sudeste, sobretudo para os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, onde há potencial epidêmico para a dengue em 2024. No Sul, o Paraná foi classificado com potencial muito alto para casos de dengue e, no Nordeste, os casos devem aumentar, mas abaixo do limiar epidêmico. “Vamos seguir monitorando”, disse a secretária.

    “Fatores como a variação climática, o aumento das chuvas, o número de pessoas suscetíveis às doenças e a mudança na circulação de sorotipo do vírus são fatores que podem ter contribuído para esse crescimento”, avaliou o ministério em nota. Os estados com maior incidência de dengue são Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás.

    Vacina 
    Está em análise no Sistema Único de Saúde (Conitec) a incorporação da vacina Qdenga ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nessa quinta-feira (7), o ministério abriu consulta pública sobre o tema. “Considerando o cenário epidemiológico, a comissão já recomendou a incorporação do imunizante inicialmente para localidades e públicos prioritários a serem definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

    (Com informações e foto da Agência Brasil)

  • Pesquisa: endividamento é causa da queda do consumo entre os gaúchos

    Pesquisa: endividamento é causa da queda do consumo entre os gaúchos

    A Fecomércio-RS divulgou a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas, referente ao mês de novembro.

    A pesquisa foi realizada em Porto Alegre nos últimos dez dias de outubro.

    O índice de intenções de consumo atingiu os 62,1 pontos e foi o menor para um mês de novembro desde 2020 (57,4 pontos).

    Na comparação com outubro de 2023, o índice recuou 1,8% (oitava queda consecutiva).

    Em comparação com novembro de 2022, houve recuo de 19,1%. Na média em 12 meses o indicador registrou o valor de 75,7 pontos e recuou 0,9% frente aos 12 meses encerrados em novembro de 2022.

    Entre os subindicadores, sete entre os nove pesquisados apresentaram queda na comparação marginal e todos tiveram redução na comparação interanual.

    Entre os subindicadores, a maior queda na margem foi verificada na avaliação de momento adequado para compra de duráveis, que apresentou queda de 8,9%.

    A avaliação sobre a segurança no emprego atual apresentou estabilidade e a perspectiva de consumo teve aumento de 2,2%.

    Já na comparação interanual, a queda foi disseminada e assumiram variações bastante significativas. A maior queda foi na perspectiva profissional (-48,5%), mas que deve ser interpretada com bastante cautela. Considerando o quadro atual do mercado de trabalho, com taxas historicamente baixas, após forte retomada em 2022, a falta de perspectiva de melhora profissional pode refletir também estabilidade na posição atual do emprego.

    De maneira geral, apesar do mercado de trabalho gaúcho resiliente, dos juros estarem reduzindo e a inflação dar sinais claros de que muito provavelmente ficará dentro do limite superior da meta ainda em 2023, os orçamentos familiares se encontram pressionados por dívidas assumidas no passado e a restrição de crédito em 2023 na economia brasileira tem afetado o apetite por consumo. “O consumidor gaúcho segue bastante cauteloso, tornando o ato de vender desafiador. Esse cenário exige cada vez mais de lojistas e prestadores de serviços o entendimento da atual conjuntura e das reais necessidades do consumidor”, completou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Pela segunda vez, Conselho da UFRGS destitui reitor nomeado por Bolsonaro

    Pela segunda vez, Conselho da UFRGS destitui reitor nomeado por Bolsonaro

    Em sessão especial na manhã desta sexta-feira, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), decidiu, por 66 votos a 2, a destituição do reitor, Carlos André Bulhões Mendes, e da vice-reitora, Patrícia Pranke.

    A decisão foi tomada com base no parecer de uma Comissão Especial, criada em abril deste ano e que em seu relatório de mais de 90 páginas, recomendou o impeachment do reitor e da vice.

    Esta é a segunda vez que o Consun decide pela destituição do reitor nomeado em 2020 por Bolsonaro.

    A primeira decisão em agosto de 2021, foi arquivada em dezembro do mesmo ano pelo Ministério da Educação.

    A decisão desta sexta-feira também precisa do referendo do MEC, mas o ambiente agora no governo Lula é completamente outro.

    De acordo com o artigo 6º do Decreto nº 1.916/1996, em caso de vacância do cargo de reitor, uma nova lista tríplice deve ser organizada para apreciação do presidente, dentro de um prazo máximo de 60 dias.

    A destituição  aprovada nesta sexta-feira começou com uma denúncia assinada por 39 docentes da UFRGS e apresentado ao Consun em março deste ano.

    Uma comissão especial foi formada para analisar os argumentos que embasaram o pedido, incluindo alegações de ações e omissões que prejudicaram o funcionamento da universidade e posturas anticientíficas da reitoria.

    Reitor e vice foram nomeados em 2020, mesmo ficando em terceiro lugar na lista tríplice escolhida em eleição interna,

    A chapa foi nomeada pelo então presidente Jair Bolsonaro, que tinha a prerrogativa de escolher entre os três mais votados.

    Outras medidas, já aprovadas pelo Consun, também serão encaminhadas, como a apresentação ao Ministério Público Federal (MPF) de um documento apontando indícios de violação dos princípios da legalidade e publicidade (Art. 4 da Lei 8.429/92) – que podem caracterizar, inclusive, prejuízo ao patrimônio público, e a solicitação de instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), no Ministro da Educação (MEC), contra Bulhões.

    “O ANDES/UFRGS, que desde a nomeação vem se posicionando e lutando contra o autoritarismo da Reitoria interventora e pelo afastamento, comemora este passo importante na manutenção da democracia e da autonomia universitária”, manifestou, em nota, a Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS.