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  • Pesquisa diz que Bolsonaro está na frente: estratégia para desacreditar as pesquisas?

    Pesquisa diz que Bolsonaro está na frente: estratégia para desacreditar as pesquisas?

    Veículos que apoiam o presidente Jair Bolsonaro estão dando manchete aos resultados de uma pesquisa divulgada no fim da tarde desta quinta-feira, 09, pelo Instituto Futura Inteligência.

    Segundo a pesquisa, Bolsonaro (PL) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto a 24 dias do primeiro turno.

    Os principais portais e jornais, como O Globo, G1, Folha, Estadão, Metropoles, não divulgaram a pesquisa. Quase todos registram a expectativa do Datafolha que divulga um novo levantamento no início da noite desta sexta-feira, 9.

    Segundo os números divulgados pela Futura, Bolsonaro tem 41,8% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 35,7%.  Ciro Gomes (PDT) vem na sequência, com 7,7% e Simone Tebet (MDB), com 5,4%.

    Esses números contrariam os resultados de pesquisas eleitorais dos principais institutos do país.  O ex-presidente Lula tem aparecido em primeiro lugar nas intenções de voto nas pesquisas de Ipec, Ipespe, Quaest, MDA e Datafolha.

    Pesquisa do Ipec, divulgada segunda (5/9),  aponta que Lula mantém 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro oscilou de 32% para 31%.

    Já a pesquisa mais recente do Instituto Datafolha, publicada na última semana, aponta que o petista passou de 47% para 45% em relação a agosto; Bolsonaro, por sua vez, manteve-se com 32% das intenções de voto.

    A divulgação da pesquisa do Instituto Futura coincidiu com o discurso de Bolsonaro na sua live desta quintas-feira em que atacou o Datafolha:

    “Alguém acha que o Lula vai ganhar a eleição? Alguns aqui, Datafolha, por exemplo, [dizem] que pode ganhar no primeiro turno. Alguém acredita que, em uma eleição limpa, o Lula ganha?”, questionou.

     

  • 200 Anos da Independência: Presidente da República pede votos e diz que é “imbrochável”

    200 Anos da Independência: Presidente da República pede votos e diz que é “imbrochável”

    O presidente Jair Bolsonaro aproveitou as manifestações pelos 200 anos da Independênciano para pedir votos.

    Ele quer um segundo mandato mas, segundo as pesquisas, pode perder a eleição para o ex-presidente Lula já  no primeiro turno.

    No Rio, depois de uma motociata pelas ruas da cidade, Bolsonaro subiu num caminhão para falar aos seus apoiadores na orla de Copacabana.

    No local, antes, foi realizado o desfile militar em homenagem ao Bicentenário da Independência.

    Bolsonaro disse que o país vive um “momento de decisão”. E pediu aos eleitores que atentem para a “vida pregressa” dos candidatos, antes de decidir.

    “Vocês bem o que fazer para o Brasil seguir no caminho em que está”,
    “Eu tenho certeza que vocês sabem o que nós devemos fazer para que o Brasil continue no caminho em que está”, disse a uma multidão que ostentava faixas e cartazes pedindo golpe militar para fechar o STF.

    “Vocês sabem também que hoje temos um governo que acredita em Deus, que respeita policiais e militares. Sabem que esse governo defende a família brasileira”.

    Referiu-se ao ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas para a Presidência da República, como o “quadrilheiro de nove dedos”. E afirmou ainda que “esse tipo de gente” tem que ser “extirpada da vida pública”.

    Em Brasilia, pela manhã, Bolsonaro assistiu, ao tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios.

    Logo após o encerramento, foi para a via ao lado, também na Esplanada, onde seus apoiadores faziam uma manifestação a favor do governo.
    Subiu num caminhão de som para fazer um discurso foi ainda mais enfático em seu discurso de candidato.

    Ao final, puxou um coro, patético: “Imbrochável, imbrochável, imbrochável, imbrochável, imbrochável”.  Repetiu cinco vezes, sem ressonância, o termo “imbrochável”, palavra que não está no dicionário, mas indicaria suposta potência sexual inabalável.
    Repetiu o que disse em maio de 2018, quando era pré-candidato em discurso na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte: “”Tenho certeza, eu sou ‘imbrochável’, não vou sair de combate”.

    O inusitado coro foi interpretado como a maneira, um tanto primária, de o candidato dizer que vai até o fim na disputa, que parece perdida.

  • Inquérito sobre acordo com bancos: sete meses depois Ministério da Economia não respondeu ao MP

    Inquérito sobre acordo com bancos: sete meses depois Ministério da Economia não respondeu ao MP

    Em fevereiro de 2022, o Ministério Público Federal acolheu representação do deputado federal Carlos Veras, do PT de Pernambuco, para que fossem investigados dois acordos firmados pelo Ministério da Economia, através da Secretaria de Governo Digital, com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e  Federação Brasileira de Bancos (Febraban), dando acesso gratuito a dados biométricos e biográficos da população.

    O MPF notificou, em seguida, a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital para  prestar informações, dentre outras, sobre em que consistem os dados fornecidos às duas instituições celebrantes dos acordos; se houve estudo dos riscos envolvidos no compartilhamento de tais dados e quais medidas de segurança foram tomadas para a proteção das informações compartilhadas no âmbito dos acordos, de modo a evitar vazamentos indevidos de dados.

    O MPF também notificou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para que ela preste informações esclarecendo se emitiu parecer sobre os termos dos acordos de celebrados entre o governo e as entidades setoriais dos bancos e se tais acordos estariam em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), encaminhando cópia dos pareceres, caso hajam.

    A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também foi acionada pelo MPF para prestar informações se haveria violação de direitos dos consumidores nos dois acordos bem como as medidas adotadas sobre o assunto, no espectro de suas atribuições.

    A partir dessas informações, o Ministério Público Federal teria 90 dias, prorrogáveis pelo mesmos período para avaliar se apresenta uma Ação Civil pública contra os acordos ou não.

    Nesta terça-feira, 06/09, sete meses depois, o G1 repicou uma nota do jornalista Lauro Jardim, publicada no Globo domingo: “MPF investiga se o Ministério da Economia liberou acesso a dados biométricos e biográficos de brasileiros para bancos”.

    O texto diz que o MP “abriu um inquérito” civil para “investigar possíveis irregularidades em dois acordos de cooperação firmados pelo Ministério da Economia com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos”.

    “A assessoria da pasta também afirmou que, na prática, o sistema não está sendo utilizado, e que precisaria de consentimento dos usuários”.

    Segundo o G1,  o inquérito do MPF,  aberto em fevereiro de 2022, “segue em andamento e em fase de apuração”. Diz que “no momento, o MPF aguarda resposta de ofício enviado à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia para que esclareça se os acordos de cooperação 16 e 27 de 2021 foram rescindidos e, em positivo, quais seriam os motivos”.

    Tribunal de Contas

    Em fevereiro deste ano, a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) já tinha questionado os acordos junto ao Tribunal de Contas da União.

    A associação afirmou, em representação, que havia “sério risco de informações sensíveis serem utilizadas de forma indevida, sem o consentimento e sem nenhum controle”.

    O tribunal, no entanto, negou medida cautelar para suspender os acordos, por entender que “não há evidências de compartilhamento ilegal de dados pessoais detidos pela União com o setor privado em face dos acordos de cooperação denunciados”.

    Segundo acórdão da Corte, “a denúncia poderá ser apurada para fins de comprovar a sua procedência, em caráter sigiloso”, mas “não se constatam evidências de ilegalidade ou de inexistência de interesse público ou de arbitrariedade na prestação do serviço objeto dos acordos de cooperação firmados entre a SGD/ME e as instituições bancárias”.

  • Enfermagem prepara mobilização nacional contra suspensão do piso salarial

    Enfermagem prepara mobilização nacional contra suspensão do piso salarial

    Entidades que compõem o Fórum Nacional da Enfermagem (FNE) convocaram os profissionais da categoria a realizar atos de rua na próxima sexta-feira (9) pelo respeito ao piso.

    As mobilizações devem ocorrer em todas as capitais, das 11h às 14h.

    A convocação para os atos ocorreu após reunião extraordinária entre as entidades que compõem o fórum.

    O FNS quer ainda um encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para tratar da questão.

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), têm uma reunião na tarde desta terça-feira (6) para discutir o piso salarial da enfermagem.

    Decisão do ministro Barroso no domingo (4) suspendeu a lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que criou o piso e estabeleceu o valor em em R$ 4.750.

    O piso seria pago pela primeira vez nesta segunda-feira, 5, e valeria para os setores público e privado.

    O valor ainda serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).

    Para Barroso, Legislativo e Executivo não cuidaram das providências para viabilizar a implementação do piso.

    As entidades que representam os trabalhadores em enfermagem também apostam em mobilizações nas redes sociais.
  • História da Independência é contada em site do bicentenário

    História da Independência é contada em site do bicentenário

    Já está disponível a  Agenda Bonifácio, uma plataforma online inédita,  criada pela Secretaria de Cultura, de São Paulo,  as pessoas podem conhecer os episódios mais marcantes que levaram à separação do Brasil de Portugal.

    A plataforma estará disponível para consulta até dezembro de 2022 e depois se tornará um registro da celebração do bicentenário, segundo o secretário Sérgio Sá Leitão. “Escolhemos o nome de Bonifácio para a agenda, pois ele foi uma figura importantíssima para o desenvolvimento da independência do Brasil”, acrescentou.

    José Bonifácio de Andrada e Silva foi um dos personagens mais importantes da época, com atuação nos campos da arte, da ciência e da política.

    Ao acessar a Agenda Bonifácio, o público tomará conhecimento, por exemplo, da série de decretos que culminou na proclamação da Independência por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822.

    O primeiro deles, na verdade, foi assinado por Maria Leopoldina, em 13 de agosto de 1822, quando ela foi nomeada chefe de Estado e Princesa Regente interina, por motivo de viagem do príncipe para resolver pendências políticas.

    Ao perceber a pressão da corte depois que o marido se recusou a voltar para o país natal, a Princesa Regente convocou o Conselho de Estado do Rio de Janeiro e assinou, em 2 de setembro, mais um decreto que declarava o Brasil oficialmente separado de Portugal. Na Agenda Bonifácio a pessoa também pode navegar por uma linha do tempo, em uma viagem histórica desde o ano de 1500 até o tempo atual, passeando pelos fatos marcantes desse período da história.

    Na seção Outros Heróis, o site leva você a ter contato com personagens pouco conhecidos no processo histórico como, por exemplo, mulheres pioneiras que deixaram legado de resistência e bravura. Uma delas é Maria Felipa, importante nome no movimento de independência da Bahia. Nesse espaço, é também possível acompanhar entrevistas sobre o tema com historiadores como Lilia Schwarcz, Eduardo Bueno, Mary Del Priori, Isabel Lustosa, Ynaê Lopes dos Santos, entre outros.

    A plataforma é gerida pela Organização Social Amigos da Arte e, além de trazer para o brasileiro os fatos históricos da Independência, possibilita compartilhar informações e divulgar eventos relacionados ao Bicentenário da Independência. Para isso, a pessoa interessada só precisa acessar o formulário ou escrever para contato@agendabonifacio.com.br .

    “Queremos que a Agenda Bonifácio celebre os brasileiros independentes que assumem sua própria identidade, que tenha como principal objetivo fomentar continuamente uma programação histórica, diversa e democrática, que dialoga diretamente com os ecos desse marco na história, que segue presente até hoje em nossa cultura”, disse Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Pesquisa IPEC: Lula mantém os 44%, Bolsonaro cai para 31%; Ciro e Simone não decolam

    Em relação ao levantamento anterior, Ciro Gomes e Simone Tebet oscilaram um ponto para cima dentro da margem de erro: ele está com 8% e ela, 4%. Felipe d’Avila segue com 1%. Pesquisa, encomendada pela Globo, foi realizada entre 2 e 4 de setembro, com 2.512 entrevistados em 158 municípios. Margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.
    A pesquisa foi divulgada no Jornal Nacional desta segunda-feira (5).

    Em relação ao levantamento anterior do Ipec, de 29 de agosto, Lula se manteve com o mesmo percentual de 44%. Bolsonaro oscilou um ponto para baixo –na ocasião, tinha 32%.
    Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado, tem 8% das intenções. Simone Tebet (MDB) tem 4%.

    Ambos oscilaram um ponto para cima em relação à pesquisa anterior do Ipec e se mantiveram empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
    Felipe d’Avila segue com 1%, como na semana passada. Soraya Thronicke (União Brasil) também aparece com 1%.
    Os nomes de Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Pablo Marçal (PROS), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Vera (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto cada um.
    Roberto Jefferson não é mais o candidato do PTB à Presidência. No sábado (3), o partido indicou Padre Kelman para substitui-lo. A alteração se deu porque o TSE cassou o registro da candidatura de Jefferson.

    A pesquisa Ipec foi registrada no TSE na semana passada, quando ele ainda era oficialmente candidato do PTB.
    Intenção de voto estimulada
    Lula (PT): 44% (44% na pesquisa anterior, em 29 de agosto)
    Jair Bolsonaro (PL): 31% (32% na pesquisa anterior)
    Ciro Gomes (PDT): 8% (7% na pesquisa anterior)
    Simone Tebet (MDB): 4% (3% na pesquisa anterior)
    Felipe d’Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
    Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (0% na pesquisa anterior)
    Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Pablo Marçal (PROS): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Roberto Jefferson (PTB): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Branco/nulo: 6% (7% na pesquisa anterior)
    Não sabe/não respondeu: 5% (6% na pesquisa anterior)
    A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre os dias 2 e 4 de setembro em 158 municípios.

    Destaques
    A pesquisa mostra que Lula vai melhor entre quem tem renda de até um salário mínimo, entre quem recebe algum tipo de benefício do governo federal e quem tem ensino fundamental. As intenções de voto no petista são mais expressivas entre:
    Eleitores que avaliam como ruim ou péssima a gestão do presidente Jair Bolsonaro (75%, dois pontos a mais que os 73% da última pesquisa, de 29 de agosto);
    Aqueles que têm renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (56%); eram 54% no levantamento anterior;
    Os que vivem na região Nordeste (56%, ante 57% da pesquisa anterior);
    Aqueles que têm ensino fundamental (54%, ante 52% da pesquisa anterior);
    Eleitores em domicílios que alguém recebe benefício do governo federal (50%, ante 52% da pesquisa anterior);
    Os católicos (50%, ante 51% da pesquisa anterior);
    Entre os que se declaram pretos e pardos (47%, mesmo índice da pesquisa anterior).

    Já Bolsonaro vai melhor entre homens, evangélicos e entre aqueles que ganham mais de 5 salários mínimos:
    Eleitores que avaliam positivamente a sua gestão atual (79%, ante 81% da última pesquisa, de 29 de agosto);
    Os evangélicos (46%, ante 48% da pesquisa anterior);
    Aqueles cuja renda familiar mensal é superior a 5 salários mínimos (45%, contra 47% da pesquisa anterior)
    Homens (36%, mesmo percentual da pesquisa anterior; entre as mulheres é citado por 26%; na pesquisa anterior, eram 29%);
    Quem tem ensino médio (34%, ante 37% da pesquisa anterior) e quem tem ensino superior (34%, mesmo percentual da pesquisa anterior).

    Neste levantamento, Bolsonaro passa a se destacar também:
    Entre os que têm renda de 2 a 5 salários mínimos (40%, ante 37% do levantamento anterior)
    Entre os que vivem na região Sul (39%, ante 34% na pesquisa anterior)
    Segundo o Ipec, os outros candidatos “apresentam intenções de voto distribuídas de maneira homogênea nos segmentos analisados”.

    O Ipec também pesquisou a intenção de votos no segundo turno. Lula vence por 52% a 36% no cenário pesquisado.

  • Terror em Porto Alegre: trégua na guerra de facções dura quatro meses

    Duas mortes e 24 feridos em ataque a um bar na zona Sul, na noite de sábado, 3.

    Uma granada arremessada (sem detonar) num condominio na av. João Pessoa, na madrugada do domingo, 4.

    São os sinais claros de que a guerra entre facções criminosas em Porto Alegre recomeçou, depois de uma  trégua que durou pouco mais de quatro meses.

    No início do ano, a partir de 14 de março até meados de abril, foram mais de 30 atentados  que deixaram um saldo de 25 mortes na cidade.

    Quase 40 suspeitos foram presos,  foi reforçado o efetivo policial nas regiões conflagradas e, em 13 de abril, dez líderes que estariam comandando os crimes de dentro do Presídio foram transferidos para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

    Com isso, aparentemente, cessaram as hostilidades entre os dois grupos. Outras execuções ocorrerem, mas não eram parte da guerra, segundo a polícia.

    Agora, na semana passada, uma cabeça humana largada numa rua da Zona Sul foi o aviso de que o terror está de volta em diversos bairros de Porto Alegre.

    A Zona Sul parece ser o epicentro da disputa.

    Foi também lá, num bar da rua Rio Grande, bairro Campo Novo, que reiniciaram os ataques. Mais de 80 pessoas participavam de um pagode, na festa de um ano do estabelecimento. Por volta de 23 horas, três homens armados (dois com pistolas 9mm e um com uma espingarda calibre 12) descem de um carro, já atirando.  Vinte e seis pessoas foram atingidas pelas balas: duas delas morreram na hora, três estão hospitalizadas em “estado gravíssimo”, as demais, feridas, estão fora de perigo..

    Segundo a polícia, houve revide por parte de frequentadores, que estavam armados, mas os dois mortos – uma mulher de 29 anos e um homem de 23 anos – não eram alvos. Ela, embora tivesse antecedentes criminais,  não tinha ligação com o tráfico. O rapaz era inocente, estava na festa se divertindo.

    No caso da granada, encontrada na madrugada deste domingo, 5, dois homens foram presos assim como duas prisões foram feitas depois do tiroteio de sábado. Mas a polícia ainda não tem um quadro claro do novo cenário da guerra.

    Em entrevista à rádio Gaúcha, o delegado Rodrigo Garcia, disse que várias ocorrências estão sendo investigadas, envolvendo o trabalho de várias delegacias, sob a coordenação da Delegacia de Homicídios.

    ´“E preciso isolamento total dos líderes”

    No primeiro semestre, quando a polícia anunciou a transferência dos chefes de facção para a Pasc e os atentados cessaram, a  juíza Sonali da Cruz Zluhan, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, fez uma advertência.

    Responsável pela fiscalização de sete presídios de Porto Alegre e região, entre eles, o Central e a Pasc, ela diss que a simples transferência de líderes de facções para a Pasc “não resolve o problema da comunicação deles com o mundo exterior”.

    “Essa incomunicabilidade deveria ocorrer em qualquer presídio. Na Pasc, temos o mesmo problema dos outros presídios, porque eles também usam telefone celular lá. A Penitenciária Estadual de Canoas, é o único presídio  no Estado com bloqueador de celular.

    Segundo a juiza, atualmente o Estado não possui um presídio que permita a aplicação do chamado RDD (regime disciplinar diferenciado).

    A juíza disse que foi prometido em 2014 pelo Estado a construção de um presídio que realmente permitisse o isolamento de presos perigosos, o que não ocorreu até hoje.

    ” O regime diferenciado pede que a visita seja monitorada. Eles não podem ir juntos para o pátio. Eles têm de ter pátio isoladamente. E eles ficam realmente sem comunicação com o mundo externo. Na Pasc não tem como fazer isso”.

  • Edegar Pretto faz caminhada com mulheres na Lomba do Pinheiro

    Edegar Pretto faz caminhada com mulheres na Lomba do Pinheiro

    Uma caminhada na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, com mulheres que apoiam Edegar Pretto marcou o domingo (4) de campanha do candidato ao governo do Estado pela Frente da Esperança (PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede).

    Esta foi a primeira edição da caravana com mulheres, organizada pela Secretaria de Mulheres do PT, com o objetivo de apresentar o legado de Edegar para as comunidades, especilamente o combate à violência contra as mulheres, bandeira que defende no seu mandato enquanto deputado e também como membro do Comitê Nacional Eles Por Elas, da ONU Mulheres. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade do candidato ouvir os anseios da população.

    A caravana passou pelas Vilas Panorama, São Pedro, Bom Sucesso, Vale Verde e Santa Helena. Edegar e o seu vice, Pedro Ruas, se juntaram a centenas de mulheres, militantes, apoiadores e lideranças comunitárias. Na ocasião, eles entregaram materiais de campanha que destacam algumas propostas de trabalho. Conversaram com pessoas e receberam demandas relativas aos temas da saúde, acesso à cultura, qualificação do atendimento do serviço público nas comunidades e também sobre a proteção às mulheres vítimas de violência.

    Edegar fez um chamamento para que a comunidade, as mulheres, os homens e os jovens da Lomba se integrem à campanha. Ele destacou que nos governos atuais os índices de violência contra as mulheres aumentaram muito. Só no Rio Grande do Sul, a alta de feminicídios foi de 25% no período da pandemia. “Meu mandato de deputado se mobilizou, junto com o Comitê Gaúcho Eles Por Elas, para executar ações preventivas e que apoiam as vítimas no momento da denúncia. Criamos a campanha ‘Máscara Roxa’ e cadastramos 1,5 mil farmácias como ponto de apoio às mulheres. Ao chegar no estabelecimento, elas pediam uma máscara roxa como forma discreta de denúncia. Desta forma, o atendente, já orientado, coletava informações básicas da mulher e encaminhava a denúncia aos órgãos responsáveis. No meu governo, vamos intensificar esses modelos de campanha, bem como teremos novamente a Secretaria de Políticas para as Mulheres.”

    Edegar ressaltou também que, ao lado de Lula presidente, trabalhará para que o salário mínimo seja mais valorizado e para que o valor da cesta básica no RS diminua. “Nossa cesta básica ultrapassa os R$ 750,00 e nosso churrasco passou a ser artigo de luxo. As pessoas querem e precisam de oportunidades. Não vamos mais admitir que uma mãe vá dormir sem saber se terá o que dar de comer aos filhos no outro dia. Nosso estado produz muitos alimentos e eles precisam chegar na mesa das famílias. Quanto mais incentivarmos a produção, mais os preços vão diminuir nas gôndolas. Os próximos dias de eleição são decisivos. Quero contar com vocês para compartilharem nossos projetos.”

    Edegar intensifica agendas no interior do RS

    Edegar teve uma intensa agenda de campanha, nas ruas, no final de semana. No sábado (3), participou de caminhadas com apoiadores em Gravataí, na região Metropolitana de Porto Alegre; em Portão, Montenegro e São Sebastião do Caí, no Vale do Caí; e em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde também estava acompanhado do ex-governador Olívio Dutra, candidato a senador. O líder petista apresentou suas propostas na disputa ao Piratini e dialogou com a população. Nesta segunda e terça-feira, Edegar retorna ao interior do estado, para atividades de campanha nos vales do Rio dos Sinos, do Rio Pardo, do Taquari e na região Centro.

    Foto: Rafael Stedile

     

  • Site do governo federal fora do ar na manhã desta segunda feira

    O portal do governo federal que concentra serviços, documentos, informações e ícones que direcionam para sites dos órgãos estaduais, está fora do ar  nesta segunda-feira, pelo menos desde as 9h30.

    O portal Brasil.gov.br está fora do ar. Até o momento nenhuma informação foi divulgada a respeito. 

    Sites da Camara e do Senado operando normalmente.

  • Eleições 2022: candidata à presidência pelo PSTU faz campanha no RS

    Eleições 2022: candidata à presidência pelo PSTU faz campanha no RS

    A candidata à presidência da República pelo PSTU, Vera Lúcia, ficará quatro dias no Rio Grande do Sul, a partir desta segunda-feira, dia 29. Vera Lúcia concorre ao cargo, tendo a indígena Kunã Yporã (Raquel Tremembé), da etnia Tremembé, do Maranhão, como candidata a vice-presidente.

    No seu percurso pelo interior e capital gaúcha, ela será acompanhada por Rejane de Oliveira, candidata ao governo estadual e por Fabiana Sanguiné, candidata ao Senado pela sigla. Uma das características das chapas do PSTU nessa eleição é ter como destaque a participação de mulheres, negras e socialistas.

    A primeira parada das candidatas do PSTU será em Passo Fundo, dia 29.

    No dia seguinte, 30 de agosto, terça-feira, vão à Santa Cruz do Sul e dia 31, quarta-feira, em Santa Maria. Com Vera Lúcia encerrando a vinda ao sul, dia 1º de setembro, em Porto Alegre.

    Governo para oprimidos

    Durante suas falas nessa campanha, Vera Lúcia defende a estatização das 110 maiores empresas do país, os bancos e a agroindústria, além da revogação das reformas e leis que retiraram direitos dos trabalhadores. Segundo ela, a chapa composta por ela e Raquel Tremembé, é uma chapa indígena, negra e operária, que responde aos setores mais oprimidos da classe trabalhadora brasileira.

    Vera Lúcia, tem 54 anos e é natural de Inajá, Pernambuco. Operária sapateira, é formada em ciências sociais pela Universidade Federal de Sergipe. Iniciou sua militância ao começar a trabalhar em uma fábrica de calçados, aos 19 anos. Está no PSTU desde a sua fundação, em 1994. Já foi candidata ao governo de Sergipe, à prefeitura de Aracaju e à Câmara dos Deputados. Em 2018, foi candidata à Presidência da República e teve como vice o professor Hertz Dias, do Maranhão. Em 2020, Vera foi a 1ª mulher negra a disputar a prefeitura de São Paulo (SP), cidade onde mora atualmente.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

     

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