Trinta anos e R$ 688 milhões depois, a Ponte Hercilio Luz é reinaugurada

Trinta anos de interdição, 688 milhões de gastos e muitas denúncias de corrupção (inclusive uma CPI em andamento na Assembleia Estadual).
Esse é o histórico recente da Ponte Herclio Luz, que neste final de ano foi reaberta festivamente, embora ainda não esteja concluída a reforma.
Dirigindo um Fusca 1970, o governador Carlos Moisés (PSL) abriu o desfile que reuniu mais de 170 carros antigos que atravessaram a ponte na manhã de segunda-feira.
Policiais da PM, dirigindo carros antigos e patrulhando as imediações, usaram uma farda idêntica à usada no dia inauguração da ponte, em 13 de maio de 1926.
“Em março, nós, de fato, reinauguraremos,  esta obra, já com a iluminação cênica que vai transformar o visual desta ponte”, disse Moisés durante a cerimônia de reabertura da ponte.
Até o dia 5, apenas pedestres e ciclistas poderão atravessar a ponte.
Durante este período, o local abrigará uma extensa programação para celebrar a reabertura da ponte.
Ao todo, serão sete dias de shows de samba, rock, pop, sertanejo e MPB, além de outras atrações culturais, esportivas e gastronômicas.
A partir do dia 13, a prefeitura deve liberar a passagem das primeiras linhas de ônibus e para outros veículos a serviço de órgãos públicos. A previsão inicial é que o tráfego de carros particulares seja liberado após uma breve fase de avaliação da estrutura.

Segundo o Portal da Transparência, os gastos desde 2006 vão chegar a R$ 480 milhões quando o contrato com a empresa atualmente responsável pela obra terminar, em 2020.
Já a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que investiga os gastos com a reforma aponta uma cifra de R$ 688 milhões, levando em conta o dinheiro usado desde a década de 80.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Hercilio Luz (nome do governador que iniciou a obra) é uma “ponte pênsil com olhal”, assinada pelo americano David Barnard Steinman. A estrutura seria instalada no Canal do Estreito, trecho que tem a menor distância entre a ilha e o continente.
Como o Brasil na época (1926) não tinha produção de ferro fundido e aço, as cinco mil toneladas de material tiveram que ser importados dos Estados Unidos. Na época, Florianópolis tinha uma população de 40 mil habitantes.
 

Deixe uma resposta