Um em cada três brasileiros vive em área onde não há rede de esgoto.
São 74,2 milhões de pessoas nessa situação.
Os que não tem sequer acesso à água tratada, são 31 milhões (16% da população).
Não estão incluídos os que tem ligação com a rede encanada, mas não contam com abastecimento regular. Sobre esses não há uma estatística.
Os que vivem amontoados em moradias precárias, com três pessoas por dormitório, são 11,6 milhões (5,6% da população).
E desse total, 5,8 milhões não têm sequer banheiro em casa, sendo que 80% dessa população não tem o ensino fundamental completo.
Esses números são do IBGE, coletados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 e revelam o tamanho do desafio que o país vai enfrentar nas próximas semanas para conter o avanço do coronavirus.
Uma outra pesquisa do mesmo instituto, a “Síntese dos Indicadores Sociais”, de 2018, contabiliza os que vivem na pobreza extrema (com renda de menos de R$ 145 por mês): são 13,5 milhões.
É essa população, provavelmente, a que o presidente da República se refere quando diz que “o brasileiro mergulha até em esgoto e não acontece nada”. Para estes, por enquanto, nenhuma ajuda foi pensada.

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